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Burti conta como foi difícil se meter no meio do ‘casal’ Galvão e Reginaldo
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Luciano Burti

Luciano Burti

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Uma das parcerias mais longevas da TV brasileira é a formada por Galvão Bueno e Reginaldo Leme, que trabalham juntos desde 1975 e há mais de três décadas lideram as transmissões de Fórmula 1 na Globo. Há dez anos, um estranho foi colocado no meio do “casal”. Era Luciano Burti, jovem ex-piloto da categoria que teve de encarar o desafio de estrear como comentarista com o desafio de não pisar nos calos dos “chefes” e ao mesmo tempo encontrar seu espaço entre eles.

Hoje, Burti tem sua posição consolidada, faz revezamento nos comentários com Reginaldo e Rubens Barrichello e encontrou um estilo próprio. Quando o assunto é técnico ou surgem os áudios de conversas entre equipes e pilotos, é ele quem dá a visão de quem esteve dentro do carro em corridas e testes. Mas nem sempre foi assim.

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Burti admite que penou e precisou de muito esforço nos dois primeiros anos para superar as dificuldades de iniciar uma nova carreira e principalmente a de achar seu espaço entre Galvão e Reginaldo, mostrando ao mesmo tempo que tinha talento para estar naquele posto e que não estava atuando para “puxar o tapete” de ninguém.

“Entrar no meio do Galvão e do Reginaldo foi difícil, conquistar um espaço foi muito difícil. Ouvir de casa e fazer uma crítica é fácil, mas estar lá e fazer é complicado. Não é só sentar lá e falar”, afirmou Burti.

O primeiro desafio sempre foi não atrapalhar a dinâmica dos companheiros. “Eu vejo (Galvão e Reginaldo) como um casal, é como marido e mulher mesmo, que tem uma relação com conflitos, que vivem como se fosse uma família e que se entendem do jeito deles. Quando comecei, precisava entrar sem atrapalhar uma relação que já existe, me encaixar para somar e não tomar o espaço ou pisar no calo de ninguém. Tive de mostrar jogo cintura e eles me apoiaram”, conta Burti.

Apesar do apoio, Burti admite que o veterano Reginaldo Leme precisou de mais tempo para crer que não estava com os dias contados em sua posição.

“Eu fui muito bem acolhido, principalmente no início, com o Galvão. Com o Reginaldo levou mais tempo para a gente se entrosar. Ele não sabia se eu estava chegando para roubar um espaço. No começo tive que conquistá-lo, mas depois dos dois primeiros anos a gente construiu uma relação de grande amizade”, detalhou ele.

Para Burti, o desafio era achar o seu tempo certo para falar no meio da dupla. Foi assim que ele acabou se destacando pelos comentários mais técnicos, mas sempre didáticos. Na preparação, o piloto fez muitas sessões de fonoaudiologia – e ainda o faz – e por um bom tempo assistiu em detalhes todas as transmissões das quais participou para fazer uma análise do que poderia melhorar.

Hoje o trio de comentaristas parece ter encontrado o ponto certo para trabalhar junto. Mas vale lembrar que em 2013, quando a Globo passou a ter um rodízio, com Leme, Burti e Barrichello trabalhando aos pares – e portanto deixando um de fora por fim de semana de GP – Reginaldo Leme não escondeu o descontentamento. Ele ficou fora de uma transmissão pela primeira vez em mais de 20 anos quando não foi escalado para o GP da Espanha (leia mais aqui).

Galvão, o comandante da nau

Stock: Burti em seu melhor carro

  • O ano de 2014 também servirá para Burti tentar alçar voos mais altos na Stock Car. Ele foi duas vezes quinto colocado e já venceu duas provas na categoria. Agora, considera que terá sua melhor chance de brigar ainda mais à frente pelo título. Burti agora é piloto da Vogel Motorsport, na primeira dupla de ex-pilotos da F1 da Stock, ao correr junto com Ricardo Rosset. Para ele, o grande desafio será se adaptar à principal novidade da temporada. “A Stock é muito competitiva e esse ano tem o diferencial de ter duas corridas por fim de semana. Não sabemos como vai funcionar em estratégia e acerto de carro e quais serão as vantagens e desvantagens. Em relação ao carro, no meu caso, estou numa equipe nova e a mais competitiva dos últimos anos na categoria. Espero bons resultados”. Como a Globo faz o calendário da Stock Car para não coincidir com os fins de semana de Fórmula 1, o paulistano não terá problemas em combinar as duas funções.

Se o desafio de Burti já era grande em se encontrar como comentarista ao lado de Reginaldo, o fato de Galvão Bueno ser conhecido por “falar pelos cotovelos” tem sempre seu lado positivo e negativo. Mas o piloto é só elogios e viu vantagem nisso.

Como o narrador assume o papel de maestro, o comandante da transmissão, isso lhe deu pistas de como atuar.

“O Galvão realmente comanda tudo, e faz tudo muito bem. Tem que diga que ele fale de mais, ou fale de menos… Mas assumir a posição que ele assume, saber comunicar ao público o que ele precisa ouvir e conseguir dividir a transmissão com os comentaristas é difícil. Ele faz como ninguém. Ele tem essa missão de dominar o espaço e isso nunca causou problemas, pelo contrário”, explicou Burti.

Depois de desbravar o caminho, o piloto da Stock Car ganhou um companheiro ex-piloto no ano passado, com Rubens Barrichello passando a fazer parte do time. Rubinho ainda adicionou um toque de espontaneidade com suas idas ao grid antes da largada, arrancando frases e declarações de pilotos e dirigentes no calor do momento.

“Esse papel existe nas transmissões da Europa há muito tempo e sempre funcionou bem. Como ele está no ambiente que conhece, foi natural que funcionasse bem”, concluiu o piloto e comentarista.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo


Chuva atrapalha, e Sportv muda programação para transmitir treino da F-1
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(Foto: Daniel Munoz/Reuters)

A Sportv anunciou no começo da noite deste sábado que transmitirá ao vivo o treino classificatório da F-1, adiado para às 21h devido à chuva, que molhou muito a pista pela manhã e impediu os pilotos de marcarem seus tempos. Até as 19h, a programação do canal fechado não previa a transmissão, já que a grade estava ocupada por um jogo do Campeonato Gaúcho e um da Superliga de vôlei

Através de seu twitter oficial, porém, a emissora avisou aos fãs da velocidade que fará a transmissão ao vivo do treino.

A TV Globo não adotou a mesma postura e não vai transmitir o treino, já que manterá sua programação habitual com o Jornal Nacional e a novela Salve Jorge no horário nobre. O Sportv tem uma flexibilidade maior, e por isso optou pela mudança.

Até então, de acordo com a página na internet, o Sportv exibiria a partida entre Grêmio e Lajeadense, pelo Campeonato Gaúcho. Às 21h30, quem ocupa a programação é a Superliga Masculina de vôlei.

A programação online do Sportv 2 prevê a transmissão ao vivo das finais do Mundial de Patinação Artística Feminino às 21h. Já no Sportv 3, no mesmo horário, os telespectadores poderão acompanhar a semifinal masculina do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

A chuva que insistiu em cair sobre o circuito Albert Park já havia atrapalhado a transmissão da Globo na madrugada de sábado. O narrador Galvão Bueno e o comentarista Reginaldo Leme foram obrigados a “enrolarem” na transmissão, já que o tempo total de espera ultrapassou uma hora.

Galvão teve que chamar os clipes gravados sobre os principais favoritos ao título da temporada, Fernando Alonso e Sebastian Vettel, e ainda deu tempo para uma homenagem a Wilson Fittipaldi, que morreu na última semana.

 


Galvão faz previsão do tempo no GP da Austrália: “A chuva vem do mar”
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No início da transmissão do treino de classificação para o GP da Austrália na madrugada deste sábado, o narrador Galvão Bueno saudou a sua 31ª temporada ao lado do comentarista Reginaldo Leme nas transmissões de Fórmula 1 da Globo: “Se fosse casamento, tinha até neto”, brincou.

Quem acompanha as corridas com Galvão durante todos esses anos conhece a sua famosa frase sobre o mau tempo que costuma atingir o GP do Brasil em Interlagos: “A chuva vem da represa”. O narrador voltou a fazer previsão do tempo também em Melbourne, onde choveu tanto no sábado que o treino precisou ser adiado para o dia seguinte.

“É tempestade de cidade à beira-mar. O vento que vem do mar traz a chuva, e a força do vento é realmente muito grande”, observou Galvão durante uma das pausas estabelecidas pela direção de prova para esperar as nuvens passarem.

A chuva, no entanto, insistiu em permanecer sobre o circuito de Albert Park, o que forçou Galvão e Reginaldo a “enrolarem” na transmissão, já que o tempo total de espera ultrapassou uma hora. Durante essas pausas, o narrador não hesitava em chamar clipes gravados sobre os principais favoritos ao título da temporada: Fernando Alonso e Sebastian Vettel.

Deu tempo também para uma homenagem a Wilson Fittipaldi, que morreu na última semana. “Quando eu era menino e narrava partidas de futebol de botão, imagina o que foi ver ele narrando o filho ser campeão”, relembrou Galvão.


Ex-piloto chama GP de chato e Reginaldo Leme rebate: “ele é sempre negativo”
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O GP do Canadá, vencido por Lewis Hamilton, foi emocionante nas voltas finais, mas nem tanto no restante da corrida. Na transmissão da TV Globo, porém, a análise dividiu opiniões. Jacques Villeneuve, ex-campeão mundial de Fórmula 1, chegou a chamá-lo de “chato”, para logo depois ser advertido pelo comentarista Reginaldo Leme.

O canadense, que venceu a categoria com a Williams em 1997, foi entrevistado pelo repórter Carlos Gil durante a corrida. Jacques é filho de Gilles Villeneuve, ex-piloto da Ferrari morto há 30 anos que dá nome ao autódromo de Montreal, onde ocorreu a prova. Depois de responder sobre seu pai, ele foi questionado sobre a possibilidade de Hamilton vencer e tornar-se o sétimo a subir no lugar mais alto do pódio na temporada.

“Até agora o GP tem sido chato. É bom que tenham vencedoras diferentes, mas é melhor termos corridas mais animadas”, disse Jacques Villeneuve. Naquele momento, Hamilton liderava uma corrida sem emoção, seguido de perto por Alonso e Vettel, que pouco o ameaçavam.

Logo depois do ex-piloto se despedir do repórter da Globo e voltar ao paddock, o narrador Luís Roberto brincou sobre o histórico de polêmicas do entrevistado. Reginaldo Leme emendou e não perdoou: “Ele é polêmico e negativo, sempre muito negativo”, disse o comentarista, como quem apostava em uma mudança no rumo do GP.

De fato, no fim a corrida esquentou. Hamilton fez uma parada a mais e foi buscar Alonso e Vettel nas voltas finais, com duas ultrapassagens importantes que o colocaram na liderança do campeonato.

Crédito da foto: Reprodução

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