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Veja estrelas locais do esporte da Globo que poucos conhecem
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O Globo Esporte é um programa de sucesso há mais de 30 anos, e os telespectadores do Rio de Janeiro e de São Paulo já estão acostumados a ter a companhia na hora do almoço de estrelas como Tiago Leifert, Fernanda Gentil ou Cristiane Dias.

Mas muita gente não sabe que o principal programa esportivo da TV Globo tem outros ícones regionais.

Estados como Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná e Santa Catarina, além do Distrito Federal, têm suas próprias edições da atração para valorizar os times locais e atrair o interesse dos torcedores. Conheça um pouco mais sobre esses âncoras esportivos pelo país.


“Padrão Globo” na NBA faz Sportv explicar até ordem dos times em placar
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Quando a parceria entre o SporTV e NBA foi anunciada, muito basqueteiro torceu o nariz. Temiam a pasteurização do basquete norte-americano, simplificado pelo “padrão Globo de qualidade”. Na noite de terça-feira (24), o Dallas Mavericks bateu o Toronto Raptors na primeira transmissão desse acordo. E quem assistiu ao jogo inaugural viu as qualidades e defeitos que a emissora carioca imprime em todos os eventos que apoia.

Estavam lá o didatismo exagerado (até a ordem dos times no placar ao pé da tela foi explicada), a restrição aos patrocinadores (o American Airlines Center, ginásio do Dallas Mavercks, foi chamado de Arena de Dallas) e um ator global convidado para comentar a partida… Mas apareceram, também, uma pré-produção caprichada (a repórter Karin Duarte entrou ao vivo até mesmo do vestiário do Toronto), um narrador que conhecia o assunto (Roby Porto era narrador da ESPN, na era pré-ESPN Brasil) e um convidado bem informado.

 

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Explicar cada detalhe do jogo. Até ordem do placar…
No Brasil, três canais brasileiros já transmitiam a NBA (ESPN, Space e Sports+, da Sky). Quem quiser, pode acompanhar partidas diariamente. Isso quer dizer que muita gente entendia o que representavava a chegada do SporTV a esse cenário. Mesmo assim, o canal resolveu tratar sua nova atração como novidade total. E isso significa didatismo extremo. Em uma hora de pré-jogo, quem assistiu aprendeu como os times são separados em seis divisões e duas conferências, como funciona a classificação para os playoffs, quais são os times mais vencedores da liga – incluindo uma lembrança sobre os Lakers, que nasceram em Mineápolis – e quem são os principais atletas da liga hoje em dia.

Quando o jogo começou, essa característica se acentuou. No primeiro minuto de jogo, o narrador Roby Porto lembrou que o basquete internacional não usa mais a bola ao alto, que a NBA usa décimos de segundos no relógio de posse de bola a partir dos 4s9 e que na NBA os quartos têm 12 minutos, e não 10, como nos jogos Fiba.

Até mesmo a ordem dos times no placar exibido no pé da tela, gerado pela própria NBA, recebeu atenção: “Algumas das peculiaridades da NBA. Nos EUA, se acostumou a falar que o Toronto joga em Dallas, Toronto at Dallas. Por isso, aí na tela, você vê o Toronto primeiro, apesar de o jogo ser em Dallas”.

Ao longo da transmissão, várias peculiaridades da NBA eram explicadas. Cores dos uniformes (time da casa joga com cores claras), cestas contra (computadas para o capitão rival na Fiba, mas para o jogador que participa do lance na NBA), tempo pedido pelo jogador em quadra (na NBA, quem tem a posse de bola pode parar o jogo)… “É sempre bom pontuar as diferenças do basquete internacional para a NBA”, pontuava Roby.

American Airlines Center vira Arena do Dallas
Essa era uma verdadeira barbada: se a emissora já chamava o Allianz Parque de Arena Palmeiras, era difícil imaginar que algo mudaria em relação aos naming rights dos ginásios americanos. Com isso, em suas entradas ao vivo, a repórter Karin Duarte chamou o local do jogo, o American Airlines Center, de Arena de Dallas.

Olhando os nomes das demais arenas da liga, só dois não representarão problemas: o Madison Square Garden (o mais famoso ginásio dos EUA), do New York Knicks, e o Palace of Auburn Hills, do Detroit Pistons. Todos os outros possuem nomes de empresas. Destes, o mais icônico é o Staples Center, de Los Angeles – imitando a Globo, para quem não sabe, Staples é uma rede de lojas de material para escritório…

AP

Nada de “amigo internauta” ou narração em inglês
Quem acompanha NBA nas outras emissoras está acostumado com a interação com o público. O famoso amigo internauta. Narradores e comentaristas leem mensagens, respondem perguntas e divulgam hashtags nas transmissões. O SporTV não fez nada disso. Mesmo assim, o público chegou a colocar o #NBAnoSportv nos trending topics do Brasil durante o primeiro quarto – sem encontrar respaldo na transmissão, porém, temas como o Big Brother Brasil acabaram superando a NBA. Os internautas também sentiram falta de uma opção comum na concorrência que não estava disponível no SporTV: as narrações em inglês.

Como ponto positivo, o narrador Roby Porto e sua equipe de produção mostraram que estavam atentos às notícias da liga. Durante o quarto período, o Chicago Bulls anunciou que o armador Derick Rose teria de operar o joelho pela terceira vez. A notícia foi dada no ar imediatamente.

O ator global convidado que sabia do que estava falando

Convidar uma celebridade para comentar eventos esportivos é um clichê da Globo. Mas, desta vez, deu muito certo. Quem apareceu no SporTV foi Jorge de Sá, filho de Sandra de Sá. E ele realmente sabia do que estava falando. Fã de basquete, ele conhecia os destaques de cada time e as características dos principais jogadores da liga. Poderia ter sido mais utilizado: durante a partida, só os comentaristas oficiais do canal, Byra Bello e o ex-árbitro Carlos Renato, foram acionados.

Divulgação

Entrevista ao vivo até do vestiário
A pré-produção sempre foi uma característica marcante dos produtos Globo/SporTV. Não foi diferente com a NBA. Correspondente do canal dos EUA, Karin Duarte fez várias entradas ao vivo de Dallas, incluindo do vestiário. Ela entrevistou o brasileiro Lucas Bebê, jogador do Toronto, que não foi relacionado para a partida, mas explicou como era a rotina dos jogadores antes de cada partida. E teve uma conversa engraçada com o armador venezuelano Greivis Vasquez, que disse estar à procura de uma namorada brasileira.

Roby Porto estava à vontade com a NBA (mas citou a ESPN)
No começo dos anos 2000, a ESPN ainda não tinha uma emissora brasileira. Mas transmitia a NBA para o Brasil em português. Roby Porto era o narrador daquela época. Além disso, também chegou a narrar transmissões para o site Globoesporte.com. Experiência para narrar a liga, portanto, não faltava.

A única derrapada aconteceu pouco antes do início da partida. Durante o pré-jogo, o narrador acabou se confundindo ao falar sobre a transmissão do Jogo das Estrelas, que fez para o site da emissora em parceria com a NBA.com: “Nós fizemos o Jogos das Estrelas pelo ESPN.com. Ou melhor, para o NBA.com”. Mas nada que atrapalhasse o andamento da partida.

Bruno Doro
Do UOL, em São Paulo


Após embate no ar, Boechat admite incômodo com “merchans” de Milton Neves
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Foto de Milton Neves e Ricardo Boechat no almoço desta terça-feira em evento da Band

Quem sintonizou na manhã desta terça-feira a rádio Bandnews FM pode ouvir uma discussão acalorada entre o âncora Ricardo Boechat e Milton Neves, que diariamente faz uma entrada no horário para comentar os assuntos esportivos do dia.

A discussão começou quando Milton anunciou a inauguração do Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo, em Santo Amaro, no próximo dia 5. O projeto é uma parceria do Instituto Península, do empresário João Paulo Diniz, em parceria com a Prefeitura de São Paulo.

De acordo com Milton Neves, “o centro de pesquisa foi criado para oferecer suporte técnico e científico aos atletas e treinadores do Brasil''. O apresentador fez ainda elogios a Diniz, até ser interrompido por Boechat.

“Isso é de quem? Essa obra coberta de elogios…'', perguntou Boechat. Milton respondeu que era de João Paulo Diniz.

A partir daí, demonstando uma certa irritação, Boechat foi direto. “Milton, numa boa. Manda ele botar um anúncio''. Milton respondeu que aquilo não era um anúncio. Boechat prosseguiu. “Claro que é. Vamos brigar agora sério. Liga para o Diniz, diz que ele é maravilhoso, janta com ele, almoça com ele, mas pô, dá licença. Se é público, é do Estado, vamos nessa. Mas coisa privada, esse oba-oba, me desculpe''.

Milton tentou amenizar: “Mas eu nem o conheço. Não é oba-oba, Boechat''. A resposta foi rápida. “É claro que é Milton. Nós dois somos veteranos demais para saber que é um oba-oba, Milton. Elege ele para presidente da República. Viva os Diniz, elege ele para presidente da República'', disse ele.

Ambos foram interrompidos pela também apresentadora Tatiana Vasconcellos, que sugeriu que se fizessem os prognósticos para a rodada de hoje da Liga dos Campeões.

Por telefone, Boechat disse que não se tratou exatamente de uma briga, mas que há um fundo de verdade na discussão. “Quem acompanha minhas conversas diárias com o Milton sabe que brigar com ele é quase que uma obrigação imposta pelo clima da nossa conversa. Brincamos de brigar e brigamos brincando. O que não siginifica que nas nossas brigas não sejam expressas verdades que eu quero e que ele quer'', disse.

Ele lembrou que não é a primeira vez que ele pega no pé de Milton Neves. “O Milton é um comunicador habilidoso, inventivo. Mas eu entendo que não é pertinente ficar fazendo elogios à iniciativa privada. Ainda se tivessem descoberto a cura do câncer, o fim da corrupção…''

O âncora disse que na conversa desta terça-feira não houve exatamente uma novidade. “Nossa conversa, nosso embate não tem nada de inédito. Marcamos nosso diálogo por alfinetadas recíprocas. Ele cunhou uma frase que eu sou o jornalista mais azedo do Brasil. E quem é azedo não convive bem com elogios gratuitos ou pagos'', disse.

Também por telefone, Milton Neves disse que houve um mal entendido. “Ele (Boechat) deu um puxão de orelha em mim. Eu recebi o convite e disse que o projeto dos Diniz era muito interessante. Não conheço o João Paulo. Apenas estava falando de algo que será importante para o esporte. E, inclusive, é uma parceria com  a Prefeitura, o que eu não citei no ar'', disse ele.

Milton assume fazer merchandising “muito bem feito'' e diz que vai continuar fazendo “a vida inteira'', mas que desta vez não foi o caso. “Eu, inclusive, tenho contrato com uma rede de supermercados concorrente à dos Diniz. Não ganhei dinheiro com isso. E não faço merchan na Bandnews, nunca''.

Depois da discussão, ambos se encontraram em um almoço para o lançamento da programação 2015 da Band. Segundo relato dos dois, almoçaram na mesma mesa e o ocorrido acabou tema de brincadeira. “O pessoal da Band falou que ia colocar um ringue para nós dois'', disse Milton Neves. Apesar da discórdia, ambos disseram não ter sobrado nenhuma rusga pessoal do episódio.

VAGNER MAGALHÃES
DO UOL, EM SÃO PAULO


Maior evento de MMA do Brasil acerta com a Band
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Maior evento de MMA do Brasil, o Jungle Fight acertou sua ida para a TV aberta. Em uma negociação que começou em 2014, a competição acertou sua ida para a Band.

A estreia do evento na emissora paulista acontecerá no dia 28 de março, no Jungle Fight 76, disputado em São Paulo.

A negociação envolveu a participação de Tutinha, um dos sócios do Jungle Fight e dono do programa Pânico, que também levou a atração humorística para a Band.

“Não tenho dúvidas que essa parceria será um marco na história do Jungle Fight e também do MMA. Quando o UFC estreou em TV aberta, há alguns anos, foi um boom aqui no Brasil. Vejo da mesma forma essa transição do Jungle para a Band. Estou montando um card especial para a edição do dia 28 de março, vamos ter três disputas de cinturões e vários duelos de qualidade. Vamos lutar para sermos líderes de audiência e provar mais uma vez que o MMA é a paixão nacional'', afirmou Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight.

Além de ser considerado o principal evento de MMA do Brasil, o Jungle Fight se notabilizou como uma competição de luta que reúnes ex-BBB’s como ring girl. Maria, Fani, entre outras já participaram.

Agora, o MMA passa a ocupar três emissoras de TV aberta. Além da Band, a modalidade ainda é transmitida na Globo, com o UFC, e na Rede TV!, com o XFC.


O dia em que um repórter da Globo ajudou a furar o boicote da CBF
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Passados tantos anos – quase 40 – o som assustador seguido da ordem dita em voz nada amistosa ainda persegue Wanderley Nogueira.

Foi na têmpora direita, antigamente coberta por imensa cabeleira, que a arma, após engatilhada – o tal som inesquecível – foi encostada. Um fuzil? Uma metralhadora? Ele não sabe, nem olhou. Apenas levantou os braços ao ouvir o “quieto, hombre”.

Na busca por um telefone – nada de celular, daqueles telefones pretos mesmo – Wanderley havia se perdido. Buscado uma casa. Que não era casa, era a central nuclear do México.

Levado a quem mandava – e mandava muito – Wanderley, o repórter, falou e falou em voz mansa e conquistou quem mandava.

No dia seguinte, os ouvintes da rádio Jovem Pan ouviram a primeira entrevista coletiva de Telê Santana em terras mexicanas, onde buscava a redenção do título perdido havia quatro anos, com a voz saindo através do telefone preto do exército mexicano.

Como comandar uma entrevista é a primeira lição de Wanderley Nogueira. Outras são dadas, sem didatismo, para quem vai entrevista-lo.

A conversa está marcada para as 15h30 e quinze minutos antes, ele avisa, por telefone, que está pronto. Chega para falar com um roteiro pronto, baseado no que foi combinado no primeiro contato.

Quer histórias interessantes? Ele traz uma lista imensa. E, de brinde, uma quantidade enorme de credenciais que mostram sua passagem pelo mundo.

E ele vai falando, o dia em que Mauro Naves o ajudou a furar um boicote imposto pela CBF e a surpresa ao saber que jogadores da seleção brasileira tinham balada marcada após a eliminação para a França, na Copa do Mundo de 2006.

Uma carreira que foi tomada pela paixão desde o primeiro dia. Para inicia-la, trocou um salário cinco vezes maior pela adrenalina da notícia.

Em busca de informação, perdeu domingos com a família. Praticamente não esteve nos aniversários dos filhos Patrícia – jornalista e atriz – e Rodrigo – fisioterapeuta que cuida de pessoas com dores intensas, usando até hipnotismo em seu trabalho.

Na criação dos filhos, foi coadjuvante da mulher, Nilde. “Ela foi mãe, pai e dona da casa”, diz.

E a parceria continua. Wanderley Nogueira comandou, uma vez mais, a cobertura do carnaval paulista na Jovem Pan. Onde mais?

Acompanhe, nos vídeos, algumas das muitas histórias que Wanderley Nogueira tem para contar. Histórias interessantes, a história de sua vida.

Luis Augusto Simon
Do UOL, em São Paulo


Amigo de Harry Potter já foi atleta, se machucou feio e sofre até hoje
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coltraneCrédito: Reprodução

Ele é mais conhecido por ter interpretado o carismático e grandalhão Hubeus Hagrid na saga Harry Potter, mas também poderia ter aparecido em manchetes esportivas não fosse por um grave problema no joelho. O ator escocês Robbie Coltrane dedicou boa parte de seu tempo na adolescência ao rúgbi, mas uma lesão o impediu de alimentar o sonho de ser jogador.

As dores no joelho começaram a aparecer quando Coltrane ainda era jovem e tinham como causa um problema na cartilagem. Ele precisou se afastar do esporte e acabou indo para escolas de artes. Ao mesmo tempo, ganhou muito peso, o que agravou ainda mais a lesão.

Segundo o ator, as dores o acompanharam por toda sua vida, e às vezes faziam com que ele recorresse a analgésicos poderosos. “Sempre doeu muito e eu tomava remédios para ter algum alívio, mas depois mal lembrava meu nome”, contou ele.

A melhor saída para Coltrane era se submeter a uma cirurgia, mas aí os quilos extras que marcaram sua atuação como Hagrid se tornaram um obstáculo. O ator revelou que chegou a pesar mais de 140 quilos, o que inviabilizava a cirurgia.

Por isso, ele conseguiu emagrecer 25 quilos, e buscava perder outros 25 quilos para poder ser operado. “A dieta era simples: parei de comer tudo que eu gostava”.

Ao se consolidar como ator, participando também de filmes da série 007, Coltrane abandonou totalmente o esporte, tornando-se um mero espectador, principalmente de rúgbi. Recentemente, um novo problema de saúde o levou ao hospital, após passar mal em um voo de Londres para Orlando. Mas o amigo de Harry Potter está bem, segundo relatos da mídia norte-americana.


Muller revela mágoa com Sportv e reclama de falsidade na televisão
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Muller reativou a carreira de jogador de futebol após 11 temporadas afastado. Aos 49 anos, defenderá o Fernandópolis, clube que disputa a 4ª divisão do futebol paulista. Em entrevista ao jornal Lance!, Muller revela mágoa do período em que trabalhou como comentarista esportivo.

Ele diz que se sentia desvalorizado no canal Sportv, onde comentava jogos, e que pediu para sair 15 dias antes do fim do contrato.

“Eu estava vendo jornalista querer saber mais de futebol do que jogador, aí não dá. Eu acho que televisão tem mais falsidade que no futebol. Aprendi isso vivendo no meio. É muita gente falsa, impressionante”, declarou Muller ao jornal.

A insatisfação de Muller com o Sportv aumentou quando ele foi preterido na definição da equipe que transmitiria a Copa das Confederações, em 2013. A emissora optou por levar Belletti, que tinha poucos meses de casa. Roger Flores também integrou o time de profissionais no torneio.

“Não me sentia prestigiado. Com toda minha história no futebol, não dava para ficar em um canal de televisão onde não se é valorizado. Eles deram prioridade a outros comentaristas nos jogos importantes”, prosseguiu Muller.

A volta ao futebol, segundo Muller, é mais no intuito de divulgar o time interiorano e ajudar a promover o esporte na região. O convite surgiu após uma pelada beneficente de fim de ano.

“É uma volta bem devagar, acho que vou jogar mais ensinando do que praticando, jogar 20 ou 30 minutos de vez em quando”, frisa.


Todos os boleiros da TV atacaram Muricy, menos um. E ele é ex-corintiano
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Os boleiros que trocaram as chuteiras pelos microfones não perdoaram a derrota do São Paulo para o Corinthians no clássico da última quarta. Na análise que hoje fazem na TV, quase todos os ex-jogadores viram na escalação de Muricy Ramalho o grande problema da equipe. Na verdade, quase todos. Ídolo do clube do Parque São Jorge, Rincón mirou, antes de tudo, no elenco tricolor.

“Vendo inúmeras jogadas ali no estádio, eu acho o Muricy poderia ter botado o melhor esquema, mas a atitude dos jogadores não esteve de acordo com o que eles trabalharam. A falta que o São Paulo está reclamando, por exemplo. Teve falta? Teve, mas não pode em uma disputa de bola você perder desse jeito, cair no chão”, disse Rincón, hoje comentarista da ESPN.

O colombiano, capitão do primeiro título mundial do Corinthians, entre outras conquistas, se referia ao lance mais polêmico do jogo, em que Emerson Sheik rouba a bola de Bruno no meio-campo. O atacante visivelmente coloca as duas mãos nas costas do lateral, mas o são-paulino cede facilmente ao choque e cai pedindo falta. O juiz não atende e o contra-ataque puxado por Sheik termina no segundo gol.

Em sua participação no Bate-Bola, Rincón ainda foi questionado por outro ex-corintiano, Zé Elias. O antigo volante perguntou ao colega de bancada se essa apatia não seria reflexo da mudança constante de Muricy, que não repetiu nenhum time nas seis primeiras partidas do ano.

“Eu acredito que um técnico tem de ter uma base para encontrar um time ideal, é verdade, mas agora é começo de temporada. A preparação do Corinthians marcou uma diferença muito grande. Você via o aquecimento dos jogadores do Corinthians e via que os reservas estavam falando: ‘Me coloca’”, disse o colombiano.

Rincón, diga-se, não foi o único a notar certa apatia do time são-paulino que foi dominado durante todo o clássico. Os outros boleiros da TV, porém, focaram suas críticas na escolha de Muricy, que levou seu jogador mais rápido, Michel Bastos, para a lateral esquerda.

“Um dos erros foi que o Muricy mexeu no time a todo momento. Esse time era para ser o titular, mas ele não tinha jogado junto ainda. O Corinthians não mudou. Jogou com cinco no meio-campo, todo mundo sabia que ia ser assim. O São Paulo jogou só com quatro no meio o tempo todo, e aí perdeu o meio-campo”, disse Velloso, no Donos da Bola, na Band, ressaltando que a falta de participação de Alan Kardec e Luis Fabiano na criação de jogadas prejudicou o São Paulo.

“Tenho o maior respeito pelo Muricy. Acho que ele é competente o suficiente para dar um jeito nesse time. Ontem ele teve escolhas infelizes, assim como individualmente o São Paulo não rendeu”, disse Caio Ribeiro no Arena Sportv, repetindo a crítica que já havia feito durante a transmissão do jogo.

“Esperava mais criatividade. Formação com três volantes tira a criatividade do Souza. Ele chega de trás muito bem, receber de costas é um desperdício. Não sei qual foi a variação tática que o Muricy fez. Por exemplo, quando tomou o gol, o que o time fez? Nada. Foi mudar o Michel depois do intervalo”, disse o ex-zagueiro Edmílson, no Bate-Bola, da ESPN.

Até quem falou mais duro sobre a postura do São Paulo, como Rincón, viu problemas em Muricy Ramalho. “É a coisa de você acreditar no que o Muricy fala. Não é possível que o Muricy tenha pedido para os jogadores terem esse comportamento ontem. Ele falou: ‘Olha, entrem apáticos, joguem só para as laterais, não avancem as linhas de marcação e deixem o Corinthians jogar’?”, ironizou Denílson, no Jogo Aberto, da Band.

Crédito da foto: Eduardo Anizelli/Folhapress


Ex-vendedor de café cresce na Band na onda de Milton Neves
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Héverton Guimarães, definitivamente, não é um cara tímido. Ele já apareceu ao vivo na TV vestido de rei com direito a capa e coroa, já fez o estúdio se parecer com uma pizzaria e um açougue ao levar uma pizza e um peixe congelado para provocar um time adversário. Já dançou ao ritmo de Anita a Menudos no ar e até arrancou o retrovisor de uma moto para comprovar a superioridade de uma equipe na tabela.

Todos os recursos são válidos para divertir o público. Foi com essas ideias que ‘o povão adora’ que o apresentador fã de Milton Neves ganhou espaço e popularidade em uma rápida ascensão na TV Bandeirantes.

O jornalista, que até recentemente era vendedor de café em Divinópolis, no interior de Minas, viu sua vida mudar. Hoje, ele apresenta a edição mineira do Donos da Bola e virou comentarista fixo do programa Jogo Aberto ao lado de nomes como Renata Fan e Denílson.

Todos os dias seu desafio é inventar uma nova forma divertida de chamar a atenção no tradicional debate da hora do almoço. Nada de analisar escalações, destrinchar esquemas táticos ou devorar estatísticas. Isso ele deixa para os sites e blogs esportivos ou para a os programas da TV fechada. Na aberta, a regra é clara: divertir.

“A gente sabe para quem faz televisão, a gente não faz pra ensinar o que é 4-4-2, 3-5-2, lateral entrando pela direita, volantes que avançam, fulano que entra enfiado. O povão não quer isso, ele gosta daquilo que a gente faz. A gente chegou à conclusão que aquilo que era a ideia. Não temos a pretensão de ensinar, ninguém tem a pretensão de ser técnico, de ser o Muricy, o Tite ou o Levir. E isso se transformou numa resenha de boteco, numa roda de amigos, num bate papo sobre futebol”.

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No Jogo Aberto, Héverton entra diariamente de Belo Horizonte com a missão de comentar e defender os times de Minas Gerais. A recente boa fase de Cruzeiro e Atlético-MG se tornou um bom trampolim para exercer seu hobby de provocar os times paulistas. Hoje, ele já opina sobre todos os times e também fala sobre assuntos sérios.

Sua referência é o diretor-adjunto da Band Marcelo Campos. “Ele é meu termômetro. Eu falo que estou pensando em entrar com uma pizza, ele diz: ‘sensacional, pode colocar porque vai ser legal’. Um dia o Bragantino venceu o São Paulo e eu falei que como Bragança Paulista é a terra da linguiça, iria levar linguiça. Ele disse: ‘muito legal’. Eu tenho as ideias e ele é o que me orienta, me fomenta e me diz se pode ser aplicado ou não. Tem dia que ele fala: ‘hoje não é dia, o programa está com uma pegada mais séria’”.

Na apresentação do Donos da Bola em Minas, Héverton conta que tem seus momentos de Neto, que é o responsável pela edição de São Paulo do programa, mas sua grande inspiração é Milton Neves.

“Desde quando entrei no rádio, apontei para o Milton, queria ser igual a ele. Só que ele tem a cabeça grande e eu tenho a barriga grande”, brinca. “Mas eu copio o Milton descaradamente, eu já disse isso a ele e não tenho o menor pudor, sou admirador mesmo. Isso acontece na forma de trabalhar, no jeito provocador de agitar, de não deixar morto o debate. Tem que ser sempre quente, ele é um mestre em programas de debate”.

Héverton hoje realiza um sonho que era distante até 2012. Na época, ele ainda morava em uma chácara na cidade interiorana de Divinópolis, a 106 km de Belo Horizonte, onde vendeu café até 2009.

“Era uma vida tranquila, eu vivia com a minha esposa e a minha filha em um rancho, tinha meus seis cães, meia dúzia de calopsitas, 2350 mil sapos, pererecas, passarinhos. Eu era vendedor de uma fábrica de café, a empresa me fornecia uma caminhonete, eu enchia a pick-up e saía vendendo em armazém, sorveteria, ia para todo lado, eu mesmo entregava tudo. E fazia tudo isso ouvindo à rádio Bandeirantes, que eu era fã. Hoje eu divido o microfone com esses caras. Um sonho que virou realidade”.

O emprego era conciliado com a função de repórter na rádio Minas. Até que um dia ele percebeu que só cresceria na profissão se a dedicação fosse exclusiva. A partir dali, largou o café e deu um salto. Passou a narrar, apresentar programas locais e gravar comerciais até ser convidado para se mudar para Belo Horizonte para trabalhar na rádio Bradesco Esportes (que faz parte do grupo Bandeirantes). Ainda teve uma passagem como narrador pela Bandnews, mas logo assumiu o Golasô, programa da TV antecessor ao Donos da Bola.

A entrada no Jogo Aberto foi em 2013, curiosamente quando se viu diante de uma grande polêmica. Na ocasião, o Atlético-MG disputaria as oitavas de final da Libertadores contra o São Paulo, e o comentarista Paulo Roberto Martins, o Morsa, chamou o time mineiro de cavalo paraguaio.

A declaração deu uma grande repercussão negativa em Minas Gerais, e a equipe de reportagem da emissora chegou a ser hostilizada por torcedores atleticanos na capital mineira. Héverton então entrou no ar no Jogo Aberto com um direito de resposta. A aparição fez sucesso e ele nunca mais saiu.

Hoje, ele considera que o programa é um sucesso por causa do entrosamento da equipe. “A Renata é a pessoa mais extraordinária do mundo, extremamente preparada, estuda diariamente, tem a equipe na mão dela, tem um coração enorme, além de bonita e inteligente. É a Oprah Winfrey do esporte na TV brasileira. Cada um é de um jeito, tem o seu estilo. O Ulisses é louco, o Denilson é brincalhão, o Ronaldo é corintiano e o Chico Garcia faz o estilo galã. As peças foram encaixadas, é a melhor meia hora do dia”.

Com o sucesso, Héverton já recebeu propostas de outras emissoras, mas sonho é mesmo um dia trabalhar na Band de São Paulo. Ele chegou a sentir o gostinho quando foi convidado para narrar 11 jogos da Copa do Mundo pelo Bandsports e viu um outro sonho se realizar.

“Na Copa do Mundo fiquei 40 dias em São Paulo, viajei para vários Estados, trabalhando ao lado de grande figuras como Pedrinho, Velloso e a Renata. Foi uma experiência excepcional. Tenho a ideia, como qualquer profissional das sucursais, de ir para São Paulo. É o centro de tudo, centro financeiro, o dinheiro corre em São Paulo. Tenho esse sonho, mas não posso colocar na cabeça deles que devem me levar, as empresas estão enxugando gastos. Pode ser que um dia aconteça”.

Luiza Oliveira
Do UOL, em São Paulo


Caio em cima do muro? Comentarista não economiza críticas em derrota do SP
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Caio Ribeiro já foi acusado muitas vezes de ficar em cima do muro, mas não foi assim na partida do São Paulo contra o Corinthians. Durante a estreia na Libertadores, ele disparou diversas opiniões e Muricy Ramalho foi o mais criticado.

“Mas aí existe erro de conceito com todo respeito que tenho ao Muricy. Se você bota o Maicon, que é lento e não tem como ponto forte marcação e sim qualidade com bola nos pés, para marcar Elias que é rápido e tem esse tipo de movimentação, então está casando errado. Quem tem de acompanhar é o Souza. Maicon pega o Jadson, que é pouco mais lento e vai ter menos dificuldade na marcação. Se tiver essa dobradinha Maicon e Elias, Elias sempre vai levar melhor'', disse Caio ao comentar a escalação de Maicon para marcar Elias.

Minutos antes, ele já tinha cornetado Rafael Toloi. “Elias vem até atrás do Ralf e chega toda hora para fazer gol, é o que sabe fazer de melhor. Uma grande bobeada do Toloi'', falou.

No segundo tempo, depois da entrada de Reinaldo no lugar de Alan Kardec, ele voltou a criticar Muricy. “Acho que você não resolve o problema da profundidade. O São Paulo congestiona o meio de campo, mas São Paulo precisa correr riscos, precisa empatar o jogo. Do jeito que está, Corinthians continua chegando com mais perigo a frente. Você continua tendo chute de longa distância, mas Luis Fabiano vai ficar isolado na frente'', disse.

A crítica voltou após a segunda e última alteração de Muricy. “Continua não resolvendo o problema da profundidade. SP time de toque curto e que não consegue chegar com perigo no gol do Cassio. Tem o Cafu, não sei se é cedo, como característica de jogador, tem drible e velocidade'', afirmou.

E foi na corneta do segundo tempo que Casagrande apoiou Caio. “Eu concordo com o Caio, quando ele fala que o São Paulo não tem profundidade e que a mexida do Muricy não vai mudar em nada. São Paulo só rodeou a área do Corinthians, o tempo todo, até agora, 32 minutos, o São Paulo circulou perto, não criou dificuldade para o Cassio. Muricy deveria pensar em alternativa para ser mais contundente, mais agressivo'', finalizou.

O Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 0 no Itaquerão. O resultado colocou o time alvinegro na liderança do grupo na Libertadores, que conta com Danubio e San Lorenzo. Uruguaios e argentinos se enfrentam nesta quinta-feira.