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ESPN entra em acordo com Fox e transmitirá Alemão por mais três temporadas
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A ESPN Brasil anunciou nesta quinta-feira que seguirá transmitindo a Bundesliga, o Campeonato Alemão de futebol, pelo próximo triênio: 2015-2016 a 2017-2018. Para tanto, o canal obteve sublicenciamento do torneio europeu cujos direitos televisivos haviam sido adquiridos com exclusividade pelo Fox Sports no fim de 2013.

Dessa forma, ambas as emissoras irão compartilhar a transmissão das partidas da liga nacional alemã, uma das principais do mundo e que, no caso da ESPN, é exibida há 20 anos, sendo que cada canal ficará com metade dos jogos (partidas distintas) por temporada. A emissora da Disney também passa a ter direito a alguns jogos que definem o rebaixamento e a direitos não exclusivos para a Super Copa Alemã em 2016 e 2017.

Vale lembrar que a ESPN brasileira também possui direitos de TV compartilhados com a própria Fox para a transmissão de outra liga badalada, a Premier League, que é o Campeonato Inglês. Porém, em breve este torneio também será alvo de intensa concorrência no novo contrato. O mesmo vale para o Espanhol, também mostrado pelos canais ESPN.

No caso do Campeonato Italiano, que a ESPN também mostra a seus assinantes via acordo com a Fox para exibição compartilhada, o compromisso é válido apenas até o fim da atual temporada. Terá que renegociar se quiser seguir como sublicenciada do torneio e mostrar juntamente com a Fox. Enquanto que o Campeonato Francês é mostrado via entendimento com o Sportv, canal esportivo da Globosat.

Já a Liga dos Campeões da Europa, que até este ano era mostrado pela ESPN Brasil, mas cujos direitos em TV fechada foram perdidos para o Grupo Turner/Esporte Interativo, até então não há qualquer acordo para a manutenção da sua exibição a partir da próxima temporada 2015-2016. Somente o EI irá exibi-lo até o fim do compromisso, na temporada 2017-2018.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Jorge Nicola assina e já é do time de comentaristas da ESPN Brasil
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Repordução

Repordução

O colunista do jornal Diário de S. Paulo, Jorge Nicola, assinou contrato e já faz parte do time de comentaristas da ESPN Brasil. O acordo, acertado no mês passado, prevê participações não apenas nos Bate-Bolas (1, 2, 3 e até 4), mas também em outros programas da emissora e para comentar jogo.

Informações dos bastidores do futebol e notícias de contratações também fazem parte das atribuições de Nicola na ESPN. O cronista segue normalmente com sua coluna de jornal e como blogueiro do Yahoo! Esportes.

Além dele, a ESPN Brasil contratou em janeiro o analista jornalista Mário Marra, da rádio CBN, e o ex-jogador Alex. No mês seguinte, o canal anunciou o seu time de “Embaixadores'', ex-jogadores com a tarefa de atuar na cobertura da Copa Libertadores da América, casos de Iarley (Internacional), Marques (Atlético-MG), Raí (São Paulo), Rincón (Corinthians) e Sorín (Cruzeiro). Esses dois últimos já são colaboradores da ESPN há algum tempo, a exemplo de outro ex-atleta, Zé Elias.

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Promessa de Maitê Proença faz ator global “boiar” em brincadeira no Corujão
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Paulinho_Vilhena
Muitos se lembram da aposta feita pela atriz Maitê Proença no Extra Ordinários, programa das noites de domingo no Sportv, sobre ficar nua se o Botafogo voltar à Série A. Mas o ator global Paulinho Vilhena não é um deles, e “boiou” em uma brincadeira do apresentador e ex-judoca Flavio Canto, na madrugada desta quinta-feira, no programa Corujão do Esporte, na Globo.

“Todo mundo na torcida pro Botafogo subir pra Série A agora este ano, né?”, comentou o apresentador para…nenhuma reação, até um certo estranhamento dos convidados, entre eles, Paulinho Vilhena que questionou: “por quê?”

“Pela promessa dela, né?“, respondeu Canto. O ator fez sinal que nada sabia do fato. Não só ele. Também os outros dois convidados, o campeão da etapa brasileira do Mundial de Surfe no último domingo, Filipe Toledo, e o diretor de cinema José Henrique Fonseca, do filme “Heleno”, sobre a carreira do ídolo do Botafogo Heleno de Freitas, ambos demoraram a entender. Constrangedor.

Foi necessário Canto explicar, em detalhes, o episódio repercutido em  redes sociais. “É brincadeira. É que ela falou que se o Botafogo subisse, ela ia posar nua”, respondeu Canto.

“Ah é? Aumentou a torcida, então, do Botafogo”, finalmente Paulinho ajudou o apresentador e fez uma graça com a promessa de Maitê.

mAITÊ_Proença

A promessa de Maitê foi feita durante o programa Extra Ordinários, do canal por assinatura Sportv. Questionado pelo humorista Felipe Andreoli o que ela prometeria se o Botafogo voltasse para a primeira divisão, a atriz de 57 anos que já possou duas vezes para revistas masculinas não titubeou:

“Fico pelada, peladíssima. Eu vou vir só com uma coleria escrito Botafogo”, disse Maitê Proença fazendo o gesto como quem colocasse uma coleira no pescoço.

O assunto surgiu depois que a jornalista colombiana Alejandra Omaña prometeu e cumpriu fazer um ensaio sensual caso seu time na Colômbia, o Cúcuta Deportivo, subisse à primeira divisão do futebol nacional. E, dois meses após o acesso do time, cumpriu com sua palavra.


Jô brinca com Morumbi vazio na abertura do Brasileiro e critica futebol
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Leonardo Soares/UOL

Jô Soares aproveitou a entrevista com o cantor Péricles, exibida pela Globo nesta madrugada de quarta para quinta, para ironizar o baixo público de São Paulo x Flamengo, primeira rodada do Campeonato Brasileiro e, de quebra, criticar o futebol disputado no país.

“Teve uma coisa que me deixou um pouco agoniado que é o seguinte: você cantando o hino nacional no jogo São Paulo e Flamengo, e eu fiquei emocionado com a quantidade de pessoas que estavam assistindo a esse jogo”, ironizou Jô, para em seguida a foto do estádio às moscas, com várias cadeiras vazias, ser mostrada no programa. Plateia, banda, todos riram da situação constrangedora.

“Realmente, gente, o futebol brasileiro tá de brincadeira. Você põe um time como o Flamengo, São Paulo e esse homem, que é um ídolo também, abertura do Campeonato Brasileiro, o Péricles cantando lindamente o hino nacional e a plateia…três gatos pingados lá em cima. Que aflição”, acrescentou o apresentador do talk show da Globo.

Apesar de ter sido “cornetado'' por Jô, o público do duelo entre São Paulo e Flamengo não foi dos piores, contando com 13.708 espectadores que acompanharam a vitória são-paulina por 2 a 1, com gols de Luis Fabiano e Alexandre Pato para o tricolor e de Everton para o rubro-negro.


Inter fica sem água quente no vestiário e repórter faz teste no chuveiro
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O Internacional não pôde seguir todo o ritual pós-jogo no estádio El Campín, em Bogotá. Depois de perder por 1 a 0 para o Independiente Santa Fe – gol marcado aos 46 minutos do segundo tempo, o Colorado encontrou um vestiário sem água quente. O imprevisto acelerou a saída da delegação rumo ao hotel e gerou uma cena inusitada na TV.

“Não tem água quente, vamos tomar banho no hotel”, disse Juan ao Fox Sports. “Banho com água fria não dá (risos)”, brincou Ernando, também confirmando o problema.

Depois dos relatos do grupo de jogadores, o repórter Vagner Martins foi até o vestiário e ligou um dos chuveiros. Fazendo sinal de negativo com a mão, ele confirmou que apenas água gelada estava à disposição.

A câmera ainda flagrou uma piscina de plástico no canto do vestiário, com sacos de gelo por perto no que deveria ser uma banheira comumente usada após os jogos para choque térmico e tratamento contra dores musculares.

Internacional e Santa Fé voltam a se enfrentar no dia 27 de maio, no Beira-Rio. Os colombianos jogam por qualquer empate. O time gaúcho precisa devolver o 1 a 0 para levar a decisão para os pênaltis ou marcar dois ou mais gols para avançar às semifinais.


Mauro Cezar celebra êxito familiar: “filho tem que torcer pelo time do pai”
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Foto: Divulgação/ESPN

Qual pai apaixonado por futebol não sente orgulho dos filhos torcendo pelo seu mesmo time de coração? Não é diferente com jornalista que trabalha com futebol. Assim é com Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN Brasil: “meus três filhos têm a camisa do Racing, torcem pela Academia. O garoto de 10 anos, principalmente. Acompanhamos os jogos juntos, torcemos muito e ele conhece até as músicas cantadas pelos hinchas. Isso nos une demais, não tem preço”, conta.

Filho tem que torcer pelo time do pai? “Comigo foi assim e as minhas melhores lembranças com meu pai são ligadas ao futebol, em campos de várzea e nos incontáveis jogos que vimos juntos, na arquibancada do velho Maracanã. Nunca vou esquecer. E espero que os meus guardem a mesma lembrança. Fui duplamente competente, afinal, meus meninos torcem pelos meus times, no Brasil e na Argentina. E nada irá mudar isso”, comemora.

Nesta exclusiva ao UOL Esporte o niteroiense, conhecido pela franqueza na defesa de suas opiniões, fala sobre essa sua postura, liberdade de imprensa e sobre jornalistas que não revelam o time de infância, como é seu caso. “Acham normal que a mulher tire as roupas diante de um médico, porque confia no profissionalismo do doutor, que não misturará as coisas, mas duvida que um jornalista seja capaz de analisar futebol com isenção, deixando a velha paixão de lado enquanto expõe o que pensa. Não ficam perguntando ao analista político em quem votou, se é de direita ou de esquerda. Quando exerço minha profissão, nada é mais importante do que ela. Minha velha paixão futebolística fica de lado”. E garante não aliviar para time nenhum: “não estou aqui para isso. Digo o que penso da forma mais direta e sincera possível”. E disse mais nesta entrevista. Veja abaixo.

UOL Esporte: O que o fez trocar Niterói e o Rio de Janeiro por residir e trabalhar em São Paulo?
Mauro Cezar Pereira:
Eu era repórter de “O Dia'' quando comecei a escrever para “Placar'', em 1991. Fazia frilas para a revista e em 1993, quando estava no “Jornal do Brasil'' há quase dois anos, recebi o convite para trabalhar na redação, em São Paulo. Como minha função no novo emprego seria de editor, sabia que não iria à Copa do Mundo de 1994 ao fazer tal opção, algo que era certo caso permanecesse no Rio de Janeiro. Abri mão de cobrir um Mundial, mas a oportunidade valia a pena e não me arrependo nem um pouco. A Copa dos Estados Unidos acabou e eu estava num mercado maior, onde tive oportunidades que jamais receberia se permanecesse onde estava, dentro e fora do jornalismo esportivo. Em mais de duas décadas trabalhei em jornal, revista, rádio, internet e televisão. Até releases para assessoria de imprensa escrevi. Cobri esportes, mercado automobilístico, economia, tecnologia, fiz matérias de política, temas diversos e dei aula em faculdades de jornalismo e Rádio e TV. Em nenhum outro mercado eu teria tantas chances e aprenderia como aprendi trabalhando em São Paulo. E aprendi a gostar da cidade sem romper meus laços afetivos com Niterói, onde cresci.

Mauro_Racing

Alguns telespectadores ficam chocados com certa franqueza sua em dizer coisas que muitos não falam no ar, na maneira como vai para o confronto nas mesas redondas da ESPN Brasil. Houve até quem visse inimizade sua com PVC nos momentos derradeiros dele a serviço do canal. O que tem a dizer sobre tudo isso?
Se trabalho num veículo que me dá liberdade de expressão, procuro exercê-la. Não vejo forma mais honesta. Os confrontos são inerentes aos programas de debate. Aliás, na ESPN somos bem educadinhos, na maioria das vezes esperamos o outro terminar de falar, sem interromper, e as discordâncias não são tão frequentes assim. Já em outros canais de TV e nas rádios a turma quebra o pau e ninguém estranha. Talvez por isso alguns debates mais quentes provoquem certa reação de alguns fãs de esportes. É natural que as pessoas, em debates, elevem o tom de voz e defendam seus pontos de vista com veemência. O Paulo, que você citou, sempre gostou de longas explanações e defende suas opiniões de vista de maneira firme, o que é bom. Quando trabalhávamos juntos e discordava, eu apenas… discordava, ora. E apresentava meus argumentos. Quem acompanha tem a chance de concordar com uma das opiniões apresentadas ou discordar de todas. Mas se alguém não consegue encarar esse tipo de confronto de ideias com maturidade, paciência. Acho que deveríamos ter mais debates assim, isso ajuda a pensar, eleva o nível das reflexões feitas por nós e pelos que nos assistem. Mas se num programa que se propõe a ser de debates alguém não pode interromper o outro nem no calor da discussão, melhor criarmos programas de discursos. O cara fala, fala, fala e todo mundo fica só ouvindo. Seria bem chato, como horário político.

Já houve bate-boca na ESPN entre colegas após um bloco ou fim de programa que teve debate mais acalorado?
Não me recordo de algum bate-boca fora do ar. Se aconteceu, eu não estava presente.

Alguma vez você achou que passou do ponto, que foi mal-educado, que falou alguma grosseria ou usou um tom agressivo demais com um colega durante o debate?
É possível que eu tenha passado do ponto e que também tenham passado do ponto comigo, especialmente quando o colega não cede a palavra, fala sem parar por vários minutos e não aceita ser interrompido. Ou quando o camarada deturpa algo que é dito para sustentar o próprio ponto de vista, aí é dureza, não dá para aceitar calado, tem que marcar posição, sim, ou vai parecer que você acha que preto é branco e azul e vermelho. Distorcer a opinião do outro é algo intolerável. Mas debates quentes são válidos, desde que tenham conteúdo, não sejam falsas discussões.

O jornalismo esportivo está exageradamente politicamente correto?
Muitas vezes sim. Essa questão dos debates e sua repercussão é um exemplo disso. E a maneira como alguns sites repercutem esses momentos é absolutamente patética. Uma caça aos cliques apelativa e que tenta transformar algo que faz parte de programas numa crise, num problema. Como jornalista eu não gostaria de estar no lugar de quem passa os dias escrevendo e editando isso.

Na TV aberta só teve ex-jogador comentarista na Copa do Mundo do Brasil. Zero analista jornalista. Qual sua opinião?
Nada contra o ex-jogador que vira comentarista. Tudo contra o ex-jogador que vira comentarista e não se prepara, trata nossa profissão como hobby ou apenas um trampolim para não se esquecerem dele e então arrumar alguma nova atividade no futebol. Se o cara é capaz e leva a sério, okay.

Dupla de comentaristas, com jornalista ao lado do boleiro, é por aí o caminho?
Se o jornalista for bom comentarista e o ex-jogador também, pode ser interessante.

Sente falta do Lúcio de Castro como colega na TV? Em recente entrevista ao Yahoo!, ele falou sobre o papel da reportagem e comentou sobre o excesso de programas opinativos no veículo, da tendência de mais “ao vivo”. Que te parece?
Trabalhar por cerca de quatro anos diariamente no mesmo programa do Lúcio foi um aprendizado. Também acho que seria positivo se as TVs em geral tivessem mais matérias com maior conteúdo, que avancem além do factual, das entrevistas de jogadores e técnicos. Reportagens que tenham repercussão.

Com a chegada do Fox Sports ao Brasil e a consequente aquisição de vários eventos e contratação de profissionais de porte por esse canal, a briga no segmento de TV esportiva ficou bem mais acirrada, não? Como você vê essa concorrência no Brasil?
Positiva. Amplia o mercado, gera empregos e dá mais opções ao fã de esportes. Hoje, por exemplo, o Campeonato Inglês tem rodadas quase inteiras exibidas aqui no Brasil, pois há mais um canal importante mostrando a Premier League. Isso significa mais alternativas e quem liga a televisão sai ganhando. E com os direitos de transmissão caríssimos, acredito que o mercado amadureça na direção do compartilhamento de eventos, como é comum nos Estados Unidos.

Após a perda da Liga dos Campeões, manter direitos do Inglês e do Espanhol, ainda que eventualmente compartilhados, virou obrigação para a ESPN Brasil?Tal questão cabe à direção do canal, sou apenas comentarista, não participo de decisões estratégicas, mas tenho certeza que a ESPN vai seguir batalhando para levar o melhor. E mesmo com ótimos caras trabalhando nas outras emissoras, temos um grupo de profissionais difícil de se equiparar. Nosso time é um trunfo que a ESPN mantém.

Teme que a ESPN perca relevância entre os telespectadores por falta de eventos esportivos de porte em sua grade, sobretudo de futebol, que é a modalidade preferida do telespectador brasileiro?
Quando a PSN apareceu no mercado comprando tudo, muita gente pensou isso, mas a ESPN seguiu. Claro que o cenário hoje é outro. A Fox é um canal internacional consolidado e obviamente chegou ao Brasil para brigar pelo mercado, não será algo passageiro como foi a PSN. Mas a ESPN não perderá relevância, pois construiu uma história de credibilidade e bom jornalismo ao longo de mais de duas décadas. Isso não acaba assim, tampouco acredito que a ESPN fique sem eventos.

Comentar Brasileirão, quarta e domingo, em TV aberta, com muito mais exposição do seu trabalho, é algo que o seduz, tem esse desejo?
Gosto demais do meu trabalho e amo o jornalismo, não apenas o esportivo. E na minha função de comentarista, transmitir jogos de futebol, especialmente no estádio, é a sempre algo muito importante, mas não é tudo.

Não vou perguntar o seu time, mas se quiser, pode dizer. Mas em sua casa, esposa e filhos torcem por times aqui de São Paulo ou do Rio?
Não revelo abertamente meu time de infância porque muitas pessoas que nos acompanham, quando associam o jornalista a um clube, acham que ele não é capaz de separar as coisas. O cara acha normal que a mulher dele tire as roupas diante de um médico porque confia no profissionalismo do doutor, acredita que ele não misturará as coisas – e assim deve ser, claro -, mas esse mesmo sujeito duvida que um jornalista seja capaz de analisar futebol com isenção, deixando a velha paixão de lado enquanto expõe o que pensa. As pessoas querem saber para quem torce o jornalista esportivo, mas não ficam perguntando ao analista político em quem ele votou, se é de direita ou de esquerda. Sempre vivi dos salários pagos pelas empresas por onde passei e quando exerço minha profissão, nada é mais importante do que ela. Minha velha paixão futebolística fica de lado. Se o sujeito não é capaz disso, melhor trabalhar em outras áreas do jornalismo. Em mais de dez anos de ESPN, já fui chamado de torcedor de vários times e não há um grande brasileiro cuja torcida jamais tenha me xingado. E isso acontece porque não alivio nenhum deles. Não estou aqui para isso. Digo o que penso da forma mais direta e sincera possível. Sobre a família, meus filhos e minha mulher torcem por times brasileiros, embora até tenham simpatia por equipes europeias. Desde pequenos os levo aos estádios, infelizmente não com a frequência que gostaria por causa de minha escala de trabalho, que toma os finais de semana. Meus três filhos têm a camisa do Racing, torcem pela Academia. O garoto de 10 anos, principalmente. Acompanhamos os jogos juntos, torcemos muito e ele conhece até as músicas cantadas pelos hinchas. Isso nos une demais, não tem preço. Filho tem que torcer pelo time do pai. Comigo foi assim e as minhas melhores lembranças com o meu pai são ligadas ao futebol, em campos de várzea e nos incontáveis jogos que vimos juntos, na arquibancada do velho Maracanã. Nunca vou esquecer isso. E espero que os meus guardem a mesma lembrança no futuro. Hoje posso dizer que fui duplamente competente, afinal, meus meninos torcem pelos meus times, no Brasil e na Argentina. E nada irá mudar isso.

Rogério Jovaneli
Do UOL, em São Paulo

Tags : futebol


Sportv estreia “Planeta” e prepara mudanças em seus correspondentes
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UOL Esporte

O Sportv estreará na próxima segunda, 25, o “Planeta Sportv”, programa que falará de esporte no mundo aproveitando os correspondentes do canal espalhados em algumas das principais cidades do planeta. Noticiará futebol, mas terá um propósito olímpico, também, de cobrir os esportes que veremos em disputa ano que vem no país, nos Jogos do Rio de Janeiro.

“O nosso planeta é muito grande. Cada povo vive o esporte de um jeito diferente. Para você rodar o mundo sem sair do lugar, é só ligar no ‘Planeta Sportv, estreia segunda, 15h45”, diz o texto narrado no comercial veiculado que anuncia a nova atração, sem tantos detalhes, mas que mostra participações de jornalistas do canal falando de cidades como Buenos Aires, Bruxelas, Montevidéu, Lisboa, Madrid e Berlim.

Dentro da proposta de privilegiar o “ao vivo”, tendência na TV atual, não só esportiva, o “Planeta” é mais um programa do Sportv a valorizar entradas de repórteres de vários pontos. No caso, por todo o mundo, segundo a proposta.

Troca de correspondentes e novo apresentador no 'Sportv News'

Quem assiste atualmente ao Sportv tem notado mudanças em seus programas: desde segunda o ‘Redação’ é apresentado de um cenário na própria redação do Sportv (com a expectativa de levar para o ar um pouco da atmosfera, do clima dos jornalistas trabalhando ali no local) e o ‘Troca de Passes’ apresenta novo formato, mais cedo, das 16h30 às 18h30, com dois apresentadores no Rio de Janeiro (Thiago Oliveira e Bárbara Coelho) e um em São Paulo (Alexandre Oliveira) e mais “entradas'' dos repórteres. Sem contar o ‘Seleção Sportv’ que já de algum tempo ocupou o lugar do extinto ‘Arena Sportv’. Tudo dentro da ideia de muito “ao vivo'' na programação, com informação e debate o dia todo.

E o que mais está por vir de novidade? O UOL Esporte conta: o canal esportivo da Globosat deverá em breve promover mudanças exatamente em seu time de correspondentes internacionais, possivelmente já em junho, e também terá um novo apresentador do telejornal Sportv News – Edição Noite.

Felipe Brisola vai para Londres, enquanto Fernando Saraiva deixa de ser correspondente do canal na Europa e volta ao país para assumir o Sportv News noturno (edição e apresentação). Bruno Souza, atual apresentador, também é narrador e deve exercer essa função, além de ser usado como apresentador folguista.

Karin Duarte (Estados Unidos) e Tiago Maranhão (Ásia) também retornam ao Brasil. Serão repórteres especiais do Sportv. Bruno Cortes irá para os Estados Unidos (para o posto de Karin), enquanto Felipe Diniz vai para Portugal.

Rogério Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Inter fica sem água quente no vestiário e repórter faz teste no chuveiro
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inter

O Internacional não pôde seguir todo o ritual pós-jogo no estádio El Campín, em Bogotá. Depois de perder por 1 a 0 para o Independiente Santa Fe – gol marcado aos 46 minutos do segundo tempo, o Colorado encontrou um vestiário sem água quente. O imprevisto acelerou a saída da delegação rumo ao hotel e gerou uma cena inusitada na TV.

“Não tem água quente, vamos tomar banho no hotel”, disse Juan ao Fox Sports. “Banho com água fria não dá (risos)”, brincou Ernando, também confirmando o problema.

Depois dos relatos do grupo de jogadores, o repórter Vagner Martins foi até o vestiário e ligou um dos chuveiros. Fazendo sinal de negativo com a mão, ele confirmou que apenas água gelada estava à disposição.

A câmera ainda flagrou uma piscina de plástico no canto do vestiário, com sacos de gelo por perto no que deveria ser uma banheira comumente usada após os jogos para choque térmico e tratamento contra dores musculares.

Internacional e Santa Fé voltam a se enfrentar no dia 27 de maio, no Beira-Rio. Os colombianos jogam por qualquer empate. O time gaúcho precisa devolver o 1 a 0 para levar a decisão para os pênaltis ou marcar dois ou mais gols para avançar às semifinais.


Comentarista diz que deixou Sportv por não aceitar pedidos de “moderação”
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Alberto_Helena

“Vou te esperar na porta da pizzaria, com um cigarro em uma mão e um copo de uísque na outra''. A frase escrita em um email de Alberto Helena Jr não deixava dúvidas do quão aberta e interessante seria a conversa, e a cena prevista por ele só não se concretizou porque cheguei antes. E lá veio Helena, fumando. Terminou o cigarro, entrou e nos sentamos no bar. Pediu seu primeiro Cutty Sark e começamos a falar.

O hoje comentarista da TV Gazeta falou com a calma e a fluência de sempre. Foi constantemente interrompido por um cliente que vinha perguntar de sua saída do Sportv. Nem precisou esperar a minha pergunta, e já deu para o cliente ao lado sua versão sobre o que aconteceu, em uma longa resposta.

“Saí de lá porque senti que não me queriam mais. Basicamente isso. Começou quando eu critiquei o Felipão várias vezes. Várias posturas dele. Acharam que eu estava exagerando e que não deveria fazer aquilo. A primeira bronca foi quando houve uma ligação falsa da Espanha. Um jornalista se fez passar pelo presidente Jesus Gil y Gil, do Atletico de Madrid. Ele perguntou se Diego Costa iria para a Copa. Se isso acontecesse, ele ganharia um bônus de US$  5 milhões'', explicou.

“Felipão disse que o convocaria, mas que não precisava se preocupar com bônus. Resumindo, o que estava implícito era o seguinte: ele (Diego Costa) jogaria pela seleção antes da Copa e ficaria impossibilitado de jogar pela Espanha. E não jogaria a Copa e se economizaria o bônus. Eu denunciei que ele só queria enfraquecer a Espanha e prejudicar o garoto. Não gostaram e pediram comentários mais moderados. Depois, fiquei sabendo que estava fora da Copa'', prosseguiu.

Helena conta que o clima com sua antiga empresa ficou ainda pior depois que foi advertido por um comentário durante um treino da seleção. “A segunda trombada foi quando me perguntaram se eu iria torcer para a seleção na Copa. Eu disse que não. Que ia torcer para quem joga bem, como sempre fiz na vida. Aí, segundo o UOL Esporte publicou, o Felipão ficou indignado com o que falei. Recebi nova advertência. Aí me encheu o saco e pedi emprego na Gazeta. Deu tudo certo e estou feliz”, afirmou. O Sportv foi procurado pela reportagem, mas não deu posicionamento sobre as declarações do comentarista.

Helena falou também de sua carreira e de vivência em grandes momentos do futebol brasileiro. Irritou-se apenas quando falou de um velho companheiro de Jornal da Tarde.

“Roberto Avallone é um psicótico. Um fdp. Eu e o Moacyr Japiassu ensinamos o Avallone a escrever, letra por letra, porque era ruim para caralho. Impedi ele de ser demitido. Quando deixei a chefia de reportagem, indiquei ele, quando deixei a coluna Bola de Papel, indiquei ele, levei o cara para todo lado que eu ia: Record, Bandeirantes, levantei a carreira dele. Um dia, estávamos na Gazeta e ele pediu minha demissão para a chefia, sem motivo nenhum. É ou não é um fdp?”, desabafou. Avallone respondeu às declarações de Helena em seu blog, dizendo que seu advogado está estudando o caso.

O tema Avallone passou, e a calma voltou. Entre um chope e outro, Helena falou sobre sua carreira e opinou sobre diversos temas do futebol brasileiro.

Seleção de 70 : “Havia uma divisão na esquerda. Torcer ou não para a seleção em época de ditadura militar. Mas o time era tão sedutor que logo todo mundo aderiu. Eu torci a favor desde o início. Como ficar contra um time daquele nível? É a seleção que mais bem representou a essência do futebol brasileiro. Era como Cartola, como Noel, como Paulinho da Viola. O outro time representativo dessa escola foi o de 82, mas não venceu. O de 58 também era bom, poderia ter chegado ao nível dos outros se Pelé e Garrincha estivessem em campo desde o início. Era o suprassumo da beleza. Tinha Jairzinho, Tostão e Pelé, três meias ofensivos. Tinha Gérson e Rivelino, dois meias clássicos. Rivellino tinha o drible curto e uma porrada nos pés. Era um típico meia ofensivo, mas seu pai não gostava que jogasse perto dos zagueiros porque batiam muito. Então, ele recuava. Para ser um grande meia clássico, faltava a constância de um Ademir, de um Zizinho e de um Gérson. Rivellino também era vagalume, não mantinha constância o tempo todo. Mas era um jogador espetacular e que fez uma Copa muito boa.''

Estilo Guardiola: “O que define bem o time de 70 não é o esquema. É a precisão do passe. E do drible. É a essência do futebol. Passa, toca, desloca, repassa, recebe, dribla, busca um espaço, aparece a chance e faz o gol. Tem de fazer. Futebol sempre foi isso. E agora, veio Guardiola, que recuperou isso para o futebol. Essa maravilha. Tenho certeza que ele ouviu seu pai e seu avô falarem do futebol brasileiro. É uma tristeza imensa ver o Barcelona e o Bayern jogando o verdadeiro futebol brasileiro. Times que jogam bem tem o verdadeiro volante. Volante precisa defender, desarmar, tocar e avançar. Não existia volante brucutu. Em 58, Zito, que era volante, atacou e fez um gol de cabeça. Na final.''

Zagallo : “Ele teve méritos na montagem do time, colocando Rivelino em lugar de Edu, como era com João Saldanha. Acho que ganharia do mesmo jeito. A defesa do time não era tão boa, seria muito melhor se Joel Camargo, do Santos, fosse o quarto-zagueiro. Zagallo gostava de centroavante fixo e queria Dario ou Roberto Miranda em lugar de Tostão. Ele gostava mesmo de Dario, não tinha nada a ver aquela história de que foi obrigado a obedecer uma indicação de Médici. Bobagem.''

Golpe no Estadão : “Em 74, fui chefiar a equipe do Jornal da Tarde na Copa. O pessoal do Estadão ficava na nossa cola, copiava nossas matérias. E eu dei o troco. O Brasil dependia muito das cobranças de falta. Mandei os repórteres fazerem matérias desse tipo para os cobradores, para o preparador físico, qual o desgaste de bater muitas faltas, qual o melhor jeito etc. Os repórteres esquadrinharam tudo disso, velocidade do vento, chuteira etc. Juntei tudo e fiz uma matéria só, com varias retrancas. O Estadão fez tudo picado, solto, um pouco em cada página.''

Pelé: “Comia todas as mulheres, ele e Carlos Alberto. Insaciável, um garanhão, um animal priáprico. Resolvia comer uma mulher e ia para cima. E às vezes era o contrário. A mulher chegava e perguntava: vai me comer ou não? O Tuca Pereira de Queiroz, meu querido amigo, era repórter. Era da noite, amigo de jogadores. Emprestava o fusca para Pelé comer a mulherada sem ninguém saber. Olha, Pelé tem muito pouco filho comparado com a sua atividade sexual na época.''

Arrogância em 74: “A seleção se preparou muito mal. Ficou 45 dias isolada na Floresta Negra. Era um frio total, os jogadores se lesionavam, treinavam pouco, duas horas por dia, e iam engordando. Não sabiam nada da Holanda. Mandaram Paulo Amaral, um homem de pouca sensibilidade futebolística ver Holanda x Uruguai. Foi um massacre. Pedro Rocha dizia que um trem havia passado pro cima. Foi o 2 a 0 mais barato da história. Paulo Amaral foi observar e veio com uma folha cheia de anotações. Pedimos para explicar e ele disse: tem um 14, centroavante, que não é centroavante, um 15 que é meia e não é meia. Não entendi porra nenhuma. Perguntamos para o Zagallo como a Holanda jogava e ele disse que era com tamanco. Um dia, bati papo com Cruyff em um hotel em São Paulo. Ele disse 'se vocês fizessem o primeiro gol perdido pelo Jair ou pelo Caju, a gente ia desmoronar. Seria muito para nós'. Ou seja, se tivesse treinado sério e conhecesse o adversário, o Brasil teria chances.''

Cláudio Coutinho: “O homem mais inteligente que o futebol brasileiro produziu, fora e dentro de campo. Sempre foi primeiro aluno em tudo. Estuda em livros, lançou novidades como overlapping etc. Como utilizava os nomes em inglês, como nos livros, era ridicularizado. Na véspera da Copa de 78, tinha dúvidas entre Falcão, Chicão e Batista. Precisava cortar um e estava preocupado com os gramados da Copa, que estariam muito pesados. Ele pediu que o colocasse em contato com Rubens Minelli e Mario Travaglini, para trocar ideias. Minelli não queria. Era tricampeão brasileiro e tinha mágoa por não ser o treinador. Mas eu o convenci e houve a reunião. Minelli tinha dirigido Falcão e Batista no Inter e Chicão no São Paulo. De vez em quando, os dois falavam em italiano, ironizando Coutinho. Terminada a conversa, Coutinho olhou para nós três e disse que em pouco tempo falaria italiano melhor que nós três. Na Copa, ele deu entrevistas em um italiano perfeito, olhando direto para minha cara.''

Dispensa de Falcão: “Depois da conversa, Coutinho dispensou Falcão e ficou com os outros dois. O motivo foi o campo pesado, mas havia mais coisa por trás. Durante as Eliminatórias, o Inter tinha cinco jogadores convocados. Poucos jogavam. E Falcão disse a uma rádio gaúcha que preferia ser dispensado para ajudar o Inter. Perguntaram sobre isso a Coutinho e ele disse que não acreditava nessa frase de Falcão. Quando ouviu a gravação, suspendeu a coletiva e foi falar com Falcão. Falcão negou a entrevista, mas Coutinho mostrou a gravação. Então, ele confirmou. Coutinho perguntou se ele jogava em lugar de Rivellino. Falcão disse que sim. Perguntou se jogava em lugar de Zico. Falcão disse que sim. Coutinho escalou Falcão em lugar de Zico, que estava machucado. Jogou muito mal. Falcão não era meia, era volante. Um bom volante, mas não era meia.

Felipão: “O Tite me explicou outro dia que o Sul tem duas vertentes de treinador. O do capitão Carlos Froner, de muita marcação, e outra do Enio Andrade, de boa marcação, mas que privilegia o jogo. Felipão é discípulo do capitão. Fez mal para o futebol. É marca, marca, marca. Ganhou em 2002 marcando muito e apostando em três gênios na frente. É muito pobre. É muito pouco. E ainda como respeitar quem elogia o Pinochet? Em 2014, contrariou seus dogmas e resolveu atacar. E se deu mal. Ele queria reunir a imprensa em torno da seleção e nunca foi assim. Imprensa do Brasil nunca se uniu em torno da seleção. Sempre foi crítica.''

Lazzaroni: “Foi demitido da comissão técnica de Cláudio Coutinho. Um sujeito que não entendia nada. Em 90, ele veio com um 3-5-2 ultrapassado. Na Copa anterior, a Dinamarca fez um 3-5-2 em 86 com um meia como zagueiro, um meia de formação. Ele saía para armar o jogo. Como Beckenbauer. Com Lazzaroni, embora os zagueiros fossem de qualidade, não tinham saída. Não havia habilidade e saída de bola.''

Dunga: “Está indo muito bem. Colocou gente boa para jogar e não está apenas se defendendo. Vamos esperar, mas o início é promissor.''

Galvão Bueno: “É o maior narrador da história da Fórmula 1. Impecável. Único. No futebol, eu era fã de Mario Moraes, que também era grande comentarista de rádio.''

Rogério Ceni: “Bate na bola muito bem, o maior goleiro artilheiro do mundo. Mas não é um goleiro como Gilmar, por exemplo. Um sujeito frio, que sabia responder a uma falha recente. Tinha colocação, reflexo e elasticidade. Eu estava escrevendo um livro sobre ele, mas desisti. Nada com ele, foi comigo mesmo. Perdi o tesão.''

A pizza acabou e a conversa também. Helena recebe mais cumprimentos e pedidos para que tenha cuidados na viagem para Ibiúna. É lá que vive, sozinho, em uma chácara. Nunca dorme antes das quatro, nunca acorda antes do meio-dia. “É minha caverna, fico lá, ouço muita música, leio muitos livros, estou relendo No caminho de Swann, de Proust. E vejo futebol. Todos os jogos que posso, todos que passam. Nunca perco jogo do Barcelona ou do Bayern. É uma tristeza muito grande ver o futebol brasileiro praticado por outros países. Mas é uma alegria também, porque pelo menos esse tipo de jogo voltou. Graças a Guardiola”.

Luis Augusto Simon
Do UOL, em São Paulo


Globo passará luta de Belfort com Cleber Machado e Cigano. Mas não ao vivo
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UOL Esporte


A Rede Globo vai transmitir o UFC 187, na madrugada deste domingo, evento que conta com Vitor Belfort desafiando o campeão dos médios Chris Weidman. Mas, como é usual para os shows realizados fora do Brasil, os telespectadores acompanharão um VT, com pelo menos trinta minutos de atraso em relação ao que acontece ao vivo – e que será acompanhado pelo canal Combate, pago.

A emissora planeja mostrar não só o combate com o veterano carioca, a penúltima luta da noite, mas também a disputa de título dos meio-pesados, que fecha o evento. Anthony Johnson, parceiro de treinos de Vitor, encara Daniel Cormier pelo título, que foi cassado de Jon Jones, após o astro fugir da cena de um acidente de carro que feriu uma grávida.

Nos microfones, Cleber Machado ficará a cargo da narração, com Júnior Cigano, ex-campeão dos pesados do UFC, nos comentários. Ambos já fizeram diversas participações em eventos do Ultimate transmitidos pelo canal, como por exemplo no UFC 156, em 2013.

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Serviço – O UFC 187, com suas duas disputas de cinturão em Las Vegas, começa às 19h30 (de Brasília), com as sete lutas do card preliminar. O card principal está marcado para as 23h, com cinco lutas, sendo Chris Weidman x Vitor Belfort a penúltima, seguida por Anthony Johnson x Daniel Cormier. O Placar UOL acompanha todos os momentos do evento. O canal pago Combate faz a transmissão ao vivo, e a Rede Globo terá as principais lutas em VT, com o habitual atraso, previsto no contrato com o UFC.
Card principal
Meio-pesado (cinturão): Anthony Johnson x Daniel Cormier
Médio (cinturão): Chris Weidman x Vitor Belfort
Leve: Donald Cerrone x John Makdessi
Pesado: Travis Browne x Andrei Arlovski
Mosca: Joseph Benavidez x John Moraga

Card preliminar:
Mosca: John Dodson x Zach Makovsky
Meio-médio: Dong Hyun Kim x Josh Burkman
Médio: Uriah Hall x Rafael Natal
Palha feminino: Rose Namajunas x Nina Ansaroff
Meio-médio: Mike Pyle x Colby Covington
Leve: Islam Makhachev x Leo Kuntz
Mosca: Justin Scoggins x Josh Sampo