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Osmar Santos lembra empolgado do “animal” Edmundo e curte óperas e teatro sozinho

UOL Esporte

01/03/2013 06h00

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Crédito: Zanone Fraissat/Folhapress

Longe de sua profissão desde o grave acidente de automóvel que sofreu em 1994, o ex-narrador Osmar Santos, 62 anos, tem mesclado o futebol, uma de suas grandes paixões, com a arte e o entretenimento em sua rotina para driblar o ócio.

Osmar Santos saiu do incidente com graves sequelas no cérebro, e muitas delas comprometeram sua locomoção e fala. Ele pronuncia as palavras pausadamente e com dificuldades para formar orações. Seu repertório chega a mais ou menos cem palavras. Mas sempre esbanja muita boa vontade e ânimo para conversar.

O ex-narrador  das TVs Globo, Record e Manchete, criador de bordões famosos como "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha", lembra ainda, no entanto, de um de seus bordões mais famosos: o apelido dado ao jogador Edmundo, do Palmeiras, em 1993.

"Edmundo? Animal. Animal-mal. Edmundo, Palmeiras. Animal", lembrou Osmar, entusiasmado quando perguntado. "Edmundo era ótimo, muito bom. Animal."

Questionado sobre os craques da atual geração, Osmar disse que adora ver Neymar jogar, mas que não teria hoje um apelido para o santista. "Neymar, Santos. É craque, muito bom Neymar", falou. "Não sei [um apelido]…não sei. Nunca pensei."

Atualmente o ex-narrador pinta quadros em sua residência sempre ao som da rádio onde seu irmão Oscar Ulisses comanda a equipe de esportes.

"Pintura é muito bom. Rádio Globo e pintura. É muito bom. Gosto muito de pintura", disse Osmar ao atender a reportagem enquanto ouvia um programa de futebol e pintava um de seus quadros.

Osmar até brincou quando questionado sobre como acha que está a rádio brasileira atualmente. "Meia boca", brincou.

Antônia, uma das pessoas que ajudam Osmar no dia a dia, conta que um dos principais pedidos do ex-narrador é para que seja levado a cinemas e óperas. E não quer atrapalhar a rotina dos familiares para isso. Vai sozinho com o motorista toda quinta-feira e aos finais de semana em sessões de cinema e shows musicais na capital paulista. O ex-narrador se locomove com uma cadeira de rodas motorizada.

"Ele pinta, vai no teatro e também ao cinema. A rotina dele é essa. Ele vê também futebol pela TV, assiste a todos os jogos na quarta-feira e também com radinho ligado. E no final de semana ele sai pra passear com o motorista. Vai sozinho ver shows, e teatro na quintas-feiras", contou Antonia.

"Filmes e ópera. Isso é muito bom. Ópera, teatro e rádio Globo. Gosto muito", falou Osmar.

A família de Osmar Santos continua ligada ao esporte através de rádios de São Paulo, com dois irmãos do artista plástico em ação. Oscar Ulisses comanda a equipe local da Globo AM, enquanto que Odinei Edson narra a temporada da Fórmula 1 para a Bandeirantes.

JOSÉ RICARDO LEITE
Do UOL, em São Paulo

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