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Quer torcer por Medina? Sem transmissão na TV, internet é salvação
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O torcedor que quiser acompanhar Gabriel Medina e os outros surfistas do país na disputa da Liga Mundial de Surfe (WSL) em 2015 terá de recorrer à internet.

O Circuito Mundial começa na noite desta sexta-feira (pelo horário de Brasília) em Gold Coast (AUS) e nenhuma emissora de TV brasileira ainda fechou acordo para a transmissão da temporada de 2015.

Nos últimos seis anos, a ESPN teve os direitos exclusivos para a transmissão em TV fechada de todas as etapas do WCT e algumas do WQS. Entretanto, até agora, não obteve resposta da WSL. Segundo a assessoria de imprensa do canal informou ao UOL Esporte, uma posição oficial deveria ter saído na última quarta-feira.

A reportagem apurou também que SporTV  e Globo negociam pacotes de transmissão com a WSL.

Desta maneira, o único jeito de ver as baterias no momento será pelo site da WSL (http://www.worldsurfleague.com) ou pelo canal da organização no YouTube (https://www.youtube.com/user/ASPWorldTour).

Segundo reportagem publicada nesta semana pelo jornal The New York Times, cerca de 6,2 milhões de pessoas em todo o mundo acompanharam pela internet a etapa de Pipeline (HAV), em dezembro do ano passado. Foi neste estágio que Medina assegurou o título mundial.


Ele recebeu uma ligação de Silvio Santos, gritou “gol” e ficou milionário
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Silvio Santos apresentando o programa Golshow na década de 90 (Reprodução)

Elizeu Tabosa Fernandes Filho era um funcionário público de 44 anos acostumado a lidar com dinheiro. Diretor do Tesouro do Estado do Mato Grosso do Sul, ele tinha passado boa parte da vida adulta manipulando cifrões, fazendo contas, produzindo relatórios, escrevendo balanços, levando enfim a rotina banal da burocracia estatal.

Nas horas vagas, Elizeu também se mostrava uma pessoa suficientemente normal. Perdia horas vendo televisão (tinha cinco aparelhos em casa) e torcendo pelo Corinthians; ia à missa aos domingos, via futebol às quartas. Almoçava fora de casa sempre que possível.

Naquela noite, na noite em que se tornaria milionário, foi dormir antes das 23h. Sua filha mais velha, Janaína, disse que ficaria de pé mais um pouco porque tinha um trabalho de faculdade para terminar.

Quando Elizeu estava quase caindo no sono, foi resgatado dele por um grito de Janaína.

“Paaaai, telefone para o senhor!”

Semiacordado, Elizeu perguntou-se quem seria àquela hora. Certamente era um amigo provocador, um santista que ligava sempre que o Corinthians perdia. E naquela tarde o Corinthians havia perdido.

“Quem é?”, perguntou ele, sonolento.

As próximas palavras fariam Elizeu pular da cama. “É o Silvio Santos”, respondeu Janaína. “O Silvio Santos quer falar com o senhor.”

***

Senor Abravanel, o Silvio Santos, estava do outro lado da linha sorrindo como sempre, cumprimentando Elizeu, perguntando de onde ele era, como estava, fazendo-o se sentir à vontade falando ao vivo em rede nacional.

Na frente do apresentador, havia uma estranha engenhoca. Era um canhão, um grande e pesado canhão, que precisava ser minuciosamente calibrado para, ao som da palavra “gol”, disparar uma bola de futebol em direção ao… gol. Silvio Santos tinha comprado a tecnologia na Turquia.

O telespectador, selecionado depois de um sorteio, ficava no telefone e tinha dez segundos para gritar a palavra mágica e acionar o canhão, que se movimentava de um lado para o outro na tela. Se gritasse na hora errada, a bola iria para fora ou o goleiro defenderia.

A cada programa, Silvio convidava um goleiro profissional para tentar defender os chutes do canhão. Atrás da trave, a plateia fazia o papel da torcida e explodia toda vez que o canhão vencia o goleiro.

eliseu tabosaElizeu Tabosa (Arquivo pessoal)

O chão do estúdio era verde como um campo de futebol. A todo momento, garotas em trajes minúsculos cortavam a tela carregando pompons e fazendo acrobacias em meio a chuvas de papel picado.

Silvio Santos dava prêmios como carros importados e dinheiro vivo para quem acertasse as redes ou, ainda melhor, partes específicas das traves. O dono do SBT achou que esse formato de programa, que ele batizou de Golshow, seria um sucesso no Brasil. E estava certo.

Toda semana, vários telespectadores ligavam para participar da brincadeira, que ficou no ar entre 1997 e 1998 e depois em 2002. Mas apenas um deles, Elizeu, ganhou o prêmio máximo: R$ 1 milhão. Até hoje ele não sabe como fez isso.

Como ele fez isso

Na correria para entrar no ar ao vivo, ele deixou de entender que ficaria milionário caso enfiasse a bola numa das duas cestas penduradas nos ângulos do gol. O gol era defendido por Edinho, o filho de Pelé, e jogava no Santos.

Para Elizeu, a brincadeira consistia simplesmente em vencer Edinho para ganhar um carro importado. Ele não sabia que havia um RS 1 milhão em jogo.

Quando o canhão começou a se mexer, e Silvio Santos disse que ele tinha dez segundos para gritar gol, Elizeu fechou os olhos, contou até três e gritou. Ele não viu para onde o canhão apontava e não percebeu onde a bola tinha entrado. Silvio Santos percebeu.

“Um milhão! É um milhão de reais! Ganhou um milhão!”, repetia o apresentador, empolgadíssimo, enquanto no fundo subia o som de uma música animada e a tela era dominada por animadoras de torcida e pompons. “Não poderia ser um espetáculo melhor do que esse! Um milhão!”

“Foi uma loucura, eu não entendi nada, ele ficava repetindo ‘um milhão’ e eu perguntava pra minha mulher ‘O que ele tá falando, que milhão?”, lembra Elizeu.

Só depois de alguns minutos, Elizeu, a mulher e os filhos foram informados pela produção do programa que ele tinha tirado a sorte grande ao acertar o lugar mais improvável do gol, a gaveta, o ângulo, a forquilha, lá onde a coruja dorme, o ponto que dava R$ 1 milhão.

Milionário, Elizeu ficou acordado até 4h da manhã, apertando mãos, dando abraços, retribuindo acenos de quem passava na frente de sua casa para felicitá-lo. Todo mundo queria se contaminar com um pouquinho daquela sorte.

Duas semanas depois, ele estava viajando a São Paulo para conhecer Silvio Santos e receber dele um carro, uma televisão e um cheque no valor R$ 999.999,99.

Para completar o prêmio, Silvio Santos tirou do próprio bolso uma moeda de 1 centavo e a entregou ao novo rico.

Com o dinheiro, Elizeu comprou uma fazenda e começou a criar gado de reprodução. Hoje tem mais de 600 cabeças de uma raça muito nobre. A moeda de 1 centavo ele guardou, transformou em seu amuleto da sorte.

Se antes daquele pênalti tinha uma vida confortável, hoje não precisa mais se preocupar com dinheiro. Mesmo milionário, diz que nunca deixou de trabalhar. “O prêmio alavancou muita coisa na minha vida, me deu uma segurança maior, mas não mudou nada radicalmente”, diz. “Você tem que ser muito centrado quando isso acontece. Se não fizer tudo com muito cuidado, uma hora o dinheiro acaba.”

***

O SBT sempre se orgulhou de ser “a TV dos milionários”, por causa dos grandes prêmios dados por Silvio Santos a seus telespectadores. Até hoje, a emissora transformou sete pessoas em milionárias. Elizeu foi o primeiro.

Além do “patrão”, estiveram à frente do Golshow o narrador Silvio Luiz e os apresentadores Luis Ricardo e Babi Xavier.

Luis Ricardo, que esteve na fase “moderna” da atração, depois de 2002, classifica como genial a ideia de Silvio de fazer um programa nesse formato no Brasil.

“Mesmo não tendo uma relação muito próxima com o futebol, ele conseguiu criar as melhores brincadeiras para reunir as famílias em torno da atração”, conta ele. Além do canhão (o carro-chefe do Golshow), havia outras atividades no programa, todas criadas pelo “patrão”. O programa chegou a ser exibido durante o Teleton e ajudou a arrecadar doações para instituições de caridade.

O apresentador também convidava jogadores profissionais para brincar no palco. Marcelinho Paraíba, Belletti, o goleiro Roger, além de Edinho, são alguns dos nomes que já participaram do Golshow.

No SBT, o programa é visto como um dos mais bem sucedidos dos anos 1990.

Gol Show2Luis Ricardo lembra com saudade do Golshow (Divulgação/SBT)

Adriano Wilkson
Do UOL, em São Paulo


Veja estrelas locais do esporte da Globo que poucos conhecem
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O Globo Esporte é um programa de sucesso há mais de 30 anos, e os telespectadores do Rio de Janeiro e de São Paulo já estão acostumados a ter a companhia na hora do almoço de estrelas como Tiago Leifert, Fernanda Gentil ou Cristiane Dias.

Mas muita gente não sabe que o principal programa esportivo da TV Globo tem outros ícones regionais.

Estados como Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná e Santa Catarina, além do Distrito Federal, têm suas próprias edições da atração para valorizar os times locais e atrair o interesse dos torcedores. Conheça um pouco mais sobre esses âncoras esportivos pelo país.


“Padrão Globo” na NBA faz Sportv explicar até ordem dos times em placar
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Quando a parceria entre o SporTV e NBA foi anunciada, muito basqueteiro torceu o nariz. Temiam a pasteurização do basquete norte-americano, simplificado pelo “padrão Globo de qualidade”. Na noite de terça-feira (24), o Dallas Mavericks bateu o Toronto Raptors na primeira transmissão desse acordo. E quem assistiu ao jogo inaugural viu as qualidades e defeitos que a emissora carioca imprime em todos os eventos que apoia.

Estavam lá o didatismo exagerado (até a ordem dos times no placar ao pé da tela foi explicada), a restrição aos patrocinadores (o American Airlines Center, ginásio do Dallas Mavercks, foi chamado de Arena de Dallas) e um ator global convidado para comentar a partida… Mas apareceram, também, uma pré-produção caprichada (a repórter Karin Duarte entrou ao vivo até mesmo do vestiário do Toronto), um narrador que conhecia o assunto (Roby Porto era narrador da ESPN, na era pré-ESPN Brasil) e um convidado bem informado.

 

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Explicar cada detalhe do jogo. Até ordem do placar…
No Brasil, três canais brasileiros já transmitiam a NBA (ESPN, Space e Sports+, da Sky). Quem quiser, pode acompanhar partidas diariamente. Isso quer dizer que muita gente entendia o que representavava a chegada do SporTV a esse cenário. Mesmo assim, o canal resolveu tratar sua nova atração como novidade total. E isso significa didatismo extremo. Em uma hora de pré-jogo, quem assistiu aprendeu como os times são separados em seis divisões e duas conferências, como funciona a classificação para os playoffs, quais são os times mais vencedores da liga – incluindo uma lembrança sobre os Lakers, que nasceram em Mineápolis – e quem são os principais atletas da liga hoje em dia.

Quando o jogo começou, essa característica se acentuou. No primeiro minuto de jogo, o narrador Roby Porto lembrou que o basquete internacional não usa mais a bola ao alto, que a NBA usa décimos de segundos no relógio de posse de bola a partir dos 4s9 e que na NBA os quartos têm 12 minutos, e não 10, como nos jogos Fiba.

Até mesmo a ordem dos times no placar exibido no pé da tela, gerado pela própria NBA, recebeu atenção: “Algumas das peculiaridades da NBA. Nos EUA, se acostumou a falar que o Toronto joga em Dallas, Toronto at Dallas. Por isso, aí na tela, você vê o Toronto primeiro, apesar de o jogo ser em Dallas”.

Ao longo da transmissão, várias peculiaridades da NBA eram explicadas. Cores dos uniformes (time da casa joga com cores claras), cestas contra (computadas para o capitão rival na Fiba, mas para o jogador que participa do lance na NBA), tempo pedido pelo jogador em quadra (na NBA, quem tem a posse de bola pode parar o jogo)… “É sempre bom pontuar as diferenças do basquete internacional para a NBA”, pontuava Roby.

American Airlines Center vira Arena do Dallas
Essa era uma verdadeira barbada: se a emissora já chamava o Allianz Parque de Arena Palmeiras, era difícil imaginar que algo mudaria em relação aos naming rights dos ginásios americanos. Com isso, em suas entradas ao vivo, a repórter Karin Duarte chamou o local do jogo, o American Airlines Center, de Arena de Dallas.

Olhando os nomes das demais arenas da liga, só dois não representarão problemas: o Madison Square Garden (o mais famoso ginásio dos EUA), do New York Knicks, e o Palace of Auburn Hills, do Detroit Pistons. Todos os outros possuem nomes de empresas. Destes, o mais icônico é o Staples Center, de Los Angeles – imitando a Globo, para quem não sabe, Staples é uma rede de lojas de material para escritório…

AP

Nada de “amigo internauta” ou narração em inglês
Quem acompanha NBA nas outras emissoras está acostumado com a interação com o público. O famoso amigo internauta. Narradores e comentaristas leem mensagens, respondem perguntas e divulgam hashtags nas transmissões. O SporTV não fez nada disso. Mesmo assim, o público chegou a colocar o #NBAnoSportv nos trending topics do Brasil durante o primeiro quarto – sem encontrar respaldo na transmissão, porém, temas como o Big Brother Brasil acabaram superando a NBA. Os internautas também sentiram falta de uma opção comum na concorrência que não estava disponível no SporTV: as narrações em inglês.

Como ponto positivo, o narrador Roby Porto e sua equipe de produção mostraram que estavam atentos às notícias da liga. Durante o quarto período, o Chicago Bulls anunciou que o armador Derick Rose teria de operar o joelho pela terceira vez. A notícia foi dada no ar imediatamente.

O ator global convidado que sabia do que estava falando

Convidar uma celebridade para comentar eventos esportivos é um clichê da Globo. Mas, desta vez, deu muito certo. Quem apareceu no SporTV foi Jorge de Sá, filho de Sandra de Sá. E ele realmente sabia do que estava falando. Fã de basquete, ele conhecia os destaques de cada time e as características dos principais jogadores da liga. Poderia ter sido mais utilizado: durante a partida, só os comentaristas oficiais do canal, Byra Bello e o ex-árbitro Carlos Renato, foram acionados.

Divulgação

Entrevista ao vivo até do vestiário
A pré-produção sempre foi uma característica marcante dos produtos Globo/SporTV. Não foi diferente com a NBA. Correspondente do canal dos EUA, Karin Duarte fez várias entradas ao vivo de Dallas, incluindo do vestiário. Ela entrevistou o brasileiro Lucas Bebê, jogador do Toronto, que não foi relacionado para a partida, mas explicou como era a rotina dos jogadores antes de cada partida. E teve uma conversa engraçada com o armador venezuelano Greivis Vasquez, que disse estar à procura de uma namorada brasileira.

Roby Porto estava à vontade com a NBA (mas citou a ESPN)
No começo dos anos 2000, a ESPN ainda não tinha uma emissora brasileira. Mas transmitia a NBA para o Brasil em português. Roby Porto era o narrador daquela época. Além disso, também chegou a narrar transmissões para o site Globoesporte.com. Experiência para narrar a liga, portanto, não faltava.

A única derrapada aconteceu pouco antes do início da partida. Durante o pré-jogo, o narrador acabou se confundindo ao falar sobre a transmissão do Jogo das Estrelas, que fez para o site da emissora em parceria com a NBA.com: “Nós fizemos o Jogos das Estrelas pelo ESPN.com. Ou melhor, para o NBA.com”. Mas nada que atrapalhasse o andamento da partida.

Bruno Doro
Do UOL, em São Paulo


Após embate no ar, Boechat admite incômodo com “merchans” de Milton Neves
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BOECHAT

Foto de Milton Neves e Ricardo Boechat no almoço desta terça-feira em evento da Band

Quem sintonizou na manhã desta terça-feira a rádio Bandnews FM pode ouvir uma discussão acalorada entre o âncora Ricardo Boechat e Milton Neves, que diariamente faz uma entrada no horário para comentar os assuntos esportivos do dia.

A discussão começou quando Milton anunciou a inauguração do Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo, em Santo Amaro, no próximo dia 5. O projeto é uma parceria do Instituto Península, do empresário João Paulo Diniz, em parceria com a Prefeitura de São Paulo.

De acordo com Milton Neves, “o centro de pesquisa foi criado para oferecer suporte técnico e científico aos atletas e treinadores do Brasil''. O apresentador fez ainda elogios a Diniz, até ser interrompido por Boechat.

“Isso é de quem? Essa obra coberta de elogios…'', perguntou Boechat. Milton respondeu que era de João Paulo Diniz.

A partir daí, demonstando uma certa irritação, Boechat foi direto. “Milton, numa boa. Manda ele botar um anúncio''. Milton respondeu que aquilo não era um anúncio. Boechat prosseguiu. “Claro que é. Vamos brigar agora sério. Liga para o Diniz, diz que ele é maravilhoso, janta com ele, almoça com ele, mas pô, dá licença. Se é público, é do Estado, vamos nessa. Mas coisa privada, esse oba-oba, me desculpe''.

Milton tentou amenizar: “Mas eu nem o conheço. Não é oba-oba, Boechat''. A resposta foi rápida. “É claro que é Milton. Nós dois somos veteranos demais para saber que é um oba-oba, Milton. Elege ele para presidente da República. Viva os Diniz, elege ele para presidente da República'', disse ele.

Ambos foram interrompidos pela também apresentadora Tatiana Vasconcellos, que sugeriu que se fizessem os prognósticos para a rodada de hoje da Liga dos Campeões.

Por telefone, Boechat disse que não se tratou exatamente de uma briga, mas que há um fundo de verdade na discussão. “Quem acompanha minhas conversas diárias com o Milton sabe que brigar com ele é quase que uma obrigação imposta pelo clima da nossa conversa. Brincamos de brigar e brigamos brincando. O que não siginifica que nas nossas brigas não sejam expressas verdades que eu quero e que ele quer'', disse.

Ele lembrou que não é a primeira vez que ele pega no pé de Milton Neves. “O Milton é um comunicador habilidoso, inventivo. Mas eu entendo que não é pertinente ficar fazendo elogios à iniciativa privada. Ainda se tivessem descoberto a cura do câncer, o fim da corrupção…''

O âncora disse que na conversa desta terça-feira não houve exatamente uma novidade. “Nossa conversa, nosso embate não tem nada de inédito. Marcamos nosso diálogo por alfinetadas recíprocas. Ele cunhou uma frase que eu sou o jornalista mais azedo do Brasil. E quem é azedo não convive bem com elogios gratuitos ou pagos'', disse.

Também por telefone, Milton Neves disse que houve um mal entendido. “Ele (Boechat) deu um puxão de orelha em mim. Eu recebi o convite e disse que o projeto dos Diniz era muito interessante. Não conheço o João Paulo. Apenas estava falando de algo que será importante para o esporte. E, inclusive, é uma parceria com  a Prefeitura, o que eu não citei no ar'', disse ele.

Milton assume fazer merchandising “muito bem feito'' e diz que vai continuar fazendo “a vida inteira'', mas que desta vez não foi o caso. “Eu, inclusive, tenho contrato com uma rede de supermercados concorrente à dos Diniz. Não ganhei dinheiro com isso. E não faço merchan na Bandnews, nunca''.

Depois da discussão, ambos se encontraram em um almoço para o lançamento da programação 2015 da Band. Segundo relato dos dois, almoçaram na mesma mesa e o ocorrido acabou tema de brincadeira. “O pessoal da Band falou que ia colocar um ringue para nós dois'', disse Milton Neves. Apesar da discórdia, ambos disseram não ter sobrado nenhuma rusga pessoal do episódio.

VAGNER MAGALHÃES
DO UOL, EM SÃO PAULO


Maior evento de MMA do Brasil acerta com a Band
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Maior evento de MMA do Brasil, o Jungle Fight acertou sua ida para a TV aberta. Em uma negociação que começou em 2014, a competição acertou sua ida para a Band.

A estreia do evento na emissora paulista acontecerá no dia 28 de março, no Jungle Fight 76, disputado em São Paulo.

A negociação envolveu a participação de Tutinha, um dos sócios do Jungle Fight e dono do programa Pânico, que também levou a atração humorística para a Band.

“Não tenho dúvidas que essa parceria será um marco na história do Jungle Fight e também do MMA. Quando o UFC estreou em TV aberta, há alguns anos, foi um boom aqui no Brasil. Vejo da mesma forma essa transição do Jungle para a Band. Estou montando um card especial para a edição do dia 28 de março, vamos ter três disputas de cinturões e vários duelos de qualidade. Vamos lutar para sermos líderes de audiência e provar mais uma vez que o MMA é a paixão nacional'', afirmou Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight.

Além de ser considerado o principal evento de MMA do Brasil, o Jungle Fight se notabilizou como uma competição de luta que reúnes ex-BBB’s como ring girl. Maria, Fani, entre outras já participaram.

Agora, o MMA passa a ocupar três emissoras de TV aberta. Além da Band, a modalidade ainda é transmitida na Globo, com o UFC, e na Rede TV!, com o XFC.


O dia em que um repórter da Globo ajudou a furar o boicote da CBF
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Passados tantos anos – quase 40 – o som assustador seguido da ordem dita em voz nada amistosa ainda persegue Wanderley Nogueira.

Foi na têmpora direita, antigamente coberta por imensa cabeleira, que a arma, após engatilhada – o tal som inesquecível – foi encostada. Um fuzil? Uma metralhadora? Ele não sabe, nem olhou. Apenas levantou os braços ao ouvir o “quieto, hombre”.

Na busca por um telefone – nada de celular, daqueles telefones pretos mesmo – Wanderley havia se perdido. Buscado uma casa. Que não era casa, era a central nuclear do México.

Levado a quem mandava – e mandava muito – Wanderley, o repórter, falou e falou em voz mansa e conquistou quem mandava.

No dia seguinte, os ouvintes da rádio Jovem Pan ouviram a primeira entrevista coletiva de Telê Santana em terras mexicanas, onde buscava a redenção do título perdido havia quatro anos, com a voz saindo através do telefone preto do exército mexicano.

Como comandar uma entrevista é a primeira lição de Wanderley Nogueira. Outras são dadas, sem didatismo, para quem vai entrevista-lo.

A conversa está marcada para as 15h30 e quinze minutos antes, ele avisa, por telefone, que está pronto. Chega para falar com um roteiro pronto, baseado no que foi combinado no primeiro contato.

Quer histórias interessantes? Ele traz uma lista imensa. E, de brinde, uma quantidade enorme de credenciais que mostram sua passagem pelo mundo.

E ele vai falando, o dia em que Mauro Naves o ajudou a furar um boicote imposto pela CBF e a surpresa ao saber que jogadores da seleção brasileira tinham balada marcada após a eliminação para a França, na Copa do Mundo de 2006.

Uma carreira que foi tomada pela paixão desde o primeiro dia. Para inicia-la, trocou um salário cinco vezes maior pela adrenalina da notícia.

Em busca de informação, perdeu domingos com a família. Praticamente não esteve nos aniversários dos filhos Patrícia – jornalista e atriz – e Rodrigo – fisioterapeuta que cuida de pessoas com dores intensas, usando até hipnotismo em seu trabalho.

Na criação dos filhos, foi coadjuvante da mulher, Nilde. “Ela foi mãe, pai e dona da casa”, diz.

E a parceria continua. Wanderley Nogueira comandou, uma vez mais, a cobertura do carnaval paulista na Jovem Pan. Onde mais?

Acompanhe, nos vídeos, algumas das muitas histórias que Wanderley Nogueira tem para contar. Histórias interessantes, a história de sua vida.

Luis Augusto Simon
Do UOL, em São Paulo


Amigo de Harry Potter já foi atleta, se machucou feio e sofre até hoje
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coltraneCrédito: Reprodução

Ele é mais conhecido por ter interpretado o carismático e grandalhão Hubeus Hagrid na saga Harry Potter, mas também poderia ter aparecido em manchetes esportivas não fosse por um grave problema no joelho. O ator escocês Robbie Coltrane dedicou boa parte de seu tempo na adolescência ao rúgbi, mas uma lesão o impediu de alimentar o sonho de ser jogador.

As dores no joelho começaram a aparecer quando Coltrane ainda era jovem e tinham como causa um problema na cartilagem. Ele precisou se afastar do esporte e acabou indo para escolas de artes. Ao mesmo tempo, ganhou muito peso, o que agravou ainda mais a lesão.

Segundo o ator, as dores o acompanharam por toda sua vida, e às vezes faziam com que ele recorresse a analgésicos poderosos. “Sempre doeu muito e eu tomava remédios para ter algum alívio, mas depois mal lembrava meu nome”, contou ele.

A melhor saída para Coltrane era se submeter a uma cirurgia, mas aí os quilos extras que marcaram sua atuação como Hagrid se tornaram um obstáculo. O ator revelou que chegou a pesar mais de 140 quilos, o que inviabilizava a cirurgia.

Por isso, ele conseguiu emagrecer 25 quilos, e buscava perder outros 25 quilos para poder ser operado. “A dieta era simples: parei de comer tudo que eu gostava”.

Ao se consolidar como ator, participando também de filmes da série 007, Coltrane abandonou totalmente o esporte, tornando-se um mero espectador, principalmente de rúgbi. Recentemente, um novo problema de saúde o levou ao hospital, após passar mal em um voo de Londres para Orlando. Mas o amigo de Harry Potter está bem, segundo relatos da mídia norte-americana.


Muller revela mágoa com Sportv e reclama de falsidade na televisão
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Muller reativou a carreira de jogador de futebol após 11 temporadas afastado. Aos 49 anos, defenderá o Fernandópolis, clube que disputa a 4ª divisão do futebol paulista. Em entrevista ao jornal Lance!, Muller revela mágoa do período em que trabalhou como comentarista esportivo.

Ele diz que se sentia desvalorizado no canal Sportv, onde comentava jogos, e que pediu para sair 15 dias antes do fim do contrato.

“Eu estava vendo jornalista querer saber mais de futebol do que jogador, aí não dá. Eu acho que televisão tem mais falsidade que no futebol. Aprendi isso vivendo no meio. É muita gente falsa, impressionante”, declarou Muller ao jornal.

A insatisfação de Muller com o Sportv aumentou quando ele foi preterido na definição da equipe que transmitiria a Copa das Confederações, em 2013. A emissora optou por levar Belletti, que tinha poucos meses de casa. Roger Flores também integrou o time de profissionais no torneio.

“Não me sentia prestigiado. Com toda minha história no futebol, não dava para ficar em um canal de televisão onde não se é valorizado. Eles deram prioridade a outros comentaristas nos jogos importantes”, prosseguiu Muller.

A volta ao futebol, segundo Muller, é mais no intuito de divulgar o time interiorano e ajudar a promover o esporte na região. O convite surgiu após uma pelada beneficente de fim de ano.

“É uma volta bem devagar, acho que vou jogar mais ensinando do que praticando, jogar 20 ou 30 minutos de vez em quando”, frisa.


Todos os boleiros da TV atacaram Muricy, menos um. E ele é ex-corintiano
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Os boleiros que trocaram as chuteiras pelos microfones não perdoaram a derrota do São Paulo para o Corinthians no clássico da última quarta. Na análise que hoje fazem na TV, quase todos os ex-jogadores viram na escalação de Muricy Ramalho o grande problema da equipe. Na verdade, quase todos. Ídolo do clube do Parque São Jorge, Rincón mirou, antes de tudo, no elenco tricolor.

“Vendo inúmeras jogadas ali no estádio, eu acho o Muricy poderia ter botado o melhor esquema, mas a atitude dos jogadores não esteve de acordo com o que eles trabalharam. A falta que o São Paulo está reclamando, por exemplo. Teve falta? Teve, mas não pode em uma disputa de bola você perder desse jeito, cair no chão”, disse Rincón, hoje comentarista da ESPN.

O colombiano, capitão do primeiro título mundial do Corinthians, entre outras conquistas, se referia ao lance mais polêmico do jogo, em que Emerson Sheik rouba a bola de Bruno no meio-campo. O atacante visivelmente coloca as duas mãos nas costas do lateral, mas o são-paulino cede facilmente ao choque e cai pedindo falta. O juiz não atende e o contra-ataque puxado por Sheik termina no segundo gol.

Em sua participação no Bate-Bola, Rincón ainda foi questionado por outro ex-corintiano, Zé Elias. O antigo volante perguntou ao colega de bancada se essa apatia não seria reflexo da mudança constante de Muricy, que não repetiu nenhum time nas seis primeiras partidas do ano.

“Eu acredito que um técnico tem de ter uma base para encontrar um time ideal, é verdade, mas agora é começo de temporada. A preparação do Corinthians marcou uma diferença muito grande. Você via o aquecimento dos jogadores do Corinthians e via que os reservas estavam falando: ‘Me coloca’”, disse o colombiano.

Rincón, diga-se, não foi o único a notar certa apatia do time são-paulino que foi dominado durante todo o clássico. Os outros boleiros da TV, porém, focaram suas críticas na escolha de Muricy, que levou seu jogador mais rápido, Michel Bastos, para a lateral esquerda.

“Um dos erros foi que o Muricy mexeu no time a todo momento. Esse time era para ser o titular, mas ele não tinha jogado junto ainda. O Corinthians não mudou. Jogou com cinco no meio-campo, todo mundo sabia que ia ser assim. O São Paulo jogou só com quatro no meio o tempo todo, e aí perdeu o meio-campo”, disse Velloso, no Donos da Bola, na Band, ressaltando que a falta de participação de Alan Kardec e Luis Fabiano na criação de jogadas prejudicou o São Paulo.

“Tenho o maior respeito pelo Muricy. Acho que ele é competente o suficiente para dar um jeito nesse time. Ontem ele teve escolhas infelizes, assim como individualmente o São Paulo não rendeu”, disse Caio Ribeiro no Arena Sportv, repetindo a crítica que já havia feito durante a transmissão do jogo.

“Esperava mais criatividade. Formação com três volantes tira a criatividade do Souza. Ele chega de trás muito bem, receber de costas é um desperdício. Não sei qual foi a variação tática que o Muricy fez. Por exemplo, quando tomou o gol, o que o time fez? Nada. Foi mudar o Michel depois do intervalo”, disse o ex-zagueiro Edmílson, no Bate-Bola, da ESPN.

Até quem falou mais duro sobre a postura do São Paulo, como Rincón, viu problemas em Muricy Ramalho. “É a coisa de você acreditar no que o Muricy fala. Não é possível que o Muricy tenha pedido para os jogadores terem esse comportamento ontem. Ele falou: ‘Olha, entrem apáticos, joguem só para as laterais, não avancem as linhas de marcação e deixem o Corinthians jogar’?”, ironizou Denílson, no Jogo Aberto, da Band.

Crédito da foto: Eduardo Anizelli/Folhapress