Blog UOL Esporte vê TV

Leifert fala antes de despedida: “saio sem nada errado, ganhei a Champions”
Comentários Comente

UOL Esporte

Leifert-Rizek-RedacaoSportv_Reproducao-Sportv
Convidado para uma rápida participação no Redação Sportv desta segunda, dia que marca a sua despedida como apresentador e editor do Globo Esporte de São Paulo, Tiago Leifert manifestou o seu contentamento por, segundo suas palavras, estar saindo do programa sem que nada tivesse dado errado para gerar a mudança como, geralmente, ele avalia, as coisas ocorrem na TV.

“Na televisão, as coisas só funcionam quando dão errado, né? Depois que termina, você troca, aí vem um cara, começa a dar certo, depois troca de novo porque deu errado, então quando dá errado acontece alguma coisa. E eu tô muito feliz de estar saindo sem ter dado nada errado, tá tudo bem, a audiência tá boa e eu tô saindo para fazer uma outra coisa. Eu sinto que ganhei a Champions League, sem brincadeira'', declarou ali, relatando sobre a emoção também que já toma conta dos bastidores da atração. “Obviamente, no ar eu vou chorar pra caramba, nesse momento a 'voz da consciência' [Renata Cuppen] tá chorando ali, e o Bruno Laurence, também. Estava consolando o Bruno'', contou.

André Rizek, comandante do Redação Sportv no Rio de Janeiro, relembrou com Leifert na escuta dele, na redação de São Paulo, do quanto achava maluco, há seis anos, a ideia de o colocarem para comandar o GE paulista. “Quando fiquei sabendo, em 2009, que ele iria apresentar o Globo Esporte, eu falei 'que loucura, esse moleque vai durar três dias lá'. Deu certo e deu tanto certo que o Tiago ele transformou a linguagem do jornalismo esportivo no Brasil, essa empresa aqui, quebrou tabus, falou de coisas que a gente achava que não falaríamos antes, fez uma revolução. Parabéns, você arrebentou e sucesso na nova empreitada'', afirmou.

“Mal sabia você que no projeto original do Globo Esporte lá em 2009, quando você me achava um maluco, eu tinha colocado seu nome para ser comentarista do programa, também, então você se salvou dessa barca'', devolveu Leifert, rindo, que agradeceu: “mas eu fico feliz de ver você aí no Redação. Tenho um carinho enorme pelo Sportv, porque foi aí que eu comecei, foi quem me contratou.''

As mudanças no esporte da TV Globo

Tiago Leifert ruma a um novo desafio na carreira, no entretenimento da Rede Globo, como um dos apresentadores do É de Casa, nova atração das manhãs de sábado, a partir de 8 de agosto,com Patrícia Poeta, também ex-jornalismo (esteve na bancada do Jornal Nacional), além de Zeca Camargo, Cissa Guimarães, Ana Furtado e André Marques. Por lá, Leifert vai falar de esporte e cultura nerd.

No seu último GE nesta segunda, Tiago passará a Ivan Moré a apresentação da edição paulista do esportivo. A partir do próximo domingo, Alex Escobar passa a coapresentar, em lugar de Moré, o Esporte Espetacular ao lado de Glenda Kozlowski, enquanto Fernanda Gentil assume o Globo Esporte do Rio de Janeiro.


ESPN entra em ‘guerra’ das noites dominicais com resenha de boleiros
Comentários 1

UOL Esporte

ResenhaESPN-estreia_Reproducao-ESPN

Uma espécie de discussão de boteco de luxo, em formato para a TV, só com presença de ex-jogadores e suas histórias, causos, muita risada e linguajar informal. Assim é a proposta do Resenha ESPN, novo programa ao vivo da ESPN Brasil comandado por Rodrigo Rodrigues que estreou neste fim de semana com a missão de enfrentar uma verdadeira “guerra esportiva'' nas noites dominicais.

Para se ter uma ideia, às 22h, quando o Resenha foi ao ar, o Sportv ainda debatia a rodada do Brasileirão com o seu tradicional Troca de Passes, logo após a sua transmissão ao vivo de futebol. O “canal campeão'' ainda “machucaria'' a estreia da ESPN com o Extra Ordinários, também ao vivo, das 22h30 até às 23h30, terminando no mesmo horário da atração da emissora rival.

Estrategicamente colocado mais cedo, o A Última Palavra do polêmico Renato Mauricio Prado, voltando a ser exibido ao vivo, iniciou às 21h, encerrando-se às 23h30, ou seja, em boa parte do tempo também disputando audiência com o Resenha. Não bastasse isso, o Bandsports, das 23h às 23h30, apresentava como atração uma entrevista com Edmundo, polêmico ex-jogador e atualmente comentarista da Band, para o Tête-à-Tête com Téo.

A “resenha''

Embora com a proposta de ser muito mais uma conversa solta, informal, do que um debate no padrão convencional de mesa redonda esportiva, o Resenha ESPN em vários momentos acabou lembrando um Bate-Bola sem jornalistas analistas. Talvez porque lá estiveram, na estreia, Juan Pablo Sorín e Zé Elias, rostos bem comuns nos programas padrões da emissora. Também porque se falou da rodada futebolística pelo Brasil.

Inclusive, por um dos convidados especiais ser justamente Muricy Ramalho, ex-treinador do tricolor paulista, o clube acabou ganhando um bom espaço na “resenha'' (discussão, na linguagem boleira). O técnico foi instigado a comentar sobre os problemas agora enfrentados pelo colombiano Juan Carlos Osorio no atual São Paulo, irregular como quando Muricy era o comandante no primeiro semestre.

“Tenho acompanhado alguns jogos, outros não. Começou bem e agora voltou a oscilar. Isso é o que me preocupava antes: [falta de] foco, um time que não é tão concentrado. Ali tem um problema sério que é a velocidade. A posse de bola é uma das maiores do país, todo jogo é maior que a do adversário, dentro e fora de casa, só que não tem profundidade'', iniciou, Muricy. “O São Paulo não tem esse contra-ataque e hoje no futebol é importante quando o adversário tá com a bola no seu campo e você retoma essa bola, tem que ter velocidade, senão você não vai surpreender ninguém.

Sobre o chamado desmanche do time tricolor, perda de jogadores, ele também deu seu pitaco: “os técnicos brasileiros são surpreendidos toda hora, mas comigo não teve essa surpresa. O Osorio tá chegando agora, não sabe como são as coisas e tem uma surpresa atrás da outra'', opinou, lamentando as saídas dos volantes Denílson e Souza, segundo ele, os que mais correm nos números do clube, além de qualificados tecnicamente.

Na mesma análise, um momento engraçado: o ex-treinador do São Paulo falava sobre como jogam os principais times do mundo, com jogadores de velocidade abertos e armação por conta dos meio-campistas, que no Brasil ainda são chamados de volantes, e foi então que Zé Elias, conhecido por ser muito mais de pegada do que de criação em seus tempos de jogador, acabou virando o alvo de Muricy na resenha. “Volantes marcadores já não têm mais. Zé Elias, por exemplo'', disse ele, para gargalhada geral no estúdio.

No início da atração da ESPN, Muricy já havia provocado risos após o apresentador sugerir que convidassem o treinador do Palmeiras, Marcelo Oliveira, em novas edições. “Poderia ter um técnico toda semana ali no lugar do Muricy'', comentou Rodrigo Rodrigues. “Pô, um jogo, só 30 minutos e já quer me tirar, me mandar embora? Tá 0 a 0 o jogo, tá bom, entrosando aqui'', reagiu, rindo, Muricy, assim como os demais ex-jogadores.

Ex-diretor de futebol do Santos, Zinho também marcou presença como convidado e, no espírito da atração, fez a sua graça no Resenha ESPN. Zé Elias, alvo de Muricy, acabou sendo o seu, também. Foi no momento que mandou um abraço para Alex, ex-jogador da ESPN, ausente naquela estreia. “Pensei que ia repetir uma dupla com ele aqui, porque o Zé Elias me batia muito, chegava junto, aí agora tô no mesmo time aqui que ele, então tá bom'', brincou.

Curiosamente, foi justamente Zé Elias, vítima preferida dos colegas que, falando sério, e até emocionado, contou o episódio mais tocante ali, sobre o reconhecimento que tem até hoje do torcedor pelo que fez em campo, o apelido “Zé da Fiel'' e o carinho nas ruas.

“Você chegar no estádio, na rua e ver o pai pegar na mão do filho e falar: 'tá vendo aquele rapaz lá, ó? Ele jogava no Corinthians, era um baita de um volante'. Isso não tem dinheiro no mundo que pague, não tem dinheiro no mundo que pague'', declarou.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo

Tags : espn brasil


Como a Globo vai fazer para mostrar os Jogos Pan-Americanos da Record
Comentários 17

UOL Esporte

2015_Pan_American_Games_logo.svg

Os Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN), que começam no próximo dia 10, terão uma cobertura discreta da Rede Globo. E o motivo para isso é bem simples. Os direitos de transmissão em TV aberta são de exclusividade da Record, que não aceitou negociá-los, assim como já ocorrera em 2011, em Guadalajara (MEX).

Nem mesmo o fato de o SporTV – empresa do grupo Globosat – ter os direitos de transmissão na TV fechada após aceitar pagar R$ 60 milhões a Record por este Pan e pelo de 2019, permitirá à gigante carioca exibir trechos de competições em sua programação, como acontece com outros eventos.

A Globo informou ao UOL Esporte que “vai acompanhar factualmente nos telejornais o desempenho e a conquista de medalhas dos atletas brasileiros nos Jogos, mas sem poder exibir imagens das competições, por não ser detentora dos direitos de transmissão da competição''.

Durante o Pan de Guadalajara-2011, que também não transmitiu, a Globo ilustrou muitas conquistas de brasileiros usando fotos e até se envolveu em uma guerra com a Record por exibir imagens da competição cedidas pela Associated Press, sem o logo da concorrente.

O Pan é tratado em segundo plano pela Globo e nem mesmo seu grupo de comentaristas – intitulado Time de Ouro, e que conta com nomes como Hortência, Daiane dos Santos, Fabi, Giba, Flávio Canto e Maurren Maggi – será usado ao longo da cobertura.

O UOL Esporte apurou que mesmo sem os direitos, a Globo mandará duas equipes de reportagem ao Canadá. A cobertura in loco será de responsabilidade de Pedro Bassan e de Edson Viana. O trabalho será focado totalmente fora das áreas da competição, assim como aconteceu na Olimpíada de Londres, em 2012.

Em 2016, a Globo não terá problemas para cobrir a Olimpíada, afinal é a dona dos direitos de transmissão e uma das parceiras do Comitê Organizador.

A emissora carioca, aliás, foi a primeira a exibir imagens dos mascotes e seus nomes foram revelados durante o Fantástico.

Fábio Aleixo
Do UOL, em São Paulo


Ivan Moré não segura emoção e chora em despedida do Esporte Espetacular
Comentários 142

UOL Esporte

photo22
Dando início às mudanças no esporte da Globo, Ivan Moré, que vai para o Globo Esporte de São Paulo no lugar de Tiago Leifert, despediu-se, com direito à emoção e lágrimas neste domingo do Esporte Espetacular, que coapresentou há pouco mais de dois anos ao lado de Glenda Kozlowski.

“Foram dois anos e meio de muita felicidade e muito aprendizado e eu saio feliz, vou assumir o Globo Esporte de São Paulo. É difícil falar chorando'', declarou, tocado com a despedida e amparado por Glenda e pelo novo apresentador do EE, Alex Escobar no estúdio.

Em seu lugar no dominical esportivo, como já adiantado pelo UOL Esporte, assume Alex Escobar, que além de apresentador também faz as vezes de narrador na Globo. Foi uma das vozes globais na última Copa do Mundo. Ainda como parte do troca-troca nos programas esportivos, Fernanda Gentil assume o comando do GE do Rio de Janeiro.

photo2
Amanhã, segunda-feira, é a vez de Leifert – que inclusive teve em Moré o seu principal reserva no comando do GE paulista – mudar de ares. Sai do programa esportivo para o entretenimento, como um dos apresentadores do É de Casa, nova atração da emissora para as manhãs de sábado, e que ainda terá Zeca Camargo, Patrícia Poeta, Cissa Guimarães, Ana Furtado e André Marques.

Na semana passada, Leifert adiantou em participação no Vídeo Show que vai falar de esporte e cultura nerd na nova atração da Globo.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Felipinho faz sucesso em inglês, mas erra ‘previsão’ para Massa
Comentários Comente

UOL Esporte

O filho de Felipe Massa, Felipinho, tem se transformado em uma atração à parte na temporada 2015 da Fórmula 1. O motivo: as previsões a respeito do desempenho do pai nas corridas.

A performance de Felipinho ganhou destaque no Grande Prêmio da Áustria, quando foi perguntado a respeito de uma previsão da corrida do pai. O filho de Massa apostou em um terceiro lugar – e acertou.

Felipinho Massa é entrevistado pela TV inglesa antes do GP da Áustria (Crédito: Sky Sports/Reprodução)

Felipinho Massa é entrevistado por repórteres da TV inglesa no paddock, antes do Grande Prêmio da Áustria (Crédito: Sky Sports/Reprodução)

Antes do Grande Prêmio da Inglaterra deste domingo, Felipinho foi novamente questionado pela TV inglesa a respeito de uma previsão para a corrida do pai. Falando inglês, Felipinho deu novo show ao lado do pai.

“Eu não sei… Segundo”, disse Felipinho. “Você mudou de ideia?”, emendou Massa – segundo o piloto, o filho de 4 anos havia apostado em um terceiro lugar.

Na Inglaterra, porém, Felipinho errou. Na corrida deste domingo em Silverstone, Massa largou bem e pulou da terceira para a primeira posição. O brasileiro sustentou a liderança até a passagem pelos boxes, quando foi ultrapassado por Lewis Hamilton. O piloto da Williams manteve o segundo lugar até a volta 41, quando foi ultrapassado por Nico Rosberg. No fim, perdeu também o terceiro lugar para Sebastian Vettel e acabou em quarto lugar.


Esporte olímpico é naufrágio na audiência, diz chefão do esporte da Globo
Comentários 10

UOL Esporte

Responsável da TV Globo pelo planejamento da cobertura das Olimpíadas do Rio-16, Renato Ribeiro foi um dos palestrantes do congresso promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O jornalista defendeu a política de priorizar o futebol na grade de programação e transmitir poucos eventos de outras modalidades, apesar da proximidade dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016.

“Não é papel da TV aberta passar outros esportes. É um naufrágio na audiência'', disse Ribeiro, que ressaltou que, ainda assim, a emissora transmitirá ao vivo 15 partidas de vôlei em 2015. Já o futebol terá aproximadamente 80.

Ribeiro contou que está afastado das reportagens desde a Copa do Mundo. O jornalista revelou que a programação dos Jogos está voltada para conquistar o público feminino.

“A gente olha as Olimpíadas pensando nas mulheres. Elas são protagonistas e são elas que mandam na audiência da TV aberta'', opinou.

Ribeiro ainda rebateu as críticas de que teria uma cobertura pouco crítica em relação às Olimpíadas e outros grandes eventos por ter os direitos de transmissão e, em boa parte dos casos, ser parceira de comunicação.

“Jornalisticamente a gente cobre [desapropriações e obras atrasadas]. O Rio cobre mais, jornais locais”, afirmou o jornalista, que se diz otimista sobre as obras para os Jogos.

“O atraso preocupa. Acho que as arenas vão ficar prontas a tempo. Não vai assustar. Acho que Deodoro vai ficar pronto com emoção. Engenhão é o que me preocupa mais. A prefeitura fala que está mexendo no teto, mas parece que não está acontecendo nada”, disse. “O golfe é complicado. Vai sair, mas é complicado. Metrô eu não sei se fica pronto. As obras de infraestrutura estão muito atrasadas. É que são obras feitas pela Odebrecht e Andrade Gutierrez''.

Sobre a cobertura dos Jogos, Ribeiro contou que a Globo estreará no dia 5 de agosto o programa ‘Balada Olímpica’, que será apresentado por Carol Barcellos após o Jornal da Globo. As transmissões dos esportes olímpicos passarão a contar com ‘mesas táticas’ similares às do futebol (os jogos de vôlei já têm utilizado este artifício).

“O maior desafio é fazer os atletas [comentaristas da Globo] mexerem nisso”, afirmou Ribeiro, que revelou que até mesmo a natação ganhará sua ‘piscina tática’.

* Por Guilherme Ceciliano
Do UOL, em São Paulo


Globo despreza espectador sem TV paga ao não exibir final da Copa América
Comentários 48

UOL Esporte

É irônico que a despedida de Tiago Leifert do “Globo Esporte” ocorrerá justamente dois dias depois da final de uma Copa América (entre Chile e Argentina) que a Globo decidiu não exibir, apesar de ser dona exclusiva dos direitos de transmissão na TV aberta.

Na segunda-feira (06), o apresentador terá a oportunidade de, mais uma vez, explicar que, para a Globo, futebol não é esporte, mas entretenimento. Se não dá audiência, não interessa.

Uma das maiores polêmicas envolvendo a passagem do apresentador pela edição paulista do programa diz respeito justamente a uma declaração sua sobre a questão dos direitos esportivos.

Em 2011, em uma entrevista à revista “GQ”, Leifert disse: “Eu sou muito cobrado: ‘Por que você não fala de Fórmula Indy?’ Simples: porque eu não tenho o direito de falar de Fórmula Indy, meu amigo! Existe uma ideia errada de que a Globo tem que falar de tudo porque o cara quer ver tudo na Globo. Meu amigo, muda de canal pra ver a sua notícia! Não tem Fórmula Indy na Globo, não vai ter Panamericano (em 2011) na Globo, não vai ter Olimpíada (de 2012) na Globo! Essa cobrança é puro romantismo! A gente tem que perder essa mania de achar que tudo é uma força do mal. Não é isso, é negócio. Quem paga mais leva e quem leva exibe”.

Na sua sinceridade exagerada, ou arrogância, caso prefira, o apresentador explicitou que, no mundo de hoje, para as TVs, a transmissão de eventos esportivos é um negócio milionário e, como tal, não obedece a critérios jornalísticos. Se a emissora é dona dos direitos, cobre de um jeito; do contrário, não espere muito.

Leifert só não falou que, mesmo sendo dona, a Globo nem sempre faz valer os seus direitos de transmissão. O caso da final da Copa América, neste sábado, é exemplar. Com a desclassificação do Brasil, a emissora se desinteressou do torneio. Só o canal SporTV vai exibir Chile x Argentina.

A decisão, prejudicial a quem não paga TV por assinatura, serve para lembrar que o mundo dos negócios esportivos fala uma língua própria, muitas vezes incompreensível para o genuíno fã  esportes.

Mauricio Stycer
Crítico do UOL


Falcão vê Brasil arrogante e que não aprendeu com derrotas acachapantes
Comentários Comente

UOL Esporte

Reprodução/FOX

Reprodução/ESPN

A inércia após resultados vexatórios como o sempre lembrado 7 a 1 que a Seleção levou da Alemanha na semifinal da última Copa de 2014, no Brasil, mas também o 4 a 0 imposto pelo Barcelona de Guardiola em 2011 ao time do Santos, na época com Neymar e Ganso, pela final do Mundial de Clubes, demonstram que o futebol brasileiro não tem aprendido com os erros, os fiascos mais marcantes e dele tirar lições. Foi o que disse o ex-jogador, técnico e comentarista Paulo Roberto Falcão ao programa Bate-Bola 3ª Edição, da ESPN Brasil.

“Copa do Mundo a gente não vai esquecer, principalmente o jogo com a Alemanha, mas isso não significa que não se possa trabalhar em cima e colher frutos e tirar daquela derrota bons ensinamentos. Acho que não aconteceu ainda, como não aconteceu depois dos 4 a 0 do Barcelona no Santos. Depois de Copa do Mundo, falamos as mesmas coisas e elas não saem do lugar'', criticou ele, enxergando traços de arrogância e prepotência das pessoas em verem o país ainda acima dos demais no futebol mundial.

“Nós temos um país maravilhoso, com música eclética fantástica, praias antológicas e isso a gente é muito humilde em falar sobre isso. Diferentemente do futebol que a gente tem uma arrogância, uma prepotência absurda de achar que jogamos o melhor futebol do mundo e faz horas que não joga. Se não entender isso e não tiver humildade pra reconhecer, a gente não sai do lugar. Tem obrigação de entender o que as outras seleções estão fazendo lá fora. Não precisa fazer se entender que não deva, não, mas tem que saber. Não é uma coisa simples'', alerta.

Desconfiado, porém se colocando à disposição para ajudar, Falcão se disse curioso quanto à reunião da próxima segunda convocada pela CBF para treinadores que passaram pela Seleção Brasileira

“Recebi convite da CBF, Gilmar Rinaldi me ligou. Segunda-feira tem reunião com ex-treinadores da Seleção e tô curioso pra saber onde é que a gente pode colaborar, o que vai ser pedido. Espero que não seja nenhum golpe de marketing'', declarou para a ESPN.

“Seleção Brasileira a gente sempre vai fazer uma que seja competitiva. Nós temos é que reforçar os nossos clubes, dar condições para que possam ter times fortes e termos um Brasileiro melhor do que o que vimos no ano passado  e que estamos vendo hoje, isso tecnicamente'', continuou ele, que também falou sobre a sua opinião sobre maior atenção à formação dos atletas desde garotos.

“Uma coisa fundamental é valorizar o talento, o jogador de qualidade. O treinador da categoria de base também tem o sonho de dirigir o time principal e ele sabe que precisa ganhar, arrumar resultado, então o que ele faz, como qualquer outro faria se não tiver uma filosofia de cima? Ele vai no jogador mais preparado fisicamente que possa dar o resultado imediato num jogo, campeonato do que no outro, um garoto mais frágil, que talvez precise ser melhor preparado e tenha muito mais qualidade, com isso em cima se sofre'', diagnosticou.

“Hoje, a CBF tem que estar preocupada com a base, lá embaixo, chamar os profissionais da base, conversar com eles para que se possa construir um futebol de mais qualidade'', sugeriu.

“A Alemanha foi campeã do mundo e não tinha um craque. Não tinha Neymar, um Cristiano Ronaldo, não tinha um Messi, não tinha Zico, Maradona nem Platini, não tinha, mas um time muito organizado, com planejamento, definições, tudo bem pensado, os alemães estudaram. Dá, sim, para fazer uma seleção que seja exemplo e possa ganhar Copa do Mundo com jogadores acima da média, mesmo que sem nenhum craque, mas com planejamento e organização'', analisou.


Fox se consolida com Libertadores e derruba ESPN; SporTV lidera
Comentários 19

UOL Esporte

PVC_FOX

A exclusividade da Libertadores em algumas partidas, como jogos de Corinthians e São Paulo, e reforços na equipe como nomes como Paulo Vinícius Coelho consolidaram o Fox Sports no segundo lugar da audiência, segundo dados prévios do Ibope. A emissora deixou para trás a ESPN Brasil, mas a liderança segue com o SporTV.

De acordo com dados do primeiro semestre, o Fox Sports apareceu na segunda posição do ranking de audiência em todos os meses de 2015, exceto em junho. No entanto, a vice-liderança foi perdida para o SporTV 2 e não para a ESPN Brasil.

Na média semestral, a liderança ficou com o SporTV com 0,55 pontos na audiência. O segundo lugar fica com o Fox Sports com 0,22 pontos. Já a ESPN Brasil aparece com 0,15 pontos.

A liderança do SporTV ocorreu durante todo o semestre, mas os números sofreram um aumento significativo no mês de junho devido à exclusividade da Copa América.

Entre às 18 horas e 1 da madrugada, horário considerado nobre na TV por assinatura, o Fox Sports foi o canal a ter mais ascensão com 16% de crescimento comparado com o primeiro semestre de 2014. Já o SporTV subiu 8%. Enquanto isso, a ESPN Brasil teve queda de 6%.

Esse aumento é resultado da força que o canal já havia mostrado nos bastidores. Nas oitavas de final da Libertadores, a emissora conseguiu exclusividade de nove partidas, incluindo um duelo entre Guarani e Corinthians, e um confronto entre Cruzeiro e São Paulo.

Enquanto isso, o SporTV só teve dois jogos exclusivos nesta fase da competição. O clássico argentino entre Boca e River Plate, tanto na partida de ida como de volta, ficou com o canal.

Outra demonstração de força da emissora havia sido mostrada na negociação de “reforços”. Só esse ano, o canal contratou Nivaldo Prieto, da Band, e Paulo Vinícius Coelho, que veio da ESPN Brasil, concorrente direta pelo segundo lugar.

Leandro Carneiro
Do UOL, em São Paulo


Após se dizer novo diretor do Corinthians, apresentador esclarece piada
Comentários Comente

UOL Esporte

Benja durante brincadeira no CT do Coritnhians

Benja durante brincadeira no CT do Coritnhians

Benjamin Back precisou esclarecer ao telespectador do Fox Sports que se tratava apenas de brincadeira o discurso que fez na Sala de Imprensa do Centro de Treinamento Dr. Joaquim Grava nesta sexta como se estivesse ali anunciando que assumira o lugar de Edu Gaspar como novo gerente de futebol do Corinthians. Ele fez a graça em link ao vivo para o programa Fox Sports Rádio.

Sentado no local e fazendo cara de sério, como se estivesse fazendo ali um pronunciamento à imprensa, o irreverente apresentador contou com a ajuda dos colegas da Fox para alimentar toda a brincadeira que, a julgar pela preocupação em explicar, acabou engando quem assistia.

“Isso tudo é uma brincadeira. Eu vim aqui gravar porque amanhã o torcedor do Corinthians comemora os três anos da conquista da primeira Libertadores. Eu falei: 'pô, vamos fazer aqui na sala de imprensa', porque é uma coisa diferente, né?. Aí na hora fizemos a brincadeira que sou o novo diretor, mas, gente, é brincadeira. Os caras tão falando 'pô, não acredito''', esclareceu, achando graça por alguns telespectadores terem levado a sério o seu anúncio fake.

Flávio Gomes, debatedor do Fox Sports Rádio, e excepcionalmente substituindo a Benja justamente porque estava no CT do Corinthians, foi um dos que alimentaram a graça juntamente com seus colegas debatedores.

“Ele fugiu das respostas e não revelou nenhuma contratação do Corinthians'', comentou Flávio Gomes, dentro do espírito brincalhão do Fox Sports Rádio, com direito a gente ali questionando o agasalho de “diretor'' Benja por ser de uma empresa de material esportivo diferente daquela que veste o Corinthians.

Na realidade, Benja só estava no local apenas para entrevistar o meio-campista Danilo, destaque daquela conquista do Timão e por isso personagem para seu programa Aqui com Benja que, neste sábado, por ser 4 de julho, será todo voltado a lembrar os três anos do inédito título corintiano da Copa Libertadores da América nessa data em 2012.