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Por que a Globo precisa de um concorrente para transmitir futebol no Brasil
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(Crédito: Joel Silva/Folhapress)

(Crédito: Joel Silva/Folhapress)

Em comunicado oficial, TV Globo e Grupo Bandeirantes anunciaram na última terça-feira (03) o término de uma parceria vigente desde 2007 para transmissões de futebol no Brasil. A emissora paulista alegou questões financeiras, abriu mão de sublicenciar a exibição dos jogos a partir desta temporada e colocou a cúpula do canal carioca em busca de um novo parceiro/concorrente. Mas afinal, por que a Globo precisa dividir com outro canal o conteúdo que poderia ter com exclusividade na televisão aberta?

A primeira questão é contratual. Concorrências por direitos de mídia de competições são definidas por uma série de questões que considera aspectos como valores e espaço na grade. Para fechar com entidades como Fifa e Uefa, por exemplo, a Globo precisou se comprometer a exibir em rede aberta uma determinada quantidade de eventos.Portanto, ela precisa de um parceiro para desovar conteúdos que não gostaria de encaixar em sua grade.

Sem a Band, teria de optar entre encontrar um novo destino para esses eventos ou exibir jogos que dão menos retorno do que outros produtos não-esportivos – partidas de futebol de base, futebol feminino e fases preliminares de torneios como a Liga dos Campeões da Uefa, por exemplo.

Outro aspecto é a promoção. Segundo o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, órgão que regula mercados e combate monopólio em âmbito nacional), a Globo não é obrigada a repassar os direitos do Campeonato Brasileiro. Contudo, parceiros de transmissão aumentam o espaço do torneio na TV aberta – não apenas com exibição de jogos, mas com jornalismo, análise e similares. Isso fomenta o consumo daquele conteúdo, e um número maior de pessoas vendo futebol tende a ampliar também a audiência da emissora líder.

O contrato da Globo com os clubes que disputam o Campeonato Brasileiro vai até a temporada 2018. Horas depois de o desfecho da parceria com a Band ter sido anunciado, RedeTV! e TV Brasil procuraram a emissora carioca para fazer uma consulta sobre o futuro.

No caso da RedeTV!, a Globo entende que o canal não tem hoje a estrutura adequada para exibir o Campeonato Brasileiro. Um avanço na negociação dependeria fundamentalmente do potencial de investimento do canal paulista, portanto. A TV Brasil já exibe a Série C do certame nacional e vinha se preparando para aumentar o aporte no futebol, mas hoje vive cenário de incerteza por causa da conjuntura política – o canal é público e se mantém com verba do governo federal.

Para outras emissoras de rede aberta, os impeditivos são diferentes. O SBT teria de abrir espaço para o futebol em horários que hoje são voltados a outro tipo de público, por exemplo. A Record, que foi parceira da Globo antes da Band, já disse que considera inviável o modelo vigente.

A Bandeirantes paga atualmente uma cota de U$ 50 milhões para a Globo (cerca de R$ 175 milhões). Para bancar isso, precisa amealhar ao menos R$ 250 milhões entre anunciantes – o valor não considera sequer os custos de produção e operação. A emissora paulista vive um momento financeiro conturbado, e a decisão de cortar a parceria tem a ver com isso.

A busca da Globo por um novo parceiro também dependerá fundamentalmente do mercado publicitário. O atual período do ano já é naturalmente uma fase em que canais tateiam o ambiente em busca de anunciantes, e o surgimento de um novo interessado pelo futebol dependerá das reações de quem pode pagar a conta.

Nesse aspecto, aliás, pesa outro ponto sobre a decisão da Band. O canal anunciou o fim das transmissões do futebol, mas ainda não oficializou o quanto o esporte vai perder espaço em sua grade. Se mantiver os programas voltados ao tema, portanto, pode continuar brigando por anunciantes interessados no segmento.

O anúncio do término da parceria com a Globo instaurou clima de tensão entre funcionários da Bandeirantes. Existe expectativa de corte para os próximos meses – depois da Eurocopa deste ano, provavelmente. A emissora já havia perdido a Série B do Campeonato Brasileiro para a RedeTV! e já havia deixado de exibir em 2016 a Copa do Brasil.

Custos

O custo de operação da Globo para transmitir futebol não é divulgado oficialmente, mas a emissora diz que desembolsa R$ 1,5 bilhão anual apenas com o Campeonato Brasileiro. São seis anunciantes (Ambev, Banco Itaú, BRF, Casas Bahia, Johnson & Johnson e Vivo), e cada um deles desembolsou R$ 245,7 milhões pelo pacote futebol em 2016. O valor inclui todos os eventos da modalidade que o canal exibe.

Procurada pela reportagem do UOL Esporte, a Globo respondeu: “Tudo que temos a dizer está no comunicado”, em referência à nota de terça-feira.

*  Eduardo Ohata, Guilherme Costa, Luis Augusto Simon, Pedro Ivo Almeida, Ricardo Perrone, Rodrigo Mattos e Rogério Jovanelli
Do UOL, no Rio de Janeiro e em São Paulo

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Álvaro José deixa Record e volta à Band para cobertura da Rio-2016
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Possivelmente o maior especialista da imprensa brasileira em esportes olímpicos, Álvaro José está de volta à Rede Bandeirantes. O jornalista oficializou a sua saída da Rede Record e chegada à Band por meio do Twitter.

“Mudanças no Esporte . Mudanças na vida. Meu contrato foi rescindido com a Record e estou na Band para a transmissão dos Jogos do Rio 2016″, manifestou-se na noite desta sexta.

O jornalista estava na Record desde 2010 (segunda passagem), quando foi contratado para a cobertura dos Jogos de Inverno de Vancouver, no Canadá. Encerrou a sua passagem (segunda) após cobrir outro evento canadense, o Pan de 2015, em Toronto.

“A última Olimpíada que fiz na Band foi Pequim 2008. Pequim incrível!!! Abertura junto com Luciano do Valle”, relembrou Álvaro José em outra interação com seus seguidores na rede social.

Esta será a quarta vez que o renovado profissional, conhecedor de várias modalidades esportivas, trabalha para a emissora do Morumbi. A primeira foi de 1975 a 1981, depois de 1984 a 2005 e 2008 a 2010. O Rio 2016 será a sua décima Olimpíada consecutiva. Antes, fez na própria Record os exclusivos (em TV aberta) Jogos de Londres 2012, e pela Band, no rádio em 1980 e na televisão entre 1984 e 2008. Sem contar a cobertura de Jogos de Inverno, Copas do Mundo de futebol e Mundiais de vários esportes.

Além de Álvaro José, o comentarista de futebol Eduardo Savoia foi outro a deixar a Record, em dezembro, faltando, portanto, poucos meses para o início da Olimpíada do Rio de Janeiro.


Ele atuava com demografia, foi pra TV e articulou chapéu da Record na Globo
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Eduardo Zebini passou por SBT, Band, Manchete, Record e, agora, Fox (Foto: Edu Moraes/Divulgação)

Eduardo Zebini passou por SBT, Band, Manchete, Record e, agora, Fox (Foto: Edu Moraes/Divulgação)

As transmissões esportivas movimentam bilhões de reais, desde Copa e Olimpíadas aos campeonatos de futebol nacionais e internacionais. Mas, a maioria dos executivos não são conhecidos pelo público neste meio de negociação que envolve as maiores emissoras do país. Eduardo Zebini é um destes ilustres (quase) desconhecidos dos fãs, mas muito influentes no meio. Vice-presidente sênior de produção, programação e marketing da FOX Brasil, ele construiu uma carreira em que conseguiu feitos importantes para seus canais. Quando estava na Record, conduziu a negociação que tirou a Olimpíada-2012 da Globo. Hoje, pelo Fox Sports, soube fazer da Libertadores uma de suas principais armas para acordos históricos para o canal. E, curiosamente, tudo começou quando era apenas um profissional da área de demografia.

Seu começo foi bem diferente do comum e por meio de uma figura ilustre. Fã de esportes e jogador de basquete na adolescência, trabalhou no jornal Gazeta Mercantil por conta da demografia – área da ciência geográfica que estuda a dinâmica populacional humana – e seu domínio na parte de estatística. Foi quando conheceu o comentarista Osmar de Oliveira. Dali, foi parar na TV.

“O Osmar se interessava muito por dados estatísticos e tinha uma teoria: a quantificação de acontecimentos se repetia na história das partidas, como no nível de ocorrências estatísticas possíveis de serem administradas”, conta Zebini.

O gosto em comum rendeu um convite inusitado: trabalhar no SBT. Ainda dentro do seu contexto científico, ele virou produtor de TV e aprendeu uma nova função, começando com um especial sobre a seleção brasileira de Telê Santana. O chefe Silvio Santos chegou a colocá-lo em um desafio diferente no SBT. “Ele me pôs a frente de um projeto de pesquisa eleitoral. Ao final desse processo, o resultado da pesquisa foi exatamente igual ao das urnas. Isso deu bastante credibilidade para o canal naquele momento”, relembra.

Show do Esporte, Manchete e Record

Mas o esporte era o caminho que seguiria. Após a Copa de 86, trabalhou na Bandeirantes, como gerente de produção do “Show do Esporte”. Em três anos, virou diretor de produção do canal, trabalhando nos maiores eventos esportivos da casa. Depois veio uma temporada na Manchete e então, já nos anos 2000, o convite da Record.

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Zebini recebe das mãos de Boni troféu ganho pela Fox Sports em premiação de veículos esportivos (Divulgação)

“Na época, era uma questão de você acreditar que a Record poderia ser uma forte concorrência no mercado onde pudesse desenvolver minhas ideias de cobertura de eventos. O [executivo Eduardo] Lafon garantiu que teria todas as condições de competir com os demais canais em um curto espaço de tempo e começamos com Luiz Alfredo, Mario Sergio, Eli Coimbra, Datena e Marcio Moron”, relata Zebini.

Uma parceria marcante foi com Milton Neves em programas como “Terceiro Tempo” e “Debate Bola”. O apresentador explica um pouco do sucesso de Zebini. “Ele tem uma visão muito moderna. E tem um alto poder de discernimento, de ouvir as pessoas, até porque tem as maiores orelhas da televisão brasileira”, brinca Milton. “Ele foi fundamental na compra dos Jogos Olímpicos”.

Chapéu olímpico

Fazer com que uma grande cobertura não fosse transmitida pela Globo era quase que uma obsessão da Record. Zebini foi o responsável por conduzir a negociação com cartolas do COI para ficar com os direitos de Londres-2012. Tinha, claro, um grande suporte financeiro por trás. Mas diz que fez mais do que apenas chegar com uma boa oferta: usou seu poder negociador para convencer os organizadores de que acertar com um canal que até então vinha trabalhando pouco com esportes não era um grande risco.

“A Record sempre teve uma linha de concorrência muito forte com a Rede Globo. Eu pude entender qual era o anseio da emissora e de que forma poderia ser concorrente na área esportiva. Nós já tínhamos tentado a compra das Copa do Mundo de 2010 e 2014, sem êxito. Quando as negociações para as Olimpíadas surgiram novamente, meu trabalho foi mostrar na Record que era uma grande aquisição e depois instrumentalizar a proposta, que saiu vencedora.”

Até hoje se vê reflexos dessa negociação – como se percebeu no Pan, em que a Globo só mostrou a competição por fotos, ainda que o SporTV tivesse a transmissão na TV fechada. Apesar do feito na Record, acabou saindo em 2009. Não detalha os motivos e se limita e dizer que foi consequência de divergências quanto à condução do esporte na emissora após adquirir os direitos da Olimpíada. “A compra do direito exclusivo de um evento de tamanha importância criava um contexto de possibilidade de exploração dos demais eventos internacionais. A Record pretendeu se utilizar do evento com exclusividade e diante da minha visão diferente da companhia, meu espaço ficou restrito.”

Baixa e a volta por cima

Zebini viveu um período de baixa após a saída da Record. “De executivo top, ele ficou numa situação muito complicada. Só foi à Copa de 2010 como credenciado da rádio Itatiaia. Mas o ressurgimento dele foi meteórico com a Fox. Hoje está num momento especial”, disse Milton Neves.

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Zebini com Kobe Bryant na Copa (Foto: Terceiro Tempo)

Para pessoas próximas, o perfil negociador de Eduardo Zebini é o que o difere de outros executivos. É assim que ele conseguiu, por exemplo, levar a Copa do Mundo aos canais Fox em todo mundo pela primeira vez, em 2014. No caso da Libertadores, em que teve jogos exclusivos – inclusive do campeão de audiência Corinthians – e deixou a Globo sem partidas que geralmente ela levava à TV aberta, contou com boas contrapartidas para construir a vantagem do seu canal.

Questionado se de fato foi um chapéu, ele nega: “De forma alguma. Foram escolhas feitas dentro de um quadro possível, algo natural, dentro daquilo que é a prática das escolhas dos jogos da Libertadores. Em nenhum momento houve uma situação que possa se parecer com isso”.

A fase do Fox Sports

A atual fase de Zebini já dura três anos e meio. Ele chegou ao Fox Sports por indicação de um executivo de conteúdo. À época, trabalhava na área técnica operacional da transmissão da Copa, no Comitê Organizador, mas sentia falta da produção esportiva em TV. Hoje, cuida de dois canais Fox Sports e também dos de entretenimento da FIC Brasil: Fox, NatGeo, FX e Fox Life.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo


Comentarista de segurança da Record chama Jade Barbosa de “bombadinha”
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Na edição paulista do programa Balanço Geral nesta quinta-feira, o comentarista de segurança da Record, Renato Lombardi, chamou a ginasta Jade Barbosa de “bombadinha”.

A carioca Jade e outras duas atletas dos Jogos Pan-Americanos de Toronto foram analisadas por fotos pelo jornalista, juntamente com os colegas, o apresentador Reinaldo Gottino e a especialista em fofocas de celebridades Fabíola Reipert, numa espécie de etapa de seleção sobre quem seria a musa do Brasil no Pan.

“Gostou da Jade, Lombardi?”, quis saber Gottino. “Médio”, respondeu Lombardi. “A primeira [nadadora capixaba, Daiene Dias] é mais bonita. A Jade tá muito bombadinha, né? Coitada”, opinou o analista de segurança da Record.

Fabíola também votou em Daiene, enquanto Gottino disse preferir a terceira da lista, a paranaense Vivian Morimoto, atleta do softbol brasileiro.


Mylena Ciribelli consegue realizar sonhos ao trocar Globo por Record
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Hoje a TV está recheada de rostos femininos. Mas, há não muito tempo, o cenário era bem diferente. As poucas garotas que conseguiam se meter na área tinham de desbravar o terreno, ter personalidade marcante para conquistar seu espaço e abrir caminho para outras mulheres. Mylena Ciribelli foi uma das pioneiras, iniciando sua trajetória no rádio – também predominantemente masculino – e emplacando na Globo. E, mesmo com 18 anos de emissora, ela não desistiu dos sonhos. Foi por isso que, a partir de 2009, ela virou a cara do esporte da Record.

O motivo para a mudança foi uma frustração que a incomodava, um sonho não realizado em tanto tempo no canal carioca. Ainda lhe faltava carimbar o passaporte de uma cobertura de Olimpíada, in loco. Fã de esportes olímpicos, ela viu a Record tomar os direitos de transmissão de Londres-2012 da concorrente. E um convite da emissora paulista pavimentou um caminho que pareceu ser o mais claro a seguir – e no que ela se mantém até hoje.

Em entrevista ao blog, Mylena retomou a época dessa decisão, falou de seu atual momento – ela comanda o Esporte Fantástico, além de participar de outras transmissões do canal, como o Pan do Canadá, exclusividade do canal – e relembrou como uma baixinha que não deu certo no vôlei virou locutora apresentando rock no rádio e mais tarde retomou a paixão por esportes.

A GAFE – Estar ao vivo na TV é dar sopa para o azar. Não há quem escape de um mico aqui, ou uma gafe acolá. Mylena teve a sua na Record, durante a transmissão olímpica, em 2012. Por problemas no retorno, que geraram dificuldades de comunicação entre ela e a produção, um desabafo foi parar no ar. “Fala aqui na p… do retorno”, foi possível ouvir. Sobre o caso, ela leva na boa: “Eu não estava no ar, então foi um técnico que esqueceu de tirar o microfone. Era uma reclamação interna, não tinha retorno, não sabia o que estava acontecendo. Mas, quando acabou, normal”, garante ela. “Você está num evento ao vivo, fora do seu país, com delay no ouvido… E estávamos começando, um dos primeiros dias de transmissão. Aí eu reclamei… Mas achei legal que depois meus fãs mandavam mensagens: ‘poxa, o Faustão ganha um monte pra falar isso o dia inteiro, e a Mylena fala um e todo mundo sacrifica’. Foi só uma expressão do momento, e não estava xingando ninguém, então não fiquei traumatizada (risos).”

Da garota nova, mas com estilo próprio, que chegou à Globo e virou referência ao lado de Léo Batista e Fernando Vanucci, a apresentadora passou por quase tudo no canal. Mas foi com sua saída que experimentou mais liberdade e enfim realizou o que tanto queria.

“Eu adoro a Globo, muita gente ainda me chama da rua e fala que não tem me visto na TV. Assim como outros vem falar que me assistem na Record. Foram 18 anos, uma marca, uma vida toda profissional. E eu agradeço muito; além de ter aprendido, fiz bons amigos, convivi com grandes profissionais. Isso é muito edificante. Mas, quando a Record me chamou, me chamou para realizar meu sonho: participar de uma Olímpiada”, conta ela, que fez pela Globo a Copa de 1998, na França, mas não viajou para Jogos Olímpicos.

Mylena ri ao contar que há quem tenha “certeza” de que ela foi às Olimpíadas pela Globo. “Muita gente jura que me viu (nos Jogos). Mas, na verdade, me viram em um estúdio lindo, achando que eu estava em Pequim. Eu queria muito viajar. É como o sonho de um atleta. Pensei: ‘não vou ficar mais esperando’, porque a Record já tinha comprado os direitos (para Londres-2012) e a seguinte, ninguém sabia de quem seria. Eu falei: ‘eu quero, então vou atrás do meu sonho’. Foi por isso que saí”.

A apresentadora admite que o sentimento antes da mudança era de frustração. “Tinha uma tristeza. Mas, claro que eu entendia que participava de um trabalho de equipe, apesar de quere a experiência in loco”. Já na Record, ela viajou à Copa de 2010 para fazer matérias exclusivas, mesmo que a emissora não tivesse os direitos de transmissão. Também foi aos Jogos de Inverno, e, enfim, a Londres para a tão sonhada Olimpíada.

A liberdade na Record também é em torno de uma linguagem menos formal e de participar de matérias onde ela pode por seu “molho”. O lado mais irreverente sempre foi uma marca de Mylena, desde o rádio, mas foi um pouco limitado na Globo, que era mais quadrada em seus tempos de Globo Esporte e permitia mais experimentações no Esporte Espetacular.

“Na Globo logo comecei a trabalhar com o Vannucci e com o Léo, e eles sempre me ajudaram bastante. Eu cheguei para levar meu jeito descontraído, foi o que chamou a atenção da Globo. Vivemos de tudo, tem histórias engraçadas, outras tristes. Lembro de uma vez levarmos um cachorro para o Esporte Espetacular, no estúdio, e ele me morder e eu ter de continuar lá, rindo. O esporte tem mais momentos alegres, são notícias mais agradáveis”, recorda.

“O Globo Esporte, por ter que mandar as notícias mais quentes, tinha necessidade de uma velocidade maior. Sempre foi mais ágil, demorou a ter apresentadores levantantados. Já o Esporte Espetacular era diferente. Eu era vanguarda, até demais. E na época as pessoas não estavam preparadas totalmente para mudanças, então pediam para segurar um pouco, não exagerar nas brincadeiras. Eu já tinha vontade, criatividade, mas ainda não tinha o espaço, não era o tempo, o momento. Mas muita gente fala que já fazíamos o que se vê hoje”, explicou ela, em comparação com o jornalismo mais ousado iniciado por Tiago Leifert na Globo.

Pai esportista e filha rock and roll

Ser mulher também foi um desafio para Mylena. À época, só Isabela Scalabrini trabalhava com esporte e, pouco depois, foi para Belo Horizonte deixando a editoria. Hoje, Fernanda Gentil, Renata Fan, Paloma Tocci e outras tomam espaços que já foram masculinos. Mas, bem antes disso, esse assunto já era uma questão, quando ela entrou para o rádio, na parte musical.

O esporte sempre esteve na vida de Mylena, por conta do seu pai. Em Niterói, ele era atleta, fazendo corridas, e abriu um clube, aproveitando a pista de atletismo do estádio Caio Martins para dar aulas. De bicicleta, o professor carregava dardos, pesos e, depois de trabalhar como bancário, comandava as aulas de atletismo por lá. A mãe de Mylena conta que ele até checou a canela dos filhos para ver se eram finas e renderiam bons corredores.

A garota acabou gostando mais de dança, balé, mas sempre esteve ao lado do pai para jogar basquete, futebol e, principalmente, vôlei, seu favorito. Com apenas 1,64 m de altura e numa época em que não existia líbero, suas chances eram nulas. Então, o caminho do rádio caiu em seu colo.

Andando na rua, em Niterói, um amigo locutor comentou de um estágio em uma rádio local. Interessada, ela foi se candidatar, mas acabou sendo contratada em outro cargo, diretamente para fazer locução. Tudo por que tinha uma boa voz, sabia falar inglês e pronunciava corretamente os nomes de bandas, como Led Zeppelin e Deep Purple. Aprovada de cara, começou após um treino rápido, de uma semana e, apesar da inexperiência, não parou mais. Foi lá que criou seu estilo, começou a aprender sobre jornalismo e pavimentou sua carreira.

“Sempre fui pioneira, comecei quando existia só locução masculina no rádio, e as mulheres não entendiam de rock and roll. Homens ligavam e ficavam impressionados. Vim inovando desde lá, com linguajar da garotada. Então, quando comecei na TV, sabia como era entrar num reduto masculino, mas agora falando de esporte. A maioria gosta da voz feminina, de ouvir locução feminina”, explica ela.

Do rádio, Mylena foi para a TV, na Manchete, entrevistando bandas e artistas gringos, como The Cure e Tony Bennet. Deste último, se surpreendeu enquanto esperava por uma entrevista. “Nosso diretor estava cuidando da luz. E o Tony lá, numa paciência, esperando. De repente, ele sentou no piano e começou a desenhar. E olhava para mim, sorria… Daqui a pouco ele me dá um desenho, um retrato meu. Fiquei: ‘Meu Deus, tenho um retrato do Tony Bennet’. Até hoje está na minha estante”, relata a apresentadora.

Foi na própria Manchete que ela fez a transição de volta para o esporte. “Eu adorei, já gostava. Eram minhas duas paixões, esporte e música. E eu queria um trabalho mais constante, que ganhasse um salário melhor. Então comecei na Manchete Esportiva e fazia o Grid de Largada, com os boletins de Fórmula 1, até que a Globo me chamou para o Esporte Espetacular e depois entrei no Globo Esporte.”

Como em tudo em que ela teve de se arriscar, até entrar na forte Globo teve narizes torcidos. “Quando a Globo chamou foi: ‘Meu Deus! A Globo me chamando. Claro que umas pessoas tentaram me demover da ideia. Dizendo que era Globo, muita gente. Mas eu queria ir, ver como ia ser, ter a experiência. E acabei ficando 18 anos”, completa ela, agora com seis anos de Record e já às vésperas de realizar seu segundo sonho olímpico.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo


TV põe boleiros para opinar sobre o Lulu e Amaral alerta para ‘perigo’
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O aplicativo Lulu, que permite às mulheres avaliarem homens presentes em suas redes sociais, fez um barulho enorme e causou polêmica nas últimas semanas. Na TV, alguns boleiros entraram no tema e comentaram as vantagens e desvantagens de serem alvos da mulherada na internet.

O “Esporte Fantástico”, da TV Record, foi ao encontro de alguns jogadores e ex-jogadores para falar do aplicativo e contou com o bom humor deles.

Amaral, tão conhecido pelas atuações no Palmeiras, foi por outro lado e falou do perigo do Lulu. “Tem mulher que é ciumenta, não consegue dividir o pão, então tem que ter cuidado”, riu o veterano.

Jogador do Santos, Victor Andrade entrou na onda e fez graça com as perguntas. “Quando a mulher critica muito é porque ela quer”, disse ele. “Mas me falaram que minha nota é boa. Eu sou um cara de boa, caseiro, bom pra casar. Só pela câmera dá para ver, sou bonito, simpático, educado.”

Questionado sobre que nota ele acha que merece, foi mais humilde: “Nove é muito, oito tá bom”.

Gabriel Barbosa, o Gabigol do Santos, também brincou ao ser questionado sobre o Lulu. “Eu fui bem, não estou preocupado. Sou muito amoroso, bonito e gostosão. Nota dez!”.

Amaral
Amaral

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Record ataca Globo e culpa rival por estádios vazios no Brasileirão
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O programa Esporte Fantástico, da Record, abriu sua edição deste sábado com uma reportagem criticando sua principal concorrente, a Rede Globo. A matéria atacou o controle da emissora na transmissão dos jogos do Brasileirão e a culpou pelo esvaziamento dos estádios brasileiros nos últimos anos.

A longa reportagem trouxe depoimentos de vários torcedores criticando a Globo, que moldaria as tabelas de jogos de acordo com sua grade programação. O principal alvo foram os “jogos após a novela”.

A matéria trouxe ainda depoimentos do polêmico jornalista Jorge Kajuru, que levantou suspeitas sobre o processo de negociação da venda dos direitos de transmissão.

“Deveria ser investigado pelo Congresso, deveria ser criada uma CPI. É mais que um monopólio, é uma ditadura da audiência. Ela só vende para Band porque a Band só faz cócegas nela”, afirmou Kajuru.

No fim, a reportagem ainda cita números da queda da audiência da Globo nas transmissões de jogos do Brasileirão e afirma que o monopólio da emissora é mais uma prova da decadência do futebol nacional.

“Acho que a CBF não tem uma interferência tão grande, ela cuida mais da seleção brasileira. Quem cuida do futebol brasileiro é a Globo”, disse à reportagem o meia Alex, do Coritiba.

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Morena do Fred beija Britto Jr. na Record
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Crédito das imagens: Antonio Chahestian/TV Record

Após beijar Fred no trânsito de Belo Horizonte e ganhar fama nacional, a estudante de radiologia Izabela Araújo foi convidada ao “Programa da Tarde”, da TV Record, e levou o público ao delírio ao dar um selinho no apresentador Britto Jr.

Britto, inclusive, ficou tão empolgado com o beijo que só “largou” a morena após intervenção de Ana Hickman e Ticiane Pinheiro. “Marquei um golaço!”, celebrou.

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Enquanto a atração perguntava “Quem beija melhor: Britto ou Fred?”, a gata apenas sorriu, timidamente, sem dar resposta.

De acordo com o jornal Extra, a morena vem cobrando cerca de R$ 2,5 mil para dar entrevistas a jornais e TVs. Ela também já recebeu propostas para posar nua e para gravar comerciais de creme dental.

O selinho de Britto, aliás, não saiu nada barato. Segundo informou a própria TV Record, Izabela ganhou R$ 4 mil para beijar o apresentador.


Repórter da Globo aparece em programa da Record e apresentador tira sarro
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Um dos mais experientes repórteres da TV Globo, Tino Marcos fez uma participação especial na concorrente Record nesta terça-feira. Antes da convocação da seleção brasileira no Rio de Janeiro, ele estava pronto para uma entrada ao vivo em sua emissora quando apareceu no programa Balanço Geral. A câmera focou o “rival” e o apresentador Geraldo Luis começou a tirar sarro com ele.

“Ele não tá vendo que é nossa câmera? (risos) Ô Tino, essa câmera é da Record”, dizia o apresentador entre gargalhadas. “Essa câmera é minha, a sua é da direita. Vaza, meo.”

 

No entanto, não dá para saber se Tino Marcos realmente confundiu as câmeras. Como ele não falou nada, em nenhum momento em que apareceu na Record, pode ter sido, simplesmente, vítima de uma brincadeira da emissora rival.

Mas as redes sociais foram implacáveis com o repórter. Assim que aconteceu, começaram a brincar com ele no Twitter e no Facebook, dizendo que  tinha errado de câmera.

 

 

 


Anão da Record rouba a cena na apresentação de Pato, faz barulho, discute e é barrado
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Alexandre Pato não teve o tratamento de Ronaldo e Roberto Carlos e foi apresentado na sala de imprensa do CT Joaquim Grava. Se não lotou um estádio, o novo reforço alvinegro ao menos reuniu uma pequena multidão de jornalistas, que se acotovelou para acompanhar as primeiras declarações do atacante como jogador do Corinthians.

Um outro personagem, no entanto, dividiu a atenção com Pato em alguns momentos: o anão Marquinhos, atração do programa Balanço Geral SP, da Record. Vestido com uma camisa do Corinthians, ele entrou no ar ao vivo quando os cerca de 120 repórteres, fotógrafos e cinegrafistas presentes na sala de imprensa ainda aguardavam Alexandre Pato.

Marquinhos é uma atração conhecida do programa, que costuma alcançar bons índices de audiência a partir das 12h. Como faz tradicionalmente, nesta sexta ele esbanjou animação e, em cima de uma caixa, pulou e gritou para avisar seus telespectadores que Pato estava quase chegando.

O barulho pegou os demais jornalistas de surpresa, e o anão aproveitou para provocar. No ar, ele disse que os repórteres estavam ficando nervosos e disse “Aqui é Corinthians”, enquanto um de seus produtores tentava animar todos a puxarem uma vaia para o anão, sem sucesso.

Quando Pato finalmente chegou, Marquinhos passou a ser um espectador. Na confusão para arrumar um lugar na plateia, ele acabou atrapalhando a visão de um cinegrafista, o que levou a uma discussão áspera. Quando a situação se controlou, ele passou a querer participar da entrevista coletiva.

A produção da Record tentou fazer com que ele fizesse uma pergunta em mais de uma oportunidade, mas não obteve êxito. A quantidade de jornalistas presentes era muito grande, o tempo era escasso e havia um temor de que o personagem pudesse colocar Alexandre Pato em uma saia justa. Por isso, ele acabou sendo barrado.

O expediente é comum em eventos nos quais equipes de programas de humor dividem espaço com jornalistas. CQC e Pânico, por exemplo, já sofreram com vetos parecidos em outras oportunidades. Por estarem ambos em férias, os dois programas não passaram pelo mesmo problema nesta sexta, já que sequer mandaram equipes de reportagem ao CT Joaquim Grava.

Sem espaço na entrevista coletiva. Com bom humor, a equipe da Record percorreu pontos do CT “procurando o Pato” que, obviamente, a esta altura já estava de volta à concentração. Mesmo assim, o anão Marquinhos explorou o local, entrevistou pessoas e fez brincadeiras com o mote da busca ao atacante. No fim, não achou ninguém.

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Crédito da foto: Reprodução/Record