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Arquivo : Junior

Galvão brinca sobre passagem de Júnior como técnico do Corinthians por dez dias: “recorde mundial”
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Crédito: Reprodução/Sportv

A polêmica passagem do atual comentarista do SporTV, Junior, como técnico do Corinthians em 2003 foi alvo de brincadeira de Galvão Bueno durante o programa Bem, Amigos. O apresentador brincou sobre o curto período que o ex-treinador comandou o time do Parque São Jorge: dez dias.

“No dia em que o Júnior bateu o recorde mundial de permanência como técnico de um clube de futebol”, soltou Galvão, que arrancou risadas de todos os presentes no programa, inclusive Junior, ainda que de forma acanhada.

Júnior ficou por apenas dez dias no cargo de treinador do Corinthians. Ele pediu demissão após a derrota por 3 a 0 no clássico contra o São Paulo, com direito a gol de calcanhar de Fábio Simplício.

Júnior comandou o Corinthians por dois jogos – o time havia perdido para o São Caetano também por 3 a 0.


ESPN Brasil relembra derrota na Copa de 1982 em “Barcelona, 5 de julho – 30 anos depois”
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No dia 5 de julho de 1982, o Brasil sofreu uma das derrotas mais doloridas de sua história. O time comandado por Telê Santana e com craques como Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Júnior perdeu para a Itália e foi eliminado da Copa do Mundo.


Paolo Rossi, carrasco do Brasil, domina a bola à frent de Júnior – Foto: Arquivo/Folhapress

O episódio, que encerrou a trajetória de uma das equipes que mais encantou os torcedores pelo planeta, ficou conhecido como “A Tragédia do Sarriá”, em alusão ao nome do estádio que serviu de palco para a derrota.

Para relembrar aquela seleção, a ESPN Brasil transmite nesta quinta-feira, a partir das 16h, o especial “Barcelona, 5 de julho – 30 anos depois”. O programa conta com depoimentos dos jornalistas Juca Kfouri, Antero Greco, João Máximo, Márcio Guedes e reportagem de José Renato Ambrosio.

Serviço
“Barcelona, 5 de julho – 30 anos depois”
Onde:
ESPN Brasil
Quando: quinta-feira (04/07), às 16h, com reprise na quinta (05/07), à 1h30

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Classificação do Corinthians tem sumiço de narração e “cotovelada” de Arnaldo em Cléber
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O Corinthians empatou com o Santos e se classificou pela primeira vez para a final da Libertadores. Na transmissão da Globo, alguns eventos também aconteceram de forma inédita. O som de Cléber Machado desapareceu, e o “Show do Intervalo” realmente trocou o esporte pelo entretenimento, com direito a tossida no ar e canja de ator de Arnaldo Cézar Coelho, com encenação de cotovelada no narrador e criação de candidatos a bordões.

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Se, no jogo de ida, a emissora foi chamada de “corintiana” no Twitter, a preferência parecia ter mudado de lado mesmo antes de a bola rolar: a novela “Avenida Brasil” terminou com “Eu quero tchu, eu quero tcha”, da dupla sertaneja João Lucas e Marcelo, música que tem Neymar no clipe e na letra.

“É hora de acompanhar uma noite que está sendo chamada de uma noite para fazer história”, disse Cléber, em tom filosófico, na abertura da transmissão. “Vale a pena ser testemunha de uma página da história que vai ser escrita. E o coração? Tá batendo forte, tá batendo acelerado?”, perguntou o narrador.

O coração de quem trabalha na Globo deve ter disparado por volta dos 12min do primeiro tempo, quando o áudio de Cléber desapareceu por cerca de 40 segundos. A “narração” ficou a cargo dos gritos da torcida corintiana. “Tivemos um problema com o áudio aqui no Pacaembu, mas já está tudo Ok”, disse. Na verdade, mais ou menos: instantes depois, o problema se repetiu com o repórter Abel Neto. “Globo”, claro, virou um dos TTs (“Trending Topics”, frases mais publicadas) mundiais no Twitter.

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Show de humor no “Show do Intervalo”
Foi no “Show do Intervalo” que veio o momento de maior diversão para os telespectadores. O primeiro bloco foi esportivo, com os melhores momentos de Coritiba x São Paulo, pela Copa do Brasil. O segundo foi, sem querer, dedicado à comédia, começando, inclusive, com uma bela tossida antes de Cléber anunciar os principais lances da primeira etapa no Pacaembu.

Mas foi na discussão da polêmica – foi ou não cotovelada de Alan Kardec em Ralf no início do lance do gol santista? – que a transmissão chegou ao ápice. Arnaldo, que já havia dito que o atacante não teve intenção de acertar o rival, resolveu encenar como seria uma cotovelada “de verdade”. “Você não vai me usar como exemplo para a cotovelada, né, Arnaldo?”, perguntou Cléber. Claro que foi isso que o comentarista fez.

“Se fosse uma cotovelada, seria assim”, mostrou Arnaldo, fazendo o teatrinho e dando a cotovelada de mentirinha. O comentarista emendou uma frase que pode entrar para o seu rol de bordões. “Futebol é contato físico. Não quer contato físico? Vai para o vôlei, que o adversário fica do outro lado da quadra”, completou. Regra clara para Arnaldo.

Depois de um silêncio – ou seria pausa dramática? -, veio outro candidato a bordão: “Obrigado, Arnaldo, satisfação”. Bastou isso para que os termos “Arnaldo” e “Cléber Machado” chegassem, em instantes, aos TTs dos internautas de todo o mundo.

Fim de jogo, e o sonho corintiano de conquistar o título inédito da Libertadores continua vivo. “A final da Libertadores é realidade”, disse Cléber. Para o torcedor, é contagem regressiva e, por falar em bordão, faltam só mais dois “bola em jogo pra você ligado na Globo”.

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo


Hit no Twitter, Cléber Machado é tachado como corintiano, e “Cás-sio” vira o novo “Fe-li-pe”
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Dizem por aí que Cléber Machado tem uma quedinha pelo Santos. Mas, na vitória por 1 a 0 do Corinthians no primeiro jogo da semifinal da Libertadores, não foi bem isso o que disseram por aí. No Twitter, o narrador da Globo foi tachado como torcedor corintiano. Os elogios ao time de Tite e, principalmente, ao goleiro Cássio, foram os principais motivos da “acusação”, sendo que o arqueiro alvinegro ganhou até o status de novo “Fe-li-pe” pela narração.

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Durante a partida, as expressões “Cleber Machado” e “Esse Cassio” figuraram entre os TTs (“Trending Topics”, frases mais publicadas no microblog) dos internautas brasileiros. “Esse Cassio”, inclusive, apareceu na lista de assuntos mais comentados em todo o mundo.

A maneira como o Corinthians se portou em campo rendeu uma série de elogios de Cléber e do trio de comentaristas, formado por Caio Ribeiro, Júnior e Arnaldo Cézar Coelho. No Twitter, a transmissão da Globo foi tratada como “corintiana”, tendo o narrador como o principal alvo das críticas:

“Cás-sio”, o novo “Fe-li-pe”
“O Cássio faz hoje o quinto jogo e não levou gol ainda. Já tomou gol pelo Corinthians, mas, na Libertadores, ainda não foi vazado”, disse Cléber, em um dos elogios que fez ao goleiro, exaltado pela facilidade com que sai do gol e pela segurança que passa aos zagueiros.

Na segunda etapa, Cléber voltou a encher a bola de Cássio em chute de Durval e cabeçada de Borges. O ápice foi em uma finalização de Juan, aos 35min. “Sen-sa-ci-o-nal, Cás-sio! Um espetáculo de defesa!”, afirmou, lembrando a época em que o goleiro corintiano era Felipe, hoje no Flamengo. Ou melhor, “Fe-li-pe”, como o narrador gosta de falar, sílaba a sílaba.

“Você ia cumprimentar o cara que fizesse essa defesa?”, perguntou Cléber para Júnior. “Com certeza, ia dividir o bicho se ganhasse”, respondeu o comentarista. “Que defesa sensacional”, repetiu o narrador.

Durante o apagão na Vila Belmiro, enquanto a Globo repetia alguns dos principais lances da partida, o tema “Cássio” voltou a tomar conta da transmissão. “E o segundo tempo foi de Cássio, como a gente viu nas imagens, Júnior?”, indagou. “Pelo menos nas duas defesas”, disse o ex-jogador do Flamengo e da seleção.

Claro que os elogios ao arqueiro corintiano também repercutiram no microblog:

Como disse Cléber, o duelo na Vila Belmiro “foi só o primeiro tempo. Hoje a festa foi corintiana. Quarta-feira que vem, no Pacaembu, tem mais Santos e Corinthians, Corinthians e Santos”. Será que no segundo jogo o narrador vai virar santista no Twitter?

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo


Galvão esquece a palavra Olimpíadas, exalta telão e fala sobre “ressaca” de Ronaldinho
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A seleção brasileira realiza uma série de amistosos preparatórios para as Olimpíadas, de 27 de julho a 12 de agosto, em Londres. Mas, quem acompanha os jogos na voz de Galvão Bueno não ouviu nenhuma vez o nome da competição – ou suas variáveis. O motivo: os direitos de transmissão para a TV aberta pertencem à Record. Assim, o evento passou batido na narração global da derrota por 2 a 0 do Brasil para o México, neste domingo, mas não a entrevista de Ronaldinho Gaúcho para o Fantástico e o tema “ressaca”.

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Em várias oportunidades, Galvão fez propaganda da entrevista exclusiva do ex-jogador do Flamengo para Tadeu Schmidt na noite deste domingo. Em quase todas elas, o narrador citou que o jogador ia explicar a saída do clube da Gávea e também os boatos de que teria chegado para treinar várias vezes de “ressaca”.

Nada de Olimpíadas
Na goleada sobre os EUA, Galvão disse, algumas vezes, que esse era o time que Mano Menezes preparava para a disputa da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, no ano seguinte, ambas no Brasil. Mas, contra o México, nenhum dos torneios foi lembrado, muito menos as Olimpíadas.

Os comentaritas também se calaram sobre o tema, e olha que a Globo usou todo o seu arsenal na partida. Do Brasil, Caio Ribeiro, Casagrande e Junior, além de Arnaldo Cézar Coelho, além do apresentador do Central da Copa, Alex Escobar, não citaram, em nenhuma oportunidade, o evento londrino.


Foto: Bruno Thadeu/UOL

Se o futebol do time comandado por Mano não encantou, sobrou espaço para Galvão encher a transmissão de elogios ao telão do Dallas Stadium. O narrador citou o estádio, que custou US$ 1,1 bilhão, como o mais impressionante que ele viu em sua carreira, mas foi o supertelão e seu custo de US$ 80 milhões que mais chamou a atenção da voz global.

“É um show à parte. O torcedor às vezes fica em dúvida em olhar para o campo ou para o telão. É absolutamente fantástico”, disse Galvão. E tome mais adjetivos. “O telão é quase do tamanho do campo, gente. Eu nunca vi o campo tão perto de mim” ou “realmente impressionante isso aqui, uma joia do esporte mundial”. Quer mais? “60 metros de comprimento e 25 de altura, é brincadeira?”.

A única menção a algum evento além do amistoso veio justamente graças ao supertelão e ao estádio americano. “Se tivéssemos pelo menos 50% disso para a Copa do Mundo, seria especial”, disse Galvão. E foi só.

A volta de Falcão?
A principal gafe do dia coube também ao narrador. Ao fim do primeiro tempo, ao falar sobre o Central da Copa, a versão “Show do Intervalo” para os jogos da seleção, ele quase recontratou o ex-comentarista Paulo Roberto Falcão. “Daqui a pouco tem o Central da Copa, com o Caio, o Casagrande, o Junior, o Falcã… Ia falando do Paulo Roberto Falcão, hoje técnico do Bahia, que foi nosso companheiro por tantos anos.”

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo

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Galvão troca críticas por carinho, elogia Oscar e diz que “gosta demais” da nova cara da seleção
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“Eu, particularmente, confesso, estou gostando demais”. Ou ainda: “É bonito o futebol brasileiro. Olha, a molecada chega fácil e chega legal”. As frases resumem a mudança de postura de Galvão Bueno em relação à seleção brasileira. O narrador já adotou um tom mais crítico, às vezes até ríspido, contra Mano Menezes. Mas, na transmissão da Globo da vitória por 4 a 1 sobre os EUA, ele trocou as alfinetadas pelo carinho, encheu a bola do meia Oscar – será que encontramos o novo camisa 10? – e elogiou a “nova cara” da equipe que se prepara para as Olimpíadas de Londres.

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Na vitória sobre a Bósnia-Herzegóvina, em fevereiro, na estreia do Brasil no ano, Galvão foi categórico ao dizer que, “depois de mais de um ano e meio de trabalho com Mano Menezes, começa a aumentar a pressão pela definição de um time”.


Foto: Reprodução de TV/Globo

O ano foi passando, e as coisas começaram a mudar. Contra a Dinamarca, no último domingo, Cléber Machado e Casagrande já haviam elogiado o desempenho dos comandados de Mano. Galvão encontrou o mesmo tom diante dos EUA. “Tomara que esteja saindo dessa cara nova a base para a Copa das Confederações no ano que vem e para a Copa do Mundo em 2014″, afirmou. “É o futebol brasileiro de cara nova, uma cara bem jovem.”

A voz de Galvão começou a falhar no decorrer do segundo tempo, e o narrador terminou completamente rouco. Mesmo assim, deu tempo para mais elogios ao time após a goleada. “Um ótimo resultado para a seleção brasileira, uma grande apresentação, com alguns jogadores surgindo e, o mais importante, ganhando espaço”, disse. “3 a 1 sobre a Dinamarca, 4 a 1 sobre o Méximo. Vamos combinar uma coisa? Que venha o México”, completou, anunciando o jogo deste domingo, a partir das 16h (de Brasília).

Oscar, o queridinho
Contra a Bósnia, sobraram críticas para Ronaldinho Gaúcho e Mano, pelas ausências de Kaká e Robinho. Diante dos EUA, Galvão encontrou um novo queridinho: Oscar. Um dos melhores em campo, o meia ganhou uma série de elogios do narrador. “O Oscar está encantando todo mundo. Magrelinho, franzino, mas joga futebol de gente grande”, disse. Passe de calcanhar para o lateral Marcelo, e o jogador do Inter foi mais uma vez aprovado. “Que toque bonito… Esse menino Oscar é bom demais.”

No Central da Copa, a versão “Show do Intervalo” para os jogos da seleção, Alex Escobar perguntou se o Brasil encontrou o novo camisa 10. “Não sei se achamos o camisa 10, essa camisa é meio complicada, né? Foi de Pelé, Rivellino, Zico… É complicado. Mas achamos um jogador moderno, que pode funcionar muito bem na seleção”, disse Galvão.

Casagrande, destacando a movimentação pelos dois lados do campo, e Junior, exaltando a “inteligência tática”, engrossaram o coro de elogios a Oscar. “Não sei se encontramos o novo camisa 10, mas encontramos um grande jogador para a seleção brasileira”, repetiu Casão.

Na segunda etapa, mais elogios. A cada toque na bola, Oscar ganhava um adjetivo. “Ele fez aquela jogada aqui na direita, agora já está ali na esquerda. É impressionante como ele se movimenta em campo”, disse Galvão.

Gafe número 1
A primeira gafe surgiu nos instantes iniciais da transmissão. Com o Hino Nacional ao fundo, Galvão falou rapidinho. “Vamos ouvir o restante do Hino Nacional”, disse. As legendas, na tela, não estava sincronizadas com o som ambiente e foram retiradas rapidamente. Estranho também foi ver, quando o hino dos EUA era cantado, legendas em português, em uma espécie de tradução simultânea meio sem sentido.

Gafe número 2
O sol fez com que Galvão cometesse o ato falho de falar “boa tarde aí pra vocês, Casão e Junior”, mesmo com o jogo começando às 21h07 (horário de Brasília). Em seguida, ele se corrigiu: “Isso de boa tarde, boa noite, sempre me confundiu na minha vida. Aliás, é boa noite para todo mundo, mesmo com o sol, já passou das 20h aqui.”

Foi pênalti, Arnaldo?
O lance do pênalti rendeu opiniões diferentes de Galvão, que achou que foi, e Arnaldo Cézar Coelho. “Que pegou no braço, pegou, Arnaldo. Foi pênalti ou não?”, indagou. “Não foi não, Galvão. Típica bola na mão. Ele deu o pênalti mais no grito do Damião”, afirmou o comentarista. Novo replay, e nova pergunta do narrador. “Por outro ângulo… Você refaz a sua opinião por essa câmera?”. “Não, é bola na mão, Galvão”. Neymar, “o camisa 11 aos 11min”, como disse Galvão, bateu e abriu o placar.

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo

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Junior estreia na Libertadores em SP, canta bola do jogo e “culpa” D. Souza por queda vascaína
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Ricardo Zanei, em São Paulo


Foto: Andre Penner/AP Photo

Subiu a plaquinha, e rolou substituição no time da Globo na Libertadores. Saiu Caio Ribeiro, entrou Junior. Trocar um atacante por um volante – ou seria um lateral? – não se mostrou uma alteração defensiva. O ídolo do Flamengo estreou no torneio (pelo menos para quem acompanha a competição em São Paulo) na ofensiva: cantou a bola do jogo e citou o gol perdido por Diego Souza como determinante para o resultado. A vitória corintiana por 1 a 0 eliminou o Vasco e colocou o time paulista na semifinal.

Não houve um enfrentamento entre Rio e São Paulo na transmissão global, nem puxação de sardinha para um dos lados. Junior apareceu mais vezes durante o jogo, mas com frases curtas. Casagrande ficou meio escondido, mas, quando falou, falou bastante. Arnaldo César Coelho completou o trio de comentaristas, dessa vez, sem polêmica: se, no primeiro jogo, um impedimento vascaíno foi o assunto da semana, dessa vez, o ex-árbitro só teve trabalho no fim, quando decretou que o lance que originou o gol do Corinthians foi legal.

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A bola de cristal
Os dois times fechados no primeiro tempo influenciaram os comentários, que tenderam para a neutralidade. Ninguém se arriscava em campo, e o comportamento se refletia fora dele. Junior afirmou algo um tanto óbvio, mas que se mostrou premonitório: “Acho que quem tomar um gol vai ter dificulade de reverter.”

“No segundo tempo, alguém vai ter que se soltar, e eu acho que será o Corinthians”, disse Junior. Com o fim do jogo se aproximando, ele voltou a “pressionar” o time alvinegro. “Acho que o Corinthians sofre um pouco mais essa pressão pela torcida, pelo fato de jogar em casa.”

Instantes antes do gol salvador de Paulinho, Junior tirou a bola de cristal do bolso. “Se tiver qualquer vacilo, o castigo é grande”, afirmou, pouco antes de o volante marcar de cabeça. “O jogo estava se apresentando dessa forma. Talvez a única bola que o Vasco tenha perdido no jogo aéreo em toda a partida foi a bola do Paulinho.”

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O vilão
Ao fim da partida, o gol perdido por Diego Souza foi lembrado, e o ex-flamenguista mais uma vez falou sobre como um jogo pode ser definido em um único lance. “A bola do Diego era a bola do jogo. Foi um descuido da defesa do Corinthians que proporcionou a chance para o Vasco, assim como um descuido da defesa do Vasco proporcionou a chance para o Corinthians”. Casagrande concordou. “O jogo foi muito igual. Estava truncado e foi decidido em um detalhe. O Corinthians falhou, e o Diego Souza não conseguiu fazer o gol. O Vasco falhou na bola aérea, e o Corinthians fez o gol.”

Apito afiado
Enquanto os corintianos faziam festa no Pacaembu, os jogadores do Vasco reclamavam da jogada que originou o escanteio do qual saiu o gol de Paulinho. Os vascaínos achavam que o árbitro Leandro Vuaden não deveria ter permitido a cobrança rápida de uma falta. Foi a vez de Arnaldo entrar em ação. “Ele está certo em deixar a falta ser batida, a determinação é essa. O Vasco não tem que pedir para fazer a barreira. O Corinthians bateu rápido, o lance foi normal”. Fim de jogo. Dessa vez, sem polêmica.

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Caio Ribeiro deixa lado “comportado” da TV de lado e corneta Mano e seleção via Twitter
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A TV Globo contou com três comentaristas na transmissão de Brasil x Bósnia-Herzegóvina, nesta terça-feira, na Suíça, mas um quarto elemento foi responsável pelas opiniões mais contundentes sobre a partida. Enquanto Casagrande, Junior e Arnaldo Cezar Coelho trabalharam no jogo, sob a batuta de Galvão Bueno, Caio Ribeiro usou o Twitter para cornetar Mano Menezes e dar seus pitacos sobre o que deveria ser alterado na seleção.

Caio, que normalmente é comedido e sóbrio nos comentários da TV, fugiu do padrão na rede social e foi contundente nas críticas a Ronaldinho Gaúcho. Se, na transmissão, o trio concentrou sua análise em jogadores que poderiam estar no grupo, como Robinho e Kaká, Caio  elegeu justamente o treinador como o primeiro alvo de sua metralhadora giratória, especialmente pela demora em fazer alterações na equipe:

Durante a transmissão, Galvão e cia concordaram que Julio Cesar errou no gol e que Ronaldinho Gaúcho esteve apagado em campo, mas não foram mais incisivos nas críticas. Para Caio, a era dos dois na seleção pode ter chegado ao fim.

“Falha do Julio Cesar”, disse, ao comentar o gol da Bósnia. Sobre o meia-atacante do Flamengo, “que nao pegou na bola” no primeiro tempo, Caio achou que Mano o manteve em campo por muito tempo. “Sai Ronaldinho Gaucho e entra Ganso. Boa substituiçao, que poderia ter sido feita ja no intervalo!”.

Na defesa, Caio “bateu e assoprou” em seu alvo, David Luiz, foi elogiado e criticado pelo comentarista. Sobrou de novo para Mano, já que o ex-jogador pediu a entrada do vascaíno Dedé na zaga. “Outra coisa, gosto do Davi Luis. É bom jogador, mas confia d+ em si mesmo e acaba exagerando, como no gol da Bosnia. \Da uma chance pro Dedé!”.

Para o meio-campo, mesmo com os elogios a Elias, o preferido de Caio para a marcação é Arouca, do Santos. Já Ganso é o escolhido para ajudar Neymar no ataque. “A entrada do Ganso deu outra dinamica pro meio-de-campo. Melhorou a armação e fez com que o Neymar não precise voltar pra armar o jogo…”.

Mas, no fim, depois de tantas críticas, o Caio crítico deixou de ser crítico, voltou a ser o Caio otimista de sempre e amenizou. E assim vai o Brasil, rumo a 2014.

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Gol perdido por Deivid, do Flamengo, ganha até vinheta em transmissão da Globo: “Inacreditável”
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Por Ricardo Zanei


Foto: André Portugal/VIPCOMM

Fazia tempo que um lance não levava os narradores ao delírio extremo como o protagonizado por Deivid. O atacante perdeu um gol feito na derrota do Flamengo para o Vasco, na noite desta quarta-feira, e ganhou até vinheta da Globo durante a transmissão. “Inacreditável”.

“Olha o Leo Moura fazendo a infiltração, Ronaldinho tentou o toque, Leo Moura ganhou, botou na frente o Leonardo Moura. Olha o Deivid, cruzou pro Deivid… [silêncio] Eu vou encher o peito pra dizer: é o maior inacreditável dos últimos tempos. I-na-cre-di-tá-vel”, disparou Luis Roberto, durante a narração na Globo.

No replay da jogada, o narrador não se conteve novamente. “Eu não vou buscar justificativa. Vamos ver. Olha lá, olha lá, vai Deivid”, afirmou, antes de entrar no ar uma vinheta, na voz do lendário Leo Batista: “Inacreditável Futebol Clube”.

O “Show do Intervalo” teve o lance como destaque e chegou a mostrar os jogadores do Flamengo já celebrando o gol no banco de reservas. Nos 15min de descanso de Bragantino x São Paulo, Cléber Machado foi sincero ao soltar um “Deivid do céu” assim que viu a jogada.

Curiosa, também, foi a maneira como o repórter Eric Faria, da Globo, falou do lance com companheiros de Deivid. Para Vagner Love, perguntou: “Você é centroavante, o que que aconteceu com o Deivid ai, rapaz?”. Na volta para o segundo tempo, o alvo foi o meia Renato. “Vocês tiveram uma conversa com ele agora no vestiário no sentido de dar força ou nem precisou?”, indagou, antes de completar: “Você já tinha visto um gol assim?”.
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Na Band, Nivaldo Prieto usou o bordão global. “Inacreditável. Essa aí entra para uma galeria daqueles lances impossíveis de você perder o gol, aquela que o narrador pensa ‘até minha vó faria’. Minha vó, minha mãe, todo mundo faria o gol, e o atacante perde. Inacreditável, porque a bola chega lenta, e ele não chega atrasado, ele está posicionado, ele está ali esperando, ele olha para a bola, ele vê o gol escancarado na frente, sutilmente bota o pé direito, consciente, joga a bola na trave e perde o gol.”

Comentaristas “explicam”
Quem jogou bola, e bem, pode explicar a jogada, certo? Errado. Junior, na Globo, e Edmundo, na Band, não souberam traduzir muito bem o que aconteceu.

“Ela bateu no calcanhar dele, Luis. Tava tão fácil que ele relaxou. Relaxou, perdeu”, disse Junior. “É aquela história, acho que ele relaxou em função da facilidade como a bola se apresentou, como a jogada se apresentou. Então relaxou muito”, afirmou, no intervalo.

Edmundo foi mais sincero: “Olha, eu gostaria muito de poder explicar, porque não tem explicação”, disse. “Talvez tenha faltado seriedade ou foi displicência, não sei, porque nem ele mesmo acredita, porque o gol está tão aberto, sete metros e meio ali na sua frente, você consegue acertar aqueles centímetros da trave.”

“Pé Cego”
Durante os gols da rodada no “Jornal da Globo”, Deivid ganhou uma sessão só dele, “Pé Torto”, e a apresentadora Fernanda Gentil repetiu a palavra mais falada na noite. “Não é Pé Torto, é Pé Cego. O Leo Moura fez tudo para o Deivid, que perdeu esse gol. Inacreditável. Reparem mais uma vez, inacreditável”, afirmou.

 
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