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Casão critica Fla por estudar romper com Guerrero: "Globo não me suspendeu"

UOL Esporte

19/12/2017 07h59

Reprodução/SporTV

O ex-jogador e atual comentarista Walter Casagrande questionou, durante participação no programa "Bem, Amigos" do SporTV, o executivo de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, pela possibilidade de o clube romper o contrato com o atacante Guerrero.

Casão citou o seu caso, lembrando que a Rede Globo não suspendeu o seu contrato nem deixou de arcar com o pagamento de salários durante o período de sua internação para se livrar do vício em drogas. Guerrero foi suspenso pela Fifa por um ano na última semana por um exame antidopind positivo.

"Só uma pergunta: vocês vão reincidir o contrato com ele, vai ser punido, também?", perguntou Casão, no que o executivo respondeu.

"É uma possibilidade, mas não. Punido, não. O Flamengo sempre esteve e vai crer que ele foi vítima de todo esse processo, para nós não resta a menor dúvida. Todos os exames comprovaram e o próprio veredicto da Fifa diz o mesmo, que ele nunca foi e espero que nunca seja [usuário de cocaína]", disse Caetano, antes de explicar o caso.

"A contaminação é o que ocorreu. Vai ter um recurso da Fifa agora e depois muito provavelmente em fevereiro do CAS (Corte Arbitral do Esporte). Só que o contrato dos atletas, a grande maioria no Brasil, quando está suspenso da possibilidade de atuar, o clube também é quase que obrigado a suspender esse contrato por esse mesmo prazo. Que seja claro, o que o Flamengo fizer, o tipo de ação que o Flamengo tiver será por orientação única e exclusivamente do departamento jurídico", completou.

O comentarista da Globo, no entanto, discorreu sobre o seu exemplo para defender uma postura diferente do Flamengo com Paolo Guerrero.

"Só colocando (o lado) de empresa e de um funcionário, que teve um problema com droga, que é o caso do Guerrero. Pelo menos é o que foi dito, ele vai ser julgado e tudo mais. No meu caso, eu tive problema com droga, fui internado e a TV Globo não suspendeu o meu contrato nem deixou de me pagar. Fiquei 1 ano internado, sem funcionar, sem trabalhar, sem estar fazendo jus ao salário que eu recebia, e a TV Globo não suspendeu o meu contrato e nem deixou de me pagar. Ela ficou esperando eu me recuperar para eu voltar a trabalhar. Então eu faço uma comparação com isso", disse.

E continuou: "O cara foi pego no doping, se ele cheirou, se usou, se bebeu, pouco importa. Está ali no doping, foi suspenso, uma punição que acho absurda, porque quando é uma droga social o cara não tem que ser punido, ele tem que fazer um tratamento. Punição tem que ser com droga que aumenta o rendimento atlético, anfetamina, essas coisas, anabolizantes. No caso específico, o Guerrero vai estar impossibilitado de trabalhar, porque ele foi suspenso pela Fifa, só que ele é funcionário, contratado do Flamengo, e o Flamengo vai deixar de pagá-lo?", completou.

"Isso está sendo estudado internamente", respondeu Caetano, que ainda aproveitou para esclarecer o tipo de doping de Guerrero. "Só que fique claro: nos próprios exames, e na contraprova, a própria Fifa admite que não foi questão de uso de droga, não, pelos índices que foram apontados lá."

Outro comentarista da Globo presente na atração de Galvão Bueno, Caio Ribeiro sugeriu que o jogador e o clube cedam e cheguem no meio termo durante o possível tempo de cumprimento da pena.

"Acho que ele também sabe que não podendo atuar, ele não quer fazer mal para o clube, então uma redução salarial, metade… Mas, assim, nessa hora da dificuldade, se o cara não te abandona, na hora que dá a volta por cima ele vai dar um retorno para você", opinou.

"É bem isso, mesmo, até porque nessa questão toda tem várias vítimas, o Flamengo é uma delas. Mas o Paolo, por tudo o que ele representa, é um exemplo de atleta, extremamente responsável", concordou o executivo do Flamengo.

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