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Smigol diz que 7 a 1 "quebrou ele" no SBT e elogia Gentil: "fenomenozinho"

UOL Esporte

02/02/2018 04h00

Crédito: Arquivo Pessoal

Quem vê Marcelo Smigol hoje em dia nos palcos de teatro em seus shows de comédia stand-up pode não imaginar que ele já foi repórter global. No SporTV, era arma secreta para conseguir entrevistas com jogadores afastados da imprensa justamente por causa do humor, arrancava risos de atletas em todos os momentos e ainda fez parte de um programa que zoava a própria emissora e acabou por ser engraçadinho demais.

Em conversa com o UOL, ele relembra momentos de sua carreira como quatro anos atrás quando o 7 a 1 na Copa do Mundo “quebrou” o projeto de seu programa esportivo no SBT e conta com carinho de como era a “maluca Fernanda Gentil” em seu início no SporTV.

Crédito: Arquivo Pessoal

Marcelo Smigol é aquele repórter das antigas com um estilo mais descontraído que chega no boleiro entrevistado e pergunta onde será a festa de comemoração do título e não como foi o jogo. Dificilmente sai para uma matéria e volta sem uma falinha do entrevistado. Trazendo esse estilo mais para os dias de hoje, algo que lembra um pouco Lucas Strabko, o Cartolouco.

Ficou conhecido na TV quando fez parte do programa “Pisando na Bola”, do SporTV (2008 a 2009), que tinha quadros fazendo brincadeiras com esportistas e com produtos do esporte de toda a Rede Globo. Depois do fim da atração, ainda fez parte da equipe de repórteres da emissora carioca e lá estava ele nas mais diversas e importantes coberturas esportivas.

O jeito mais descontraído o levou para o entretenimento, onde “ganha dinheiro”, mas jamais se afastou do esporte. Em seus shows de comédia, envolve atletas, teve um programa no SBT na Copa de 2014 e também promete ir para o Mundial da Rússia para fazer uma cobertura ao seu estilo, mais diferente, como adora dizer.

Crédito: Arquivo Pessoal

Fernanda Gentil: passagem de cima da tabela e fenomenozinho

“Quando ela chegou no SporTV chamou a atenção porque era loirinha e bonitinha, mas depois pela garra mesmo. Eu lembro de uma matéria que o editor do “Tá na área” me chamou e disse: ‘Smigol, vem ver o que essa maluca fez. Eu mandei ela fazer uma passagem diferente. Uma matéria de basquete. Ela subiu na tabela’”, recordou rindo. “Não foi pro ar e ela: ‘que isso, mas ficou legal’. Depois explicou que ela era maluca e por questão de segurança, não podia”, recordou.

“Ela é muito determinada, tem carisma, essa coisa de televisão que ou a pessoa tem ou não tem, não se treina isso e ela sobra na tela. Depois foi cobrir a Copa da África, porque uma apresentadora ficou grávida e foi ela. Na época era SporTV e Globo, poucos faziam coisas na Globo. Ela quando foi pra Globo não voltou mais, porque tem muito carisma. Ela é engraçada, mas é mais engraçada ao vivo. Eu acho até que não vai durar no esporte, vai pro entretenimento, poderia até fazer stand up. Ela é do pagode, transborda de alegria. Ela realmente é muito engraçada e rápida, do improviso. É um fenomenozinho. Não é à toa que tá aí”.

Crédito: Arquivo Pessoal

7 a 1 acabou com projeto de programa no SBT e o encontro com Sílvio Santos:

“Fui pra apresentar, salário maravilhoso. Era show, games e matérias. Era bem programa de auditório. O que quebrou o projeto foi o 7 a 1 que deu a brochada geral. Saiu o primeiro patrocinador e acabou, ninguém queria mais falar de futebol. Estava disputando com Legendários na audiência e o SBT não tinha esporte. Tinha a chance de continuar se fosse bem, mas a seleção, o Felipão, coitado, bobeamos”.

E quando viu Sílvio. “Eu achei que era um holograma, uma entidade. Eu sentei no banco da praça, aquilo eu coloco no meu currículo. É um lugar muito legal, é mais família mesmo. Eu não conversei nada com o Silvio, maior galera em volta dele. Não deu nem tempo de tirar foto, mas ele estava aqui e era de verdade”.

Crédito: Arquivo Pessoal

Quebrava o gelo com personagem difícil:

“A redação também me usava muito quando tinha um personagem que tinha alguma bronca.

Por exemplo: Ronaldinho Gaúcho não fala de jeito nenhum. Então manda o Smigol que eu vou pegar sonora. Essa moral eu tinha. Teve um dia que o Diego Souza estava no aeroporto e ele não falava com ninguém, mas era o principal do time. Me mandaram pra lá. O Diego chega e fala: ‘você quer que eu fale o que, Smigol?. E eu falava: ‘fala qualquer coisa, eu só preciso de uma sonora’. Eu já entro na redação dando cambalhota. Ele falou e foi embora sem falar com mais ninguém”.

Crédito: Arquivo Pessoal

Comparação com Cartolouco:

“É um moleque muito legal. Os caras entenderam que esporte é entretenimento. Ele é um cara diferente, com cabelo diferente. O cara já vai desarmado. Os jogadores preferem essas matérias mais malucas e descontraídas do que o cara que quer uma aspa pra distorcer. Eu tenho certeza que abrimos um caminho lá atrás que no começo era meio esquisito”.

Sucesso de Alê Oliveira com humor:

“Eu paro pra ver o Resenha que é só jogador, é o melhor e sensacional. Acompanho o Esporte Interativo que tem feito coisas legais com o Alê Oliveira e por isso que ele faz sucesso. É um cara conectado. Eu gosto daquele Fred do desimpedidos. Na Globo que era minha casa está bem careta. Mas eu acho que estão mudando e vai ter mudança que pelo menos um tem que ter com uma linguagem mais jovem. Está rolando mudança e entendem que tem que ter até pra trazer esse público. Tem que estar sempre renovando”.

 

Karla Torralba
Do UOL, em São Paulo

 

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