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Trajano conta causos e diz não ser culpado por abandono de Amigão ao vivo
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(Foto: Divulgação)

José Trajano tem 67 anos, sendo 50 destinados ao jornalismo. Quase 20 na televisão, a maior parte na ESPN. Ao longo destes anos, se envolveu em polêmicas, casos engraçados e tem histórias para contar.

Em um de seus mais famosos casos curiosos na televisão, Trajano, quando era diretor na emissora, viu o apresentador Paulo Soares, o “Amigão”, deixar a bancada do programa Linha de Passe ao se irritar supostamente com o ‘chefe’.

Durante entrevista ao UOL Esporte, José Trajano se defendeu e disse que “carrega uma cruz” por algo que não fez. Segundo ele, a irritação de Paulo Soares não era com ele, mas sim com Juca Kfouri, que também participava da bancada do programa.

“O Amigão (Paulo Soares) deixou o programa ao vivo e acham que foi por minha causa. Não foi. Ele foi embora por causa do Juca e do PVC (Paulo Vinicius Coelho). Como ele tinha feito o roteiro, queria seguir. E eu tentei ajudar ele a seguir. Como ele saiu enquanto eu falava, acham que a culpa é minha. Não é porra nenhuma”, afirmou Trajano, durante um papo de quase 45 minutos.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

UOL Esporte: Como você define sua carreira no jornalismo?

José Trajano: Esse ano faço 50 anos de profissão. Comecei em 63, com 16 anos. Fui um cara de jornal, no Rio e em São Paulo, algumas revistas, e entrei na televisão atrás das câmeras, quando fui trabalhar na Globo. Depois fui para a Bandeirantes. Até então, nunca tinha aparecido na TV. Até que nos anos 90, já na Cultura, a emissora comprou os direitos do Campeonato Alemão, e eu comentava os jogos. Era uma transmissão diferenciada, com super-câmeras. E ali tudo começou.

UOL Esporte: Nessa época você começou no Cartão Verde…

José Trajano: Já estava próximo da Copa de 94, estávamos chegando em 93, quando o Laerte, presidente da Cultura, resolveu fazer o Cartão Verde. Me chamaram e eu fui para o programa. Luis Alberto Volpe, Armando Nogueira e eu. O Volpe era um dos maiores ‘offs’ do Brasil. Mas ficava nervoso em frente às câmeras. Depois de dois programas, entrou o Flavio Prado. O Armando saiu e entrou o Juca Kfouri. Era no domingo a noite, programa obrigatório para quem curtia futebol. Naquela época a internet não tinha força. E nós éramos referência. Ficamos no ar algum tempo e o programa começou a ser visto por muita gente. Tinha muito mais audiência que hoje. Aliás, até hoje me confundem na rua, perguntam sobre o Cartão Verde… Marcou, sabe? E eu comecei a virar um cara de vídeo.

UOL Esporte: E a ida para a ESPN? Aliás, por que saiu da direção da ESPN?

José Trajano:Por me ver no Cartão Verde, um velho amigo, que estudo comigo e já tinha trabalhado comigo, me levou para a ESPN. Ele não era de esporte, eu estava ficando conhecido… A ESPN existia precariamente, com poucos assinantes, até que comprou o direito de vários campeonatos. E aí criamos a ESPN Brasil. Fiquei como funcionário número um, diretor e comentarista. Fiz de tudo, comandei a ESPN, contratei gente, formei gente, fiz amigos, inimigos, chorei, sofri. Até que não aguentei mais. Deu o que tinha que dar. Estava sem paciência, abri mão. Chamei a direção e falei que estava na hora de eu parar de ser diretor. Indiquei o João Palomino, que tem muito tempo de casa, é bem quisto. E fiz acordo para ficar como comentarista e no Pontapé Inicial.

UOL Esporte: Quais os momentos marcantes da sua carreira?

José Trajano: Nesses 18 anos de ESPN aconteceu de tudo. Enfrentamentos com concorrentes, gratas surpresas que revelei, grandes momentos… É uma história de vida. A gente brigava muito com a Sportv, verbalmente e na justiça. Eles proibiam a gente de transmitir jogos, tinha que ir para o estádio com advogado, com liminar. Esses momentos foram muito tensos nos primeiros anos do canal. Aquilo passou, não tem sentido. Um rosnava para o outro, faltava pouco para sair na mão. Você se planejava para fazer e não podia fazer.
Eu tinha muito problema, mas com o tempo isso foi acabando. A concorrência ficou de outro jeito. Nos primórdios da TV a cabo, havia conflito. Hoje todo mundo é concorrente, mas não existe mais essa coisa. Pelo contrário. Hoje tem até uma boa vontade maior entre os canais. Existem os mais poderosos da Globo, com mais influencia, mas é normal. Naquela época tinha arrogância. Hoje é mais amigável.

UOL Esporte: E a maior tristeza?

José Trajano: A maior tristeza foi a morte de um companheiro nosso, que eu tinha levado para lá, o Ives Tavares. Já tinha trabalhado na Globo, SBT, era muito querido por todos. Tinha a paciência que eu não tinha para alguns assuntos, conhecia muito bem a TV. E morreu do dia para a noite. Perder um amigo é sempre o momento mais triste. E esse momento me marcou. Esse é o pior momento no sentindo humano.

UOL Esporte: Você é visto por muitas pessoas com mal-humorado na TV. Recebe muitas críticas por isso?

José Trajano: Recebia bastante. Era aquele ame-o ou deixe-o. Recebia “ah, você é grosseiro, filho da p…, mal-educado, só porque é chefe maltrata todo mundo”. Tem uma história famosa sobre isso, aliás. Eu carrego a cruz por algo que não fiz. O Amigão (Paulo Soares) deixou o programa ao vivo e acham que foi por minha causa. Não foi. Ele foi embora por causa do Juca e do PVC (Paulo Vinicius Coelho). Como ele tinha feito o roteiro, queria seguir. E eu tentei ajudar ele a seguir. Como ele saiu enquanto eu falava, acham que a culpa é minha. Não é p… nenhuma. Eu via a cara dele, vi que estava p…, e tentei salvar. Foi uma das situações mais curiosas, mas desagradável, porque sobrou para mim. E me cutucaram para mandar ele embora. Foi um ato extremo, tem um lado que se eu fosse diferente, mandava embora. Apresentador vai embora e larga na mão, eu podia mandar embora. Se fosse outra pessoa, mandava embora.
Como também no caso do Flávio Gomes, quando foi demitido. Cometeu um deslize, saiu, mas não fui eu que mandei embora. Já foi a diretoria nova. Nego me critica porque acha que fui eu.

UOL Esporte: Você se considera uma pessoa mal-humorada?

José Trajano: De modo geral não ando tão mal-humorado. E quem me conhece sabe que não sou assim. Sou indignado, e as pessoas não sabem separar as coisas. O indignado pode ficar mal humorado, se revolta, não se conforma com essa gentalha da CBF, com dirigentes do futebol brasileiro. Eu me indignava com o Ricardo Teixeira. Antigamente eu ficava mais mal-humorado. Agora aprendi a ver que algumas pessoas provoca, instiga para eu ficar p…, tipo armadilha. Várias vezes eu cai nessa, respondi dando esporro. Agora é difícil cair nessa. Eu ficava p… com injustiça.

UOL Esporte: Você falou da situação mais triste e mais curiosa na TV. E a mais engraçada?

José Trajano: Essa é boa, foi cômica. Foi na Cultura, quando estávamos começando a transmitir o Campeonato Alemão. Era segunda rodada ainda. Arranjaram um cara da embaixada alemã, que não entendia p… nenhuma de futebol, e estava ali só para traduzir. Lá pelos 20 minutos de jogo, entram correndo no estúdio, dizendo que não erada nada daquilo que estávamos falando. Resumindo: a gente tinha trocado os times. Estávamos narrando e comentando tudo errado. Peguei o microfone e falei: “a Cultura inovou trazendo um campeonato desconhecido, e toda novidade traz uma dificuldade. E como você está vendo, falamos tudo ao contrário”. Pedi perdão e pronto. Hoje em dia isso não acontece, os sites trazem as escalações, perfil dos jogadores, tudo detalhado.

VOTE: QUAL O MELHOR APRESENTADOR ESPORTIVO DO BRASIL?

UOL Esporte: Algumas vezes você já deu entrevistas criticando o Galvão Bueno. Por que? Você assiste a Globo?

José Trajano: Eu assisto sim. O negócio com o Galvão é o seguinte: ele é um excelente narrador, tem conhecimento de vários esportes, é preparado. Mas ele é narrador da Globo. E narrador principal. Então, vira poderoso, passa a ser a voz do Brasil. Tudo que fala causa repercussão enorme. E ele, como é muito patriota, induz você a gostar ou não do jogador. É muito ufanista. Tecnicamente ele é perfeito. Mas eu critico esse lado ufanista. Tenho dúvidas de tudo.
Recentemente, vi um narrador português, na classificação da seleção para a Copa, xingando todo mundo. O vídeo é espetacular. Mas conversando com os meus filhos, falamos: “E se fosse o Galvão?” Por Portugal ser um país pequeno, que vive problema econômico, tem outro sentido. O Brasil é pentacampeão. Parando para pensar: a gente acharia engraçado? Ou criticaria? Sinceramente não sei.

UOL Esporte: Você trabalharia em outra emissora a não ser a ESPN?

José Trajano: É difícil falar isso. É que eu comecei na ESPN, construí a ESPN. Minha relação não é só profissional. Tem um laço afetivo muito grande. Deixei de ser chefe e demorei a me acostumar com isso. Fui chefe muito tempo na vida, por temperamento, por ser líder. Na ESPN comecei do zero. É difícil sair. Mas sei lá, não posso prever o futuro. Meu contrato é até depois da Copa, e um dia acaba. Não sou mais tão jovem assim e a vida apresenta surpresas. Mas sou muito ligado à ESPN, tem gente que acha que sou dono de lá.

UOL Esporte: Acha que está chegando a hora de deixar a TV?

José Trajano: Pode estar perto. Se a TV não me quiser mais… Estou com 67 anos, estou na estrada há muito tempo. Não sou filho de pai rico, construí meus compromissos, tenho um padrão que gostaria de manter da melhor maneira quando parar. E para isso precisa entrar dinheiro. Muitas vezes eu penso nisso. Mas no momento não quero pensar nisso. Vamos deixar acabar a Copa.

UOL Esporte: Você acredita que quando se aposentar deixará um legado à TV?

José Trajano: Esse negócio de legado ficou deteriorado. O maior legado que posso deixar é me orgulhar que a ESPN é o que é hoje. Não tenho culpa de ter criado a ESPN. Muita gente talentosa está lá hoje, profissionais excelentes, e isso vai ficar por muitos anos. Teve vez que fechamos o ano nos despedindo, nos abraçando, achando que o canal ia acabar, dado o ‘miseré’ que estava., a falta de dinheiro. Hoje isso não existe mais, o faturamento cresceu, o número de assinantes cresceu, de profissionais cresceu. Então eu deixo um legado, que é a ESPN.

UOL Esporte: Desde que deixou a direção da ESPN, o que você costuma fazer no seu tempo livre?

José Trajano: Tenho tido mais tempo para mim… Faço ginástica, leio, mas não tenho tanto tempo livre assim. Vou de segunda à sexta de manhã na TV, sou curador de um projeto que adoro, que é o Memória Olímpica, que passa na ESPN, e tem o Caravana do Esporte, que é um projeto social que fazemos há oito anos, e anda Brasil afora levando ex-atletas, esportistas, professores de Educação Física, em locais que não têm espaços esportivos. Quer dizer, tenho muita coisa para me preocupar, me orgulhar.

Luiz Paulo Montes
Do UOL, em São Paulo


Galvão x Renato, Amigão x Trajano… Relembre as maiores brigas em programas esportivos
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A discussão entre Mário Sérgio e o jornalista Rodrigo Bueno, na FOX Sports, no último domingo, teve grande repercussão no noticiário esportivo. Ao UOL Esporte, o ex-jogador e técnico disse até que espera que ninguém seja demitido após o entrevero ao vivo, durante uma mesa redonda pós-rodada do canal.

A troca de farpas foi tão forte que o “embate” Mário Sérgio x Rodrigo Bueno entrou até para a galeria das maiores brigas em programas esportivos da TV brasileira.

O UOL Esporte Vê TV relembra aqui algumas das maiores discussões dos programas esportivos e pergunta a você, internauta: qual delas foi a mais calorosa?

Confira os vídeos e comente no fim do post!

5) MÁRIO SÉRGIO x RODRIGO BUENO – FOX SPORTS

O programa “Fox Sports Show”, do canal de televisão fechada Fox Sports, foi palco de uma discussão quente na noite do último domingo (07/04).

Apresentado por Eduardo Elias, o programa de debates sobre a rodada do final de semana do futebol no Brasil e no mundo contava com três comentaristas: Paulo Júlio Clement, Rodrigo Bueno e o ex-jogador e técnico Mário Sérgio.

E foram os dois últimos que roubaram a cena. Quando o assunto se tornou a qualidade dos treinadores brasileiros, Bueno os colocou atrás na questão de capacidade, em comparação com os melhores europeus. Mário Sérgio não gostou e começou a gritar para defender os comandantes nacionais. Assista:

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4) JORGE KAJURU x BOXEADOR MÁRIO SOARES – TV BANDEIRANTES

Conhecido por não ter papas na língua, o jornalista e apresentador Jorge Kajuru por pouco não se deu mal quando ainda trabalhava na TV Bandeirantes. Durante um programa em abril de 2004, ele escapou de apanhar feio.

Na ocasião, ele discutiu com o boxeador Mário Soares, convidado do programa, acusando o lutador de ter dado socos desnecessários em um adversário quase nocauteado. Soares não gostou, e partiu para cima.

Teve aí o início de uma das mais célebres discussões da história da TV esportiva no Brasil, com o auge na frase de Kajuru: “Eu não sou homem, eu sou jornalista!”. Por sorte, o narrador Sílvio Luiz estava lá para apaziguar os ânimos. Assista:

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3) PAULO SOARES x JOSÉ TRAJANO – ESPN BRASIL

O apresentador Paulo Soares, o “Amigão”, é famoso pelo bom humor. Isso não quer dizer, porém, que ele já não tenha dado suas estressadas na ESPN Brasil.

Durante o “Linha de Passe” do dia 24 de abril de 2006, ele ficou inconformado após o comentarista José Trajano pedir para os membros do programa pararem de falar do Palmeiras, pois o assunto já estaria saturado.

“Amigão”, que pretendia continuar tratando do Verdão, se revoltou e abandonou o programa. O pedido de Juca Kfouri (“Paulinho, volta aí”) até hoje é lembrado pelos “fãs de esporte” do canal. Assista:

[uolmais type="video" ]http://mais.uol.com.br/view/14400736[/uolmais]

 

2) MILTON NEVES x ROBERTO AVALLONE – TV GAZETA

Os veteranos Milton Neves e Roberto Avallone protagonizaram um inesquecível entrevero na TV Gazeta, em 1997. Durante o “Mesa Redonda”, que comandava, Avallone fez acusações contra a ética de Neves, que foi ao programa se defender.

Durante 40 minutos, os jornalistas só não trocaram socos, porque, de resto, saiu de tudo um pouco. Desde “cala a boca” até a famosa frase “perdoai essa anta que não para de falar”, o tiroteio verbal foi intenso.

O ponto mais lembrado dessa história é o momento em que Milton Neves declara: “Existe um homossexual nessa mesa”. Assista ao final acalorado da discussão:

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1) GALVÃO BUENO x RENATO MAURÍCIO PRADO – SPORTV

Marcus Vinícius Freire, medalhista nos Jogos de Los Angeles de 1984, e superintendente de esportes do COB na Olímpiada de Londres. A simples presença do convidado durante programa “Conexão Sportv”, no último mês de agosto (durante Londres-2012), gerou uma saia justa explosiva entre o apresentador Galvão Bueno e o comentarista Renato Maurício Prado.

O entrevero entre os dois, que costumavam trocar cutucadas, começou quando Renato pediu que Galvão contasse a piada que fez fora do ar sobre a conquista da seleção brasileira de vôlei em 1984. “Fala agora o que você falou da medalha de prata deles em Los Angeles antes do programa, que só ganhou a medalha por causa de boicote”, disse o comentarista.

O comentario deixou Galvão extremamente irritado e o clima entre os dois azedou. “Isso não se faz. Tem que ter responsabilidade, estamos falando para milhões de pessoas. Em nenhum momento eu falei isso. Você foi deselegante”, afirmou o apresentador. A troca de farpas durou mais de dois minutos e Renato, em uma tentativa de conciliação, deixou Galvão no “vácuo”.

Após a mico, Renato Maurício Prado acabou deixando o Sportv e trocando o canal pelo Fox Sports. Leia o post completo e relembre a saia justa entre Galvão e RMP:

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Trajano entrega estrelismo de Armando Nogueira em Cartão Verde especial
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O programa da TV Cultura “Cartão Verde” uma das tradicionais mesas redondas que discutem futebol no país, completou este mês 20 anos. Para celebrar, o convidado foi José Trajano, um dos apresentadores/comentaristas durante esta longa jornada. Ele contou causos do passado, citando Armando Nogueira e uma história cômica com o futebol alemão.

Em uma destas histórias, Armando Nogueira teria deixado a emissora às vésperas de uma Copa do Mundo. A emissora estava com corte de gastos e deu uma passagem econômica a ele, que recusou: “Armando Nogueira não viaja se não for de classe executiva”, teria dito. “Ele estava acostumado ao padrão da Globo, e não aceitou. Ele não foi para Copa do Mundo e saiu do programa”, contou José Trajano.

Na época da Copa de 1998, a TV Cultura anunciou no programa que a saída do hoje falecido Armando Nogueira ocorreu pelo fato de a emissora não ter direitos de usar imagens do Mundial na França, e que ele não aceitou trabalhar desta maneira.

Outro causo foi do dia em que estava em uma transmissão de uma partida do Campeonato Alemão na TV Cultura. O problema é que, com 30 minutos de jogo, eles foram avisados – por telefonemas de alemães que moravam no Brasil – que estavam narrando a partida errada. Eles tiveram de reconhecer o erro: “Ainda bem que estava 0 a 0…”, riu Trajano.

O programa ainda transmitiu diversas imagens do passado e recebeu homenagens de nomes como Neymar e Paulo Henrique Ganso.


Pérolas do Baú: Aos 17 anos, Ronaldo recebia orientações do “veterano” Roberto Carlos, 21
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Crédito da imagem: Reprodução

Ronaldo é hoje um ex-jogador e homem de negócios. Teve uma carreira brilhante, conquistou títulos em diversas equipes que defendeu e foi um dos maiores atacantes da seleção brasileira, onde conquistou duas Copas do Mundo.

Mas é bom lembrar que, um dia, Ronaldo já foi apenas uma promessa. Aos 17 anos, o maior goleador dos Mundiais era apenas um garoto tímido, de aparelho nos dentes e com uma trajetória meteórica desde o Cruzeiro até a seleção brasileira de Carlos Alberto Parreira, que venceu a Copa de 1994.

O vídeo abaixo é da época em que Ronaldo havia acabado de confirmar sua presença na equipe, encantando os comentaristas do programa Cartão Verde. Armando Nogueira, por exemplo, repete inúmeras brincadeiras sobre a idade do garoto, que deslumbra também Flávio Prado. Outro convidado do programa era Roberto Carlos, então com 21 anos, mas que já discursava como se fosse um veterano. Veja esta pérola:

[uolmais type="video" ]http://mais.uol.com.br/view/12760115[/uolmais]


Santos e Flu já são campeões estaduais, dizem comentaristas na TV; veja as opiniões
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Não vai dar para Guarani e Botafogo. Depois das vitórias marcantes no jogo de ida, Santos e Flumimense, respectivamente, garantiram os títulos estaduais de São Paulo e Rio, respectivamente, mesmo antes da segunda partida. Isso, claro, de acordo com as opiniões de alguns dos principais comentaristas da TV brasileira.

Confira, abaixo, o que disseram os analistas sobre os títulos “antecipados”:

Casagrande
Comentarista da Globo

Não tem chance. Não estou desmerecendo o Guarani. Se fosse o Corinthians, não viraria. Se fosse o São Paulo, a mesma coisa. O time do Santos é muito bom. Não tem como ganhar por 3 a 0. (…) Diferente de São Paulo, no Rio é um clássico e isso pode mudar. Acho muito difícil [o Botafogo virar], mas não é impossível.

 

Caio Ribeiro
Comentarista da Globo e do SporTV
Já era. [O Santos é] tricampeão com méritos, porque é o melhor time. (…) Com todo respeito ao Guarani, seria até impressionante e um grande mérito se conseguisse reverter esse resultado, mas acho que o Guarani já alcançou o que queria no Campeonato Paulista.
 

Juca Kfouri
Comentarista dos canais ESPN e colunista do UOL

Agora só um milagre. Só dessas coisas que só acontecem no Botafogo para o Botafogo conseguir reverter essa situação.

 
 
 

Denilson
Comentarista da Band
Acho que o futebol tem as suas surpresas, mas, da mesma forma que eu falei do Fluminense com o Botafogo, acho muito difícil o Guarani reverter o resultado.
 

Edmundo
Comentarista da Band

A situação do Botafogo é difícil. O Fluminense vai conseguir controlar bem a situação e ser campeão carioca.

 
 

Paulo Vinicius Coelho
Comentarista dos canais ESPN
Melhor do que dizer que a virada é impossível é olhar a história e ver que nunca houve nas finais do Rio e de São Paulo uma virada, em finais, como a necessária no próximo domingo.

 

Neto
Comentarista da Band e blogueiro do UOL

O Santos já é campeão. O Fluminense também e é um sério candidato a ganhar também a Libertadores.

 
 
 

Marcio Guedes
Comentarista dos canais ESPN
É uma missão praticamente impossível, contra um adversário grande e superior tecnicamente como é o Fluminense. Uma coisa é você fazer um bom resultado com vários gols contra um bom time num jogo qualquer, outra é você saber que tem que fazer esse resultado.

 

José Trajano
Comentarista dos canais ESPN

Eu não tenho ese problema não. O Santos é campeão paulista e o Fluminense é o campeão carioca. Se eu errar, na semana que vem eu venho aqui e falo que eu errei. Não tenho medo de errar, se eu errar, errei.


Trajano critica Ronaldinho após dancinha em comemoração de gol: “Não tenho mais paciência”
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Veja Álbum de fotos

A metralhadora de José Trajano encontrou mais um alvo: Ronaldinho Gaúcho. Há tempos, o comentarista dos canais ESPN critica o futebol apresentado pelo meia-atacante. Dessa vez, a alfinetada foi em relação à comemoração do gol marcado por ele na vitória por 2 a 1 do Flamengo sobre o Duque de Caxias.

“Olha, vou dizer uma coisa. Ontem o Ronaldinho fez um gôl de pênalti e saiu [fez o geste de uma espécie de dancinha]… Sabe, eu não tenho mais paciência”, disse Trajano, na edição desta segunda-feira do “Pontapé Inicial”.

Ao fazer o gol da vitória, Ronaldinho deu um soco no ar e abraçou o técnico Joel Santana. Depois, ao lado de companheiros de clube e em frente à torcida rubro-negra, celebrou com uma dancinha.

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“Fazer gol contra o Duque de Caxias, até a minha vó. Quero ver na seleção, em um clássico”, afirmou Trajano. “E depois ainda tem essa dancinha, imitando Michel Teló… Não acho graça nenhuma. Dizem que estou implicando, ‘deixa o cara comemorar em paz’. Mas eu tenho direito de ter minha opinião, não?”, completou.

Trajano ainda criticou a diferença de qualidade entre os times do Estadual do Rio e a dificuldade que os grandes encontram. “Os times pequenos no Rio são piores que os times pequenos de São Paulo. Só tem cara ruim. Os times grandes contratam a pão-de-ló, gastam fortunas pra ganhar com esse sacrifício todo?”, disse.

Sobrou até para o Joel Santana e sua reação na entrevista coletiva após a vitória. “O Joel falando ontem depois do jogo parecia que o Flamengo tinha passado pelo Barcelona. Ofegante, suando”, completou Trajano.

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Ex-chefe da ESPN, Trajano se irrita com sentimentalismo sobre o Fox Sports: “não é café pequeno”
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Foto: Reprodução de TV

Atendendo aos pedidos dos telespectadores via internet, o comentarista José Trajano, ex-chefe falou sobre o imbróglio envolvendo a entrada do canal Fox Sports Brasil na grande de programação das operadores de TV por assinatura do país. Por 17 anos, ele foi diretor de jornalismo dos canais ESPN, mas, depois de sofrer um infarto em novembro do ano passado, deixou suas funções executivas para se dedicar apenas aos comentários.

“Dá a sensação que esse negócio de ligue para a sua operadora, faça seu pedido… Pelo amor de Deus. A ESPN é da Disney, a SporTV é da Globo, o Fox é do Murdoch. É briga de cachorro grande, não é café pequeno”, disse, na edição desta quarta-feira do “Pontapé Inicial”, da ESPN Brasil.

“Espero que todo mundo tenha oportunidade de ter concorrência, só não podemos nos levar por essa espécie de sentimentalismo. O Fox é do Murdoch, gente, um dos caras mais ricos do mundo”, completou Trajano.

Rupert Murdoch, 80, é fundador do News Corporation, detentor de jornais como “New York Post”, “Wall Street Journal”, “The Sun” e “The Times”, além de todos os braços do Fox (TV, cinema, música) e uma série de outros canais de mídia espalhados pelo planeta. É o segundo maior grupo de mídia do mundo, atrás apenas do The Walt Disney Company.

“O Fox, como qualquer canal novo, está tentando negociar com as operadoras para entrar nos pacotes. Tem pacote básico, médio, os mais caros. Eu não sei qual é o deles, mas a gente sabe que tem diferença por trabalhar no meio. Cada vez tem mais operadoras, o negócio cresceu muito mesmo. Ela está tentando negociar com eles, e acho que está conseguindo”, finalizou Trajano.

O Fox Sports Brasil estreou no último domingo, dia 5, mas, até agora, está praticamente restrito à Nossa TV, operadora de TV por assinatura de propriedade do missionário R.R. Soares. Oi TV, TVA e Via Embratel dizem que estão em vias de disponibilizar o canal, mas sem prazo para isso acontecer. A NET afirmou que negocia, enquanto a Sky ainda não se pronunciou sobre o novo canal.

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Análise Fox Sports estreia em jogo brasileiro na Libertadores com novo bordão: “ligue e peça”


Melhor da semana na TV: Trajano volta à TV com a sua marca registrada, o mau humor
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O UOL Esporte Vê TV apresenta mais uma edição do seu salão de troféus, premiando os destaques da grade esportiva na semana que passou. O blog preparou uma série de categorias para os deslizes e melhores momentos dos narradores e comentaristas. Segue abaixo a seleção de momentos inspirados da telinha nos últimos sete dias.

A VOLTA DO MAU HUMOR DE TRAJANO
Após três meses afastado da ESPN Brasil devido a um infarto, José Trajano voltou à bancada do Pontapé Inicial e não deixou em casa do seu tradicional mau humor. Reclamou do teleprompter, do horário do Superbowl, da música de encerramento… Sobrou até para Michel Teló, cujo hit “Ai se eu te pego” faz sucesso no mundo todo: “Essa música é chata pra chuchu. É em todo o lugar, é na NBA… Será que não poderia… Ah, deixa pra lá”. Veja o post

STRIPTEASE BALANÇA CASAMENTO DE NETO
Durante participação de Neto no programa “Agora é Tarde”, o apresentador Danilo Gentili brincou com os erros de português do ex-jogador e o submeteu a um teste de gramática. A cada resposta certa de Neto, uma professora sensual presente no estúdio tirava uma peça da sua roupa. Neto foi bem e a deixou só de lingerie. Difícil mesmo foi se explicar para a mulher: “A casa caiu. A Fernanda falou que vai dormir de calça jeans” . Veja o post

BRONCA DE PARAÍBA É DIGNA DE REFLEXÃO
Apresentador do Redação Sportv, André Rizek se desculpou com Marcelinho Paraíba por fazer tantas piadas com o sumiço de seu dente após uma pancada durante o clássico entre Sport e Náutico. Afinal, o jogador reclamou da repercussão. O comentarista Sidney Garambone aproveitou para filosofar: “Serve como uma reflexão não só para nós, mas para toda a imprensa. Temos mania de achar que ‘Ah, tudo é engraçado e todo mundo vai rir’, e o cara fica chateado”. Veja o post

VELA DEIXA ANIVERSARIANTE NA MÃO
Era dia do aniversário do apresentador Bruno Souza, que estava à frente do programa Arena Sportv. A produção preparou uma festinha no estúdio ao vivo, com direito a bolo e mensagem no telão. Só faltou uma coisa: a vela. Na verdade, ela estava lá. Mas a produção não conseguiu acendê-la, e desistiu. Ficou apagada mesmo. Seria um mau presságio para o novo ano de Bruno Souza? Veja o post

ROGER REVELA DESTINO DE MONTILLO
Durante participação no programa mineiro Alterosa no Ataque, Roger Flores avisou que tinha uma bomba: o destino do meia cruzeirense Montillo, envolvido em especulações sobre sua saída. “O Montillo está sendo vendido é para a União da Ilha”, disse o marido da atriz Deborah Secco, que levou Montillo para um ensaio da escola de samba no Rio de Janeiro. Veja o post

LUCIANO DO VALLE ABUSA DAS GAFES
Já não é de hoje que o narrador da Band Luciano do Valle demonstra que não está em sua melhor fase. Neste domingo, durante a transmissão do clássico paulista entre Santos e Palmeiras, Luciano cometeu um festival de gafes, trocando por diversas vezes os nomes dos jogadores e das equipes em campo. Veja o post


José Trajano se recupera de cirurgia pós-infarto e recebe alta nesta segunda
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Depois de passar mal em casa e ser internado com um quadro de infarto na semana passada, o jornalista José Trajano irá receber alta nesta segunda-feira no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele foi submetido a uma angioplastia e se recupera bem, segundo companheiros de trabalho da ESPN Brasil.

A pedido de Trajano, a assessoria de imprensa do hospital não emitiu nenhum boletim médico sobre o assunto. Há quase um mês, o famoso jornalista, um dos grandes nomes do meio esportivo, anunciou sua saída do cargo de diretor da emissora. Ele passará a atuar apenas como comentarista e eventual consultor.

A angioplastia é um procedimento cirúrgico que consiste na introdução de uma pequena sonda com um globo inflável e é indicada para casos mais simples de obstrução de artérias. Fumante, Trajano terá que combater o vício e o consumo excessivo de gordura para diminuir a chance de o problema se repetir.


José Trajano deixa comando do jornalismo da ESPN Brasil, mas mantém função de comentarista
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Crédito: Divulgação

A ESPN Brasil comunicou nesta sexta-feira uma mudança importante na estrutura da emissora: José Trajano, que há 17 anos atua no canal, deixa a direção do jornalismo e e suas funções executivas para se dedicar apenas aos comentários. João Palomino, que atua como apresentador e comentarista, assumirá a função.

“Tendo sido um dos fundadores da ESPN no Brasil, chegou a hora de me afastar do dia-a-dia da Redação e buscar novas formas de colaborar com a empresa”, afirmou José Trajano, que permanece no cargo até janeiro de 2012. O jornalista venceu por duas vezes o prêmio Comunique-se na categoria Executivo de Comunicação.

No próximo ano, aliás, a emissora deverá ganhar um novo concorrente entre os canais de esporte da TV paga. A Fox Sports, que já atua nos EUA e nos países de língua espanhola na América Latina, deverá atuar com força no Brasil e já conseguiu inclusive os direitos para exibição da Libertadores da América.

O diretor geral da ESPN Brasil, German Hartenstein, agradeceu a contribuição do jornalista desde sua fundação até os dias de hoje. “Com sua dedicação e talento, Trajano teve um papel fundamental na consolidação da ESPN no Brasil, contribuindo decisivamente para tornar a emissora o que é hoje em termos de qualidade e profissionalismo”.