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Zébol? Mauro Cezar crítica excesso de chuveirinhos do Flamengo em revés

UOL Esporte

05/03/2017 20h48

Para o comentarista da ESPN Brasil, Mauro Cezar Pereira, o Fla-Flu que valeu o título da Taça Guanabara para o Fluminense, não foi um grande jogo. "Foi animado, empolgante, emocionante, mas eu não vejo esse tipo de jogo como um grande jogo. Grande jogo é aquele bem jogado tecnicamente. Muitos gols, muitos erros defensivos, defesa do Flamengo muito exposta e a do Fluminense desastrosa no jogo aéreo", avaliou ele, que também criticou o excesso de bolas levantadas na área pelo Flamengo.

Questionado se a derrota na decisão – nas penalidades, após 3 a 3 no tempo normal – pode impactar na estreia rubro-negra na Copa Libertadores no próximo meio de semana, no Maracanã, contra o San Lorenzo, o analista viu necessidade de reflexão sobre o tipo de futebol jogado pela equipe no revés. "Vai depender muito da autocrítica que o Zé Ricardo e o elenco vão fazer depois desse jogo. O resultado, disputa nos pênaltis, 'ah o Vaz, o Réver perderam e tal', isso é uma questão menor. O mais importante é observar o que aconteceu durante o jogo. Defesa muito exposta, os gols que o Flamengo tomou foram de problemas graves da equipe e falta de criatividade. Cruzando bola na área o tempo todo, desde o começo da partida, sem uma triangulação, jogada ensaiada, de aproximação, criou-se muito pouco. Jogada pelos lados e cruzamentos. Muita bola alçada. Um problema que passou na reta final do (último) Brasileiro, antes não era assim, e que se acentuou no jogo de hoje", criticou Mauro, que no ano passado condenou o estilo de futebol praticado pelo Palmeiras, então comandado por Cuca, chamando-o de "Cucabol", justamente por utilizar chuveirinhos na área adversária em jogadas ofensivas.

"O jogo foi emocionante, foi muito legal, mas pautado por muitos erros, acho que mais do Flamengo, e o Zé Ricardo tem que fazer uma autocrítica até quarta-feira. Inclusive, tem que rever a questão dos zagueiros inticáveis que ele tem, principalmente Rafael Vaz, jogador intocável desde o ano passado, o Flamengo tem cinco jogadores da posição (no elenco) e parece pecado pensar em tirá-lo do time", questionou sobre as opções do treinador rubro-negro.

Com respeito à emoção do movimentado Fla-Flu com seis gols, após semana conturbada pela tardia definição do local de sua realzação, Mauro comentou: "Foi um espetáculo legal, um jogo divertido, movimentado e com quase 28 mil pessoas no estádio. Para um jogo confirmado na sexta-feira à tarde, 48 horas antes de a bola rolar, depois de tanta polêmica e com o Flamengo jogando na (próxima) quarta-feira pela Libertadores, é um público bem razoável e com tudo correndo bem entre as torcidas, acho o ponto mais importante."

O comentarista também avaliou o clássico, do ponto de vista dos vitoriosos: "O Fluminense consegue um triunfo importante para a sua autoestima. Vencer o Flamengo é sempre muito importante para o torcedor do Fluminense, mostrando um time jovem, que está em desenvolvimento e pode apresentar coisas boas para a sua torcida no decorrer da temporada. O Flamengo com problemas muito sérios que podem preocupar o torcedor para a Copa Libertadores", comentou.

"Valeu muito mais pela rivalidade dos clubes, o Fluminense ganha um troféu no confronto com seu maior rival, do que pelo regulamento do campeonato, porque é quase impossível que o Flamengo e o Fluminense, perdendo ou ganhando, não apareçam entre os quatro times que vão disputar as semifinais. Como Vasco vai chegar, também. O Botafogo a gente fica meio na dúvida porque a campanha foi fraca no primeiro turno, então pode eventualmente não conseguir a classificação, priorizando Libertadores", afirmou.

Para o analista, a velocidade do ataque tricolor criou problemas para o Flamengo na partida. "Os dois (Sormoza e Orejuela) têm jogado muito bem. Foram contratos no final da Libertadores, mas só puderam ser incorporados neste ano porque a janela de contratações internacionais já havia se fechado. Os dois entraram muito bem, o Fluminense tem um time muito rápido, jogadores muito velozes. O próprio Marcos Junior que entrou no segundo tempo, Wellington (Silva) deu aquela arrancada no começo do jogo. Me parece que o Zé Ricardo não conseguiu preparar bem o Flamengo para enfrentar um adversário com essas características, isso ficou bem claro, não só nas jogadas dos gols, mas em outros momentos da partida", analisou.

"O Fluminense é um time que vai ter que aproveitar mais gente da base durante o ano, a tendência e que suba mais garotos, aproveite jogadores jovens, mas pode formar um time que consiga ser competitivo no Campeonato Brasileiro", projetou Mauro.

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