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Galvão repete frase sobre Shakira e Piqué. E a internet vai à loucura
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“Você diria que o Piqué é marido da Shakira ou a Shakira é mulher do Piqué?''. A gracinha de Galvão Bueno durante os jogos do Barcelona tem se tornado um bordão do principal narrador da Globo.

Nesta quarta-feira, na partida do clube espanhol contra o Bayern de Munique na Liga dos Campeões, Galvão outra vez repetiu a sacada.

Só que os internautas do Twitter parecem que já estão cansados de saber quem é melhor que quem e não perdoaram a insistência do narrador no tema. Na rede social, os internautas já criticavam a qualidade do gracejo no dia 21 de abril.


Vilã Gloria Pires recorreu a ex-craque do Fla pra fazer embaixadinha
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Gloria_Pires
Dona de um currículo extenso, Glória Pires está em cena como a vilã cruel Beatriz de “Babilônia”, novela da TV Globo. A personagem é apenas mais uma faceta das dezenas de representações já vividas pela atriz ao longo dos anos de carreira. O que pouca gente sabe, ou lembra, é que a artista também já teve seus dias de esportista. Mais precisamente, de atleta de futebol.

Com uma rotina que incluía treinos exaustivos e aulas sobre os “traquejos” do esporte mais popular do país, Glória se preparou para uma cena curiosa no filme “Se eu fosse você 2” (2008). E o treinador daquela que é uma das principais atrizes do Brasil não poderia ter um currículo dos mais simples. Integrante do chamado “melhor ataque do mundo”, que atuou no Flamengo em 1995, ao lado de Romário e Edmundo, Sávio foi o encarregado de fazer a artista se transformar em uma habilidosa atleta.

A missão não era das mais simples: Glória Pires – à época interpretando Helena, que “trocava de corpo com o marido Cláudio (Tony Ramos) – precisava aprender os trejeitos de um homem quando faz embaixadinha. Sem um histórico com a bola nos pés, a computação gráfica ajudaria, mas era necessário uma mínima intimidade com a “redonda”.

Gloria Pires faz embaixadinha em Se eu fosse você 2

“Foi uma experiência muito bacana. A Glória se mostrou uma pessoa extremamente profissional, mais até que muito garoto novo por aí [risos]. Foi uma jogadora dedicada, perfeccionista. Ela sempre queria saber de tudo, pegar os detalhes e entender a situação”, elogiou o “professor.

“É claro que não iríamos ensinar a jogar futebol em pouco tempo, mas a Glória pegou os trejeitos para fazer a embaixadinha muito rápido. Depois o computador resolvia o resto”, recordou o ex-jogador com passagens por Flamengo e Real Madrid, da Espanha.

E esta não foi a única participação de Sávio no filme. O ex-atacante e atual empresário ainda prestou uma consultoria ao diretor e “Se eu fosse você”, Daniel Filho, na hora de montar uma cena que representava uma partida de futebol.

“Estive com o diretor ajudando a montar uma cena em um campo futebol. Orientei onde teriam que ficar as coisas, como deveria rolar. Ajudei até o Tony Ramos e o Cassius Gabus Mendes com alguns lances de futebol, como deveriam se posicionar”, explicou.

Por fim, quando questionado se a tabelinha com Glória Pires teria sido mais fácil do que atuar com Romário e Edmundo, Sávio não pensou duas vezes.

“Nossa… não dá nem para comparar. Foi muito mais tranquilo atuar ao lado dela. Fácil demais, ela é craque, tranquila, gostava bastante de treinar. Era muito profissional”, encerrou Sávio.

Por Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro


Galvão detona escolha de João Dória Jr. para chefiar delegação brasileira
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João Dória Jr. foi apresentador do programa O Aprendiz da Record

A CBF anunciou nesta segunda-feira (04) a escolha do publicitário João Dória Jr. para ser o chefe da delegação brasileira na Copa América. A atitude da confederação irritou muito o narrador Galvão Bueno, que detonou a escolha da entidade.

Durante o programa Bem Amigos, comandado por Galvão, o narrador da Rede Globo fez questão de dar a sua opinião sobre o assunto e não poupou palavras críticas sobre o convite a João Dória.

“Se tiver um problema durante a Copa América e uma reunião, quem vai? É o chefe da delegação. Hoje eu fiquei extremamente surpreso, fui ver para checar direito no site da CBF e o presidente Marco Polo Del Nero convidou o publicitário João Dória para ser o chefe da delegação para a Copa América. É um homem extremamente competente em aproximar pessoas, para fazer negócios, mas não tem nenhuma relação com o mundo do futebol. Eu confesso que fiquei extremamente surpreso. Eu fiquei tonto com a história. O que tem uma coisa a ver com a outra?'', comentou Galvão pedindo imediatamente a opinião dos participantes do programa, que também são contra a presença do publicitário como chefe de delegação.

“Se tem um problema de arbitragem , é o chefe de delegação que vai lá. O que um publicitário, um homem que tem um programa de entrevistas, faz grandes encontros como publicitário, tem a ver? Não teria que ser alguém que fez algo pelo esporte? Alguém ligado ao futebol? Eu acho um convite sem pé nem cabeça. Até porque é a primeira competição oficial depois de um 10 a 1 na Copa do Mundo'', finalizou o narrador se referindo as derrotas da seleção brasileira para a Alemanha por 7 a 1 na semifinal da Copa e para a Holanda por 3 a 0 na decisão do 3º lugar.

João Dória Jr. é jornalista e publicitário e foi presidente da Embratur. O novo chefe da delegação do Brasil ainda apresentou programas voltados para o mundo empresarial em diversas emissoras – entre 2010 e 2011, apresentou o programa “O Aprendiz'', na Rede Record.

A seleção brasileira viaja para o Chile no dia 12 de junho, concentrando-se na cidade de Temuco. A estreia na Copa América 2015 acontece no dia 14, contra o Peru, pelo Grupo C.


Leifert faz funk com santistas e diz que herói é Robinho e não Homem-Aranha
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Crédito: Reprodução

Globo e Santos parecem ter feito as pazes. Durante o Globo Esporte desta segunda-feira, o apresentador Tiago Leifert fez um funk ao vivo ao lado de parte do elenco santista para homenagear o campeão paulista, que bateu o Palmeiras, nos pênaltis, no domingo.

Bem humorado, ele aproveitou a oportunidade para se desculpar com o Santos pela Globo não ter transmitido o jogo do alvinegro praiano nas quartas de final do Paulistão. Na ocasião, a emissora levou ao ar um filme do Homem-Aranha.

Com a ajuda de Gabigol nas batidas da música, Leifert disse que também teria filme para a torcida do Santos, mas que o herói da vez era o Robinho e não o personagem da Marvel.

As rimas do apresentador também citaram a expulsão do palmeirense Dudu, o meia palmeirense Valdívia, o artilheiro Ricardo Oliveira e até mesmo o atraso da diretoria santista no pagamento dos salários dos jogadores. Confira a letra:

“Alô torcida do meu Peixe, já cansada de vencer, se liga aqui na Globo que tem filme pra você.

 O roteiro é repetido, no final o Santos ganha. O herói e o Robinho e não o Homem-Aranha.

Salve o professor Marcelo, esse cara é da hora, deve estar na coletiva agradecendo até agora.

Parabéns para o Valdivia, jogador sensacional, mas não o do Palmeiras, o do Internacional.

Eu sou MC Leifinho, sou moleque rimador, deu a louca no Dudu, ele bateu no professor.

É o novo Edmundo, craque da camisa 7, vai tomar um gancho até 2017.

E o que falar do Lucas Lima? Meia habilidoso, mais bonito que o Beckham e muito mais estiloso.

Tem Ricardo Oliveira, o craque do campeonato, meteu 11 caixas e ganhou novo contrato.

E o goleiro Vladimir, que entrou numa fogueira, ele pegou o fogo e acendeu a churrasqueira.

Agora é só comemorar, mas antes tem um recado, só um pensamento para a gente ficar focado:

“Alô, alô diretoria, não esquece do dinheiro, “nois” já ganhou Paulista e quer ganhar o brasileiro”. 

Logo em seguida, o apresentador voltou a se desculpar pela ausência do Santos na grade da emissora nas quartas de final.

“Torcida do Santos, um abraço. Sabemos que estavam bravos pelas quartas, beijo. O Globo Esporte está junto, estamos aqui agora'', completou. Com o funk ao vivo, Tiago Leifert logo foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter.

Para completar a homenagem ao Santos, o Globo Esporte ainda exibiu um “filme'' sobre a segunda partida da final, com imagens e declarações de familiares dos jogadores das duas equipes. A reportagem levou os santistas presentes no estúdio às lágrimas e fez até mesmo o apresentador se emocionar.

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“Agora eu choro no The Voice, choro no Globo Esporte, estou emocionado pra caramba, é uma vergonha nacional”, disse o apresentador ao encerrar o programa.

* Crédito: Reprodução


Na base da insistência. Como filho de Sandra de Sá virou comentarista na TV
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Ele é ator global, filho e empresário da cantora Sandra de Sá e dono de um requintado restaurante no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. E, desde fevereiro, conseguiu unir sua paixão pelo basquete com um novo trabalho, o de comentarista da NBA no SporTV. Este é Jorge de Sá, que virou figurinha carimbada nas transmissões do canal por assinatura.

Mas para conseguir a vaga para estar ao lado de Robby Porto e Byra Bello, os titulares do SporTV nas partidas de basquete, Jorge insistiu muito. Ele se aproveitou dos contatos que tinha na Globosat, uma vez que já havia trabalhado no Multishow apresentando o programa de variedades “Mandou Bem” e um sobre músicas chamado “0 km”.

“Quando vi que o SporTV assinou com a NBA, falei com o pessoal lá e disse que queria fazer parte. Gosto muito de NBA. Saí enchendo o saco de todo mundo que conhecia. De qualquer maneira, eu estaria em casa vendo as partidas. Então por que não passar meus conhecimentos para o telespectador? Eu estava fazendo umas filmagens, mas não estava em nenhum trabalho fixo de novela. Então fui atrás disso e eles me fizeram a oferta. E está funcionando muito bem até agora. Não tenho contrato com o SporTV ainda. Faço porque sou um apaixonado pela NBA”, disse Jorge, de 30 anos, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

E Jorge tem mostrado desenvoltura e bom conhecimento da modalidade e das equipes nas suas frequentes aparições na telinha.

“Eu não estudo nada. Tenho a NBA dentro de mim. É a minha terapia”, afirmou.

O amor pela NBA e pelo basquete é antigo. Poucos podem saber, mas Jorge já foi jogador e por muito pouco não virou um atleta profisisonal. Ele começou a praticar a modalidade no Flamengo, quando tinha apenas cinco anos, e ganhou inúmeros títulos estaduais nas categorias de base. Como juvenil, chegou a integrar o banco de reservas da equipe principal em 2002 e 2003, época em que Oscar Schmidt era o grande astro do clube.

“Neste ano de 2003 estava iniciando minha carreira de ator e gravando ‘Malhação’. E chegou a hora em que tive de optar por qual caminho seguir. Decidi parar de jogar por achar que não iria chegar ao nível que eu gostaria e também tinha a questão do salário”, reconheceu o comentarista, que atuava como ala-armador.

Apesar de não ter seguido no mundo do basquete como atleta, Jorge guarda boas histórias da época em que desfilava seu talento pelas quadras. Um dos momentos mais marcantes ocorreu quando vivia nos Estados Unidos para completar a High School (Ensino Médio) e participou de um campeonato no qual pôde atuar contra atletas que hoje são astros consagrados da NBA como LeBron James e Dwight Howard.

“Isso foi em 2002. Quando acaba a temporada dos campeonatos colegiais, existe uma liga chamada AAU Basketball, na qual juntam os melhores jogadores de cada região do país. Eu morava na Flórida e joguei por uma equipe chamada Clearwater Piranhas. Fomos ganhando as partidas e chegamos à disputa do campeonato nacional na Disney, que marca o fim da temporada. E lá joguei contra o LeBron, o Howard e o Amar’e Stoudemire”, contou Jorge.

E no ano passado, Jorge voltou a se encontrar com LeBron James em um evento da Nike durante a Copa do Mundo do Brasil. Isso aconteceu menos de 12 horas após o jogador anunciar por meio da revista Sports Illustrated sua saída do Miami Heat para o Cleveland Cavaliers.

“Tenho um patrocínio informal com a Nike, eles me apoiam há nove anos. E quando teve este evento me chamaram para entrevistar o LeBron. Foi bem legal. Fui o primeiro a conseguir falar com ele sobre esta mudança de time e aí falei que havia jogado contra ele naquele torneio”, disse Jorge.

Afilhado de Cazuza e filho de uma das principais cantoras brasileiras, Jorge disse que nunca teve o desejo de seguir no mundo musical. Mesmo porque desde pequeno mergulhou de cabeça no basquete.

“Sempre me dediquei ao basquete e nunca me deu tempo de fazer outra coisa. Ainda assim me formei em bateria com nove anos e arranho um pouco de violão”, afirmou Jorge, que tem o desejo de apresentar um programa esportivo na televisão.

Por Fábio Aleixo
Do UOL, em São Paulo


Djalminha corneta Valdívia: ‘não acho esse craque que pintam’
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Ídolo do Palmeiras, Djalminha cornetou Valdívia durante o programa Seleção Sportv, apresentado por Marcelo Barreto, nessa quarta-feira.

“Ele é bastante discutível. Tem qualidade, mas não pode um jogador de uma importância grande para uma equipe jogar a quantidade de jogos que ele joga. Acho muito pouco, não tem sequência, machuca sempre. Fica difícil para uma equipe ser campeã com um jogador desse, porque na hora que você precisa não sabe se pode contar com ele'', disse o ex-jogador, que tem 47 gols em 88 jogos pelo Palmeiras

“Tem qualidade, mas também não acho esse craque todo que pintam. É um bom jogador, mas a falta desta sequência compromete muito. Ainda bem que o Palmeiras tem jogadores que podem suprir. Ano passado que não tinha, teve sufoco para se salvar do rebaixamento'', lembrou Djalminha, que municiou o ataque de 102 gols que sagrou-se campeão paulista de 1996.

Recuperado de dores no joelho que o tirou do primeiro jogo da decisão do Estadual contra o Santos, Valdívia voltou a treinar com time do Palmeiras, mas é dúvida para o jogo de volta na Vila Belmiro, no domingo, às 16h. Em 2015, o meia disputou apenas quatro partidas com a camisa alviverde.


Com ringue no estúdio, Ana Maria faz ‘perguntas da vovó’ a estrelas do MMA
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Crédito: Reprodução/Rede Globo

A apresentadora Ana Maria Braga levou nesta quinta-feira ao programa Mais Você os irmãos Minotouro e Minotauro, além de Mauricio Shogun, estrelas do MMA. A visita dos lutadores era divulgar o TUF Brasil 4.

Perguntas que soariam como uma “ofensa” no mundo do MMA foram feitas naturalmente pela apresentadora. Para introduzir seus telespectadores (compostos majoritariamente por aposentados e donas de casa) às regras e curiosidades da modalidade, Ana Maria Sabe recorreu aos questionamentos comuns feitos pelos avós.

Sabe quando a avó questiona um tema com uma abordagem totalmente diferente? Pois bem, nesse ponto a apresentadora agiu com maestria, pois à sua frente tinha um grande obstáculo: atingir um público que jamais assistiu vale tudo e que desconhece completamente as regras.

A apresentadora teria de falar para um público que em sua grande maioria reprova brigas no ringue e que considera o MMA um “estímulo à violência”.

De forma didática e bem humorada, Ana Maria e os convidados tentaram desconstruir a ideia de que a modalidade é mera pancadaria.

“Sangrar significa que vai perder a luta?”, perguntou a apresentadora.

“Quando sangra o lutador fica muito preocupado?”

“Pode usar essa região [grade] aqui para se defender?”

“O que mais não pode de jeito nenhum na luta?”, prosseguiu.

“Como tecnicamente saberemos quando o cara [lutador] está na frente [na pontuação] mesmo não sabendo das regras?”.

Acompanhando a conversa, Louro José entrou na onda:

“Não pode atacar nenhum orifício. Orifício é sagrado”, arrancando risadas dos lutadores.

Convidado para ampliar a discussão sobre o tema, o ator Malvino Salvador (que tem uma filha com a lutadora Kyra Gracie) simulou golpes em Minotauro em um ringue instalado no estúdio do Mais Você.

Ao ver Malvino movimentando os braços e variando os golpes no “adversário” com velocidade, a apresentadora da Rede Globo lançou:

“Nossa, parece um gato”.

Em determinado momento da conversa, Malvino Salvador declarou que lutadores que praticam wrestling são especialistas em lutar no chão. Ana Maria interrompeu o ator com sutileza para perguntar:

“O que é westrling?”.


Queda de 51%: jogos de Palmeiras e Bota mostram ano duro da Globo na TV
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Tradicional noite de futebol na Globo, esta quarta-feira (29) foi diferente em metade do Brasil. No lugar da bola, quem apareceu na tela, em toda a região Sul, parte do Sudeste Centro-Oeste e Norte do país, foi “O Espetacular Homem Aranha”.

Sem jogos da Libertadores para exibir, e com dois jogos de limitado interesse pela Copa do Brasil (Sampaio Correia x Palmeiras e Capivariano x Botafogo), a emissora optou por oferecer programação alternativa em muitos centros importantes.

Além do filme, houve ainda Ceará x Bahia nos dois Estados, Salgueiro x Santa Cruz em Pernambuco e ASA x CRB em Alagoas.

Jogando com times mistos, Palmeiras e Botafogo devem derrubar a audiência da Globo nesta noite nos dois principais centros do país. Em São Paulo, principal praça, houve queda de 51% na audiência em relação à semana anterior, quando transmitiu o clássico São Paulo x Corinthians, pela Libertadores.

Esta não foi a primeira quarta-feira complicada para a Globo em 2015. Tendo que negociar rodada a rodada com a Fox Sports os jogos da Libertadores que exibirá, a emissora não está conseguindo montar a programação esportiva com a mesma facilidade de outros tempos.

A primeira rodada das oitavas de final do torneio sul-americano dá uma boa ideia das dificuldades da Globo. A tabela prevê todos os jogos, com exceção de um, ocorrido na terça-feira (28), entre os dias 5 e 7 de maio. O confronto entre Guarani e Corinthians, em Assunção, foi marcado para a quarta-feira, 6, às 19h45, exclusivo da Fox.

A Globo vai exibir, neste mesmo dia, às 22h, São Paulo x Cruzeiro. No dia seguinte, também com exclusividade, o SporTV mostrará Boca Juniors x River Plate.

Este será o terceiro jogo do Corinthians na Libertadores 2015 que a Fox exibirá sozinha, sem a companhia da Globo ou do SporTV. Para a emissora carioca, é uma má notícia, levando-se em conta o potencial de audiência oferecido pela equipe comandada por Tite.

A situação mostra o poder (leia-se, o investimento) da Fox na Conmebol, a entidade que manda no futebol sul-americano. Com muitos interesses na região, e agora bem estabelecido no Brasil, o canal está fazendo valer os seus interesses, obrigando a Globo a abrir mão de algumas de suas prioridades.

A maior “vítima” deste embate entre os dois grupos de comunicação tem sido o SporTV, que ficou com menos poder de fogo. O canal pago do grupo Globo tem exibido jogos menos atraentes para o mercado brasileiro.

Segundo dados consolidados do Ibope, o futebol na Globo em São Paulo marcou 15 pontos, contra 13 da Record com o programa do Gugu. SBT registrou 8.7 e Band, 2.7. No Rio de Janeiro, a partida Capivariano x Botafogo marcou 17 pontos.

Para se ter uma ideia do impacto negativo do futebol na grade desta quarta-feira, basta observar que “Babilônia'', exibida antes de Sampaio Correia x Palmeiras, marcou 29 pontos em São Paulo. Uma semana antes, exibindo São Paulo x Corinthians, a Globo registrou 31 pontos, enquanto “Babilônia” marcou 26. A queda na audiência do futebol na quarta-feira, em uma semana, foi de 51,6%.

Maurício Stycer
Crítico do UOL


Que gracinha! Como Hebe Camargo ajudou a carreira de Paulo Andrade
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Narrar jogos de futebol era algo em que ele nunca havia pensado. Nem quando tinha um programa de samba em uma rádio comunitária. Muito menos quando começou a trabalhar em uma televisão no ABC. “Era um trabalho voluntário. Eu era comentarista e um dia, faltou o narrador. Fui obrigado a fazer”, lembra Paulo Andrade.

Fez e não gostou do resultado. Mas percebeu que tinha um dom. E que precisava correr atrás. “Narrar futebol é um dom. Eu tenho esse dom e fui aprimorando, percebi que era o que eu queria na vida”.

Começou a narrar incessantemente na TV voluntária. Não ganhava nada, mas conseguiu horas de áudio para gravar uma fita de dez minutos. “Como aqueles de jogadores de futebol. Só entrava o que estava bom”.

Com a fita pronta, passou a ligar. Não havia opção. Ligou para todas as possibilidades e não aceitava o pedido de enviar a fita. “Eu queria entregar em mãos. Queria que a pessoa visse nos meus olhos a minha vontade de ser narrador. Pedia cinco minutos da vida da pessoa. Fui para o Rio de ônibus para deixar minha fita com um diretor da Sportv”.

Fez algumas narrações de gol na TV Gazeta e nada. Foi então que Hebe Camargo ajudou.

Tia Célia, a madrinha, ouviu a Hebe dizer que o SBT estava montando uma equipe de esportes. Paulo ligou no dia seguinte e ninguém sabia de nada. Mandaram ligar uma semana depois. E depois, e depois. Mais uma vez. Foram oito ligações em um mês, sempre pedindo o departamento de esportes. A resposta era a mesma, com variações “não existe esse departamento, não conheço etc”.

Um dia, a telefonista disse: “um momento, vou passar”. Paulo Andrade nem acreditou. Mas foi em frente. Conseguiu a entrevista. E, dez dias, depois, a vaga.

Seria o narrador da casa, ao lado de Dirceu Maravilha. Houve ainda um teste. Chegou ao estúdio para narrar um tempo de um jogo da Holanda. Na sala, muitos executivos. Vestidos como executivos, o que assusta quem busca emprego. Paulo perguntou quem era aquela gente e soube que metade deles carregava o sobrenome Abravanel.

“Então, eu percebi que tinha três opções: saía correndo de medo, fazia uma transmissão de merda ou faria algo bom e mostraria que ali estava o narrador que eles queriam. Foi o que fiz, cresci na adversidade e consegui a vaga”.

Era 2004. Durou quatro meses, a equipe do SBT. Ficaram os elogios e a certeza de que a carreira iria deslanchar. Só faltava o convite para um novo trabalho. Convite que não veio.

Era hora de desistir do sonho. Sem emprego e prestes a casar, Paulo Andrade resolveu procurar emprego fixo, como publicitário. Chorando, comunicou a decisão à mãe, Selma.
Ela insistiu muito para que não desistisse. Por fim, conseguiu que ele continuasse na TV comunitária, uma vez por semana, sem ganhar nada, para não ficar longe da narração.

Paulo aceitou e quatro meses depois, antes de entrar no estúdio, recebeu um telefonema de um amigo. Ele disse que tinha informação que José Trajano iria ligar. E ligou. Perguntou se Paulo poderia ir terça, quarta ou quinta na ESPN conversar. A resposta foi rapidíssima. “Amanhã, estou aí”.

Trajano disse que precisava de alguém, mas que gostaria do Paulo Andrade do início do SBT e não do final do SBT. Em quatro meses, ele havia sido muito pressionado para gritar bastante nas transmissões. Grito significaria audiência, o que não se confirmou.

“Percebi que o Trajano havia estudado meu trabalho. Fiquei feliz, fiz o que ele queria e estou aqui há 11 anos”.

No ano passado, fez a transmissão mais triste da vida. Os 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil. Gritou todos os gols alemães. “Talvez houvesse um, só um, torcedor alemão vendo o jogo. Esse cara merecia meu profissionalismo. E teve”.

E vai continuar assim, seja o campeonato que for. “Outro dia, escrevi no Twitter que estava em Campina Grande para Campinense x Grêmio e os leitores começaram a me consolar, uns, e a ironizar, outros. Falavam que eu já estive no Bernabéu e agora estava em Campina Grande. Para o meu trabalho, não muda. Repito o mesmo processo sempre. Busco informação e trabalho sério”.

Desde então, acabou virando a voz do canal na Liga dos Campeões.

E o principal torneio de clubes da Europa perderá um telespectador fiel na próxima temporada. Pelo menos na fase de grupos, explica Paulo Andrade, que narrou todas as finais da competição de 2008 até 2015 (no próximo dia 6 de junho).

“Não vou conseguir ver. Estou ainda assimilando essa separação. Utilizando uma comparação de mau gosto, é como se eu tivesse perdido um parente querido e ainda não tivesse aceitado”, diz o narrador da ESPN, que perdeu os direitos de transmissão para o Esporte Interativo a partir da temporada 2015/2016.

De certa forma, a Liga dos Campeões é a cara da ESPN. E Paulo Andrade ficou marcado como a voz da Liga. Ele concorda com a análise, mas diz que não ficará preso ao passado.
“Não vou ser viúva da Liga. A vida continua e vou fazer outros eventos na ESPN”, diz.

O Inglês, por exemplo. “Eu sou um narrador e vivo de eventos. Tudo ficou claro com a direção da casa quando renovei contrato até 2018. Também apresento, mas sou essencialmente um narrador. Se eu for um narrador nota sete, sou um apresentador nota quatro”, analisa.

Seja qual for o evento, Paulo Andrade não abrirá, nunca, mão de um desafio e de uma rotina.

A rotina é o trabalho de preparação para o jogo. Ele estuda os times pelo menos três horas e faz todo um resumo de informações.

Nada é impresso. Tudo é escrito em folhas de sulfite, sem linhas, com uma letra minúscula. Depois, os temas sublinhados com caneta marca-texto.

“Se o jogo está ruim, coloco informação para o ouvinte. Todo meu trabalho tem essa mescla de narração e informação”, afirma.

O desafio é sempre dizer o nome do autor do gol antes de a bola entrar. Não tem bordão e nem precisa gritar gol. Mas o telespectador precisa saber quem fez.

Por exemplo: “Marcelo cruza, Neymaaaar. Gol do Barcelona”. Quando Paulo Andrade grita gol, Neymar já está correndo para comemorar, mas quando gritou Neymaaaar, a bola ainda não havia entrado.

“Este desafio é baseado em José Silvério, o melhor narrador de todos os tempos. Cresci ouvindo Silvério na Pan e ouço agora na Bandeirantes. Ele fala antes e eu também”, diz.
Paulo Andrade gosta também de explicar um pouco do jogo nas narrações. Fruto de seu tempo como jogador. “Joguei na base do Corinthians, da Portuguesa e de outros times. Até os 19 anos, quando parei. Fui estudar publicidade”, conta o narrador, hoje com 34 anos.

Veja Álbum de fotos


Reportagem de Luis Augusto Símon


Desde a queda em 2012 Palmeiras não atingia atual sequência na Globo
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PALMEIRAS X SANTOS

Crédito: Ricardo Nogueira/Folhapress

O Palmeiras voltará à tela da Globo nesta quarta-feira na partida contra o Sampaio Corrêa e quebrará uma marca que já durava 29 meses. Desde novembro de 2012, o time não atingia três partidas transmitidas em sequência pela emissora carioca. Neste período, o Palmeiras entrou em campo 154 vezes. Nos últimos dias, o canal exibiu os clássicos do time alviverde contra Corinthians (em 19 de abril) e Santos (26 de abril).

O fato não se repetia desde a reta final do Brasileirão de 2012, quando o Palmeiras tentava escapar do rebaixamento. Naquela ocasião, a Globo transmitiu quatro jogos da equipe paulista: diante de Internacional, Botafogo, Fluminense (marcado pelo título do time carioca) e Flamengo, que selou a queda palmeirense. A sequência de transmissões na emissora será igualada no próximo domingo, na segunda final do Campeonato Paulista, diante do Santos.

Neste ano, antes da atual sequência, a Globo exibiu apenas três jogos do Palmeiras, todos clássicos: contra Corinthians (8 de fevereiro), Santos (11 de março) e São Paulo (25 de março). Com os quatro jogos seguidos, o time alviverde chegará a sete transmissões em 2015.

O Corinthians está na frente no números de aparições na Globo este ano, com 15 jogos. O São Paulo soma 11 partidas e o Santos, duas. A equipe corintiana teve no máximo uma sequência de três confrontos (as duas partidas contra o Once Caldas na pré-Libertadores e o clássico contra o Palmeiras, no começo de fevereiro). O São Paulo também chegou à marca quando a Globo transmitiu os jogos diante de Danubio, Rio Claro e Corinthians, entre o fim de fevereiro e o início de março.

Copa do Brasil

O Palmeiras será o único time paulista (entre os quatro grandes) a entrar em campo nesta quarta-feira. Os jogos das oitavas de final da Libertadores serão disputados a partir da semana que vem. O Santos só enfrentará o Maringá pela Copa do Brasil no próximo dia 6.

No ano passado, nenhuma equipe paulista disputou a Libertadores. No dia 7 de maio, a Globo optou por transmitir uma partida do São Paulo (contra o CRB) no Morumbi a um jogo do Palmeiras fora de casa — ambos foram disputados às 22h. Curiosamente, o time alviverde enfrentou o mesmo Sampaio Corrêa, também na segunda fase. Na semana seguinte, o jogo do Palmeiras contra o time do Maranhão foi transmitido. O Corinthians, naquela oportunidade, disputou um amistoso contra o Atlético-PR às 19h30.

Em 2014, o Palmeiras chegou a 22 partidas sem transmissões da Globo, de 27 de julho a 25 de outubro. Nas duas datas, o time alviverde enfrentou o Corinthians. No dia 17 de agosto, a emissora deixou de exibir o clássico Palmeiras e São Paulo para transmitir a partida Cruzeiro e Santos. Em 19 de outubro, o confronto do time alviverde com o Santos foi trocado por Inter e Corinthians.

Depois, em 16 de novembro, a Globo optou por Bahia e Corinthians em vez do confronto entre palmeirenses e são-paulinos. O Palmeiras voltou à tela da emissora carioca somente na última partida do Brasileirão, quando empatou por 1 a 1 com o Atlético-PR no Allianz Parque — na partida, o time escapou do rebaixamento.

Sequência do Palmeiras na Globo em 2012

Flamengo 1 x 1 Palmeiras (18 de novembro)
Palmeiras 2 x 3 Fluminense (11 de novembro)
Palmeiras 2 x 2 Botafogo (4 de novembro)
Internacional 2 x 1 Palmeiras (27 de outubro)

Sequência do Palmeiras na Globo em 2015

Santos x Palmeiras (3 de maio)
Sampaio Corrêa x Palmeiras (29 de abril)
Palmeiras 1 x 0 Santos (26 de abril)
Corinthians 2 x 2 Palmeiras (19 de abril)