Blog UOL Esporte vê TV

Arquivo : casagrande

Casagrande detona atual geração da seleção: ‘pior de todos os tempos’
Comentários Comente

UOL Esporte

O Brasil é favorito contra o Paraguai no duelo deste sábado, às 18h30, pela Copa América, certo? Não para Walter Casagrande. O comentarista fez uma crítica ferrenha à atual geração do futebol brasileiro durante o programa Corujão do Esporte, da Globo, na madrugada desta quinta-feira, e afirmou que, hoje, a seleção está no mesmo nível de outras seleções menos tradicionais da América do Sul.

“Acho essa geração do futebol brasileiro a pior de todos os tempos. Nós temos um time mediano e um supercraque que é o Neymar, referencial, um dos três melhores jogadores do mundo da atualidade. Sem Neymar, jogamos pau a pau com Paraguai, Colômbia, com o Chile”, começou a sua análise sobre o time do técnico Dunga e já projetando o duelo do fim de semana em Concepción, no Chile.

“São detalhes que podem resolver. Talvez a camisa ainda pese, o Paraguai fique com um pouco de medo e o Brasil consiga desenvolver um futebol coletivo e vencer, mas eu não cravaria favoritismo para o Brasil. Nós temos que olhar para aquilo que temos aí e o que temos é igual ao que o Paraguai tem. Lá no Paraguai os caras olham pro time deles como a gente olha aqui [para o nosso]”, comentou Casão.

Não é a primeira vez que Casagrande faz previsões pessimistas para o futuro próximo da seleção brasileira. Há duas semanas, em sua primeira aparição na TV após se recuperar de um infarto, o comentarista criticou duramente o combinado nacional e disse que Neymar não vencerá uma Copa do Mundo pelo Brasil por não ter um time à altura.

“Acredito que o Neymar vá bater todos os recordes, mas acho que não vai conseguir ser campeão do mundo pela seleção. Acho que o Brasil é parecido com Portugal: tem 10 medianos e o Cristiano Ronaldo”, declarou Casão no dia 15 de junho durante o programa Bem, Amigos.

Brasil e Paraguai se enfrentam neste sábado, às 18h30, com transmissão da TV Globo e do Sportv e com acompanhamento em tempo real do Placar UOL Esporte. Justamente por causa do jogo, a Globo decidiu excepcionalmente não exibir nesse dia os capítulos de suas novelas das 6 e das 7, Sete Vidas e I Love Paraisópolis.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Na volta aos comentários na TV, Casagrande critica falta de ousadia de Tite
Comentários Comente

UOL Esporte

Casagrande-cornetaTite_Reproducao-Globo

Walter Casagrande, que recentemente passou por um susto ao sofrer um infarto e por isso ficou afastado dos comentários na Globo, voltou com tudo no clássico deste sábado entre Santos e Corinthians. Não perdoou nem o conceituado treinador Tite, tido como um dos melhores do país, e viu falta de ousadia dele na derrota desta tarde para o desfalcado Santos na Vila Belmiro.

“Nenhum treinador segura a bronca ali de jogar assim do jeito que tá porque tá perdendo de 1 a 0. Tem que tentar ganhar o jogo, mas vai e tira alguém para arrumar a defesa. Todo treinador joga com a defesa inteira. Ninguém arrisca, aí fica perdendo o jogo, mesmo. Fica difícil de ganhar. Tem que arriscar um pouco”, reclamou.

A crítica de Casão ocorreu aos 28 minutos do segundo tempo. Mesmo perdendo por 1 a 0 naquela altura da partida, Tite optou por repor a perda de Fagner, expulso, colocando o também lateral Edílson em lugar de um atacante, o colombiano Mendoza.

Um minuto antes, o técnico havia substituído o zagueiro Edu Dracena, mal no clássico, pelo experiente Danilo, um meio-campista que cria, mas que também auxilia na marcação. Tite também trocou o segundo volante Petros pelo atacante Luciano no início da etapa final.

Apesar de pressionar no final, o Corinthians não conseguiu chegar ao empate e saiu derrotado por 1 a 0 da Vila Belmiro.


Casagrande responde a tratamento, mas segue internado após sofrer infarto
Comentários Comente

UOL Esporte

O comentarista da Rede Globo Walter Casagrande Júnior segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital TotalCor, em São Paulo, após sofrer um infarto na última sexta-feira (29). De acordo com boletim médico divulgado neste sábado (30), o estado do ex-jogador do Corinthians é estável e ele tem recebido bem o tratamento ao qual tem sido submetido. Não há previsão de alta.

Casagrande sentiu dores no peito na manhã de sexta-feira e foi levado ao hospital. Diagnosticado o infarto, o comentarista passou por cirurgias de cateterismo e angioplastia.

De acordo com Gilvan Ribeiro, jornalista e biógrafo de Casagrande, o ex-jogador estava em ótimas condições de saúde e emocionais antes do incidente.

“Ele estava muito bem. Estava na sua melhor fase de saúde e de cabeça desde 2006. Não estava nem bebendo (bebidas alcoólicas), estava bem disposto, era possível ver como ele estava bem pelo seu semblante nas transmissões de TV”, afirmou o jornalista ao UOL Esporte.

Casagrande defendeu o Corinthians nas décadas de 80 e 90 e fez parte do período conhecido como Democracia Corintiana. Também atuou por Caldense, São Paulo, Flamengo, Porto-POR, Ascoli-ITA e Torino-ITA, além de defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986 Após deixar os gramados, Casagrande se firmou como comentarista da TV Globo, marcando suas participações por opiniões contundentes.

Em 2007, o ex-jogador foi internado por dependência de drogas e ficou afastado das atividades na televisão por quase dois anos. Superado o período difícil, lançou o livro “Casagrande e Seus Demônios”, no qual relata sua luta contra o vício de entorpecentes.

Leia a íntegra do boletim médico emitido neste sábado:

O Hospital TotalCor informa que o Sr. Walter Casagrande Jr. permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com quadro de saúde estável e evoluindo positivamente ao tratamento.

Hospital TotalCor


Casagrande sofre infarto e passa por duas cirurgias; quadro é estável
Comentários Comente

UOL Esporte

O ex-jogador Walter Casagrande Júnior, de 52 anos, sofreu um infarto nesta sexta-feira (29), em São Paulo.

O hospital TotalCor, onde o comentarista da Globo foi atendido, explicou em um boletim médico que ele teve um infarto no miocárdio e passou por cirurgias de cateterismo e angioplastia. Depois dos procedimentos, Casagrande respondeu bem aos tratamentos e está com quadro de saúde estável, de acordo com a nota oficial.

O comentarista segue internado na UTI sem previsão de alta e a família não autorizou a divulgação de outras informações. De acordo com Gilvan Ribeiro, jornalista e biógrafo de Casagrande, o ex-jogador estava em ótimas condições de saúde e emocionais.

“Ele estava muito bem. Estava na sua melhor fase de saúde e de cabeça desde 2006. Não estava nem bebendo (bebidas alcoólicas), estava bem disposto, era possível ver como ele estava bem pelo seu semblante nas transmissões de TV”, afirmou o jornalista, que é amigo de Casagrande e autor da biografia “Casagrande e Seus Demônios” (Globo Livros; 248 páginas).

Ribeiro conversou com um dos filhos de Casagrande, Vitor Ugo, que informou que o ex-atleta “teve um princípio de infarto, mas não chegou a correr risco de morte, nem está correndo agora. A família está tranquila, feliz pelo incidente não ter sido tão grave”.

Depois de dar entrada no hospital, Casagrande chegou a postar uma breve mensagem em seu Twitter:

Casagrande defendeu o Corinthians nas décadas de 80 e 90 e fez parte do período conhecido como Democracia Corintiana. Também atuou por Caldense, São Paulo, Flamengo, Porto-POR, Ascoli-ITA e Torino-ITA, além de defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986 Após deixar os gramados, Casagrande se firmou como comentarista da TV Globo, marcando suas participações por opiniões contundentes.

Em 2007, o ex-jogador foi internado por dependência de drogas e ficou afastado das atividades na televisão por quase dois anos. Superado o período difícil, lançou o livro “Casagrande e Seus Demônios”, no qual relata sua luta contra o vício de entorpecentes. Surpreendidos pela notícia sobre o estado de saúde do ex-jogador, companheiros de trabalho, amigos e fãs se manifestaram no Twitter desejando pronta recuperação a Casagrande. Veja algumas mensagens:

Por Felipe Pereira e Vinicius Segalla
Do UOL, em São Paulo


Tatá Werneck xaveca Casagrande e deixa comentarista sem jeito
Comentários Comente

UOL Esporte

Casagrande era um grande centroavante. É um ótimo comentarista. Mas parece um enferrujado quando o assunto é xavecar… Neste sábado, ele foi alvo de uma brincadeira da atriz Tatá Werneck durante o Caldeirão do Huck. E acabou muito sem jeito – como o próprio parceiro Galvão Bueno admitiu.

Para quem não vê novela, Tatá é a interprete da periguete Valdirene, de Amor à Vida – na trama, ela faz de tudo para engravidar de um homem rico e já invadiu, inclusive, o quarto de Neymar para tentar seduzí-lo.

Aproveitando o sucesso da personagem, Tatá resolveu brincar com Casagrande e apareceu em seu quadro no Caldeirão (em que comanda um link com torcedores no pré-jogo de Brasil x Itália) com a camisa “Casão To Te querendo”. O comentarista entrou na onda e mostrou, quando apareceu, a sua resposta: “Tatá, tamo junto”.

O problema veio quando a atriz fez uma dança sensual em resposta: “Não consigo ouvir o Casão, mas senti com meu corpo”. Ao voltar para o estádio da Fonte Nova, na Bahia, de onde Casagrande conversava, o narrador Galvão Bueno teve de aparecer. “Nunca tinha visto alguém tão sem jeito como o Casão agora. Acho que foi a primeira vez que ele ficou sozinho em um transmissão aqui”, falou o narrador, rindo.

A resposta comprovou o quanto o comentarista estava encabulado: “Me abandonaram, né?”


Casagrande diz que voltou a ter prazer em comentar e clama: “Sou imparcial”
Comentários Comente

UOL Esporte

Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo

Francisco De Laurentiis
Do UOL, em São Paulo 

O ex-jogador Walter Casagrande Jr. comenta futebol na TV Globo há quase 15 anos. Durante boa parte desse tempo, porém, seu trabalho não lhe deu nenhum prazer. Muito pelo contrário: era um incômodo.

A dependência das drogas fez com que Casão perdesse, pouco a pouco, o amor pelas transmissões. Perdeu até mesmo o amor por si mesmo, e chegou ao limite quando bateu o carro e entrou em coma, em 22 de setembro de 2007.

>>> Casagrande diz que excesso de jogos afasta telespectadores e aprova convidados

Durante dois anos, ficou em tratamento para se livrar dos entorpecentes, longe até mesmo da família. Neste período, também ficou ausente das cabines, e só foi voltar à Globo em 2009.

Walter Casagrande

Walter Casagrande

[tagalbum id=”14173″]

Hoje, é um novo homem. Recuperado após longo tratamento, diz ter usado o tempo para repensar a vida. Recentemente, lançou sua biografia, e quer usá-la para ajudar dependentes químicos a buscar tratamento.

Em entrevista ao UOL Esporte, Casagrande diz que recuperou o “tesão” em trabalhar na TV, e que, diferente de outros tempos, agora sente prazer em comentar.

>>> Casagrande diz que sua biografia foi feita para ajudar dependentes 

Também disse quem são seus narradores e comentaristas favoritos, lembrou suas transmissões inesquecíveis e ressaltou sua imparcialidade, mesmo admitindo torcida e paixão pelo Corinthians.

Confira o bate-papo com Casão:

UOL: Depois de tudo o que você passou, qual o seu prazer em trabalhar com futebol?
Casagrande: Na realidade, agora é que eu tenho tesão em comentar futebol. Antes de me internar, de passar pelo tratamento [contra as drogas], não via o trabalho como uma coisa importante. Para te falar a verdade, eu não tinha satisfação nenhuma em comentar. Depois do tratamento, passei a ter uma visão melhor das coisas. Voltou o prazer de trabalhar, e, principalmente, de viajar. Essas últimas viagens para comentar os jogos da seleção, pra Suíça, Suécia, foram ótimas, muito agradáveis. Hoje, encaro o cargo de comentarista como minha profissão de verdade. É o que eu melhor sei fazer, e cada dia me esforço para fazer da melhor forma possível.

UOL: Acha que o fato de ser corintiano faz torcedores de outros times terem antipatia por você?
Casagrande: De jeito nenhum! Eu comento jogos há 15 anos e sempre fui imparcial, cara! Sou muito honesto naquilo que faço. Eu torço para o Corinthians desde pequeno, sempre falei, mas isso nunca me impediu de ser imparcial. Quando o Corinthians está mal, falo que está mal, e quando está bem, faço elogios. Mesma coisa para os outros times… (suspira). Mas vou te falar: o dia em que mais me senti à vontade [durante uma transmissão] foi na final do Mundial, Corinthians contra Chelsea. Naquele dia, não tinha problema torcer, porque o outro time era inglês. Fiquei de boa e torci pra caramba (ri)! Mas não acho que tenham antipatia comigo porque sou torcedor.

>>> Casagrande diz que fazia sexo “proibido” na época da Democracia

Casagrande com a cantora Gal Costa, no programa “Altas Horas”: comentarista vai voltando a curtir o trabalho (foto: Reinaldo Marques/TV Globo)

UOL: Falando nesse jogo, quais foram as transmissões que mais te marcaram?
Casagrande: Poderia citar várias, mas acho que a melhor de todas foi a final da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha, em 2002. Foi sensacional, indescritível. Essa e a final do Mundial de Clubes contra o Chelsea foram as que, certamente, mais mexeram comigo.

UOL: Como é trabalhar com Galvão Bueno e Cléber Machado?
Casagrande: É ótimo! Me dou muito bem com eles. Cada um tem um estilo muito diferente de narrar e comandar a transmissão, mas me dou muito bem com os dois. Eles conseguem tirar de mim muitas coisas, conseguem me envolver na transmissão e às vezes me ajudam a recordar algumas coisas que eu já nem lembrava mais. Temos um entrosamento muito legal.

UOL: Fora eles, quem são seus narradores e comentaristas favoritos?
Casagrande: Eu gosto muito do Milton Leite [narrador do Sportv], acho ele divertido, espontâneo. Gosto do Neto [comentarista da TV Bandeirantes], gosto do Caio [Ribeiro, comentarista da TV Globo]… Trabalhar com o Caio é ótimo, gosto muito de dividir os comentários com ele e com o Júnior [comentarista da TV Globo], acho legal quando temos opiniões diferentes. Mas te confesso que não assisto a muitos jogos. Quando não estou trabalhando, vejo muito pouco futebol, quase não assisto. Quando é dia de trabalhar, vejo os gols da rodada e me preparo, mas não fico vendo futebol nos outros dias.

>>> Casagrande revela intuição antes da morte de Sócrates

UOL: Até quando pensa em trabalhar na TV? Gostaria de fazer outra coisa?
Casagrande: Eu gosto de trabalhar em rádio. Gosto muito de música. Já fui produtor do Raul Seixas por um ano, produzi Nando Reis, Kiko Zambianchi… Tendo essa paixão pela música, talvez faça algo com isso, quem sabe ter um programa… Mas acho que vou comentar por muito tempo ainda.

UOL: Ainda gosta de jogar futebol?
Casagrande: Não, não… Não jogo bola há anos! Tenho um problema sério no joelho… Meu, se eu jogar uma pelada, nem que seja só um pouquinho, tenho que tomar injeção de anti-inflamatório, fazer gelo… Não tenho mais saco pra isso…


Apesar da boa fase, Palmeiras é cornetado por comentaristas no CQC
Comentários Comente

UOL Esporte

Crédito da foto: Reprodução/Band

Apesar da boa fase vivida pelo Palmeiras, o clube paulista ainda não escapa das cornetas dos comentaristas. Durante o lançamento da biografia de Casagrande, na última semana, o time alviverde foi criticado.

O primeiro a cornetar foi José Trajano, da ESPN Brasil. O alvo do jornalista foi o meia chileno Valdívia. “Ele (zelador do meu prédio) podia jogar no lugar do Valdívia. Ele pelo menos entraria em campo, o outro não entra”, disse Trajano.

Logo em seguida, quem falou sobre a fase do Palmeiras foi o próprio Casagrande, que lançava o livro e comenta partidas pela Globo.

“Com todo respeito a tradição do Palmeiras, esse time do Palmeiras está difícil”, falou Casagrande.

As declarações dos comentaristas aconteceram antes do Palmeiras se garantir na próxima fase da Libertadores, após vencer o Libertad por 1 a 0.


Casagrande revela intuição antes da morte de Sócrates
Comentários Comente

UOL Esporte

Crédito da imagem: Reprodução

A amizade entre Walter Casagrande e o ex-jogador Sócrates nunca foi segredo no meio esportivo. Companheiros de Corinthians quando profissionais, os atletas sempre se deram muito bem fora dos gramados. No entanto, uma história entre os dois era pouco conhecida pelo público até a noite deste domingo.

Em entrevista ao Fantástico, da Globo, para falar sobre o lançamento de seu livro, Casagrande revelou ter sentido uma intuição antes da morte de Sócrates, que aconteceu em dezembro de 2011. Poucos dias antes de o amigo morrer, o hoje comentarista disse que ligou para o ex-companheiro para uma última conversa.

“Eu tive a intuição e veio a vontade de ligar para ele e dizer : “eu te amo e você é uma das pessoas mais legais que conheci”. Não é simples de falar, não é simples de ouvir”, comentou Casagrande.

O comentarista ainda falou sobre a admiração que tinha por Sócrates e como eles possuíam um forte laço de amizade.

“Tínhamos um complemento muito forte. Ele era um gênio, que fazia coisas fantásticas quando você menos esperava. Eu gostaria muito de sair com ele e dizer: “Eu ainda te amo”, afirmou.

Durante a entrevista Casagrande voltou a falar sobre o período em que foi dependente químico. O ex-jogador disse que não conseguia aceitar o fato de ser viciado em drogas e que o trabalho foi fundamental para que ele conseguisse se recuperar.


Casagrande diz que excesso de jogos afasta telespectadores e aprova convidados
Comentários Comente

UOL Esporte

Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo

Francisco De Laurentiis*
Do UOL, em São Paulo 

Enquanto boa parte dos times brasileiros ganha cada vez mais dinheiro com patrocínios e tira jogadores da Europa, como Seedorf, Forlán e Alexandre Pato, a audiência do futebol na TV aberta segue caindo a ano a ano. Em 2010, por exemplo, a Globo marcava média de 21 pontos** no Ibope com a bola rolando. Já neste ano, o número é 17,4 – uma queda de 17,1% nos últimos três anos.

Vários motivos são dados como explicação sobre o porquê da redução da audiência, como o aumento das opções de lazer e o baixo nível técnico das partidas. Mas, para quem está diretamente ligado às transmissões, o problema é outro.

Walter Casagrande

Walter Casagrande

[tagalbum id=”14173″]

Segundo Walter Casagrande, principal comentarista da TV Globo, o excesso de jogos sem importância e a falta de partidas decisivas são os principais fatores que vêm afastando os telespectadores das rodadas do futebol. Em entrevista ao UOL Esporte, Casão disse que apenas duelos mais atrativos dão audiência, e também aprovou uma das medidas adotadas pela emissora para tentar reerguer a audiência.

>>> “Bem, Amigos” tem Casagrande emocionado e invasão de Jô Soares 

“Eu faço muitos jogos, e vejo que, nas grandes partidas, a audiência é bem alta. Acho que o excesso de jogos prejudica demais… Toda hora passa muito jogo, futebol vira uma coisa corriqueira. Antigamente, passava muito menos, cada jogo era uma atração”, diz o comentarista, que, recentemente, lançou sua autobiografia.

“Hoje, as pessoas só se interessam quando o jogo é legal, decisivo. Jogo de Libertadores, por exemplo, dá audiência altíssima. Finais também sempre vão bem (na audiência). Até os jogos da seleção, mesmo sem serem por campeonatos oficiais, continuam dando bons números. Quando o evento é bom, todo mundo quer ver. Quando o evento é ‘mais ou menos’, as pessoas pensam duas vezes”, completa

Casagrande com o amigo Serginho Groisman, no “Altas Horas”. Para o comentarista, é necessário que haja mais jogos decisivos na televisão aberta (Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo)

Casagrande, aliás, diz que não é apenas a audiência do futebol que está caindo na TV: “O Ibope televisivo está em declínio em todas as áreas. Hoje, as pessoas tem internet e um monte de outras coisas para passar o tempo. Não é só o futebol que está caindo. Tudo relacionado a televisão está experimentando queda”, afirma.

Os dois jogos de melhor audiência na Globo este ano tiveram o Corinthians  e a Libertadores como protagonistas: contra Tijuana (México) e Millonarios (Colômbia), a emissora marcou 24 pontos. Já o pior Ibope veio do Paulistão, competição criticada pela extensão: Guarani x São Paulo marcou 8 pontos.

>>> Casagrande diz que sua biografia foi feita para ajudar dependentes 

Já na Bandeirantes, que não transmite a competição continental, a melhor audiência veio em um clássico paulista: São Paulo 1 x 2 Corinthians, no final de março, deu 8 pontos. A pior foi em um jogo da Liga dos Campeões da Europa: Paris Saint-Germain (França) x Valencia (Espanha), pelas oitavas de final, marcou 3,5 no Ibope.

Comentarista aprova convidados especiais

Uma das estratégias usadas pela Globo para tentar subir seus números do futebol foi repetir uma ideia do final dos anos 1990: levar convidados especiais, como músicos e atores, para comentar as partidas com Galvão Bueno, Cléber Machado e cia.

Casagrande gostou de comentar ao lado do ator Aílton Graça e do ex-jogador Zé Maria (Crédito da imagem: Reinaldo Marques/TV Globo)

No fim da década passada, nomes como os dos pagodeiros Netinho de Paula e Alexandre Pires foram os atrativos. Já neste ano, personalidades como a cantora Luiza Possi, o ator Aílton Graça e o técnico de vôlei José Roberto Guimarães já participaram de jogos em São Paulo, tanto no Estadual quanto na Libertadores. No Rio de Janeiro, vários outros artistas famosos também deram seus palpites.

Casagrande aprova a estratégia e diz que os convidados, mesmo não sendo na maioria das vezes ex-jogadores ou técnicos, acrescentam muito às discussões futebolísticas.

>>> Casagrande diz que fazia sexo “proibido” na época da Democracia

“É uma coisa diferente. Pela queda da audiência, as pessoas têm que inventar outras maneiras de chamar a atenção. Acho legal quando trazem cantores, porque eu gosto muito de música, mas atores e ex-jogadores também são muito legais. Quando veio o Zé Maria [comentar Corinthians x Millonarios] foi sensacional”, lembrou Casão.

“Na maioria das vezes, eles deixam a transmissão muito rica. Quando o cara acompanha e entende bastante de futebol, fica muito legal. Por exemplo, o [ator] Aílton Graça é corintiano doente, entende tudo do Corinthians, então, ele sabe bem do que está falando. Essa transmissão ficou muito legal. Às vezes até nem acrescenta nada na discussão futebolística, mas o fato da pessoa de outra área dar a opinião dele também agrega à transmissão”, opina o comentarista da TV Globo.

*Colaborou Erich Beting, do blog Negócios do Esporte

**Cada ponto equivale a 62 mil domicílios sintonizados na Grande São Paulo


Aniversário do “Bem, Amigos” tem Casagrande emocionado e invasão inusitada de Jô Soares
Comentários Comente

UOL Esporte

Crédito da foto: Reprodução/Sportv

A emoção tomou conta do comentarista Walter Casagrande Júnior durante o aniversário de dez anos do programa “Bem Amigos”, do SporTV, nesta segunda-feira. O ex-jogador quase chorou com a homenagem feita pelo apresentador Galvão Bueno durante a atração.

Ao anunciar o ex-jogador como um dos convidados do programa, Galvão fez um longo discurso para falar sobre a luta do ex-atleta contra as drogas e o lançamento do livro “Casagrande e seus demônios”, que será lançado nesta terça. As palavras do narrador deixaram o comentarista muito emocionado e com os olhos marejados.

“Você falou de amor aos meus filhos, família, profissão. Mas o mais importante é o amor com a minha vida. Eu só tinha uma carta na mão e joguei. Está um jogo mais tranquilo, com a força dos amigos. Quando eu vou fazer um jogo, me sinto seguro, encontro força”, agradeceu Casagrande.

Outra surpresa foi uma invasão bastante inusitada de Jô Soares. O apresentador da Rede Globo entrou no estúdio para conversar rapidamente com os convidados e aproveitou para dar um palpite sobre qual deveria ser o ataque titular da seleção brasileira.

“Eu acho que Pato e Fred devem ser titulares. Tem outros que estão concorrendo ao lugar. Eu prefiro o Pato e o Fred, mas ele arrebentou o joelho”, disse o apresentador.

Jô Soares também “cornetou” o técnico Tite, do Corinthians, e pediu que Pato permaneça em campo por mais tempo.

“Eu só não entendo por que ele começa e não joga o jogo todo. Tem que usar o menino porque o Berlusconi vai levar ele para a Itália”, brincou.

O programa também contou com uma rara participação do narrador Cléber Machado, ex-apresentador do Arena SporTV.