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Ela ficou de fora da Rio-16 no hóquei, mas ganhou espaço na Globo

UOL Esporte

29/10/2016 06h03

rbs

Alessandra Flores investiu na sua carreira no hóquei durante uma década, desde quando tinha 14 anos. Mas o fim do sonho de disputar uma Olimpíada acabou por colocá-la de vez em outra rota, ao trocar de vez a carreira no esporte pela televisão. Hoje, ela colhe os frutos na RBS, afiliada da Globo em Santa Catarina. A jornalista se tornou apresentadora do quadro de esporte do Bom Dia Santa Catarina e ainda é repórter de campo em jogos do SporTV e Premiere.

No começo de sua carreira, Alessandra teve de administrar o seu trabalho na televisão com o que fazia nas quadras de hóquei. Tudo para estar na Rio-2016. O problema foi que a seleção feminina acabou por não conseguir os resultados exigidos pela confederação internacional da modalidade para participar da Olimpíada em casa, em parte pelo apoio dado pela confederação nacional ao time masculino. O jeitinho que dava pra tocar a carreira na TV paralela aos treinos com o time deu lugar a um único foco.

"Quando eu estava trabalhando, a sede da seleção saiu de Floripa e foi para o Rio de Janeiro. A gente treinava nos clubes, o que tinham eram concentrações antes dos campeonatos. Um mês, dois meses antes. Eu tentava tirar férias durante essas concentrações. Às vezes não dava no período das férias, aí tentava de algum jeito coselecanseguir licença não remunerada, pegava atestado da confederação dizendo que ia representar o país", falou ao UOL Esporte.

"No começo, colava, eles deixavam. Tirei umas duas licenças na TV Com (emissora por assinatura da RBS). Quando comecei a fazer mais matéria para RBS, acabei avançando um estágio, e começou a complicar. Temos um sistema de feedback. A gestora falou que eu precisava saber o que eu queria exatamente. Vi que estava começando me prejudicar no trabalho. Culminou tudo junto, desistiram do time feminino, eu desisti da seleção e decidi focar no trabalho e jogar só por lazer", completou.

A decisão da confederação citada por Alessandra foi fazer um investimento maior no time masculino para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Segundo a apresentadora, o time feminino sofria para disputar torneios em outros países enquanto os homens chegavam a morar na Europa para adquirir maior experiência.

"A gente não conseguia ter dinheiro para ir no campeonato para ter ranking (a Federação Internacional de Hóquia exigia um ranking mínimo para disputa dos Jogos). E o time masculino morou na Europa, Argentina. Então, ficamos completamente decepcionadas. Como não estava dando para conciliar trabalho e hóquei, resolvi deixar para lá com tantas decepções. Hoje em dia, eu treino, inclusive disputei o Campeonato Brasileiro no Rio de Janeiro. Não parei, mas de seleção eu estou fora há uns dois anos", revelou.

Diferentemente da maioria, jornalismo nunca foi um sonho de infância na carreira de Alessandra. A decisão aconteceu de última hora, quando precisava decidir que curso prestar no vestibular.

"Não foi um sonho desde infância. Um ano antes de fazer vestibular, eu fui vendo que tinha vocação, nunca fui das exatas, sempre gostei de ler e escrever. Achei que ia me dar bem. Comecei a fazer faculdade e amei", completou.

Antes de chegar à afiliada da Globo, Alessandra também teve passagens pela afiliada da Record em Santa Catarina, primeira empresa a contratá-la ainda como estagiária.

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