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‘Balada’ dificulta trabalho de repórter do UFC, e Cleber faz graça
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Nesta madrugada de UFC na Globo, pouco antes da transmissão do combate entre o brasileiro Lyoto Machida e o cubano Yoel Romero, pela categoria dos médios, o narrador Cleber Machado brincou com o sofrimento do repórter Cesar Augusto que foi chamado por ele a falar ao vivo em meio a um som altíssimo no local do evento, o Seminole Hard Rock Hotel e Cassino de Hollywood (perto de Miami).

Cleber-balada-reporter_Reproducao-TVGlobo“Beleza Cesar Augusto, trazendo as informações. Então o Anderson ainda tem pouco mais de um mês para apresentar essa nova defesa e aguardar o resultado da comissão do UFC”, disse Cleber, sobre o trabalho árduo do colega para depois comentar: “e você viu que entre uma luta e outra, para quem gosta de uma balada o som é bacana por lá.”

O repórter da Globo falava nos Estados Unidos sobre uma possibilidade de Spider e seus advogados tentarem não uma absolvição do caso de doping, mas ao menos atenuar a pena, isso baseados em um segundo exame descoberto, não anexado ao processo, cujo resultado deu negativo. Teriam até o dia 7 de agosto para apresentar essa defesa.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Galvão lamenta no JN comentário infeliz de Dunga sobre afrodescendentes
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Em participação no Jornal Nacional desta sexta-feira, o narrador Galvão Bueno não deixou passar batido a declaração polêmica de Dunga na entrevista coletiva às vésperas do confronto contra o Paraguai que decidirá o futuro do Brasil na Copa América: “acho que eu sou afrodescendente de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham para mim: ‘vamos bater nesse aí'”, disse o técnico da Seleção.

O narrador global lamentou a polêmica declaração de Dunga interpretada como racista: “Eu espero que em campo o Dunga seja mais feliz do que foi hoje na escolha das palavras”, disse Galvão, para depois fazer referência à nota da CBF, emitida três horas depois do incidente, na qual o treinador pediu desculpas.

“Quero me desculpar com todos que possam se sentir ofendidos com a minha declaração sobre os afrodescendentes. A maneira como me expressei não reflete os meus sentimentos e opiniões”, pronunciou-se Dunga no site da CBF.


Galvão recusa pedido de desculpa do “Pânico” após polêmica com repórter
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Galvão Bueno "ignora" pedido de desculpas do Pânico (Divulgação)

Galvão Bueno “ignora” pedido de desculpas do Pânico (Divulgação)

Após a polêmica envolvendo o apresentador da Globo, Galvão Bueno, e o repórter Daniel Peixoto, o Alfinete, do Pânico, a equipe da atração dominical resolveu tentar fazer as pazes com a estrela global, mas não teve muito sucesso.

Tudo começou quando Galvão Bueno postou em uma rede social sobre um problema que o voo em que estava teria enfrentado. Entretanto, o repórter do Pânico polemizou ao afirmar, em entrevista ao portal Terra, que o ocorrido não tinha sido tão grave assim e que o apresentador havia postado isso como “marketing” e para “causar comoção em suas redes sociais”.

Porém, as declarações não foram bem aceitas pelo narrador. Cientes do mal-estar causado, Alfinete e Vesgo tentaram pedir desculpas para Galvão, mas não foram bem recebidos. Na tentativa, uma bela modelo foi escolhida para entregar flores ao apresentador, mas tanto o presente quanto a moça foram ignorados.

Para o repórter, que está no país para cobrir a Copa América, suas declarações foram interpretadas de outra maneira e acabaram causando uma repercussão desnecessária.

“Não entendi porque o Galvão ficou chateado comigo. Sobre o episódio do avião, falei exatamente a mesma coisa que ele falou para o Jornal Nacional, mas acho que ele interpretou de outra maneira. Adoro o Galvão Bueno e o respeito muito. Não gostaria que ele ficasse chateado comigo ou com o programa, mas não vou mudar minha versão para agradá-lo. Relaxa Galvão, não mete o louco, sou teu fã número 1”, declarou Peixoto.

Vesgo também saiu em defesa do colega de emissora e tentou amenizar o entrevero entre os dois, enviando um recado ao apresentador e pedindo paz.

“Sai que é tua, Galvão! É a rosa da paz! O Alfinete é seu fã”, finalizou Vesgo.

A tentativa frustrada de reconciliação será exibida no próximo domingo (28/06) durante o programa.

 


Não é só Ivan Moré. Leifert tem mais um substituto no Globo Esporte
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Tiago Leifert foi a cara do Globo Esporte de São Paulo desde 2009, não apenas apresentando o programa, mas sendo o editor-chefe e mudando a cara do programa – um padrão mais leve que se refletiu em todo o jornalismo da Globo. Com sua saída confirmada do Esporte para se dedicar apenas à parte de Entretenimento, no The Voice Brasil e em um novo programa matinal aos sábados, o “workaholic” não será substituído só por Moré. Seu papel será dividido por duas pessoas.

Segundo o blog apurou, a direção da emissora decidiu por deixar Moré exclusivamente na apresentação, por ele não ter o perfil para também chefiar o programa, e convocou Daniel Minozzi para ser o novo editor-chefe do Globo Esporte – o que já foi comunicado aos funcionários do canal internamente. A assessoria de imprensa da Globo confirmou Minozzi no cargo.

Minozzi era editor no Foot Brazil, uma braço do jornalismo esportivo da Globo que cuida das transmissões e materiais para fora do Brasil, passando, por exemplo, jogos de clubes brasileiros em inglês para outros países. Assim, pouco lidava com a equipe que chefiará agora, apesar de sempre estar próximo, na mesma redação.

Com 12 anos de casa, o paulista é formado pela PUC de Campinas, sua cidade natal, foi da afiliada local EPTV e passou para a Globo em 2003, crescendo na carreira até chegar ao comando do Globo Esporte.

No lugar de Minozzi no Foot Brazil foi colocada quem ficou conhecida como a “voz da consciência” de Tiago Leifert, Renata Cuppen.

A divisão dos papeis à frente do programa também mostra o afinco de Leifert na função. Ele geralmente chegava antes das 7h da manhã na redação para produzir o programa, assistia e trabalhava em todos os VTs e tinha conhecimento de tudo o que ia para o ar – algo que dava segurança para ele apresentar com mais leveza e sem ajuda de teleprompter.

Ivan Moré estava fixo como apresentador do Esporte Espetacular e volta a um papel que já fez muitas vezes, já que por um bom tempo foi o número 2 de Leifert. Em seu lugar, Alex Escobar assume o programa dominical, ao lado de Glenda Kozlowski.

Além do The Voice Brasil, Tiago Leifert está confirmado no novo programa matinal de sábados, ainda a estrear na Globo. Além dele, apresentarão a atração Zeca Camargo e Patricia Poeta, André Marques, Cissa Guimarães e Ana Furtado.

O último Globo Esporte com Tiago Leifert será no dia 6 de julho, uma segunda-feira, como anunciou o próprio na última quinta-feira.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo


Globo transmite ao vivo luta de Machida no caótico UFC de Miami
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UFC bagunçado tem Lyoto tentando manter respeito na categoria

Em meio a más notícias no bagunçado UFC de Miami – sem as finais do TUF Brasil 4 em função do imbróglio técnico dos EUA para a emissão dos vistos aos brasileiros – , um aspecto positivo: o combate entre o brasileiro Lyoto Machida e o cubano Yoel Romero, pela categoria dos médios, será transmitida ao vivo pela Rede Globo na madrugada de sábado para domingo (pouco antes da 1h), logo após o programa Altas Horas. Sem aquilo de exibição 30 minutos depois da realização do evento, portanto, como é previsto em contrato para cards no exterior.

A narração será de Cleber Machado e os comentários do lutador Júnior Cigano. Ambos iriam para o local da luta (Seminole Hard Rock Hotel e Cassino de Hollywood, a 30 minutos de Miami), dentro de toda uma ideia da emissora de se fazer uma cobertura especial, mas com a não realização das finais do TUF 4 por lá, remanejadas para o UFC 190, no Rio de Janeiro, o plano foi cancelado.

A Globo ainda promete exibir o duelo entre o americano Eddie Gordon “Truck” e o brasileiro Antônio Carlos Júnior “Cara de Sapato”, na categoria peso médio, possivelmente também ao vivo (vai depender do horário da luta).

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Casagrande detona atual geração da seleção: ‘pior de todos os tempos’
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O Brasil é favorito contra o Paraguai no duelo deste sábado, às 18h30, pela Copa América, certo? Não para Walter Casagrande. O comentarista fez uma crítica ferrenha à atual geração do futebol brasileiro durante o programa Corujão do Esporte, da Globo, na madrugada desta quinta-feira, e afirmou que, hoje, a seleção está no mesmo nível de outras seleções menos tradicionais da América do Sul.

“Acho essa geração do futebol brasileiro a pior de todos os tempos. Nós temos um time mediano e um supercraque que é o Neymar, referencial, um dos três melhores jogadores do mundo da atualidade. Sem Neymar, jogamos pau a pau com Paraguai, Colômbia, com o Chile”, começou a sua análise sobre o time do técnico Dunga e já projetando o duelo do fim de semana em Concepción, no Chile.

“São detalhes que podem resolver. Talvez a camisa ainda pese, o Paraguai fique com um pouco de medo e o Brasil consiga desenvolver um futebol coletivo e vencer, mas eu não cravaria favoritismo para o Brasil. Nós temos que olhar para aquilo que temos aí e o que temos é igual ao que o Paraguai tem. Lá no Paraguai os caras olham pro time deles como a gente olha aqui [para o nosso]”, comentou Casão.

Não é a primeira vez que Casagrande faz previsões pessimistas para o futuro próximo da seleção brasileira. Há duas semanas, em sua primeira aparição na TV após se recuperar de um infarto, o comentarista criticou duramente o combinado nacional e disse que Neymar não vencerá uma Copa do Mundo pelo Brasil por não ter um time à altura.

“Acredito que o Neymar vá bater todos os recordes, mas acho que não vai conseguir ser campeão do mundo pela seleção. Acho que o Brasil é parecido com Portugal: tem 10 medianos e o Cristiano Ronaldo”, declarou Casão no dia 15 de junho durante o programa Bem, Amigos.

Brasil e Paraguai se enfrentam neste sábado, às 18h30, com transmissão da TV Globo e do Sportv e com acompanhamento em tempo real do Placar UOL Esporte. Justamente por causa do jogo, a Globo decidiu excepcionalmente não exibir nesse dia os capítulos de suas novelas das 6 e das 7, Sete Vidas e I Love Paraisópolis.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Fátima Bernardes esbanja otimismo e palpita na seleção sem ver o jogo
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(Reprodução/TV Globo)

(Reprodução/TV Globo)

Aproveitando a temática “dia da reconciliação” do seu programa Encontro nesta segunda (22), a apresentadora Fátima Bernardes, que admitiu não ter visto o jogo da seleção contra a Venezuela para poder prestigiar uma apresentação de canto da filha, logo no início da atração fez questão de relacionar o tema às declarações de Neymar admitindo que foi ele próprio quem se colocou na “situação chata” que o tirou da Copa América.

“Segunda-feira, pensou que eu ia dizer que é dia de fazer dieta, né? Mas não, segunda é dia internacional da reconciliação. Muita gente apronta no fim de semana e aproveita a segunda-feira para tentar fazer as pazes, reconhecer um erro e não é só entre casais, não. Esta segunda foi o dia que o craque da nossa seleção, Neymar, resolveu reconhecer alguns erros que cometeu durante essa Copa América”, afirmou Fátima, chamando a repórter Cristiane Dias que direto do Chile falou ao programa destacando a entrevista de Neymar admitindo as falhas dele na pesada suspensão de quatro jogos que levou da Conmebol.

Apesar de ter acompanhado a partida da seleção apenas pela internet, a apresentadora deu seus pitacos sobre a classificação, falou sobre a necessidade da seleção readquirir a confiança em si própria e procurou demonstrar certo otimismo.

“Tenho certeza que a entrada do Robinho foi importante, por exemplo, para tranquilizar o time, aquelas coisas que a gente imagina, deixa mais equilibrado. Ganhamos, vamos em frente. Tem que deixar isso [7 a 1] no passado e começar ganhar, ganhar, ganhar pra poder a autoestima voltar, também”, analisou a senhora Bonner.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Na volta aos comentários na TV, Casagrande critica falta de ousadia de Tite
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Casagrande-cornetaTite_Reproducao-Globo

Walter Casagrande, que recentemente passou por um susto ao sofrer um infarto e por isso ficou afastado dos comentários na Globo, voltou com tudo no clássico deste sábado entre Santos e Corinthians. Não perdoou nem o conceituado treinador Tite, tido como um dos melhores do país, e viu falta de ousadia dele na derrota desta tarde para o desfalcado Santos na Vila Belmiro.

“Nenhum treinador segura a bronca ali de jogar assim do jeito que tá porque tá perdendo de 1 a 0. Tem que tentar ganhar o jogo, mas vai e tira alguém para arrumar a defesa. Todo treinador joga com a defesa inteira. Ninguém arrisca, aí fica perdendo o jogo, mesmo. Fica difícil de ganhar. Tem que arriscar um pouco”, reclamou.

A crítica de Casão ocorreu aos 28 minutos do segundo tempo. Mesmo perdendo por 1 a 0 naquela altura da partida, Tite optou por repor a perda de Fagner, expulso, colocando o também lateral Edílson em lugar de um atacante, o colombiano Mendoza.

Um minuto antes, o técnico havia substituído o zagueiro Edu Dracena, mal no clássico, pelo experiente Danilo, um meio-campista que cria, mas que também auxilia na marcação. Tite também trocou o segundo volante Petros pelo atacante Luciano no início da etapa final.

Apesar de pressionar no final, o Corinthians não conseguiu chegar ao empate e saiu derrotado por 1 a 0 da Vila Belmiro.


Cleber Machado fica de fora de clássico e revê “GP hoje não, hoje não”
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Repordução

Repordução

Com Galvão Bueno na Copa América do Chile (fará Brasil x Venezuela, domingo, às 18h30), a Rede Globo decidiu escalar Cleber Machado para a transmissão do Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1 neste fim de semana. Largada no domingo, às 9h.

Cleber, geralmente o titular do futebol paulista na tela da Globo, será substituído por Luis Roberto no clássico de sábado, 16h30, entre Santos e Corinthians (antes, narrará na madrugada de sexta para sábado Brasil x Sérvia, final do Mundial Sub-20).

GP da Áustria que é marcante na carreira de Cleber Machado. Há 13 anos, foi dele a histórica narração do “hoje não, hoje não, hoje sim, hoje sim?!!” nessa mesmíssima prova, quando, na derradeira volta, obedecendo a ordens da Ferrari, o brasileiro Rubens Barrichello deixou o então companheiro de equipe Michael Schumacher passá-lo e ficar com a vitória naquela corrida de 12/5/2002. Ele também narrou o GP austríaco do ano seguinte e agora volta a ancorar a sua transmissão.

Curiosamente, o episódio da polêmica troca de posições só ocorreu graças ao comentarista daquele GP, Reginaldo Leme, segundo relato do Cleber ano passado no programa Linha de Chegada. “Ficou meio dividido. Algumas pessoas acham que foi muito legal, que foi espontâneo, outras acham que foi horrível, ridículo, gafe. Eu considero que foi espontâneo, porque, quando tenho oportunidade, eu conto que a culpa é sua [Reginaldo]”, disse, rindo, na época.

E relembrou a história: “um ano antes, em 2001, na mesma Áustria, o Barrichello tava em segundo, o Schumacher em terceiro e a Ferrari mandou eles trocarem de posição. Naquele ano, em 2002, era um momento do campeonato que aqueles pontos não fariam tanta diferença, como fizeram em 2001. Aí ele [Reginaldo Leme] falou: ‘preciso lembrar que no ano passado houve inversão de posições’. E eu falei: ‘neste ano eles não vão fazer isso’. E ele: ‘eu não apostaria’. E eu disse: ‘então eu vou apostar. Não vão fazer isso. Eles não vão tirar a vitória do Barrichello’.”

“Quando entrou na última volta, comecei a falar: ‘ano passado aconteceu isso, neste ano o Barrichello dominou e acho que hoje não’, aí Barrichello freia e o cara passa. Falei ‘pô, hoje sim’.”

Além de Cleber, estarão na transmissão de domingo da corrida, falando direto dos estúdios da emissora em São Paulo, o analista Reginaldo Leme e o ex-piloto comentarista Luciano Burti. No local da corrida estará só a repórter Mariana Becker.

Abaixo, o famoso “hoje não, hoje não, hoje sim, hoje sim?!!” daquele GP da Áustria em 2002 que marcou definitivamente a vida de Cleber Machado na narração pela Globo:


Mylena Ciribelli consegue realizar sonhos ao trocar Globo por Record
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Hoje a TV está recheada de rostos femininos. Mas, há não muito tempo, o cenário era bem diferente. As poucas garotas que conseguiam se meter na área tinham de desbravar o terreno, ter personalidade marcante para conquistar seu espaço e abrir caminho para outras mulheres. Mylena Ciribelli foi uma das pioneiras, iniciando sua trajetória no rádio – também predominantemente masculino – e emplacando na Globo. E, mesmo com 18 anos de emissora, ela não desistiu dos sonhos. Foi por isso que, a partir de 2009, ela virou a cara do esporte da Record.

O motivo para a mudança foi uma frustração que a incomodava, um sonho não realizado em tanto tempo no canal carioca. Ainda lhe faltava carimbar o passaporte de uma cobertura de Olimpíada, in loco. Fã de esportes olímpicos, ela viu a Record tomar os direitos de transmissão de Londres-2012 da concorrente. E um convite da emissora paulista pavimentou um caminho que pareceu ser o mais claro a seguir – e no que ela se mantém até hoje.

Em entrevista ao blog, Mylena retomou a época dessa decisão, falou de seu atual momento – ela comanda o Esporte Fantástico, além de participar de outras transmissões do canal, como o Pan do Canadá, exclusividade do canal – e relembrou como uma baixinha que não deu certo no vôlei virou locutora apresentando rock no rádio e mais tarde retomou a paixão por esportes.

A GAFE – Estar ao vivo na TV é dar sopa para o azar. Não há quem escape de um mico aqui, ou uma gafe acolá. Mylena teve a sua na Record, durante a transmissão olímpica, em 2012. Por problemas no retorno, que geraram dificuldades de comunicação entre ela e a produção, um desabafo foi parar no ar. “Fala aqui na p… do retorno”, foi possível ouvir. Sobre o caso, ela leva na boa: “Eu não estava no ar, então foi um técnico que esqueceu de tirar o microfone. Era uma reclamação interna, não tinha retorno, não sabia o que estava acontecendo. Mas, quando acabou, normal”, garante ela. “Você está num evento ao vivo, fora do seu país, com delay no ouvido… E estávamos começando, um dos primeiros dias de transmissão. Aí eu reclamei… Mas achei legal que depois meus fãs mandavam mensagens: ‘poxa, o Faustão ganha um monte pra falar isso o dia inteiro, e a Mylena fala um e todo mundo sacrifica’. Foi só uma expressão do momento, e não estava xingando ninguém, então não fiquei traumatizada (risos).”

Da garota nova, mas com estilo próprio, que chegou à Globo e virou referência ao lado de Léo Batista e Fernando Vanucci, a apresentadora passou por quase tudo no canal. Mas foi com sua saída que experimentou mais liberdade e enfim realizou o que tanto queria.

“Eu adoro a Globo, muita gente ainda me chama da rua e fala que não tem me visto na TV. Assim como outros vem falar que me assistem na Record. Foram 18 anos, uma marca, uma vida toda profissional. E eu agradeço muito; além de ter aprendido, fiz bons amigos, convivi com grandes profissionais. Isso é muito edificante. Mas, quando a Record me chamou, me chamou para realizar meu sonho: participar de uma Olímpiada”, conta ela, que fez pela Globo a Copa de 1998, na França, mas não viajou para Jogos Olímpicos.

Mylena ri ao contar que há quem tenha “certeza” de que ela foi às Olimpíadas pela Globo. “Muita gente jura que me viu (nos Jogos). Mas, na verdade, me viram em um estúdio lindo, achando que eu estava em Pequim. Eu queria muito viajar. É como o sonho de um atleta. Pensei: ‘não vou ficar mais esperando’, porque a Record já tinha comprado os direitos (para Londres-2012) e a seguinte, ninguém sabia de quem seria. Eu falei: ‘eu quero, então vou atrás do meu sonho’. Foi por isso que saí”.

A apresentadora admite que o sentimento antes da mudança era de frustração. “Tinha uma tristeza. Mas, claro que eu entendia que participava de um trabalho de equipe, apesar de quere a experiência in loco”. Já na Record, ela viajou à Copa de 2010 para fazer matérias exclusivas, mesmo que a emissora não tivesse os direitos de transmissão. Também foi aos Jogos de Inverno, e, enfim, a Londres para a tão sonhada Olimpíada.

A liberdade na Record também é em torno de uma linguagem menos formal e de participar de matérias onde ela pode por seu “molho”. O lado mais irreverente sempre foi uma marca de Mylena, desde o rádio, mas foi um pouco limitado na Globo, que era mais quadrada em seus tempos de Globo Esporte e permitia mais experimentações no Esporte Espetacular.

“Na Globo logo comecei a trabalhar com o Vannucci e com o Léo, e eles sempre me ajudaram bastante. Eu cheguei para levar meu jeito descontraído, foi o que chamou a atenção da Globo. Vivemos de tudo, tem histórias engraçadas, outras tristes. Lembro de uma vez levarmos um cachorro para o Esporte Espetacular, no estúdio, e ele me morder e eu ter de continuar lá, rindo. O esporte tem mais momentos alegres, são notícias mais agradáveis”, recorda.

“O Globo Esporte, por ter que mandar as notícias mais quentes, tinha necessidade de uma velocidade maior. Sempre foi mais ágil, demorou a ter apresentadores levantantados. Já o Esporte Espetacular era diferente. Eu era vanguarda, até demais. E na época as pessoas não estavam preparadas totalmente para mudanças, então pediam para segurar um pouco, não exagerar nas brincadeiras. Eu já tinha vontade, criatividade, mas ainda não tinha o espaço, não era o tempo, o momento. Mas muita gente fala que já fazíamos o que se vê hoje”, explicou ela, em comparação com o jornalismo mais ousado iniciado por Tiago Leifert na Globo.

Pai esportista e filha rock and roll

Ser mulher também foi um desafio para Mylena. À época, só Isabela Scalabrini trabalhava com esporte e, pouco depois, foi para Belo Horizonte deixando a editoria. Hoje, Fernanda Gentil, Renata Fan, Paloma Tocci e outras tomam espaços que já foram masculinos. Mas, bem antes disso, esse assunto já era uma questão, quando ela entrou para o rádio, na parte musical.

O esporte sempre esteve na vida de Mylena, por conta do seu pai. Em Niterói, ele era atleta, fazendo corridas, e abriu um clube, aproveitando a pista de atletismo do estádio Caio Martins para dar aulas. De bicicleta, o professor carregava dardos, pesos e, depois de trabalhar como bancário, comandava as aulas de atletismo por lá. A mãe de Mylena conta que ele até checou a canela dos filhos para ver se eram finas e renderiam bons corredores.

A garota acabou gostando mais de dança, balé, mas sempre esteve ao lado do pai para jogar basquete, futebol e, principalmente, vôlei, seu favorito. Com apenas 1,64 m de altura e numa época em que não existia líbero, suas chances eram nulas. Então, o caminho do rádio caiu em seu colo.

Andando na rua, em Niterói, um amigo locutor comentou de um estágio em uma rádio local. Interessada, ela foi se candidatar, mas acabou sendo contratada em outro cargo, diretamente para fazer locução. Tudo por que tinha uma boa voz, sabia falar inglês e pronunciava corretamente os nomes de bandas, como Led Zeppelin e Deep Purple. Aprovada de cara, começou após um treino rápido, de uma semana e, apesar da inexperiência, não parou mais. Foi lá que criou seu estilo, começou a aprender sobre jornalismo e pavimentou sua carreira.

“Sempre fui pioneira, comecei quando existia só locução masculina no rádio, e as mulheres não entendiam de rock and roll. Homens ligavam e ficavam impressionados. Vim inovando desde lá, com linguajar da garotada. Então, quando comecei na TV, sabia como era entrar num reduto masculino, mas agora falando de esporte. A maioria gosta da voz feminina, de ouvir locução feminina”, explica ela.

Do rádio, Mylena foi para a TV, na Manchete, entrevistando bandas e artistas gringos, como The Cure e Tony Bennet. Deste último, se surpreendeu enquanto esperava por uma entrevista. “Nosso diretor estava cuidando da luz. E o Tony lá, numa paciência, esperando. De repente, ele sentou no piano e começou a desenhar. E olhava para mim, sorria… Daqui a pouco ele me dá um desenho, um retrato meu. Fiquei: ‘Meu Deus, tenho um retrato do Tony Bennet’. Até hoje está na minha estante”, relata a apresentadora.

Foi na própria Manchete que ela fez a transição de volta para o esporte. “Eu adorei, já gostava. Eram minhas duas paixões, esporte e música. E eu queria um trabalho mais constante, que ganhasse um salário melhor. Então comecei na Manchete Esportiva e fazia o Grid de Largada, com os boletins de Fórmula 1, até que a Globo me chamou para o Esporte Espetacular e depois entrei no Globo Esporte.”

Como em tudo em que ela teve de se arriscar, até entrar na forte Globo teve narizes torcidos. “Quando a Globo chamou foi: ‘Meu Deus! A Globo me chamando. Claro que umas pessoas tentaram me demover da ideia. Dizendo que era Globo, muita gente. Mas eu queria ir, ver como ia ser, ter a experiência. E acabei ficando 18 anos”, completa ela, agora com seis anos de Record e já às vésperas de realizar seu segundo sonho olímpico.

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo