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Sem direitos, ESPN aposta em debates e bom-humor para ser ‘2ª tela’ na Copa

UOL Esporte

20/03/2018 04h00

João Palomino, vice-presidente da ESPN (Foto: Divulgação)

A ESPN deixou de ser a transmissora oficial da Copa do Mundo após três edições do Mundial. Para compensar a ausência na Rússia, o canal apostará em debates e bom-humor para dar uma opção de "segunda tela" ao telespectador. Essa é a expectativa de João Palomino, vice-presidente de jornalismo e produção da ESPN Brasil.

"A gente vai usar a força dos nossos debates e do nosso jornalismo para procurar estar dentro da Copa do Mundo. A gente pode não ter direito, mas o cara que acompanha tem direito à informação, ao debate, acesso à análise. Formamos um time que tem gabarito para isso, acreditamos muito em nossa equipe", afirmou ao UOL Esporte.

A emissora enviará pouco mais de 10 profissionais para a Rússia. Do Brasil irão o repórter Mendel Bydlowski e comentarista Gustavo Hofman. Esse último acompanhará o Brasil junto com João Castelo Branco, correspondente em Londres. Natalie Gedra, que também trabalha na Inglaterra para o canal, será outra enviada especial à Rússia.

"No Brasil, teremos uma 'sala de guerra' onde nossos comentaristas analisarão o que estiver acontecendo, junto com os talentos trazendo informações da Rússia enquanto a bola estiver rolando", explicou Palomino.

"Quando a bola não estiver mais rolando, nosso objetivo será convencer o telespectador pelo argumento, profundidade e bom-humor. Temos certeza que vamos conseguir fazer uma cobertura instigante e atraente. Uma cobertura profunda".

Gustavo Hofman e João Castelo Branco acompanharão a seleção brasileira na Rússia (Foto: Divulgação)

Planejamento independia dos direitos de transmissão

Palomino afirma que a estratégia da ESPN para a Copa do Mundo não tem relação com a perda dos direitos de transmissão. A emissora abandonou em fevereiro deste ano as negociações para transmitir o evento.

"Procuramos fazer um planejamento que independia dos direitos. Caso tivéssemos conseguido os direitos, eles seriam colocados naqueles espaços da programação e com fortalecimento no pré e no pós-jogo", explicou.

"Não tendo os direitos, discutimos um produto para quando os jogos estiverem acontecendo. Uma opção de ter uma segunda tela para as pessoas, com um formato bem interessante, de muita informação, análise. Sabíamos que a espinha dorsal já estava construída", completou.

Para o Mundial, a ESPN dividiu seus comentaristas em setoristas de seleções. Ao todo, serão 10 equipes analisadas, com apenas Gustavo Hofman, responsável por acompanhar o Brasil, trabalhando direto da Rússia. Os demais são: Alemanha (Gerd Wenzel), Argentina (Mauro Cezar Pereira), Bélgica (Mário Marra), Espanha (Paulo Calçade), França (Stéphane Darmani), Inglaterra (Rafael Oliveira), México (André Kfouri), Portugal (Leonardo Bertozzi), Uruguai (Gian Oddi).

Brunno Carvalho
Do UOL, em São Paulo

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