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Arquivo : fevereiro 2013

Globo aposta em piadas de Vampeta em jogo do Corinthians sem torcida
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Mesmo com a tensão gerada pelo jogo sem torcida do Corinthians no Pacaembu, nesta quarta-feira, a Rede Globo apostou na presença de um convidado conhecido pelo jeitão engraçado e sem papas na língua: Vampeta. Em uma transmissão mais silenciosa, em que os aspectos mais comumente presentes no rádio acabaram ganhando destaque, as piadas do ex-jogador foram responsáveis por deixar o clima um pouco mais leve – apesar da tragédua de uma semana atrás.

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“Para você que está ligado na Globo, começa uma transmissão totalmente diferente do que estamos acostumados”, anunciou Cleber Machado, com as imagens do estádio vazio para a partida contra o Millionarios, no Pacaembu, uma semana após a morte de um boliviano de 14 anos, também em jogo do Corinthians pela Libertadores.

O narrador anunciou Vampeta como a figura excêntrica que ele é, prometendo piadas e causos. E foi o que se ouviu. O “velho Vamp” foi muitas vezes atiçado a fazer suas graças. Falando sobre o silêncio e o fato de os jogadores conseguirem ouvir as instruções, Cleber provocou: “Você dava muito migué e fingia não ouvir o técnico?”. Vampeta admitiu: “Pois é, hoje dá para ouvir tudo, ainda mais o Tite: ‘fala muito, fala muito’ (risos).”


O ex-jogador do Corinthians chegou a contar causos antigos, como quando Gilmar Fubá foi aconselhado a tocar a bola para a primeira pessoa de meia preta que visse – e acabou passando para o árbitro -, e mandou frases como: “para quem já posou nu, eu já tirei a camisa demais (em campo)”.

Durante os 90 minutos de jogo, o que mais se ouviu foram frases do tipo: “ouviu isso?”, “vamos escutar agora…”. Sem a presença da torcida e com os microfones livres para pegar mais detalhes em campo, as conversas entre jogadores, gritos do árbitro, instruções dos técnicos e até as locuções no estádio viraram figuras centrais da transmissão.


Cléber Machado estreia no UFC com estilo discreto e oposto ao de Galvão
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Crédito: Reprodução

A estreia de Cléber Machado nas narrações de MMA, no UFC 156, na madrugada de sábado para domingo, foi discreta. Ele evitou as gafes e os bordões. E segurou a emoção na narração, mesmo quando Antônio Pezão nocauteou Overeem. Um estilo diferente ao de Galvão Bueno na sua estreia no esporte.

Se Galvão, quando narrou pela primeira vez no UFC, em 2011, se saiu com o histórico bordão “Gladiadores do terceiro milênio”, Cléber parecia apenas não querer se comprometer. “Pra você ligado na Globo, a gente começa a acompanhar mais uma edição do UFC direto de Las Vegas” foi sua frase inicial, da mesma maneira com que inicia suas narrações de futebol.

Durante as quatro lutas transmitidas (quatro do card principal, todas com brasileiros vencedores), ele muitas vezes optou por ficar em silêncio e deixar Cigano, sua terceira atuação como comentarista, explicar os golpes e as ações das lutas.

No nocaute histórico de Pezão, Cleber soltou um: “Já era, já era, já era! Nocaute Pezão!”. A empolgação ficou por conta de Cigano, que a cada golpe de Pezão na sequência que garantiu seu nocaute tinha que abafar o microfone, já que vibrava junto com o lutador.

Já quando José Aldo defendeu o cinturão dos pesos penas, em decisão por ponto, Cléber preferiu esperar o anúncio e simplesmente traduziu o que foi dito, sem comemorar ou vibrar com a vitória do brasileiro.

Machado costumava narrar boxe quando o esporte ainda tinha espaço na Globo. Desde que o UFC assinou contrato com a emissora carioca, apenas Galvão Bueno e Sérgio Maurício fizeram as narrações. Mais uma vez com transmissão em atraso de 30 minutos, por força de contrato. A Globo transmitiu a reprise das lutas principais a partir das 3h da manhã.


Cléber Machado narra UFC pela primeira vez
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A Globo confirmou nesta quarta-feira, durante a chamada para UFC 156 deste sábado, que o narrador Cléber Machado será o responsável por conduzir a transmissão, com a ajuda dos comentários do ex-campeão dos pesos pesados Júnior Cigano.

Será a estreia de Cléber Machado em transmissões de MMA. Ele costumava narrar boxe quando o esporte ainda tinha espaço na Globo. Desde que o UFC assinou contrato com a emissora carioca, apenas Galvão Bueno e Sérgio Maurício fizeram as narrações.

Cigano, por sua vez, já trabalhou outras duas vezes como comentarista do UFC e foi o protagonista da primeira luta transmitida pela Globo, em novembro de 2011, quando nocauteou Cain Velásquez e capturou o cinturão dos pesados.

O UFC 156 terá como luta principal o duelo entre o brasileiro José Aldo e o norte-americano Frankie Edgar, valendo o cinturão dos penas. Rodrigo Minotouro, Antonio Pezão e Demian Maia também estão no card. Por contrato, a Globo exibirá com atraso de 30 minutos, e a transmissão deve começar por volta das 3 horas da manhã.

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Cléber Machado escolhe Messi melhor do mundo e deixa Cristiano Ronaldo em terceiro
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Representante da imprensa brasileira na votação de melhor do mundo da Fifa, o narrador da TV Globo Cléber Machado foi com a maioria em sua lista. Na lista de votos que é divulgada logo após a premiação, foi revelado que ele escolheu o argentino Lionel Messi como o melhor de 2012. O meia-atacante do Barcelona acabou ficando com o prêmio pela quarta vez consecutiva.

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No entanto, Cléber Machado discordou da maioria nas segunda e terceira colocações. Ele colocou o espanhol Xavi, também do Barça, em segundo – ele terminou o geral em quart0 -, e o atacante português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, em terceiro.

Na computação do total de votos, Messi levou 41,6% da preferência, Cristiano Ronaldo recebeu 23,68% e Andrés Iniesta ficou com 10,91% no prêmio que a Fifa faz junto da revista France Football.

(Crédito da foto: Luciana Cavalcanti/Folhapress)


Em Fla x Corinthians, Globo esquece SP x Vasco e “tira” vaga corintiana na Libertadores-2013
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A promessa para a capital paulista era de transmissão de Flamengo x Corinthians, com flashes de São Paulo x Vasco. Pelo menos era o que dizia a propaganda espalhada pela programação da TV Globo durante a semana. Quem ficou ligado na emissora acompanhou, sim, a vitória corintiana no Engenhão, mas não ficou sabendo de quase nada do sucesso vascaíno.

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A expectativa por um tratamento especial para mais um duelo entre paulistas e cariocas na rodada não se confirmou, já que São Paulo x Vasco teve o mesmo destaque que os demais jogos da rodada.

Os tais “flashes” da partida no Morumbi não foram mostrados. De bola rolando, apenas os melhores lances, no “Show do Intervalo”, e o gol marcado por Fagner. “O Fagner chutou, e o Denis, que pegou muito contra o Palmeiras no fim de semana, não segurou”, disse o narrador Cléber Machado. O duelo só foi citado quando chegou ao fim, e Cléber assumiu a transmissão global para todo o país. E foi só.

No Engenhão, a Globo repetiu o que aconteceu na final da Copa do Brasil e deixou vazar, mais de uma vez, os xingamentos da torcida. Se em Coritiba x Palmeiras, o alvo era a própria emissora, agora, quem sofreu com o grito da galera foi o técnico do Fla, Joel Santana. “Ei, Joel, vá tomar no…”, foi o que se ouvia dos mais de 12 mil torcedores presentes no estádio.

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Já Casagrande foi responsável pela gafe da noite. Ao responder uma pergunta do internauta, que perguntou até onde Flamengo e Corinthians poderiam chegar no Brasileirão, Casagrande “tirou” o atual campeão da Libertadores da próxima edição do torneio. “A princípio, lutam por uma vaga na Libertadores. Acho que o Corinthians, por ser uma equipe mais bem estruturada, deve chegar em outubro brigando pelo título. Mas acho que ambos lutam por uma vaga na Libertadores”, disse o comentarista.

Instantes depois, Cléber Machado lembrou que o título corintiano garantiu uma vaga à equipe na edição 2013 da Libertadores. Casagrande, então, reiterou. “Mesmo assim, é um time que eu acho que vai brigar pelas primeiras posições”, afirmou. E o Corinthians recuperou seu lugar na próxima Libertadores.

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo


Globo transmite xingamento da torcida e tem narração “Mãe Dinah” na final da Copa do Brasil
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A festa verde no Couto Pereira teve ampla cobertura da Globo. O som ambiente calibrado fazia com que o torcedor ouvisse claramente os gritos das torcidas, primeiro a do Coritiba, depois, a do Palmeiras, que se sagrou campeão da Copa do Brasil com o empate por 1 a 1. Mas, quem diria, a qualidade da transmissão foi um tiro no pé da emissora, que acabou foi xingada pelos palmeirenses antes do fim da partida.

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Aos 40min do segundo tempo, o telespectador em casa ouviu claramente a rima: “Ô Rede Globo, vá se f…, o meu Palmeiras não precisa de você”. O grito foi uma alusão ao primeiro jogo da decisão, que chegou a ter sua transmissão na TV aberta vetada pela emissora. A liberação só veio no fim da manhã da última quinta-feira, data da partida, e a Bandeirantes foi o único canal aberto a para passar a final.

Curiosamente, dois, três minutos depois, quando o grito contra a Globo foi encerrado, o narrador Cléber Machado chamou a atenção para a festa da torcida palmeirense em Curitiba. “11 de julho de 2012, o reencontro do Palmeiras com um grande título (…) Agora é a vez do hino”, disse, enquanto os alviverdes comemoravam soltando a voz nas arquibancadas.

Premonição
O Coritiba saiu na frente com Ayrton, e o gol fez com que o lado “Mãe Dinah” aflorasse em Cléber Machado. “Como vai reagir o Coritiba? Como vai reagir o Palmeiras?”, perguntou.

O narrador, então, lembrou que o Palmeiras fez 2 a 0 em Porto Alegre na semifinal, mas, em casa, saiu perdendo. Não deu tempo de continuar o raciocínio e dizer que o gol de empate saiu em seguida contra o Grêmio: “Bateu o Assunção… Gooooool do Palmeiras”, narrou. Era o Palmeiras repetindo o que havia feito diante do tricolor gaúcho.

Quem foi contra a maré foi o ex-árbitro Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem. Para ele, não houve infração em Mazinho no lance que originou o gol palmeirense. “Na verdade, ele já tinha caído quando aconteceu o contato. Eu não consigo ver falta nesse lance”, disse, mantendo a opinião após ver e rever a jogada em vários ângulos.

Chavão com razão?
“O gol saiu na hora certa. Não tem hora certa para o gol, toda hora é a hora certa para o gol, mas esse gol do Palmeiras saiu na hora certa”, disse Cléber, ao comentar o empate alviverde. O chavão, um dos maiores do futebol mundial, ganhou força – e razão – no comentário de Casagrande. “Realmente, é isso mesmo, fez o gol na hora certa. Se passasse mais um pouquinho, ia sofrer pressão do Coritiba.”

Fim de jogo
Clima frio em Curitiba, clima quente em campo, clima morno na transmissão. Repetindo o que fez em Corinthians x Boca Juniors, Globo seguiu o seu padrão em mais uma final. Teve o equilíbrio necessário em um jogo de futebol, mas, por ser uma decisão, poderia ter mais emoção.

Felipão levava a taça na direção da torcida palmeirense enquanto Cléber anunciava que o “Jornal da Globo” traria mais informações sobre o título palmeirense, mas só depois do episódio da novela “Gabriela”. Ao fundo, dava para ouvir que a galera continuava em festa, dessa vez, sem alusão à emissora: “Chiqueiro, chiqueiro, festa no chiqueiro”, foi o grito alviverde que encerrou a Copa do Brasil na Globo. Fim de jogo, e apenas o começo da expectativa para Corinthians x Palmeiras na Libertadores 2013.

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo


Em meio ao gol “fala muito”, Casagrande se emociona e destoa em transmissão global
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A América, enfim, é do Corinthians. Foram 14 jogos para conquistar de forma inédita e invicta o título da Libertadores, todos com transmissão na TV aberta pela Globo. Se o primeiro jogo da final foi marcado por exageros, a vitória por 2 a 0 sobre o Boca Juniors, nesta quarta-feira, voltou ao padrão global. Casagrande foi o lado emotivo da transmissão, com direito a voz embargada. Já os microfones captaram uma curiosa discussão entre o meia Riquelme e o técnico Tite, com direito ao uso do bordão “fala muito” pelo comandante corintiano antes do primeiro gol.

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Curiosamente, a transmissão global foi mais equilibrada no jogo decisivo do Pacaembu que no primeiro duelo na Argentina. Desta vez, o narrador Cléber Machado foi mais comedido nas críticas aos rivais corintianos. A frase mais forte foi: “O Boca sabe jogar, mas algumas jogadas, de vez em quando, são desleais”. As participações de Caio Ribeiro e Arnaldo Cézar Coelho foram discretas, e coube a Casagrande dar o tom de emoção para a noite histórica.

Em sua primeira participação, o ex-atacante alvinegro decretou: “Tem que ganhar”, antecipando o grito “Vamos Corinthians! Esta noite, teremos que ganhar!”, repetido pela torcida em toda a partida. No primeiro tempo, ele ainda reclamou que o time estava atacando pouco, que o jogo estava “amarrado” e que o Boca estava gostando demais da maneira como o Corinthians atuando.

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Mas foi na segunda etapa que a narração esquentou. Antes do primeiro gol, que nasceu de uma falta cometida por Riquelme, os microfones da Globo flagraram uma discussão entre o meia e Tite. Na transmissão, deu para ouvir claramente o treinador gritar “fala muito, fala muito”. A frase virou bordão e até camiseta em um bate-boca com o palmeirense Luiz Felipe Scolari na segunda semifinal do Paulista do ano passado. “Eu cheguei a ouvir um ‘fala muito’ aí?”, perguntou Cléber. “Ouviu sim”, respondeu o repórter Mauro Naves, antes de a bola ser alçada na área, e Emerson abrir o placar.

Logo após o lance, Casagrande disse o que muito torcedor pensava. “É o momento de ir para cima, decidir o jogo, mostrar quem manda em casa”, afirmou. Emerson marcou de novo, e o comentarista não se conteve. “Tem que fazer o terceiro para fechar no caixão.”

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Com a proximidade do fim da partida, o ex-jogador, com a voz embargada, não escondeu a emoção. “Cléber, eu parei de jogar em 1994, e nunca mais me deu vontade de voltar. Mas hoje eu gostaria muito de estar dentro de campo”, disse, repetindo o que havia afirmado antes da final à rádio Estadão ESPN.

Foi só a partir dos 40min que Cléber começou a falar em título. “Tá chegando a hora”, antecipou, aos 43min. Ao apito final, o narrador soltou a voz. “Chegou a hora de soltar o grito. Solta a voz o torcedor do Corinthians. Campeão da Libertadores da América, 35 anos depois da primeira participação, em 77. Na 10ª edição, chega de ouvir gozação, de sofrer, chega sim em 2012 com uma campanha invicta.”

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“Qual foi o lema da Libertadores? Vai Corinthians? Foi! Chegou!”, disse Cléber. Foram 140 dias entre a estreia e o título inédito. Na TV, foi uma campanha com erros e acertos, altos e baixos, mais ou menos como a trajetória corintiana. Ao fim da transmissão, à 0h30, após quase 40min de cobertura da comemoração no gramado, Cléber agradeceu a audiência – aliás, recorde no ano para a emissora. A festa da Globo na Libertadores chegava ao fim. A do Corinthians, apenas começou.

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo


Em noite de Romarinho, Globo “demoniza” Boca e trata Corinthians como “Brasil na Libertadores”
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Mocinho x bandido. Quem assistiu à transmissão da Globo do primeiro jogo da final da Libertadores ficou com a impressão de um duelo entre o bem contra o mal. A palavra “guerra” foi usada algumas vezes, sempre tendo os argentinos como vilões. No filme da decisão, Corinthians, o “Brasil” no torneio, representou o lado do bem, enquanto o Boca Juniors fez o papel do “lado negro”. Toda guerra tem um herói, e o destaque do empate por 1 a 1, como não podia deixar de ser, foi Romarinho.

A transmissão de qualquer jogo de um time brasileiro contra um rival internacional tende, com razão, para o lado nacional. Mas, em Boca x Corinthians, o tom beirou a agressividade, com os adversários argentinos se tornando, desnecessariamente, “inimigos”.

Especialmente no primeiro tempo, Cléber Machado, Casagrande, Caio Ribeiro e Arnaldo Cézar Coelho, presentes na Argentina, fizeram uma espécie de “demonização” do Boca: uma equipe cheia de catimba, que reclama e faz pressão na arbitragem, bate e provoca os brasileiros. Tudo, quase sempre, feito de forma orquestrada.

Adjetivos, só para os alvinegros. A frase “o Corinthians é Brasil na Libertadores” não foi usada, mas ficou no ar. O telespectador, torcendo a favor ou contra o time de Tite, foi tratado como corintiano. Casagrande até chegou a falar “a gente” em algumas oportunidades. Outro exemplo? “Não fique nervoso, o juiz já parou o jogo”, disse Cléber, quando a bola entrou no gol corintiano depois que a partida já estava paralisada.

Guerra
“Se entrar na pilha de uma guerra, os argentinos são muito melhores que a gente nessa situação”, afirmou Casagrande. A palavra “guerra” foi citada mais de uma vez pelo comentarista, enquanto o Corinthians parecia estar em “missão de paz”. “Toda vez que você está em desvantagem, eles começam a provocar. Muitas vezes é feito de cabeça pensada”, completou Caio.

Pressão
Para Cléber, os argentinos queriam arrumar tirar os brasileiros do sério. “O Erviti está discutindo com o Emerson, está a fim de confusão”, disse. O narrador ainda reclamou da pressão do Boca sobre o árbitro chileno Enrique Osses. “Agora, ele deu cartão amarelo para o Riquelme, que está apitando o jogo”, reclamou.

La Bombonera?
Até a pressão do estádio La Bombonera, algo histórico especialmente pela barulhenta torcida, foi minimizada. “É um jogo igual. Em uma partida como essa, não faz diferença jogar em casa ou não”, afirmou Caio.

Herói
Toda guerra tem um herói. Na batalha de La Bombonera, foi Romarinho. Casagrande já havia pedido a entrada do jogador. Autor do gol salvador, ganhou elogios dos globais. Aí, sim, deu para dizer que as palavras foram mais do que merecidas.

Final, parte 1
“O sonho do Corinthians continua vivo”. Foi assim que Cléber terminou a semifinal contra o Santos, foi assim que a Globo abriu a transmissão de Boca x Corinthians. Fatalmente, será assim que começará o duelo no Pacaembu. Com heróis e festa, como deve ser, mas sem guerra, anjos e demônios.

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo

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Classificação do Corinthians tem sumiço de narração e “cotovelada” de Arnaldo em Cléber
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O Corinthians empatou com o Santos e se classificou pela primeira vez para a final da Libertadores. Na transmissão da Globo, alguns eventos também aconteceram de forma inédita. O som de Cléber Machado desapareceu, e o “Show do Intervalo” realmente trocou o esporte pelo entretenimento, com direito a tossida no ar e canja de ator de Arnaldo Cézar Coelho, com encenação de cotovelada no narrador e criação de candidatos a bordões.

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Se, no jogo de ida, a emissora foi chamada de “corintiana” no Twitter, a preferência parecia ter mudado de lado mesmo antes de a bola rolar: a novela “Avenida Brasil” terminou com “Eu quero tchu, eu quero tcha”, da dupla sertaneja João Lucas e Marcelo, música que tem Neymar no clipe e na letra.

“É hora de acompanhar uma noite que está sendo chamada de uma noite para fazer história”, disse Cléber, em tom filosófico, na abertura da transmissão. “Vale a pena ser testemunha de uma página da história que vai ser escrita. E o coração? Tá batendo forte, tá batendo acelerado?”, perguntou o narrador.

O coração de quem trabalha na Globo deve ter disparado por volta dos 12min do primeiro tempo, quando o áudio de Cléber desapareceu por cerca de 40 segundos. A “narração” ficou a cargo dos gritos da torcida corintiana. “Tivemos um problema com o áudio aqui no Pacaembu, mas já está tudo Ok”, disse. Na verdade, mais ou menos: instantes depois, o problema se repetiu com o repórter Abel Neto. “Globo”, claro, virou um dos TTs (“Trending Topics”, frases mais publicadas) mundiais no Twitter.

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Show de humor no “Show do Intervalo”
Foi no “Show do Intervalo” que veio o momento de maior diversão para os telespectadores. O primeiro bloco foi esportivo, com os melhores momentos de Coritiba x São Paulo, pela Copa do Brasil. O segundo foi, sem querer, dedicado à comédia, começando, inclusive, com uma bela tossida antes de Cléber anunciar os principais lances da primeira etapa no Pacaembu.

Mas foi na discussão da polêmica – foi ou não cotovelada de Alan Kardec em Ralf no início do lance do gol santista? – que a transmissão chegou ao ápice. Arnaldo, que já havia dito que o atacante não teve intenção de acertar o rival, resolveu encenar como seria uma cotovelada “de verdade”. “Você não vai me usar como exemplo para a cotovelada, né, Arnaldo?”, perguntou Cléber. Claro que foi isso que o comentarista fez.

“Se fosse uma cotovelada, seria assim”, mostrou Arnaldo, fazendo o teatrinho e dando a cotovelada de mentirinha. O comentarista emendou uma frase que pode entrar para o seu rol de bordões. “Futebol é contato físico. Não quer contato físico? Vai para o vôlei, que o adversário fica do outro lado da quadra”, completou. Regra clara para Arnaldo.

Depois de um silêncio – ou seria pausa dramática? -, veio outro candidato a bordão: “Obrigado, Arnaldo, satisfação”. Bastou isso para que os termos “Arnaldo” e “Cléber Machado” chegassem, em instantes, aos TTs dos internautas de todo o mundo.

Fim de jogo, e o sonho corintiano de conquistar o título inédito da Libertadores continua vivo. “A final da Libertadores é realidade”, disse Cléber. Para o torcedor, é contagem regressiva e, por falar em bordão, faltam só mais dois “bola em jogo pra você ligado na Globo”.

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo


Hit no Twitter, Cléber Machado é tachado como corintiano, e “Cás-sio” vira o novo “Fe-li-pe”
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Dizem por aí que Cléber Machado tem uma quedinha pelo Santos. Mas, na vitória por 1 a 0 do Corinthians no primeiro jogo da semifinal da Libertadores, não foi bem isso o que disseram por aí. No Twitter, o narrador da Globo foi tachado como torcedor corintiano. Os elogios ao time de Tite e, principalmente, ao goleiro Cássio, foram os principais motivos da “acusação”, sendo que o arqueiro alvinegro ganhou até o status de novo “Fe-li-pe” pela narração.

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Durante a partida, as expressões “Cleber Machado” e “Esse Cassio” figuraram entre os TTs (“Trending Topics”, frases mais publicadas no microblog) dos internautas brasileiros. “Esse Cassio”, inclusive, apareceu na lista de assuntos mais comentados em todo o mundo.

A maneira como o Corinthians se portou em campo rendeu uma série de elogios de Cléber e do trio de comentaristas, formado por Caio Ribeiro, Júnior e Arnaldo Cézar Coelho. No Twitter, a transmissão da Globo foi tratada como “corintiana”, tendo o narrador como o principal alvo das críticas:

“Cás-sio”, o novo “Fe-li-pe”
“O Cássio faz hoje o quinto jogo e não levou gol ainda. Já tomou gol pelo Corinthians, mas, na Libertadores, ainda não foi vazado”, disse Cléber, em um dos elogios que fez ao goleiro, exaltado pela facilidade com que sai do gol e pela segurança que passa aos zagueiros.

Na segunda etapa, Cléber voltou a encher a bola de Cássio em chute de Durval e cabeçada de Borges. O ápice foi em uma finalização de Juan, aos 35min. “Sen-sa-ci-o-nal, Cás-sio! Um espetáculo de defesa!”, afirmou, lembrando a época em que o goleiro corintiano era Felipe, hoje no Flamengo. Ou melhor, “Fe-li-pe”, como o narrador gosta de falar, sílaba a sílaba.

“Você ia cumprimentar o cara que fizesse essa defesa?”, perguntou Cléber para Júnior. “Com certeza, ia dividir o bicho se ganhasse”, respondeu o comentarista. “Que defesa sensacional”, repetiu o narrador.

Durante o apagão na Vila Belmiro, enquanto a Globo repetia alguns dos principais lances da partida, o tema “Cássio” voltou a tomar conta da transmissão. “E o segundo tempo foi de Cássio, como a gente viu nas imagens, Júnior?”, indagou. “Pelo menos nas duas defesas”, disse o ex-jogador do Flamengo e da seleção.

Claro que os elogios ao arqueiro corintiano também repercutiram no microblog:

Como disse Cléber, o duelo na Vila Belmiro “foi só o primeiro tempo. Hoje a festa foi corintiana. Quarta-feira que vem, no Pacaembu, tem mais Santos e Corinthians, Corinthians e Santos”. Será que no segundo jogo o narrador vai virar santista no Twitter?

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo