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Público de alto poder aquisitivo faz F1 ter vida tranquila na Globo

UOL Esporte

30/03/2018 04h00

 

 

Brandon Malone/Reuters

Quando Felipe Massa saiu da Fórmula 1 e os brasileiros deixaram de ser destaque, muita gente apostava que a Fórmula 1 seria extinta da grade de programação da Globo, por ser um esporte sem mais tanto apelo, ficando restrito ao seu nicho no canal esportivo SporTV.

Nesta temporada 2018, conforme o UOL Esporte já havia noticiado anteriormente, e foi possível ver no ar, a Globo não mudou em nada o seu esquema de transmissões de corridas. Sem pilotos nacionais, alguns queriam respostas: por que a Globo mantém a Fórmula 1 no ar?

O UOL Esporte teve acesso ao perfil de público da Fórmula 1 apresentado pela emissora carioca ao mercado publicitário. Atualmente, as corridas narradas por Galvão Bueno tem um dos maiores públicos AB da TV aberta brasileira.

O público AB basicamente é o que mais tem poder aquisitivo no Brasil e não tem medo de consumir o que quer. 32% do público que assistiu Fórmula 1 em 2017 era desta demográfica, o que também ajuda a explicar a alta demanda de anunciantes.

A Globo conseguiu, somente com cotas de patrocínio, mais de R$ 500 milhões. Apenas grandes marcas como o banco Santander não abrem mão de ter seus investimentos de mídia cessados na principal categoria do automobilismo.

Dentro da Globo, o alto número de percentual de público AB da Fórmula 1 é bastante celebrado, porque atualmente este é o público mais complicado de se conseguir espaço na TV aberta, com internet e outras plataformas, como o Netflix.

É sempre esse público de alto poder aquisitivo que faz a Globo ter barganha também para negociar melhores contratos de patrocínio, ano a ano. Atualmente, estar sem um piloto brasileiro é apenas um detalhe. A Fórmula 1, mesmo não tendo um gigante Ibope, é um excelente negócio.

Gabriel Vaquer
Do UOL, em São Paulo

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