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Abertura da Fifa com loira e música em meio a escândalo irrita apresentador
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A forma como foi aberto o Congresso da Fifa, cujas imagens foram exibidas durante o programa Redação Sportv, deixaram o apresentador, André Rizek, e demais participantes indignados. “Desculpe interromper a imagem dessa bela moça no Congresso da Fifa, mas vocês não acham totalmente fora do tom abrirem desse jeito, com apresentação musical e uma loira?”, questionou.

“Como se nada tivesse acontecido”, completou o debatedor da atração, o escritor Xico Sá. “Né?”, concordou Rizek.

“Diferente cultura do futebol, que rouba aqui, rouba lá”, provocou, também estarrecido com a cena no Congresso da Fifa, o jornalista italiano Emiliano Guanella, presente no Redação. “Completamente nonsense”, avaliou Fábio Seixas, outro cronista esportivo ali na atração matinal.

“O correto, diante de uma política de comunicação, seria abrir com uma nota, ‘ah estamos abertos às investigações’, aquelas notas”, disse Xico Sá.

“Nota mil pro decote da moça ali, mas era o caso de entrar um cidadão engravatado, em tom fúnebre, dizendo que o futebol estava de luto. E deixa o decote pra depois do congresso”, sugeriu o apresentador.

“Não tá acontecendo nada no futebol, e ele ali levando um sonzinho”, reforçou, bastante indignado com o cerimonial do evento da Fifa que pretende encerrar nesta sexta com a eleição (ou, no caso, a reeleição) do presidente da entidade. Joseph Blatter, favoritíssimo para seguir no cargo.


Ator global vilão de “Babilônia” diz porque não deu certo no São Paulo
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Bruno-Gissoni-ator_reproducaoGlobo
No Corujão do Esporte, exibido na madrugada desta quinta na TV Globo, o ator da Globo Bruno Gissoni, o Guto da novela Babilônia, contou sobre sua época de jogador, com passagem pelo São Paulo. “Você foi ser ator porque não fazia gol?”, questionou o apresentador Flávio Canto, logo de cara.

“É um pouco verdade isso aí. Joguei até os 22, só que eu era lateral direito, por isso que não fazia gol, também. Tem uma desculpa aí”, justificou-se.

“Com 22, você já tá um pouco velho pro futebol, né? Se não engrenou, começa a ficar um pouco mais difícil, aí percebi que era melhor seguir outro rumo e foi na hora certa”, completou.

Mais especificamente sobre o time do Morumbi, Gissoni comentou sobre a experiência. Estar longe de casa e a saudade da família também pesaram para desistir: “Treinei no grupo, mas não cheguei a jogar, não. Foi durante uns quatro, cinco meses. Na época, morava nos Estados Unidos, minha família toda estava lá e bateu uma saudade. Tinha 18 anos, chutei o balde e voltei pra casa.”

Em sua carreira no futebol, o ator também chegou a jogar no pequeno Nova Iguaçu, o que lhe ajudou a fazer um papel importante, o Iran da badalada novela Avenida Brasil, craque de futebol do Divino Futebol Clube: “O universo dele era muito próximo a mim naquele momento, tava começando a minha carreira, era jogador de futebol. E treinei muito tempo no Nova Iguaçu, que era um pouco o universo do Divino [FC], tava um pouco em casa nessa novela.”


Wright diz que Gaciba não tem nível para comentar na Globo: “fraco”
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José Roberto Wright, do Esporte Interativo

O ex-árbitro José Roberto Wright nunca escondeu ser afeito a polêmicas. Foi comentarista de arbitragem da Rede Globo por mais de uma década, mas não teve o contrato renovado no final de 2011. Hoje, trabalha do Esporte Interativo, na mesma função. Ele diz que atualmente nenhum juiz tem o seu estilo, considerado durão.

“Todos estão levando muito desaforo''. E aproveita para detonar um de seus sucessores na antiga emissora, o ex-árbitro Leonardo Gaciba. “Quando se trabalha numa empresa de grande porte, você tem a obrigação de estudar, você tem a obrigação de fazer a avaliação das coisas e não achar pelo achismo. Ele é fraco, muito fraco. Ele é fraco na interpretação, ele interpreta erradamente de forma contínua'', diz.

No Esporte Interativo desde novembro do ano passado, Wright  diz que a sua saída da Globo foi natural. “Terminou o meu contrato e não fizeram a renovação. Eles fizeram por exemplo uma aposta no Gaciba e depois trouxeram o Paulo César de Oliveira, que está muito bem. Renovaram o contrato do Arnaldo (César Coelho) em função da renovação do Galvão, independentemente da excelente qualidade que o Arnaldo tem. Na minha opinião é o melhor comentarista de arbitragem que a televisão tem, nenhum é melhor que o Arnaldo, o Arnaldo é top'', afirma.

Ainda que não diga diretamente, Wright  parece não ter aceitado bem a contratação de Gaciba. “Ele nunca conseguiu fazer uma competição internacional porque ele era reprovado nos testes físicos. Independentemente disso, a avaliação que ele faz das jogadas, na minha opinião é uma avaliação muito errada. Por exemplo, na Liga dos Campeões de 2013, quando o Bayern fez 4 a 0 no primeiro jogo, foram três gols irregulares e o Gaciba viu legalidade em todos eles''. Procurado pelo UOL Esporte, Gaciba afirmou que “cada cada um tem o direito de falar o que quiser, de se pronunciar e dar as suas opiniões. Só isso. Não tem problema nenhum''.

Por outro lado, ele vê Paulo César de Oliveira como uma aposta acertada. “Ele está entrando em um ritmo bem adequado. Às vezes ele é um pouco redundante, mas é claro na interpretação. Ele explana muito bem a situação do jogo, analisando realmente o fato. Isso é uma grande vantagem. Ele interpreta corretamente a jogada. Fala claro e transmite aquilo que você está vendo em casa. É mais ou menos o estilo que eu uso. Chamar a atenção para o detalhe. E o Paulo César faz isso muito bem''.

Wright afirma que hoje os árbitros estão aturando muio desaforo e deixando o jogo descambar para a violência. “O meu estilo não tem qualidade técnica como o Arnaldo por exemplo tem. O que aconteceu foi que nesses últimos anos a Fifa priorizou o aprendizado do árbitro. O árbitro fica preocupado com tantos detalhes e o mais importante, que é analisar a jogada, eles não fazem. Sabe o que falta hoje para os árbitros? Personalidade''.

Do tempo em que era árbitro, ele se recorda de um dia em que deu o troco no narrador da Bandeirantes à época, Silvio Luiz. “Foi um jogo do Santos na Vila Belmiro contra o América de São José do Rio Preto. O Silvio Luiz é um ex-árbitro de futebol que fez uma carreira como locutor criou o seu estilo. E de graça, a troco de rigorosamente nada, porque eu nunca estive com ele, ele fazia críticas a mim desnecessárias, absurdas''.

Ele conta que nesse dia a Bandeirantes ia transmitir a partida e o repórter José Luiz Datena disse a ele que a emissora estava com um problema de atraso e que era preciso adiar em 6 minutos o início da partida. “Eu respondi, isso é mole, Datena. Eu vejo a rede, eu vejo o campo e eu atraso estes 6 minutos pra você poder entrar, porque afinal de contas o direito de transmissão é de vocês. Mas me deu um estalo na hora e eu perguntei quem é que ia fazer a narração''.

Quando Datena respondeu que era o Silvio Luiz, Wright mandou parar. “Então você diz ao Luciano do Valle, que é meu irmãozinho, e que eu adoro, que eu vou começar o jogo na hora porque esse filho de uma p…. vive me sacaneando''. “Comecei o jogo e eles entraram depois de 7 minutos. Se fosse qualquer narrador, eu faria diferente. Ele (Silvio Luiz) é um cara muito escroto.”

Vagner Magalhães
Vanderlei Lima
Do UOL, em São Paulo


Bonner sobre Fifa: ‘que o ambiente de negócios do futebol seja honesto’
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Em editorial após exibida longa reportagem sobre o escândalo da Fifa, a operação liderada pelo FBI que acabou na prisão de sete dirigentes de alto escalão da entidade, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF, o apresentador William Bonner afirmou na edição do Jornal Nacional desta quarta: “a TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto''.

E acrescentou: “isso só vai trazer benefícios ao público que é apaixonado por esse esporte e às emissoras do mundo todo que como a Globo fazem esforço enorme para satisfazer essa paixão.”


Queda do Império: Veja o que comentaristas disseram sobre escândalo da Fifa
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Paulo-Cesar-Vasconcellos-diretorSportv_reproducao-Sportv
Como não poderia ser diferente, os programas esportivos matinais desta quarta-feira debateram e detonaram a bombástica notícia sobre a operação lideradapelo FBI que acabou na prisão de sete dirigentes de alto escalão, no Baur auLac Hotel, de Zurique, na Suíça, sob a acusação de corrupção em entidadesligadas à Fifa, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF.

Veja abaixo algumas frases proferidas o quê nas mesas redondas:

Paulo Cesar Vasconcellos, diretor executivo do Sportv, no programa Redação Sportv:

“O futebol mundial, brasileiro está desde as 5 horas da manhã, no horário de Brasília, de cabeça pra baixo. Vai ter uma ordem nesse futebol, nas negociações, nas ações. Acho que começa hoje uma nova era no futebol mundial. A partir de hoje, vai ter uma nova ordem. Futebol brasileiro, mundial.”

André Rizek, apresentador Redação:

“Todos já na Suíça, levando ali suas malas, preparando pra comer muito chocolate, num hotel 10 estrelas, presos todos, alguns tomando café da manhã, outros nas suas habitações.”

Robeto Avallone, debatedor semanal do Redação:

“A gente, que está envolvido com tantos escândalos de corrupção, um a mais, um a menos, tomara que reerga o futebol. Estava na cara que fazer uma Copa do Mundo num país que no período normal da Copa faz 50 graus na sombra, alguma coisa tinha.”

Gustavo Hofman, comentarista da ESPN:

“Queria traçar um paralelo com um momento importante do nosso país: com esse escândalo de corrupção e essa operação da polícia norte-americana e Suíça deflagrada hoje, é possível traçar um paralelo com o Petrolão, o caso de corrupção da Petrobras no Brasil, porque é um caso marcante e que pode ser determinante para o fim, quem sabe, tomara, da corrupção em alta escala no Brasil. O império caiu. A partir de hoje, a Fifa não será a mesma.”

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Record enxuga equipe, e Pan de 2015 vai ser maior na TV fechada
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Álvaro José será um dos três narradores da Record em Toronto nos Jogos Pan-Americanos de 2015

Disputados no auge de um período de vultosos investimentos da TV Record no esporte, os Jogos Pan-Americanos de 2011, disputados em Guadalajara, foram símbolo da política que a emissora havia adotado naquele momento. Foi um projeto grandioso, que levou 245 profissionais para o México. A edição 2015 do evento, em Toronto, mostrará um momento diferente. Após mudanças de diretrizes, o canal aberto enviará apenas 70 pessoas à cidade canadense. O enxugamento é o inverso do que acontece na TV fechada, que dará mais espaço ao produto.

Em 2011, a Record teve direitos exclusivos do Pan – o evento foi dividido apenas com a Record News, que é do mesmo grupo e também é aberta. A estratégia da emissora paulista mudou nesse aspecto, e os Jogos de 2015 foram repassados para o Sportv, que faz parte das Organizações Globo.

O Sportv enviará 50 profissionais para Toronto, mas envolverá um total de 200 pessoas na cobertura do evento. Serão 280 horas de transmissão ao vivo, com alguns dos principais profissionais da emissora – os narradores Roby Porto, Luiz Carlos Júnior e Sérgio Maurício, por exemplo. “Em Guadalajara-2011, não tínhamos direitos e mandamos apenas uma equipe de reportagem”, comparou Raul Costa Júnior, diretor do canal.

A Record envolverá um total de 300 pessoas no projeto, mas ainda não definiu quantas horas o evento terá em sua grade. “O brasileiro gostar de torcer pelo brasileiro e precisamos lembrar que temos um histórico de participações bem-sucedidas. Em Guadalajara, por exemplo, tivemos quase 150 medalhas, uma média de oito por dia, sendo três de ouro. Queremos mostrar a força do nosso esporte”, disse Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record.

A equipe do canal para o Pan terá três narradores (Álvaro José, Dudu Vaz e Lucas Pereira) e dois comentaristas (Fernando Scherer e Luísa Parente) em Toronto. Além disso, Eduardo Savóia participará do projeto no Brasil.

“Desde 2010, iniciamos um ciclo de transmissões de eventos olímpicos, com os Jogos de Inverno de Vancouver, o que nos trouxe um grande amadurecimento nesse tipo de cobertura. O Pan de Toronto é mais uma etapa importante nesse processo de consolidação da Record como emissora cada vez mais interessada no desenvolvimento do esporte no país. Exatamente por isso, o evento é um dos mais importantes da nossa programação de 2015, um projeto no qual estamos trabalhando desde o final das Olimpíadas de Londres, em 2012”, completou Tavolaro.

A primeira equipe de reportagem da Record já está no Canadá, aliás. O grupo liderado pelo repórter Jean Brandão viajou a Toronto ainda na primeira quinzena de abril para começar a produzir um material sobre a sede do Pan.

A Record tem os direitos televisivos dos Jogos Pan-Americanos até 2019, ano em que será parceira global de mídia do evento – com exceção do Peru, país-sede da competição. Além disso, o canal aberto será um dos que exibirão os Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro – os outros são Bandeirantes e Globo.

Os Jogos Pan-Americanos de 2015 serão disputados entre os dias 10 e 26 de julho. A Globo, que não tem direitos do evento para TV aberta, mandará apenas uma equipe de reportagem para o Canadá.

Guilherme Costa
Do UOL, no Rio de Janeiro


Dan sai do script e emociona Muricy em sua estreia no Bola da Vez, da ESPN
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Informal, abusando do improviso e emocionando o convidado, assim foi a postura de Dan Stulbach no papel de novo apresentador do programa de entrevistas Bola da Vez, da ESPN. “Oi, oi, oi, alô, tudo bem? Tô ouvindo aqui, fala, meu, tá valendo, tamo gravando já”, assim abriu o programa, ainda com Muricy Ramalho, o entrevistado em sua estreia, e os entrevistadores, o repórter André Plihal e o gerente de programação do canal, Arnaldo Ribeiro, todos em pé. Fora do script. Com direito a pedir que o treinador chamasse a vinheta de abertura da atração.

Com os seus agora colegas na ESPN, o ator e diretor (e comandante do CQC, da Band) soube conduzir a conversa, abordando assuntos que normalmente o entrevistado não responde: “Beatles ou [Rolling] Stones?”, quis saber, logo de cara. “Eu, Stones. Eu sou da época da Rita Lee, cabelo comprido, usava macacão, naquela época tamanco, ia a show, gostava dessas coisas, Titãs, eu sou desse barulho aí”, contou o treinador, chegado ao rock'n'roll.

Questionado se o estilo da época lhe causava problema, ele confirmou, mas, rebelde, batia o pé: “no começo, sim. Eu tinha um técnico [o argentino José Poy] que mandava cortar o cabelo toda semana. ‘Se não cortar, não treina’. Então não treino. Não aceitava que determinava, que tinha que ser de outra maneira. Era ditadura, então qualquer tipo de comportamento diferente, já te rotulavam, mas como tinha personalidade, não mudava a minha maneira de ser”, explicou.

E mesmo com os temas mais “comuns'', Dan buscava uma abordagem diferente: “você tava falando dos moleques que ficam pelo caminho e muitos devem estar nos assistindo agora, o que acontece na maioria das vezes para essa galera fracassar e o que você poderia dizer para não fracassar?”, questionou Muricy, que respondeu: “eu posso falar porque eu me empolguei, também, só que no meu tempo era muita concorrência, tinha 200, era difícil jogar no São Paulo, mas era focado, buscava café e eu ia com a maior humildade, não é demérito pra ninguém.”

Sobre Ganso, Muricy deu a seguinte opinião: “ele teve uma boa fase no Santos, antes da contusão que prejudicou muito ele, e eu insisto muito com ele em algumas coisas, mas às vezes ele tem dificuldade em fazer, porque às vezes foge um pouco às características dele. Entrar na área eu cobrava muito.”

Questionado por Dan se Ganso é craque, Muricy respondeu que não. “Ganso é muito bom jogador. Craque é esse caras [Zico, Maradona, Neymar], precisa ir mais para a seleção, tem que fazer várias coisas”, disse, argumentando, ainda, que também precisa jogar bem por mais tempo para ser chamado de craque. Nesse momento, criticou avaliações positivas prematuras da imprensa esportiva sobre atletas. Ao contrário de Ganso, Lucas Lima, do Santos, mereceu elogios mais animados do ex-técnico do Tricolor: “jogador moderno é esse. Pra mim, esse é o número 10 do Brasil hoje”, avaliou.

A informalidade foi o tom da conversa por quase toda a entrevista. Em determinado momento, Dan virou-se para Muricy e avisou: “vou te dar um alívio dos assuntos chatos para você ver mais um amigo, vem aí mais um ‘Fogo Amigo’”. Tata, auxiliar e amigo de Muricy, apareceu em depoimento gravado. O quadro foi ao ar, antes, com participação de Serginho Chulapa.

No fim da atração, Muricy Ramalho emocionou-se após longa e profunda pergunta de Stulbach: “você teve um problema de saúde e aqui ao seu redor aqui onde a gente tá celebrando a sua trajetória, passagem pelo futebol, trocando uma ideia, vendo sua história, eu imagino que num período difícil de problema de saúde a gente repense a vida toda, o que é bom, ruim, o que valeu a pena ou não. Olhando essas fotos, vendo a sua passagem, você chegou onde imaginou chegar, você tem orgulho dessa sua caminhada, mudaria alguma coisa?

“Muito legal essa sua pergunta. Essa vida aí veio [pausa, olhos marejados], desculpa, é difícil falar. Quando eu fiquei num lugar que não conhecia, a UTI, momento duro, porque futebol é bom, mas faz mal pra saúde, então nesse momento, quando tive problema de arritmia, ali é um lugar fechado, não tem janela nem nada, tudo cheio de fio e ali repensei toda a minha vida. O que tô fazendo aqui, não criei meus filhos, não convivo com minha esposa, pessoa que eu mais gosto, não tenho amigos, porque você vive no futebol”, começou a sua fala.

A gente está 34 anos juntos e conversamos todos os dias [ele e a mulher]. Lá atrás, falei: eu vou chegar na Seleção Brasileira, vou ser um técnico diferente, demorei, passei por vários técnicos, fiz vários cursos e eu cheguei, porque fui convidado. Fui técnico da Seleção por três horas. Ganhei muitos títulos e nunca saindo do que eu penso da minha vida. No Brasil, é muito difícil ser correto. Comigo, é linha reta, meu pai me ensinou e tenho um baita orgulho”, finalizou, satisfeito com o que fez na vida.


ESPN repete Alemão e também assegura transmissão do Italiano
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A exemplo do Campeonato Alemão, o Italiano também segue sendo transmitido pela ESPN Brasil. O próprio vice-presidente de jornalismo do canal, João Palomino, usou as redes sociais para anunciar a novidade nesta terça-feira.

“ESPN garante direitos do Campeonato Italiano por mais 3 anos. Depois do Alemão, mais uma ótima notícia ao fã do esporte. E não para aqui'', escreveu por meio de seu perfil no Twitter.

Há três semanas, o Fox Sports havia anunciado a renovação dos direitos televisivos para a transmissão do Campeonato Italiano, e de forma exclusiva, para o próximo triênio: temporada 2015-2016 a 2017-2018. Com o anúncio desta terça, a ESPN sublicenciará a Série A.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Globo só passará Libertadores para dois estados quarta; 21 verão o Flamengo
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Cleber Machado vai narrar o Palmeiras

Cleber Machado vai narrar o Palmeiras

Definidas as transmissões de futebol no meio de semana, telespectadores poderão acompanhar na quarta-feira três jogos em TV aberta, conforme suas regiões.

O duelo da noite pela competição mais importante, Cruzeiro x River Plate, às 22h (horário de Brasília), confronto pela Copa Libertadores da América que definirá quem passa às semifinalistas, será transmitido pela TV Globo para MG e RS (Rogério Correa narra, Bob Faria e o ex-árbitro Márcio Rezende Freitas comentam). Na TV paga, a partida será exibida por Sportv (com Milton Leite, Lédio Carmona e Roger Flores) e Fox Sports (Gustavo Villani, Paulo Vinicius Coelho e Carlos Eugênio Simon).

Palmeiras x ASA, outro jogo às 22h, só que pela Copa do Brasil, será transmitido para São Paulo, Alagoas e parte da rede. Os telespectadores poderão optar por Globo (com Cleber Machado, Casagrande e Paulo Cesar Oliveira) ou Band (Téo José e Neto). Na fechada, transmissão do Sportv 3 (com Odinei Ribeiro e Wagner Vilaron). ESPN Brasil e Fox Sports 2 também mostram.

Já Flamengo x Náutico, outra partida de Copa do Brasil do tradicional horário de futebol nos meios de semana, poderá ser visto por Rio de Janeiro e Pernambuco, entre outras praças. Globo vai com Luís Roberto, Juninho Pernambucano e Renato Marsiglia (para RJ, SC, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) e com a transmissão de Rembrandt Junior, Chiquinho e Wilson Souza (para PE). A Band transmite com Ulisses Costa e Edmundo (para RJ, PE e parte da rede). Na TV paga, jogo mostrado pelo Sportv 2 (com Julio Oliveira e Ricardo Rocha).

Outras transmissões do meio de semana:

Terça, 26:
22h00 – Tigres x Emelec (Libertadores) – Fox Sports

Quarta, 27:
19:30 – Internacional x Independiente Santa Fé (Libertadores) – Fox Sports
19h30 – Coritiba x Ponte Preta (Copa do Brasil) – Sportv e ESPN Brasil
19h30 – Goiás x Ituano (Copa do Brasil) – Fox Sports 2

Quinta, 28:
Racing x Guaraní (Libertadores) – Sportv


Galvão analisa comentaristas que trabalharam com ele. Sobrou para o Rubinho
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Nos 40 anos de carreira, Galvão Bueno fez dupla com muitos comentaristas. Dividiu (e ainda divide) cabines com jornalistas, ex-jogadores e ex-pilotos nas transmissões esportivas. No livro que lançou neste ano, o “Fala, Galvão!”, o narrador da Globo conta bastidores e analisa o perfil desses parceiros.

Galvão não economizou elogios aos comentaristas e revelou também que pegou no pé de alguns deles por alguns detalhes. No caso de Rubens Barrichello, por exemplo, o narrador reclamava que o piloto não saía das redes sociais durante as transmissões. No resumo, no entanto, Galvão lamenta que Rubinho não tenha continuado na Globo e destaca sua qualidade como comunicador.

Confira abaixo trechos das análises que o narrador fez de seus parceiros durante os 40 anos de carreira.

O que Galvão acha dos comentaristas com quem trabalhou
  • Reprodução de TV
    Rubens Barrichello
    "Era um mundo novo e, aos 42 anos, ele poderia ficar nessa função quantos anos quisesse. Eu reclamava por causa do Twitter e do Instagram, que ele não largava e que, na minha opinião, poderiam atrapalhar uma pessoa com as nossas funções. Mas ele estava indo muito bem, era engraçado, conseguia ser aquele cara bem-humorado que a gente conhece na intimidade, as pessoas estavam gostando." Foto: Reprodução de TV
  • Thiago Duran e Paduardo/AgNews
    Casagrande
    "Além de tudo, sou fã do profissional, um cara que fala o que pensa, tem muita coragem, é muito querido pelo telespectador, enxerga o futebol de uma maneira única." Foto: Thiago Duran e Paduardo/AgNews
  • Globo/Renato Rocha Miranda
    Ronaldo
    "Na cabine, ele também é um cara tranquilo e tem o dom de encantar. Mas vou contar um segredo: no 7 a 1 eu fiquei preocupado. Ele foi perdendo a cor, mudando as feições... Em mais de uma ocasião eu fechei o microfone e perguntei 'Tudo bem?'. 'Tudo bem, o caralho! Tô passando mal!'. Mas segurou a onda, aliás, como todos nós." Foto: Globo/Renato Rocha Miranda
  • Daniel Kfouri/Folhapress
    Arnaldo César Coelho
    "No começo, foi meio complicado. Para Arnaldo, dificilmente o juiz errava e demorou um pouquinho para ele perder o corporativismo. Eu devia ter tido um pouco mais de paciência, mas comecei a pegar demais no pé dele. Sempre com o intuito de provocar uma brincadeira, claro. Ele não gostou muito, mas consegui explicar que era mesmo brincadeira." Foto: Daniel Kfouri/Folhapress
  • Folhapress
    Luciano do Valle
    "O nível de qualidade do trabalho dele me fez crescer profissionalmente, ele foi uma referência. E eu sei que o fiz crescer profissionalmente também. Nós disputamos pontos de audiência por mais de trinta anos e acho que um puxou o outro. Mesmo sendo adversários - não inimigos -, era tão bacana a nossa disputa que isso nos tornou amigos." Foto: Folhapress
  • Felix Lima/Folhapress
    Reginaldo Leme
    "Reginaldo é um dos maiores profissionais que eu conheço, tem um texto maravilhoso, possui um grande domínio do jornalismo de uma forma geral. Conhecimento de automobilismo então, nem se fala. Ao mesmo tempo, é uma das pessoas mais inseguras que eu conheci no mundo, um cara eternamente preocupado. Ele está numa fase profissional realmente muito boa, mas continua, até hoje, inseguro." Foto: Felix Lima/Folhapress
  • Zero Hora
    Paulo Roberto Falcão
    "Demorou um pouquinho para entender que não podia comentar sem deixar de ser o Falcão ex-craque e ex-jogador. Uma pessoa com uma visão de jogo como poucas vezes conheci. Aquilo sim é que é entender o futebol. Ele tem uma frase: 'O técnico precisa ter a leitura do jogo, grande jogador de meio-campo tem que ter leitura do jogo'. Vi poucas pessoas com a capacidade de ler o jogo como Paulo Roberto." Foto: Zero Hora
  • Divulgação/Globo
    Júnior
    "Júnior ganhou o título de maestro. E se ele era o maestro em campo, também é nas transmissões. Ele vê o jogo com olhos diferentes, entende o que está acontecendo em campo com extrema facilidade e consegue passar isso para nós e para os espectadores." Foto: Divulgação/Globo
  • Pedro Vilela / LightPress
    Raul Plassmann
    "Raul é um cara fantástico, uma grande pessoa, um grande parceiro, um grande amigo. (...) Ao encerrar essa brilhante trajetória nos gramados, Raul fez uma bela carreira de comentarista. Começou no rádio e veio para a TV Globo, onde fomos parceiros por muitos anos, até a Copa América e a Libertadores de 1995." Foto: Pedro Vilela / LightPress
  • Edu Moraes/Record/Divulgação
    Álvaro José
    "Outro grande comentarista com quem trabalhei, na Globo e na Bandeirantes, e com quem aprendi muito, foi o Álvaro José, uma verdadeira enciclopédia esportiva. Fiz de tudo ao lado dele, basquete, vôlei e principalmente Jogos Olímpicos, onde ele é imbatível, um verdadeiro craque." Foto: Edu Moraes/Record/Divulgação
  • Montagem
    Márcio Guedes e Alberto Helena Jr.
    "Dois jornalistas premiados, de faro aguçado e texto belíssimo, dois jornalistas de pesquisa, cheios de conhecimento, principalmente conhecimento prático de futebol, colunistas com as agulhas bem afiadas para espetar." Foto: Montagem