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Pacotão de vôlei da Band estreia com jogo do Brasil na Liga Mundial
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Brazil's players celebrate a point against France during their semifinal match at the FIVB Volleyball Men's World Championship Poland 2014 at Spodek Arena in Katowice

 

A Bandeirantes contará com uma extensa programação voltada ao vôlei em 2015.

A emissora paulista fechou um pacotão de eventos a serem transmitidos neste ano, incluindo diversas partidas das seleções brasileiras masculina e feminina (no Brasil e no exterior) e campeonatos de vôlei de praia.

Na quadra, a Band exibirá a Liga Mundial, Grand Prix e as Copas do Mundo Masculina e Feminina. Na praia, trasmitirá etapas do Grand Slam e o Mundial, que será realizado entre 26 de junho e 5 de julho.

A primeira transmissão será na próxima sexta-feira, às 14hm com o duelo entre Brasil e Sérvia pela abertura da Liga Mundial.

As negociações para a aquisição do pacotão do vôlei foram realizadas diretamente com a Rede Globo. A emissora carioca é detentora dos direitos de transmissão destas competições para o país em um acordo firmado com a Federação Internacional (FIVB) e válido até o fim de 2018.

O acerto entre as emissoras é celebrado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

“Vemos isso com muitos bons olhos para o vôlei brasileiro, pois possibilita uma maior exposição da modalidade e aumenta o interesse do público. Como a Globo nem sempre tem espaço na sua grade para exibir as partidas, é ótimo que outro canal possa exibir. Nós, da CBV, sempre nos manifestamos favoráveis a isso e pedimos a Globo. É muito bom saber que houve esta compreensão'', afirmou ao UOL Esporte Neuri Barbieri, vice-presidente da CBV.

A Globo seguirá exibindo algumas partidas da Liga Mundial e do Grand Prix. O SporTV – do grupo Globosat – exibirá toda a competição e também os torneios de vôlei de praia.

Neste ano, a Globo também já havia fechado acordo com a RedeTV! para cessão de direitos das Superligas Masculina e Feminina e de competições nacionais de vôlei de praia.


Avallone defende SporTV e rebate críticas de Alberto Helena
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O jornalista Roberto Avallone, 66, fez história na TV brasileira ao comandar o Mesa Redonda, na TV Gazeta, por quase 20 anos. Estimulando debates “intermináveis'' sobre futebol, em boa parte do tempo levou a emissora ao segundo lugar de audiência nas noites de domingo, atrás apenas da TV Globo. Depois que deixou o canal, em 2003, passou pela RedeTV!, pela Band e pela CNT. Há dois meses participa do Redação SporTV, no canal pago.

Extrovertido, ele conta que se adaptou bem à função de comentarista. “Estava com saudade de estar em uma TV com mais audiência. Não só com mais audiência, como com mais recursos. A repercussão tem sido muito boa. Não tenho queixa nenhuma. Não fui censurado nenhuma vez'', disse ele, antes de soltar um sorriso. “Estava com saudade porque é um viciozinho que pega na gente''.

Nesta semana, em uma entrevista ao UOL Esporte, o comentarista Alberto Helena Júnior se queixou do canal. Disse ter deixado a emissora por não aceitar pedidos de “moderação'' em seus comentários.  Na mesma entrevista, afirmou que em certa ocasião, Avallone teria pedido a sua cabeça, quando ambos trabalhavam na Gazeta.

“Não me interessa ficar sustentando um tiroteio verbal. Consultei meu advogado e ele está estudando o caso. É aquilo que está na blog“, afirmou Avallone, que desconhece o motivo de ter sido atacado. “Eu nem era o gancho da matéria. A matéria era outra. Eu caí de paraquedas, sendo achincalhado. Eu fiquei abismado. Diante desse nível, não adianta ficar explicando. Nunca pedi a cabeça. Nunca mesmo. Ainda bem que eu tenho testemunhas que trabalharam comigo. Eu não tenho esse hábito. Eu sempre falo com a pessoa olhando nos olhos''.

Apesar do pouco tempo na nova emissora, Avallone afirma estar bem adaptado. “Eu tenho espaço para falar à vontade, embora eu não esteja na ancoragem. Eu mesmo, durante um certo tempo, fiquei em dúvida se eu me adaptaria ou não. Eu fiz alguns programas nesse período. O Cartão Verde, da Cultura, é muito legal, mas eu senti falta de ancorar. Fiz um programa no SBT. Fiz o Bola da Vez, na ESPN, mas tem uma certa diferença. Requer algum tempo de adaptação. Mas aqui a adaptação foi rápida pelo estilo do programa. É um programa de duas horas com três pessoas. Então você não se sente assim subalterno, comandado, um participante. Mas poderia ter isso''.

Segundo ele, em seu novo trabalho, o papo é de igual para igual. “Esse tipo de programa globaliza. Globaliza é coincidência. Ele expande os limites. Expande o universo de assuntos. E te obriga até a se atualizar bastante, o que é legal''. Avallone explica que não tem um contrato com tempo determinado com a emissora, mas que o acordo que foi feito com ele está sendo cumprido regiamente. “Mas pelo jeito, está caminhando bem para outras coisas''.

Do tempo da TV aberta, ele guarda somente boas lembranças. “Eu fiz 20 anos Gazeta. Que era uma referência. Foi um período muito feliz. Principalmente em relação ao Mesa Redonda Futebol Debate. Teve um domingo em que a gente chegou a ganhar da Globo por 40 minutos. Foi um jogo Corinthians x São Paulo. O Corinthians eliminou o São Paulo. Era uma semifinal de Campeonato Paulista, que tinha até mais valor naquela época. O gol foi do Neto, supostamente impedido'', afirma.

O sucesso do programa, segundo ele, naquela noite, se deu por conta dos entrevistados. “A gente conseguiu levar o Neto, que fez o gol. O Zetti, que sofreu o gol. O presidente do São Paulo, bravo. Era um tema efervescente. Admito que naquela época era mais fácil. Talvez hoje, não fosse assim''.

Na opinião de Avallone, no período do Mesa Redonda, as TVs abertas não davam muita atenção às noites de domingo. “A Globo tinha um programa ótimo, que eu gostaria, você gostaria. Que era o Festival Charlie Chaplin. Mas não sei se atingia a massa de telespectadores. Era um festival cult. A gente ficou em segundo lugar durante muito tempo e durante 40 minutos, a glória máxima: a gente conseguiu ganhar da Globo''.

Vagner Magalhães
Do UOL, em São Paulo

 


ESPN entra em acordo com Fox e transmitirá Alemão por mais três temporadas
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A ESPN Brasil anunciou nesta quinta-feira que seguirá transmitindo a Bundesliga, o Campeonato Alemão de futebol, pelo próximo triênio: 2015-2016 a 2017-2018. Para tanto, o canal obteve sublicenciamento do torneio europeu cujos direitos televisivos haviam sido adquiridos com exclusividade pelo Fox Sports no fim de 2013.

Dessa forma, ambas as emissoras irão compartilhar a transmissão das partidas da liga nacional alemã, uma das principais do mundo e que, no caso da ESPN, é exibida há 20 anos, sendo que cada canal ficará com metade dos jogos (partidas distintas) por temporada. A emissora da Disney também passa a ter direito a alguns jogos que definem o rebaixamento e a direitos não exclusivos para a Super Copa Alemã em 2016 e 2017.

Vale lembrar que a ESPN brasileira também possui direitos de TV compartilhados com a própria Fox para a transmissão de outra liga badalada, a Premier League, que é o Campeonato Inglês. Porém, em breve este torneio também será alvo de intensa concorrência no novo contrato. O mesmo vale para o Espanhol, também mostrado pelos canais ESPN.

No caso do Campeonato Italiano, que a ESPN também mostra a seus assinantes via acordo com a Fox para exibição compartilhada, o compromisso é válido apenas até o fim da atual temporada. Terá que renegociar se quiser seguir como sublicenciada do torneio e mostrar juntamente com a Fox. Enquanto que o Campeonato Francês é mostrado via entendimento com o Sportv, canal esportivo da Globosat.

Já a Liga dos Campeões da Europa, que até este ano era mostrado pela ESPN Brasil, mas cujos direitos em TV fechada foram perdidos para o Grupo Turner/Esporte Interativo, até então não há qualquer acordo para a manutenção da sua exibição a partir da próxima temporada 2015-2016. Somente o EI irá exibi-lo até o fim do compromisso, na temporada 2017-2018.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Jorge Nicola assina e já é do time de comentaristas da ESPN Brasil
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Repordução

Repordução

O colunista do jornal Diário de S. Paulo, Jorge Nicola, assinou contrato e já faz parte do time de comentaristas da ESPN Brasil. O acordo, acertado no mês passado, prevê participações não apenas nos Bate-Bolas (1, 2, 3 e até 4), mas também em outros programas da emissora e para comentar jogo.

Informações dos bastidores do futebol e notícias de contratações também fazem parte das atribuições de Nicola na ESPN. O cronista segue normalmente com sua coluna de jornal e como blogueiro do Yahoo! Esportes.

Além dele, a ESPN Brasil contratou em janeiro o analista jornalista Mário Marra, da rádio CBN, e o ex-jogador Alex. No mês seguinte, o canal anunciou o seu time de “Embaixadores'', ex-jogadores com a tarefa de atuar na cobertura da Copa Libertadores da América, casos de Iarley (Internacional), Marques (Atlético-MG), Raí (São Paulo), Rincón (Corinthians) e Sorín (Cruzeiro). Esses dois últimos já são colaboradores da ESPN há algum tempo, a exemplo de outro ex-atleta, Zé Elias.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Promessa de Maitê Proença faz ator global “boiar” em brincadeira no Corujão
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Muitos se lembram da aposta feita pela atriz Maitê Proença no Extra Ordinários, programa das noites de domingo no Sportv, sobre ficar nua se o Botafogo voltar à Série A. Mas o ator global Paulinho Vilhena não é um deles, e “boiou” em uma brincadeira do apresentador e ex-judoca Flavio Canto, na madrugada desta quinta-feira, no programa Corujão do Esporte, na Globo.

“Todo mundo na torcida pro Botafogo subir pra Série A agora este ano, né?”, comentou o apresentador para…nenhuma reação, até um certo estranhamento dos convidados, entre eles, Paulinho Vilhena que questionou: “por quê?”

“Pela promessa dela, né?“, respondeu Canto. O ator fez sinal que nada sabia do fato. Não só ele. Também os outros dois convidados, o campeão da etapa brasileira do Mundial de Surfe no último domingo, Filipe Toledo, e o diretor de cinema José Henrique Fonseca, do filme “Heleno”, sobre a carreira do ídolo do Botafogo Heleno de Freitas, ambos demoraram a entender. Constrangedor.

Foi necessário Canto explicar, em detalhes, o episódio repercutido em  redes sociais. “É brincadeira. É que ela falou que se o Botafogo subisse, ela ia posar nua”, respondeu Canto.

“Ah é? Aumentou a torcida, então, do Botafogo”, finalmente Paulinho ajudou o apresentador e fez uma graça com a promessa de Maitê.

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A promessa de Maitê foi feita durante o programa Extra Ordinários, do canal por assinatura Sportv. Questionado pelo humorista Felipe Andreoli o que ela prometeria se o Botafogo voltasse para a primeira divisão, a atriz de 57 anos que já possou duas vezes para revistas masculinas não titubeou:

“Fico pelada, peladíssima. Eu vou vir só com uma coleria escrito Botafogo”, disse Maitê Proença fazendo o gesto como quem colocasse uma coleira no pescoço.

O assunto surgiu depois que a jornalista colombiana Alejandra Omaña prometeu e cumpriu fazer um ensaio sensual caso seu time na Colômbia, o Cúcuta Deportivo, subisse à primeira divisão do futebol nacional. E, dois meses após o acesso do time, cumpriu com sua palavra.


Jô brinca com Morumbi vazio na abertura do Brasileiro e critica futebol
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Leonardo Soares/UOL

Jô Soares aproveitou a entrevista com o cantor Péricles, exibida pela Globo nesta madrugada de quarta para quinta, para ironizar o baixo público de São Paulo x Flamengo, primeira rodada do Campeonato Brasileiro e, de quebra, criticar o futebol disputado no país.

“Teve uma coisa que me deixou um pouco agoniado que é o seguinte: você cantando o hino nacional no jogo São Paulo e Flamengo, e eu fiquei emocionado com a quantidade de pessoas que estavam assistindo a esse jogo”, ironizou Jô, para em seguida a foto do estádio às moscas, com várias cadeiras vazias, ser mostrada no programa. Plateia, banda, todos riram da situação constrangedora.

“Realmente, gente, o futebol brasileiro tá de brincadeira. Você põe um time como o Flamengo, São Paulo e esse homem, que é um ídolo também, abertura do Campeonato Brasileiro, o Péricles cantando lindamente o hino nacional e a plateia…três gatos pingados lá em cima. Que aflição”, acrescentou o apresentador do talk show da Globo.

Apesar de ter sido “cornetado'' por Jô, o público do duelo entre São Paulo e Flamengo não foi dos piores, contando com 13.708 espectadores que acompanharam a vitória são-paulina por 2 a 1, com gols de Luis Fabiano e Alexandre Pato para o tricolor e de Everton para o rubro-negro.


Inter fica sem água quente no vestiário e repórter faz teste no chuveiro
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O Internacional não pôde seguir todo o ritual pós-jogo no estádio El Campín, em Bogotá. Depois de perder por 1 a 0 para o Independiente Santa Fe – gol marcado aos 46 minutos do segundo tempo, o Colorado encontrou um vestiário sem água quente. O imprevisto acelerou a saída da delegação rumo ao hotel e gerou uma cena inusitada na TV.

“Não tem água quente, vamos tomar banho no hotel”, disse Juan ao Fox Sports. “Banho com água fria não dá (risos)”, brincou Ernando, também confirmando o problema.

Depois dos relatos do grupo de jogadores, o repórter Vagner Martins foi até o vestiário e ligou um dos chuveiros. Fazendo sinal de negativo com a mão, ele confirmou que apenas água gelada estava à disposição.

A câmera ainda flagrou uma piscina de plástico no canto do vestiário, com sacos de gelo por perto no que deveria ser uma banheira comumente usada após os jogos para choque térmico e tratamento contra dores musculares.

Internacional e Santa Fé voltam a se enfrentar no dia 27 de maio, no Beira-Rio. Os colombianos jogam por qualquer empate. O time gaúcho precisa devolver o 1 a 0 para levar a decisão para os pênaltis ou marcar dois ou mais gols para avançar às semifinais.


Mauro Cezar celebra êxito familiar: “filho tem que torcer pelo time do pai”
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Foto: Divulgação/ESPN

Qual pai apaixonado por futebol não sente orgulho dos filhos torcendo pelo seu mesmo time de coração? Não é diferente com jornalista que trabalha com futebol. Assim é com Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN Brasil: “meus três filhos têm a camisa do Racing, torcem pela Academia. O garoto de 10 anos, principalmente. Acompanhamos os jogos juntos, torcemos muito e ele conhece até as músicas cantadas pelos hinchas. Isso nos une demais, não tem preço”, conta.

Filho tem que torcer pelo time do pai? “Comigo foi assim e as minhas melhores lembranças com meu pai são ligadas ao futebol, em campos de várzea e nos incontáveis jogos que vimos juntos, na arquibancada do velho Maracanã. Nunca vou esquecer. E espero que os meus guardem a mesma lembrança. Fui duplamente competente, afinal, meus meninos torcem pelos meus times, no Brasil e na Argentina. E nada irá mudar isso”, comemora.

Nesta exclusiva ao UOL Esporte o niteroiense, conhecido pela franqueza na defesa de suas opiniões, fala sobre essa sua postura, liberdade de imprensa e sobre jornalistas que não revelam o time de infância, como é seu caso. “Acham normal que a mulher tire as roupas diante de um médico, porque confia no profissionalismo do doutor, que não misturará as coisas, mas duvida que um jornalista seja capaz de analisar futebol com isenção, deixando a velha paixão de lado enquanto expõe o que pensa. Não ficam perguntando ao analista político em quem votou, se é de direita ou de esquerda. Quando exerço minha profissão, nada é mais importante do que ela. Minha velha paixão futebolística fica de lado”. E garante não aliviar para time nenhum: “não estou aqui para isso. Digo o que penso da forma mais direta e sincera possível”. E disse mais nesta entrevista. Veja abaixo.

UOL Esporte: O que o fez trocar Niterói e o Rio de Janeiro por residir e trabalhar em São Paulo?
Mauro Cezar Pereira:
Eu era repórter de “O Dia'' quando comecei a escrever para “Placar'', em 1991. Fazia frilas para a revista e em 1993, quando estava no “Jornal do Brasil'' há quase dois anos, recebi o convite para trabalhar na redação, em São Paulo. Como minha função no novo emprego seria de editor, sabia que não iria à Copa do Mundo de 1994 ao fazer tal opção, algo que era certo caso permanecesse no Rio de Janeiro. Abri mão de cobrir um Mundial, mas a oportunidade valia a pena e não me arrependo nem um pouco. A Copa dos Estados Unidos acabou e eu estava num mercado maior, onde tive oportunidades que jamais receberia se permanecesse onde estava, dentro e fora do jornalismo esportivo. Em mais de duas décadas trabalhei em jornal, revista, rádio, internet e televisão. Até releases para assessoria de imprensa escrevi. Cobri esportes, mercado automobilístico, economia, tecnologia, fiz matérias de política, temas diversos e dei aula em faculdades de jornalismo e Rádio e TV. Em nenhum outro mercado eu teria tantas chances e aprenderia como aprendi trabalhando em São Paulo. E aprendi a gostar da cidade sem romper meus laços afetivos com Niterói, onde cresci.

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Alguns telespectadores ficam chocados com certa franqueza sua em dizer coisas que muitos não falam no ar, na maneira como vai para o confronto nas mesas redondas da ESPN Brasil. Houve até quem visse inimizade sua com PVC nos momentos derradeiros dele a serviço do canal. O que tem a dizer sobre tudo isso?
Se trabalho num veículo que me dá liberdade de expressão, procuro exercê-la. Não vejo forma mais honesta. Os confrontos são inerentes aos programas de debate. Aliás, na ESPN somos bem educadinhos, na maioria das vezes esperamos o outro terminar de falar, sem interromper, e as discordâncias não são tão frequentes assim. Já em outros canais de TV e nas rádios a turma quebra o pau e ninguém estranha. Talvez por isso alguns debates mais quentes provoquem certa reação de alguns fãs de esportes. É natural que as pessoas, em debates, elevem o tom de voz e defendam seus pontos de vista com veemência. O Paulo, que você citou, sempre gostou de longas explanações e defende suas opiniões de vista de maneira firme, o que é bom. Quando trabalhávamos juntos e discordava, eu apenas… discordava, ora. E apresentava meus argumentos. Quem acompanha tem a chance de concordar com uma das opiniões apresentadas ou discordar de todas. Mas se alguém não consegue encarar esse tipo de confronto de ideias com maturidade, paciência. Acho que deveríamos ter mais debates assim, isso ajuda a pensar, eleva o nível das reflexões feitas por nós e pelos que nos assistem. Mas se num programa que se propõe a ser de debates alguém não pode interromper o outro nem no calor da discussão, melhor criarmos programas de discursos. O cara fala, fala, fala e todo mundo fica só ouvindo. Seria bem chato, como horário político.

Já houve bate-boca na ESPN entre colegas após um bloco ou fim de programa que teve debate mais acalorado?
Não me recordo de algum bate-boca fora do ar. Se aconteceu, eu não estava presente.

Alguma vez você achou que passou do ponto, que foi mal-educado, que falou alguma grosseria ou usou um tom agressivo demais com um colega durante o debate?
É possível que eu tenha passado do ponto e que também tenham passado do ponto comigo, especialmente quando o colega não cede a palavra, fala sem parar por vários minutos e não aceita ser interrompido. Ou quando o camarada deturpa algo que é dito para sustentar o próprio ponto de vista, aí é dureza, não dá para aceitar calado, tem que marcar posição, sim, ou vai parecer que você acha que preto é branco e azul e vermelho. Distorcer a opinião do outro é algo intolerável. Mas debates quentes são válidos, desde que tenham conteúdo, não sejam falsas discussões.

O jornalismo esportivo está exageradamente politicamente correto?
Muitas vezes sim. Essa questão dos debates e sua repercussão é um exemplo disso. E a maneira como alguns sites repercutem esses momentos é absolutamente patética. Uma caça aos cliques apelativa e que tenta transformar algo que faz parte de programas numa crise, num problema. Como jornalista eu não gostaria de estar no lugar de quem passa os dias escrevendo e editando isso.

Na TV aberta só teve ex-jogador comentarista na Copa do Mundo do Brasil. Zero analista jornalista. Qual sua opinião?
Nada contra o ex-jogador que vira comentarista. Tudo contra o ex-jogador que vira comentarista e não se prepara, trata nossa profissão como hobby ou apenas um trampolim para não se esquecerem dele e então arrumar alguma nova atividade no futebol. Se o cara é capaz e leva a sério, okay.

Dupla de comentaristas, com jornalista ao lado do boleiro, é por aí o caminho?
Se o jornalista for bom comentarista e o ex-jogador também, pode ser interessante.

Sente falta do Lúcio de Castro como colega na TV? Em recente entrevista ao Yahoo!, ele falou sobre o papel da reportagem e comentou sobre o excesso de programas opinativos no veículo, da tendência de mais “ao vivo”. Que te parece?
Trabalhar por cerca de quatro anos diariamente no mesmo programa do Lúcio foi um aprendizado. Também acho que seria positivo se as TVs em geral tivessem mais matérias com maior conteúdo, que avancem além do factual, das entrevistas de jogadores e técnicos. Reportagens que tenham repercussão.

Com a chegada do Fox Sports ao Brasil e a consequente aquisição de vários eventos e contratação de profissionais de porte por esse canal, a briga no segmento de TV esportiva ficou bem mais acirrada, não? Como você vê essa concorrência no Brasil?
Positiva. Amplia o mercado, gera empregos e dá mais opções ao fã de esportes. Hoje, por exemplo, o Campeonato Inglês tem rodadas quase inteiras exibidas aqui no Brasil, pois há mais um canal importante mostrando a Premier League. Isso significa mais alternativas e quem liga a televisão sai ganhando. E com os direitos de transmissão caríssimos, acredito que o mercado amadureça na direção do compartilhamento de eventos, como é comum nos Estados Unidos.

Após a perda da Liga dos Campeões, manter direitos do Inglês e do Espanhol, ainda que eventualmente compartilhados, virou obrigação para a ESPN Brasil?Tal questão cabe à direção do canal, sou apenas comentarista, não participo de decisões estratégicas, mas tenho certeza que a ESPN vai seguir batalhando para levar o melhor. E mesmo com ótimos caras trabalhando nas outras emissoras, temos um grupo de profissionais difícil de se equiparar. Nosso time é um trunfo que a ESPN mantém.

Teme que a ESPN perca relevância entre os telespectadores por falta de eventos esportivos de porte em sua grade, sobretudo de futebol, que é a modalidade preferida do telespectador brasileiro?
Quando a PSN apareceu no mercado comprando tudo, muita gente pensou isso, mas a ESPN seguiu. Claro que o cenário hoje é outro. A Fox é um canal internacional consolidado e obviamente chegou ao Brasil para brigar pelo mercado, não será algo passageiro como foi a PSN. Mas a ESPN não perderá relevância, pois construiu uma história de credibilidade e bom jornalismo ao longo de mais de duas décadas. Isso não acaba assim, tampouco acredito que a ESPN fique sem eventos.

Comentar Brasileirão, quarta e domingo, em TV aberta, com muito mais exposição do seu trabalho, é algo que o seduz, tem esse desejo?
Gosto demais do meu trabalho e amo o jornalismo, não apenas o esportivo. E na minha função de comentarista, transmitir jogos de futebol, especialmente no estádio, é a sempre algo muito importante, mas não é tudo.

Não vou perguntar o seu time, mas se quiser, pode dizer. Mas em sua casa, esposa e filhos torcem por times aqui de São Paulo ou do Rio?
Não revelo abertamente meu time de infância porque muitas pessoas que nos acompanham, quando associam o jornalista a um clube, acham que ele não é capaz de separar as coisas. O cara acha normal que a mulher dele tire as roupas diante de um médico porque confia no profissionalismo do doutor, acredita que ele não misturará as coisas – e assim deve ser, claro -, mas esse mesmo sujeito duvida que um jornalista seja capaz de analisar futebol com isenção, deixando a velha paixão de lado enquanto expõe o que pensa. As pessoas querem saber para quem torce o jornalista esportivo, mas não ficam perguntando ao analista político em quem ele votou, se é de direita ou de esquerda. Sempre vivi dos salários pagos pelas empresas por onde passei e quando exerço minha profissão, nada é mais importante do que ela. Minha velha paixão futebolística fica de lado. Se o sujeito não é capaz disso, melhor trabalhar em outras áreas do jornalismo. Em mais de dez anos de ESPN, já fui chamado de torcedor de vários times e não há um grande brasileiro cuja torcida jamais tenha me xingado. E isso acontece porque não alivio nenhum deles. Não estou aqui para isso. Digo o que penso da forma mais direta e sincera possível. Sobre a família, meus filhos e minha mulher torcem por times brasileiros, embora até tenham simpatia por equipes europeias. Desde pequenos os levo aos estádios, infelizmente não com a frequência que gostaria por causa de minha escala de trabalho, que toma os finais de semana. Meus três filhos têm a camisa do Racing, torcem pela Academia. O garoto de 10 anos, principalmente. Acompanhamos os jogos juntos, torcemos muito e ele conhece até as músicas cantadas pelos hinchas. Isso nos une demais, não tem preço. Filho tem que torcer pelo time do pai. Comigo foi assim e as minhas melhores lembranças com o meu pai são ligadas ao futebol, em campos de várzea e nos incontáveis jogos que vimos juntos, na arquibancada do velho Maracanã. Nunca vou esquecer isso. E espero que os meus guardem a mesma lembrança no futuro. Hoje posso dizer que fui duplamente competente, afinal, meus meninos torcem pelos meus times, no Brasil e na Argentina. E nada irá mudar isso.

Rogério Jovaneli
Do UOL, em São Paulo

Tags : futebol


Sportv estreia “Planeta” e prepara mudanças em seus correspondentes
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UOL Esporte

O Sportv estreará na próxima segunda, 25, o “Planeta Sportv”, programa que falará de esporte no mundo aproveitando os correspondentes do canal espalhados em algumas das principais cidades do planeta. Noticiará futebol, mas terá um propósito olímpico, também, de cobrir os esportes que veremos em disputa ano que vem no país, nos Jogos do Rio de Janeiro.

“O nosso planeta é muito grande. Cada povo vive o esporte de um jeito diferente. Para você rodar o mundo sem sair do lugar, é só ligar no ‘Planeta Sportv, estreia segunda, 15h45”, diz o texto narrado no comercial veiculado que anuncia a nova atração, sem tantos detalhes, mas que mostra participações de jornalistas do canal falando de cidades como Buenos Aires, Bruxelas, Montevidéu, Lisboa, Madrid e Berlim.

Dentro da proposta de privilegiar o “ao vivo”, tendência na TV atual, não só esportiva, o “Planeta” é mais um programa do Sportv a valorizar entradas de repórteres de vários pontos. No caso, por todo o mundo, segundo a proposta.

Troca de correspondentes e novo apresentador no 'Sportv News'

Quem assiste atualmente ao Sportv tem notado mudanças em seus programas: desde segunda o ‘Redação’ é apresentado de um cenário na própria redação do Sportv (com a expectativa de levar para o ar um pouco da atmosfera, do clima dos jornalistas trabalhando ali no local) e o ‘Troca de Passes’ apresenta novo formato, mais cedo, das 16h30 às 18h30, com dois apresentadores no Rio de Janeiro (Thiago Oliveira e Bárbara Coelho) e um em São Paulo (Alexandre Oliveira) e mais “entradas'' dos repórteres. Sem contar o ‘Seleção Sportv’ que já de algum tempo ocupou o lugar do extinto ‘Arena Sportv’. Tudo dentro da ideia de muito “ao vivo'' na programação, com informação e debate o dia todo.

E o que mais está por vir de novidade? O UOL Esporte conta: o canal esportivo da Globosat deverá em breve promover mudanças exatamente em seu time de correspondentes internacionais, possivelmente já em junho, e também terá um novo apresentador do telejornal Sportv News – Edição Noite.

Felipe Brisola vai para Londres, enquanto Fernando Saraiva deixa de ser correspondente do canal na Europa e volta ao país para assumir o Sportv News noturno (edição e apresentação). Bruno Souza, atual apresentador, também é narrador e deve exercer essa função, além de ser usado como apresentador folguista.

Karin Duarte (Estados Unidos) e Tiago Maranhão (Ásia) também retornam ao Brasil. Serão repórteres especiais do Sportv. Bruno Cortes irá para os Estados Unidos (para o posto de Karin), enquanto Felipe Diniz vai para Portugal.

Rogério Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Inter fica sem água quente no vestiário e repórter faz teste no chuveiro
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UOL Esporte

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O Internacional não pôde seguir todo o ritual pós-jogo no estádio El Campín, em Bogotá. Depois de perder por 1 a 0 para o Independiente Santa Fe – gol marcado aos 46 minutos do segundo tempo, o Colorado encontrou um vestiário sem água quente. O imprevisto acelerou a saída da delegação rumo ao hotel e gerou uma cena inusitada na TV.

“Não tem água quente, vamos tomar banho no hotel”, disse Juan ao Fox Sports. “Banho com água fria não dá (risos)”, brincou Ernando, também confirmando o problema.

Depois dos relatos do grupo de jogadores, o repórter Vagner Martins foi até o vestiário e ligou um dos chuveiros. Fazendo sinal de negativo com a mão, ele confirmou que apenas água gelada estava à disposição.

A câmera ainda flagrou uma piscina de plástico no canto do vestiário, com sacos de gelo por perto no que deveria ser uma banheira comumente usada após os jogos para choque térmico e tratamento contra dores musculares.

Internacional e Santa Fé voltam a se enfrentar no dia 27 de maio, no Beira-Rio. Os colombianos jogam por qualquer empate. O time gaúcho precisa devolver o 1 a 0 para levar a decisão para os pênaltis ou marcar dois ou mais gols para avançar às semifinais.