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Não é piada: Rafinha Bastos foi melhor que Varejão em jogo profissional

UOL Esporte

12/02/2015 06h00

rafabasquete

Hoje um humorista consagrado e uma das personalidades da televisão brasileira, Rafinha Bastos ostenta em seu currículo um feito do qual poucos se lembram ou sabem. O apresentador do programa "Agora é Tarde" da TV Bandeirantes ja dividiu garrafão e teve de marcar astros brasileiros da NBA, como Nenê e Anderson Varejão e se deu bem.

Isso aconteceu em 2001, quando Rafinha nem de longe tinha a fama que tem hoje. Naquele ano, foi pivô da Sogipa-RS durante parte da disputa do Campeonato Brasileiro de Basquete. Um ano antes, havia ajudado o time na conquista do Campeonato Gaúcho.

"Foi uma oportunidade incrível disputar aquele campeonato e enfrentar jogadores que hoje estão na NBA. Foi muito legal", disse o jogador ao UOL Esporte.

Rafinha, que mede 1,96m, não foi uma piada tendo de encarar os astros que ainda estavam em início de carreira. Em partida contra o Franca, de Varejão (então com 19 anos), somou sete pontos e dois rebotes. O atual pivô do Cleveland Cavaliers e da seleção brasileira fez três pontos.  No fim, porém, o Franca triunfou por 95 a 69.

Ante o Vasco, de Nenê (também com 19 anos), foram cinco pontos e três rebotes. O hoje  pivô do Washington Wizards anotou seis pontos. No placar final, uma surra vascaína por 121 a 54.

"Ele era um cara de time. Ajudava muito na defesa e já era o divertido da turma. Fomos campeões em 2000 e ele nos ajudou muito", afirmou o treinador Antonio Fernando Krebs Junior, que comandou Rafinha em seus tempos na Sogipa.

O próprio Rafinha, porém, se via como um atleta mediano e sem condições de fazer sucesso nas quadras.

"Infelizmente o basquete não é um esporte que paga muito bem os medianos (risos). Joguei profissionalmente sim durante alguns anos, mas senti que meu futuro não estava ali. Acho que eu não tinha bola pra viver bem do basquete", disse Rafinha.

Naquela época, ele dava seus primeiros passos na carreira de humorista, trabalhando em emissoras do Rio do Grande do Sul.

"Acho que não teria mesmo condições de seguir jogando como profissional. Precisava de uma rotina mais rica. A disciplina do jogo iria limitá-lo nessa veia humorística", disse Krebs Junior.

Antes de chegar à Sogipa, Rafinha tentou a sorte no basquete universitário americano. Estudante da Universidade Nebraska-Lincoln, defendeu a instituição na NCAA, o campeonato universitário americano. No tempo que viveu nos Estados Unidos viu aumentar ainda mais a sua paixão pela bola laranja e pela NBA, que acompanhava pela televisão desde o início da década de 1990.

"Sou torcedor do (New York) Knicks. Sou do tempo do (Anthony) Mason, Oakley e o (Patrick) Ewing", diz Rafinha, que também tem um time preferido no NBB, o Campeonato Brasileiro de Basquete.

"Torço para o Macaé do meu amigo Márcio Dornelles", afirmou.

Hoje, o mais perto que Rafinha chega do basquete profissional é como comentarista. Em 2008, chegou a comentar algumas partidas da Olimpíada de Pequim pelo canal Bandsports, entre elas um duelo entre o Dream Team dos Estados Unidos e a Grécia.

Mais recentemente atuou na transmissão de uma final da NCAA, o que fará de novo em abril deste ano. Além disso, fará uma participação especial na ESPN durante o fim de semana das Estrelas da NBA. Será convidado para dar pitacos nas festividades de sábado, quando ocorrem o Desafio de Habilidades, Torneio de Três Pontos e Concurso de Enterradas. Se dedicar apenas a esta atividade no futuro faz parte dos seus planos.

"Olha, fiz faculdade de jornalismo pensando em trabalhar como comentarista nas transmissões do basquete. Esse era o meu sonho. Sempre que me aparece a oportunidade de comentar os jogos, eu vou. Me vejo nesse lugar um dia… Quem sabe", completou.

Fábio Aleixo
Do UOL, em São Paulo
Colaborou Fábio Balassiano

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