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Filho de Telê estreia como comentarista com Kajuru e ainda quer treinar time grande

UOL Esporte

13/06/2012 06h01

Bruno Freitas

Do UOL, em São Paulo

Através das mãos do amigo Jorge Kajuru, Renê Santana dá oficialmente um tempo em sua trajetória como treinador para estrear como comentarista esportivo na BH News, canal 9 da capital mineira. Depois de experiências breves na função, o filho de Telê Santana tem a chance de mostrar todo o legado familiar de conhecimento de futebol agora em uma posição fixa, de onde emitirá observações sobre o desempenho dos clubes mineiros no Brasileirão.

Kajuru é um velho amigo da família Santana e cultivou uma relação íntima com Telê até a sua morte em 2005. O ex-treinador da seleção conviveu com o jornalista em uma breve passagem como comentarista do SBT e depois foi convidado para ser padrinho de casamento do apresentador.

"É um velho amigo. Entre nós existe algo em comum que é a idolatria pelo Telê", afirmou Renê em entrevista ao UOL Esporte.

"O Kajuru chegou a Belo Horizonte e me fez a proposta. Fez a proposta exatamente para a função de comentários táticos, técnicos, avaliação de jogadores, comportamento das equipes mineiras no Brasileiro", acrescenta o filho de Telê, que já atuou por um período curto em programa local de TV do jornalista Orlando Augusto.

Renê integra a equipe do "As feras e belas do Kajuru", que vai ao ar regionalmente na BH News aos domingos, antes e depois das rodadas do Brasileiro. Também compõem o elenco as comentaristas femininas Renata Dayrell, Anna Kellen, Naysa Micherif e Karina Pacheco, além do jornalista Lélio Gustavo.

Aos 55 anos, o filho de Telê diz que no ar adotará um tom mais diplomático, que deve constratar com o estilo controverso que tanto agrada os fãs de Kajuru.

"Nos entendemos bem. Qualquer diferença que haja, vamos resolver. Até porque nos une a luta pela justiça, pelo verdadeiro. Vou procurar expor uma reflexão, procurar não ser injusto nas avaliações com equipes e jogadores. Contar com o aspecto do erro, afinal se trata de seres humanos, estão sujeitos a errar. Eu respeito muito o profissional, mas mesmo assim nem sempre se agrada a todos", diz.

SONHO DE SER TREINADOR SEGUE DE PÉ

Com o peso do sobrenome Santana e o parentesco com um dos treinadores mais cultuados do futebol brasileiro, Renê não conseguiu ainda trabalhos em um clube de expressão do país, contando aqueles que integram as principais séries do Brasileirão. Mesmo assim, mantém o objetivo de atuar na função que consagrou o pai e segue com antenas ligadas para captar possíveis oportunidades.

"Sou chamado por equipes pequenas, de pouca estrutura. Então resolvi não mais trabalhar sem as mínimas condições. Ainda não trabalhei em time grande, existe muita politica. Dei um tempo por um período. Mas, se surgir proposta plausível, em um clube que se consiga trabalhar, que tenha chances de brigar por títulos, aí volto a alimentar a esperança", declara o comentarista.

Como treinador, o novo parceiro de Kajuru nos estúdios acumula passagens por clubes como Valeriodoce, Ipatinga, Tupi, Mamoré, Rio Branco-SP, Sãocarlense, Vilavelhense e Legião-DF.

Foto 1 (Renê, de camisa vermelha): BH News/Reprodução

Foto 2 (Renê com a mãe Yvonete junto ao busto de Telê no Mineirão): Reprodução

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