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Onde vão melhor? Veja atores e atrizes que já se meteram com esporte na TV
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Divulgação/TV Globo

Na última terça, Dan Stulbach estreou como apresentador do esportivo Bola da Vez, programa de entrevistas da ESPN Brasil. O também âncora do humorístico CQC, da Band, foi ator consagrado, com papeis marcantes como o Marcos, de Mulheres Apaixonadas (2003), e suas famosas raquetadas na mulher, Raquel, personagem da atriz Helena Ranaldi. Stulbach transita bem em ambos os mundos, da teledramaturgia e do telejornalismo esportivo.

Mas não foi o único a passar por telenovelas e também transitar no mundo da TV esportiva. Veja outros casos semelhantes.

Paulo Antunes, de médico e bandido encapuzado à estrela dos esportes americanos na ESPN

Reprodução

O agora colega de Dan ESPN, Paulo Antunes, comentarista de esportes americanos, também já atacou de ator de novela. Embora sequer mostrasse o rosto, apareceu atuando na Globo, emissora referência no assunto, na novela Cobras e Lagartos, como um bandido encapuzado. Cena curtinha, de menos de um minuto. Já no SBT fez o papel de um médico em cena para a trama Cristal. Ambas os folhetins de 2006.

Maitê Proença, a sensual atriz ‘extra ordinária’ do Sportv

Repordução

Com um cardápio vasto de contribuições à teledramaturgia brasileira, de papeis mais quentes, digamos, como na novela Dona Beija (TV Manchete, em 1986), cuja personagem adorava se banhar nua em uma cachoeira, algo chocante para a época (nessa época, protagonizou o seu primeiro ensaio nu para a revista Playboy), a outros com viés distinto, caso da professorinha Clotilde, de Sassá Mutema (Lima Duarte), em Salvador da Pátria (Gobo, em 1989), e mais recentemente atuando em Alto Astral, Maitê de repente se meteu a falar de esportes na TV fechada, e no principal canal do segmento, o global Sportv.

Maitê comanda atualmente o Extra Ordinários, atração de entretenimento da emissora da Globosat nas noites dominicais, divide comentários de futebol com gente mais familiar ao tema, casos dos escritores Xico Sá e Eduardo Bueno (Peninha), do ex-CQC Felipe Andreoli e dos “Cassetas'' (um diferente a cada semana), mas nem por isso deixa de reconhecer a própria ignorância: “foi umequívoco, alguém estava tomando barbitúricos fortíssimos quando resolveu me convidar para fazer isso”, disse, durante entrevista ao Programa do Jô. “Alguém vai acordar um dia e perceber que aquilo não faz sentido”, completou, super sincera, ela, que causou um bom barulho na própria atração ao sugerir uma aposta para o caso do seu Botafogo conseguir o acesso e voltar à 1ª Divisão do futebol brasileiro: “fico pelada, peladíssima. Vou vir só com uma coleira escrita ‘Botafogo’”, prometeu a atriz. Como será essa atuação dela?

Karina Bacchi: modelo, atriz e apresentadora de “Meninos de Ouro” no SBT

Foto Rio News

A exemplo de Maitê, a modelo Karina Bacchi também posou nua para a Playbou (em 2006), entre outros ensaios para revistas, fez carreira como atriz e se passou a falar de esporte na televisão. Exerceu a função de repórter do reality show Menino de Ouro, exibido pelo SBT e cujo objetivo era “descobrir” um novo talento para o futebol brasileiro.

A atração, que teve duas temporadas na TV, em 2013 e 2014, iniciava com uma espécie de “peneira” de garotos, entre 13 e 15 anos. A cada programa, participantes eram eliminados, a partir das avaliações dos técnicos, os ex-jogadores Zetti e Edmilson (outro ex-boleiro, Paulo Sérgio, era o apresentador), até que no fim um deles terminasse como o grande vencedor, tendo como prêmio a chance real de iniciar carreira em um grande clube: Corinthians, Palmeiras ou São Paulo.

Como atriz, Karina atuou na TV por Globo e Record, além do próprio SBT. Na Globo, apareceu na novela O Clone (2001), na minissérie O Quinto dos Infernos (2002), no folhetim Agora É que São Elas (2003) e em 2004 fez a personagem Tina para a novela Da Cor do Pecado. Ela também venceu a primeira edição do reality Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão, em 2005. Na Record, foi a vitoriosa da segunda edição do reality A Fazenda, além de atuar em novelas da emissora.

Atriz Tammy Di Calafiori fez parte do início do Fox Sports no Brasil

Divulgação/Record

Tammy Di Calafiori, a Ana de Os Dez Mandamentos, novela bíblica da Record, fez parte do time do Fox Sports, apresentada, assim como outros no então recém-inaugurado canal esportivo, em 2002. Por lá, foi apresentadora. Antes, ela, modelo e atriz, esteve à serviço da Rede Globo, em 2005, na novela Alma Gêmea, depois em 2008, em Ciranda de Pedra, e 2010, no elenco da novela Passione.


Casagrande sofre infarto e passa por duas cirurgias; quadro é estável
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O ex-jogador Walter Casagrande Júnior, de 52 anos, sofreu um infarto nesta sexta-feira (29), em São Paulo.

O hospital TotalCor, onde o comentarista da Globo foi atendido, explicou em um boletim médico que ele teve um infarto no miocárdio e passou por cirurgias de cateterismo e angioplastia. Depois dos procedimentos, Casagrande respondeu bem aos tratamentos e está com quadro de saúde estável, de acordo com a nota oficial.

O comentarista segue internado na UTI sem previsão de alta e a família não autorizou a divulgação de outras informações. De acordo com Gilvan Ribeiro, jornalista e biógrafo de Casagrande, o ex-jogador estava em ótimas condições de saúde e emocionais.

“Ele estava muito bem. Estava na sua melhor fase de saúde e de cabeça desde 2006. Não estava nem bebendo (bebidas alcoólicas), estava bem disposto, era possível ver como ele estava bem pelo seu semblante nas transmissões de TV”, afirmou o jornalista, que é amigo de Casagrande e autor da biografia “Casagrande e Seus Demônios” (Globo Livros; 248 páginas).

Ribeiro conversou com um dos filhos de Casagrande, Vitor Ugo, que informou que o ex-atleta “teve um princípio de infarto, mas não chegou a correr risco de morte, nem está correndo agora. A família está tranquila, feliz pelo incidente não ter sido tão grave”.

Depois de dar entrada no hospital, Casagrande chegou a postar uma breve mensagem em seu Twitter:

Casagrande defendeu o Corinthians nas décadas de 80 e 90 e fez parte do período conhecido como Democracia Corintiana. Também atuou por Caldense, São Paulo, Flamengo, Porto-POR, Ascoli-ITA e Torino-ITA, além de defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986 Após deixar os gramados, Casagrande se firmou como comentarista da TV Globo, marcando suas participações por opiniões contundentes.

Em 2007, o ex-jogador foi internado por dependência de drogas e ficou afastado das atividades na televisão por quase dois anos. Superado o período difícil, lançou o livro “Casagrande e Seus Demônios”, no qual relata sua luta contra o vício de entorpecentes. Surpreendidos pela notícia sobre o estado de saúde do ex-jogador, companheiros de trabalho, amigos e fãs se manifestaram no Twitter desejando pronta recuperação a Casagrande. Veja algumas mensagens:

Por Felipe Pereira e Vinicius Segalla
Do UOL, em São Paulo


Ruy Castro sugere solução ao Fla: jogar o Espanhol, onde times levam 7 a 0
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RuyCastro-bomjogarEspanhol_Reproducao-Sportv
Durante participação no Redação Sportv desta sexta, o escritor Ruy Castro disse que seria muito bom caso alguns times brasileiros pudessem disputar o Campeonato Espanhol. A análise ocorreu no momento em que se debatia a crise vivida pelo Flamengo, seu time de coração.

Ruy Castro indicou que a qualidade técnica do torneio é limitada  e ate citou um dos times intermediários. “Uma coisa boa seria alguns times brasileiros disputarem o Campeonato Espanhol, jogar contra o Getafe e outros e ganhar de 7 a 0 toda semana é ótimo”, opinou.

A declaração veio pouco depois de o jornalista alemão Ralf Itzel fazer toda uma avaliação sobre o atual momento do Flamengo. “(O time) está fazendo uma política de saneamento das finanças, quase equilibrado, mas o que é difícil de aceitar é que talvez o plantel seja só mediano. Seguramente não deveria estar tão abaixo e, claro, os torcedores do Flamengo devem…é difícil aceitar”, afirmou.

O Getafe, citado por Ruy Castro, terminou o último Campeonato Espanhol, que prevê rebaixamento de apenas três equipes, na 15ª posição, mantendo-se na elite da liga espanhola para a próxima temporada.


Não é por acaso que Rizek e Barreto estão aparecendo bem mais no Sportv
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Rizek
No ar desde 1991 (até 1995 com o nome Top Sports), o Sportv se consolidou como o principal canal esportivo de TV fechada no Brasil. No entanto, após mais de duas décadas de liderança isolada no segmento, a emissora começou a sofrer seus primeiros “sustos'' na audiência com o investimento pesado da Fox Sports em direitos de transmissão em competições como a Copa Libertadores. Internamente, o clima é de pressão por resultados e cobrança maiores do que nos últimos anos.

No início deste mês de maio, por exemplo, o braço esportivo das Organizações Globo na TV por assinatura sofreu um golpe que seria inimaginável há alguns anos: viu sua concorrente direta ter audiência quase seis vezes maior ao transmitir um jogo – Guaraní-PAR x Corinthians – com exclusividade.

E o aumento dos números de outros canais não se deu apenas com bola rolando. Em programas antes e depois das partidas, assim como em dias sem jogos de futebol, emissoras como Fox Sports e ESPN Brasil apresentaram uma considerável subida nos medidores. Tal panorama fez o Sportv se mexer.

Primeiramente, após resultados de pesquisas independentes contratadas nos últimos meses, a emissora decidiu por explorar cada vez mais as imagens dos apresentadores André Rizek e Marcelo Barreto. De acordo com as amostragens, o público geral reconhece a dupla como principal “cara do Sportv''.

Foi então que Barreto, anteriormente com algumas edições do “Troca de Passes'' e do noticiário “Sportv News'', assumiu o comando do vespertino “Seleção Sportv'' – substituto do “Arena''. A emissora via o horário como maior dor de cabeça e resolveu mudar o formato.

“A ideia é ter um canal mais ágil e conectado com os acontecimentos esportivos. Todas as mudanças fazem parte de uma estratégia de repaginação do canal, que se completa em 2016, com o ano olímpico.  As mudanças nos programas e cenários também são uma adequação gradual da grade ao projeto do canal 24 horas ao vivo. Já tivemos experiências na Copa e a resposta do público foi muito boa. A ideia é trazer de novo esse conceito, rejuvenescendo o SporTV e deixando mais dinâmico. E para isso acontecer, temos um planejamento com mudanças graduais. Tem muitas questões técnicas e operacionais envolvidas'', explicou o diretor geral de conteúdo do canal, Raul Costa Júnior.

Rizek, por sua vez, assumiu de maneira definitiva o comando do “Troca de passes''. Antes, o programa que tem início logo após os jogos do fim de semana e é responsável por debate e repercussão das partidas serviu como “laboratório'' para nomes menos conhecidos como Antero Neto e Bruno Souza. Agora, os “consagrados'' terão a missão de recuperar a audiência.

Outra estratégia, também adotada na TV aberta pela Globo, é a utilização cada vez maior de ex-jogadores para comentar as transmissões. Segundo avaliação interna, os telespectadores preferem os antigos atletas a nomes menos conhecidos.

“O SporTV instituiu esse formato de ter sempre um trio na equipe de narração: narrador, comentarista e um ex-jogador, muito mais como forma de enriquecer a transmissão. A preocupação é oferecer o melhor espetáculo para o nosso público'', confirmou Raul.

Por fim, ao ser questionado pela reportagem sobre o crescimento de concorrentes nas últimas pesquisas, o diretor do Sportv minimizou qualquer perda de espaço e exaltou os números recentes do canal.

“A nossa preocupação é muito mais com a gente, do que com os nossos concorrentes. Ter novos players no mercado é bom principalmente para o público. Respeitamos muito o trabalho que eles fazem dentro das suas estratégias e o SporTV tem as suas também. O grande mérito do canal é não se acomodar. Estamos nos reinventando diariamente. Fizemos uma cobertura espetacular da Copa do Mundo 2014, líderes absolutos de audiência, mas não vivemos disso. Já estamos com a cabeça em Rio2016, na Copa do Mundo de 2018. São mais de 5000 eventos transmitidos ao vivo por ano e isso nos obriga a buscar novos formatos e principalmente a ter um planejamento muito bom'', encerrou o chefe da emissora.​

Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro


Abertura da Fifa com loira e música em meio a escândalo irrita apresentador
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RIZEK_2
A forma como foi aberto o Congresso da Fifa, cujas imagens foram exibidas durante o programa Redação Sportv, deixaram o apresentador, André Rizek, e demais participantes indignados. “Desculpe interromper a imagem dessa bela moça no Congresso da Fifa, mas vocês não acham totalmente fora do tom abrirem desse jeito, com apresentação musical e uma loira?”, questionou.

“Como se nada tivesse acontecido”, completou o debatedor da atração, o escritor Xico Sá. “Né?”, concordou Rizek.

“Diferente cultura do futebol, que rouba aqui, rouba lá”, provocou, também estarrecido com a cena no Congresso da Fifa, o jornalista italiano Emiliano Guanella, presente no Redação. “Completamente nonsense”, avaliou Fábio Seixas, outro cronista esportivo ali na atração matinal.

“O correto, diante de uma política de comunicação, seria abrir com uma nota, ‘ah estamos abertos às investigações’, aquelas notas”, disse Xico Sá.

“Nota mil pro decote da moça ali, mas era o caso de entrar um cidadão engravatado, em tom fúnebre, dizendo que o futebol estava de luto. E deixa o decote pra depois do congresso”, sugeriu o apresentador.

“Não tá acontecendo nada no futebol, e ele ali levando um sonzinho”, reforçou, bastante indignado com o cerimonial do evento da Fifa que pretende encerrar nesta sexta com a eleição (ou, no caso, a reeleição) do presidente da entidade. Joseph Blatter, favoritíssimo para seguir no cargo.


Ator global vilão de “Babilônia” diz por que não deu certo no São Paulo
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Bruno-Gissoni-ator_reproducaoGlobo
No Corujão do Esporte, exibido na madrugada desta quinta na TV Globo, o ator da Globo Bruno Gissoni, o Guto da novela Babilônia, contou sobre sua época de jogador, com passagem pelo São Paulo. “Você foi ser ator por que não fazia gol?”, questionou o apresentador Flávio Canto, logo de cara.

“É um pouco verdade isso aí. Joguei até os 22, só que eu era lateral direito, por isso que não fazia gol, também. Tem uma desculpa aí”, disse.

“Com 22, você já tá um pouco velho pro futebol, né? Se não engrenou, começa a ficar um pouco mais difícil, aí percebi que era melhor seguir outro rumo e foi na hora certa”, completou.

Mais especificamente sobre o time do Morumbi, Gissoni comentou sobre a experiência. Estar longe de casa e a saudade da família também pesaram para desistir: “Treinei no grupo, mas não cheguei a jogar, não. Foi durante uns quatro, cinco meses. Na época, morava nos Estados Unidos, minha família toda estava lá e bateu uma saudade. Tinha 18 anos, chutei o balde e voltei pra casa.”

Em sua carreira no futebol, o ator também chegou a jogar no pequeno Nova Iguaçu, o que lhe ajudou a fazer um papel importante, o Iran da badalada novela Avenida Brasil (também da TV Globo), craque de futebol do Divino Futebol Clube: “O universo dele era muito próximo a mim naquele momento, estava começando a minha carreira, era jogador de futebol. E treinei muito tempo no Nova Iguaçu, que era um pouco o universo do Divino [FC], tava um pouco em casa nessa novela.”


Wright diz que Gaciba não tem nível para comentar na Globo: “fraco”
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wright

José Roberto Wright, do Esporte Interativo

O ex-árbitro José Roberto Wright nunca escondeu ser afeito a polêmicas. Foi comentarista de arbitragem da Rede Globo por mais de uma década, mas não teve o contrato renovado no final de 2011. Hoje, trabalha do Esporte Interativo, na mesma função. Ele diz que atualmente nenhum juiz tem o seu estilo, considerado durão.

“Todos estão levando muito desaforo''. E aproveita para detonar um de seus sucessores na antiga emissora, o ex-árbitro Leonardo Gaciba. “Quando se trabalha numa empresa de grande porte, você tem a obrigação de estudar, você tem a obrigação de fazer a avaliação das coisas e não achar pelo achismo. Ele é fraco, muito fraco. Ele é fraco na interpretação, ele interpreta erradamente de forma contínua'', diz.

No Esporte Interativo desde novembro do ano passado, Wright  diz que a sua saída da Globo foi natural. “Terminou o meu contrato e não fizeram a renovação. Eles fizeram por exemplo uma aposta no Gaciba e depois trouxeram o Paulo César de Oliveira, que está muito bem. Renovaram o contrato do Arnaldo (César Coelho) em função da renovação do Galvão, independentemente da excelente qualidade que o Arnaldo tem. Na minha opinião é o melhor comentarista de arbitragem que a televisão tem, nenhum é melhor que o Arnaldo, o Arnaldo é top'', afirma.

Ainda que não diga diretamente, Wright  parece não ter aceitado bem a contratação de Gaciba. “Ele nunca conseguiu fazer uma competição internacional porque ele era reprovado nos testes físicos. Independentemente disso, a avaliação que ele faz das jogadas, na minha opinião é uma avaliação muito errada. Por exemplo, na Liga dos Campeões de 2013, quando o Bayern fez 4 a 0 no primeiro jogo, foram três gols irregulares e o Gaciba viu legalidade em todos eles''. Procurado pelo UOL Esporte, Gaciba afirmou que “cada cada um tem o direito de falar o que quiser, de se pronunciar e dar as suas opiniões. Só isso. Não tem problema nenhum''.

Por outro lado, ele vê Paulo César de Oliveira como uma aposta acertada. “Ele está entrando em um ritmo bem adequado. Às vezes ele é um pouco redundante, mas é claro na interpretação. Ele explana muito bem a situação do jogo, analisando realmente o fato. Isso é uma grande vantagem. Ele interpreta corretamente a jogada. Fala claro e transmite aquilo que você está vendo em casa. É mais ou menos o estilo que eu uso. Chamar a atenção para o detalhe. E o Paulo César faz isso muito bem''.

Wright afirma que hoje os árbitros estão aturando muio desaforo e deixando o jogo descambar para a violência. “O meu estilo não tem qualidade técnica como o Arnaldo por exemplo tem. O que aconteceu foi que nesses últimos anos a Fifa priorizou o aprendizado do árbitro. O árbitro fica preocupado com tantos detalhes e o mais importante, que é analisar a jogada, eles não fazem. Sabe o que falta hoje para os árbitros? Personalidade''.

Do tempo em que era árbitro, ele se recorda de um dia em que deu o troco no narrador da Bandeirantes à época, Silvio Luiz. “Foi um jogo do Santos na Vila Belmiro contra o América de São José do Rio Preto. O Silvio Luiz é um ex-árbitro de futebol que fez uma carreira como locutor criou o seu estilo. E de graça, a troco de rigorosamente nada, porque eu nunca estive com ele, ele fazia críticas a mim desnecessárias, absurdas''.

Ele conta que nesse dia a Bandeirantes ia transmitir a partida e o repórter José Luiz Datena disse a ele que a emissora estava com um problema de atraso e que era preciso adiar em 6 minutos o início da partida. “Eu respondi, isso é mole, Datena. Eu vejo a rede, eu vejo o campo e eu atraso estes 6 minutos pra você poder entrar, porque afinal de contas o direito de transmissão é de vocês. Mas me deu um estalo na hora e eu perguntei quem é que ia fazer a narração''.

Quando Datena respondeu que era o Silvio Luiz, Wright mandou parar. “Então você diz ao Luciano do Valle, que é meu irmãozinho, e que eu adoro, que eu vou começar o jogo na hora porque esse filho de uma p…. vive me sacaneando''. “Comecei o jogo e eles entraram depois de 7 minutos. Se fosse qualquer narrador, eu faria diferente. Ele (Silvio Luiz) é um cara muito escroto.”

Vagner Magalhães
Vanderlei Lima
Do UOL, em São Paulo


Bonner sobre Fifa: ‘que o ambiente de negócios do futebol seja honesto’
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Em editorial após exibida longa reportagem sobre o escândalo da Fifa, a operação liderada pelo FBI que acabou na prisão de sete dirigentes de alto escalão da entidade, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF, o apresentador William Bonner afirmou na edição do Jornal Nacional desta quarta: “a TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto''.

E acrescentou: “isso só vai trazer benefícios ao público que é apaixonado por esse esporte e às emissoras do mundo todo que como a Globo fazem esforço enorme para satisfazer essa paixão.”


Queda do Império: Veja o que comentaristas disseram sobre escândalo da Fifa
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Paulo-Cesar-Vasconcellos-diretorSportv_reproducao-Sportv
Como não poderia ser diferente, os programas esportivos matinais desta quarta-feira debateram e detonaram a bombástica notícia sobre a operação lideradapelo FBI que acabou na prisão de sete dirigentes de alto escalão, no Baur auLac Hotel, de Zurique, na Suíça, sob a acusação de corrupção em entidadesligadas à Fifa, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF.

Veja abaixo algumas frases proferidas o quê nas mesas redondas:

Paulo Cesar Vasconcellos, diretor executivo do Sportv, no programa Redação Sportv:

“O futebol mundial, brasileiro está desde as 5 horas da manhã, no horário de Brasília, de cabeça pra baixo. Vai ter uma ordem nesse futebol, nas negociações, nas ações. Acho que começa hoje uma nova era no futebol mundial. A partir de hoje, vai ter uma nova ordem. Futebol brasileiro, mundial.”

André Rizek, apresentador Redação:

“Todos já na Suíça, levando ali suas malas, preparando pra comer muito chocolate, num hotel 10 estrelas, presos todos, alguns tomando café da manhã, outros nas suas habitações.”

Robeto Avallone, debatedor semanal do Redação:

“A gente, que está envolvido com tantos escândalos de corrupção, um a mais, um a menos, tomara que reerga o futebol. Estava na cara que fazer uma Copa do Mundo num país que no período normal da Copa faz 50 graus na sombra, alguma coisa tinha.”

Gustavo Hofman, comentarista da ESPN:

“Queria traçar um paralelo com um momento importante do nosso país: com esse escândalo de corrupção e essa operação da polícia norte-americana e Suíça deflagrada hoje, é possível traçar um paralelo com o Petrolão, o caso de corrupção da Petrobras no Brasil, porque é um caso marcante e que pode ser determinante para o fim, quem sabe, tomara, da corrupção em alta escala no Brasil. O império caiu. A partir de hoje, a Fifa não será a mesma.”

Rogerio Jovaneli
Do UOL, em São Paulo


Record enxuga equipe, e Pan de 2015 vai ser maior na TV fechada
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Álvaro José será um dos três narradores da Record em Toronto nos Jogos Pan-Americanos de 2015

Disputados no auge de um período de vultosos investimentos da TV Record no esporte, os Jogos Pan-Americanos de 2011, disputados em Guadalajara, foram símbolo da política que a emissora havia adotado naquele momento. Foi um projeto grandioso, que levou 245 profissionais para o México. A edição 2015 do evento, em Toronto, mostrará um momento diferente. Após mudanças de diretrizes, o canal aberto enviará apenas 70 pessoas à cidade canadense. O enxugamento é o inverso do que acontece na TV fechada, que dará mais espaço ao produto.

Em 2011, a Record teve direitos exclusivos do Pan – o evento foi dividido apenas com a Record News, que é do mesmo grupo e também é aberta. A estratégia da emissora paulista mudou nesse aspecto, e os Jogos de 2015 foram repassados para o Sportv, que faz parte das Organizações Globo.

O Sportv enviará 50 profissionais para Toronto, mas envolverá um total de 200 pessoas na cobertura do evento. Serão 280 horas de transmissão ao vivo, com alguns dos principais profissionais da emissora – os narradores Roby Porto, Luiz Carlos Júnior e Sérgio Maurício, por exemplo. “Em Guadalajara-2011, não tínhamos direitos e mandamos apenas uma equipe de reportagem”, comparou Raul Costa Júnior, diretor do canal.

A Record envolverá um total de 300 pessoas no projeto, mas ainda não definiu quantas horas o evento terá em sua grade. “O brasileiro gostar de torcer pelo brasileiro e precisamos lembrar que temos um histórico de participações bem-sucedidas. Em Guadalajara, por exemplo, tivemos quase 150 medalhas, uma média de oito por dia, sendo três de ouro. Queremos mostrar a força do nosso esporte”, disse Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record.

A equipe do canal para o Pan terá três narradores (Álvaro José, Dudu Vaz e Lucas Pereira) e dois comentaristas (Fernando Scherer e Luísa Parente) em Toronto. Além disso, Eduardo Savóia participará do projeto no Brasil.

“Desde 2010, iniciamos um ciclo de transmissões de eventos olímpicos, com os Jogos de Inverno de Vancouver, o que nos trouxe um grande amadurecimento nesse tipo de cobertura. O Pan de Toronto é mais uma etapa importante nesse processo de consolidação da Record como emissora cada vez mais interessada no desenvolvimento do esporte no país. Exatamente por isso, o evento é um dos mais importantes da nossa programação de 2015, um projeto no qual estamos trabalhando desde o final das Olimpíadas de Londres, em 2012”, completou Tavolaro.

A primeira equipe de reportagem da Record já está no Canadá, aliás. O grupo liderado pelo repórter Jean Brandão viajou a Toronto ainda na primeira quinzena de abril para começar a produzir um material sobre a sede do Pan.

A Record tem os direitos televisivos dos Jogos Pan-Americanos até 2019, ano em que será parceira global de mídia do evento – com exceção do Peru, país-sede da competição. Além disso, o canal aberto será um dos que exibirão os Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro – os outros são Bandeirantes e Globo.

Os Jogos Pan-Americanos de 2015 serão disputados entre os dias 10 e 26 de julho. A Globo, que não tem direitos do evento para TV aberta, mandará apenas uma equipe de reportagem para o Canadá.

Guilherme Costa
Do UOL, no Rio de Janeiro