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Milton Neves diz que debate com Tite sobre “apito amigo” teve alto nível
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Foto: Reprodução

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Após “participar” ao vivo da coletiva de imprensa do Corinthians por conta de uma brincadeira feita com o técnico Tite, o apresentador da Rede Bandeirantes Milton Neves elogiou a postura do treinador pela elegância com que rebateu seus comentários sobre “apito amigo” do Corinthians, em referência a lances polêmicos marcados a favor do time alvinegro nas últimas rodadas.

No domingo, assim que entrou no ar em link ao vivo direto do vestiário corintiano após a vitória por 2 a 1 sobre o Avaí, Tite demonstrou seu descontentamento com comentários do apresentador. Os dois conversaram em bom nível, sem exaltação, e Tite disse que comentários como esses são desrespeitosos com profissionais que trabalham no dia a dia. Milton Neves disse que são necessários mais momentos como esse, já que o jornalismo esportivo está muito chato.

“Fiquei muito feliz (com a repercussão), o Tite é um cara de alto padrão. Fiquei muito feliz por ele ter me transformado em protagonista de coletiva. Nós precisamos de gente honesta, maravilhosa e sincera como o Tite. Ele tinha que estar na seleção brasileira há muito tempo. Não desde que o Dunga saiu, mas desde que entrou o Dunga, o lugar era dele”, declarou o apresentador.

Milton Neves destacou o bom relacionamento que ele possui com o técnico corintiano e relembrou ter sido responsável pela primeira aparição ao vivo em rede nacional de Tite, ainda em 2000, quando o gaúcho comandava o Caxias. Por fim, o apresentador, conhecido por seu tom sarcástico, ainda retomou a história do “apito amigo” e inclusive fez uma comparação com a investigação Lava Jato, realizada pela Polícia Federal para apurar desvios de verbas na Petrobrás.

“Meu apito amigo é consagrado, e corintiano odeia a expressão como vampiro odeia a cruz. O Tite nasceu ontem, ele não sabe que o Corinthians é ajudado desde os anos 13 antes de Cristo. (A brincadeira) Foi entre pessoas que se respeitam. O Corinthians é o campeão mundial do apito amigo. Primeiro é o Corinthians, depois o Flamengo. Eu quero o Sérgio Moro na Lava Jato do futebol. Quando ele entrar no futebol, 53% dos títulos do Corinthians serão cassados”, concluiu o bem-humorado apresentador.

Rodrigo Garcia
Do UOL Esporte, em São Paulo


Ele atuava com demografia, foi pra TV e articulou chapéu da Record na Globo
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Eduardo Zebini passou por SBT, Band, Manchete, Record e, agora,  Fox (Foto: Edu Moraes/Divulgação)

Eduardo Zebini passou por SBT, Band, Manchete, Record e, agora, Fox (Foto: Edu Moraes/Divulgação)

As transmissões esportivas movimentam bilhões de reais, desde Copa e Olimpíadas aos campeonatos de futebol nacionais e internacionais. Mas, a maioria dos executivos não são conhecidos pelo público neste meio de negociação que envolve as maiores emissoras do país. Eduardo Zebini é um destes ilustres (quase) desconhecidos dos fãs, mas muito influentes no meio. Vice-presidente sênior de produção, programação e marketing da FOX Brasil, ele construiu uma carreira em que conseguiu feitos importantes para seus canais. Quando estava na Record, conduziu a negociação que tirou a Olimpíada-2012 da Globo. Hoje, pelo Fox Sports, soube fazer da Libertadores uma de suas principais armas para acordos históricos para o canal. E, curiosamente, tudo começou quando era apenas um profissional da área de demografia.

Seu começo foi bem diferente do comum e por meio de uma figura ilustre. Fã de esportes e jogador de basquete na adolescência, trabalhou no jornal Gazeta Mercantil por conta da demografia – área da ciência geográfica que estuda a dinâmica populacional humana – e seu domínio na parte de estatística. Foi quando conheceu o comentarista Osmar de Oliveira. Dali, foi parar na TV.

“O Osmar se interessava muito por dados estatísticos e tinha uma teoria: a quantificação de acontecimentos se repetia na história das partidas, como no nível de ocorrências estatísticas possíveis de serem administradas”, conta Zebini.

O gosto em comum rendeu um convite inusitado: trabalhar no SBT. Ainda dentro do seu contexto científico, ele virou produtor de TV e aprendeu uma nova função, começando com um especial sobre a seleção brasileira de Telê Santana. O chefe Silvio Santos chegou a colocá-lo em um desafio diferente no SBT. “Ele me pôs a frente de um projeto de pesquisa eleitoral. Ao final desse processo, o resultado da pesquisa foi exatamente igual ao das urnas. Isso deu bastante credibilidade para o canal naquele momento”, relembra.

Show do Esporte, Manchete e Record

Mas o esporte era o caminho que seguiria. Após a Copa de 86, trabalhou na Bandeirantes, como gerente de produção do “Show do Esporte”. Em três anos, virou diretor de produção do canal, trabalhando nos maiores eventos esportivos da casa. Depois veio uma temporada na Manchete e então, já nos anos 2000, o convite da Record.

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Zebini recebe das mãos de Boni troféu ganho pela Fox Sports em premiação de veículos esportivos (Divulgação)

“Na época, era uma questão de você acreditar que a Record poderia ser uma forte concorrência no mercado onde pudesse desenvolver minhas ideias de cobertura de eventos. O [executivo Eduardo] Lafon garantiu que teria todas as condições de competir com os demais canais em um curto espaço de tempo e começamos com Luiz Alfredo, Mario Sergio, Eloi Coimbra, Datena e Marcio Moron”, relata Zebini.

Uma parceria marcante foi com Milton Neves em programas como “Terceiro Tempo” e “Debate Bola”. O apresentador explica um pouco do sucesso de Zebini. “Ele tem uma visão muito moderna. E tem um alto poder de discernimento, de ouvir as pessoas, até porque tem as maiores orelhas da televisão brasileira”, brinca Milton. “Ele foi fundamental na compra dos Jogos Olímpicos”.

Chapéu olímpico

Fazer com que uma grande cobertura não fosse transmitida pela Globo era quase que uma obsessão da Record. Zebini foi o responsável por conduzir a negociação com cartolas do COI para ficar com os direitos de Londres-2012. Tinha, claro, um grande suporte financeiro por trás. Mas diz que fez mais do que apenas chegar com uma boa oferta: usou seu poder negociador para convencer os organizadores de que acertar com um canal que até então vinha trabalhando pouco com esportes não era um grande risco.

“A Record sempre teve uma linha de concorrência muito forte com a Rede Globo. Eu pude entender qual era o anseio da emissora e de que forma poderia ser concorrente na área esportiva. Nós já tínhamos tentado a compra das Copa do Mundo de 2010 e 2014, sem êxito. Quando as negociações para as Olimpíadas surgiram novamente, meu trabalho foi mostrar na Record que era uma grande aquisição e depois instrumentalizar a proposta, que saiu vencedora.”

Até hoje se vê reflexos dessa negociação – como se percebeu no Pan, em que a Globo só mostrou a competição por fotos, ainda que o SporTV tivesse a transmissão na TV fechada. Apesar do feito na Record, acabou saindo em 2009. Não detalha os motivos e se limita e dizer que foi consequência de divergências quanto à condução do esporte na emissora após adquirir os direitos da Olimpíada. “A compra do direito exclusivo de um evento de tamanha importância criava um contexto de possibilidade de exploração dos demais eventos internacionais. A Record pretendeu se utilizar do evento com exclusividade e diante da minha visão diferente da companhia, meu espaço ficou restrito.”

Baixa e a volta por cima

Zebini viveu um período de baixa após a saída da Record. “De executivo top, ele ficou numa situação muito complicada. Só foi à Copa de 2010 como credenciado da rádio Itatiaia. Mas o ressurgimento dele foi meteórico com a Fox. Hoje está num momento especial”, disse Milton Neves.

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Zebini com Kobe Bryant na Copa (Foto: Terceiro Tempo)

Para pessoas próximas, o perfil negociador de Eduardo Zebini é o que o difere de outros executivos. É assim que ele conseguiu, por exemplo, levar a Copa do Mundo aos canais Fox em todo mundo pela primeira vez, em 2014. No caso da Libertadores, em que teve jogos exclusivos – inclusive do campeão de audiência Corinthians – e deixou a Globo sem partidas que geralmente ela levava à TV aberta, contou com boas contrapartidas para construir a vantagem do seu canal.

Questionado se de fato foi um chapéu, ele nega: “De forma alguma. Foram escolhas feitas dentro de um quadro possível, algo natural, dentro daquilo que é a prática das escolhas dos jogos da Libertadores. Em nenhum momento houve uma situação que possa se parecer com isso”.

A fase do Fox Sports

A atual fase de Zebini já dura três anos e meio. Ele chegou ao Fox Sports por indicação de um executivo de conteúdo. À época, trabalhava na área técnica operacional da transmissão da Copa, no Comitê Organizador, mas sentia falta da produção esportiva em TV. Hoje, cuida de dois canais Fox Sports e também dos de entretenimento da FIC Brasil: Fox, NatGeo, FX e Fox Life.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo


Relembre as parcerias esportivas mais marcantes da TV e vote na melhor
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Há duplas de ataque famosas como Pelé e Coutinho. Certeiras como Michael Jordan e Scottie Pippen. Ou as que fazem fama pelas brigas acirradas, como Ayrton Senna e Alain Prost. Na TV, não é diferente. Apresentadores, narradores e comentaristas na maioria das vezes não brilham sozinhos. E, neste post, lembramos algumas das tabelinhas mais marcantes das transmissões esportivas brasileiras.

Das três décadas de Galvão Bueno e Reginaldo Leme aos mais jovens Tiago Leifert e Caio Ribeiro, há espaço para todo estilo de personalidades.

Confira abaixo as duplas e vote em qual mais te marcou do outro lado das telas.

Leia também:
– Galvão foi comentarista e narrou jogo errado. Veja histórias dele em Copas
– Antes e depois: Do Valle narrou golaços e já chamou Band de Globo
– Cléber Machado se destaca por poucos bordões e muitas gafes; ouça narrações


Prieto pede desculpas por choro ao vivo e revela que quase foi substituído
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O choro ao vivo de Nivaldo Prieto em função da morte de Luciano do Valle, no domingo, não foi o único momento de emoção e sensibilidade vivenciado pelo narrador da Band. Abalado com a perda do amigo e ídolo, Prieto foi avisado pela emissora de que um locutor reserva estaria de prontidão caso ele não conseguisse narrar o jogo São Paulo x Botafogo, domingo, no Morumbi.

Prieto foi chamado ao vivo por Milton Neves no domingo durante o programa “Gol, o Grande Momento”, minutos antes do jogo São Paulo x Botafogo. Mas só conseguiu cumprimentar os telespectadores e logo depois começou a chorar, tendo inclusive o áudio cortado.

Ao UOL Esporte, Prieto afirma ter realizado a pior narração da vida e diz que respirou fundo para dar prosseguimento à locução.

“No trajeto ao Morumbi, eu fui ficando mais emocionado. Tentei ir até mais cedo ao estádio para me preparar. E toda hora que eu botava o fone antes do jogo, só ouvia a voz do Luciano. Isso me deixou cada vez pior, até que eu pedi para cortar o áudio. A ideia era só dar o ‘vai’ para a minha entrada (sem áudio antes)”, falou.

“Eu tinha que narrar. Assim que o jogo começou, me concentrei na partida. Mas já tinha gente [narrador] de stand by [reserva] caso eu não conseguisse. Só quando me senti mais seguro na transmissão é que eu falei o nome do Luciano”, continuou.

Prieto relata que pediu desculpas não só a Milton Neves, que apresentava o programa pré-jogo, mas para as outras pessoas da Band. Emotivo, o narrador conta que as duas décadas de convivência com do Valle o deixaram sensível naquele momento.

“Fiquei envergonhado pelo o que aconteceu ao vivo. Peço desculpas, porque a maioria conseguiu levar a transmissão [sem chorar], mas eu não consegui. Sou assim”, falou.

“Eu estive com o Luciano faz 15 dias no estúdio para fotografia da equipe da Band que cobriria a Copa. Ele estava muito bem de saúde. Era visível no rosto dele a alegria. Até eu perguntei: ‘Estou te vendo muito mais bonito, bacana. O que não faz uma Copa’. O Luciano respondeu: ‘Vou para o meu 11º Mundial. É um grande momento. Estou muito entusiasmado’”, relembrou Prieto.

Milton Neves foi quem chamou Prieto ao vivo no momento em que ele chorou. Percebendo a reação inesperada de companheiro, Milton chamou a palavra de volta, preservando o narrador no momento de emoção.

O apresentador da Band exaltou o fato de Prieto mostrar seus sentimentos ao vivo.

“Depois disso [choro ao vivo], o Prieto veio falar comigo depois do jogo, já no estúdio da Band quando acabou a rodada. Ele veio, me deu um abraço e pediu desculpas. Falou ‘pô, atrapalhei seu programa’. Eu respondi: ‘você está louco, emocionou todos nós e deu demonstração de carinho e amor. Você emocionou o país, não esquenta a cabeça com isso não’”, continuou Milton.

Bruno Thadeu e José Ricardo Leite
Do UOL, em São Paulo

Veja Álbum de fotos


Ex-bandeirinha se empolga e diz ser “pegadora” no CQC
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Ana Paula Oliveira roubou a cena durante o lançamento do livro de Milton Neves, que aconteceu na última semana, em São Paulo.  A ex-bandeirinha afirmou ser uma boa “pegadora” durante uma brincadeira com o repórter Felipe Andreoli, do CQC, que foi ao ar nesta segunda-feira.

Tudo aconteceu quando o jornalista pediu para a ex-bandeirinha imitar Milton Neves e fazer uma propaganda de um pegador de macarrão. Em seguida, Andreoli perguntou se Ana Paula era uma boa pegadora. A moça pensou durante bons segundos e soltou um categórico: “olha, eu sou”.

Bem humorada, Ana Paula aumentou o tom da brincadeira e começou a apertar o braço do repórter, descendo a mão pelas costas e dizendo: “E aqui, pega melhor?”, deixando Andreoli um pouco sem graça.

Além da ex-bandeirinha, outras personalidades que possuem envolvimento com o esporte, como o jornalista Mauro Beting, também marcaram presença no evento.


Repórter que cravou Love no Corinthians relembra provocação de Milton Neves
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“Vágner Love chegará ao Parque São Jorge de helicóptero na segunda-feira. Está tudo fechado”. Com esta e tantas outras frases, Eduardo Savóia virou centro da mídia esportiva na metade dos anos 2000 e estourou os índices de audiência do Debate Bola, extinto programa da Record. Como o tempo já mostrou, o atacante não chegou ao Corinthians naquela segunda-feira e muito menos em qualquer outra, mas o jornalista ficou marcado como protagonista de uma das novelas mais bizarras do futebol brasileiro.

O ano era 2005 e o programa comandado por Milton Neves era um gigante da televisão aberta. Companheiro de nomes como Paulo Morsa, Renata Fan e Osmar de Oliveira, Savóia se destacava pelo caderninho que continha informações sobre contratações e polêmicas do esporte. Em uma de suas “previsões”, o comentarista cravou que Love já havia acertado com o alvinegro paulista e deveria se apresentar em breve no clube, o que não aconteceu.

Hoje, aos 60 anos de idade, o paulistano lembra com ótimo humor a situação e brinca com a repercussão da novela. No entanto, ele faz questão em dizer que a contratação estava fechada e que não houve erro de informação. O problema foi o atleta ter vestido a camisa de outro time antes de acertar a situação com os russos do CSKA.

“O Love estava contratado pelo Corinthians. Ele estava contratado. O Andrés Sanches confirmou, o assessor me confirmou, ele me confirmou. Aí assessor de imprensa dele, que nem está mais no meio, cometeu a besteira de marcar uma coletiva do Love e um torcedor levou a camisa do Corinthians para ele vestir. O negócio estava fechado, mas não estava assinado. Aí os caras do CSKA romperam. O problema foi ele vestir a camisa do Corinthians. O CSKA não queria se desfazer dele, eles iam ajudar o Love a voltar ao Brasil. Aí você o vê vestindo outra camisa?”, afirma Savóia em entrevista ao UOL Esporte.

“Os russos colocaram uma metralhadora na mesa e perguntaram se ele ia sair. O Love é muito meu amigo. Perguntei a ele sobre isso. Ele não desmentiu e nem confirmou, apenas abriu um sorriso”, comenta.

Fato é que o caso se estendeu durante semanas e, todos os dias na hora do almoço, o comentarista falava sobre a contratação bombástica do Corinthians.

“O Milton queria polêmica. ‘Quando chega o Love? Quando chega o Love?’, ele dizia. Eles não queriam saber do jogador, queriam me encher o saco. Eu sabia que já era. Quando ele botou a camisa e a imagem chegou na Rússia, já era. A novela era mais o Milton me enchendo o saco, um jeito dele de aumentar a audiência. Ele disse: ‘você vai ter que segurar essa bucha”. Até hoje um ou outro me enche o saco e pergunta, mas a história ficou para trás’, lembra.

Leia outras entrevistas especiais

Mas nem sempre a carreira de Savóia foi marcada pelo personagem do caderninho ou pelas brincadeiras do amigo Milton Neves. Repórter desde a década de 70, o jornalista coleciona passagens por grandes veículos, como Jornal da Tarde, Jovem Pan, Bandeirantes e até mesmo a Rede Globo, onde foi substituído por Mauro Naves. Dono de grandes furos de reportagem, o hoje comentarista venceu prêmios, além de comentar eventos como Copa do Mundo e Olimpíada.

A situação só mudou em 1994, com o nascimento de Luca. Cansado de tantas viagens pela televisão, Savóia diminuiu o ritmo para ter a oportunidade de ver o filho crescer. Assim, ele retornou ao Jornal da Tarde e permaneceu até surgir o convite de Milton Neves e Eduardo Zebini para se juntar ao time da Record, onde criou o personagem do caderninho.

“O caderninho foi uma coisa de jornal. Todo repórter tem um bloquinho de anotações. Eu anotava algumas coisas e pensei: ‘vou levar o caderninho para a TV’. Depois veio o celular. Eu atendia o telefone ao vivo, falava baixinho, e a informação chegava no momento.  Lembro que o Mauro Beting usava o notebook e eu fiz a marca do caderninho.”

Após o fim do programa, em 2008, Savóia viu sua participação na TV diminuir cada vez mais e até recebeu convites de outras emissoras. No entanto, ele afirma ter um estilo “Muricy Ramalho” e pretende permanecer na Record, mesmo com saudade de estar diariamente com o “time dos sonhos” do esporte.

“A Record não tem tanto esporte, mas comentei a Olimpíada junto com o Romário. Hoje eu estou lá graças ao Douglas Tavolaro e ao Grego. Eu sinto falta do contato diário com o programa, todo dia estar lá no mesmo horário. Tinha o lado sério, mas tinha o lado artístico. O Debate Bola foi legal porque tinha o Milton, que tinha o dom de provocar. A Renata Fan, que estava começando, sempre muito interessada, estudiosa. Tinha o Morsa. Eu que trazia a informação do dia, o Godói falava da arbitragem e o Doutor Osmar. Foi o melhor time de todos os tempos”, crava.

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Dilema de filho jogador

Mesmo que largue a carreira hoje, Savóia ainda terá que conviver com o futebol durante um longo tempo. Isso porque seu filho, Luca, começa a dar os primeiros passos rumo ao futebol profissional. Recém-contratado pelo Osasco para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior do próximo ano, o garoto de 19 anos teve passagens pelo Corinthians e pelo Palmeiras, mas curiosamente sofreu “limitações” por conta dos comentários e do relacionamento do pai com o clube do Parque São Jorge.

“Resolvemos sair do Palmeiras porque o negócio era muito complicado. Sou um formador de opinião, correto, e não vou fazer média porque meu filho joga no Palmeiras, assim como quando ele jogou no Corinthians. Os caras me veem como pai/jornalista, eu não me meto na vida do meu filho. Tem muita gente que eu devo ter criticado no passado e que hoje está no poder. O técnico dele disse que ele tinha restrições lá dentro”, afirma.

Apesar do discurso “imparcial” sobre a carreira de Luca, Savóia deixa escapar uma ponta de orgulho pelos passos do jovem e lamenta o fato de o filho ter perdido a chance de acertar com a Juventus, da Itália.

“O meu grande desafio foi fazer dele um grande homem. Se ele tem essa certeza, não sou eu quem vai dizer não. Desde que ele cumpra as obrigações dele, sempre vai ter meu apoio. Ele tem capacidade. Ele teve a chance de ir para a Juventus quando jogava no B do Palmeiras. Tinha uns caras da Juventus e eles queriam o levar embora no dia seguinte, mas não tinha o passaporte. Agora tenho, mas já perdemos a barca”, completa.

Patrick Mesquita
Do UOL, em São Paulo


Milton Neves defende ‘merchan’ na TV e explica: é a tese da galinha
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O apresentador Milton Neves foi o entrevistado da quarta-feira no programa Agora É Tarde, do humorista Danilo Gentili. E, como era de se esperar, teve de ouvir muitas piadas com uma das suas características mais marcantes: os ‘merchans’. As propagandas feitas em seus programas acabaram roubando os holofotes em muitas ocasiões, e ele defendeu e explicou o que pensa do tema.

E o veterano de Muzambinho usa uma teoria curiosa para exaltar a venda de produtos na televisão e no rádio: é a tese da galinha.

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“’A propaganda é a alma do négocio’ é uma coisa velha. Eu adotei a tese da galinha. A galinha dominou o mercado do mundo porque ela bota (ovo) e grita e berra. Ela avisa. Todo mundo compra o ovo dela porque ela faz propaganda do trabalho dela”, explica ele.

“A tartaruga bota, ninguém compra. A pata bota, fica quieta. O avestruz bota um ovão daquele tamanho, fica com o rabo ardendo, desce lágrima e ninguém compra. Por isso eu anuncio mesmo! E programa meu não dá prejuízo, na rádio e na TV”, completou ele.

Milton contou causos de sua infância, voltou a dizer que quer abandonar os microfones em 2016 e fez elogios ao colega Neto. “Eu brigo tanto com o Neto porque o povo gosta”, afirmou o apresentador.

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Jornalistas relembram pegadinhas ao vivo com nomes de duplo sentido
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Bruno Thadeu
Do UOL, em São Paulo

Narradores, comentaristas e apresentadores de programas esportivos tentam se proteger contra mensagens capciosas enviadas pelo público. Muitos jornalistas já caíram na “pegadinha” e leram no ar nomes com duplo sentido. Paulo Soares, o Amigão, da ESPN Brasil, Milton Neves, da Band, e Luís Roberto, da TV Globo, pertencem à lista dos que cometeram gafes do gênero.

O apresentador Milton Neves diz ter caído mais de 10 vezes em pegadinhas de duplo sentido. A mais recente aconteceu quando Milton analisou o jogador japonês Kudo.

 “Na época de Copa das Confederações, eu estava comentando sobre um jogador chamado Kudo, do Japão. Um ouvinte, bem espertinho, me perguntou sobre o Endo, que havia ficado fora da competição. Eu nem percebi quando ele perguntou se eu também considerava a dupla Kudo/Endo melhor que Pelé e Coutinho. Na hora achei que a zoeira estava em comparar o Kudo e Endo com Pelé e Coutinho. Só depois eu percebi que a ideia era fazer graça com a junção dos nomes”, disse Milton Neves.

Ao Tomas Turbando Soares, de Limeira…Um abraço para você

Apresentador da ESPN, Paulo Soares, o Amigão, mandou abraço para internauta

“Está muito manjado Paula Tejando, Tomás Turbando. Essas aí eu não caio mais”, completou.

Companheiro de programa na rádio Bandeirantes, Mauro Beting ironiza Milton e relembra outra passagem no qual ocorreu a cacofonia.

“O Milton Neves é o campeão mundial em cair nessas pegadinhas. Eu alertei ele quando chegou a pergunta do Oscar Alho, mas mesmo assim ele não notou a pegadinha. Ele achou que a pegadinha era o ‘sobrenome’ Alho, perguntando se a mensagem não seria do ‘Oscar Cebola’ ou do ‘Oscar Cenoura’. Ele já mandou abraço para ouvinte de ‘Cudomundópolis’”, relembra Mauro Beting.

Sobrenome japonês é um perigo, alerta Beting. “Já caiu email da Paula Noku. Mas esse percebemos antes de ir ao ar”.

“Tinha um jogador do Corinthians nos anos 90 que se chamava Embu. O narrador, sem perceber, lançou durante o jogo um ‘Embu centrou na área’. Percebi na hora e avisei, mas já era tarde. Combinamos ali mesmo na cabine que ‘Embu’ não combinava com ‘centrou’. Ficamos rindo depois”, completou Mauro Beting.

Na época de Copa das Confederações, eu analisei um jogador chamado Kudo, do Japão. Um ouvinte, bem espertinho, me perguntou sobre o Endo, que havia ficado fora da competição. Eu nem percebi quando ele perguntou se eu considerava a dupla Kudo/Endo melhor que Pelé e Coutinho

Milton Neves, reconhecendo ter caído em pegadinha feita por ouvinte

Responsável pelos e-mails dos programas esportivos da TV Gazeta, Michelle Giannella admite ter caído em pegadinhas e entende que programas ao vivo e com grande volume de perguntas costumam facilitam a chegada desses e-mails ao ar. Ela afirma ter desenvolvido uma tática para evitar gafes.

“Antes de ler a pergunta, eu falo em voz alta o nome e sobrenome da pessoa. Assim evita uma cacofonia. Eu já caí nessas pegadinhas. Estou mais esperta. Eu evito ler e-mail de qualquer Paula”, sorriu Michelle.

Apresentador do “Redação Sportv” e observador dos emails do programa, André Rizek diz não haver filtragem das mensagens e que nunca caiu nessas pegadinhas.

“O programa recebe muitos emails, mas nunca vi ou li algum desses nomes. Vou te falar que as mensagens mais ajudam do que prejudicam. Foi de uma ideia de internauta que criamos o prêmio Alberto Roberto (à melhor simulação de atleta)”.

Transmissão da Globo cortou sobrenome de internautas, evitando duplo sentido. Em 2008, caractereres apresentaram ‘telespectadora’ Paula Tejando em jogo de futsal exibido pela emissora

Crédito da foto: Reprodução TV Globo

Globo corta sobrenome para evitar gafes

Os nomes de duplo sentidos são mal vistos na Rede Globo. Tanto que para se prevenir a emissora cortou sobrenomes dos internautas nas transmissões dos jogos de futebol. Apenas o primeiro nome é exibido nos caracteres nas perguntas dos internautas.

Desta forma, a emissora carioca evita gafe como a ocorrida em 2008, quando o narrador Luis Roberto leu uma pergunta da “telespectadora” Paula Tejando em transmissão do futsal.

O veto de sobrenomes nas transmissões de jogos da Globo, além de cortar novas “Paulas Tejando”, também evita que pessoas principalmente de cidades pequenas usem os espaços nas transmissões para se promover.

Candidatos a cargos políticos bombardeavam a caixa de mensagem da emissora com perguntas apenas para terem seu nome e sobrenome exibidos durante os jogos. A aparição nos caracteres gerava promoção gratuita.


Milton Neves aconselha diretoria do São Paulo: “Vendam o Lucas antes que ele vire um Lulinha”
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Crédito da imagem: Julia Chequer/Folhapress

Milton Neves começou o programa Terceiro Tempo, da Band, aconselhando a diretoria do São Paulo a vender o meia-atacante Lucas. O apresentador, apesar de feliz com a vitória do Santos na semifinal do Campeonato Paulista, também não poupou o árbitro Paulo Cesar de Oliveira e pediu a aposentadoria do oficial.

“Um recado para a diretoria do São Paulo: vende o Lucas logo! Real Madrid quer ele, vende logo, não ouve essas pessoas que ficam falando que Lucar é Neymar porque não é. Vende ele logo porque senão Lucas vai virar Lulinha”, apontou ele. Neto, mais uma vez, discordou do apresentador e aproveitou para criticar o ex-jogador e comentarista da TV Globo, Caio Ribeiro. “Claro que não! Você não entende nada de futebol! Sabe quem entende de futebol? O Casagrande. Ele sim sabe de futebol. E você, Caio, não sabe nada também”, acusou Neto.

Outra vítima das cornetadas de Mílton Neves foi o árbitro da partida. “Piris tinha que ser expulso, o menino Rodrigo Caio também. Teve um gol mal anulado do Santos e o gol do São Paulo estava impedido. Paulo César, tá na hora de se aposentar! Tá na hora de parar Paulo Cesar!”, exclamou Neves.

O ex-jogador e comentarista Neto ficou do lado de Paulo César. “Isso não é a opinião do Terceiro Tempo! Isso é a sua opinião! Eu não acho isso. Eu acho que o Paulo Cesar foi muito bem hoje. Por que só você pode dar a opinião?”, questionou.


Neto ironiza contratação de Roberto Justus pelo São Paulo: “Quem é ele?”
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Foto: Reprodução de TV

A contratação do empresário Roberto Justus para atuar no departamento de marketing do São Paulo gerou discordâncias no “Jogo Aberto”, da Band. Na edição desta quarta-feira do programa, O comentarista Neto reprovou o “novo reforço” são-paulino.

“Quem é Roberto Justus? Tá de brincadeira comigo! Quem é mais importante? Palhinha, Careca, Raí ou Roberto Justus?”, ironizou o ex-jogador.

Osmar de Oliveira e Ulisses Costa fizeram ressalvas, mas aprovaram a contratação: “O presidente deve ter seus motivos. Ele é um empresário competente, mas tem que ver se isso não vai causar uma desagregação política. E ele já começa com um grande desafio, que é vender a camisa do São Paulo, que ainda continua sem patrocínio”, disse Osmar.

Neto ainda reelembrou a briga judicial envolvendo Justus e o companheiro de Bandeirantes, Milton Neves. O apresentador pede indenização porque deixou a Record em 2008, a convite de Justus, para fazer com ele o programa Terceiro Tempo, na Band. O programa, no entanto, foi abortado.

“O Milton Neves adora ele. Parceiraço”, disse Neto, que ainda ironizou a carência de centroavantes na equipe tricolor, com a lesão de Luís Fabiano e a suspensão de Willian José: “Bota o Roberto Justus de centroavante!”, brincou.

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