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Galvão desabafa no SporTV: "Não vejo o Brasil em campo há muito tempo!"

UOL Esporte

01/04/2019 22h46

Crédito: Reprodução/SporTV

Na edição de hoje do "Bem, Amigos!", o apresentador Galvão Bueno voltou a comentar a situação da seleção brasileira. Na abertura do programa, o apresentador desabafou após mais uma eliminação do selecionado nacional em competições de categorias de base, dessa vez no Sub-17.

"Esse domingo amanheceu com uma reportagem do diário "Olé!" sobre as seleções brasileiras de base. […] A manchete, numa tradução não tão literal, mas sem perder o sentido, era "A fonte se esgotou?". […]O Sub-17 agora conseguiu o milagre de ficar entre os quatro piores. Nosso nível virou Bolívia, Venezuela e é nosso futuro. É lógico, nossos meninos jogaram, correram, mas não chegaram lá. Por quê? Porque desde a base estamos vendo que os adversários não temem mais o Brasil", disparou Galvão.

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Em um segundo momento, o narrador voltou as atenções para a seleção principal e os resultados pouco empolgantes desde a derrota para a Bélgica na Copa do Mundo.

"A seleção principal, desde o jogo contra a Bélgica, jogou oito vezes. Venceu sete e empatou uma. Fantástico, né? Mas não é motivo de alegria nem de empolgação. Por que será? Por que a seleção vence e mesmo assim coleciona pontos de interrogação? O segundo tempo contra a República Tcheca foi uma luz no fim do túnel – realmente jogamos bem, jogamos como Brasil", complementou Galvão.

Na sequência, Galvão voltou a reclamar de termos complexos utilizados pelos treinadores de futebol, apontando para uma possível elitização do esporte que, segundo ele, é feito para o povo.

"O Tite fala do jeito que quiser, mas a ponderação é outra. Termos como "performaram o resultado" ou "extremo desequilibrante" podem até ser modernos – e são modernos, mas será que não revestem o futebol de uma complexidade onde só os treinadores são os donos da verdade? O futebol é simples, o futebol tem a simplicidade do povo. Os jogadores não estariam ficando reféns da tática e esquecendo o improviso? A decisão dentro de campo, a surpresa. […] Eu defendi a continuidade do Tite no apito final da derrota para a Bélgica e continuo torcendo e torcendo com muito afinco para que a alma do futebol brasileiro não se perca jamais. Porque eu queria confessar uma coisa: eu não vejo a seleção brasileira em campo há muito tempo", completou.

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