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Como a Globo organizará liberação de publicidade para equipe de esportes

UOL Esporte

04/07/2018 12h24

Reprodução/TV Globo

Após a mudança do departamento de Esporte do Jornalismo para um núcleo solo ligado ao Entretenimento, a Globo está começando a organizar como vai funcionar a liberação para comerciais e merchandising.

A tal nova política global para isto é bem simples. O canal quer que os anunciantes esportivos sejam citados nominalmente nos programas. Em contrapartida, libera os seus componentes para fazerem comerciais fora dali, desde que tudo seja previamente colocado em linha com a Globo.

Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, todos os narradores da Globo e do SporTV – com exceção de Milton Leite, que não aceitou isto por enquanto – já tem o adendo da publicidade prevista em seus contratos.

E quando falamos de narradores, inclui-se Galvão Bueno, Luís Roberto, Cléber Machado, Luiz Carlos Jr e até mesmo Gustavo Villani, contratado em fevereiro deste ano pela emissora carioca.

A Globo decidiu adiantar a questão dos narradores, para que eles pudessem falar das marcas em transmissões esportivas de times brasileiros – o que já vem ocorrendo desde o início deste ano.

Conforme afirmou o colunista Ricardo Feltrin, Galvão Bueno deverá ser o primeiro nome do esporte a fazer um comercial fora das transmissões. Galvão lutava muito pela liberação de comerciais para membros do Esporte, também por uma questão pessoal.

O folclórico narrador também queria fazer propaganda de suas empresas, como a Bueno Wines, empresa de vinhos que fundou em 2006 e que tem ganhado cada vez mais espaço neste mercado.

De forma primária, o narrador deverá fazer inicialmente mais comerciais das marcas que tem participação. Apenas depois deve decidir, com calma, se fará algum comercial por uma grande empresa.

No entanto, a Globo também está liberando os outros narradores a fazerem propagandas, se desejarem, fora das transmissões. Porém, tudo deve ser alinhado e conversado com a direção do Esporte.

Em relação aos outros componentes, como apresentadores, repórteres e comentaristas, a Globo está com a mesma política: cada caso é um caso. Ninguém será obrigado a aceitar fazer propaganda por contrato, mas o ideal para a casa é que aceite, já que a nova política do Esporte valoriza o anunciante das transmissões.

Felipe Andreoli, por exemplo, saiu do Encontro com Fátima Bernardes para o Esporte Espetacular já liberado para fazer comerciais.  Já Fernanda Gentil, atualmente um dos destaques da apresentação esportiva global, deverá ser chamada para conversar sobre o adendo após o Mundial da Rússia, que cobre in loco. A informação é que, com ela, está tudo muito bem encaminhado para que aceite.

A nova norma também inclui apresentadores do SporTV, como Bárbara Coelho, Fred Ring, André Rizek e Marcelo Barreto, mas eles também só vão conversar sobre o novo adendo após o Mundial da Rússia.

Com comentaristas e repórteres, e isso se inclui nomes como Casagrande, Júnior, Tino Marcos e Mauro Naves, a conversa deverá acontecer no decorrer do segundo semestre.

Atualmente, o futebol e o Esporte como um todo é considerado uma peça-chave comercialmente para a emissora. Mesmo com as operações e direitos considerados caros, as transmissões rendem, apenas em cotas masters de transmissão, valores altíssimos.

Nesta temporada de 2018, por exemplo, o canal pode faturar cerca de R$ 2,4 bilhões, somando o pacote comercial para as tradicionais transmissões nacionais e outra exclusivamente para o Mundial da Rússia.

Gabriel Vaquer
Colaboração para o UOL

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