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Arquivo : maio 2013

Arnaldo fica indignado com o árbitro e se destaca em transmissão de Corinthians e Boca
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Crédito da foto: Reprodução/Globo

O comentarista de arbitragem da TV Globo, Arnaldo Cesar Coelho, ficou indignado com os dois erros do trio de arbitragem de Corinthians 1 x 1 Boca Juniors pela Libertadores e chegou até a gritar na hora de falar da atuação de Carlos Amarilla, se destacando entre os demais durante a transmissão.

Arnaldo se indignou em três lances. No primeiro, Marin tocou a mão na bola deliberadamente dentro da área e a arbitragem nada marcou.

“Foi pênalti claro. Nessa imagem, o jogador deu tapa na bola. Tirou a bola da frente do Emerson. Uma vergonha. Um erro não justifica outro. Mas o pênalti foi claro. Na hora que o Emerson pega na bola, precisa correr para dentro da grande área. Ele vai correr pouco o jogo todo. Se não prestar atenção, não vai entrar na área nunca”, falou Arnaldo.

O segundo lance que gerou indignação ao comentarista de arbitragem da TV Globo foi o gol de Romarinho. O assistente assinalou impedimento no lance.

“Errou o bandeira. Errou o bandeirinha. Estava um metro atrás no momento do passe. A regra é clara. No momento do passe, o jogador tem condição. Vamos ver de novo, que é impressionante”, gritou Arnaldo. Sua voz chegou até a falhar ao comentar o segundo lance.

“Muito prejudicada a atuação pelo pênalti. Pênalti é de uma clareza, você vai ver no intervalo, o jogador joga a bola na frente, era ele e o goleiro e o jogador dá um tapa na bola igual basquete para impedir. Juiz mal colocado não viu. Lance do impedimento, quem viu gol lá na cancha do Boca. Aquela precisão cirúrgica. De mesma linha. Hoje, um metro antes e o jogador pediu impedimento erradamente”, complementou o comentarista.

No segundo tempo, mais um lance contra o Corinthians gerou indignação em Arnaldo Cezar Coelho. Paulinho completou para o gol a bola rebatida pelo goleiro Orion, mas o árbitro deu falta no lance. O comentarista da TV Globo, porém, achou que o trio de arbitragem assinalou impedimento, e reclamou outra vez. “Errou novamente a arbitragem contra o Corinthians. Gol legal, mal anulado”.

No fim, Arnaldo resumiu o que achou da arbitragem de Carlos Amarilla: “Segundo tempo tão ruim do Amarilla quanto o primeiro. Péssima arbitragem do Amarilla, que deixou de dar dois gols no primeiro tempo e não deu dois pênaltis. Muito mal”.

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Organização em evento de Schwarzenegger no Rio irrita Globo
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Crédito da imagem: Renan Rodrigues/UOL

Renan Rodrigues
Do UOL, no Rio de Janeiro 

O Arnold Classic Brasil, evento realizado no último final de semana, no Rio de Janeiro, com investimentos e a “grife” do ator Arnold Schwarzenneger, arrastou uma multidão de quase 100 mil pessoas ao Centro de Convenções Sul-América. Se foi um sucesso de público, a apresentação de alguns eventos esportivos da feira irritou a TV Globo.

A emissora carioca transmitiu com exclusividade a disputa do “Strongman“, competição de força entre seis atletas estrangeiros, mas a desorganização dos promotores do evento causou constrangimentos e reclamações.

Com regras confusas, sem qualquer assessor de imprensa no local ou mesmo informações preliminares para auxiliar na transmissão ao vivo, os apresentadores Tande e Carol Barcellos tiveram que “se virar” durante o programa “Esporte Espetacular”.

Por mais de uma vez, quando algo saia do normal, a emissora cortava a apresentação do torneio e exibia os comerciais. A irritação dos produtores globais com representantes da organização no local também aconteceu por conta da estrutura física, considerada inadequada para a transmissão.

O “Strongman”, chamado pela Globo de “Força Bruta”, teve como vencedor o norte-americano Brian Shaw. Porém, duas das três provas foram marcadas por decisões confusas, remarcações e ‘reuniões’ entre árbitros e atletas.

A feira, que recebeu o tripo de visitantes esperados, também teve problemas com enormes filas, muito lixo pelos corredores e cambistas. O evento deve mudar de endereço em 2014 e provavelmente será realizado no Riocentro.


Comentarista do Sportv critica filiada da Globo no RS ao vivo
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O comentarista Telmo Zanini deu bronca ao vivo na produção da RBS TV, filiada da Globo no Rio Grande do Sul, durante o “Redação Sportv” desta sexta-feira.

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Após o correspondente Paulo Brito dar informações sobre o estados das obras do Beira-Rio para a Copa 2014, Zanini pediu a palavra e criticou as imagens antigas exibidas pela produção.

“Paulo Brito, vou te fazer um pedido aqui. Pede para o nosso pessoal muito competente aí da RBS mandar umas imagens mais recentes do Beira-Rio, porque esta que nós passamos aí são muito antigas”, disparou.

“Estive lá há duas semanas, e quem vê essas imagens aí vai pensar que está atrasadíssimo. Isso aí deve ser de três ou quatro meses atrás”, continuou.

“Alô, pessoal. Imagens novas do Beira-Rio com gramado, com as traves, que já estão lá…”, finalizou Zanini.

Ao final de sua participação, Paulo Brito prometeu providenciar imagens novas do estádio do Internacional assim que possível.

Confira no vídeo:

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Galvão Bueno critica Felipão e contraria Fifa sobre nome do estádio de Brasília
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Em uma das transmissões mais sóbrias do narrador pela TV Globo neste ano, sem exageros ou muitos pitacos com a bola rolando, Galvão Bueno acabou aproveitando o intervalo do jogo entre Bayern de Munique e Barcelona para dar algumas cornetadas, uma delas bem direta para o técnico da seleção brasileira, que joga nesta quarta-feira contra o Chile, no Mineirão.


O principal narrador da emissora carioca rebateu Luiz Felipe Scolari que, em entrevista à Folha de S. Paulo na última segunda-feira, disse que “essa história de volante goleador é muito bonito para a imprensa. É bonito, só não é bonito para o técnico e o time.”

“Uma pena o Felipão estar dando treino agora e não estar vendo o jogo. Se estivesse vendo o jogo, ia entender que volante que sabe sair jogando não agrada só jornalista”, criticou.

O narrador também aproveitou para contrariar a Fifa em relação ao nome do estádio de Brasília para a Copa da Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Apesar de a entidade e o próprio governo ter instituído que o local terá o nome de Estádio Nacional, ele prefere chamá-lo da maneira original.

“O Brasil vai jogar contra o Japão, na estreia da Copa da Conderações, no estádio Mané Garrincha. Ah, sei que mudaram, mas será Mané Garrincha para sempre”, afirmou.


“Doce com as mulheres”, lateral Caramelo, do Mogi, é zoado no “Fantástico” e na Band
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Crédito da imagem: Reprodução/TV Bandeirantes

O lateral direito Caramelo, de apenas 18 anos, fez sua estreia profissional no último domingo, quando seu Mogi Mirim bateu o São Paulo por 1 a 0, pela última rodada da fase de classificação do Campeonato Paulista. Mais do que a atuação do atleta, o que chamou a atenção dos programas esportivos foi seu apelido.

No próprio domingo, o “Fantástico”, da TV Globo, já foi atrás do motivo de tão curiosa alcunha. O próprio atleta, porém, não soube explicar muito bem.

Primeiro, disse que era porque as pessoas o consideram um “doce”. Depois, contou que, como seu pai é negro e sua mãe é loira, ele teria nascido “cor de caramelo”. Na terceira versão, assegurou que é um “doce com as mulheres”, daí o apelido.

Foi o suficiente para o programa da Globo colocar a música “Camaro Amarelo”, na qual o autor diz ter ficado “doce feito caramelo”, para ilustrar um clipe dos lances do lateral na partida contra o São Paulo. Nervoso, porém, o ala tentou a maioria das jogadas que tentou, terminando com atuação bastante irregular.

Já neste segunda, Caramelo não escapou da zoação do “Donos da Bola”, da TV Bandeirantes. Visivelmente tímido e sem jeito, ele foi “enquadrado” pelo repórter Nivaldo De Cillo, que também quis saber a origem de seu apelido. O jovem apresentou uma série de explicações, e no final mandou um abraço para o apresentador Neto.

Confira no vídeo:


Casagrande diz que voltou a ter prazer em comentar e clama: “Sou imparcial”
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Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo

Francisco De Laurentiis
Do UOL, em São Paulo 

O ex-jogador Walter Casagrande Jr. comenta futebol na TV Globo há quase 15 anos. Durante boa parte desse tempo, porém, seu trabalho não lhe deu nenhum prazer. Muito pelo contrário: era um incômodo.

A dependência das drogas fez com que Casão perdesse, pouco a pouco, o amor pelas transmissões. Perdeu até mesmo o amor por si mesmo, e chegou ao limite quando bateu o carro e entrou em coma, em 22 de setembro de 2007.

>>> Casagrande diz que excesso de jogos afasta telespectadores e aprova convidados

Durante dois anos, ficou em tratamento para se livrar dos entorpecentes, longe até mesmo da família. Neste período, também ficou ausente das cabines, e só foi voltar à Globo em 2009.

Walter Casagrande

Walter Casagrande

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Hoje, é um novo homem. Recuperado após longo tratamento, diz ter usado o tempo para repensar a vida. Recentemente, lançou sua biografia, e quer usá-la para ajudar dependentes químicos a buscar tratamento.

Em entrevista ao UOL Esporte, Casagrande diz que recuperou o “tesão” em trabalhar na TV, e que, diferente de outros tempos, agora sente prazer em comentar.

>>> Casagrande diz que sua biografia foi feita para ajudar dependentes 

Também disse quem são seus narradores e comentaristas favoritos, lembrou suas transmissões inesquecíveis e ressaltou sua imparcialidade, mesmo admitindo torcida e paixão pelo Corinthians.

Confira o bate-papo com Casão:

UOL: Depois de tudo o que você passou, qual o seu prazer em trabalhar com futebol?
Casagrande: Na realidade, agora é que eu tenho tesão em comentar futebol. Antes de me internar, de passar pelo tratamento [contra as drogas], não via o trabalho como uma coisa importante. Para te falar a verdade, eu não tinha satisfação nenhuma em comentar. Depois do tratamento, passei a ter uma visão melhor das coisas. Voltou o prazer de trabalhar, e, principalmente, de viajar. Essas últimas viagens para comentar os jogos da seleção, pra Suíça, Suécia, foram ótimas, muito agradáveis. Hoje, encaro o cargo de comentarista como minha profissão de verdade. É o que eu melhor sei fazer, e cada dia me esforço para fazer da melhor forma possível.

UOL: Acha que o fato de ser corintiano faz torcedores de outros times terem antipatia por você?
Casagrande: De jeito nenhum! Eu comento jogos há 15 anos e sempre fui imparcial, cara! Sou muito honesto naquilo que faço. Eu torço para o Corinthians desde pequeno, sempre falei, mas isso nunca me impediu de ser imparcial. Quando o Corinthians está mal, falo que está mal, e quando está bem, faço elogios. Mesma coisa para os outros times… (suspira). Mas vou te falar: o dia em que mais me senti à vontade [durante uma transmissão] foi na final do Mundial, Corinthians contra Chelsea. Naquele dia, não tinha problema torcer, porque o outro time era inglês. Fiquei de boa e torci pra caramba (ri)! Mas não acho que tenham antipatia comigo porque sou torcedor.

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Casagrande com a cantora Gal Costa, no programa “Altas Horas”: comentarista vai voltando a curtir o trabalho (foto: Reinaldo Marques/TV Globo)

UOL: Falando nesse jogo, quais foram as transmissões que mais te marcaram?
Casagrande: Poderia citar várias, mas acho que a melhor de todas foi a final da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha, em 2002. Foi sensacional, indescritível. Essa e a final do Mundial de Clubes contra o Chelsea foram as que, certamente, mais mexeram comigo.

UOL: Como é trabalhar com Galvão Bueno e Cléber Machado?
Casagrande: É ótimo! Me dou muito bem com eles. Cada um tem um estilo muito diferente de narrar e comandar a transmissão, mas me dou muito bem com os dois. Eles conseguem tirar de mim muitas coisas, conseguem me envolver na transmissão e às vezes me ajudam a recordar algumas coisas que eu já nem lembrava mais. Temos um entrosamento muito legal.

UOL: Fora eles, quem são seus narradores e comentaristas favoritos?
Casagrande: Eu gosto muito do Milton Leite [narrador do Sportv], acho ele divertido, espontâneo. Gosto do Neto [comentarista da TV Bandeirantes], gosto do Caio [Ribeiro, comentarista da TV Globo]… Trabalhar com o Caio é ótimo, gosto muito de dividir os comentários com ele e com o Júnior [comentarista da TV Globo], acho legal quando temos opiniões diferentes. Mas te confesso que não assisto a muitos jogos. Quando não estou trabalhando, vejo muito pouco futebol, quase não assisto. Quando é dia de trabalhar, vejo os gols da rodada e me preparo, mas não fico vendo futebol nos outros dias.

>>> Casagrande revela intuição antes da morte de Sócrates

UOL: Até quando pensa em trabalhar na TV? Gostaria de fazer outra coisa?
Casagrande: Eu gosto de trabalhar em rádio. Gosto muito de música. Já fui produtor do Raul Seixas por um ano, produzi Nando Reis, Kiko Zambianchi… Tendo essa paixão pela música, talvez faça algo com isso, quem sabe ter um programa… Mas acho que vou comentar por muito tempo ainda.

UOL: Ainda gosta de jogar futebol?
Casagrande: Não, não… Não jogo bola há anos! Tenho um problema sério no joelho… Meu, se eu jogar uma pelada, nem que seja só um pouquinho, tenho que tomar injeção de anti-inflamatório, fazer gelo… Não tenho mais saco pra isso…


Mudança na grade faz estados acompanharem o TUF só à 1h da manhã
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TUF Brasil 2

TUF Brasil 2

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O público que acompanha o The Ultimate Fighter Brasil foi surpreendido pelo anúncio da TV Globo de que passará o seriado “Revenge” aos domingos, após o “Fantástico”, empurrando o reality show do UFC para a madrugada. Mas, além disso, alguns estados sofrerão ainda mais, devido à programação local que faz parte da grade dominical da emissora, e que varia pelo país.

Desde a primeira edição, alguns locais como o Rio Grande do Sul e a Bahia “sofrem” com a programação local, e são obrigados a assistir ao reality show com atraso em relação a São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo. Depois do fim do Big Brother, a tendência era de que estes estados tivessem a vida facitada: SP e RJ transmitiriam o TUF pouco depois das 23h, e os atrasados, próximo à meia-noite. Mas não é o acontecerá, e o horário será mais cruel, lá pela 1h.

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A entrada de “Revenge” é nacional. A informação foi dada pelo blog “Papo de Bola” e foi confirmada pela reportagem do UOL Esporte. A grade da Globo para todo o país terá o seriado logo depois do “Fantástico”. Para estados e cidades em que não há esta programação local, o TUF será transmitido em seguida. Mas Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Belo Horizonte, Bahia, Pernambuco e algumas áreas do interior de São Paulo terão “Revenge”, programação local e então o reality show.

Por dois fins de semana, após o BBB terminar, o TUF teve momento de destaque na programação, competindo com Pânico e Sílvio Santos no fim da noite. No entanto, a audiência caiu em relação à edição da estreia, de 2012, e a expectativa é de que “Revenge” combata isso. O reality show de lutas deu médias de 9 e 8 pontos de audiência no Ibope na Grande São Paulo nas duas últimas semanas.

A pontuação do Ibope mudou em relação a 2012. No ano passado, cada ponto era equivalente a 58.300 domicílios sintonizados. Em 2013, a pontuação equivale a 61.952 casas.


Time baiano é citado em “A Grande Família” e quer ajudar a decorar táxi do programa
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Crédito da imagem: Divulgação/Jacuipense

Os dirigentes do pequeno Jacuipense, da Bahia, tiveram uma grande surpresa enquanto assistiam à “A Grande Família”, na última quinta-feira, na TV Globo. Durante o episódio, o nome do time foi citado por Paulão da Regulagem, personagem de Evandro Mesquita, e agora a equipe quer até colaborar com o programa.

Evandro Mesquita como “Paulão”, da “Grande Família” (Crédito da foto: Divulgação)

Na cena em questão, Paulão falou sobre o clube durante conversa com o Pajé Murici (Luís Miranda). O Pajé disse que gostaria de ter um adesivo com o escudo de seu time do coração em seu táxi, mas isso não foi feito. Paulão, então, argumenta: “Injustiça seja feita, eu procurei um adesivo da Jacuipense da Bahia, mas não achei”.

Felizes com a citação surpresa, os dirigentes da equipe baiana querem agora mandar um adesivo para o personagem de Evandro Mesquita colocar no táxi de Murici.

“Ficamos honrados em saber que um personagem de ‘A Grande Família’ torce para nosso time e queremos homenageá-lo. Se a Rede Globo permitir, enviaremos um adesivo pro Paulão colocar no táxi. Aliás, queremos até mandar uma camisa personalizada pro Pajé Murici usar”, diz Wilson Trecenti, diretor da empresa co-gestora do Jacuipense.

Fundado em 21 de abril de 1965, o “Leão” foi campeão do Campeonato Baiano da Segunda Divisão em 1989 e, em 2012, retornou à elite do futebol baiano após 16 anos fora da primeira divisão. Neste ano, o time ficou em 6º na primeira fase do Estadual, e acabou não se classificando para a segunda fase.

Crédito da imagem: Divulgação/TV Globo


Casagrande diz que excesso de jogos afasta telespectadores e aprova convidados
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Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo

Francisco De Laurentiis*
Do UOL, em São Paulo 

Enquanto boa parte dos times brasileiros ganha cada vez mais dinheiro com patrocínios e tira jogadores da Europa, como Seedorf, Forlán e Alexandre Pato, a audiência do futebol na TV aberta segue caindo a ano a ano. Em 2010, por exemplo, a Globo marcava média de 21 pontos** no Ibope com a bola rolando. Já neste ano, o número é 17,4 – uma queda de 17,1% nos últimos três anos.

Vários motivos são dados como explicação sobre o porquê da redução da audiência, como o aumento das opções de lazer e o baixo nível técnico das partidas. Mas, para quem está diretamente ligado às transmissões, o problema é outro.

Walter Casagrande

Walter Casagrande

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Segundo Walter Casagrande, principal comentarista da TV Globo, o excesso de jogos sem importância e a falta de partidas decisivas são os principais fatores que vêm afastando os telespectadores das rodadas do futebol. Em entrevista ao UOL Esporte, Casão disse que apenas duelos mais atrativos dão audiência, e também aprovou uma das medidas adotadas pela emissora para tentar reerguer a audiência.

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“Eu faço muitos jogos, e vejo que, nas grandes partidas, a audiência é bem alta. Acho que o excesso de jogos prejudica demais… Toda hora passa muito jogo, futebol vira uma coisa corriqueira. Antigamente, passava muito menos, cada jogo era uma atração”, diz o comentarista, que, recentemente, lançou sua autobiografia.

“Hoje, as pessoas só se interessam quando o jogo é legal, decisivo. Jogo de Libertadores, por exemplo, dá audiência altíssima. Finais também sempre vão bem (na audiência). Até os jogos da seleção, mesmo sem serem por campeonatos oficiais, continuam dando bons números. Quando o evento é bom, todo mundo quer ver. Quando o evento é ‘mais ou menos’, as pessoas pensam duas vezes”, completa

Casagrande com o amigo Serginho Groisman, no “Altas Horas”. Para o comentarista, é necessário que haja mais jogos decisivos na televisão aberta (Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo)

Casagrande, aliás, diz que não é apenas a audiência do futebol que está caindo na TV: “O Ibope televisivo está em declínio em todas as áreas. Hoje, as pessoas tem internet e um monte de outras coisas para passar o tempo. Não é só o futebol que está caindo. Tudo relacionado a televisão está experimentando queda”, afirma.

Os dois jogos de melhor audiência na Globo este ano tiveram o Corinthians  e a Libertadores como protagonistas: contra Tijuana (México) e Millonarios (Colômbia), a emissora marcou 24 pontos. Já o pior Ibope veio do Paulistão, competição criticada pela extensão: Guarani x São Paulo marcou 8 pontos.

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Já na Bandeirantes, que não transmite a competição continental, a melhor audiência veio em um clássico paulista: São Paulo 1 x 2 Corinthians, no final de março, deu 8 pontos. A pior foi em um jogo da Liga dos Campeões da Europa: Paris Saint-Germain (França) x Valencia (Espanha), pelas oitavas de final, marcou 3,5 no Ibope.

Comentarista aprova convidados especiais

Uma das estratégias usadas pela Globo para tentar subir seus números do futebol foi repetir uma ideia do final dos anos 1990: levar convidados especiais, como músicos e atores, para comentar as partidas com Galvão Bueno, Cléber Machado e cia.

Casagrande gostou de comentar ao lado do ator Aílton Graça e do ex-jogador Zé Maria (Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo)

No fim da década passada, nomes como os dos pagodeiros Netinho de Paula e Alexandre Pires foram os atrativos. Já neste ano, personalidades como a cantora Luiza Possi, o ator Aílton Graça e o técnico de vôlei José Roberto Guimarães já participaram de jogos em São Paulo, tanto no Estadual quanto na Libertadores. No Rio de Janeiro, vários outros artistas famosos também deram seus palpites.

Casagrande aprova a estratégia e diz que os convidados, mesmo não sendo na maioria das vezes ex-jogadores ou técnicos, acrescentam muito às discussões futebolísticas.

>>> Casagrande diz que fazia sexo “proibido” na época da Democracia

“É uma coisa diferente. Pela queda da audiência, as pessoas têm que inventar outras maneiras de chamar a atenção. Acho legal quando trazem cantores, porque eu gosto muito de música, mas atores e ex-jogadores também são muito legais. Quando veio o Zé Maria [comentar Corinthians x Millonarios] foi sensacional”, lembrou Casão.

“Na maioria das vezes, eles deixam a transmissão muito rica. Quando o cara acompanha e entende bastante de futebol, fica muito legal. Por exemplo, o [ator] Aílton Graça é corintiano doente, entende tudo do Corinthians, então, ele sabe bem do que está falando. Essa transmissão ficou muito legal. Às vezes até nem acrescenta nada na discussão futebolística, mas o fato da pessoa de outra área dar a opinião dele também agrega à transmissão”, opina o comentarista da TV Globo.

*Colaborou Erich Beting, do blog Negócios do Esporte

**Cada ponto equivale a 62 mil domicílios sintonizados na Grande São Paulo


Galvão “morde e assopra” Neymar, comete erro de português e se encanta com arco-íris
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Crédito da imagem: Reprodução/TV Globo

Galvão Bueno segue com seu “morde e assopra” em relação às atuações de Neymar. Após detonar as simulações do atacante contra no amistoso entre Brasil e Itália, em 21 de março, o narrador da TV Globo também pegou no pé do santista neste sábado, durante a goleada por 4 a 0 da seleção contra a Bolívia.

Aos 39 minutos do primeiro tempo, Neymar foi lançado pela esquerda e puxou contra-ataque. Ao chegar à área adversária, driblou um e teve chance de chutar ou tocar, mas preferiu tentar outro drible e acabou desarmado, se atirando em seguida dentro da área. O lance revoltou Galvão.

“É aí que a coisa pega… Quando ele joga pela seleção brasileira, o mundo inteiro está vendo, e, desse jeito, o Neymar terá que conviver para sempre com o estigma do jogador que se atira”, disparou o narrador. Caio Ribeiro concordou: “Depois do drible, o Leandro Damião estava livre. Tinha que ter chutado ou tocado”.

Um minuto depois, porém, Jadson cruzou da direita e o camisa 11 da seleção brasileira estufou as redes, com uma bonita finalização de primeira. Galvão Bueno “absolveu” Neymar e disse que suas críticas são construtivas.

“Tá vendo? Não precisa simular ou cair! Ele tem futebol demais, sabe fazer gol de direita, de esquerda, de primeira… É por isso que a gente fala tanto [para ele parar de simular], para alertar e incentivar”, disse o narrador, que mais tarde ainda sentiu falta do atacante.

“No meio da semana, o Messi saiu no intervalo do jogo do Barcelona [pela Liga dos Campeões] e o Paris Saint-Germain foi para cima. Depois que o Neymar saiu, a Bolívia pensou ‘agora o bicho não está tão feio assim’ e foi para cima. O Brasil caiu no marasmo sem Neymar, já que ele e o Ronaldinho são os jogadores que mais desequilibram”, afirmou.

Caio Ribeiro, mais uma vez, concordou: “Guardadas as devidas proporções [entre Neymar e Messi], foi isso mesmo que aconteceu

“Perdoem a falha”

No segundo tempo, Galvão cometeu um erro de português e não foi perdoado pelos internautas, que colocaram o global nos trending topics do Twitter. Tudo após o dono da voz fazer um de seus tradicionais comentários sobre a altitude boliviana.

“Na altitude, o ar tem ‘menas’ resistência…”, disse Galvão, interrompendo a própria fala ao reconhecer o equívoco. “É amigo, nessa eu caprichei… Perdoem a falha”, completou. E isso porque o jogo foi realizado em Santa Cruz de la Sierra, cidade que não está no altiplano boliviano, como La Paz, Oruro ou Potosí.

O narrador também chamou a atenção por “encafifar” com um impedimento claro para o Brasil, pedindo várias vezes o tira-teima, e também após um jogador boliviano recuar a bola de cabeça para o goleiro: “Vale recuar de cabeça, Arnaldo”?. “Vale, só não vale é se for com o pé e o goleiro pegar com a mão. De joelho também pode”, respondeu o comentarista de arbitragem.

Durante a transmissão, ainda sobrou tempo para um momento “fofo”. Devido à chuva que caiu antes do jogo, um arco-íris se formou no céu, deixando o narrador maravilhado: “Olha só o arco-íris, que bonitinho!”, derreteu-se Galvão, quando as câmeras mostraram o céu colorido.