Blog UOL Esporte vê TV

Silvio Luiz já narrou botão, foi pombo correio e recusou cargo político
Comentários Comente

UOL Esporte

Silvio Luiz abre a porta e o funcionário da Rádio Transamérica grita “mito”. Justo, ele se dirigia a um dos jornalistas esportivos mais consagrados do Brasil. Homem que assumiu o microfone na adolescência e construiu uma legião de fãs em mais de 60 anos de carreira.

Neste período maior que a vida de muitos brasileiros, Silvio Luiz imortalizou bordões, passou por saias justas e, como grande marca, deixou as transmissões esportivas menos sisudas. O narrador carrega uma aura ao seu redor. A deferência existe até por quem nem é brasileiro, como o Google, que colocou sua voz no Waze (aplicativo de trânsito). Confira algumas das histórias colecionadas pelo figuraça Silvio Luiz.

Pela primeira vez na TV

Silvio Luiz diz que protagonizou o primeiro palavrão da televisão no país. O filho da p… transmitido ao vivo na década de 1950 chocou a família brasileira. Foi durante um São Paulo x Corinthians. “O Luizinho, que é o Pequeno Polegar, foi expulso num jogo do Corinthians e eu, naquele afã, de repórter muito metido, falei o que houve Luiz? Ele falou: 'esse filho da p… me expulsou'. Porra, 1953! Filha da p… na televisão era um negócio que foi parar na Câmara de Vereadores, proibida a entrada dos repórteres. Agora que culpa eu tenho se ele falou que o juiz era filho da p…?''

Garoto de recados

No começo da década de 1950, Silvio ganhou um apelido e muita cornetada dos companheiros de profissão. “O Leônidas (da Silva) passou a ser técnico do São Paulo e, naquela época, o técnico não podia ficar no campo, ficava lá fora no alambrado. Eu tinha trabalhando com ele, e ele queria passar uma instrução pro Poy, que era goleiro do São Paulo. 'Fala pro Poy acionar o Teixeira lá na ponta'. E essa minha transmissão (do recado) foi flagrada por um jornal. Foi uma festa cara.” Pombo correio foi um dos apelidos que Silvio Luiz recebeu na sequência. Se houvesse internet na época ia render meme por uma semana. “Deus me livre”, exclama o narrador diante desta possibilidade.

Vinho do Galvão

Silvio Luiz conta que é grande amigo de Galvão Bueno e que. em diversas viagens internacionais a trabalho, o global sempre fez questão de pagar jantares. Mas ele lamenta que o contato diminuiu porque Galvão mora longe, e conta que quem lhe dá notícias é Arnaldo Cézar Coelho pelo Facebook. “O Arnaldo mandou um e-mail pra mim: 'o Galvão quer tomar um vinho em fevereiro. Chama uma táxi que você não vai guiando'. Ele fábrica vinho e o vinho dele é bom. Já tomei umas duas ou três vezes e é da melhor qualidade”.

MasterChef

Silvio Luiz achou Vasco e ABC pela Série B no ano passado tão chato que leu uma receita de bolo de milho durante a partida. “Já fiz muito tempo atrás e quando o jogo tá chato, pro cara não mudar de canal, você tem que inventar alguma coisa, pô! Vou dar uma receita de bolo de milho. Eu tenho guardada a receita, mas essa Série B que vem ela vai mudar para bolo de fubá.” Ele lembra que não foi a primeira vez que usou deste artifício e acrescenta que recebeu muitos e-mails pedindo a receita. Mas admite que alguns torcedores do Vasco reclamaram no Twitter. Silvio Luiz garante que não faltou com o respeito ao clube, apenas reagiu à má qualidade da partida. “E o jogo tava uma merda, se é que você quer saber”.

Maçonaria de boleiros

“Eu tinha grandes amizades naquela época. Saía para noite com jogador, saía para jantar com jogador, frequentava a casa, a família do jogador”. Silvio Luiz diz que a profissionalização do futebol criou figuras como o empresário e o assessor de imprensa e isso afastou os jornalistas. Ele conta que nos anos de 1940, 1950, 1960 existia uma espécie de irmandade, e a amizade prevalecia. “Apesar de sair com jogador, ver fulano bebendo, nunca falei que vi fulano bebendo. Existia uma espécie de maçonaria”. Silvio diz que convivia muito com o elenco do São Paulo e a confraria tinha atletas como Maurinho, Manzolinho, Mauro, Zezinho e Canhoteiro.

Gol fora do vocabulário

Parece um descalabro, mas um dos grandes narradores da crônica esportiva brasileira afirma que jamais gritou gol. “Eu não me vejo no momento (do gol) de chamar o cara que tá em casa de burro. Eu acho que sou um legendador de imagem”. Ele procura acrescentar informações ao lance como quem fez o gol e o tempo de jogo, porque a imagem é auto-explicativa. “Não preciso gritar gol se o som ambiente grita o gol. Eu boto uma legenda naquilo. Se eu estivesse no rádio, seria diferente”.

Irreverência ao microfone

A televisão era uma coisa sisuda até Silvio Luiz. Ao repetir a formalidade do teatro, tudo ficava muito quadrado. O narrador apostou na irreverência, em usar termos do cotidiano para aproximar o futebol do telespectador. A opção explica termos como pagode na cozinha, desandar a maionese e tantos outros. “Tira o smoking do futebol que era antigamente. Vamos fazer de manga de camisa, vamos falar do cotidiano, misturar o futebol com a vida da dona de casa, do pai de família.”

Ator mirim

A mãe de Silvio Luiz era locutora de rádio e, na década de 1940, levava o filho para o estúdio. Espoleta, o garoto, então com 12 anos, vivia pedindo para falar ao microfone e um dia recebeu a boa nova: ia estrear numa rádio novela. Mesmo com o papel na mão, decorou o texto, coisa que não precisava de muito esforço. Tinha apenas uma fala: 'uma carta para o senhor'.

“Chegou na hora, o cara baixou o braço, contrarregra bateu a porta. O cara abriu e falei ‘uma carta para o senhor’. Depois, continuei a fazer pontinha aqui, pontinha ali, e a minha mãe foi trabalhar na TV Paulista. Eu fui junto e ali fui convidado a ser repórter. Caiu a sopa no mel, deram milho pra bode”. Silvio não sabe a data exata, mas acredita que devia ter entre 15 e 16 anos e ressalta que assinou a Carteira de Menor, Carteira de Trabalho da época para quem não atingira a maioridade.

Mininarrador

Na infância, Silvio Luiz era apaixonado por jogar botão. Na década de 1940, a brincadeira era mais complicada porque não havia jogos de times para vender. Para montar as equipes, o menino pegava botões da mãe e fazia uma traquinagem no colégio. “Quando eu precisava de um botão diferente, no inverno o pessoal ia para escola e pendurava os capotes. Eu esperava a turma ir pro recreio e, com uma gilete, cortava o botão que achava bonito. Um zagueiro, ponta direita e formava meu time.”

O narrador organizava tabelas e promovia campeonatos com os 12 times que possuía. “Tinha o campeonato da tampinha também. Antartica contra Brahma, contra os refrigantes da época, Seven Up.” Silvio Luiz recorda que também irradiava os jogos enquanto se divertia com o primo e afirma que fazia tudo isso porque estava no sangue o gosto pelo esporte e pelo microfone.

Voz multimídia

A narração inconfundível de Silvio Luiz não está somente na televisão. Há cinco anos, ele empresta a voz para o jogo de videogame PES (Pro Evolution Soccer) e, desde 2013, também orienta motoristas pelo aplicativo de trânsito Waze. “Achei bacana aquilo lá. Aí que eu pergunto: quantos narradores botaram a voz no Waze? Quantos trabalharam para o Google?”

Silvio Luiz conta que esta parceria foi moleza: gravou algumas algumas frases e matou tudo em seis horas de trabalho. O PES foi mais complicado, demorou um mês porque precisou do licenciamento de 500 jogadores e 200 clubes. Mas no final, o cheque caiu na conta e o narrador ressalta que foi pagamento em euro.

Nobre deputado

O narrador não se aprofundou no tema, mas revelou que certa vez foi convidado para virar político. Ele desconversa e diz não se recordar a data nem o partido, apenas sugere que foi um pouco depois das primeiras eleições para presidente da República em 1989. “Eu falei para minha mulher: “eu fui convidado a ser político. Ela falou: se aceitar em uma semana você é ladrão e eu sou puta''. Silvio Luiz concorda com a avaliação e rejeitou o pedido para que concorresse a deputado estadual no Estado de São Paulo.

Na ativa

Com um currículo tão longo, hoje Silvio Luiz transmite jogos da Série B pela RedeTV. Não tem importância, ele não se sente renegado nem guarda mágoas. “Eu tenho que botar na cabeça: eu tenho 80 anos de idade, pô!. Eu tô mais pra lá do que pra cá. Alguém tem que ficar por aqui, porra. Escanteado por quê? Tô numa empresa que me paga em dia, faço meu arroz com feijão ali.”


Torcedores detonam Sportv/Globo por mudar nome e brasão do Red Bull em jogo
Comentários 115

UOL Esporte

Divulgação
Red Bull Brasil comemora o acesso para a elite do Paulista, no ano passado

Uma das expectativas geradas pelo acesso do Red Bull Brasil à elite do futebol paulista, em 2015, foi em torno da postura da Rede Globo com o time.

A emissora costuma alterar o nome de equipes apoiadas ou geridas por empresa – a própria escuderia Red Bull, na Fórmula 1, é muitas vezes chamada por locutores e comentaristas de RBR, sigla para Red Bull Racing. Isso também acontece com equipes de vôlei que têm empresas em seus nomes oficiais, mas Globo e Sportv só identificam os times pelos nomes dos clubes, ou das cidades.

A dúvida quanto ao Red Bull Brasil começou a ser tirada neste domingo (25), no amistoso da equipe contra o Palmeiras no Allianz Parque. O Sportv, que transmite o jogo ao vivo, adotou o nome “RB Brasil” e apagou a inscrição “Red Bull Brasil” do escudo da equipe.

Em abril do ano passado, o próprio clube demonstrava preocupação com eventuais problemas de identificação.

“O clube foi fundado em 2007 com o nome do Red Bull Brasil futebol e esse é o nome do clube, é o que vai no escudo, na tabela das competições, regulamentos, é uma coisa simples.  O clube só precisa ser visto com o nome de batismo”, disse Thiago Scuro, diretor de futebol do clube, em entrevista ao UOL Esporte, sem citar diretamente a Globo.

“Isso [não chamarem pelo nome] de certa forma incomoda atletas e comissão técnica, porque é o trabalho deles não está sendo divulgado da forma que deveria, isso deixa eles de desapontados. Eles jogam no Red Bull Brasil e qualquer alternativa denominada ao nosso nome é injusto. É uma questão de autoestima”, completou, na época.

A reação dos internautas à postura da Globo/Sportv também não foi favorável, que também cornetaram o Sportv por chamar o Allianz Parque de Arena Palmeiras. Veja algumas críticas:

 


Veja onde estão apresentadores “sumidos” que fizeram sucesso na TV
Comentários 78

UOL Esporte

Eles foram famosos como apresentadores da televisão esportiva brasileira. Alguns conseguiram tanta fama que até tiveram oportunidades de posar para capa de revista. Mas, com o passar dos anos, eles começaram a cair no anonimato e sumiram. Tem apresentador que segue na televisão, mas não com o mesmo sucesso de antes.

Apresentadores esportivos que sumiram
  • Divulgação
    Fernando Vanucci
    Ele já foi apresentador do Esporte Espetacular e consagrou o bordão "Alô, você". Ele ainda teve passagens pela Band, Record e Rede TV!, mas agora faz parte da equipe da Rede Brasil de Televisão. No canal, ele apresenta o RB Esporte. Foto: Divulgação
  • Silva Junior/Folhapress
    Jorge Kajuru
    Ele chegou a comandar o Cartão Verde, da TV Cultura, mas teve na Band, no Esporte Total, o auge de sua carreira. Depois, ele foi sumindo dos principais programas esportivos e agora comanda o Kajuru pergunta no Esporte Interativo Foto: Silva Junior/Folhapress
  • Arquivo Pessoal
    Silvia Vinhas
    Show do Esporte e Esporte Total foram apenas alguns programas que teve a apresentadora no comando. Mas, a ex-mulher de Luciano do Valle deu uma sumida do cenário esportivo e agora comanda o Opinião Livre, na TV Unip. Foto: Arquivo Pessoal
  • Flavio Florido/UOL
    Soninha Francine
    Soninha já foi uma das apresentadoras do Bate-Bola, ao lado de João Carlos Albuquerque no fim da década de 90, mas depois largou o esporte. Teve sua carreira na política, foi eleita vereadora em São Paulo, e agora dá aula de inglês, consultoria política e palestras Foto: Flavio Florido/UOL
  • Reprodução
    Simone Mello
    Ela também foi uma das apresentadoras do Show do Esporte, programa exibido aos domingos. Ela deixou a televisão em 1998, durante a Copa do Mundo da França. Hoje, ela virou dona de casa Foto: Reprodução
  • Flávio Florido/Folhapress
    Roberto Avallone
    Roberto Avallone fez sua história no comando do Mesa Redonda, da TV Gazeta, e depois foi para a Rede TV!. Atualmente, ele não está na televisão e tem um blog no UOL Esporte. Foto: Flávio Florido/Folhapress
  • Reprodução/Instagram
    Luiz Andreoli
    Pai do humorista Felipe Andreoli, ele comandou o Globo Esporte e o Esporte Espetacular e ficou na emissora carioca por quase sete anos. Hoje, ele faz apresentações e eventos. Foto: Reprodução/Instagram
  • Greg Salibian/Folhapress
    Cléo Brandão
    A loira comandou Band Esporte, Show do Esporte, Faixa Especial e Faixa Nobre do Esporte, todos programas da Bandeirantes, e chegou a ser capa da Playboy com o seu trabalho na emissora como mote. Até o fim de 2014, ela era editora editora-chefe do Caderno Speedway Autos, da Revista Speedway. Foto: Greg Salibian/Folhapress
  • Alexandre Rezende/Folhapress
    Diana Bouth
    Apresentou durante quase dez anos o programa Zona de Impacto, do SporTV!. Depois de ser mãe, ela assumiu a atração "Mãe e cia", no canal GNT. Ela também foi uma das musas do centenário do Palmeiras. Foto: Alexandre Rezende/Folhapress
  • Reprodução/UOL
    Drica Lopes
    A mineira foi apresentadora do Gazeta Esportiva durante três anos. Ela dividiu a bancada com Chico Lang durante o período. Atualmente, ela chegou a ser notícia em eventos com presença de celebridades, mas segue no anonimato. Foto: Reprodução/UOL

Leia também:

Eles já passaram pelo jornalismo esportivo, mas agora estão em outra


PVC passa mal ao vivo na Fox Sports, mas depois tranquiliza: “estou melhor”
Comentários 122

UOL Esporte

O jornalista Paulo Vinicius Coelho, comentarista da Fox Sports e blogueiro do UOL Esporte, causou um susto durante o programa “Rodada Fox”, na noite deste sábado (24), quase desmaiando ao vivo no estúdio. O clima só ficou mais tranquilo depois que ele voltou ao ar no fim do programa, garantido estar melhor.

PVC aparentou mal estar, desequilibrou-se e caiu enquanto participava do programa ao lado do apresentador Gustavo Villani. O incidente assustou os telespectadores, que rapidamente começaram a comentar nas redes sociais.

Minutos após a queda de PVC, Vilani voltou ao ar e explicou o incidente. De acordo com o apresentador, PVC vem sofrendo de uma virose nos últimos dias e teve uma queda de pressão.

“Ele teve uma queda de pressão, perdeu estabilidade e teve uma queda no estúdio. Menos mal que não foi nada grave. A gente pode garantir que está sendo devidamente atendido aqui”, disse Villani, tranquilizando os espectadores.

No fim do programa, ele apareceu novamente no estúdio, mostrando estar recuperado. Villani perguntou se ele já havia sido substituído ao vivo. “Eu já, mas foi por falta de voz. Agora o meu problema foi por desidratação. Estou melhor. Mesmo'', assegurou. “Amanhã tem jogo, Cruzeiro x Shakhtar, e eu tô nessa. Juro.''

Em contato com o UOL Esporte, PVC voltou a acalmar os espectadores e internautas. “Estou com uma virose e desidratado. Junto com o calor, me fez perder o centro de mim por um instante. Mas estou bem''. Disse o comentarista, que tomou soro após deixar os estúdios da Fox.

Na última semana, PVC concedeu uma entrevista exclusiva ao UOL Esporte, revelando um pouco de seu perfil (“Sou tímido, não sou artista de novela das oito'') e suas opiniões sobre colegas famosos, como Caio Ribeiro, da TV Globo. Ele também respondeu a algumas perguntas dos internautas.

Veja abaixo os trechos da entrevista:


Repórter do Sportv canta ao lado de Toquinho em show. E manda bem
Comentários 5

UOL Esporte


A repórter Joanna de Assis, do SporTV, não tem talento apenas na profissão. Ela também sabe cantar, e bem. Nesta sexta, a jornalista divulgou um vídeo cantando ao lado de Toquinho.

Joanna subiu ao palco durante uma apresentação do músico e foi desafiada a cantar “O Bêbado e a Equilibrista”, eternizada na voz de Elis Regina. O resultado foi aplaudido pela plateia e a jornalista comemorou bastante nas redes sociais.

“Realizei um sonho que nem eu mesma sabia que tinha. De uma brincadeira, Toquinho decidiu me desafiar a cantar uma das minhas musicas favoritas…”, vibrou.


Aconteceu? São-paulino dá a entrevista mais maluca da Copinha
Comentários 24

UOL Esporte

O ano ainda está no começo, mas já existe um fortíssimo candidato à entrevista mais sensacional de 2015 no mundo do esporte: João Paulo, atacante do São Paulo na Copinha. Questionado sobre a acusação de cusparadas feita pelo corintiano Matheus Cassini, ele se atrapalhou todo. Aconteceu ou não aconteceu? A resposta você confere no vídeo abaixo (ou não):


Eles já passaram pelo jornalismo esportivo, mas agora estão em outra
Comentários 22

UOL Esporte

Eles ficaram famosos longe de campos, quadras, pistas e piscinas, mas têm em suas raízes uma relação próxima com o esporte. Conheça alguns jornalistas que já cobriram de perto eventos esportivos, embora hoje trabalhem em outras áreas do noticiário.

1 – Faustão

Na década de 1970, o apresentador teve uma passagem marcante como repórter de beira de campo, na rádio Jovem Pan. Além disso, ele escreveu sobre esportes no jornal “O Estado de São Paulo”, até ser convidado pelo narrador Osmar Santos para trabalhar na Rádio Globo, onde também atuou em transmissões de jogos como repórter de campo.

2 – Marcos Uchoa

O repórter da Globo, que ganhou grande projeção como correspondente internacional, começou na editoria de Esportes da extinta TV Manchete. Aos 26 anos, foi enviado para cobrir a Olimpíada de 1984, em Los Angeles, e a Copa de 1986, no México, onde foi setorista da seleção francesa. Na Globo, também cobriu Fórmula 1 antes de se dedicar a outras editorias do noticiário.

3 – Pedro Bassan

Com formação em direito e em jornalismo, o repórter da Globo é mais conhecido como correspondente internacional, mas começou a carreira na TV falando de esportes na ESPN Brasil. Contratado pela emissora de Roberto Marinho, fez cobertura de Fórmula 1 e de grandes eventos esportivos, antes de chamar atenção por reportagens de interesse mais geral.

4 – Isabela Scalabrini

globo__Jornalismo-Isabela Scalabrini I0000773__gallefull

Repórter e apresentadora da Globo, foi uma das primeira mulheres a cobrir esportes na TV brasileira. Começou na editoria de esportes da emissora nos anos 1980, quando se dedicava às modalidades olímpicas, já que o futebol era feudo masculino. Foi escalada para o Pan de 1983 e, ajudada pelo bom desempenho brasileiro na competição, emplacou matérias no Jornal Nacional. No início dos anos 1990, trocou os esportes pela editoria geral.

5 – Felipe Andreolli

O ex-repórter do CQC, da Band, começou a carreira fazendo reportagens sobre esportes em uma emissora evangélica. Incentivado pelo pai Luis Andreolli, um famoso jornalista esportivo, chegou à TV Cultura, onde trabalhou em matérias de todas as editorias e até apresentou um telejornal. No CQC, se destacou pelo tom bem-humorado de sua cobertura esportiva e agora vai trabalhar no Sportv.

6 – Adriana Bittar

adriana bittar

Ele ficou bastante conhecido como correspondente internacional e apresentadora da Record, mas no começo da carreira trabalhou com jornalismo esportivo, pela Band. A emissora paulista a enviou para cobrir a Olímpiada de Sidney, em 2000, e a escalou como apresentadora de programas esportivos. Destacou-se tanto que chegou à Globo, onde também trabalhou com esportes. Na Record, além de apresentar o Domingo Espetacular, foi destacada para coberturas gerais, como a morte do cantor Michael Jackson, que ela acompanhou de Nova York.

7 – Boris Casoy

Casoy teve uma passagem curiosa no jornalismo esportivo bem no começo da carreira, quando narrou jogos de beisebol em uma rádio voltada à comunidade japonesa de São Paulo. Adolescente, passou por pequenas rádios paulistas, onde informava resultados de eventos esportivos. Depois disso, enveredou pela política, foi diretor de redação da “Folha de S.Paulo” e trabalhou na Globo, antes de chegar à Band, onde é âncora.

8 – Hermano Henning

Conhecido por seu trabalho como âncora e repórter de guerra, Henning também participou de coberturas de grandes eventos esportivos, como Copa e Olimpíada. Seu primeiro Mundial foi o de 1978, na Argentina.

9 – Mauro Tagliaferri

Atualmente trabalhando para uma assessoria de comunicação, o jornalista com passagens pela Globo, SBT e Record, além do jornal “Folha de S. Paulo”, sempre se destacou por sua aproximação com os esportes. Na Folha, que foi um de seus primeiros trabalhos, produzia reportagem para editoria de Esporte. Nas emissoras de TV, também se destacou como jornalista esportivo, embora também tenha se dedicado a outros assuntos.

10 – José Luiz Datena

Datena começou como locutor esportivo de uma rádio de Ribeirão Preto, sua cidade natal. Quando passou para a TV, manteve relação próxima com o esporte, mas também se dedicou a outros assuntos. Depois de ser demitido da Globo, foi convidado por Luciano do Valle para participar da cobertura esportiva da Band, onde cobriu grandes eventos como Copa e Olimpíada.

11 – Nelson Rodrigues

Dramaturgo, romancista, contista, cronista de costumes, intelectual, Nelson Rodrigues é até hoje um dos grandes nomes, também, da crônica esportiva brasileira. As metáforas e outras figuras de linguagem criadas por ele, contidas em textos que publicava em jornais cariocas, descreviam com rara beleza o futebol dos anos 60. Nos anos 70, na recém-fundada TV Globo, participou de um programa esportivo do tipo mesa-redonda, que virou coqueluche na TV brasileira desde então.

12 – Joelmir Beting

Joelmir

Joelmir Beting, pai do hoje comentarista da Fox Sports Mauro Beting, foi um dos maiores ícones do jornalismo nacional. Apesar da imagem ligada às informações de política e economia, passou na área esportiva bem no começo da carreira, ainda na década de 50, pelos jornal O Esporte. Joelmir, que morreu em 2012, foi o criador da famosa expressão “gol de placa” para os belos tentos marcados no futebol.

13 – Joseval Peixoto

Joseval_Peixoto

Apresentador na Rádio Jovem Pan e no SBT, Joseval Peixoto já foi narrador da Rádio Bandeirantes e até participou da cobertura da Copa do Mundo de 1970, no México, vencida pela seleção brasileira.

14 – Benedito Ruy Barbosa

Benedito
A palavra “novela” vem quase que ao lado de seu nome, quando se fala dele “O Rei do Gado'', “Pantanal'' e “Renascer'' foram alguns de seus sucessos. Mas o escritor e dramaturgo  de vários sucessos na TV brasileira teve seus momentos no jornalismo esportivo.  Fez parte da editoria de esportes do jornal O Estado de S.Paulo e chegou a escrever o livro “Eu sou Pelé”.


É o caos! Narrador da ESPN quebra tornozelo e vira dúvida para o Super Bowl
Comentários Comente

UOL Esporte

 

caos

Escalado pela ESPN para narrar o Super Bowl na transmissão para o cinema, no dia 1º de fevereiro, o narrador Rômulo Mendonça virou dúvida. Isso porque na noite de quarta-feira, sofreu um acidente enquanto caminhava pelo bairro de Pinheiros, em São Paulo, e quebrou o tornozelo esquerdo. Ele está internado em um hospital na capital paulista e deverá ser submetido a uma cirurgia nesta sexta.

Por conta da fratura, Rômulo não participará mais das transmissões do Aberto da Austrália. Desde o início do torneio, ele estava presente na sessão noturna na ESPN + ao lado do comentarista Bruno Sassi. O nome do seu substituto ainda não foi divulgado pela emissora.

“Ah o CAOSSSSSSS. Ontem (quarta-feira) ocorreu um pequeno abalo sísmico na região de Pinheiros em São Paulo. Uma calçada traiçoeira, uma queda, duas fraturas no tornozelo. Resultado: estou passando o dia no ócio supremo de um quarto de hospital acompanhando a programação da TV a cabo. Pelo visto a cirurgia só amanhã (sexta) de manhã. Aos 32 anos, com excesso de peso e um futuro pino no tornozelo esquerdo, posso dizer que estou fora da Rio 2016 . Obrigado a todos pelas mensagens espontâneas e carinhosas! Beijos! Volto logo, antes do Super Bowl inclusive, oka?'', escreveu o narrador em seu perfil no Facebook.

Algumas  horas mais tarde, o comentarista Paulo Mancha, que participa das transmissões da NFL ao lado de Rômulo, publicou uma foto de Rômulo no hospital.

Leia mais: Narrador foi vítima de crise econômica mundial. Hoje espalha o caos na ESPN


Repórter espanhola está de despedida e vê exagero brasileiro por ‘musas’
Comentários 6

UOL Esporte

(Crédito: Thiago Fernandes/UOL)

(Crédito: Thiago Fernandes/UOL)

Entre 2013 e 2014, você ouviu falar mais de uma vez sobre a jornalista do diário As escolhida como “musa” da cobertura da seleção brasileira. Era a espanhola Patrícia Dominguez.

Porém, passada a Copa do Mundo de 2014, Patrícia experimenta suas últimas semanas no Brasil. No fim de fevereiro ela volta a Barcelona. Morando no Rio de Janeiro,, admitiu que prefere deixar em segundo plano o rótulo de musa ao qual foi elevada – a ponto de ter seu perfil no Twitter seguido por sites de fofocas, à espera de novidades sobre sua vida.

“Já aconteceu de me dizerem. É bastante tranquilo. Se é para ser reconhecida pelo trabalho, é bom. Mas se é por isso ou aquilo que disseram… Eu não saí do meu país para ser conhecida por isso ou aquilo”, comentou Patrícia, em entrevista por telefone ao UOL Esporte. “Eu já coloquei na parede do meu quarto algumas páginas de alguns jornais daqui. Foi um presente também, mas prefiro que se reconheça também o trabalho.”

No Brasil, Patrícia se espantou com o noticiário esportivo, graças ao grande volume de manchetes sobre a vida pessoal nos bastidores. Embora a imprensa europeia tenha espaço exclusivos para tal, como o Balón Rosa (do jornal catalão Sport) ou o blog Fuera de Juego (do madrileno Marca), o fato surpreendeu a jornalista.

“No Brasil é pior. O Brasil gosta mais de fofoca do que lá. Aqui, dá-se muita importância às coisas fora de campo. Mas lá também tem. Agora, estão falando que o Cristiano Ronaldo terminou com a namorada – mas é o Cristiano Ronaldo. No As, vai aparecer, mas os problemas mais sérios não aparecem”, analisou ela, que reconhece sem problemas uma cobertura mais polarizada entre os jornais de Madri e Barcelona.

“O As sabe que é mais Real Madrid que Barcelona, e que também é Atlético de Madri. Mas hoje em dia não é tão assim. A diferença é que os jornalistas dizem que torcem. A gente sabe quais são (os torcedores na imprensa). Aqui, acho que é mais discreto. Lá é mais mais Barça ou Real Madrid”, disse.

A trajetória de Patrícia entre sair da Espanha e chegar ao Brasil é curiosa. Além de ter trabalhado em eventos (“não chega a ser modelo”), a jornalista frequentava os estúdios de TV da Catalunha, onde nasceu. passou pela Barça TV, do Barcelona, além de outros canais nacionais, como o Telecinco. Decidiu vir por conta própria ao Brasil para cobrir os eventos. “Eu vim sozinha. Na verdade, eu queria viver uma experiência de Copa das Confederações, e tinha um namorado brasileiro. Fui para Goiânia, não deu certo, aí vim para o Rio sozinha”, completou.

Passadas a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, a jornalista espanhola continuou no Brasil. Não apenas como correspondente do As, mas também do programa La Portería (do canal BTV), e ainda trabalhando para as escolinhas do Barcelona no país. Ela pretendia ficar até 2016 , mas as saudades de casa, porém, devem mudar seus planos. “Volto para a Espanha, para Barcelona, em março. A ideia é voltar (ao Brasil) para as Olimpíadas no ano que vem, mas já não quero ficar tanto tempo longe da minha família e amigos. Então, vou voltar para trabalhar. De repente, com o As lá. E tem uma TV de um programa esportivo que me fez uma proposta lá”, completou.

(Crédito: Pedro Ivo Almeida/UOL)

(Crédito: Pedro Ivo Almeida/UOL)

Com as malas quase prontas para voltar para a Espanha, Patrícia já admite sentir falta dos brasileiros, que segundo ela, são “supergentis”. Em compensação, não sentirá tanta falta das filas de clientes em determinados serviços

“Depois que você mora aqui, você vê a realidade do Brasil. Lá, as amizades são maiores, os transportes funcionam melhor – apesar de que, graças a Deus, nunca aconteceu nada comigo. Quando você assiste à televisão, fica com medo, e tem que estar sempre de olho. Aqui é mais devagar, e tem fila no supermercado, no banco. Tudo é paciência. É cultural mesmo”, conta ela, apontando também destaques positivos de sua estada no Brasil.

“Fui bem tratada por todo mundo aqui, e sempre que volto para a Espanha, fico com muitas saudades do Rio, porque aqui há uma energia diferente. Acho que meu coração vai estar sempre dividido”, completa. “Neste ano, vou desfilar no Carnaval do Rio, no Sambódromo, com mais uma galera espanhola. O Carnaval do Rio é uma das coisas mais lindas que eu já vi, e este ano vamos ter a oportunidade de desfilar. Sou um pouco carioca já”, completou.

Emanuel Colombari
Do UOL, em São Paulo


Constrangido, narrador é proibido de falar sobrenome de argentino em jogo
Comentários 2

UOL Esporte

Milton Caraglio, ou apenas Milton (Crédito: Vélez Sarsfield/Divulgação)

Milton Caraglio, ou apenas Milton (Crédito: Vélez Sarsfield/Divulgação)

Se você se lembra dos malabarismos dos narradores brasileiros anunciando o goleiro costarriquenho José Porras na Copa do Mundo de 2006, talvez não estranhe tanto o caso. Mas um atacante do Vélez Sarsfield teve seu nome ‘trocado’ pela Fox Sports nesta terça-feira, em meio à transmissão do jogo contra o Boca Juniors pelo Torneio de Verão 2015.

O jogador em questão é o atacante Milton Caraglio, de 26 anos. O camisa 9 começou o jogo sendo chamado de Caraglio, e, no meio da transmissão virou apenas Milton. O anúncio foi feito pelo Twitter do narrador da partida, Marco de Vargas, no intervalo. “Milton Caraglio será apenas Milton a partir de agora. Ordens'', explicou o narrador na rede social.

Depois, confirmou que fez a troca depois de ser orientado pela emissora . “No meu próprio Twitter, centenas de mensagens indicaram: por que vocês não chamam pelo sobrenome? É uma prática comum da América Latina'', contou ao UOL Esporte.

Curiosamente, o atacante do Velez foi um dos nomes do jogo no empate por 2 a 2 entre as duas equipes marcar os dois tentos do time azul e branco. No primeiro gol marcado pelo camisa 9, no primeiro tempo, seu nome foi pronunciado na íntegra. Já na segunda etapa, virou apenas Milton ao marcar o 2 a 1.