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Comparado a Galvão, Villani diz: "Tem mais tempo de Globo que eu de vida"

UOL Esporte

08/09/2018 04h00

Contratado em março pelo Grupo Globo, Gustavo Villani tem conquistado cada vez mais espaço e já se tornou um dos principais narradores dos canais da emissora. Em entrevista ao UOL Esporte, o jornalista falou sobre a comparação com Galvão Bueno e contou como surgiram os bordões.

Antes mesmo de estrear na emissora, Villani já era visto como um dos 'substitutos' do número 1 da Globo por causa do estilo similar na hora de transmitir os jogos. Segundo apuração do UOL Esporte, o Grupo Globo crê que o ex-Fox Sports têm uma "narração vibrante" em qualquer tipo de competição, estilo parecido ao que consagrou o "vendedor de emoção" Galvão.

Apesar disso, Villani acredita que ainda não é o momento de colocá-lo no mesmo patamar de Galvão Bueno, que tem 37 anos de carreira na Globo. Segundo o narrador de 37 anos, o colega de profissão tem uma experiência bem maior e é uma de suas grandes inspirações.

"O Galvão tem mais tempo de Globo do que eu de vida. Não existe comparação, a carreira dele é linda e eu estou apenas começando a minha. Eu tenho orgulho de trabalhar com ele e descobrir, dia a dia, o quanto ele é leal, gentil. Já ouvi que temos estilos vibrantes, isso me honra, mas cada um tem DNA próprio, as pessoas nunca são iguais", declarou Villani.

O narrador é sucesso inquestionável entre os telespectadores da Globo, SporTV e Premiere FC, que vibram ainda mais quando Villani usa seus bordões característicos. O jornalista explicou de onde vieram as pitadas de irreverência em meio à locução, como o "gol de videogame" e "joga a luva goleirão".

"Estou sempre conectado ao universo dos boleiros. São essas comunidades de peladeiros e torcedores que inovam a linguagem e trazem expressões ao futebol. Quando gosto de algo, memorizo. E isso acaba vindo à tona nas transmissões, sem compromisso", explicou Villani, que ainda ressaltou que para ele o mais importante é o jogo.

A grande repercussão do jornalista já surtiu efeitos no Grupo Globo. Na próxima terça-feira (11), Villani será protagonista de uma mudança que não acontece desde o ano de 2005 no SporTV ao narrar o amistoso do Brasil contra El Salvador. Segundo informações da emissora, as partidas da seleção brasileira tiveram Luis Carlos Jr. ou Milton Leite no comando das transmissões do canal fechado por 13 anos.

"Apesar de jovem, estou na estrada há 18 anos. Já narrei finais de Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos. E ainda quero fazer muito mais. Estou orgulhoso, mas não satisfeito. Com essa nova dimensão profissional, no Grupo Globo, é tempo de comemorar, mas evoluir ainda mais", ponderou o narrador.

'Isso a Globo não mostra'

Em pouco tempo na emissora, Gustavo Villani já passou por um perrengue, que no fim se tornou algo engraçado. Por causa das más condições meteorológicas em Chapecó, o narrador conheceu a vida inteira do comentarista Carlos Eduardo Lino.

"Dia desses, devido ao mau tempo e a um aeroporto fechado, eu e o comentarista Carlos Eduardo Lino viajamos de Florianópolis a Chapecó de ônibus. Foram 600km e 8h30 de estrada, em plena madrugada. Já sei tudo da vida do Lino, e vice-versa, haja assunto. Mas chegamos a tempo de transmitir o jogo. No fim, foi divertido", contou.

Beatriz Cesarini
Do UOL, em São Paulo

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