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Sem Liga, telespectadores reclamam. EI usa “grita” e pressiona operadoras
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Impossibilitados de assistirem aos jogos da Liga dos Campeões, atualmente restritos em TV fechada ao Esporte Interativo, do Grupo Turner, fãs de futebol europeu manifestaram irritação nesta terça-feira de partidas com grande apelo, válidas pela última preliminar da competição, os chamada de playoffs, envolvendo times como Manchester United, Sporting, Lazio e Bayer Leverkusen, confrontos que definirão os últimos classificados à fase de grupos da maior liga continental do mundo.

Sem conseguir acordo com Net, Sky e Claro TV, que representam mais de 80% dos assinantes de TV fechada no país, para carregar o canal, o EI se valeu da “grita” dos telespectadores nas redes sociais para fazer pressão sobre as operadoras. “Sua operadora tá jogando contra você e te deixando sem ver a Liga dos Campeões? Peça os canais EI agora!”, convocou em mensagem postada no Twitter.

Curiosamente, em 2012, quando a Fox iniciou as operações de canal esportivo no país, o Fox Sports, houve dificuldade similar para que chegasse à maioria das TVs por assinatura brasileiras. Na época, a emissora também recorreu à mesmíssima estratégia de apelar aos telespectadores para que pressionassem Net, Sky e Claro TV, paralelamente às negociações com as empresas, igualmente arrastadas e que acabou obrigando a Fox a iniciar a cobertura da Copa Libertadores daquele ano, até então exclusiva dela na TV fechada (sem Sportv) com jogos “escondidos”, restritos a quem fosse assinante de operadoras menores.

“Galera, estamos lendo os comentários de vocês, e gostaríamos que vocês soubessem que estamos trabalhando duro todos os dias pra convencer as operadoras de TV paga que os assinantes querem assistir ao EI MAXX e à Liga dos Campeões. No Brasil não é simples pra um grupo jovem como os Canais Esporte Interativo vencer todas as barreiras que existem nesse mercado, mas com o apoio que temos tido dos milhões de apaixonados, venceremos mais essa batalha. Muito obrigado!”, justificou o canal em seu Facebook.

Ao longo de toda a tarde, muitas foram as interações do diretor do canal, Fábio Medeiros, com os internautas descontentes, seja respondendo às queixas ou mesmo retuitando mensagens que reforcem à ideia de que o Esporte Interativo/Turner é vítima, isentando-se de culpa por adquirir um evento do porte da Liga dos Campeões sem que tivesse onde mostrar na televisão. Pelo menos, não para a maioria dos assinantes.

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Em uma das mensagens, Medeiros escreveu a um seguidor no Twitter: “9 operadoras de tv paga já tem o canal. Acho que a sua não tem”. Ele se referia à Oi TV, GVT, Cabo Telecom, Multiplay, Nossa TV, TCM, TV Alphaville, Brisa TV e Sumicity, que sequer atingem 20% do universo de telespectadores na TV paga brasileira.

Atualmente, somente pagando é que a maioria dos assinantes consegue assistir a todos os jogos da Liga dos Campeões, que é a promessa do EI, mediante a sua plataforma da internet EI Plus, que cobra R$ 14,90 de assinatura mensal e R$ 118,80 pelo plano anual (12x de R$ 9,90).

Para quem já é assinante de TV por assinatura (que obviamente tem custo) que não carrega o canal EI Maxx e não quer pagar ainda mais para acompanhar a Champions, resta se contentar com os poucos jogos que serão transmitidos pela televisão aberta, opção também, claro, para esse público sem acesso à TV fechada. Nesta semana, a Band mostra Valencia x Monaco, quarta, às 15h45, com narração de Téo José e comentários do ex-jogador Neto.

A emissora do Morumbi exibe a Liga dos Campeões via parceria com a Globo, emissora detentora dos direitos para partidas na TV aberta, mas que geralmente só exibe a competição mais adiante, já no chamado mata-mata.


Esporte Interativo contrata jornalista da ESPN para a Liga dos Campeões
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André Rocha, jornalista especializado em análise tática da ESPN Brasil, é o novo contratado do Esporte Interativo para a cobertura da Liga dos Campeões da Europa.

André, que já colaborou com o canal em 2007 fazendo algumas partidas dos campeonatos Inglês, Alemão e Português, irá comentar jogos da Liga dos Campeões no Esporte Interativo e participar de programas da grade da emissora.

Com passagem pelo Globoesporte.com, onde assinava posts no blog “Olho Tático”, o jornalista carioca de 42 anos chegou a assinar blog com o mesmo nome na ESPN, que posteriormente passou a chamar-se apenas André Rocha. Ele não levará esse blog para o EI.

André Rocha é coautor do livro “1981 — Como um craque idolatrado, um time fantástico e uma torcida inigualável fizeram o Flamengo ganhar tantos títulos e conquistar o mundo em um só ano”, em parceria com Mauro Beting. Eles também formaram parceria em outra obra: “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos”. Mais recentemente, o novo comentarista do EI escreveu com Michel Costa o livro “É Tetra! – A conquista que ajudou a mudar o Brasil”.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo

* Imagem: Reprodução/ESPN.com.br


Que gracinha! Como Hebe Camargo ajudou a carreira de Paulo Andrade
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Narrar jogos de futebol era algo em que ele nunca havia pensado. Nem quando tinha um programa de samba em uma rádio comunitária. Muito menos quando começou a trabalhar em uma televisão no ABC. “Era um trabalho voluntário. Eu era comentarista e um dia, faltou o narrador. Fui obrigado a fazer”, lembra Paulo Andrade.

Fez e não gostou do resultado. Mas percebeu que tinha um dom. E que precisava correr atrás. “Narrar futebol é um dom. Eu tenho esse dom e fui aprimorando, percebi que era o que eu queria na vida”.

Começou a narrar incessantemente na TV voluntária. Não ganhava nada, mas conseguiu horas de áudio para gravar uma fita de dez minutos. “Como aqueles de jogadores de futebol. Só entrava o que estava bom”.

Com a fita pronta, passou a ligar. Não havia opção. Ligou para todas as possibilidades e não aceitava o pedido de enviar a fita. “Eu queria entregar em mãos. Queria que a pessoa visse nos meus olhos a minha vontade de ser narrador. Pedia cinco minutos da vida da pessoa. Fui para o Rio de ônibus para deixar minha fita com um diretor da Sportv”.

Fez algumas narrações de gol na TV Gazeta e nada. Foi então que Hebe Camargo ajudou.

Tia Célia, a madrinha, ouviu a Hebe dizer que o SBT estava montando uma equipe de esportes. Paulo ligou no dia seguinte e ninguém sabia de nada. Mandaram ligar uma semana depois. E depois, e depois. Mais uma vez. Foram oito ligações em um mês, sempre pedindo o departamento de esportes. A resposta era a mesma, com variações “não existe esse departamento, não conheço etc”.

Um dia, a telefonista disse: “um momento, vou passar”. Paulo Andrade nem acreditou. Mas foi em frente. Conseguiu a entrevista. E, dez dias, depois, a vaga.

Seria o narrador da casa, ao lado de Dirceu Maravilha. Houve ainda um teste. Chegou ao estúdio para narrar um tempo de um jogo da Holanda. Na sala, muitos executivos. Vestidos como executivos, o que assusta quem busca emprego. Paulo perguntou quem era aquela gente e soube que metade deles carregava o sobrenome Abravanel.

“Então, eu percebi que tinha três opções: saía correndo de medo, fazia uma transmissão de merda ou faria algo bom e mostraria que ali estava o narrador que eles queriam. Foi o que fiz, cresci na adversidade e consegui a vaga”.

Era 2004. Durou quatro meses, a equipe do SBT. Ficaram os elogios e a certeza de que a carreira iria deslanchar. Só faltava o convite para um novo trabalho. Convite que não veio.

Era hora de desistir do sonho. Sem emprego e prestes a casar, Paulo Andrade resolveu procurar emprego fixo, como publicitário. Chorando, comunicou a decisão à mãe, Selma.
Ela insistiu muito para que não desistisse. Por fim, conseguiu que ele continuasse na TV comunitária, uma vez por semana, sem ganhar nada, para não ficar longe da narração.

Paulo aceitou e quatro meses depois, antes de entrar no estúdio, recebeu um telefonema de um amigo. Ele disse que tinha informação que José Trajano iria ligar. E ligou. Perguntou se Paulo poderia ir terça, quarta ou quinta na ESPN conversar. A resposta foi rapidíssima. “Amanhã, estou aí”.

Trajano disse que precisava de alguém, mas que gostaria do Paulo Andrade do início do SBT e não do final do SBT. Em quatro meses, ele havia sido muito pressionado para gritar bastante nas transmissões. Grito significaria audiência, o que não se confirmou.

“Percebi que o Trajano havia estudado meu trabalho. Fiquei feliz, fiz o que ele queria e estou aqui há 11 anos”.

No ano passado, fez a transmissão mais triste da vida. Os 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil. Gritou todos os gols alemães. “Talvez houvesse um, só um, torcedor alemão vendo o jogo. Esse cara merecia meu profissionalismo. E teve”.

E vai continuar assim, seja o campeonato que for. “Outro dia, escrevi no Twitter que estava em Campina Grande para Campinense x Grêmio e os leitores começaram a me consolar, uns, e a ironizar, outros. Falavam que eu já estive no Bernabéu e agora estava em Campina Grande. Para o meu trabalho, não muda. Repito o mesmo processo sempre. Busco informação e trabalho sério”.

Desde então, acabou virando a voz do canal na Liga dos Campeões.

E o principal torneio de clubes da Europa perderá um telespectador fiel na próxima temporada. Pelo menos na fase de grupos, explica Paulo Andrade, que narrou todas as finais da competição de 2008 até 2015 (no próximo dia 6 de junho).

“Não vou conseguir ver. Estou ainda assimilando essa separação. Utilizando uma comparação de mau gosto, é como se eu tivesse perdido um parente querido e ainda não tivesse aceitado”, diz o narrador da ESPN, que perdeu os direitos de transmissão para o Esporte Interativo a partir da temporada 2015/2016.

De certa forma, a Liga dos Campeões é a cara da ESPN. E Paulo Andrade ficou marcado como a voz da Liga. Ele concorda com a análise, mas diz que não ficará preso ao passado.
“Não vou ser viúva da Liga. A vida continua e vou fazer outros eventos na ESPN”, diz.

O Inglês, por exemplo. “Eu sou um narrador e vivo de eventos. Tudo ficou claro com a direção da casa quando renovei contrato até 2018. Também apresento, mas sou essencialmente um narrador. Se eu for um narrador nota sete, sou um apresentador nota quatro”, analisa.

Seja qual for o evento, Paulo Andrade não abrirá, nunca, mão de um desafio e de uma rotina.

A rotina é o trabalho de preparação para o jogo. Ele estuda os times pelo menos três horas e faz todo um resumo de informações.

Nada é impresso. Tudo é escrito em folhas de sulfite, sem linhas, com uma letra minúscula. Depois, os temas sublinhados com caneta marca-texto.

“Se o jogo está ruim, coloco informação para o ouvinte. Todo meu trabalho tem essa mescla de narração e informação”, afirma.

O desafio é sempre dizer o nome do autor do gol antes de a bola entrar. Não tem bordão e nem precisa gritar gol. Mas o telespectador precisa saber quem fez.

Por exemplo: “Marcelo cruza, Neymaaaar. Gol do Barcelona”. Quando Paulo Andrade grita gol, Neymar já está correndo para comemorar, mas quando gritou Neymaaaar, a bola ainda não havia entrado.

“Este desafio é baseado em José Silvério, o melhor narrador de todos os tempos. Cresci ouvindo Silvério na Pan e ouço agora na Bandeirantes. Ele fala antes e eu também”, diz.
Paulo Andrade gosta também de explicar um pouco do jogo nas narrações. Fruto de seu tempo como jogador. “Joguei na base do Corinthians, da Portuguesa e de outros times. Até os 19 anos, quando parei. Fui estudar publicidade”, conta o narrador, hoje com 34 anos.

Veja Álbum de fotos


Reportagem de Luis Augusto Símon


Tem muito esporte e craques na TV pra quem não quer curtir o carnaval
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Você pode até não curtir muito a folia carnavalesca e querer ficar em casa aproveitando o feriadão, que não vai faltar o que assistir na TV durante o carnaval. Desse sábado até a quarta-feira de cinzas, os principais destaques ficam por conta do jogo das estrelas da NBA, do Paulistão e do futebol europeu, com mais uma rodada dos campeonatos nacionais e a volta da Liga dos Campeões, agora na fase de mata-mata, com as oitavas de final.

Confira abaixo o que vai passar ao vivo na TV durante o carnaval.

Campeonatos Europeus

Bayern de Munique x Hamburgo, sábado, 12h30, na ESPN Brasil

PSG x Caen, sábado, 13h, na ESPN

Crystal Palace x Liverpool, sábado, 15h20, na ESPN Brasil

Real Madrid x Deportivo La Coruña, sábado, 15h, no Sports +

Arsenal x Middlesbrough, domingo, 13h50, na ESPN

Barcelona x Levante, domingo, 14h, na ESPN Brasil

Preston x Manchester United, segunda, 17h35, na ESPN Brasil

Paulistão

Bragantino x São Paulo, sábado, 18h30, no SporTV

São Bernardo x Santos, sábado, 17h,  pay per view

Corinthians x Botafogo-SP, sábado, 17h, pay per view

São Bento x Palmeiras, sábado, 19h30, pay per view

All Star Game da NBA

Desafios de habilidade, arremessos e enterradas, sábado, 23h30, na ESPN

Jogo das estrelas da NBA: seleção do leste x seleção do oeste, domingo, 23h, na ESPN

Liga dos Campeões

PSG x Chelsea, terça, 17h45, na ESPN Brasil e no Esporte Interativo

Schalke 04 x Real Madrid, quarta, 17h45, na ESPN Brasil e na Band


PSG x Barça vira exaltação a Messi e Lucas e Galvão aposta em piadas com Michel Teló
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Em seu terceiro ano com os direitos de transmissão do torneio, a Globo deu tratamento de clássico ou decisão para a partida entre Paris St-Germain e Barcelona, pelo jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões.

Com uma bela chamada nos últimos dias durante sua programação, a emissora convocou o narrador Galvão Bueno, dois comentaristas (Caio e Belletti) e mais uma celebridade, o cantor Michel Teló.

Como não poderia faltar, tivemos muitas das pérolas do Galvão. Chamou o uniforme do time espanhol de “modernoso”, deu um acento para o nome de Ibrahimovic (virou Ibráhimovic) e, em vários momentos, insistiu em fazer piada com o nome de Michel Teló e o meia Tello, do Barcelona.


“Vou te dizer que se tivesse entrado antes em campo, eu mesmo não tinha perdido o gol, viu Galvão?”, disse o cantor sertanejo, entrando na onda do narrador.

(Crédito da imagem: Reprodução/Facebook)

O primeiro tempo foi uma verdadeira exaltação a dois jogadores: o brasileiro Lucas, pelo lado do PSG, e o argentino Lionel Messi, do Barcelona. Cada vez que eles pegavam na bola, ganhavam uma saraivada de elogios de todos os presentes.

“Estou gostando mesmo é de ver o Lucas. Pega na bola e parte para cima, sem medo”, disse Michel Teló, seguido por Galvão Bueno. “Falar que o Messi está apagado é quase uma provocação. Com uma bola, ele pega e decide.” Foi ele dizer isso que o argentino abriu o placar.

Com a saída de Messi – machucado – no intervalo e Lucas caindo de produção em campo, o segundo tempo mudou de tom. Quase, porque a ausência do argentino foi muito comentada. Galvão mudava apenas quando tinha de falar sobre o acidente de ônibus no Rio de Janeiro, que matou sete pessoas.


Globo esquece Lucas na chamada para PSG e Barça e irrita empresário
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Crédito: Reprodução/TV Globo

O jogo entre PSG e Barcelona no primeiro duelo entre as equipes pelas quartas de final da Liga dos Campeões é transmitido pela Rede Globo, que fez uma chamada especial para o aguardado clássico europeu, mas não citou o brasileiro Lucas, o que irritou seu empresário Wagner Ribeiro.

A chamada mostrou três craques de cada time, Messi, Daniel Alves e Iniesta pelo lado catalão, e Beckham, Ibrahimovic e Thiago Silva representando os franceses. Lucas esteve fora dos últimos jogos do PSG, devido a uma lesão, mas foi escalado como titular no duelo desta terça-feira.

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Lucas

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Âncora da BBC ri de eliminação do United
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Crédito da imagem: Reprodução

O âncora Clive Myrie, da BBC, causou polêmica na Inglaterra na última terça. Torcedor do Manchester City, ele riu ao anunciar como um dos destaques da noite a eliminação do rival Manchester United para o Real Madrid na Liga dos Campeões da Europa.

“Há muitas pessoas bravas na cidade de Manchester após o resultado do jogo. Mas também há muita gente feliz, devo dizer”, disse Myrie, antes de rir, ironicamente.

Confira a cena:

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Galvão corneta careca de apresentador e faz trocadilho na final da Liga dos Campeões
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Ricardo Zanei, em São Paulo


Foto: Reprodução de TV

Foi, mais uma vez, um show de frases de efeito. Galvão Bueno roubou a cena na transmissão da Globo da vitória do Chelsea sobre o Bayern de Munique na final da Liga dos Campeões. O narrador usou a careca de Alex Escobar para elogiar o apresentador e aproveitou um termo do vôlei para fazer um trocadilho com o nome de Petr Cech, goleiro do Chelsea.

Leia também: >> Retranca funciona, Chelsea vence Bayern nos pênaltis e pela 1ª vez é campeão europeu

“O que ele tem de talento e de tamanho, não tem de cabelo”, disse Galvão, que vem perdendo seus cabelos ao longo dos anos, mas isso não o impediu de tirar um sarro com a careca de Alex Escobar, apresentador do “Central da final da Liga dos Campeões”.

Para a decisão da Liga, a Globo montou um esquema de Copa do Mundo. Galvão e os repórteres Pedro Bassan e Tino Marcos falaram direto da Alemanha. No Brasil, além de Escobar, a transmissão contou com os comentaristas Arnaldo Cézar Coelho, Caio Ribeiro e Casagrande. Mas, mesmo com tanta gente para opinar e analisar, o show foi de Galvão.

Um dos pontos altos aconteceu no segundo tempo, quando o narrador usou o sobrenome do goleiro do Chelsea, Cech, para fazer um trocadilho com uma jogada de vôlei, a “bola de xeque”. Nas quadras, o lance acontece quando a defesa falha e passa a bola de graça, deixando um atacante rival livre para definir o ponto na rede.

Aos 30min, Ribéry avançou rente à linha de fundo e cruzou. A bola foi desviada e Cech se esticou todo para mandar para escanteio. Foi a deixa para Galvão. “Como um jogador de vôlei, o Cech subiu… Como naquela ‘bola de xeque’ no voleibol, ele subiu e mandou pela linha de fundo. Foi uma bola de “Xeque”, que é o nome dele. Não é bem “Xeque”, é Cech, a gente forçou um pouco a barra, mas valeu.”

A cada jogo, Galvão vem mostrando que não é apenas um narrador. Ele é comentarista, dá palpite, filosofa, seca aqui e ali. Suas transmissões acabam se transformando em um show de frases de efeito, ora pertinentes, ora sem nexo. A final da Liga repetiu o roteiro das transmissões “galvanianas”. Veja, abaixo, algumas frases divertidas do narrador na decisão:


Comentaristas usam retranca e até sorte para desvendar queda do Barça “melhor do mundo”
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Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Retranca, marcação, vontade, superação, tática e até sorte. Esses foram alguns dos fatores que levaram o Chelsea a eliminar o Barcelona e avançar para a final da Liga dos Campeões. É essa a análise dos comentaristas da TV brasileira, que repercutiram nesta quarta-feira o empate que deu a vaga para o time inglês. Mas, mesmo com o tropeço, a equipe espanhola continuou a ser apontada como a melhor do mundo.

Veja, abaixo, as opiniões dos especialistas:

Vitor Birner
Comentarista do UOL e do Cartão Verde

O Barcelona é de longe o melhor time do mundo, não tem o que discutir. Mas futebol também é superação é você, assim como o Chelsea, saber se defender, se superar e vencer um time superior

 

Gustavo Hofman
Comentarista da ESPN
O Barcelona, para mim, segue sendo o melhor time do mundo, o que joga o futebol mais vistoso, mais bonito. O Chelsea só tinha essa opção para jogar contra o Barcelona, se defendendo muito. O Chelsea não é time de jogar na retranca assim, é time que joga no ataque, mas contra o Barcelona teve que se defender. O Chelsea mostrou que há várias maneiras de se jogar futebol. O Barcelona não estava em um dia feliz, não estava em uma de suas melhores noites, o Messi não fez seu melhor jogo, se escondeu um pouco, mas jogou bem.

 

Chico Lang
Comentarista da TV Gazeta

O Chelsea já fez o que tinha que fazer, tirar esses espanhois chatos, metidos, arrogantes. Sabe quem é o pior deles? Um argentino! Então, sabe, vai tomar banho!

 

Osmar de Oliveira
Comentarista da Bandeirantes
O time do Barcelona não é imbatível. A prova disso é o que aconteceu na Inglaterra. Mas não dá pra falar do Guardiola, que escala o Tello, o Cuenca. Gente, vocês não moram na Espanha, não assistem a nenhum treino do Barcelona, e vão falar do Guardiola? O Barcelona ainda é um grande time, o melhor do mundo. Mas também não dá pra falar que é o melhor time de todos os tempos, porque não é.

 

André Rizek
Comentarista do SporTV

Para bater o Barcelona, você tem que contar com a sorte também. E isso só acontece no futebol. Fosse o Barcelona um time de basquete, que joga melhor que o seu adversário em dois jogos, seria impossível o Chelsea eliminar o Barça. É impossível um tenista que jogue melhor do que outro perder para o seu adversário.

 

Celso Cardoso
Comentarista da TV Gazeta
O Barça foi melhor nos dois jogos, mas o Chelsea foi muito bem na retranca. Infelizmente não deu para o Barça, mas eu continuo achando o Barcelona o melhor time do mundo. É normal ser eliminado nos mata-matas assim, não quer dizer que o trabalho do Guardiola seja um lixo. Eu continuo sendo muito fã do Barcelona.

 

Paulo Calçade
Comentarista da ESPN

O Chelsea não joga assim todo o dia, ele jogou assim hoje. O Chelsea ganhou o jogo no contra-ataque. Conta o Barcelona, todo mundo faz isso, porque reconhece o estilo de jogar do Barcelona. O tiem do Barcelona estava nervoso, errou muitos passes. Não vejo nada de mais no jogo do Chelsea, não foi melhor em campo. Mas jogou dentro da sua proposta e ganhou, méritos para o Chelsea.

 

Carlos Eduardo Éboli
Comentarista da CBN e do SporTV
O Barcelona não é imbatível. Derrotas e tropeços são absolutamente normais, mas geram um espanto porque é o Barcelona. E isso apenas engrandece ainda mais o Barcelona. Não há motivo nenhum para fazer terra arrasada, crise no Barcelona, fora Guardiola. O futebol não pode ser tão descartável assim. E não venceu também o anti-futebol; venceu o futebol mais eficiente, que jogou da maneira que tinha que jogar, para derrotar um estilo tão difícil quanto o do Barcelona.

 

Denilson
Comentarista da Bandeirantes

O Chelsea escolheu o caminho certo para vencer, apesar de eu achar um futebol feio, uma tática feia, mas deu certo. O jogo foi totalmente do Barcelona, que criou as chances que tinha que criar, mas, ironicamente, não conseguiu nos pés do Messi, que perdeu o pênalti. Eu ouvi que o Barcelona perdeu o encanto. Pra mim, continua sendo o melhor time do mundo.

 

Mauro Cezar Pereira
Comentarista da ESPN
O Barcelona é sensacional, maravilhoso, um dos melhores time da história do futebol, mas a gente tem que aproveitar o que o futebol nos ensina, o futebol é imprevisível. Ninguém acreditava no Chelsea, porque o Barcelona é melhor e porque o Chelsea vinha muito mal e jogou com a defesa remendada, mas teve méritos de ter se defendido bem e, realmente, hoje não era um grande dia do Barcelona.

 

Dácio Campos
Comentarista do SporTV

Essa derrota do Barcelona faz com que retornássemos um pouco no tempo, para a derrota do Santos contra o Barcelona. Tudo bem, o Barcelona é o Roger Federer, mas o Santos só faltou pedir autógrafo pro Barcelona naquele jogo. Metade foi crédito do Barcelona, metade foi na conta do Santos, que entrou derrotado na partida. Que o Barcelona é superior, tudo bem, mas o Santos é uma ótima equipe, com grandes jogadores. Poderia ter sido diferente, e a prova é o Chelsea.


Galvão corneta Mano, Casagrande seca Messi, e Tiago Leifert vira casaca na Liga
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Ricardo Zanei, em São Paulo


Foto: Felice Calabro/AP

Galvão Bueno cornetou o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, quando Ramires marcou o primeiro gol do Chelsea durante a transmissão da Globo da partida contra o Barcelona, pela segunda semifinal da Liga dos Campeões. O narrador ainda criou um novo jogador para o time inglês, “Da Mata”, enquanto Casagrande “secou” o argentino Messi, que até perdeu pênalti que poderia ter dado a classificação à equipe espanhola.

Leia também: >> Chelsea elimina o Barça com golaço de Ramires e pênalti perdido de Messi

Nos instantes finais do primeiro tempo, Ramires encobriu o goleiro e fez o primeiro gol do Chelsea na Espanha. O lance serviu como estopim para que Galvão desse uma espécie de “dica” para Mano e suas próximas convocações. “Rrrrrramires! Olha o Ramires aí, Mano Menezes”, disse o narrador. “Que golaço do Ramires. Ô Mano!”.

No “Central da Champions League”, a versão desta terça do “Show do Intervalo”, Tiago Leifert perguntou a Casagrande porque Ramires não vem sendo chamado para a seleção. “Talvez não chamem ele por não estar prestando atenção no trabalho que ele faz, caindo pela esquerda e pela direita”, alfinetou o comentarista.

Galvão voltou a exaltar o futebol de Ramires no segundo tempo, mais uma vez, dando uma dica para o técnico da seleção: “Ô, Mano, olha ele aí!”. “Essa brincadeira que estou fazendo com o Mano é por causa de uma entrevista que ele deu falando sobre a seleção.”

Secando Messi
Para Casagrande, Messi sentiu a pressão desde o começo da partida, quando perdeu duas chances de abrir o placar. “Ele está chegando frente a frente com o goleiro, mas não consegue marcar. Está sentindo muito mais a dificuldade nos últimos jogos do que a equipe do Barcelona”, disse. Galvão perguntou: “Ele está sentindo a pressão?”. O comentarista não ficou em cima do muro. “Acho que sim.”

Dito e feito: no início da segunda etapa, o argentino desperdiçou uma cobrança de pênalti, e o assunto “pressão” voltou à tona. “Quando o jogador bate dessa forma, no alto, é que ele não está seguro. Ele se assustou com a presença do goleiro. O Cech estava na bola: se a bola vai mais para baixo, ele faria a defesa. O Messi é o melhor jogador do mundo, mas não está numa fase tranquila.”

Nome errado
Juan Mata veste a camisa 10 do Chelsea, mas, em todo o primeiro tempo, foi chamado de “Da Mata” por Galvão. “O ‘Da Mata’ está completamente fora de sua característica, que é de armação”, disse o narrador, que repetiu o nome errado sempre que citou o meia.

A falha contaminou também Casagrande. “O ‘Da Mata’ está fazendo uma dobradinha na marcação”, afirmou o comentarista. Galvão ainda tentou justificar o uso de ‘Da Mata’, mas errou mais uma vez o nome do meia. “Ele chama Juan da Mata [na verdade, o nome completo é Juan Manuel Mata García]. Mas é o Mata, vamos lá.”

“Camp Nounazo”
A derrota do Brasil para o Uruguai, na final da Copa de 1950, ficou conhecida como “Maracanazo”. Galvão criou um novo termo para definir a queda do Barcelona diante do Chelsea. “Foi um ‘Camp Nounazo'”, disse o narrador. E fim de jogo.