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Globo confirma: não transmitirá final da Copa América. Galvão narra a F1
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Com a ausência da Seleção Brasileira, eliminada já nas quartas de final para o Paraguai, a Rede Globo confirmou ao UOL Esporte que não irá transmitir a final da Copa América, marcada para o próximo sábado, às 17h (horário de Brasília). Com isso, somente assinantes de TV por assinatura poderão acompanhar Chile x Argentina, restrito ao canal Sportv.

A emissora optou por manter a sua programação habitual para o dia, com Caldeirão do Huck, novelas e telejornais locais.

Esporte na Globo no sábado somente pela manhã com a transmissão da parte final do treino oficial do GP da Inglaterra de Fórmula 1, cuja largada será domingo, às 9h. Galvão Bueno narrará o GP. Inicialmente a emissora informou que a narração de Luis Roberto. Os comentários serão de Reginaldo Leme e Luciano Burti e reportagens de Marcelo Courrege.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Programa global debate desequilíbrio emocional no esporte e mostra choro
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Ao som de “Calmaí”, na voz de Paula Toller, e uma seleção de imagens de momentos de desequilíbrio emocional, (incluindo recentes do Brasil na Copa América e no episódio que culminou na saída de Neymar do torneio), o programa Corujão do Esporte, exibido pela Globo nesta madrugada, discutiu a seleção brasileira no aspecto da falta de controle emocional em campo.

“Alguns lidam bem com a pressão de concorrer em alto nível, já outros…” foi um dos trechos do texto lido enquanto eram exibidas cenas com o temperamental ex-tenista que marcou época, John McEnroe, além de Mike Tyson mordendo a orelha de Evander Holyfield, a cabeçada do craque francês Zidane no zagueiro italiano Materazzi na final da Copa de 2006 e brigas em clássicos brasileiros, entre outras.

Também foram enfatizadas ali as fraquezas brasileiras em momentos decisivos, como Thiago Silva sentado em cima da bola, chorando, e do irritado Neymar contra a Colômbia,  quando acabou expulso e depois fora de vez da competição continental. “O que inspirou a gente a fazer esse programa foi o episódio com Neymar que acabou tirando ele de quatro jogos da Copa América. O Brasil acabou eliminado contra o Paraguai agora nas quartas de final e a gente não tem chance de ir atrás desse título”, admitiu o apresentador Flávio Canto que, logo de cara, questionou um dos convidados, o craque e esquentado em campo, Djalminha, sobre tudo aquilo. “Você foi um grande destaque como craque de bola e também pelo temperamento explosivo”, comentou.

“Bom, depois de tantos casos que a gente viu aí [se referindo à seleção caprichada de casos de brigas na abertura da atração], acaba sendo uma situação normal [os incidentes envolvendo Neymar na Copa América]. No caso, quando você está apanhando direto, já teve a situação da Copa do Mundo que foi contra a Colômbia, isso influenciou nesse jogo e perdeu o controle, ele sabe disso, mas não vejo como nada anormal, não. Acontece com qualquer um”, argumentou, Djalminha, que não faz muito tempo foi comentarista da Band.

“Na hora da competição, quando se tá jogando, aí adrenalina sobe e às vezes é difícil controlar esse impulso, essas emoções que são muito fortes, difícil de explicar para quem tá de fora”, justificou.

Leonardo Gaciba, analista de arbitragem da Globo ali presente, atribuiu ao fato das coisas não correrem como o atacante esperava em campo para aquela reação intempestiva. “Pra ele o normal é tudo acontecer de forma tranquila. Neymar sabe o nível dele. Jogador não é robô, tem toda uma pressão familiar, social, o que ele representa para o esporte brasileiro como um todo, acima de tudo é isso aí”, analisou.

Já Felipe Perrone, eleito melhor jogador da Liga dos Campeões de pólo aquático, o outro convidado do Corujão, não aliviou nada para o craque. “O time está acima disso, a seleção brasileira, um país. Que é normal, é normal, mas acho que há tanta coisa atrás que arriscar dessa maneira e tomar esse tipo de decisão, ter essa atitude que prejudica tanta gente, acho que tem que ficar de lição pra ele”, condenou, lembrando que no esporte que pratica há um treinamento para lidar melhor com situações mais tensas em competição.

“Ali não dá pra ter temperamento explosivo, embaixo d’água rola de tudo ali, então tem que manter a calma e um dos motivos desse título foi o treinamento que a gente teve. No treinamento, ele [técnico croata Ratko Rudic] deixava chegar a situações-limite e tínhamos que manter o controle emocional. Alguns jogos ficaram mais nervosos e deu pra manter o controle emocional”, contou.

Além das imagens e dos depoimentos, o programa da Globo ainda foi ouvir um psicanalista, Dr. Luis Alberto Py.  “Há dois times de causa para isso [descontrole emocional]: a primeira é a pressão. Ele tá sendo visto por milhões de pessoas, tá sendo cobrado e, mais do que isso, ele se cobra. E aquela carga leva que qualquer dificuldade se torne uma frustração muito grande e facilmente um jogador que tá cheio de adrenalina, funcionando a mil, encontra um contratempo, ele bota aquela energia pra fora de uma maneira desastrada às vezes”, iniciou.

“A outra causa é biológica”, continuou, “há pessoas que têm disritmia cerebral, um tipo que se caracteriza exatamente pela explosividade, são pessoas que reagem antes de conseguir pensar e geralmente reagem com violência.” E finalizou: “para esses casos [biológico] existe até remédio, e para o caso da pressão excessiva terapia ajuda. Esses jovens precisam de acompanhamento psicológico, eles e as famílias deles, porque lidar o sucesso e um sucesso razoavelmente rápido não é muito fácil. Junto com o sucesso, vem a cobrança.”

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Dez tuítes mostram que André Rizek, do Sportv, está afiado nas críticas
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RizekCrédito: Reprodução/Sportv

O apresentador André Rizek, do Sportv, está com a corneta a todo vapor. Misturando ironia e críticas, o jornalista não fica em cima do muro no Twitter e compra briga com todo mundo: CBF, clubes de futebol, dirigentes, Dunga… E tal perfil faz sucesso. Seus comentários são populares.

Muitos aprovam suas reclamações, enquanto outros reagem com indignação. Resultado: Rizek tem mais de 700 mil seguidores e usa o Twitter para desabafar. No último mês, foram diferentes alvos, num bom resumo do noticiário esportivo.

1 – Léo Moura ganhou um novo rótulo depois da polêmica negociação com o Vasco:

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2 – Vasco que já havia sido cornetado pela campanha no Brasileiro, após a segunda derrota seguida por 3 a 0 e uma má fase que culminou na saída de Doriva:

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3 – Dunga também recebeu “homenagem'' depois de colocar quatro zagueiros em campo na vitória sobre a Venezuela. E a piada fez sucesso:

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4 – O Corinthians foi vítima da corneta por perder Guerrero:

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5 – Nem o governo brasileiro e a polícia federal escaparam:

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6 – Também teve mensagem à CBF, parceira da Rede Globo:

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7 – Paulo Nobre e os jornalistas esportivos foram alvos simultâneos:

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8 – A corneta também se estendeu aos políticos (e ganhou muito apoio):

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9 – Os valores que devem ser pagos a Firmino e Douglas Costa foram lembrados:

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10 – E, por fim, uma crítica que falou por muita gente. Após a eliminação do Brasil na Copa América, ele relembrou a desculpa de Felipão depois dos 7 a 1 do último Mundial:

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Fabi leva jeito elétrico para a Globo e cadeiras sofrem: “Sou torcedora”
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Bicampeã olímpica e heptacampeã da Superliga feminina. O currículo da líbero Fabi a coloca como uma das melhores jogadoras de sua posição no mundo. E antes mesmo de abandonar as quadras, ela já iniciou uma nova carreira.

Desde 2014, Fabi tem feito parte da equipe de comentaristas da Globo, dividindo o posto com Tande e Giba. Conhecida por seu jeito elétrico dentro da quadra, a atleta levou essa sua característica para a televisão, para o sofrimento das cadeiras.

“Realmente é muito difícil me controlar. Me pego, algumas vezes, chutando cadeira e comemorando baixinho. Mas isso faz parte, pois além de vivenciar tudo aqui bem de perto, sou uma torcedora fanática”, disse a atleta em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

“Muito difícil não me envolver e acho que isso jamais irei conseguir. Mas o importante é estar atenta às informações”, completa.

O convite para Fabi não demorou muito para aparecer. Logo após a líbero anunciar que estava de saída da seleção brasileira, ela foi procurada para dar início a essa empreitada.

“Algumas pessoas já haviam me dito anteriormente para pensar em ser comentarista quando parasse de jogar, mas nunca tinha levado a sério”, afirma.

O problema dessa nova carreira sem abandonar o vôlei é a relação com as atletas. Fabi admite que sofre com as brincadeiras das antigas companheiras que precisa criticar agora.

“Elas brincam muito. Dizem que se eu falar mal elas vão me matar. Mas faz parte. Preciso fazer meu papel. Elas estão jogando muito bem e isso contribui para que meus comentários sejam bons também”, brinca a comentarista, que garante que mantém contato com as atletas e que a amizade não muda.

Fabi diz que ainda está tentando se acostumar com as câmeras, pois jogar vôlei é “muito mais fácil”. Para isso, ela faz uma preparação com uma fonoaudióloga.

Apesar de toda essa dificuldade e dar saudade de defender a seleção, a líbero não se arrepende dessa nova carreira.

“Acho que a vontade de estar na seleção será eterna. Mas é saudade boa, dos bons momentos vividos, que serão inesquecíveis. Não se trata de arrependimento. A seleção está em boas mãos e a sensação de dever cumprido me deixa tranquila”, fala.

Hoje, ela divide as transmissões com o ex-jogador Tande, que começou como comentarista e chegou a apresentar o Esporte Espetacular.

“O Tande é um grande exemplo pra mim. Mas uma coisa de cada vez. Quero fazer um bom papel como comentarista. Esse é meu objetivo no momento”, finaliza.


Chico Pinheiro celebra Brasil não pegar Argentina: “atropelamento”
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Durante o momento esportivo no Bom Dia Brasil, os apresentadores não esconderam o alívio pelo Brasil ter sido eliminado antes da Copa América e não ter precisado encarar na semifinal a Argentina de Messi que, nas palavras de Giuliana Morrone, “trucidou os paraguaios''.

“Na vida tudo é questão de referência, tudo é relativo. Acredita que não foi assim tão ruim assim perder perder pro Paraguai'', disse ela, acompanhada do sempre espirituoso e realista Chico Pinheiro. “Cê imagina o atropelamento da Seleção, da camisa amarela por 6 a 1 ou 7 a 1 depois da Alemanha.''

“Já tem gente na internet agradecendo ao Thiago Silva, 'valeu, Thiago', por ter metido a mão na bola e ter dado aquele pênalti para o Paraguai'', comentou Lúís Ernesto Lacombe, apresentador do quadro esportivo no telejornal matinal da Globo, referindo-se ao inusitado lance do zagueiro brasileiro que resultou no empate, 1 a 1 no tempo normal de Brasil e Paraguai, que depois virou eliminação brasileira naquela quartas de final ao perder nas disputa por pênaltis, 3 a 4.


Humor em alta. Gravidez só corta mesmo guloseimas de Fernanda Gentil
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Fernanda Gentil vive um 2015 diferente do que está acostumada. Grávida de pouco mais de sete meses, a apresentadora teve de mudar sua rotina, cortar algumas guloseimas e superar o cansaço diário. Mas uma coisa não alterou em sua vida, o bom humor.

O que normalmente é um problema para muitas mulheres, a alteração em seu corpo devido à gravidez foi levada na brincadeira pela apresentadora.

“Brinquei sim com o tamanho dos seios, da barriga e as novas celulites. É tudo por uma causa muito nobre, você passa a não se importar com o físico, mas muito mais com o psicológico, com a responsabilidade de educar alguém, de criar um filho, de amamentar, escolher boas escolas, preparar o cantinho dele. As mudanças no corpo são inevitáveis, e a alegria de estar grávida, muito maior do que as mudanças’, disse a apresentadora em entrevista ao UOL Esporte.

Parte da gravidez de Fernanda Gentil virou um quadro do Esporte Espetacular. O “Mamãe Gentil” dá dicas de exercícios para mulheres realizarem durante a gestação.

“Foi muito bom porque me ensinou muita coisa também, foi como se eu estivesse aprendendo junto com o pessoal de casa. Penso no quadro como um todo, no desafio que eu teria de escrever o projeto inovador que me foi dado, e principalmente no serviço que estamos prestando para tantas mulheres e famílias que estão à espera de um filho. Esse foi o maior legado do quadro, foi muito bom saber que as pessoas aprenderam, se identificaram e tiraram dúvidas com o Mamãe Gentil”, disse.

Mas, não foram os exercícios que deram mais trabalho para a jornalista. Abrir mão de alguns tipos de alimentação, principalmente hambúrguer e frituras, foi o que fez Fernanda sentir mais dificuldade.

“Controlar a alimentação continua sendo o mais difícil! Mas como estou muito bem acompanhada pela minha médica e sabendo exatamente os benefícios de uma alimentação saudável principalmente na gestação, fica mais fácil negar algumas guloseimas. Mas outras (como doces) continua sendo impossível”, afirma a apresentadora.

Com a seleção brasileira na Copa de 2014, Fernanda Gentil foi um dos nomes mais comentados da transmissão da Globo. Agora, a gravidez tirou a jornalista da Copa América, mas ela não lamenta a ausência e já projeta a Olimpíada de 2016.

“Eu amo o que faço, por isso é sempre ruim perder uma grande cobertura. Mas também estou amando estar grávida, então não tenho do que reclamar. Só me resta me preparar muito para ser convocada para o próximo grande evento, que é a Olimpíada”, completou.

A previsão é que Gabriel, filho da apresentadora, nasça no meio de agosto. Ao comentar sobre a relação do pai, Matheus, com o herdeiro, ela é só elogios.

“Matheus já é um paizão mesmo com Gabriel na barriga ainda. Totalmente envolvido, me ajuda em tudo, muito preocupado em evitar que eu faça esforço, me canse. Eu sempre achei mesmo que ele seria um grande pai, mas Gabriel deu mais sorte do que eu imaginava”, finalizou.

Leandro Carneiro
Do UOL, em São Paulo


Ronaldo ataca Del Nero por ausência na Copa América
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Crédito da foto: Sportv/Reprodução

Ronaldo voltou a disparar críticas contra o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. O ex-jogador contestou o fato de o dirigente não ter integrado a delegação que representou a seleção brasileira no Chile para a disputa da Copa América.

Convidado do programa “Bem, Amigos”, do Sportv, na segunda-feira, o Fenômeno entende que o elenco ficou totalmente abandonado na Copa América e acredita que Del Nero permaneceu no Brasil com receio de ser preso.

“Foi a única vez na história que a seleção brasileira participa de uma competição sem que seu presidente tenha acompanhado. E o que a gente lê é que por motivo de medo de ser preso, já que o Chile tem tratado de extradição com os Estados Unidos”, declarou Ronaldo, que esteve no Chile como comentarista da Rede Globo.

Sete dirigentes da Fifa foram presos na Suíça, em 27 de maio, às vésperas da eleição presidencial da entidade, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os detidos está o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. A operação policial foi coordenada pela norte-americana FBI. A Justiça dos Estados Unidos pediu a extradição de todos detidos.

No dia seguinte às prisões, Del Nero retornou ao Brasil, ficando fora do evento promovido pela Fifa.  O dirigente alegou que sua volta antes ao país do previsto ocorreu para acompanhar de perto a CPI instaurada para apurar irregularidades na CBF.

Leia mais: Galvão lidera fritura de Dunga e diz que atual seleção é medíocre. 

Ronaldo quer Del Nero fora da CBF

Ronaldo foi membro do Comitê Organizador da Copa no Brasil e participou ativamente de ações ao lado de Del Nero (então vice da CBF) e de Marin (então presidente da CBF) para promover o Mundial de 2014. O ex-atacante agora tem agido como crítico da CBF e dirigentes.

Indagado por Galvão Bueno se teria intenção de assumir um cargo na CBF, Ronaldo foi seco:

“Não quero nem estar perto”.

No início de junho, Ronaldo se posicionou sobre os escândalos de corrupção da Fifa e a renúncia do presidente Joseph Blatter. O Fenômeno disse que Del Nero também deveria deixar o cargo.

“Adoraria que ele (Del Nero) renunciasse também. Ele não tem dado grandes exemplos. É evidente a relação com Marin. Seria bom momento para renunciar. Mas vamos aguardar as investigações'', declarou Ronaldo.


Galvão dispara mais críticas, vê seleção “medíocre” e ironiza virose
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“O que eu acho é que temos que ter mudanças, mudanças comportamentais, mudanças de nomes, nós temos que ter mudanças''. Assim Galvão Bueno, em fase de crítico da Seleção, bradou na volta ao seu programa Bem, Amigos nesta segunda-feira. O alvo principal na maior parte da atração do Sportv: o treinador Dunga, sobretudo.

Com mais tempo, o narrador continuou as fortes críticas já iniciadas no sábado, após a partida, e que continuaram no domingo, durante participação no Esporte Espetacular.

“Diria que foi a pior, a mais medíocre participação do futebol brasileiro em toda a história da Copa América, e olha que estou em Copa América desde 1983. Jamais vi uma participação tão medíocre, uma coisa que fere a história construída por pessoas como Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos ao longo dos tempos, através dos anos'', falou grosso, indignado com a campanha brasileira, na presença dos dois convidados citados.

E o programa teve de tudo: de cobrança por jogadores não convocados, passando por menção ao sucesso dos técnicos argentinos das seleções semifinalistas do torneio, até a exibição de entrevistas dos jogadores que não batiam com o discurso do comandante do time brasileiro.

“Vamos ver o trecho da entrevista coletiva do Dunga quando ele surpreende todo mundo com a história da virose'', anunciou assim uma sonora da fala do treinador para, posteriormente, perguntar: “quando começou essa virose, quando ela veio? O Mauro Naves [repórter da Rede Globo] foi conversar com o médico que disse: 'foi aqui'. Aí depois não tinha sido em Concepción, já tinha sido antes de sair em Santiago, mas os jogadores treinaram normalmente na quinta e na sexta-feira e estavam todos aptos a jogar.''

E, na sequência, o narrador fez questão de escancarar o que chamou de “falta de entrosamento até nas respostas''. Referia-se a possíveis incoerências nas declarações de Dunga e de seus atletas, expostas ali em longa reportagem de Eric Faria, repórter da Globo, para o Esporte Espetacular, de atletas como Willian, Jefferson e Thiago Silva relatando os problemas da virose. Em uma delas, o meia do Chelsea diz que chegou a passar mal, mas que depois voltou a se sentir melhor e só saiu do jogo porque o técnico quis.

Após as falas dos atletas e de Dunga na reportagem, Galvão disparou. “Nos grandes times, nos grandes momentos, nas boas fases, quando há identidade e integração, as respostas são todas muito semelhantes, né? O que se percebe é um desencontro.''

E Ronaldo seguiu Galvão na “fritura'' do atual trabalho comandado por Dunga. “A falta de transparência, nesse caso, leva a crer que há sempre algum coisa obscura. (A virose) está sendo usada para se defender. Nesse caso, mostrou que claramente houve um desencontro de respostas dos jogadores com o treinador e o médico'', disse.

Já o outro campeão do mundo presente ali, Roberto Carlos, adotou discurso diferente e preferiu falar também da necessidade de um algo mais dos jogadores em campo. “Por mais que o Dunga seja o comandante do barco, eu acho que perdemos aquela liderança de três ou quatro jogadores dentro de campo, de se unir mais dentro de campo e não sobrar só para o treinador'', ponderou. “Pela minha experiência de jogador e agora de treinador, o jogador quando pode fazer um pouco mais, dar a mãozinha pro companheiro e dizer 'vamos', aí vai todo mundo, puxa três, quatro, cinco ali e vai embora'', completou, destoando completamente das falas dos demais na atração.

Galvão já havia reclamado das decisões de Dunga para o mesmo programa Esporte Espetacular, o mesmo da reportagem tão elogiada no Bem, Amigos pelo narrador. “Sou contra esconder as coisas. Muito treino fechado, muita coisa escondida. Esconderam muito, quando esconde, é porque a coisas não caminham certo''', condenou.

Em outro momento, Galvão opinou sobre os treinos de Dunga. “Ele trabalha muito bem o treino, intensidade. Acho que ele se perde fora do trabalho de bola'', afirmou sem dar mais detalhes do que falava, confirmando apenas que ele e Júnior assistiam aos treinos.

E ele repetiu na atração do Sportv declaração similar à que deu ao programa dominical da Globo, sobre jogadores não chamados por Dunga para a Copa América: “Cadê o Lucas, cadê o Lucas?''. Falava do atacante de lado de campo do Paris Saint-Germain, Lucas Moura. Também cobrou, sem citar o nome de Dunga, pela ausência de jogadores mais cascudos, experientes no grupo, como Kaká e Hernanes.

“Não quero crucificar jogador nenhum. Todos bons jogadores, talvez fora do momento exato, fora da conjuntura ideal. Não quero sacrificar ninguém'', explicou-se sobre aqueles convocados por Dunga. E ainda fez questão de isentar de culpa os possíveis vilões das recentes eliminações brasileiras, agora, no Chile, e antes na Copa do Mundo de 2014.

Rogério Jovanelli
Do UOL, em São Paulo


Mesmo ao vivo, luta de Lyoto derruba audiência do UFC na Globo em 2015
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Apesar de ir ao ar ao vivo, e consequentemente mais cedo, já com transmissão no ar desde 1h, o combate do UFC Miami entre Yoel Romero e Lyoto Machida deste fim de semana, com vitória categórica do lutador cubano sobre o brasileiro, decepcionou na audiência. Rendeu modestos oito pontos à TV Globo na Grande São Paulo, região referência para o mercado publicitário.

Neste ano, duelos mais atrativos, sobretudo para o telespectador médio de TV aberta, geraram mais audiência. Foi o caso, por exemplo, mais recentemente, da luta pelo cinturão dos médios entre Chris Weidman e Vitor Belfort, no UFC 187, também com derrota brasileira, na madrugada de 24 de maio. Levada ao ar mais ou menos na mesma faixa horária, gerou 12 pontos no Ibope à Globo, 50% a mais que Romero x Machida.

A volta de Anderson Silva ao octógono no UFC 183, depois da fratura de sua perna e consequente segunda derrota diante do próprio Weidman, um evento cercado de expectativa por todos, incluindo os brasileiros, também despertou muito mais o interesse e audiência superior: 15 pontos para a sua vitória sobre Nick Diaz no octógono (dias depois se saberia que manchada por doping). A exemplo do combate de Belfort, também foi uma luta gravada pela emissora (com exibição após 30 minutos em relação à realização do evento em Las Vegas), mostrada com narração de Galvão Bueno e já batendo as 4h da madrugada do dia 1º de fevereiro.

Ano passado, em outro evento super badalado, UFC 179, realizado no Rio de Janeiro e com disputa por cinturão envolvendo lutador brasileiro (José Aldo derrotou Chad Mendes e se manteve como campeão dos pesos penas), também resultou em maior audiência para a TV Globo: 12 pontos na Grande São Paulo. Por ser no país, a transmissão foi ao vivo, na madrugada de 26 de outubro.

Rogerio Jovaneli

Do UOL, em São Paulo


Para o bem e o mal, Leifert mudou a cara do lado esportivo da Globo
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No comando da edição paulista do Globo Esporte entre janeiro de 2009 e junho de 2015, Tiago Leifert não está apenas deixando o programa, mas mudando de área e assumindo, de vez, uma posição de destaque no entretenimento da emissora.

Ao longo destes seis anos e meio à frente do GE-SP, o editor-chefe e apresentador acabou se tornando o símbolo maior de um processo do qual foi apenas a parte mais visível. Em busca de espectadores mais jovens, bem como do público feminino, o jornalismo esportivo da Globo passou por uma transformação grande tanto na forma quanto no conteúdo.

LEIA MAIS: Não é só Ivan Moré. Leifert tem mais um substituto no GE

De pé, andando pelo estúdio, falando uma linguagem coloquial e fazendo piadas, Leifert mostrou ter um talento genuíno para a tarefa. O seu figurino, sempre informal, é o símbolo maior do que a emissora buscava nesta nova fase. Acho que o jornalista foi muito bem-sucedido na proposta de dar uma cara mais leve e agradável ao GE.

Por outro lado, ao investir não apenas na forma, mas também em um conteúdo mais leve, o jornalismo esportivo cometeu muitos erros. E Leifert, pelo papel que assumiu, acabou se tornando porta-voz e alvo de merecidas críticas.

Em diferentes momentos, nestes últimos anos, o jornalista defendeu uma mesma ideia: “Eu não levo nem nunca vou levar esporte a sério. Quem leva (tipo alguns babacas na minha TL) não entende o que é esporte.”

Esse ponto de vista arrogante foi exposto, por exemplo, diante da reação do atacante argentino Hernán Barcos, que chamou um repórter da Globo de “boludo” (babaca) diante de outros repórteres após ser confrontado com fotos de Zé Ramalho e bombardeado com perguntas sobre suas semelhanças com o cantor.

Ou quando o GE fez piada com o chileno Valdívia, por conta de suas repetidas contusões, e o jogador atacou violentamente o apresentador do programa.

Mais grave, ainda, na minha opinião, foi Leifert ter vestido a camisa da Globo em algumas discussões sem entender exatamente onde estava se metendo. O jornalismo esportivo da emissora frequentemente foi menos crítico do que deveria por conta de conflitos de interesses.

A cobertura que a Globo fez nas últimas décadas sobre a CBF é repleta de lacunas. O tratamento que dá à seleção brasileira, igualmente, está longe de ter o tom que a equipe muitas vezes mereceu.

Como já escrevi antes, acho que é possível fazer bom jornalismo com bom humor. Lamento, porém, que a emissora tenha dado, até a entrada em cena do FBI, menos atenção do que poderia aos diferentes bastidores relacionados aos negócios do futebol, a Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Fifa, entre outros.

Se Tiago Leifert tivesse sido a cara da Globo em um processo de investigação sobre as estruturas podres do futebol brasileiro, não teria me importado que fizesse isso com humor. O problema ocorre quando a informação é deixada de lado, e prevalece apenas o entretenimento, por força de algum motivo externo que desconhecemos.

Mauricio Stycer
Crítico do UOL