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Repórteres viram "psicólogos" para nadadores do Mundial

UOL Esporte

01/08/2013 06h00

Fernando Saraiva e Mariana Brochado, do Sportv, tiveram seus momentos de psicólogo no Mundial de Barcelona (Foto: Reprodução de vídeo)

Entrevistas com nadadores na saída da piscina costumam ser diferentes. Não só pelo fato de os atletas aparecerem molhados e ofegantes na frente das câmeras, mas também pelo comportamento dos repórteres. Desde o Pan de 2011, tais momentos têm fugido do protocolo jornalístico, o que se repetiu no Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona nesta semana.

O principal exemplo tem sido o repórter Fernando Saraiva, que é quem mais aparece nas transmissões do Sportv na Espanha. Além de entrevistar, ele acaba agindo como "psicólogo" nas conversas com os brasileiros na beira da piscina. O caso mais emblemático foi com a nadadora Joanna Maranhão, que disse ter sofrido uma crise de pânico antes de competir nos 200 m borboleta.

Na hora de entrevistá-la, Saraiva teve sensibilidade para lidar com a situação e foi piedoso: "O objetivo era só entrar na água né, ou você queria nadar bem?". Joanna também foi consolada por Mariana Brochado. Em prantos depois de revelar sua crise de pânico à beira da piscina, a nadadora ganhou um abraço da comentarista em frente às câmeras.

Joanna chora nos ombros de Mariana Brochado após revelar crise de pânico

Outro nadador que ouviu palavras de conforto do repórter Fernando Saraiva foi Felipe Lima, depois da eliminação nos 50 m peito: "João, essa medalha tá madura, tá madura. Um dia ela vai cair no seu peito. Na hora certa ela vem".

Já a introdução da conversa com Etiene Medeiros teve um tom mais alegre depois da classificação dela para a final dos 50 m costas: "Ela vem com uma carinha meio alegre… Primeiro parabéns pela sua primeira final de mundial".

Quando, sem querer, deixou de lado a sensibilidade após um momento de derrota, Saraiva chegou a se retratar. Na eliminação de Nicolas Oliveira dos 200 m livre, o repórter perguntou se o nadador estaria decepcionado. Ao ouvir um "não", ele logo recuou e repetiu: "desculpa, desculpa".

Mas os maiores momentos "repórter-psicólogo" do Mundial de Barcelona não foram de Fernando Saraiva. Além de Mariana Brochado, que consolou o choro de Joanna Maranhão, o repórter da TV estatal chinesa também se destacou.

Saraiva estava na zona mista e acompanhou ao vivo o momento em que o chinês Sun Yang desabava em lágrimas nos ombros do compatriota que o entrevistava. Yang acabava de conquistar o ouro nos 400 m livre, e o jornalista foi o primeiro conhecido que apareceu na sua frente na hora de comemorar e desabafar.

O repórter chinês repetiu o gesto da repórter Adriana Araújo, que fez a cobertura da natação no Pan de 2011 pela Record. Depois do ouro conquistado por Felipe França, Adriana pediu para o nadador mostrar as suas costas largas para a câmera e depois deu um "abraço molhado" no atleta brasileiro.

Emocionado, chinês Sun Yang abraça repórter que o entrevistava após a vitória nos 400 m livre

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