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Fernanda Gentil arranca suspiros em prêmio do COB
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Depois do sucesso estrondoso de Fernanda Lima durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, foi a vez de outra Fernanda fazer sucesso em uma cerimônia. Jornalista e apresentadora da TV Globo, Fernanda Gentil precisou de poucos segundos para arrancar suspiros nas redes sociais durante a apresentação do Prêmio Brasil Olímpico.

A carioca apresenta o prêmio ao lado do ator Otaviano Costas envergando um vestido azul com um enorme decote, o que lhe rendeu elogios instantâneos no Twitter.

 


Luciano Huck é criticado após dizer a Laís que não sentir dor é “vantagem”
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Reprodução/TV Globo

Luciano Huck cometeu uma gafe na última edição do Caldeirão do Huck, no sábado (13), que não passou batida. O apresentador recebeu no programa Laís Souza, ex-ginasta e esquiadora, que atualmente se recupera de um acidente no qual perdeu a capacidade de sentir estímulos nos braços e pernas.

De volta ao Brasil para continuar o tratamento, Laís contava a Luciano Huck sobre duas novas tatuagens que fez em homenagem aos Jogos Olímpicos. “Doeu?”, perguntou o apresentador. Ao ouvir a resposta negativa, por causa da falta de sensibilidade na perna, Huck respondeu “essa é a vantagem”. Laís disse que tatuaria o corpo inteiro e completou: “Só essa vantagem. É a única”.

A resposta de Huck logo gerou comentários críticos ao apresentador, apontado como “sem noção” pelos internautas.

Laís sofreu o acidente em 27 de janeiro em Salt Lake City, nos EUA, quando treinava para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, onde competiria no esqui aéreo, quando se chocou contra uma árvore. Ela ficou em estado grave e morou por um tempo no país para fazer tratamento com células tronco e fisioterapia.

Veja a reação no Twitter:

 


Garoto do Teleton se emociona com gesto de Neymar, Messi e Suárez
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O trio de ataque do Barcelona mostrou que não dá show apenas dentro do campo, mas também fora dele. Lionel Messi, Neymar e Luis Suárez fizeram uma participação especial no Teleton uruguaio e, da Espanha, mandaram mensagens de incentivo para Mateo Laxague. O garoto de cinco anos sofre com uma má-formação congênita chamada espinha bífida, que provoca uma falta de musculatura nas pernas.

Apesar da deficiência, Mateo joga futebol e seus vídeos com a bola fazem enorme sucesso no Uruguai. O garoto é torcedor fanático do Nacional e foi ao palco do Teleton utilizando uma camisa da seleção uruguaia.

Mateo tem seu tratamento financiado pelo Teleton e foi escolhido como o símbolo da campanha em 2014. O programa foi transmitido ao vivo na televisão uruguaia na noite de sábado.


Laís ganha festa de aniversário na TV e ouve promessa de carro de Huck
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Em sua primeira aparição pública desde que voltou ao Brasil na manhã deste sábado, dia de seu aniversário de 27 anos, Lais Souza ganhou homenagens, uma festa de aniversário e  e ouviu uma promessa de Luciano Huck em sua participação no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. O apresentador afirmou que dará um carro adaptado para a ex-ginasta , que se recupera de um grave acidente de esqui sofrido em janeiro deste ano nos Estados Unidos.

Laís foi ao palco em sua cadeira de rodas acompanhada de Antonio Martos Junior, médico do Comitê Olímpico do Brasil (COB) que acompanha seu tratamento desde o início. Além de ouvir recados de personalidades como Neymar, o apresentador Thadeu Schmidt e a cantora Ana Carolina, a ex-ginasta teve uma festa de aniversário improvisada com direito a bolos e bexigas.

Amigos de Laís como Diego e Daniele Hypolito, Daiane do Santos e Jade Barbosa também foram ao palco prestar homenagens.

“Gostaria de agradecer a todo mundo que rezou por mim e todo carinho que recebi, seja em forma de cartas, e-mails ou mensagens em redes sociais. Estou me sentindo bem, minha saúde está muito melhor. Este tempo que fiquei fora do Brasil me fez amadurecer de muitas formas'', disse Laís, que fez toda a parte inicial de sua recuperação no Hospital da Universidade de Miami (EUA).

“Estou me sentindo bem melhor do que estava. No início, a situação foi bem crítica. A recuperação é bem lenta, mas para mim está acontecendo de forma muita rápida. É uma superação incrível. Esta é a maior competição da minha vida. tem que dar certo'', completou.

Laís mostrou também duas tatuagens que fez recentemente. Uma na perna esquerda com os anéis olímpicos e o nome das três cidades a quais foi em Olimpíadas (Atenas, Pequim e Londres) e uma no braço direito mostrando uma pessoa saindo da cadeira de rodas e conseguindo andar.

A ex-ginasts está no país para receber homenagem do COB, na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, que acontece na próxima terça-feira (16), no Rio de Janeiro. Depois disso, terá compromissos com patrocinadores em São Paulo e em Uberlândia antes de voltar à cidade natal Ribeirão Preto.

É a primeira vez que Laís vem ao Brasil após sofrer acidente de esqui nos EUA. Dia 27 de janeiro deste ano, em Salt Lake City, nos EUA, a ex-ginasta treinava para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi quando se chocou contra uma árvore.

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Ex-CQC Felipe Andreoli fecha com o Sportv, diz jornal
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Pedro Ivo Almeida/UOL

Afastado do esporte desde o término do programa “Deu Olé”, o jornalista Felipe Andreoli, que deixou neste ano o “CQC”, vai fazer nova incursão pelo segmento. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, ele será um dos pontos de uma reformulação que o canal fechado Sportv prepara para a próxima temporada.

Andreoli fechou com o canal para inicialmente fazer parte do “Extraordinários”, programa que entrou na grade fixa depois da Copa do Mundo. Ele substituirá o músico Paulo Miklos, envolvido em compromissos profissionais com a banda Titãs.

A contratação do ex-CQC fará parte de um pacote de modificações do Sportv para 2015. O canal acabará com programas como “Zona de Impacto” e “Linha de Chegada” e vai fazer uma reformulação profunda no “Arena Sportv”.

De acordo com o jornalista Flávio Ricco, colunista do portal UOL, a ideia do Sportv é ter pelo menos 16 horas diárias de programação ao vivo a partir de 2015. A reformulação incluirá a entrada de programas como “Seleção Sportv” e “Giro dos clubes” na grade do canal.

A reformulação ainda atingiu o comentarista Claudio Carsughi. Ele foi dispensado pelo canal fechado no início desta semana.


“Vascaíno assassino” que bombou foi inventado apenas para trollar emissora
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TORCEDOR DO VASCO TROLLA EMISSORA DE TV EM SÃO JANUÁRIO

“Vou matar aqueles caras ali e vai ser 58 a 0 para o Vasco''. Uma simples entrevista de um torcedor anônimo, se dizendo morador do pequeno município de Orobó, no interior de Pernambuco, virou febre na internet e atingiu o primeiro lugar no quadro “Top Five'' do programa CQC. O que poucos sabem, porém, é que o vascaíno em questão não passa de um personagem criado por Luiz Henrique Harvok, de 21 anos.

Oriundo de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, ele nunca nem passou perto da região pernambucana. Sua farsa foi inspirada no pai de um amigo, este, sim, natural do local. O jeitão nordestino aliado ao raciocínio rápido nas respostas lhe renderam uma fama repentina na internet que hoje atinge mais de três milhões de visualizações no Youtube e mais de 17 mil curtidas na página que criou no Facebook para interagir e divulgar seus vídeos, onde interpreta o “Luiz de Orobó''.

“É um personagem. Eu brincava com o pessoal aqui da área desde sempre. Na roda de amigos, sempre foi a graça de geral. Eu apresento festa com essa voz. Quando o rapaz da Band foi falar comigo em São Januário, pensei: 'Vou ter que gastar (zombar) esse maluco'. Aí ele veio me entrevistar e eu comecei a falar'', se recorda do episódio que ocorreu na partida entre Vasco e Vila Nova, válido pela Série B de 2014.

Engana-se, porém, quem pensa que a facilidade com as câmeras é fruto de algum tipo de curso de teatro. Luiz garante que jamais quis seguir a carreira de ator e interpreta o personagem por diversão. Atualmente, está com sua faculdade de Engenharia trancada por problemas particulares e trabalha num orfanato.

A popularidade dada à Orobó, no entanto, já lhe rendeu até mesmo um convite para conhecer a cidade.

“Um rapaz de lá me abordou no Maracanã e, depois de descobrir que eu era um personagem, ele queria me levar lá. Eu nunca fui nesta cidade. Sabia que existia, mas não conheço'', lamentou.

Mas se por um lado a repercussão da entrevista lhe deu popularidade, houve também quem o criticou por dizer, mesmo que de brincadeira, que iria matar os jogadores do Vila Nova.

“Tem sempre alguém para fazer uma crítica. Na TV, o que mais passa são coisas erradas. Quem tem noção do que é humor, sabe distinguir'', se defende.


No Maracanã, invasão ao vestiário e tietagem dos jogadores

Luiz Henrique não conseguiu ludibriar somente o repórter e os telespectadores. Na partida que garantiu o acesso do Vasco à Série A, contra o Icasa, no Maracanã, ele conseguiu dar um jeitinho e entrou no vestiário cruzmaltino após o jogo.

Tão logo adentrou o restristo local, interpretou Luiz de Orobó e foi rapidamente tietado pelos jogadores.

“Eu ia gravar uma matéria para a Band. A menina do Maracanã não tinha ingresso e me deu um crachá da imprensa. Então subimos, gravamos e o pessoal da Band falou: 'vocês estão liberados'. Daí olhei o crachá e vi que tinha acesso para o campo, para algumas salas e vestiários. Então pensei: 'já que estamos aqui, vamos tentar'. Consegui entrar e aí já dei de cara com os jogadores. O Edmilson falou: 'Vamos ganhar de 58 a 0? Você vai matar todo mundo?'. O Pedro Ken também veio falar comigo e pediu para tirar fotos. Foi muito legal'.

A pedido da reportagem, o vascaíno encarnou o personagem e deu um recado ao novo presidente do clube, Eurico Miranda:

“Meu mano Eurico Miranda, esse cabra que parece até o cabra da Família Dinossauro. Eu gosto dele. O Dinamite explodiu o Vasco, se ele (Eurico) não consertar o Vasco, ano que vem eu que irei explodi-lo, porque o Vasco tem que ser grande, muito campeão e não pode ficar lá embaixo. E se você (repórter do UOL Esporte) ficar rindo, vou te matar também. Não fique rindo para mim. É isso aí. Torcida do Vascão, estamos juntos ano que vem! Se o Vasco não for campeão da Libertadores, eu vou sequestrar o Eurico Miranda e eu que vou ser técnico e dono do Vasco''.

Bruno Braz
Do UOL, no Rio de Janeiro


Vanucci tem nova chance em TV pequena e desabafa: “fui prejudicado demais”
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Fernando Vanucci ficou conhecido nas décadas de 80 e 90 por entrar na casa de todos os brasileiros com seu tradicional bordão “Alô, Você”.  Depois de viver o ostracismo e ver as portas de todas as grandes emissoras se fecharem, ele busca o recomeço e agarra uma nova chance na Rede Brasil de Televisão.

Desde o mês de agosto, ele é responsável pelas colunas de esporte do principal jornal da emissora sul-matogrossense, que tem estúdios em São Paulo. Vanucci vive uma realidade bem diferente dos tempos de TV Globo com uma estrutura pequena em que ele precisa arregaçar as mangas.

“É um desafio, a Rede Brasil não é uma grande rede nacional, não tem uma estrutura muito grande, ainda tem problemas e dificuldades. Não ganho um grande salário, mas é um salário que me ajuda a viver. Estou trabalhando com pessoas jovens que estão começando, que estão de alguma forma me ensinando e tenho orgulho por também poder ensiná-los. E eu estou muito feliz. Sou muito respeitado, tenho liberdade e tenho vontade”.

Vanucci não se incomoda com a nova realidade. Para ele, o mais importante é ter a oportunidade de voltar a fazer o que gosta depois de ficar desempregado desde que deixou a Rede TV! em 2011.

“É como se estivesse começando de novo, recomeçando a minha vida. Claro que em certos momentos sinto falta de uma maior estrutura. Trabalhei na TV Globo, lá você tinha tudo, você estralava o dedo e as coisas aconteciam. Mas o importante é fazer o que gosta.”

Vanucci foi convidado para assumir a parte esportiva do canal no período da Copa do Mundo, mas preferiu esperar o fim do Mundial.

Desde o mês de agosto tem uma rotina agitada em que acorda às 7 h para escrever sua coluna que vai ao ar sempre nas segundas e quintas-feiras ou quando acontece algum fato importante no mundo do esporte.

O apresentador também planeja seu novo projeto: um programa no formato talk show em que ele entrevistará várias personalidades não só ligadas ao esporte. A ideia é que a atração estreie no início do ano até o mês de fevereiro.

Depois de passar por grande emissoras de televisão como Globo, Band e Record, Vanucci admite que sente falta do auge da carreira, mas não se importa em falar para um público bem menor ao que estava acostumado anos atrás.  Ele segue os conselhos que recebeu do também apresentador Sergio Chapelin ainda quando era um iniciante.

“Quando eu estou apresentando, para mim é o mesmo público que me via antes. O Sérgio Chapelin foi um grande companheiro que eu tive na Globo e ele sempre falou. ‘Olha Vanucci. O que eu falo, eu falo para o meu público. Não importa se estou alcançando público X, Y ou Z. Eu faço com amor e vontade do mesmo jeito para todos”.

Mesmo de volta à ativa, Vanucci ainda luta para esquecer o momento mais difícil da sua carreira e voltar a ser aceito no meio esportivo. Ele virou piada após a final da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, em que apareceu ao vivo na Rede TV! com dificuldades na fala e aspecto grogue: “A África do Sul é logo ali”, dizia o apresentador.

Vanucci até hoje sofre as consequências da ampla divulgação do vídeo que virou meme na internet. Ele já explicou várias vezes, inclusive em programas de televisão, que no dia do episódio teve uma briga de família e, para se acalmar, tomou dois ansiolíticos fortíssimos depois de beber duas taças de vinho em um almoço.

“Falaram que eu apareci bêbado no ar, falaram tanta coisa de mim que já foi esclarecida. Mas não adianta eu ficar explicando de novo porque as pessoas não acreditam. Já comentei sobre isso mil vezes e as pessoas continuam achando que sou um ‘Vanucci problema’ e eu não sou. Todas as emissoras fecharam as portas para mim, isso é difícil. Eu só quero agregar. Fui prejudicado demais com isso”.

Por Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo


Mauro Beting ganha novos fãs. E não é pelos seus comentários na vida real
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Montagem sobre foto de divulgação/UOL

Desde 2010, Mauro Beting se acostumou a receber ligações dos amigos com reclamações. “Mauro, não aguento mais ouvir a sua voz”. As conversas, claro, são provocações bem-humoradas com a mais inusitada das funções do jornalista: comentarista de videogame.

Mauro é, ao lado de Sílvio Luiz, a voz oficial da série Pro Evolution Soccer, uma das mais importantes franquias de futebol virtual do planeta. E já é mais conhecido, pelo menos entre as crianças, pelo PES do que por seus trabalhos na TV ou no rádio (no cinema, na internet ou em livros, também).

“Essa é uma das coisas mais interessantes desse trabalho. É uma geração nova que está sendo atingida. Uma das histórias que mais gosto aconteceu em um shopping. Um pai me parou e virou para o filho: 'Olha só, esse é o Mauro Beting, o moço que fala no seu videogame'. O garoto devia ter uns oito, nove anos. E ficou olhando como se tivesse visto um personagem, não uma pessoa real. Ele parecia estar tentando entender: 'O que é isso? Esse cara existe mesmo?' É bem divertido”, diz o jornalista.

A bronca dos amigos é um efeito colateral desse fenômeno. Ao se tornar uma das vozes do jogo, Mauro passou a estar muito mais presente na casa das pessoas. Pelo menos em voz. “A maioria dos amigos que têm filhos brinca com isso. O Washington Olivetto já disse que pediu para os filhos trocarem a narração para o inglês, para não ter de ouvir mais a minha voz. Me ligou falando 'Mauro, não dá. É entrar em casa e você já vai falando. Ainda se fosse um corintiano, tudo bem. Mas um palmeirense… Não dá'”.

Mauro e Silvio Luiz fazem uma dupla entrosada. Os dois foram eleitos em uma votação pela própria produtora do game, a japonesa Konami, com fãs brasileiros. O trabalho é anual, roteirizado pelo Japão e traduzido na Irlanda. Os textos são genéricos, para que possam ser usados em lances tanto de Real x Barcelona, na final da Liga dos Campeões, quanto em um jogo do Brasileirão.

O narrador até tem liberdade para inserir alguns floreios. É por isso que Sílvio Luiz aparece com seu “Pelo amor dos meus filhinhos”, mas Mauro é mais contido. “De todas as coisas que faço hoje, acho que os comentários do PES são os menos autorais, por todas as amarras que existem. Ainda assim, é um desafio muito grande. É complicado você comentar algo que você não está vendo. Normalmente, um comentarista descreve o lance para analisar. Aqui, não tenho isso”.

Ao longo dos anos, porém, os comentários estão evoluindo. “Nessa nova versão, por exemplo, já temos três níveis de emoção, do amistoso, passando pelo jogo de campeonato até a final de Copa do Mundo. É bacana porque, assim, conseguimos enquadrar todos os aspectos do jogo”.

Para terminar: uma curiosidade: Mauro não fala o nome do game Fifa, o grande rival da série PES. “Eu chamo de o concorrente, mas é uma concorrência sadia. Eu adoro o trabalho que o Tiago Leifert e o Caio estão fazendo. E eu poderia estar lá, no concorrente, que me fez uma proposta anos antes do PES. Mas foi melhor assim”.

Bruno Doro
Do UOL, em São Paulo


Fox Deportes afasta repórter por post no Instagram contra campanha social
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Seth Wenig/AP

Manifestantes protestam nos Estados Unidos e usam slogan “I can't breathe''

O canal latino Fox Deportes anunciou nesta quarta-feira (10) o afastamento da repórter mxeicana Erika Reidt. A reação da emissora deve-se a um post feito pela jornalista na rede social Instagram. No texto, ela ironizou uma campanha feita nos últimos dias por uma série de esportistas dos Estados Unidos, baseada no slogan “I can’t breathe” (“Eu não consigo respirar”, em tradução livre).

“Vou começar a usar uma camiseta que diga ‘Eu posso respirar porque obedeço a lei’”, escreveu Reidt em um post com uma foto do astro Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, um dos participantes da campanha.

A frase “I can’t breathe” foi dita por Eric Garner, 43, morto em 17 de julho ao ser estrangulado pelo policial Daniel Pantaleo, com ajuda de outros agentes. O incidente aconteceu na cidade de Ferguson, em plena luz do dia, e foi filmado por Ramsey Orta, amigo da vítima.

Pantaleo foi levado a um júri na quarta-feira passada (03), mas ficou livre. O oficial terá de passar apenas por uma sindicância interna na corporação, a despeito de a técnica de estrangulamento ser proibida pela polícia nova-iorquina. Garner, que era negro, foi acusado de vender cigarros contrabandeados e não estava armado. Ele tinha seis filhos.

Desde então, astros da NFL (liga profissional de futebol americano) e da NBA (liga profissional de basquete dos Estados Unidos) apareceram usando camisetas com a frase dita por Garner no vídeo gravado por Orta. Nomes como LeBron James, Derrick Rose e Kevin Garnett participaram da campanha.

Além da ação violenta da polícia, o episódio de Garner suscitou uma discussão racial nos Estados Unidos. Em Berkeley (Califórnia), cidade com histórico de ativismo social, houve centenas de manifestantes nas ruas nos dois últimos dias.

Na terça-feira (09), o comissário de polícia de Nova York, William Bratton, fez um pronunciamento oficial sobre o caso. Segundo ele, o treinamento de oficiais na região vai mudar e passará a priorizar maneiras não violentas de realizar prisões.


Rede OM: a TV obscura que tinha Galvão e mostrou sozinha a Libertadores 92
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Hoje em dia as grandes emissoras de TV aberta e fechada encaram uma “briga de foice'' para ver quem transmite os times brasileiros na Libertadores. No entanto, houve um tempo que pouca gente ligava, em que a competição ainda não exercia esse fascínio nos torcedores do país. A virada veio em 1992, quando a recém criada Rede OM comprou os direitos de exibição do torneio, dando a sorte de registrar a histórica campanha do São Paulo de Telê Santana.

A Libertadores foi uma das duas grandes cartadas da emissora baseada no Paraná. O outro investimento que mexeu com o mercado foi a contratação de Galvão Bueno. Na oportunidade, a estrela da TV deixou o posto de narrador número 1 da Globo em nome de um projeto para comandar o departamento de esporte da nova empresa.

GALVÃO FEZ ESTREIA NO DUELO SÃO PAULO x CRICIÚMA

Galvão Bueno aceitou o desafio da Rede OM para acumular os cargos de narrador, apresentador e diretor de esportes. A estreia oficial da estrela dos microfones aconteceu em 1º de abril de 1992, após uma campanha de divulgação em grandes jornais brasileiros. O contratado debutou com a partida entre São Paulo e Criciúma, válida pela fase de grupos, quando o time de Telê Santana derrotou a equipe comandada por Levir Culpi por 4 a 0.

Logo no começo da transmissão, o repórter Raul Quadros ouviu Telê Santana no banco de reservas. O cultuado treinador são-paulino fez questão de exaltar o “amigo'' Galvão em sua estreia na nova casa. O primeiro gol do narrador na OM foi marcado por Raí.

RECORDE DE AUDIÊNCIA NA FINAL DO SÃO PAULO

As partidas da final entre São Paulo e Newell's Old Boys representaram o ápice da existência da Rede OM na rede aberta de TV. Em dois instantes, a emissora paranaense conseguiu superar a Globo em audiência na transmissão do primeiro jogo, na Argentina [no entanto, perdeu na média do horário].

Mas a apoteose viria no desfecho da competição. Mais de 105 mil pessoas estiveram no Morumbi na noite de 17 de junho de 1992, quando o São Paulo conquistou o primeiro de seus três títulos da Libertadores. Quem não foi ao estádio viu a final contra o Newell's pela Rede OM. Naquele dia, a emissora registrou 34 pontos de média de audiência [mais abaixo, assista ao pênalti que definiu a final].

“Eu ouvi atrás de mim alguém comentando, 38 pontos. Suponho que era de pico, uma audiência super expressiva'', afirmou Roberto Avallone, comentarista da equipe da OM, que estava nas cabines do Morumbi.

Repórter da OM, Raul Quadros acompanha disputa por pênaltis ao lado de Telê

Em São Paulo, o sinal da Rede OM era transmitido pela TV Gazeta, emissora regional tradicional do Estado. Uma das estrelas da casa era justamente o comentarista e apresentador Roberto Avallone. Em campo, naquela noite, os repórteres eram Raul Quadros e Mário Jorge Guimarães (ambos hoje nos quadros do Sportv).

No comando da transmissão da OM, Galvão confessou a emoção ao ver o São Paulo campeão, com o gramado do Morumbi tomado pela torcida, na tela da novata TV: “eu, com tantos anos de estrada, as lágrimas vêm aos olhos. Porque é um trabalho importante (Rede OM), junto com essa conquista do São Paulo''.

Com o sucesso do São Paulo, a Libertadores virou uma febre para times do Brasil a partir do ano seguinte. Em 1993 a Libertadores passou a ser exibida no país na tela da Globo, com mais um título de Raí e companhia – e com Galvão Bueno nos microfones.

“No ano seguinte a Globo adquiriu os direitos. Acho que as transmissões de 92 ressuscitaram o interesse da Libertadores por parte da TV'', relembra Avallone.

“Ali eu soube o quanto ele manja do negócio. Foi um privilégio para mim. Muitas vezes fazíamos um ping pong na transmissão, ele como narrador, eu como comentarista (…) acho que o Galvão começou a voltar para Globo naquela noite. Realmente fez um trabalho estupendo, excelente. Conhece muito futebol'', acrescenta o comentarista.

ESCÂNDALO ABREVIOU PROJETO DE ESPORTES NA OM

A Rede OM foi uma emissora criada no Paraná pelo empresário e político José Carlos Martinez, com o sonho de erguer uma TV nacional de relevância fora do eixo Rio-São Paulo. No entanto a aventura acabou durando pouco, prejudicada pelo envolvimento do proprietário no escândalo PC Farias, que derrubaria Fernando Collor da presidência do país [Martinez morreu em 2003 em um acidente de avião].

Em agosto de 1992, quando Luiz Alfredo narrava o ouro olímpico do vôlei masculino na Globo, Galvão via o projeto OM em declínio. José Carlos Martinez foi acusado de receber cheques “fantasmas'' durante as investigações de uma CPI em Brasília – o dinheiro teria sido usado para pagar uma dívida com o SBT na compra da TV Corcovado, responsável pelo sinal da OM no Rio.

A OM então teve que trocar de nome para se desvincular do escândalo e acabou batizada de CNT. Mas antes disso a grande estrela do canal deixou a emissora. Galvão Bueno acertou o retorno à Globo em 1993, retomando as transmissões de Fórmula 1 e acabando com a carência dos fãs – na época a categoria era um fenômeno de popularidade.

Bruno Freitas
Do UOL, em São Paulo