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Globo despreza espectador sem TV paga ao não exibir final da Copa América
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É irônico que a despedida de Tiago Leifert do “Globo Esporte” ocorrerá justamente dois dias depois da final de uma Copa América (entre Chile e Argentina) que a Globo decidiu não exibir, apesar de ser dona exclusiva dos direitos de transmissão na TV aberta.

Na segunda-feira (06), o apresentador terá a oportunidade de, mais uma vez, explicar que, para a Globo, futebol não é esporte, mas entretenimento. Se não dá audiência, não interessa.

Uma das maiores polêmicas envolvendo a passagem do apresentador pela edição paulista do programa diz respeito justamente a uma declaração sua sobre a questão dos direitos esportivos.

Em 2011, em uma entrevista à revista “GQ”, Leifert disse: “Eu sou muito cobrado: ‘Por que você não fala de Fórmula Indy?’ Simples: porque eu não tenho o direito de falar de Fórmula Indy, meu amigo! Existe uma ideia errada de que a Globo tem que falar de tudo porque o cara quer ver tudo na Globo. Meu amigo, muda de canal pra ver a sua notícia! Não tem Fórmula Indy na Globo, não vai ter Panamericano (em 2011) na Globo, não vai ter Olimpíada (de 2012) na Globo! Essa cobrança é puro romantismo! A gente tem que perder essa mania de achar que tudo é uma força do mal. Não é isso, é negócio. Quem paga mais leva e quem leva exibe”.

Na sua sinceridade exagerada, ou arrogância, caso prefira, o apresentador explicitou que, no mundo de hoje, para as TVs, a transmissão de eventos esportivos é um negócio milionário e, como tal, não obedece a critérios jornalísticos. Se a emissora é dona dos direitos, cobre de um jeito; do contrário, não espere muito.

Leifert só não falou que, mesmo sendo dona, a Globo nem sempre faz valer os seus direitos de transmissão. O caso da final da Copa América, neste sábado, é exemplar. Com a desclassificação do Brasil, a emissora se desinteressou do torneio. Só o canal SporTV vai exibir Chile x Argentina.

A decisão, prejudicial a quem não paga TV por assinatura, serve para lembrar que o mundo dos negócios esportivos fala uma língua própria, muitas vezes incompreensível para o genuíno fã  esportes.

Mauricio Stycer
Crítico do UOL


Falcão vê Brasil arrogante e que não aprendeu com derrotas acachapantes
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Reprodução/FOX

Reprodução/ESPN

A inércia após resultados vexatórios como o sempre lembrado 7 a 1 que a Seleção levou da Alemanha na semifinal da última Copa de 2014, no Brasil, mas também o 4 a 0 imposto pelo Barcelona de Guardiola em 2011 ao time do Santos, na época com Neymar e Ganso, pela final do Mundial de Clubes, demonstram que o futebol brasileiro não tem aprendido com os erros, os fiascos mais marcantes e dele tirar lições. Foi o que disse o ex-jogador, técnico e comentarista Paulo Roberto Falcão ao programa Bate-Bola 3ª Edição, da ESPN Brasil.

“Copa do Mundo a gente não vai esquecer, principalmente o jogo com a Alemanha, mas isso não significa que não se possa trabalhar em cima e colher frutos e tirar daquela derrota bons ensinamentos. Acho que não aconteceu ainda, como não aconteceu depois dos 4 a 0 do Barcelona no Santos. Depois de Copa do Mundo, falamos as mesmas coisas e elas não saem do lugar'', criticou ele, enxergando traços de arrogância e prepotência das pessoas em verem o país ainda acima dos demais no futebol mundial.

“Nós temos um país maravilhoso, com música eclética fantástica, praias antológicas e isso a gente é muito humilde em falar sobre isso. Diferentemente do futebol que a gente tem uma arrogância, uma prepotência absurda de achar que jogamos o melhor futebol do mundo e faz horas que não joga. Se não entender isso e não tiver humildade pra reconhecer, a gente não sai do lugar. Tem obrigação de entender o que as outras seleções estão fazendo lá fora. Não precisa fazer se entender que não deva, não, mas tem que saber. Não é uma coisa simples'', alerta.

Desconfiado, porém se colocando à disposição para ajudar, Falcão se disse curioso quanto à reunião da próxima segunda convocada pela CBF para treinadores que passaram pela Seleção Brasileira

“Recebi convite da CBF, Gilmar Rinaldi me ligou. Segunda-feira tem reunião com ex-treinadores da Seleção e tô curioso pra saber onde é que a gente pode colaborar, o que vai ser pedido. Espero que não seja nenhum golpe de marketing'', declarou para a ESPN.

“Seleção Brasileira a gente sempre vai fazer uma que seja competitiva. Nós temos é que reforçar os nossos clubes, dar condições para que possam ter times fortes e termos um Brasileiro melhor do que o que vimos no ano passado  e que estamos vendo hoje, isso tecnicamente'', continuou ele, que também falou sobre a sua opinião sobre maior atenção à formação dos atletas desde garotos.

“Uma coisa fundamental é valorizar o talento, o jogador de qualidade. O treinador da categoria de base também tem o sonho de dirigir o time principal e ele sabe que precisa ganhar, arrumar resultado, então o que ele faz, como qualquer outro faria se não tiver uma filosofia de cima? Ele vai no jogador mais preparado fisicamente que possa dar o resultado imediato num jogo, campeonato do que no outro, um garoto mais frágil, que talvez precise ser melhor preparado e tenha muito mais qualidade, com isso em cima se sofre'', diagnosticou.

“Hoje, a CBF tem que estar preocupada com a base, lá embaixo, chamar os profissionais da base, conversar com eles para que se possa construir um futebol de mais qualidade'', sugeriu.

“A Alemanha foi campeã do mundo e não tinha um craque. Não tinha Neymar, um Cristiano Ronaldo, não tinha um Messi, não tinha Zico, Maradona nem Platini, não tinha, mas um time muito organizado, com planejamento, definições, tudo bem pensado, os alemães estudaram. Dá, sim, para fazer uma seleção que seja exemplo e possa ganhar Copa do Mundo com jogadores acima da média, mesmo que sem nenhum craque, mas com planejamento e organização'', analisou.


Fox se consolida com Libertadores e derruba ESPN; SporTV lidera
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A exclusividade da Libertadores em algumas partidas, como jogos de Corinthians e São Paulo, e reforços na equipe como nomes como Paulo Vinícius Coelho consolidaram o Fox Sports no segundo lugar da audiência, segundo dados prévios do Ibope. A emissora deixou para trás a ESPN Brasil, mas a liderança segue com o SporTV.

De acordo com dados do primeiro semestre, o Fox Sports apareceu na segunda posição do ranking de audiência em todos os meses de 2015, exceto em junho. No entanto, a vice-liderança foi perdida para o SporTV 2 e não para a ESPN Brasil.

Na média semestral, a liderança ficou com o SporTV com 0,55 pontos na audiência. O segundo lugar fica com o Fox Sports com 0,22 pontos. Já a ESPN Brasil aparece com 0,15 pontos.

A liderança do SporTV ocorreu durante todo o semestre, mas os números sofreram um aumento significativo no mês de junho devido à exclusividade da Copa América.

Entre às 18 horas e 1 da madrugada, horário considerado nobre na TV por assinatura, o Fox Sports foi o canal a ter mais ascensão com 16% de crescimento comparado com o primeiro semestre de 2014. Já o SporTV subiu 8%. Enquanto isso, a ESPN Brasil teve queda de 6%.

Esse aumento é resultado da força que o canal já havia mostrado nos bastidores. Nas oitavas de final da Libertadores, a emissora conseguiu exclusividade de nove partidas, incluindo um duelo entre Guarani e Corinthians, e um confronto entre Cruzeiro e São Paulo.

Enquanto isso, o SporTV só teve dois jogos exclusivos nesta fase da competição. O clássico argentino entre Boca e River Plate, tanto na partida de ida como de volta, ficou com o canal.

Outra demonstração de força da emissora havia sido mostrada na negociação de “reforços”. Só esse ano, o canal contratou Nivaldo Prieto, da Band, e Paulo Vinícius Coelho, que veio da ESPN Brasil, concorrente direta pelo segundo lugar.

Leandro Carneiro
Do UOL, em São Paulo


Após se dizer novo diretor do Corinthians, apresentador esclarece piada
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Benja durante brincadeira no CT do Coritnhians

Benja durante brincadeira no CT do Coritnhians

Benjamin Back precisou esclarecer ao telespectador do Fox Sports que se tratava apenas de brincadeira o discurso que fez na Sala de Imprensa do Centro de Treinamento Dr. Joaquim Grava nesta sexta como se estivesse ali anunciando que assumira o lugar de Edu Gaspar como novo gerente de futebol do Corinthians. Ele fez a graça em link ao vivo para o programa Fox Sports Rádio.

Sentado no local e fazendo cara de sério, como se estivesse fazendo ali um pronunciamento à imprensa, o irreverente apresentador contou com a ajuda dos colegas da Fox para alimentar toda a brincadeira que, a julgar pela preocupação em explicar, acabou engando quem assistia.

“Isso tudo é uma brincadeira. Eu vim aqui gravar porque amanhã o torcedor do Corinthians comemora os três anos da conquista da primeira Libertadores. Eu falei: 'pô, vamos fazer aqui na sala de imprensa', porque é uma coisa diferente, né?. Aí na hora fizemos a brincadeira que sou o novo diretor, mas, gente, é brincadeira. Os caras tão falando 'pô, não acredito''', esclareceu, achando graça por alguns telespectadores terem levado a sério o seu anúncio fake.

Flávio Gomes, debatedor do Fox Sports Rádio, e excepcionalmente substituindo a Benja justamente porque estava no CT do Corinthians, foi um dos que alimentaram a graça juntamente com seus colegas debatedores.

“Ele fugiu das respostas e não revelou nenhuma contratação do Corinthians'', comentou Flávio Gomes, dentro do espírito brincalhão do Fox Sports Rádio, com direito a gente ali questionando o agasalho de “diretor'' Benja por ser de uma empresa de material esportivo diferente daquela que veste o Corinthians.

Na realidade, Benja só estava no local apenas para entrevistar o meio-campista Danilo, destaque daquela conquista do Timão e por isso personagem para seu programa Aqui com Benja que, neste sábado, por ser 4 de julho, será todo voltado a lembrar os três anos do inédito título corintiano da Copa Libertadores da América nessa data em 2012.


Série D vai ser transmitida pela primeira vez na TV
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O Campeonato Brasileiro da Série D deste ano será transmitido pela primeira vez por uma emissora de televisão. O Esporte Interativo, canal do Grupo Turner que no fim do ano passado surpreendeu ao adquirir os direitos exclusivos da Liga dos Campeões na TV paga, fechou acordo com a CBF para exibir a competição nacional.

Com início no próximo dia 12 e término em 15 de novembro, a A Série D envolve 40 clubes, entre eles os paulistas São Caetano e Botafogo, Volta Redonda (RJ), os mineiros Villa Nova e Caldense, Remo (PA), Central de Caruaru (PE), Treze e Campinense (PB), entre outros (ver tabela aqui).

O Esporte Interativo já exibe a Terceira Divisão nacional, além da badalada Copa do Nordeste, Copa Verde e torneios estaduais nordestinos.


Neto reclama no Twitter de falta de chamada para seu programa
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Na manhã desta sexta, o ex-jogador comentarista Neto foi ao Twitter para se queixar de falta de chamadas para o seu Os Donos da Bola durante a transmissão do colega Oliveira Andrade da estreia do time feminino brasileiro de vôlei no Grand Prix em partida contra o Japão.

“Tá rolando vôlei na Band. E já que ninguém chama, vou fazer aqui. A partir das 13h tem @OSDONOSNABAND. Acompanhe a gente aí galera!!!'', tuitou.

Durante a transmissão da Band, o narrador anunciou o programa Jogo Aberto, de Renata Fan, que entra no ar antes da atração comandada por Neto, e Brasil x Itália, outra transmissão de voleibol do dia, só que da seleção masculina, com narração de José Luiz Datena a partir de 13h40, logo depois de…Os Donos da Bola.

Oliveira Andrade chamou até a novela Mil e Uma Noites, no fim do dia, após o Jornal da Band, e nada de uma chamadinha para o programa de Neto.

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Acabou a “geladeira” de Renato Mauricio Prado. Ele voltará ao vivo na Fox
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Passada a “geladeira'' de três domingos com exibições gravadas, Renato Mauricio Prado poderá entrar ao vivo no Fox Sports com o seu A Última Palavra já neste domingo,  das 21h às 23h.

O período com edições gravadas do programa foi uma medida da direção do canal  após piti ao vivo do jornalista na atração do dia 7 do mês passado. Na oportunidade, Renato Mauricio Prado começou o programa reclamando de um programa técnico e ainda criticou outra atração da emissora. “É brincadeira isso, está parecendo o 'Central Fox’”, falou. Antes disso, ele já havia se desentendido com o comentarista Fábio Sormani. Levou a pior internamente nos bastidores.

Renato Mauricio Prado saiu do SporTV, há três anos, justamente por ter problemas ao vivo. Ele discutiu durante a Olimpíada de Londres com Galvão Bueno.

Recentemente, em outro caso de má conduta em programa ao vivo de um funcionário, José Ilan, apresentador e editor-chefe do Central Fox, foi afastado por três dias do principal telejornal da emissora devido ao vazamento de palavrões dele no ar pouco mais de 10 dias do chilique de Renato Mauricio Prado. “Começou o show de cara… Posso chamar outra mer.. aí ou não?'', disse, irritado com uma falha técnica que fez com que fossem exibidas imagens que nada tinham a ver com a reportagem sobre a Seleção Brasileira que havia anunciado.

Passado o gancho, quando Eduardo Elias o substituiu, Ian voltou ao programa na quinta-feira passada.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Aprendi o que é democracia com o Corinthians, diz Dan Stulbach
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A geração de jogadores que participou da Democracia Corinthiana motivou e encantou muitos torcedores. Entre eles, um então menino magro, alto e de cabelos longos, que lembrava um pouco Walter Casagrande, um dos principais articuladores do movimento, que durou de 1981 a 1985. “Tive a sorte de ter a Democracia Corinthiana quando era moleque, então cresci com os caras. Aprendi o que é democracia no estádio”, afirma Dan Stulbach ao UOL Esporte. O ator, diretor e apresentador, que assumiu no fim de maio deste ano o comando do programa Bola da Vez, da ESPN, lembra que o time o ensinou além do futebol.

Assistindo a um jogo no estádio com o pai, Dan viu os jogadores entrando em campo com o termo “Democracia Corinthiana” nas costas das camisas. “Eu não sabia o que era democracia, era garoto, no colégio não se falava disso”, conta. O Brasil ainda vivia o período da ditadura militar, que começara em 1964 e duraria até 1985. “Então fui aprender o que era ali, meu pai me ensinou o que era democracia no estádio. Aqueles caras todos eram meus ídolos, Sócrates, Casagrande, toda aquela turma com o espírito de resolver as coisas juntos, e todos serem iguais”.

Mas ele afirma que a torcida declarada pelo Corinthians – que já o fez seguir o time até o Japão, para assistir ao Mundial de Clubes em 2012 –, não se misturará com o lado de apresentador ou comentarista na ESPN. Tanto que, para sua estreia no Bola da Vez, Dan queria um entrevistado que não tivesse relação com o Corinthians. Veio Muricy Ramalho. “Eu tenho curiosidade sobre todo mundo. Adoro futebol, torço para o meu time, mas não quero ficar só nisso”.

Além de apresentar o Bola da Vez, Dan também tem feito participações nos programas Bate Bola e Linha de Passe, mas não se vê como um comentarista esportivo. Por isso, gostou da ideia de apresentar o programa de entrevistas, onde ele pretende imprimir sua identidade e usar abordagens diferentes. “Posso fazer perguntas que não sejam só de esporte. Acho que é legal saber também o que o jogador pensa sobre política, por exemplo”, explica, lembrando que vários atletas mudam de vida rapidamente, e muitas vezes têm de lidar com o fato de serem amados ou odiados de um dia para o outro.

O Dan entrevistador não surgiu agora, com o Bola da Vez. Começou há quase dez anos, quando passou a apresentar o programa Fim de Expediente na rádio CBN. Em sua estreia comandando o Bola da Vez, já mostrou uma abordagem diferente, no programa com Muricy. Sabendo da timidez do treinador, começou o programa como se ainda estivesse fora do ar, em um tom íntimo, para deixa-lo à vontade, e ainda o fez chamar a vinheta de abertura do programa. E sua primeira questão não foi mesmo sobre esporte: “Vou começar com uma pergunta que todo mundo já deve ter te feito: Beatles ou Stones?”, brincou.

Dan se tornou conhecido pelo grande público quando passou a atuar em novelas da Globo, canal com o qual teve vínculo por 12 anos – porém, só os primeiros quatro foram com vínculo exclusivo. “Muita gente me procura e pergunta ‘Por que você foi para a Band, não é um risco grande abrir mão da segurança?’ Mas você só tem segurança no risco. A ideia de que você tem segurança na estabilidade é o maior dos riscos, você se acomoda, confia e ela passa uma rasteira”, explica. “Acho que eu tenho uma missão comigo mesmo de me divertir, de brincar um pouco. É um risco falar de esporte, de futebol. Mas também é uma delícia”.

Camila Mamede
Do UOL, em São Paulo


Globo confirma: não transmitirá final da Copa América. Galvão narra a F1
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Com a ausência da Seleção Brasileira, eliminada já nas quartas de final para o Paraguai, a Rede Globo confirmou ao UOL Esporte que não irá transmitir a final da Copa América, marcada para o próximo sábado, às 17h (horário de Brasília). Com isso, somente assinantes de TV por assinatura poderão acompanhar Chile x Argentina, restrito ao canal Sportv.

A emissora optou por manter a sua programação habitual para o dia, com Caldeirão do Huck, novelas e telejornais locais.

Esporte na Globo no sábado somente pela manhã com a transmissão da parte final do treino oficial do GP da Inglaterra de Fórmula 1, cuja largada será domingo, às 9h. Galvão Bueno narrará o GP. Inicialmente a emissora informou que a narração de Luis Roberto. Os comentários serão de Reginaldo Leme e Luciano Burti e reportagens de Marcelo Courrege.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Programa global debate desequilíbrio emocional no esporte e mostra choro
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Thiago_Silva
Ao som de “Calmaí”, na voz de Paula Toller, e uma seleção de imagens de momentos de desequilíbrio emocional, (incluindo recentes do Brasil na Copa América e no episódio que culminou na saída de Neymar do torneio), o programa Corujão do Esporte, exibido pela Globo nesta madrugada, discutiu a seleção brasileira no aspecto da falta de controle emocional em campo.

“Alguns lidam bem com a pressão de concorrer em alto nível, já outros…” foi um dos trechos do texto lido enquanto eram exibidas cenas com o temperamental ex-tenista que marcou época, John McEnroe, além de Mike Tyson mordendo a orelha de Evander Holyfield, a cabeçada do craque francês Zidane no zagueiro italiano Materazzi na final da Copa de 2006 e brigas em clássicos brasileiros, entre outras.

Também foram enfatizadas ali as fraquezas brasileiras em momentos decisivos, como Thiago Silva sentado em cima da bola, chorando, e do irritado Neymar contra a Colômbia,  quando acabou expulso e depois fora de vez da competição continental. “O que inspirou a gente a fazer esse programa foi o episódio com Neymar que acabou tirando ele de quatro jogos da Copa América. O Brasil acabou eliminado contra o Paraguai agora nas quartas de final e a gente não tem chance de ir atrás desse título”, admitiu o apresentador Flávio Canto que, logo de cara, questionou um dos convidados, o craque e esquentado em campo, Djalminha, sobre tudo aquilo. “Você foi um grande destaque como craque de bola e também pelo temperamento explosivo”, comentou.

“Bom, depois de tantos casos que a gente viu aí [se referindo à seleção caprichada de casos de brigas na abertura da atração], acaba sendo uma situação normal [os incidentes envolvendo Neymar na Copa América]. No caso, quando você está apanhando direto, já teve a situação da Copa do Mundo que foi contra a Colômbia, isso influenciou nesse jogo e perdeu o controle, ele sabe disso, mas não vejo como nada anormal, não. Acontece com qualquer um”, argumentou, Djalminha, que não faz muito tempo foi comentarista da Band.

“Na hora da competição, quando se tá jogando, aí adrenalina sobe e às vezes é difícil controlar esse impulso, essas emoções que são muito fortes, difícil de explicar para quem tá de fora”, justificou.

Leonardo Gaciba, analista de arbitragem da Globo ali presente, atribuiu ao fato das coisas não correrem como o atacante esperava em campo para aquela reação intempestiva. “Pra ele o normal é tudo acontecer de forma tranquila. Neymar sabe o nível dele. Jogador não é robô, tem toda uma pressão familiar, social, o que ele representa para o esporte brasileiro como um todo, acima de tudo é isso aí”, analisou.

Já Felipe Perrone, eleito melhor jogador da Liga dos Campeões de pólo aquático, o outro convidado do Corujão, não aliviou nada para o craque. “O time está acima disso, a seleção brasileira, um país. Que é normal, é normal, mas acho que há tanta coisa atrás que arriscar dessa maneira e tomar esse tipo de decisão, ter essa atitude que prejudica tanta gente, acho que tem que ficar de lição pra ele”, condenou, lembrando que no esporte que pratica há um treinamento para lidar melhor com situações mais tensas em competição.

“Ali não dá pra ter temperamento explosivo, embaixo d’água rola de tudo ali, então tem que manter a calma e um dos motivos desse título foi o treinamento que a gente teve. No treinamento, ele [técnico croata Ratko Rudic] deixava chegar a situações-limite e tínhamos que manter o controle emocional. Alguns jogos ficaram mais nervosos e deu pra manter o controle emocional”, contou.

Além das imagens e dos depoimentos, o programa da Globo ainda foi ouvir um psicanalista, Dr. Luis Alberto Py.  “Há dois times de causa para isso [descontrole emocional]: a primeira é a pressão. Ele tá sendo visto por milhões de pessoas, tá sendo cobrado e, mais do que isso, ele se cobra. E aquela carga leva que qualquer dificuldade se torne uma frustração muito grande e facilmente um jogador que tá cheio de adrenalina, funcionando a mil, encontra um contratempo, ele bota aquela energia pra fora de uma maneira desastrada às vezes”, iniciou.

“A outra causa é biológica”, continuou, “há pessoas que têm disritmia cerebral, um tipo que se caracteriza exatamente pela explosividade, são pessoas que reagem antes de conseguir pensar e geralmente reagem com violência.” E finalizou: “para esses casos [biológico] existe até remédio, e para o caso da pressão excessiva terapia ajuda. Esses jovens precisam de acompanhamento psicológico, eles e as famílias deles, porque lidar o sucesso e um sucesso razoavelmente rápido não é muito fácil. Junto com o sucesso, vem a cobrança.”

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo