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Humor em alta. Gravidez só corta mesmo guloseimas de Fernanda Gentil
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Fernanda Gentil vive um 2015 diferente do que está acostumada. Grávida de pouco mais de sete meses, a apresentadora teve de mudar sua rotina, cortar algumas guloseimas e superar o cansaço diário. Mas uma coisa não alterou em sua vida, o bom humor.

O que normalmente é um problema para muitas mulheres, a alteração em seu corpo devido à gravidez foi levada na brincadeira pela apresentadora.

“Brinquei sim com o tamanho dos seios, da barriga e as novas celulites. É tudo por uma causa muito nobre, você passa a não se importar com o físico, mas muito mais com o psicológico, com a responsabilidade de educar alguém, de criar um filho, de amamentar, escolher boas escolas, preparar o cantinho dele. As mudanças no corpo são inevitáveis, e a alegria de estar grávida, muito maior do que as mudanças’, disse a apresentadora em entrevista ao UOL Esporte.

Parte da gravidez de Fernanda Gentil virou um quadro do Esporte Espetacular. O “Mamãe Gentil” dá dicas de exercícios para mulheres realizarem durante a gestação.

“Foi muito bom porque me ensinou muita coisa também, foi como se eu estivesse aprendendo junto com o pessoal de casa. Penso no quadro como um todo, no desafio que eu teria de escrever o projeto inovador que me foi dado, e principalmente no serviço que estamos prestando para tantas mulheres e famílias que estão à espera de um filho. Esse foi o maior legado do quadro, foi muito bom saber que as pessoas aprenderam, se identificaram e tiraram dúvidas com o Mamãe Gentil”, disse.

Mas, não foram os exercícios que deram mais trabalho para a jornalista. Abrir mão de alguns tipos de alimentação, principalmente hambúrguer e frituras, foi o que fez Fernanda sentir mais dificuldade.

“Controlar a alimentação continua sendo o mais difícil! Mas como estou muito bem acompanhada pela minha médica e sabendo exatamente os benefícios de uma alimentação saudável principalmente na gestação, fica mais fácil negar algumas guloseimas. Mas outras (como doces) continua sendo impossível”, afirma a apresentadora.

Com a seleção brasileira na Copa de 2014, Fernanda Gentil foi um dos nomes mais comentados da transmissão da Globo. Agora, a gravidez tirou a jornalista da Copa América, mas ela não lamenta a ausência e já projeta a Olimpíada de 2016.

“Eu amo o que faço, por isso é sempre ruim perder uma grande cobertura. Mas também estou amando estar grávida, então não tenho do que reclamar. Só me resta me preparar muito para ser convocada para o próximo grande evento, que é a Olimpíada”, completou.

A previsão é que Gabriel, filho da apresentadora, nasça no meio de agosto. Ao comentar sobre a relação do pai, Matheus, com o herdeiro, ela é só elogios.

“Matheus já é um paizão mesmo com Gabriel na barriga ainda. Totalmente envolvido, me ajuda em tudo, muito preocupado em evitar que eu faça esforço, me canse. Eu sempre achei mesmo que ele seria um grande pai, mas Gabriel deu mais sorte do que eu imaginava”, finalizou.

Leandro Carneiro
Do UOL, em São Paulo


Ronaldo ataca Del Nero por ausência na Copa América
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Crédito da foto: Sportv/Reprodução

Ronaldo voltou a disparar críticas contra o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. O ex-jogador contestou o fato de o dirigente não ter integrado a delegação que representou a seleção brasileira no Chile para a disputa da Copa América.

Convidado do programa “Bem, Amigos”, do Sportv, na segunda-feira, o Fenômeno entende que o elenco ficou totalmente abandonado na Copa América e acredita que Del Nero permaneceu no Brasil com receio de ser preso.

“Foi a única vez na história que a seleção brasileira participa de uma competição sem que seu presidente tenha acompanhado. E o que a gente lê é que por motivo de medo de ser preso, já que o Chile tem tratado de extradição com os Estados Unidos”, declarou Ronaldo, que esteve no Chile como comentarista da Rede Globo.

Sete dirigentes da Fifa foram presos na Suíça, em 27 de maio, às vésperas da eleição presidencial da entidade, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os detidos está o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. A operação policial foi coordenada pela norte-americana FBI. A Justiça dos Estados Unidos pediu a extradição de todos detidos.

No dia seguinte às prisões, Del Nero retornou ao Brasil, ficando fora do evento promovido pela Fifa.  O dirigente alegou que sua volta antes ao país do previsto ocorreu para acompanhar de perto a CPI instaurada para apurar irregularidades na CBF.

Leia mais: Galvão lidera fritura de Dunga e diz que atual seleção é medíocre. 

Ronaldo quer Del Nero fora da CBF

Ronaldo foi membro do Comitê Organizador da Copa no Brasil e participou ativamente de ações ao lado de Del Nero (então vice da CBF) e de Marin (então presidente da CBF) para promover o Mundial de 2014. O ex-atacante agora tem agido como crítico da CBF e dirigentes.

Indagado por Galvão Bueno se teria intenção de assumir um cargo na CBF, Ronaldo foi seco:

“Não quero nem estar perto”.

No início de junho, Ronaldo se posicionou sobre os escândalos de corrupção da Fifa e a renúncia do presidente Joseph Blatter. O Fenômeno disse que Del Nero também deveria deixar o cargo.

“Adoraria que ele (Del Nero) renunciasse também. Ele não tem dado grandes exemplos. É evidente a relação com Marin. Seria bom momento para renunciar. Mas vamos aguardar as investigações'', declarou Ronaldo.


Galvão dispara mais críticas, vê seleção “medíocre” e ironiza virose
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“O que eu acho é que temos que ter mudanças, mudanças comportamentais, mudanças de nomes, nós temos que ter mudanças''. Assim Galvão Bueno, em fase de crítico da Seleção, bradou na volta ao seu programa Bem, Amigos nesta segunda-feira. O alvo principal na maior parte da atração do Sportv: o treinador Dunga, sobretudo.

Com mais tempo, o narrador continuou as fortes críticas já iniciadas no sábado, após a partida, e que continuaram no domingo, durante participação no Esporte Espetacular.

“Diria que foi a pior, a mais medíocre participação do futebol brasileiro em toda a história da Copa América, e olha que estou em Copa América desde 1983. Jamais vi uma participação tão medíocre, uma coisa que fere a história construída por pessoas como Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos ao longo dos tempos, através dos anos'', falou grosso, indignado com a campanha brasileira, na presença dos dois convidados citados.

E o programa teve de tudo: de cobrança por jogadores não convocados, passando por menção ao sucesso dos técnicos argentinos das seleções semifinalistas do torneio, até a exibição de entrevistas dos jogadores que não batiam com o discurso do comandante do time brasileiro.

“Vamos ver o trecho da entrevista coletiva do Dunga quando ele surpreende todo mundo com a história da virose'', anunciou assim uma sonora da fala do treinador para, posteriormente, perguntar: “quando começou essa virose, quando ela veio? O Mauro Naves [repórter da Rede Globo] foi conversar com o médico que disse: 'foi aqui'. Aí depois não tinha sido em Concepción, já tinha sido antes de sair em Santiago, mas os jogadores treinaram normalmente na quinta e na sexta-feira e estavam todos aptos a jogar.''

E, na sequência, o narrador fez questão de escancarar o que chamou de “falta de entrosamento até nas respostas''. Referia-se a possíveis incoerências nas declarações de Dunga e de seus atletas, expostas ali em longa reportagem de Eric Faria, repórter da Globo, para o Esporte Espetacular, de atletas como Willian, Jefferson e Thiago Silva relatando os problemas da virose. Em uma delas, o meia do Chelsea diz que chegou a passar mal, mas que depois voltou a se sentir melhor e só saiu do jogo porque o técnico quis.

Após as falas dos atletas e de Dunga na reportagem, Galvão disparou. “Nos grandes times, nos grandes momentos, nas boas fases, quando há identidade e integração, as respostas são todas muito semelhantes, né? O que se percebe é um desencontro.''

E Ronaldo seguiu Galvão na “fritura'' do atual trabalho comandado por Dunga. “A falta de transparência, nesse caso, leva a crer que há sempre algum coisa obscura. (A virose) está sendo usada para se defender. Nesse caso, mostrou que claramente houve um desencontro de respostas dos jogadores com o treinador e o médico'', disse.

Já o outro campeão do mundo presente ali, Roberto Carlos, adotou discurso diferente e preferiu falar também da necessidade de um algo mais dos jogadores em campo. “Por mais que o Dunga seja o comandante do barco, eu acho que perdemos aquela liderança de três ou quatro jogadores dentro de campo, de se unir mais dentro de campo e não sobrar só para o treinador'', ponderou. “Pela minha experiência de jogador e agora de treinador, o jogador quando pode fazer um pouco mais, dar a mãozinha pro companheiro e dizer 'vamos', aí vai todo mundo, puxa três, quatro, cinco ali e vai embora'', completou, destoando completamente das falas dos demais na atração.

Galvão já havia reclamado das decisões de Dunga para o mesmo programa Esporte Espetacular, o mesmo da reportagem tão elogiada no Bem, Amigos pelo narrador. “Sou contra esconder as coisas. Muito treino fechado, muita coisa escondida. Esconderam muito, quando esconde, é porque a coisas não caminham certo''', condenou.

Em outro momento, Galvão opinou sobre os treinos de Dunga. “Ele trabalha muito bem o treino, intensidade. Acho que ele se perde fora do trabalho de bola'', afirmou sem dar mais detalhes do que falava, confirmando apenas que ele e Júnior assistiam aos treinos.

E ele repetiu na atração do Sportv declaração similar à que deu ao programa dominical da Globo, sobre jogadores não chamados por Dunga para a Copa América: “Cadê o Lucas, cadê o Lucas?''. Falava do atacante de lado de campo do Paris Saint-Germain, Lucas Moura. Também cobrou, sem citar o nome de Dunga, pela ausência de jogadores mais cascudos, experientes no grupo, como Kaká e Hernanes.

“Não quero crucificar jogador nenhum. Todos bons jogadores, talvez fora do momento exato, fora da conjuntura ideal. Não quero sacrificar ninguém'', explicou-se sobre aqueles convocados por Dunga. E ainda fez questão de isentar de culpa os possíveis vilões das recentes eliminações brasileiras, agora, no Chile, e antes na Copa do Mundo de 2014.

Rogério Jovanelli
Do UOL, em São Paulo


Mesmo ao vivo, luta de Lyoto derruba audiência do UFC na Globo em 2015
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Apesar de ir ao ar ao vivo, e consequentemente mais cedo, já com transmissão no ar desde 1h, o combate do UFC Miami entre Yoel Romero e Lyoto Machida deste fim de semana, com vitória categórica do lutador cubano sobre o brasileiro, decepcionou na audiência. Rendeu modestos oito pontos à TV Globo na Grande São Paulo, região referência para o mercado publicitário.

Neste ano, duelos mais atrativos, sobretudo para o telespectador médio de TV aberta, geraram mais audiência. Foi o caso, por exemplo, mais recentemente, da luta pelo cinturão dos médios entre Chris Weidman e Vitor Belfort, no UFC 187, também com derrota brasileira, na madrugada de 24 de maio. Levada ao ar mais ou menos na mesma faixa horária, gerou 12 pontos no Ibope à Globo, 50% a mais que Romero x Machida.

A volta de Anderson Silva ao octógono no UFC 183, depois da fratura de sua perna e consequente segunda derrota diante do próprio Weidman, um evento cercado de expectativa por todos, incluindo os brasileiros, também despertou muito mais o interesse e audiência superior: 15 pontos para a sua vitória sobre Nick Diaz no octógono (dias depois se saberia que manchada por doping). A exemplo do combate de Belfort, também foi uma luta gravada pela emissora (com exibição após 30 minutos em relação à realização do evento em Las Vegas), mostrada com narração de Galvão Bueno e já batendo as 4h da madrugada do dia 1º de fevereiro.

Ano passado, em outro evento super badalado, UFC 179, realizado no Rio de Janeiro e com disputa por cinturão envolvendo lutador brasileiro (José Aldo derrotou Chad Mendes e se manteve como campeão dos pesos penas), também resultou em maior audiência para a TV Globo: 12 pontos na Grande São Paulo. Por ser no país, a transmissão foi ao vivo, na madrugada de 26 de outubro.

Rogerio Jovaneli

Do UOL, em São Paulo


Para o bem e o mal, Leifert mudou a cara do lado esportivo da Globo
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No comando da edição paulista do Globo Esporte entre janeiro de 2009 e junho de 2015, Tiago Leifert não está apenas deixando o programa, mas mudando de área e assumindo, de vez, uma posição de destaque no entretenimento da emissora.

Ao longo destes seis anos e meio à frente do GE-SP, o editor-chefe e apresentador acabou se tornando o símbolo maior de um processo do qual foi apenas a parte mais visível. Em busca de espectadores mais jovens, bem como do público feminino, o jornalismo esportivo da Globo passou por uma transformação grande tanto na forma quanto no conteúdo.

LEIA MAIS: Não é só Ivan Moré. Leifert tem mais um substituto no GE

De pé, andando pelo estúdio, falando uma linguagem coloquial e fazendo piadas, Leifert mostrou ter um talento genuíno para a tarefa. O seu figurino, sempre informal, é o símbolo maior do que a emissora buscava nesta nova fase. Acho que o jornalista foi muito bem-sucedido na proposta de dar uma cara mais leve e agradável ao GE.

Por outro lado, ao investir não apenas na forma, mas também em um conteúdo mais leve, o jornalismo esportivo cometeu muitos erros. E Leifert, pelo papel que assumiu, acabou se tornando porta-voz e alvo de merecidas críticas.

Em diferentes momentos, nestes últimos anos, o jornalista defendeu uma mesma ideia: “Eu não levo nem nunca vou levar esporte a sério. Quem leva (tipo alguns babacas na minha TL) não entende o que é esporte.”

Esse ponto de vista arrogante foi exposto, por exemplo, diante da reação do atacante argentino Hernán Barcos, que chamou um repórter da Globo de “boludo” (babaca) diante de outros repórteres após ser confrontado com fotos de Zé Ramalho e bombardeado com perguntas sobre suas semelhanças com o cantor.

Ou quando o GE fez piada com o chileno Valdívia, por conta de suas repetidas contusões, e o jogador atacou violentamente o apresentador do programa.

Mais grave, ainda, na minha opinião, foi Leifert ter vestido a camisa da Globo em algumas discussões sem entender exatamente onde estava se metendo. O jornalismo esportivo da emissora frequentemente foi menos crítico do que deveria por conta de conflitos de interesses.

A cobertura que a Globo fez nas últimas décadas sobre a CBF é repleta de lacunas. O tratamento que dá à seleção brasileira, igualmente, está longe de ter o tom que a equipe muitas vezes mereceu.

Como já escrevi antes, acho que é possível fazer bom jornalismo com bom humor. Lamento, porém, que a emissora tenha dado, até a entrada em cena do FBI, menos atenção do que poderia aos diferentes bastidores relacionados aos negócios do futebol, a Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Fifa, entre outros.

Se Tiago Leifert tivesse sido a cara da Globo em um processo de investigação sobre as estruturas podres do futebol brasileiro, não teria me importado que fizesse isso com humor. O problema ocorre quando a informação é deixada de lado, e prevalece apenas o entretenimento, por força de algum motivo externo que desconhecemos.

Mauricio Stycer
Crítico do UOL


Galvão volta ao Bem, Amigos e já comete gafe logo na abertura
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O narrador da Globo, Galvão Bueno, voltou a comandar o programa Bem, Amigos, nesta segunda, após a Seleção Brasileira ser eliminada da Copa América no fim de semana. E Galvão começou igualzinho o time de futebol brasileiro: bem mal.

“Alô, Galvão. Boa noite, bom trabalho, bom Bem, Amigos, Galvão'', anunciou o colega de narração Luis Carlos Jr., após transmitir a vitória chilena sobre o Peru, 2 a 1, e consequente classificação à final do torneio. Só que Galvão não sabia que tava no ar e foi pego desprevenido, fazendo caretas e brincando.

Depois o comandante da atração do Sportv, ainda perdidaço, riu e então ouviu-se um berro: “tá no ar!''.

“Tá doido, Igor'', respondeu, baixinho, possivelmente para o diretor do programa, Igor Ostrovsky, seu parceiro inclusive no livro de memórias que escreveu, o “Fala, Galvão!''.

E depois de mais alguns segundos, enfim ele se tocou que o Bem, Amigos já estava no ar e falou Galvão.

“Muito bem, parece que nós já estamos aí no ar, porque a imagem que eu tinha aqui ainda tínhamos lances do jogo do Chile. Obrigado, Luis Roberto. Tá com mais prática do que eu. Acabei de voltar do Chile também, direto do aeroporto pra cá'', justificou-se.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Leifert vai falar de esporte e cultura nerd em novo programa da Globo
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Presente no Vídeo Show desta segunda ao lado de seus novos colegas no entretenimento, Zeca Camargo, Patrícia Poeta, Cissa Guimarães, Ana Furtado e André Marques, que formam a equipe do É de Casa, novo programa ao vivo matinal da Globo aos sábados, o ainda apresentador do Globo Esporte de São Paulo, Tiago Leifert, falou um pouco sobre sua função na atração.

“Lógico que eu vou falar de esporte, claro, vou estar de olho no esporte, mas também focado na tecnologia, cultura nerd, videogames'', contou.

“A gente vai conversar sobre coisas que aconteceram durante a semana, pegar notícias mais importantes e destrinchá-las de maneira divertida, tem o The Voice Brasil que vem chegando e a gente vai falar disso, também. Cada um vai ter o seu setor e a gente vai se complementar na hora ali do programa'', explicou.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Capita se irrita com jogadores da seleção e discute com Edinho no Sportv
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O ex-jogador Carlos Alberto Torres, capitão da seleção do Tri em 1970 e colaborador do Sportv na cobertura da Copa América, demonstrou indignação com os jogadores do Brasil em participação no Troca de Passes deste domingo. Irritado, chegou a elevar o tom várias vezes no programa.

“Eu vi um garoto desembarcar em São Paulo. Pô, aquilo não é jogador de Seleção Brasileira, cara, é jogador de pelada. De capuz na cabeça. Aí o Uruguai foi eliminado e todo mundo sai [bem vestido]”, começou o ‘Capita’.

Em sua explanação, criticou a postura dos jogadores brasileiros, mais profissionais e corretos em seus clubes na Europa e completamente diferentes na seleção, com seus fones de ouvido e, segundo ele, sem a cabeça no campo.

O também ex-jogador Edinho tentou ponderar, defender os jogadores: “é o estilo de hoje''. Em vão. Carlos Alberto Torres não deu ouvidos e o confrontou por vários momentos: “não interessa, eles vão pra Europa, tu vê Neymar, todo mundo de terninho e gravata, tudo bonito, respeitando a instituição. Aqui, os caras não respeitam mais a seleção brasileira.''

Carlos Alberto estava bem bravo, enfurecido. “Edinho, não vamos defender o que está errado'', irritou-se. “Eu não tô defendendo, eu tô dizendo o seguinte…'', tentou argumentar Edinho, sem que pudesse concluir.

“A gente tem que começar daqui, vamos gritar pra mudar, senão nós vamos continuar perdendo e todo mundo: 'ah, vamos ganhar'. Desse jeito, o Brasil não ganha nada. Por que a CBF não começa a mudar?'', questionou Capita. “Isso é cultural'', defendeu Edinho.

“Ah não, tem que mudar essa coisa de cultura, também, rapaz. Ali é que você vê se o jogador tá com a cabeça pra servir a nossa seleção ou não, porque os caras [tão nem aí], se perder tudo bem, vão embora, não têm que encarar torcedor domingo no Maracanã.''

“Acho que a nossa maior dificuldade tá dentro de campo e por filosofia'', entrou na conversa o jornalista Raphael Rezende.

“Tá dentro de campo, porque leva coisa errado de fora pra dentro de campo. Vai por mim. Eu mais ou menos conheço futebol, conheço comportamento de jogador. Joguei aqui e no exterior. No exterior são profissionais, igual os nossos jogadores quando chegam lá, aí quando chegam no Brasil é oba-oba e não ganham nada. Enquanto a gente não tiver peito de mudar comportamento de jogador extracampo…'', reclamou.

Carlos Alberto Torres ainda comparou a realidade atual dos atletas, independentes financeiramente na Europa, com a da sua época, quando, segundo deu a entender, os brasileiros precisavam mais da seleção para ganhar dinheiro do que na atualidade.

“Antigamente, jogador dependia da seleção para fazer um bom contrato. Hoje, não estão nem ligando. Se perder, que se dane, não preciso da seleção ganhar nada. Tem que mudar, porra. Vão pro campo sem pensar no jogo, descem tudo de [fones de ouvido]'', criticou.

Em outro embate com Edinho, Capita divergiu do companheiro sobre o nível dos jogadores brasileiros. Para ele, a diferença não é tão grande assim em relação ao que se joga em outras seleções. “Edinho, nós não estamos tão longes assim dos caras'', opinou e voltou novamente a relacionar o extracampo com o mau rendimento nos gramados. “Os caras lá são profissionais, nós não somos'' e, dessa vez teve a concordância do colega. Ao menos no profissionalismo dos atletas brasileiros quando atuando em seus clubes fora do país.


Faustão diz que seleção é da CBF, e não do Brasil ou da torcida brasileira
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Crédito: Reprodução/TV Globo

Crédito: Reprodução/TV Globo

Ao anunciar as atrações do Fantástico minutos antes do encerramento do seu Domingão do Faustão, o apresentador Fausto Silva fez uma crítica à seleção brasileira que, segundo ele, é da CBF, e não do Brasil ou da torcida brasileira.

“Daqui a pouco o Fantástico, as reportagens, o noticiário do Campeonato Brasileiro, a volta da seleção da CBF'', iniciou a chamada com alguns dos destaques do chamado Show da Vida.

E então o animador fez questão de explicar: “a seleção é da CBF, tá gente? A seleção do Brasil, da torcida, essa é outra'', enfatizou.

O apresentador do Domingão já havia usado de tom crítico em relação à seleção antes mesmo da sua eliminação. Após a vitória de virada, 2 a 1, sobre o Peru, na estreia da Copa América, primeiro gol marcado por Neymar e o segundo após assistência do craque, Faustão resumiu assim aquele resultado apertado: “Neymar 2, Peru 1. A Seleção de um jogador só''.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Edmundo diz que “barriguinha saliente” de Ceni afeta seu rendimento
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Durante comentário para o programa Terceiro Tempo, da Band, neste domingo, o ex-jogador comentarista Edmundo disse que as falhas de Rogério Ceni não tiveram reflexo na goleada de 4 a 0 sofrida pelo São Paulo para o Palmeiras, argumentou que fosse outro goleiro possivelmente ela ocorreria do mesmo jeito pelo “atropelo'' no clássico paulista de hoje, mas analisou a situação do veterano atleta e até reparou numa “barriguinha saliente''.

“Todo atleta profissional tem prazo de validade, infelizmente. A cabeça tá ótima, mas o corpo já não ajuda. Claro que hoje seria chutar cachorro morto, porque o Palmeiras atropelou a equipe do São Paulo. Só neste ano, 7 a 0, sete gols pró-Palmeiras e nenhum tomado [no confronto]. Duas goleadas, uma de 3 a 0 e outra de 4 a 0″, iniciou a sua análise, para depois entrar na questão da forma física de Ceni que, segundo ele, compromete sua atuação do goleiro.

“O Rogério Ceni já não consegue mais ter a explosão de antes em função disso. O corpo vai perdendo a força, vai perdendo o reflexo. É público e notório que não consegue ter mais a mesma elasticidade, a mesma velocidade que um goleiro necessita. A gente vê até uma barriguinha saliente quando está com a camisa um pouco mais justa. Isso é muito em função da idade, porque a estrutura física não consegue mais perder a gordura que está localizada e isso vai acaba atrapalhando no rendimento diário'', finalizou, ganhando a concordância do apresentador Milton Neves, que ainda atribui ao tecido mais fino do uniforme a facilidade para se notar a barriguinha.

“Esse novo equipamento esportivo dele, a nova malharia ou coisa parecida tá fazendo aparecer a barriga dele, porque o tecido é mais fininho

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo

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