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Ela deixou a Globo com “dose de coragem” e foi parar na ESPN na Inglaterra

UOL Esporte

09/03/2017 04h00

Natalie Gedra tinha a carreira consolidada. Era uma das principais repórteres da Globo em São Paulo aos 31 anos. Mas nada disso a segurou no país. Uma decisão em conjunto com seu marido fez com que ela deixasse a emissora e fosse morar fora do Brasil. Meses depois, ela tem aparecido com destaque como correspondente internacional da ESPN.

"Foi uma baita decisão. Exige uma dose boa de coragem e desprendimento. Não foi tão simples porque você sempre acaba deixando para trás muita gente e muita coisa que você gosta. Mas eu sempre quis muito morar fora, queria ter essa experiência, queria voltar a estudar, investir em mim. Meu marido também sempre teve essa vontade de sair do país, então um encorajou o outro e, no fim, deu tudo certo. Dois meses depois que chegamos, surgiu a oportunidade de fazer a Premir League pela ESPN. Foi a maior alegria", falou ao UOL Esporte.

Natalie chegou ao futebol internacional em um ritmo frenético. Em menos de uma temporada, ela já teve a oportunidade de acompanhar Barcelona x Real Madrid, a estreia de Gabriel Jesus e até fez entrevista exclusiva com Ibrahimovic.

"Que cara sensacional. Eu lembro que ele atrasou mais de duas horas. Mas nem deu para ficar brava porque quando ele chegou, ele foi tão bacana com todo mundo que estava lá. Foi o que mais me surpreendeu. Eu sempre fui fã dele, como jogador e como personagem. Você acha que vai entrevistar uma super estrela que vai te olhar de cima, ou vai ficar com os dois pés atrás, pronto pra te atravessar. Nada. Eu sentei para entrevistá-lo e ele estendeu a mão e falou 'prazer em conhecê-la, sou o Zlatan'. Ele falou sério, por educação, como uma pessoa que conhece a outra e se apresenta. Achei aquilo demais", afirmou.

Além de Ibrahimovic, Natalie já teve oportunidade de entrevistar José Mourinho e Jurgen Klopp também. Mas, tem um nome que deixa a jornalista com vontade. "Se estiver lendo isso, Pep (Guardiola), me dá uma entrevista. O acesso a ele anda muito restrito, e até para entrevistá-lo depois de jogos fica difícil", brincou.

Nem tudo são glórias e grandes entrevistas na passagem da repórter pela Inglaterra. Ela também viveu situações inusitadas, como antes do jogo entre Liverpool e Tottenham em que acabou levando uma bolada na cabeça.

"Gente, que vergonha. Não tenho a menor ideia (de quem me acertou). Sei que foi alguém do Tottenham porque eles que estavam aquecendo daquele lado. Não teve pedido de desculpas. E depois daquilo, eu ainda fiquei ao vivo uns cinco minutos, que é muito tempo falando sem parar em TV, principalmente se você acabou de tomar uma bolada. Fiquei assustada com a repercussão. Eu morro de vergonha. Acho que eu vi o vídeo só uma vez", disse.

Outra dificuldade na Terra da Rainha tem sido encarar o frio. "Acho que o pior dos perrengues é sempre o frio. Dez minutos que você fica esperando parada para entrar no ar parecem uma eternidade quando você está encarando vento e três graus. A gente sofre, mas não dá para reclamar. Pra ver o maior campeonato nacional do mundo in loco e reportar tudo isso, você se enche de casacos e vai feliz da vida.", finalizou.

Leandro Carneiro
Do UOL, em São Paulo

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