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Repórter xavecada por Ronaldinho faz sucesso na Globo. E não é pela cantada
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Maíra Lemos é a moça com jeito moleque e descontraído que entra na casa dos mineiros todos os dias. E já virou companhia certa, até mesmo amiga íntima do torcedor, na tradicional hora do almoço ao apresentar o Globo Esporte local.

Mas mesmo quem mora em outro estado deve se lembrar dela: já deve ter visto alguma matéria em rede na TV Globo ou, mais provavelmente, vai se lembrar do xaveco que Ronaldinho Gaúcho lançou diante das câmeras com um sonoro ‘quer namorar comigo?’.

A cantada ganhou repercussão até internacional e coincidiu com um momento de ascensão da jornalista. Mas não é por causa do pedido inusitado que ela faz sucesso em Minas. Ela se tornou o principal nome do Esporte da Globo Minas. Iniciou como repórter, hoje é a apresentadora do Globo Esporte e ainda faz as principais matérias de rede para programas como Jornal Nacional e Fantástico.

Maíra não faz o tipo ‘padronizado’ que aparece na TV.  É viciada em jogar futebol, se permite fazer a piada que vier a cabeça e sabe lidar com o próprio erro. Afinal, todos erram. Ela poderia ser aquela prima engraçada ou a amiga espevitada que todo mundo tem. É gente como a gente.

Certa vez, ao dar uma nota séria sobre o movimento Bom Senso ao vivo se enrolou em uma palavra complicada, dessas trava-línguas cheias de sílabas e consoantes. Repetiu cinco vezes e nada de sair a pronúncia correta. A saída? Rir de si mesma, admitir que o dia estava difícil e terminar o programa treinando. Com jogo de cintura, fez do erro um acerto. Ponto para ela.

“Eu saio na rua e tenho a sensação que as pessoas me vêm e pensam que me conhecem há anos. Elas não têm vergonha de falar comigo, cria uma amizade. Recebo carinho de criança, idoso, eles vão com a minha cara”.

“Eu vejo gente na TV forçando para ser engraçado, ser coloquial, às vezes a pessoa não é assim de verdade, não convence. Se a pessoa é séria, tem que continuar séria. Se tentar ser engraçado, forçar a gracinha, fica ridículo. Eu chamo de vergonha alheia. É preciso dosar as coisas”.

Já foi comparada a Fernanda Gentil e a Tiago Leifert como mais um exemplo bem sucedido do movimento da TV Globo de buscar a informalidade em seu noticiário e aproximar o telespectador do jornalista. Ela vê semelhanças de estilo com as duas estrelas, mas jura que eles não serviram como inspiração.

E acha importante implementar um estilo bem mineiro, cheio de coloquialismo, jeitinhos e diminutivos, para fidelizar o público do estado e reforçar a regionalidade do Globo Esporte de Minas. Mas quando o assunto é rede, a história é diferente e o sotaque dá uma sumida.

“Acho que há uma semelhança sim, somos bem naturais no vídeo, isso que existe em comum. Mas eu gosto de ser eu mesma. Trabalhei já em diversos canais muito antes de o Tiago Leifert fazer o Globo Esporte em São Paulo. Meu estilo sempre foi solto, sendo quem eu sou, brincalhona no vídeo. Eu achava que eu nunca iria para a Globo, que eu não me encaixava no estilo, até que a Globo me convidou para seguir essa linha editorial mais coloquial, esse estilo mais natural. O GE ainda era muito careta, acho que consegui influenciar, colaborar”.

Xaveco de Ronaldinho Gaúcho

Foi em uma dessas aparições nacionais, no matinal Bom Dia Brasil, que ela ganhou notoriedade por causa de Ronaldinho Gaúcho. Ao entrevistá-lo em uma matéria sobre o Dia Internacional da Mulher, perguntou se o craque estava namorando. A resposta foi rápida e certeira: “Você quer namorar comigo?”.

Sem reação, Maíra caiu na gargalhada e não titubeou em usar a sonora na matéria, sem imaginar toda a repercussão. O comentário geral era que, de fato, ele era a nova eleita do camisa 10. Na época, Maíra namorava e chegou a ter problema no relacionamento.

“O Ronaldo é muito inteligente, um gênio. Na hora que perguntei ele foi muito rápido e devolveu com uma pergunta. E onde eu saía na rua, todo mundo falava que eu era namorada do Ronaldo. Tinha gente que falava para eu casar com ele, tinha senhora de idade que falava para eu não namorar porque ele é mulherengo, tinha atleticano que pedia o namoro para ele continuar no Galo. Saiu no New York Times, um amigo meu viu em Londres. Foi uma loucura. Eu sentava no restaurante e perguntavam se eu era namorada do Ronaldo. Deu problema, né? A pessoa que eu estava ficou P da vida, era uma pessoa ciumenta”, brinca.

Hoje solteira, Maíra não é taxativa em falar sobre relacionamento com jogadores de futebol, mas prefere não arrumar problemas.

“Pessoas interessantes claro que existem. Em qualquer área, se eu fosse cozinheira também teria. Já achei jogador bonito, atraente. Mas na minha área de trabalho? Vou caçar confusão onde é meu ganha pão? Com tanto homem no mundo? Tenho prioridades. A não ser que seja aquela coisa, uma paixão incontrolável. Mas nunca aconteceu”.

Viciada em jogar futebol

Ela prefere a companhia dos boleiros para outra coisa, além das entrevistas: jogar futebol. Viciada em jogar futsal desde criança, ela fez amigos como Gilberto Silva e Rafael Moura por causa da bola.

A paixão começou ainda criança quando enfrentou o preconceito dos colegas no colégio. Sua mãe chegou a ser perguntada pela diretoria da escola se concederia uma autorização para que ela jogasse com os meninos. Teve que lidar com alguns machistas, mas acabou virando mascote da turma. Ao longo dos anos, o vício só aumentou.

Chegou a pensar em profissionalizar, mas a falta de incentivo à modalidade a faz desistir. “Eu pensei em seguir carreira, mas era uma coisa totalmente fora da realidade, na minha época então o futebol feminino mal existia. Eu adoraria, se eu fosse jogadora de futebol seria um sonho, mas teve um momento na minha vida que eu tive que parar, desisti rapidinho”, conta.

Maíra não tinha tempo ruim. Atravessava a cidade só para bater uma bolinha e era fácil saber por onde ela andava nos escassos dias de folga do jornalismo esportivo. Fominha, não via bola perdida e se jogava em todos os lances. Mas as consequências começaram a aparecer.

Roxos, machucados pelo corpo, um dedão do pé quebrado e algumas lesões mais sérias. A jornalista rompeu os ligamentos do tornozelo duas vezes e chegou a ficar afastada do trabalho por 15 dias. O resultado: uma bronca da chefia e uma boa reflexão. O trabalho era prioridade.

Há cerca de um ano trocou o futsal pelo futevôlei. Mesmo morando em Belo Horizonte, achou quadras de areia e tomou gosto pelo esporte que, com menos impacto e sem contato com o adversário, tornaram as lesões mais raras.

“Você vai ficando velha. Depois de lesionar o segundo ligamento, fazer fisioterapia, natação, eu vi que não dava mais. Eu experimentei squash, natação, corrida, só sosseguei quando achei o futevôlei, que está crescendo muito. Estou bem, é ruim começar um esporte novo, o corpo não esconde, mas estou pegando o jeito”, conta ela.

Sorte dos telespectadores que não vão perder mais a companhia diária na hora do almoço.

Luiza Oliveira
Do UOL, em São Paulo


Turbinado pela Turner, Esporte Interativo negocia com Deco e busca medalhão
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O Esporte Interativo quer entrar de vez no rol das grandes emissoras esportivas do Brasil. Primeiro, o canal que completou oito anos recentemente adquiriu os direitos exclusivos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa. Agora, novamente turbinado pelo grupo americano de mídia “Turner'', o “EI'' procura montar uma equipe estrelada para transmitir os jogos do principal torneio de clubes do mundo nas temporadas 2015/16, 2016/17 e 2017/18.

Após anunciar o retorno de Zico ao canal, o Esporte Interativo negocia com o ex-jogador Deco para reforçar o time de comentaristas. E não pretende parar por aí. A cúpula da empresa busca ainda outros “medalhões'' que possam participar das principais transmissões.

O novo momento do canal coincide com a entrada definitiva do grupo Turner no comando da emissora. Após financiar a aquisição dos direitos da Liga dos Campeões, os americanos compraram a totalidade da emissora brasileira e pretendem injetar milhões no canal que ainda luta para entrar nas principais operadores de TV fechada no país.

E é justamente a entrada do grupo que já controla canais como Cartoon Network, TNT, CNN e Space que pode representar a virada neste “jogo''. A Turner conversará com Net e Sky para acertar a inserção da emissora esportiva na grade das operadoras.

Além da aquisição de direitos de transmissão de grandes eventos e contratações de nomes de peso, a Turner pretende mexer em toda a parte técnica da emissora, considerada “pequena'' pelos americanos. A ideia do grupo de mídia é colocar o canal em condições de concorrência com Sportv, ESPN e Fox nos principais centros do país, repetindo o sucesso que já é observado em regiões com antenas parabólicas – o “EI'' é líder de audiência no segmento esportivo e canais abertos.

No início da tarde desta quinta-feira, após reportagem do UOL Esporte, a Turner confirmou oficialmente a aquisição do Esporte Interativo em comunicado divulgado à imprensa.

“Estamos felizes por ter concluído essa aquisição estratégica e temos orgulho de agora ter o EI como parte do nosso portfólio de negócios'', declarou Juan Carlos Urdaneta, presidente da Turner América Latina. “O Brasil é um mercado prioritário, tanto para a Turner quanto para a Time Warner, e a empresa está totalmente comprometida com o crescimento desse mercado local'', completou.

Co-fundador e CEO do Esporte Interativo, Edgar Diniz também celebrou a negociação e reforçou a expectativa de entrada nas principais operadoras de TV fechada.

“Estamos extremamente orgulhosos por agora sermos 100% propriedade da Turner América Latina. Este acordo fortalecerá o canal em nossa missão de conectar, entreter e transformar as pessoas por meio da emoção do esporte, e contribuirá fortemente com nossos planos na TV paga''.

Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro


Renato Maurício Prado leva a pior e vê clima pesado após discussão na Fox
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Conhecido por suas posições firmes e alguns comentários polêmicos, o jornalista Renato Maurício Prado carrega em sua “ficha'' o delicado desligamento do Sportv após discussão com Galvão Bueno durante um programa ao vivo. O histórico, no entanto, não o deixou muito tempo sem uma vaga na TV. Meses depois, “RMP'' foi contratado pela Fox Sports para ser uma das estrelas do canal. E apesar da moral como um dos nomes de maior aposta, ele se vê em meio a mais uma confusão na telinha após mais de dois anos na nova casa.

No último dia 18, enquanto comandava seu dominical “A última palavra'', o apresentador discutiu asperamente com o comentarista Fábio Sormani enquanto debatiam sobre a gestão da atual diretoria do Flamengo. E Renato Maurício Prado acabou levando a pior. Pelo menos nos bastidores da Fox Sports e com a direção da casa.

Renato pôde sentir o ambiente desfavorável nos dias que sucederam a confusão. Incomodado por ser confrontado em seu programa, entrou em contato com a direção e pediu que Sormani não participasse mais de seu programa. A direção rechaçou a ideia e negou a solicitação de Renato.

A decisão foi reforçada no início desta semana. Fábio Sormani foi informado pelos superiores que está mantido na bancada do programa no próximo domingo – ele não participou da edição do “A última palavra'' do dia 25 porque há um revezamento com Mauro Beting.

Não bastasse ter seu pedido negado, Renato viu o clima pesado e tenso ao ver alguns colegas de emissora prestarem solidariedade a Sormani após o ocorrido. Alguns mandaram mensagens e “compraram a briga'' do comentarista atacado por RMP.

Internamente, Renato Maurício Prado é visto como um colega difícil, que se abre com poucos companheiros. Com uma sala separada no segundo andar do casarão que abriga à Fox no bairro das Laranjeiras, o jornalista conversa pouco com os colegas de redação.

Polêmico e com alguns desafetos no meio do futebol, Renato tem que lidar ainda com companheiros que não escondem seus problemas. O comentarista Carlos Eugênio Simon, por exemplo, é um que já informou a direção da Fox Sports que não gostaria de ter que dividir bancada com RMP.

E a lista parece aumentar após a última discussão do experiente jornalista.

Ainda assim, a cúpula do canal descarta qualquer medida mais drástica. Mesmo incomodada com o episódio do último dia 18, a direção apóia a participação de Renato diariamente no programa “Central Fox'' e aprova o dominical “A Última Palavra''. Na telinha, ele continua em alta. O mesmo, no entanto, não pode se dizer sobre os bastidores.

Relembre a briga

“Essa questão do lado político, dentro do clube, de fato eu desconheço, não tenho informação'', disse Sormani, sendo interpelado por Prado: “Mas eu conheço.'', rebateu o dono do programa.

“Pelas manifestações que eu tenho visto nas redes sociais, 90% da torcida do Flamengo aprova o que o presidente Eduardo Bandeira de Mello está fazendo. Estou dizendo pelo que vejo aqui'', disse.

“Me desculpe, Sormani. Então você vê mal. Isso tudo depende do time. Se o time brigar pra não cair de novo, 90%. até a entrada do Vanderlei…'', diz Prado, batendo na mesa e mostrando irritação.

“A torcida do Flamengo está compreendendo que esse é o momento de colocar a casa em ordem'', afirmou Sormani, provocando a reação mais veemente do apresentador do programa. “Mas como é que você se acha no direito de dizer que a torcida do Flamengo acha isso? Morando em São Paulo e vendo apenas pelo Facebook?'', questionou Prado, que fica no Rio de Janeiro.

Do UOL, no Rio de Janeiro


Trollagens com repórteres faz emissora cancelar boletins ao vivo
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É tradição na Europa fazer do último dia de mercado de transferências um grande evento: os times correm para acertar os últimos acordos possíveis para a nova temporada, enquanto as emissoras acompanham tudo em tempo real. A Sky Sports, a partir de agora, não vai mais fazer isso com repórteres nas ruas. Isso porque a empresa teve problemas com trollagens ao vivo em setembro, de acordo com o jornal Daily Mail.

Na ocasião, a emissora chegou a fazer 270 entradas ao vivo, com repórteres na frente dos clubes dando as últimas informações. Foi aí que a trollagem começou. Em uma delas, Alan Irwin passava informações na frente da sede do Everton, da Inglaterra, quando um torcedor enfiou um pênis de borracha em sua orelha.

Em outro caso, o enquadramento de câmera foi invadido repentinamente por uma boneca inflável, nua, atirada atrás do repórter. A emissora teve ainda invasão de imagem por torcedores e, em um dos casos, teve de encerrar o link porque xingamentos eram gritados contra a empresa, enquanto uma faixa era exibida no fundo com a inscrição “Sky Sports – matando nosso jogo desde 1992″.

Com isso, a emissora optou por fazer as entradas ao vivo nos centros de treinamento ou dentro dos estádios. O Arsenal, ciente do problema, já permitiu que os repórteres acessassem o Emirates Stadium.

“Nós nos desculpamos por aqueles que tiveram seu divertimento atrapalhado pelo pequeno número de incidentes, estamos procurando maneiras de evitar que isso aconteça de novo para, no futuro, garantir que os torcedores permanecem como parte importante da nossa cobertura ao vivo'', informou um porta-voz da empresa.

Crédito: Reprodução

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Fernanda Gentil é alvo de “mão boba” de garoto em foto e se diverte
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Crédito: Instagram/Reprodução

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Apresentadora da Rede Globo, Fernanda Gentil passou por uma situação inusitada nos últimos dias: foi alvo de uma “mão boba'' de uma criança no momento em que posava para foto com fãs, durante evento do qual participou. E ela não se incomodou. Pelo contrário.

Fernanda postou a foto no Instagram na qual aparece ao lado de uma mulher e duas crianças. Uma delas, no colo da mulher, acabou tocando o seio direito da apresentadora. “Cara de criança, malandragem de gente grande'', escreveu na legenda da foto.

Fernanda Gentil pode ir se acostumando com comportamentos surpreendentes que crianças eventualmente têm, já que revelou recentemente que está grávida do primeiro filho.


Irritado na reta final de mandato, Gobbi distribui patadas ao vivo na ESPN
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Reprodução/ESPN Brasil

Logo após a conquista do Corinthians na Copa São Paulo de Futebol Júnior, no último domingo (25), Mário Gobbi resumiu como se sentia rumo à última semana como presidente do clube: “Estou muito cansado, desgastado, doente, preciso me tratar. Minha saúde debilitou bastante, minha família sofreu muito, e eu não reclamo, porque eu quis”, disse, em declarações reproduzidas pela ESPN Brasil.

Nesta terça-feira, o dirigente mostrou um pouco do estresse nos estúdios da própria emissora, onde passou para ser o personagem do programa de entrevistas Bola da Vez. Antes da gravação, participou ao vivo do Bate-Bola e se demonstrou muito irritado quando questionado sobre o sinalizador que matou o torcedor boliviano Kevin Spada em Corinthians x San José, em Oruro (BOL), na Libertadores de 2013.

“Soltaram em Oruro um luminoso. Sou a favor de que primeiro você tem que saber quem soltou, e depois você prende a pessoa. E não pegar 12 pessoas aleatoriamente e jogar atrás das grades, como animais e dizer que foram eles, e prenderem, e depois soltarem, dizendo que não tem provas contra eles. Prenderam 12 inocentes. Foi um crime maior que o outro crime. Cometeram 12 crimes para pagar um crime – culposo, não doloso. Não se faz Justiça com as próprias mãos”, começou Gobbi.

Depois, interpelado pelo comentarista Eduardo Tironi e pelo apresentador Bruno Vicari sobre o torcedor corintiano acusado de atirar o sinalizador e que teria ganhado um cargo na organizada Gaviões da Fiel, além de outras brigas em que os detidos pela morte de Spada se envolveram posteriormente, o presidente passou a dar respostas mais secas. Em um momento, resolveu atacar a imprensa e a emissora sobre o caso da invasão de torcedores ao CT corintiano em 2014.

“Eu pensei que você [Vicari] ia dizer que a sentença do juiz, tirando sarro de todos nós, foi uma afronta. Vocês não disseram. Eu não sei qual é o temor que vocês têm de falar do Judiciário e têm uma facilidade de cobrar do dirigente o dever de fazer o que é do Estado. O juiz tirou um sarro da tua cara, da cara da ESPN. É lógico que tirou”, disparou Gobbi, referindo-se à decisão do juiz que liberou os três presos acusados pela invasão alegando que eles agiram apenas para chamar a atenção, sem violência.

Reprodução/ESPN Brasil

Depois de ouvir o apresentador dizer que a emissora criticou a postura do juiz, Gobbi seguiu: “Criticou de levinho. Vocês gostam de falar que eu defendi os 12 presos em Oruro e não falam do juiz. Vocês estão errados, só falam dos efeitos do crime, e não da causa da criminalidade. Não dá pra falar com quem não é do ramo de direito. Não se meta no assunto que não é da tua área.”

Os jornalistas da ESPN tentaram se justificar, sem subir o tom, mas Gobbi manteve a postura ríspida. “Você estuda, e depois a gente se fala”, “é uma ignorância sem precedentes”, “você tá pensando que eu sou criança” e “você é um jornalista e tem que estar preparado para perguntar” foram algumas das frases ditas pelo presidente.

No fim de sua participação no Bate-Bola, ele voltou a atacar. “Vou te fazer uma pergunta: quem é o responsável por fiscalizar uma torcida organizada?”, perguntou a Vicari. Diante da resposta negativa, disse: “Pois é, você precisa estudar para falar do assunto. É o Ministério Público. Vai fazer uma entrevistinha com o promotor que cuida disso.”

Gobbi continuou ironizando a emissora até Vicari agradecer a presença do entrevistado, que começou a levantar para deixar o programa. O apresentador pediu que ele ficasse até o fim do bloco. Gobbi se sentou, mas tirou o microfone e disparou: “vocês estão de brincadeira”,

Mais tarde, a emissora entrou ao vivo com a gravação do programa Bola da Vez. E, naquele momento da entrevista, que ainda irá ao ar, o mandatário corintiano voltou a demonstrar estresse e mau humor. Questionou as perguntas que eram feitas e ousou até ao dar um pitaco sobre a programação. “Vai uma dica. Vocês poderiam fazer um programa sobre violência”, declarou, em tom irônico.

Reprodução/ESPN Brasil
Gobbi ameaça deixar programa Bate-Bola ao vivo na ESPN Brasil


15 comerciais que causaram polêmica no Super Bowl
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Trinta segundos que valem US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 11,5 milhões) em 2015. O intervalo comercial do Super Bowl fica mais caro a cada ano, mas nem isso impede as mais variadas empresas de elaborarem peças publicitárias com produções quase cinematográficas. Afinal, é o evento esportivo mais visto nos Estados Unidos.

Ao longo destes anos, foram diversos os comerciais que criaram polêmicas ou tiveram suas exibições proibidas. Muitos destes anúncios acabaram se tornando virais na internet e ganhando milhões de visualizações no You Tube. O UOL Esporte separou 15 destes anúncios para você.

1- Carl's Jr.
Para o Super Bowl do próximo domingo, a rede de lanchonetes elaborou um comercial que já criou polêmica antes mesmo de ser exibido durante um jogo. Para promover um lanche que leva apenas ingredientes naturais, a modelo Charlotte McKinney  sai nua pela cidade, exaltando gostar de fazer tudo “ao natural''.

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2 – Ashley Madison
O site voltado a promover encontros extraconjugais criou um anúncio para o Super Bowl de 2011 com forte conotação sexual, que foi barrado pela FOX, dona dos direitos de transmissão para os Estados Unidos naquele ano. O comercial era estrelado pela atriz pornô Savanna Samson.

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3- Doritos
No  Super Bowl de 2013, a marca de salgadinhos teve seu comercial impedido de ser exibido por conta da violência da cena na qual um homem atropela de forma proposital uma mulher na disputa por um pacote de Doritos.

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4- E-Card
O site que produz e entrega aos usuários cartões virtuais fez uma propaganda para o Super Bowl de 2010 com apelo sexista que acabou vetada de ser exibida. A companhia não existe mais.

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5- PETA (Sociedade Protetora dos Animais)
Outro anúncio com forte apelo sexual que teve sua exibição vetada pela NBC, que transmitiu o Super Bowl daquele ano. Para convencer as pessoas a não comerem alimentos de origem animal, a entidade criou uma peça publicitária afirmando que vegetarianos se davam melhor na cama.

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6- Focus on The Family (debate sobre aborto)
No Super Bowl de 2010, foi veiculado um comercial da entidade que luta contra o aborto nos Estados Unidos. A propaganda se desenvolveu em torno da história do quarterback Tim Tebow. Antes de ele nascer, sua mãe, que morava nas Filipinas, ouviu do médico a recomendação de abortar devido aos riscos que a gravidez trazia. Ainda assim, resolveu seguir em frente.

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7- Grupon
O site de compras coletivas fez uma propaganda no Super Bowl de 2011 na qual dá indícios de estar fazendo uma campanha em prol do Tibete, mas no fim trata-se apenas de um anúncio mostrando como dá para ir a um restaurante de comidas típicas daquela região nos Estados Unidos sem gastar muito. A propaganda gerou diversas críticas.

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8- Skechers
A fabricante de tênis produziu uma peça publicitária para o Super Bowl de 2012 na qual faz clara apologia às corridas de cachorros. Indignadas, mais de 100 mil pessoas elaboraram um abaixo-assinado contra a empresa. Ainda assim, o comercial foi veiculado.

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9- Dove
Em 2007, a empresa de produtos de higiene fez uma campanha publicitária para exaltar a beleza do corpo feminino independentemente da idade das mulheres. Porém, foi vetado por mostrar demais.

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10- PornHub
O site de vídeos pornôs teve um comercial vetado para a edição de 2013 do Super Bowl no qual dá a entender que dois idosos farão sexo em um parque.

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11- Bud Light
Em 2007, a fabricante de cervejas fez um comercial considerado polêmico pelo fato de as pessoas ignorarem o risco de morte que corriam e seguirem tomando cerveja. Na trama, um sushiman envia um robô em seu lugar para pedir desculpa por ter mandado um peixe envenado que os matará em instantes. Para compensar o descuido, manda cervejas.

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12- Holiday Inn
No Super Bowl de 1999, a rede de hotéis quis promover a reforma realizada em todas as suas franquias comparando à formação do corpo de um transexual, listando o preço de cada cirurgia.

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13- JesusHatesObama.com
Em 2011, o site que vende bugigangas e bonecos cabeçudos fez uma propaganda na qual traz o boneco de Jesus interagindo com o de Obama. A Fox considerou o comercial ofensivo demais e impediu sua exibição.

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14- Rolling Rock
Em 2007, o comercial da marca de cerveja teve sua exibição vetada pela mensagem que traz no fim e a conotação de haver um pênis ejaculando. Toda a ação se passa em um estádio de beisebol.

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15 – Salesgenie
A empresa especializada em consultoria de negócios fez uma propaganda para o Super Bowl de 2008 no qual retratava dois ursos panda numa loja com móveis de bambu e falando inglês com um sotaque carregado de chinês. O anúncio foi considerado racista e tirado do ar dias após o Super Bowl.

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Jogadores do Brasil expulsam mascote do Uruguai de foto; veja
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Mascote_Uruguai

O empate sem gols entre Brasil e Uruguai, na noite de segunda-feira, pelo Sul-Americano sub-20, foi quente antes mesmo do início da partida. A rivalidade parecia estar tão embutida na cabeça dos jogadores, que os brasileiros expulsaram o mascote uruguaio e não deixaram que ele saísse na foto da equipe.

A cena ocorreu instantes antes de a bola rolar no estádio Centenário. Enquanto a equipe verde e amarela se perfilava para a foto, o mascote se juntou aos atletas para aparecer na foto. Mas logo o goleiro Marcos e o meio-campista Lucas Evangelista o “convidaram” a se retirar. Sem graça, o mascote saiu e acenou que compreendia o “pedido”.

O jogo terminou 0 a 0 e acabou marcado por um episódio de racismo. Em entrevista ao Sportv, o meia Marcos Guilherme acusou o meia Facundo Castro de racismo. “Cinco vezes o cara me chamou de macaco. Isso não pode acontecer, se não tomarem uma atitude isso não vai parar nunca'', disse.

O jogador ainda afirmou que irá a uma delegacia denunciar o caso. “Ele nem tampou a boca, dá para ver nas imagens. É lamentável. Nunca esperava passar por isso'', completou.
Mascote de Uruguai é expulso de foto por jogadores do Brasil


Apresentador da Fox Sports diz que não deu tempo de evitar queda de PVC
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O apresentador e narrador da Fox Sports Gustavo Villani passou por um grande susto no último sábado, durante o programa “Rodada Fox'', a ver seu companheiro Paulo Vínicius Coelho (PVC) passar mal ao vivo, após uma queda repentina de pressão. O comentarista, que também é blogueiro do UOL Esporte, apresentou mal estar e se desequilibrou, até se escorar em uma parede do estúdio.

Ao perceber o mau momento do colega, Villani interrompeu o programa e chamou o intervalo comercial. “Na Internet, alguns me criticaram por não ter segurado ele. A queda da pressão não dá sinais. Quando percebi que ele não estava bem, eu chamei o intervalo. Se dou um abraço nele e chamo o intervalo, imagina o nível de estresse que isso ia gerar. Chamei o intervalo para ele não cair, mas não deu tempo'', afirma.

Villani lembra que o comentarista não chegou a perder a consciência. “Com a queda de pressão, ele perdeu o centro. Logo em seguida, o PVC se mostrou constrangido com o que aconteceu e queria voltar de qualquer jeito, o que foi descartado pela direção da emissora'', afirma.

“Ele estava suando muito. Em 30 segundos ele molhou toda a camisa. A primeira coisa que fizemos foi levá-lo para um lugar mais fresco, fora da iluminação. Logo em seguida ele tomou um pouco de água e recuperou a cor. Depois, os médicos disseram que o que aconteceu com ele é muito mais impactante do que grave. A imagem realmente é forte'', disse o apresentador.

Segundo Villani, durante o programa, ele percebeu PVC tentando achar firmeza em um dos pés. “Estava muito calor no Rio de Janeiro. Ele achou que dava para segurar, mas não deu''.

Villani conta que pouco antes do programa começar, PVC havia contado que estava com a virose, mas acreditava que não teria problemas para tocar o programa. “O que aconteceu foi um imprevisto do tamanho do Maracanã. Ele começou o programa bem, do jeito que ele sempre faz. O que aconteceu depois foi o que nós vimos''.

O apresentador conta que experiência vivida foi inédita em sua carreira, mas não na televisão. “Tivemos os casos do Batista, no Sportv. O PVC brincou que já tinha sido substituído por ficar sem voz antes. Mas ele prometeu se cuidar. Passar por uma série de exames antes do início da Libertadores'', diz.

VAGNER MAGALHÃES

DO UOL, EM SÃO PAULO

 


Alteração no escudo do Red Bull pelo Sportv lembra propagandas autoritárias
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Montagem/Reprodução Sportv

Considerado essencial ao esforço de modernização dos esportes no Brasil, o investimento e o patrocínio de empresas em equipes esbarra, já há mais de 20 anos, em um obstáculo aparentemente intransponível. Na visão de alguns veículos de comunicação, a exposição de marcas associadas a nomes de times ou estádios é entendida como publicidade disfarçada.

O problema é bem complexo e envolve diferentes interesses e pressões. O que uma emissora de televisão, que pagou (e caro) pelos direitos de transmissão de um evento esportivo ganha ao citar, sem remuneração alguma, o nome de uma equipe esportiva que é também uma marca?

A Globo, por seus investimentos no setor, é obrigada a lidar com este problema mais do que ninguém. Nas transmissões de vôlei do SporTV, por exemplo, já virou regra trocar o nome das equipes, atreladas a patrocinadores, pelos nomes das cidades onde estão baseadas.

Os nomes dos novos estádios de futebol (ou “arenas”) também têm sido alterados por diferentes veículos de comunicação no esforço de não mencionar as marcas que pagaram milhões de reais para batizá-los por longos períodos.

Foi o que ocorreu, mais uma vez, neste domingo (25), na transmissão de Palmeiras e Red Bull Brasil no Allianz Parque. A equipe virou RB Brasil e o estádio, como já havia acontecido antes, foi chamado de Arena do Palmeiras.

Mais feio, porque mais visível, foi a manipulação de imagens, efetuada no escudo da equipe. O SporTV simplesmente eliminou o nome que aparece no distintivo oficial do Red Bull Brasil.

O recurso lembra a manipulação de imagens feitas por regimes políticos autoritários, com o objetivo de reescrever episódios da história. O expediente ficou famoso por se tornar prática, por exemplo, no regime de Josef Stalin (entre 1922 e 1953), na então União Soviética. Políticos que caiam em desgraça por conflitos com o líder eram imediatamente eliminados de fotografias oficiais.

Vale lembrar que a Globo não está sozinha nesta apelação. Só para lembrar um caso famoso, em 2000 o “Lance!” apagava das imagens de sua capa a marca Pepsi-Cola estampada na camisa do Corinthians.

Este tipo de manipulação sempre pega mal. Antes da Copa de 94, nos Estados Unidos, a Globo foi ridicularizada ao transmitir um amistoso da seleção sem mostrar as placas colocadas nas laterais do campo – elas mostravam uma marca de cerveja que patrocinava a CBF, mas a emissora era apoiada por uma marca rival. Sempre que a bola chegava perto da lateral, para evitar mostrar as placas no topo da tela, a câmera enquadrava os jogadores da cintura para baixo.

Mauricio Stycer
Do UOL, em São Paulo