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Relembre grupos de mídia que não tiveram sucesso em transmissões esportivas

UOL Esporte

02/12/2018 11h00

Na última quinta-feira (29), a plataforma Dazn anunciou a aquisição dos direitos dos Campeonatos Francês e Italiano para o Brasil, além da Copa Sul-Americana. Com início marcado para março de 2019, o serviço de streaming oferecerá, na próxima semana, um aperitivo em sua página no Facebook.

Presente em outros países, como Estados Unidos, Alemanha, Japão e Áustria, a Dazn ainda é uma incógnita. Pensando nisso, o UOL Esporte recordou seis casos de grupos de mídia que apostaram em direitos de transmissão e não tiveram sucesso.

PSN

Lançada em 2000 pelo grupo Hicks Muse Tate & Furst (HMTF), a PSN (Pan American Sports Network) foi ao ar com o objetivo de agitar o mercado e, em três anos, se tornar o maior canal esportivo fechado do continente. Detentora de direitos exclusivos de competições como Libertadores, Copa da Uefa, Mundial de Clubes, Campeonato Italiano, Eliminatórias para a Copa do Mundo e até Fórmula 1 (para América Latina) e WNBA, o canal ainda contou com nomes como Téo José, Rogério Corrêa e Mauro Beting. A proposta que atraiu os espectadores, no entanto, durou apenas dois anos, devido à falência da HMTF, que também tinha investimentos em Flamengo e Cruzeiro.

NSC

Fundada pelos jornalistas Octávio Muniz e Ana Christina Wense, em 2003, em parceria com a Tecsat, a NCS (National Sports Channel) nasceu com a proposta de transmitir apenas eventos nacionais. Substituta da PSN, a NCS tinha em sua programação Campeonatos Brasileiros de Motovelocidade e Motocross, Série C do Campeonato Brasileiro e Campeonatos Estaduais. Ela ficou no ar até dezembro de 2008, quando a Tecsat encerrou suas operações.

Terra

Com duas Olimpíadas (Pequim e Londres), o Pan-Americano de Guadalajara e os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver em sua história, o Portal Terra foi outro que teve seu momento de destaque nas transmissões esportivas. Além dos megaeventos, o site ainda chegou a exibir Liga Europa, Campeonato Alemão, Campeonato Português, Copa da Itália, Série A2 do Paulista e ainda NBA e Fórmula Indy. Porém, o drástico corte de investimento da Telefônica após a Copa de 2014 encerrou o ciclo de transmissões do portal.

Sports+

Lançado em 2013, o Sports+ nasceu com uma proposta de mesclar esporte e entretenimento. Detentora dos direitos da Liga dos Campeões, Copa do Rei, Campeonato Espanhol e NBA e torneios de tênis, o canal ainda disponibilizava parte de sua programação para a exibição de filmes e documentários. A emissora foi fechada dois anos depois sob alegação de estratégia comercial. No entanto, a Ancine identificou irregularidades na gestão do canal, apontando que o mesmo era da própria Sky, o que não é permitido.

Esporte Interativo

Nascido em 2007, o Esporte Interativo foi mais um a ter vida curta na televisão brasileira. Inicialmente na televisão aberta, o canal fez sua estreia em janeiro daquele ano, com a exibição de Chelsea x Liverpool, pelo Campeonato Inglês. Nascida de forma independente, o canal de esportes do Grupo Turner conquistou espaço nas grades das operadoras brasileiras. Em 2014, a emissora conquistou os direitos de transmissão da Liga dos Campeões e se tornou ainda mais atrativa. No entanto, os altos custos, somados a compra da Turner pela AT&T, acabou culminando no fim do canal em agosto deste ano. Atualmente com a Liga dos Campeões e Campeonato Brasileiro a partir de 2019, o Esporte Interativo está com a transmissão dividida entre Facebook e os canais TNT e Space.

Sportflix

Anunciado como uma 'revolução' nas transmissões esportivas, o Sportflix, do argentino erradicado no México Matías Said, não passou de um alarme falso. Apelidado de 'Netflix dos Esportes', o serviço de streamig tinha a promessa de exibir, em qualquer lugar do mundo, eventos esportivos ao vivo. Com assinatura com valores entre US$ 19,99 e US$ 29,99, seria possível acompanhar diversas modalidades esportivas. No entanto, o projeto não saiu do papel. O site da plataforma chegou a ir ao ar, mas sem nenhuma transmissão prevista. Anunciada em agosto de 2017, a plataforma saiu do ar em dezembro do mesmo ano.

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