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Brasileirão, Copa do Brasil e Champions: os planos do DAZN para o futuro

João Victor Miranda

09/05/2019 04h00

Crédito: Guilherme Lemos/Divulgação/DAZN

O dia 9 de maio de 2019 marca o lançamento do DAZN no Brasil e, quem sabe, o início de uma nova era na transmissão esportiva brasileira. Pode parecer pretensioso, mas é esse o objetivo do serviço de streaming que que acaba de estrear no país. Com resultado satisfatório nos meses de teste e participação em uma histórica liderança contra a TV Globo, a direção da empresa faz planos pretensiosos para os próximos anos.

Na primeira semana oficial do serviço no país, o UOL Esporte conversou com Bruno Rocha, vice-presidente executivo do DAZN Brasil. Ele falou sobre os planos para expansão da marca nacional e internacionalmente. Além disso, disse como pretende que seja a produção de conteúdo exclusivo para o Brasil, sobre Neymar e Cristiano Ronaldo, sobre parcerias com os clubes e mais.

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Lançado há três anos, o DAZN, que começou em Alemanha, Áustria e Suíça, já alcançou outros grandes mercados pelo mundo. Hoje, o serviço está presente em nove países: além dos três já citados, chegou a Japão, Canadá, Espanha, Itália, Estados Unidos e, agora, Brasil, que é o primeiro mercado na América Latina.

De acordo com Bruno Rocha, o momento é propício para chegar ao país, uma vez que o mercado de direitos de transmissão apresentou grandes mudanças desde 2018, com o fim dos canais Esporte Interativo na TV fechada e a compra da Fox pela Disney. Além disso, o vice-presidente executivo da empresa destacou que os números de companhias que oferecem serviços parecidos, como a Netflix, são muito encorajadores no Brasil.

O DAZN ainda enxerga como um sonho mais distante a transmissão das maiores competições nacionais, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Isso porque os clubes do Brasil assinaram contratos longos para o Brasileirão com Globo e Turner, com fim previsto para 2024.

Nos planos mais próximos, Rocha citou diversos campeonatos internacionais com maior relevância para o público brasileiro, como a Libertadores, a Liga dos Campeões e outras ligas europeias. De concreto, em 2019, o DAZN tem um acordo recente para a transmissão da Série C, além de possuir os direitos da Copa Sul-Americana, partidas do futebol italiano (Serie A, Serie B e Supercoppa Italiana), Francês (Ligue 1 Conforama, Domino's Ligue 2 e Coupe de France), Norte-Americano (MLS), Japonês (J-League), Inglês (FA Cup) e Africano (AFCON – Copa Africana de Nações).

O portfólio estende-se a outros esportes, com um cardápio variado, que tem (EuroLeague e British All-Star Championship basketball), tênis (WTA), automobilismo (NTT IndyCar Series) e grandes eventos de luta, como o Matchroom Boxing USA e Italy, a Professional Fighters League e a Glory Kickboxing.

Na fase de testes, apenas alguns eventos selecionados deste portfólio do DAZN foram disponibilizados em transmissões – sempre gratuitas – pelo canal da empresa no Facebook, no YouTube e, em algumas ocasiões, em parcerias com a RedeTV!.

Em uma das experiências com a RedeTV!, na transmissão do jogo Racing (ARG) x Corinthians, o DAZN conseguiu alguns resultados expressivos: bateu o recorde de audiência da emissora nos últimos sete anos, colocou a RedeTV! à frente da Globo naquela noite e estabeleceu a maior marca do Youtube em eventos esportivos transmitidos ao vivo no Brasil.

Confira a entrevista de Bruno Rocha na íntegra:

Qual a origem do DAZN, como a empresa começou?

O DAZN foi fundado por uma empresa que se chamava Perform Group, que agora mudou de nome completamente para DAZN. A empresa começou há mais de dez anos trabalhando muito nessa linha de transmissão de direitos ao vivo, tanto para empresas de mídia como empresas de aposta, com um foco muito grande na área digital. Então, a empresa nasceu primeiro no mundo digital, entregando streaming ao vivo para sites de aposta, depois expandindo para empresas de mídia. E a gente já atuava muito forte nesse setor, predominantemente licenciando pra canais, vendendo direitos ou para sites de aposta ao redor do mundo.

Nessa atuação em vários mercados mundiais, a gente acabou identificando os mercados da Alemanha, Áustria e Suíça como mercados bastante únicos, onde havia uma conectividade alta da população, um gosto grande por esportes e uma competitividade baixa entre os canais. Por causa disso, os valores de direitos esportivos eram muito baixos. Então, com base nessa experiência nossa, desenvolvendo serviços digitais e também já trabalhando muito bem nesse meio de negociação de direitos esportivos, a gente resolveu lançar o serviço pra entender se havia uma demanda do mercado desenvolvido nessa região de Áustria, Alemanha e Suíça.

Então a gente lançou três anos atrás nesse mercado, muito com foco em alguns direitos de Campeonato Inglês, Liga Espanhola, Tour Feminino de Tênis (WTA), Campeonato Italiano… E a gente comprou vários desses direitos, tanto de futebol premium como de ligas americanas também, NBA, NFL, e colocou nesse serviço pra testar nesses mercados inicialmente. A partir disso, os números foram encorajadores, e a gente acabou expandindo para o Japão, depois, Canadá, depois, Itália, Espanha, EUA, agora Brasil, e a empresa em um movimento muito forte para expandir pelo mundo. E estamos bastante entusiasmados com o potencial do mercado brasileiro.

Quem são os principais concorrentes do DAZN?

Os principais concorrentes acabam sendo todas as principais empresas de mídia tradicionais e novas mídias em suas diferentes formas. Essa indústria é bem única porque a gente acaba atuando também como parceiro em alguns casos, como competidores em outros. O Facebook é um bom exemplo. Aqui no Brasil, eles compraram os direitos da Libertadores e da Champions League, mas nós transmitimos também eventos através do Facebook, porque é uma plataforma muito útil pra gente desenvolver a marca e engajar com possíveis assinantes.

Então eu não vejo hoje um competidor direto que faça exatamente a mesma coisa que o DAZN, porque nós somos a primeira empresa no mundo 100% focada nesse mundo OTT [over the top], diretamente ao consumidor, mas você tem empresas também como ESPN, como a Globo, com o Premiere, a Fox, Esporte Interativo, Esporte Interativo +. Essas empresas também já oferecem serviços tradicionais e direto ao consumidor.

O nosso modelo é muito único porque a gente só vai direto ao consumidor e esse é o grande foco da empresa.

O Facebook não é tão próximo porque eles fazem uma transmissão sem custo para o assinante, é um modelo simplesmente por venda de publicidade, e eles estão mais focados em dois eventos grandes aqui no Brasil e não são um serviço 100% dedicado ao esporte. Do nosso lado somos um serviço de assinatura, dedicados 100% ao esporte, pra entender o fã de esporte, pra oferecer uma experiência ao vivo, uma experiência do usuário muito agradável em qualquer plataforma e esse é nosso foco: permitir que o assinante consuma o DAZN em uma TV conectada, em um app de celular, em um tablet, viajando, no computador, e que a experiência seja muito parecida em todas essas plataformas.

Como você chegou ao DAZN?

Eu estou na empresa que agora se chama DAZN há quase oito anos. Eu saí do Brasil no começo de 2008 para estudar nos EUA, fazer um MBA fora. Era advogado, mas trabalhava na área de consultoria e com aquisições e fusões de empresas. Tinha ido para os EUA para fazer o MBA, e queria realmente me envolver com coisas que eu me sentisse muito entusiasmado e tivesse uma paixão para estar próximo. E a indústria de esporte era algo que me tocava muito. Eu joguei basquete por muito tempo em Belo Horizonte, e acabei conseguindo um estágio na NBA, em Nova Iorque, e depois recebi uma proposta pra ficar, inicialmente para cuidar dos negócios internacionais na América Latina, com foco muito grande na área de mídia.

E, depois de alguns anos lá, eu conheci o pessoal da Perform, que estava em um momento de expansão no mercado das Américas, e me contrataram, na época para o escritório de Nova Iorque. Fui um dos primeiros a serem contratados nessa operação das Américas. E estou na empresa desde então, nas suas diferentes formas de atuação, mais recentemente no DAZN. Participei muito nesse processo de definição do projeto, de realmente tentar atacar esse mercado em que a gente via um potencial muito grande.

Por que o Brasil como primeiro mercado na América Latina? Tem influência sua nessa escolha?

Tem sim. A minha área de atuação na empresa era essa negociação de direitos de transmissão de mercados internacionais. Era minha especialidade entender o que estava acontecendo em cada mercado, e posicionar alguns direitos que a gente representava nesse mercado pra melhorar a exposição e dar um valor maior para os detentores dos direitos.

No Brasil, a gente identificou dinâmicas muito favoráveis para o DAZN entrar no ano passado. Obviamente é um mercado muito grande. O número de empresas como Netflix era muito encorajador para gente. Então, já víamos um potencial muito grande no mercado brasileiro, por ser uma população jovem, conectada, que tem uma afinidade muito grande com a tecnologia. E a gente teve essas dinâmicas muito únicas no mercado de consolidação de empresas de esporte que nos permitiu entrar no mercado e comprar vários direitos que ficaram disponíveis nesse mercado brasileiro.

Teve a compra da Fox pela Disney, o fechamento do Esporte Interativo. Teve toda essa dinâmica de mercado que nos permitiu comprar um portfólio que nos permite lançar.

A descentralização das transmissões de futebol nos últimos anos favorece o DAZN?

O favorecimento do DAZN está na dinâmica que vem acontecendo no mundo inteiro, que é essa desintermediação entre os canais de TV paga inicialmente e as operadoras. Então, as barreiras de entrada ficaram mais baixas, permite novos players, como o DAZN, entrarem no mercado sem passarem por negociações com empresas de distribuição.

Por outro lado, é um trabalho muito mais árduo, é um trabalho muito mais duro reter o usuário, oferecer valor e realmente estar sempre entregando um serviço de qualidade altíssima para as pessoas não cancelarem porque a grande diferença é que no mundo antigo as pessoas assinam um pacote de TV a cabo e demoram a cancelar. O processo para cancelar, às vezes, é mais demorado, as pessoas deixam no piloto automático, e nem revisitam isso. No nosso caso, no nosso negócio, o cancelamento é muito fácil: o usuário está a um clique de cancelar. Por isso é um trabalho muito mais duro para conseguir gerar valor para a empresa.

Então, de novo, é um movimento que acontece no mundo inteiro, mas, por outro lado, é uma habilidade que as empresas de mídia têm que ter nesse mundo de OTT e nessa nova fronteira da indústria de mídia.

O DAZN já contratou alguns profissionais. Quais os parâmetros para a escolha? Há alguém na mira?

O nosso foco é contratar profissionais de qualidade, que adicionem valor à experiência do usuário. Você já viu nomes aí como Eduardo Monsanto, Tiago Arantes, Conrado Giulietti, que já tiveram experiência em empresas como a ESPN. César Augusto, Andrei Kampff, que estiveram na Globo, SporTV. João Venturi e Gustavo Ribeirão, também com experiência no Fox Sports.

Então a gente contratou pessoas que, obviamente, tivemos sorte que estavam disponíveis no mercado, mas que eram pessoas que a gente achava que tinham um conhecimento muito profundo nos eventos que a gente já tinha na  plataforma. E vamos continuar nesse foco.

Pra gente, realmente, o foco é na experiência ao vivo. É ter comentaristas que são bons, que adicionem valor, e que também tenham uma experiência comprovada, mas focando sempre nessa experiência ao vivo e trazendo mais volume de eventos ao vivo, e que estavam disponíveis no mercado brasileiro. Então é uma plataforma que não tem uma limitação de canais como a gente via em vias tradicionais. A quantidade de eventos que vai estar disponível na plataforma ao mesmo tempo é algo que não existia no mercado. Por isso, a gente tem que focar em trazer pessoas que vão nos ajudar a cobrir esses eventos com uma qualidade alta e que agrade aos usuários.

O DAZN já fez parcerias também, como com o canal Desimpedidos. Há preferência pela contratação de profissionais ou por essa estratégia?

Nesse momento, estamos avaliando várias opções e vamos, pouco a pouco, entender quais as oportunidades disponíveis de forma mais clara, seja por parceria, seja contratar os profissionais, mas com uma preocupação muito grande com certo controle editorial para que a qualidade seja alta e atenda os níveis da plataforma já altos de expectativa mundiais em outros mercados.

Eu diria que, nesse momento, a gente tem uma flexibilidade grande para experimentar modelos diferentes em todas as áreas. Estamos conversando com todas as partes para entender as opções disponíveis no mercado brasileiro que atenderiam aos nossos objetivos, e vamos adequando à medida que temos mais informações e um caminho mais concreto a seguir

As estratégias testadas pelo DAZN (como a parceria com os Desimpedidos, por exemplo) foram bem recebidas? Ou o público prefere as transmissões em um formato mais tradicional (narrador, comentarista e repórter)?

Todos os experimentos foram muito bem recebidos. Não agrada a todos Tem gente que prefere uma transmissão mais tradicional, que não mude muito os padrões de consumo. Não diria que agrada a todos, maseu acho que, em sua maioria, as pessoas entendem que a gente vai fazer testes, tentar modelos diferentes, e essa é a grande beleza da plataforma. A gente  consegue ter resposta em tempo real, consegue avaliar o que está  funcionando, com base em engajamento das pessoas, com base na audiência dos eventos. Então, tentamos inovar, e pra inovar, temos que arriscar um pouco, e propor caminhos que são únicos e diferentes do que as pessoas estão acostumadas, mas que a gente vai tentar pra entender se existe uma demanda, se agrega valor ou não.

Se a resposta do usuário for que não vale à pena e que a gente deve voltar pra um padrão de cobertura tradicional, a gente volta. Mas, a gente vai tentar inovar em todas as áreas. Desde cobertura dos jogos, quantas pessoas vão narrar, que tipo de conteúdo que é relevante durante os intervalos, fazer uso desses testes pra chegar em uma entrega que seja muito agradável ao usuário. No final das contas, temos que fazer o que for melhor para os nossos assinantes e esse é o nosso foco.

O DAZN planeja produzir conteúdo exclusivo não ao vivo no Brasil? Que tipo de conteúdo?

Esse vai ser um foco grande pra gente [produção de conteúdo] porque é um serviço que você não precisa se preocupar em preencher um canal 24 horas linear. Então, a gente têm passado muito tempo pra entender o que agrega valor, o que é interessante pra um usuário que vai acessar o DAZN de forma on demand, sob demanda, como as pessoas se acostumaram a acessar o Netflix.

A gente não precisa ter, às vezes, um programa tradicional de esportes. A gente quis focar nessa linha de documentários de conteúdo original, em grande parte ligado aos eventos que a gente tem direito, pra adicionar valor ao usuário, e agregar, mostrar alguma coisa que não é comum, os bastidores do evento, a preparação, e tentar entregar um conteúdo que a pessoa vai querer entrar no DAZN para consumir eventos, conteúdo, mesmo sem pensar em algum tipo de evento ao vivo, sem receber notificação, mas entrar lá e ver que tem muita coisa ligada a esporte que é relevante.

E como a gente é 100% ligado em esporte e entende esse mercado, entende os fãs e temos uma equipe de apaixonados por esportes, a gente acha que a empresa está em uma situação bastante interessante para produzir conteúdo relevante para quem gosta dos esportes.

A indústria de mídia é muito particular, os gostos são muito específicos de cada país. O Brasil ainda mais. Um país com dimensões continentais, em que o futebol local tem um papel muito importante na cultura. Então, a gente tem pensado muito e desenvolvido planos para produzir coisas aqui no Brasil ligadas aos esportes locais.

O DAZN tem planos de transmitir o Brasileirão?

Nós gostaríamos, sem dúvida, de transmitir grandes eventos do futebol nacional. É o que geraria maior demanda na nossa plataforma. Se tivéssemos condição e disponibilidade contratual para tentar trazer esses eventos para nossa plataforma, esse esforço seria feito.

Mas a realidade é que os direitos do Campeonato Brasileiro estão vendidos até 2024 entre Globo e Turner. Do lado do DAZN não existe uma possibilidade de comprar esses direitos nesse momento, exceto se houver um acordo entre nós e as empresas detentoras dos direitos atualmente. Não vejo como uma possibilidade real em um curtíssimo prazo.

Uma parceria com a Turner ou a Globo é vista como uma possibilidade?

É uma indústria bastante competitiva. Neste curtíssimo prazo, não vejo como uma possibilidade muito real porque você tem um cenário muito novo. Um ciclo de contrato que acabou de começar. A Turner fez sua primeira transmissão nesse Brasileirão. Essas empresas estão muito focadas agora em desenvolver seus próprios negócios. Muito pouca possibilidade de a gente conseguir qualquer direito do Brasileirão nesse momento.

Assim que os direitos estiverem disponíveis no mercado, Copa do Brasil, Série C, a gente sem dúvida, gostaria de estar na mesa, e avaliar a possibilidade de fazer parte desse grupo de canais que transmitem esses eventos que são muito relevantes para o mercado brasileiro.

De quais campeonatos o DAZN pretende adquirir os direitos num futuro próximo?

Todos os campeonatos que tenham audiência relevante no mercado brasileiro [são nosso desejo]. Todos os eventos que geram uma demanda grande pelo fã de esporte do Brasil interessa: Champions League, Copa do Brasil, Série B, campeonatos europeus, e assim vai. É uma questão simples de audiência, relevância dos eventos e como nos ajudaria a trazer assinantes para o DAZN.

Quais transmissões foram melhor recebidas pelo público brasileiro?

Os campeonatos tradicionais, que são muito conhecidos foram muito bem recebidos pelo público brasileiro. A Sul-Americana teve números excelentes nas transmissões no YouTube e no Facebook. Depois, a gente teve o Campeonato Italiano com jogos muito relevantes definindo o título da Juventus. Teve um engajamento muito forte tanto nos testes da plataforma como nos jogos transmitidos nas redes sociais. A fase final do Campeonato Francês também foi bem bacana. FA Cup, também, com jogos muito relevantes, que foram transmitidos também pela plataforma.

Os eventos tradicionais, muito conhecidos pelo público brasileiro por conterem clubes muito relevantes no cenário do futebol internacional são os que acabam gerando mais audiência. Mas os números que tivemos no primeiro fim de semana de transmissão da Série C foram muito importantes e ficamos muito satisfeitos com o início, realmente animados, e vamos trabalhar muito com os clubes e com a CBF para gerar um valor adicional tanto para as equipes quanto para a federação em relação à Série C.

O DAZN tem Cristiano Ronaldo e Neymar como embaixadores da marca. Há planos para embaixadores locais?

A gente tem tido várias conversas, e espero, em breve, anunciar alguns embaixadores locais.

Obviamente que, como empresa que já tem escala global, como o DAZN, facilita muito fazer um acordo com um jogador que tem muita relevância em vários mercados. No caso do Cristiano Ronaldo, com a nossa presença na Itália, Espanha, Brasil, Japão, Alemanha, ter um jogador de tanta relevância em todos esses mercados, era natural fazer alguma coisa com ele.

Neymar, mesma coisa. Presença muito forte na Espanha, Brasil. Relevância nesses mercados do futebol tradicional que pra gente facilitou muito. Associar-nos a esses atletas, que são marcas globais, que nos dão uma credibilidade ainda maior pra entrar em qualquer mercado faz muito sentido. Mas sempre tendo em mente essa necessidade de localizar, de adequar ao mercado local de atuação do DAZN. Principalmente mercados que têm potencial de serem muito grandes como o Brasil.

Temos pensado e discutido com várias personalidades para fazer algo mais focado no Brasil.

Como as últimas atitudes do Neymar repercutem para a marca? Como o DAZN vê essas atitudes?

A gente encara como normal do futebol. O futebol é um jogo que tem uma paixão muito grande envolvida. As pessoas ficam mais irritadas demais. Tem sempre uma rivalidade entre torcedores, e o público brasileiro, em particular, é muito emotivo em relação ao futebol.

Mas, sem dúvida, o Neymar é um ídolo internacional, é uma pessoa com prestígio internacional forte e que a gente tem um orgulho grande de ter como embaixador do DAZN. É uma pessoa jovem, interativa, que tem uma presença muito grande nas mídias sociais. É uma pessoa que está muito alinhada com o público que a gente tende a atingir também.

Novamente, faz parte do jogo. Às vezes, as pessoas ficam um pouco mais nervosas, se arrependem, e tenho certeza que ele realmente revisitou o que ele fez e vai ser uma pessoa melhor por causa disso.

O DAZN tem planos para parcerias com clubes?

É uma parte grande do que a gente tem pensado também. Muito nessa linha de conteúdo original, que não é ao vivo e que tipo de oferta vai ser feita. Talvez um documentário, por um lado, talvez um acordo mais profundo com o clube pra mostrar bastidores.

A gente tenta pensar em fazer coisas inovadoras e não apenas replicar o que já foi feito. Temos discutido bastante o que podemos fazer com os clubes. Mas temos que tentar algo mais alinhado com os direitos que a gente tem. Fazer parcerias com clubes que disputam as competições que temos direitos. É algo que eu como fã de futebol gostaria muito de assistir.

Por que a data de lançamento da plataforma foi adiada?

A data final exata a gente não anunciou. Houve um adiamento da nossa parte para finalizar alguns testes no mercado brasileiro, comprar alguns direitos. Lançamos a plataforma mais ou menos na mesma época na Espanha.

Então a gente achou que valeria à pena postergar um pouco o lançamento no mercado brasileiro pra finalizar a compra de direitos, pra fazer mais testes, e também pra gente estar pronto pra cobrir no começo de maio com a Série C a todo vapor, com a segunda rodada da Sul-Americana acontecendo no final de maio.

Não diria que foi um adiamento, foi simplesmente um realinhamento da data de lançamento porque a gente não tinha confirmado exatamente o dia e agora estamos confirmados para o dia 9 de maio. A plataforma já estará aberta, então, para todos assinantes interessados.

Como são vistos os comentários e feedbacks do UOL Esporte Vê TV?

Obrigado por testarem a plataforma e tecerem os comentários. Isso ajuda bastante. A gente fez várias melhorias e ajustes pra estar bem alinhado no lançamento com base no feedback do usuário. Obrigado pelos testes e por ter dividido as experiências.

Após o lançamento da plataforma, o DAZN ainda pensa em fazer parcerias como a realizada com a RedeTV! ?

Em relação a acordos como o que a gente fez com a RedeTV!, estamos abertos abertos a outras oportunidades porque no mercado brasileiro as televisões tradicionais, a TV aberta, principalmente, tem um alcance muito forte e uma capacidade de chegar em todos os cantos do país, que é muito única, comparado a mercados mais desenvolvidos, onde não havia essa diferença tão grande entre canais de TV aberta e canais de TV paga.

O acordo com a RedeTV! foi muito bem recebido. A marca DAZN ficou muito conhecida desde o começo com base nessas transmissões que a gente fez com a RedeTV!. Eu descreveria esse acordo como muito bem-sucedido nessa fase de pré-lançamento.

Agora a gente vai trabalhar muito forte pra continuar promovendo o serviço e fazendo direcionamento pra quais outros jogos, eventos também vão estar disponíveis na plataforma.

Então vejo como algo que funciona muito bem para as duas partes, e, se a gente conseguir replicar isso de forma que seja interessante para ambas empresas, sem dúvida consideraríamos.

O jogo Corinthians x Racing, por exemplo, bateu o recorde de audiência da RedeTV! nos últimos sete anos e também bateu o recorde do YouTube de livestreaming no Brasil. É o poder de clubes populares no Brasil de atrair audiência e gerar atenção.

Custos e mais informações

O serviço, compatível com Smart TVs, celulares, tablets, computadores e consoles de videogames, terá um custo mensal de R$ 37,90.

Para mais informações do lançamento do DAZN no Brasil acesse: www.dazn.com

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A TV exibe e debate o esporte. Aqui, o UOL Esporte discute a TV: programas esportivos, transmissões, mesas-redondas, narradores, apresentadores e comentaristas são o assunto.

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