Felipão se irrita com vazamento e faz Mattos ligar para repórter da Globo

Foto: Leonardo Benassatto/Reuters
O técnico Luiz Felipe Scolari ficou incomodado com o vazamento das escalações do Palmeiras nos dois confrontos contra o Boca Juniors, na semifinal da Copa Libertadores. O caso gerou uma irritação com a Globo e fez o treinador relembrar uma antiga história de sua segunda passagem pelo clube paulista.
Segundo apurou a reportagem, Felipão se incomodou com o repórter André Hernan, que informou a entrada dos zagueiros Gustavo Goméz e Luan na primeira partida realizada na Argentina, e toda a escalação do Palmeiras no jogo de volta, no Allianz Parque.
Por conta da celeuma, o diretor executivo de futebol do clube, Alexandre Mattos, ligou para o repórter da Globo para falar sobre as informações dadas, após notar a irritação do seu técnico.
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Procurado para falar sobre o assunto, Mattos disse que não comentaria o assunto e que tudo é resolvido internamente. A assessoria de Felipão disse desconhecer o assunto. Já a Globo defendeu o seu repórter.
"O André Hernan apenas noticiou informações oriundas de sua apuração para a cobertura da Libertadores. Estava fazendo seu trabalho de repórter", afirmou a Comunicação da emissora.
Preocupação relembra caso emblemático de 2012
A preocupação com informações vazadas dos bastidores do Palmeiras não é inédita para Luiz Felipe Scolari. Em 2012, quando estava em sua segunda passagem pelo clube, houve o "caso dedo-duro", onde o técnico, jogadores e diretoria investigaram quem estava vazando informações não muito agradáveis para jornalistas.
A "caça" foi assumida publicamente em coletivas de imprensa, não só de Felipão, mas também por atletas da época. Na ocasião, o Palmeiras brigava para não cair para a Série B, fato que se consumou ao fim do ano.
O "dedo-duro" de 2012 nunca foi encontrado, mas a investigação pairou em todo o departamento de futebol. Tanto jogadores quanto diretoria se eximiram de culpa pelas informações que saíram, como brigas em treinos, atletas fazendo corpo mole e até mesmo um meia-atacante chegando bêbado para as atividades do dia.
Gabriel Vaquer
Colaboração para o UOL, em São Paulo
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