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Após morte de lutador, canal da Globosat cria exigência e perde eventos
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Jungle Fight
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Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo

O canal Combate, da Globosat, é há 12 anos a única referência quando se fala em transmissões de MMA, com o domínio do mercado e a parceria com os maiores eventos do país. Mas, desde que tomou a decisão de exigir em seus novos contratos a filiação junto à Comissão Atlética Brasileira de MMA – a mesma que regulamenta o UFC no país – e o cumprimento de seus regulamentos, o cenário mudou. A medida vem causando êxodo de organizações, impasse com os dois carros-chefe da casa e o canal já vê um aumento na concorrência de outros veículos interessados em investir nas artes marcias mistas.

Segundo o blog apurou, a morte do lutador Leandro Feijão no dia da pesagem de sua luta no Shooto 43, em setembro de 2013, aumentou a preocupação do canal em ampliar as medidas de segurança dos eventos que transmite, algo que já vinha sendo discutido, mas que ganhou um impacto maior com o incidente. A solução foi firmar uma parceria com uma confederação ou comissão que regulamentasse as organizações e implementasse um protocolo mínimo de segurança. Já parceira do UFC, principal atração do canal, a CABMMA foi a escolha óbvia para isso.

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O problema é que impor aos eventos a filiação à comissão esbarra em disputas políticas e discussões financeiras. Como as leis brasileiras permitem a criação de diversas confederações para uma modalidade, e os promotores já tem seus acordos firmados com suas respectivas entidades parceiras, a exigência de que se unam à CABMMA vira um entrave na mesa de negociação.

Juntar-se à entidade acaba gerando procedimentos obrigatórios e gastos com filiação e principalmente com exames médicos exigidos neste protocolo mínimo de segurança. Eles são alvo de reclamação por parte de eventos como o Wocs. A parceria com o canal Combate foi encerrada após seis anos, o evento migrou e já estreou no Esporte Interativo.

Otávio Duarte, um dos organizadores do Wocs, explica que os exames exigidos pela CABMMA podem custar até R$ 3 mil. “Nós até corremos atrás, fizemos uma parceria com a secretaria de saúde para os exames, que custam quase R$ 3 mil. Não somos contra a atenção à saúde dos lutadores, mas os caras são de comunidades carentes. Muitos não têm condição de bancar a filiação, já que são R$ 150 reais do lutador e mais R$ 100 de cada corner, quanto mais exames.”

“Mas a decisão da nossa saída culminou, na verdade, no impasse em relação à parte amadora do nosso evento, já que nossos preliminares têm lutas amadoras. A CABMMA se achou no direito a intervir nisso. Já tínhamos sido procurados pelo Esporte Interativo, então resolvemos ir por outro caminho. Fazemos tudo o que é correto, como a Comissão queria, mas em outro lugar”, adicionou Duarte.

O Coliseu Extreme Fight é outro exemplo de evento que preferiu outra via, apostando que não é necessário estar no canal Combate para ter seu evento visto. A opção também foi pelo Esporte Interativo. O evento alagoano já considerava a mudança por pensar que merecia maior atenção às suas promoções. Ao ouvir as novas exigências do Combate, confirmou sua saída do canal – neste caso, a exigência que causou problemas foi a dos árbitros que servem ao Coliseu também terem de se filiar à comissão, o que não os interessava.

Carros-chefe, Shooto e Jungle não aceitam exigência

O problema para o Combate não é com o Wocs e o Coliseu, torneios de média expressão, mas sim com seus maiores eventos em nível nacional. Tanto o Jungle Fight, liderado por Wallid Ismail, quanto o Shooto, comandado por Dedé Pederneiras, não tem qualquer intenção de trabalhar com a Comissão Atlética Brasileira de MMA. Como o canal só pode exigir a filiação na negociação de novos contratos e ambos ainda estão com longos acordos pendentes, o debate ficou para um segundo momento, mas o cenário é desfavorável.

Wallid é duro ao falar do tema. “O Combate não tem como – nem eticamente – querer regulamentar o esporte. Ele já é regulamentado por cada liga. A Lei Pelé dá poderes para se abrir confederações e ligas. Tanto que fui o primeiro evento a pedir exames iguais à Comissão Atlética de Nevada”, diz o empresário e ex-lutador. “O Combate sabe disso, eles não tem como exigir do Jungle… Nós somos os líderes de audiência. Isso agora vai abrir uma concorrência animal (com outros veículos).”

Concorrência pelo MMA

  • Com o aumento na qualidade e no número de eventos, o espaço para a transmissão de MMA nacional cresceu e a concorrência ficou mais acirrada. Bom para o telespectador, que tem cada vez mais opções, mesmo que um fim de semana não tenha o mais tradicional UFC . Hoje a concorrência ao Combate cresceu com o êxodo de eventos nacionais. O Esporte Interativo saiu na frente e também há a opção de serem transmitidos por sites especializados em MMA e grandes portais. No âmbito internacional, o Esporte Interativo mostra o World Series of Fighting e o Bellator, o Fox Sports atualmente transmite também o Bellator – estes são os dois grandes concorrentes do UFC – e a RedeTV, o XFC. Pelos canais Globo, o Combate transmite a todos os UFCs na íntegra. Globo e SporTV têm algumas programações ao ano, sendo que a Rede Globo passa ao vivo apenas eventos realizados no Brasil, enquanto os internacionais são exibidos em VTs com ao menos 30 minutos de atraso.

Para Wallid, a questão com a comissão é política. “No meu ponto de vista, a CABMMA tinha de permitir que os eventos tenham uma voz ali dentro, votem. Acho engraçado quem não é do esporte cair de paraquedas querendo mandar. Não vai acontecer. Só se fizerem uma coisa democrática”, critica ele, sobre a comissão.

O Shooto Brasil, por outro lado, prefere não comentar as diferenças com a Comissão. O evento se diz regulamentado pela Shooto Comission – entidade da matriz do Shooto, no Japão – e pela Confederação Brasileira de MMA e afirma que, como ainda tem três anos de contrato com o Combate sem a previsão de ter que se filiar à CABMMA, não vai alterar seus procedimentos.

Combate e CABMMA explicam parceria e exigências

O blog consultou tanto a Comissão Atlética Brasileira de MMA quanto o canal Combate sobre a medida implantada este ano. Segundo a emissora, a opção pela CABMMA diz respeito não só a aspectos de segurança e saúde dos atletas, mas a questões de arbitragem, regulamento e resultados.

“Com a chancela da Comissão, os eventos se desvinculam completamente de questões relativas à arbitragem e resultado das lutas, pesagem, padrões de segurança e integridade física dos atletas, entre outras coisas”, afirmou o canal, em nota. O Combate alega que apenas “sugere” a filiação à CABMMA.

Rafael Favetti, presidente da CABMMA, defende que a entidade é “diferente” das outras confederações. E ataca o amadorismo de alguns eventos.

“A legitimidade da CABMMA vem da nossa independência. Um evento que tenha a nossa chancela sabe que terá uma auditoria independente. A CABMMA não gerencia atleta, não organiza evento. E nós temos a completa noção do que iria acontecer. É um caminho natural os eventos amadores se sentirem ameaçados pela Comissão. Nós sabíamos que o tempo da profissionalização iria chegar e iria deixar muita gente descontente”, afirma ele.

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“Creio que o canal Combate entendeu que o momento é de profissionalização no esporte. Não há mais espaço para eventos extremamente amadores, que expõe atletas a riscos. Chega. É hora de colocar a saúde dos atletas de MMA como prioridade. O promotor que não aceita está colocando um baita de um pretexto para expor a saúde dos atletas. Um pretexto para não investir nos atletas e embolsar o dinheiro. O promotor de eventos que fala isso, que às vezes ganha milhares de reais com patrocínios públicos e privados e não quer investir a mais na saúde com um protocolo, só pensa no bolso dele”, acusa Favetti, advogado e ex- secretário executivo do Ministério da Justiça.

Sobre as críticas, principalmente quanto à exigência da cara bateria de exames imposta aos eventos, a CABMMA afirma que a intenção é de que as organizações arquem com os custos, e não os lutadores.

“Acreditamos que os eventos e empresários dos atletas não devem encarar apenas como custos, mas sim como investimento”, afirma o canal Combate. “O que é mais caro, um exame que resguarda a saúde do atleta e vale por três anos ou algo que comprometa a vida do lutador? É uma ação que visa manter a integridade dos atletas, dos eventos e profissionalizar o esporte. É o modelo usado por todas as principais organizações em países de primeiro mundo, um investimento em qualidade e segurança em prol do crescimento, profissionalização e regulamentação do MMA no Brasil, inclusive sob os olhos de quem critica a modalidade. Uma entidade que regulamenta o esporte chega, inclusive, para dar maior credibilidade aos eventos.”

Um dos eventos que aceitou se filiar à CABMMA foi o Fatality Arena. “O Fatality Arena arcou com os exames e os eventos têm que fazer o mesmo. Há duas opções, ou se paga melhor o atleta, ou se arca com as despesas. Pode-se ainda fazer parceria com algum grande hospital em troca de propaganda”, afirma o organizador Diogo Tavares.

Outra crítica feita à CABMMA é em relação a uma suposta falta de contrapartida para os atletas, frente aos gastos que se tem com ela: comissões atléticas norte-americanas exigem seguro de saúde para os lutadores e garantem que os competidores receberão suas bolsas, fazendo com que as organizações depositem previamente os valores estipulados. Nos dois casos, a comissão afirma que não tem amparo legal para fazer tais exigências. Sobre a taxa de filiação, Favetti afirma que o valor se refere ao que é gasto pela Comissão para que se levante e comprove oficialmente o cartel dos lutadores – que muitas vezes apresentam dados duvidosos.

“Há promotores que fazem eventos há dez, 20 anos e nunca se preocuparam com essas questões. Mas assina quem quer, se não quer, que pelo menos respeite um protocolo mínimo de segurança. Nossas brigas políticas não são com promotores, mas sim com quem quer acabar com o esporte no Brasil. Pessoas como o deputado José Mentor”, conclui o presidente da CABMMA, citando o político que em 2009 criou um projeto para banir o MMA da TV aberta.

Sangue, suor e… ‘porrada’
Sangue, suor e… ‘porrada’

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TUF Brasil perde audiência na estreia mesmo com Wanderlei e Sonnen
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TUF Brasil 3

TUF Brasil 3

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A estreia da terceira edição do TUF Brasil, o reality show do UFC, não conseguiu superar os números das duas temporadas anteriores. Na madrugada deste domingo, o programa liderou na audiência em seu horário, mas com um número inferior ao de 2013 – que por sua vez já havia sido pior do que em 2012.

O TUF foi transmitido após o BBB, e veio com a prometida atração no duelo de técnicos, que são os arquirrivais Chael Sonnen e Wanderlei Silva. Foram 9 pontos, de acordo com a TV Globo, com 29% de participação no horário, entre 23h55 e 0h50. O SBT ficou com 6 pontos, seguido por Band (4) e Record (3).

Comparando com as outras temporadas, a queda foi mais suave desta vez. O primeiro TUF Brasil, que teve Vitor Belfort e o mesmo Wanderlei, estreou dando 15 pontos de audiência. Na segunda edição, uma queda de 30% deixou o reality show com apenas 10 pontos, um a mais do que no episódio deste fim de semana.

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Aperitivos desta terceira temporada já chamam a atenção para uma suposta briga entre Wanderlei e Sonnen, que teriam ido às vias de fato na academia do TUF. A produção conta com isso e com alguns ajustes para atrair a atenção do público, principalmente buscando disseminar o MMA para um público que ainda pouco conhece ou entende da modalidade.

Uma das ações nesse sentido foi escalar como assistentes dos técnicos as ex-jogadoras Isabel, do vôlei, e Hortência, do basquete. Elas foram marcantes na estreia do programa, dividindo opiniões entre os telespectadores.

O primeiro episódio contou com oito combates, dos 16 previstos para a primeira fase do reality show. Os 16 vencedores desta rodada ficarão confinados e disputarão as chaves nas categorias médio e pesado, cada uma dando ao campeão um contrato com o Ultimate.

Por Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo


Globo não alivia em VT e Cleber Machado se choca com Spider: Nossa Senhora
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A Globo transmitiu na madrugada de domingo um VT do UFC 168, com a luta de Anderson Silva sendo veiculada cerca de 30 minutos após o ocorrido – como era esperado, por questões contratuais. E, se muitos internautas que viram o brasileiro fraturar a perna contra Chris Weidman ao vivo já se indagavam se o canal aliviaria nas imagens chocantes, isso não aconteceu. O cenário comandado por Cleber Machado era de puro choque.

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Enquanto o combate transcorria ao vivo, a Globo mostrou Ronda Rousey x Miesha Tate, pelo cinturão peso galo entre as mulheres. Ao passar a falar da revanche entre Anderson e Weidman, o tom era de cuidado, pontuando sempre o perigo do norte-americano, que venceu o ex-campeão em julho pela primeira vez.

Mas nem toda essa cautela podia ser preparo para um desfecho tão surpreendente. No primeiro round, Júnior Cigano, ex-campeão dos pesados e mais uma vez comentarista na Globo, elogiou Weidman e deu o round para o campeão. No segundo, destacou sua confiança, mas dizendo que isso podia abrir espaço para Anderson trabalhar.

No momento em que a perna esquerda de Anderson, jogada num chute baixo, foi direto na direção do joelho de Weidman, gerando a fratura, Cleber se espantou.

“Machucou… Num golpe, rapaz…”, disse Cleber, reticente, já anunciando o fim do combate. “Quebrou a canela. No chute canela com canela… Foi seriíssimo”, adicionou Cigano.

O choque foi multiplicado na hora do replay, quando eles perceberam a gravidade do ocorrido. “Nossa senhora… Nossa senhora, uma imagem fortíssima”, repetiu Cleber. “Quando ele traz a perna para o chão, já desaba. Você vê o jeito que afina a perna? Vou falar de um jeito totalmente leigo. Parece que o osso se soltou totalmente. Que infelicidade, que terrível acidente.”

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Cigano destacou que foi um acidente de trabalho. “Ele fraturou num golpe que aplica normalmente. Já vimos acontecer em eventos menores, mas nunca no UFC.”

Apesar da transmissão ser em VT, após passar a luta a Globo entrou ao vivo do estúdio com Cleber e Cigano e o repórter Cesar Augusto falando diretamente de Las Vegas. Como a dupla, Cesar não conseguiu esconder a sensação de surpresa.

“Foi mais que inesperado. Foi chocante. Foi pesado, Cleber”, admitiu o repórter, que seguiu para o hospital em Las Vegas onde Anderson Silva passou por uma cirurgia.

 


RedeTV! retoma MMA após investida frustrada e transmitirá evento dos EUA
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Antes de o UFC ir parar na tela da Rede Globo, a RedeTV! é que detinha os direitos de transmissão do maior evento de MMA da atualidade. Desde que o evento passou para as mãos da emissora carioca, o canal até tentou uma investida na modalidade, mas o projeto não deslanchou. Agora, uma nova aposta será feita, com o anúncio da transmissão do XFC.

Em março de 2012, a RedeTV! transmitiu a segunda edição do Amazon Forest Combat. O evento foi anunciado pela emissora com pompa, prometendo ser frequente e com intenção de recolocar o canal à frente do MMA. Mas, após a estreia, o AFC não retornou e ainda estuda uma reaparição em 2014 (leia mais abaixo), frustrando a retomada da modalidade na RedeTV.

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O XFC, sigla para Xtreme Fighting Championships, é um evento norte-americano que estreou em 2007 e já teve 27 noitadas de luta. A parceria prevê a transmissão ao vivo de dez edições. Mais que isso, haverá eventos realizados no Brasil e o primeiro será sediado dentro da própria RedeTV!, em Osasco, no dia 8 de fevereiro.

As atrações do XFC para 2014 são a realização de dois Grand Prix. O primeiro ocorre de fevereiro a maio, e o segundo de agosto a dezembro, em categorias de peso ainda não definidas.

No acordo entre as partes, a produção é função da organização norte-americana, enquanto a emissora captará recursos e transmitirá as etapas. A RedeTV! promete ter programas semanais sobre MMA, no estilo do “UFC Sem Limites”, dos tempos em que o canal ainda era o dono dos direitos do Ultimate no Brasil.

“Fomos a primeira emissora aberta a apostar no UFC no Brasil, o esporte era muito discriminado e o canal fez um trabalho muito sério para alterar essa imagem no país. Graças ao que nós fizemos, hoje é muito mais fácil construir a imagem de um grande evento de MMA no Brasil. O número de fãs e simpatizantes cresceu absurdamente desde aquela época. Esperamos quebrar muito mais barreiras e tornar o XFC em mais um case da emissora no esporte. A RedeTV! será a casa do MMA no Brasil”, afirmou, em nota, o diretor de novos produtos, Amilcare Dallevo Neto.

Brasileiro Deivison Ribeiro posa com cinturão do XFC

Brasileiro Deivison Ribeiro posa com cinturão do XFC, que chega ao país em 2014

Aparição e desaparecimento do AFC

O Amazon Forest Combat, evento criado em Manaus, surgiu como uma organização que pretendia apostar em atletas famosos e algumas revelações para se fazer valer. A primeira edição, em setembro de 2011, teve Royler Gracie, por exemplo. A segunda, em março de 2012, teve o ex-campeão do UFC Murilo Bustamante.

“O AFC é um evento diferenciado e tem um número menor de edições em relação a outros eventos nacionais. Estamos viabilizando parceiros para voltar em 2014. Temos lutadores em vista, mas ainda é algo embrionário”, afirmou Marcelo Alex, organizador que trouxe também ring girls ilustres para as noitadas, como Larissa Riquelme.

De acordo com Alex, o ano de 2013 teve um desaquecimento na região e as oportunidades de se fazer a terceira edição com o mesmo nível das outras duas ficaram prejudicadas. “Foi mais uma pausa”, explicou ele.

Sobre a parceria com a RedeTV!, Marcelo Alex explica que existe a possibilidade de ser retomada no futuro, apesar de o AFC também conversar com canais fechados para uma volta.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo


Reality show põe colegas de trabalho para sair na mão lutando boxe
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Vez ou outra, qualquer pessoa tem algum tipo de problema com colegas de trabalho, seja grave ou não. E se você tivesse a chance de resolver estes conflitos numa luta de boxe? É isso o que um novo reality show da TV norte-americana oferece a uma lista selecionada de pessoas que simplesmente querem subir em um ringue e trocar sopapos com um conhecido.

Nesta terça-feira estreia “White Collar Brawlers” (na tradução livre, algo como “Brigões de Colarinho Branco”), que será transmitido pelo canal Esquire Network. A sinopse é simples. Os protagonistas são caras que estão acostumados a passar seus dias dentro do escritório e que nunca lutaram. Eles são treinados para um único combate contra um colega de trabalho, pelo prazer de lutar e de resolver seus problemas com os punhos.

“Nós todos sonhamos com isso. Derrubar um colega irritante, humilhar um rival de seu trabalho, nocautear um chefe abusivo. Mas antes que os escritórios instalem ringues de boxe nas suas áreas de lazer, há o White Collar Brawlers”, diz o trailer da atração.

Em cada episódio, os escolhidos saem de suas zonas de conforto e vão para a academia. Gordinhos, fracotes e figuras que não têm qualquer perfil de lutadores terão treinos com técnicos renomados por semanas, antes do desafio final, um combate de boxe amador.

O projeto do Esquire Network nasceu, na verdade, de uma série online. Kai Hasson e Nate Houghteling deixaram seus trabalhos para investir no projeto junto a Zach Blume. Os dois primeiros fizeram todo o treinamento acompanhados pelos internautas e, depois de 22 episódios, saíram na mão no começo de 2011.

Houghteling venceu e desde então eles estavam atrás de um parceiro para a segunda temporada, estreia na TV nesta terça.

E aí, você tem algum colega com quem gostaria de se unir para o reality show? Mas, atenção, internautas: não repitam isso em casa – ou em seus escritórios!

Sangue, suor e… ‘porrada’

Sangue, suor e… ‘porrada’

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Globo encurta Altas Horas para exibir UFC ao vivo
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Crédito da foto: Julio Cesar Guimarães/UOL

A transmissão ao vivo do UFC Rio 4, que acontecerá no próximo sábado, motivará mudanças na grade de programação da TV Globo. A emissora carioca precisou encurtar o “Altas Horas”, programa apresentado por Serginho Groisman, que terá um bloco a menos do que o normal.

A atração comandada por Groisman foi gravada nesta quinta-feira, em São Paulo, e contou com dois convidados ligados ao UFC. O lutador Anderson Silva e o apresentador Bruce Buffer foram entrevistados.

O curioso é que a gravação teve o mesmo número de blocos do programa normal. No entanto, a última parte do “Altas Horas” será exibida apenas na Globo Internacional – a emissora tem os direitos do UFC apenas para o mercado brasileiro.

O fato de o programa ter um trecho exclusivo para o mercado internacional motivou até uma cena insólita. Buffer participou dessa parte, mas não do último bloco local. Portanto, o apresentado Serginho Groisman precisou se despedir duas vezes do apresentador.

As lutas do UFC Rio 4 têm início previsto para 19h do próximo sábado (card preliminar). Os principais duelos da noite devem começar a partir de 23h, e a Globo pretende exibir ao vivo pelo menos as duas últimas lutas (Lyoto Machida x Phil Davis e José Aldo x Chan Sung Jung, embate que vale o cinturão dos penas).

A transmissão da Globo terá narração de Sérgio Maurício e comentários do lutador Júnior Cigano. Os dois já trabalharam juntos em outras edições do circuito de MMA (artes marciais mistas), como em Belo Horizonte e Fortaleza.


Musa vai de comentarista a apresentadora no SporTV
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Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo

Kyra Gracie, a bela conhecida como uma pioneira entre as mulheres na família mais tradicional do jiu-jítsu, está crescendo rapidamente em sua carreira paralela, na televisão. Neste sábado ela estreia como apresentadora no SporTV. Depois de ser comentarista em eventos do UFC, ela comanda o “Sensei SporTV”, programa voltado para lutas do canal.

Segundo o blog apurou, Kyra fará uma participação breve nas próximas semanas. Ela cobrirá as férias do titular da vaga, o ex-judoca Flavio Canto, que no sábado se casou com a atriz Fiorella Mattheis. E a sua entrada já era esperada. A lutadora gravou pilotos para ser testada na função e, aprovada, foi liberada para ir à frente na nova função.

Kyra começou como comentarista no fim de 2012 e cresceu rapidamente no SporTV e no canal Combate, ganhando cada vez mais espaço nas transmissões. Agora, aceitou um novo desafio que vê como natural.

Kyra Gracie

Kyra Gracie

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“Eu nunca tinha pensado nisso (ser comentarista)”, disse ela, ao blog. “Mas acho que tudo está se encaixando conforme as coisas estão indo no SporTV. O “Sensei” tem tudo a ver comigo, por falar de luta, não teria um programa melhor para mim.”

Segundo a lutadora, que há alguns anos treina pacientemente sua parte em pé para fazer a transição do jiu-jítsu para o MMA, a carreira na TV não atrapalha seus planos.

“Normalmente os eventos e gravações são no fim de semana e não atrapalham meus treinos. Foi uma surpresa esse novo trabalho e, como está indo bem, tenho que balancear estes dois lados”, completou a musa, pentacampeã mundial da arte suave.

O programa vai ao ar na madrugada de domingo, após o UFC on FOX 8 (que é transmitido pelo canal em pay per view Combate).


Abordado pelo Pânico, Weidman fica apavorado antes do UFC
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Os brasileiros estão acostumados com as patacoadas do Pânico, incomodando os famosos com suas piadas e tiradas ácidas e muitas vezes agressivas. Mas é meio óbvio que os estrangeiros que entram em contato com os “repórteres” da trupe acabem estranhando esse humor diferente. Aconteceu com Chris Weidman. E, o pior, parece que ele levou tudo a sério, ficou apavorado e até agora não se deu conta do que ocorreu em Las Vegas, no UFC 162.

O fato é que Chris Weidman participava do dia de treinos abertos do UFC tranquilamente, dirigiu-se aos fãs para alguns autógrafos e foi abordado por um sujeito que ele definiu como bizarro. Acontece que a equipe do Pânico, com Daniel Zukerman, famoso pelo Impostor, está na “Cidade do Pecado”, nos Estados Unidos, e abordou o desafiante ao cinturão de Anderson Silva, deixando o lutador confuso e amedrontado.

Weidman contou o incidente ao site MMA Fighting. Confira o relato:

“Eu quase fui esfaqueado no treino aberto… Brincadeira. Mas teve um cara, um brasileiro, que foi um problema para Sonnen também. Ele é um cara da mídia, mas fica à paisana. Não vi câmeras, nem nada, e eu estava dando autógrafos quando ele começou a fazer perguntas. Eu falei: ‘por que você está fazendo perguntas assim?’. Eu respondi e ele falou: ‘me faz um favor e perca no primeiro round’. Eu fiquei: ‘o quê? o que você tá falando?’. E aí eu soube que esse cara é um problema. Esse cara poderia ter me esfaqueado. A segurança tomou conta de tudo. Foi muito esquisito, as coisas que ele estava falando eram muito esquisitas. Mas a segurança trabalhou bem e o tirou dali.”

É claro que todo este perigo que Weidman falou não é para tanto, mas que o lutador ficou assustado com o que passou ali, isso não há dúvidas.

Vale lembrar que Sonnen provou bem do veneno do Pânico quando passou pelo Brasil para uma turnê promocional para a revanche contra Anderson Silva no UFC 148. Naquela ocasião, deram-lhe uma caneta de choque. O norte-americano se irritou e não gostou nada da zoeira da trupe.

Weidman encara neste sábado Anderson Silva, valendo o cinturão dos pesos médios do Ultimate. O Placar UOL acompanha todo o evento. O canal Combate, em pay-per-view, transmite todas as lutas, a partir de 19h35. O SporTV passa apenas os duelos do card preliminar e a TV Globo passa VT depois do Altas Horas, na madrugada de domingo.


Narrador nº 1 do MMA ainda busca bordão e revela perrengues durante UFC
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UOL Esporte


Rhoodes Lima, à direita, junto ao comentarista Luciano Andrade (Divulgação)

Maurício Dehò
Do UOL, em Fortaleza

Rhoodes Lima não é reconhecido facilmente. Mas, para quem curte MMA, é só ouvir a frase “Calce suas luvas e vista seu protetor bucal!” para fazer a ligação. Hoje ele é a voz número 1 do canal Combate, que transmite todos os eventos do UFC, passando de 6h a 7h horas no comando do microfone em noite de lutas. Ele contou ao blog os perrengues de ficar tanto tempo no ar – com direito a tradicionais quedas de sinal – e afirmou que ainda busca um bordão pelo qual espera ser ainda mais lembrado.

Profissional de rádio no Rio de Janeiro, Rhoodes trabalha como locutor desde 1994, principalmente com programações musicais. Ao mesmo tempo, sempre nutriu uma paixão pelo jiu-jítsu, e isso foi o que o levou ao MMA.

“Em 2006, fui convidado a fazer testes e me tornei folguista no canal Combate. Era unir o útil ao agradável. Fazia eventos menores, gravados, depois passei a fazer também ao vivo. Em 2011, com a saída de outros narradores, eu assumi o posto principal na transmissão do UFC”, conta ele., fã de Royce Gracie desde os anos 1990.

  • Escolha  seus favoritos para o UFC deste sábado, que tem Minotauro x Werdum e a final do TUF Brasil 2, com Patolino x Léo Santos. Vote!


A tarefa é gostosa, claro, mas não é das mais simples. O UFC é um dos eventos mais longos dos esportes, chegando a durar quase sete horas se for levado o tempo do card preliminar e o principal. E Rhoodes não pode ir para lugar algum.

“Com o UFC ficamos pelo menos cinco, ou até sete horas ao vivo. Cara, não dá tempo nem de ir ao banheiro (risos)”, conta ele. “É bem mais longo que uma partida de futebol, até tem jogos de tênis longuíssimos, mas como há muitas edições do UFC, realmente é algo exaustivo. Procuro sempre descansar muito na noite anterior, evito comida pesada e tento dormir e manter a mente limpa no dia em que narro.”

Os perrengues crescem de figura por outros dois motivos. Um deles é o fato de a transmissão brasileira ter poucos intervalos comerciais – e aí, quando ele poderia ir ao banheiro? – e a outra são as quedas de sinal, que sempre deixam o narrador tendo de dar aquela “enrolada” enquanto tudo não se reestabelece.

“Em relação a perda de sinal, o pessoal realmente malha a gente demais nas redes sociais. Mas tem de se entender que é algo da geração do sinal, pode ser só um problema meteorológico, e não podemos fazer nada. Quanto aos breaks, seguimos um protocolo da transmissão internacional. Então, é aquilo mesmo. Nós cobrimos os intervalos e perdas de sinal tentando analisar o que se passou, falar das próximas lutas e reprisar lutas. Temos de conseguir aproveitar bem esse tempo”, analisou ele. Rhoodes conta ainda que as transmissões à beira do octógono são suas preferidas, quando se sente o calor do público e isso se transmite na locução.

Bordões, críticas e as lições com Galvão e Sérgio Maurício

Mesmo tendo o seu “calce suas luvas”, Rhoodes nunca parou para tentar criar um bordão, de fato. Mas sabe que é importante ter frases que façam de suas narrações facilmente identificáveis.

“Quando o pessoal me para na luta, eles sempre falam o ‘calcem suas luvas’ e agora tem pedido pra eu falar ‘vai virar um passageiro da agnonia’. Mas é algo que vai fluindo, nunca parei para inventar. Eu até acho que deveria pensar em uma coisa fácil e que pegasse. Mas ainda não pintou nada. Eu apenas tento encontrar meu caminho e imprimir minha marca”, conta ele.

Por outro lado, ele elogia quem veio antes dele, como Sérgio Maurício, um dos pioneiros na transmissão do Combate, e hoje o nome mais comum nas transmissões de UFC da Globo.

“São nomes que eu respeito demais, são as minhas referências. O Sérgio Maurício, o Lucas Pereira, o João Guilherme”, diz ele, citando os dois últimos que deixaram o canal Combate e que lhe deram lugar. “O Galvão também chegou com tudo com os ‘gladiadores do terceiro milênio‘ e o Sérgio Maurício mantém muito bem o padrão.”

Algo em comum entre eles – e muito comum para qualquer narrador – são as críticas, ainda mais nas redes sociais, simultaneamente ao evento. “Eu presto muito atenção nas críticas, tento aprender com os erros. Mas é verdade, o pessoal não deixa barato pra gente”, ri Rhoodes.

Ele conta com sua experiência no jiu-jítsu para tentar ganhar respeito e para balancear os comentários entre todos os tipos de audiência que veem o UFC.

“Essa experiência de treinar ajuda muito para passar credibilidade, quando acontecem posições, você sabe bem do que está falando e fui pegando a prática de como poder falar sobre isso”, diz ele, que tem também que ter cuidado para conseguir falar tanto para leigos quanto para especialistas.

“Tem que achar esse meio termo, sim. É uma preocupação, porque há uma linha tênue entre ser didático e não ser chato. Mas aí entra o papel do comentarista também. Eles são pilares da transmissão e cada um tem sua visão, há quem saiba mais de jiu-jítsu, e eu o aciono quando está no chão. Há quem saiba mais da luta em pé, e o mesmo acontece”, completou.