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Lembra quando Fernanda Gentil cumprimentou um cego? Ela não esqueceu
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Ainda em começo de carreira e antes de ser uma das mais promissoras apresentadoras da TV Globo, Fernanda Gentil protagonizou uma cena memorável durante a Copa do Mundo da 2010, na África do Sul. À frente de um programa da Sportv, ela estendeu a mão por alguns segundo para cumprimentar um convidado. O problema é que ele era cego e não retribuiu o aceno.

E vocês acham que essa história ainda a incomoda? Nesta quarta-feira ela mostrou que não.

Depois de mostrar um VT em que o técnico interino do São Paulo, Milton Cruz, quase caiu no banco de reservas do estádio do Morumbi, a apresentadora do Globo Esporte de São Paulo não pensou duas vezes antes de emendar:

“Não se preocupa Milton, essas coisas acontecem. Tem gente que quase cai no banco, tem gente que dá a mão para cego.”

Senso de humor não falta para a carioca!


Ex de Del Nero perdeu programa na TV. Mas ainda é o rosto da Federação
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Se o relacionamento amoroso é coisa do passado, o profissional ainda é presente e tem que ser respeitado dentro de seus limites. É assim que Carolina Galan, ex do futuro presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, define como será sua carreira agora sem o posto de “primeira dama” do futebol paulista e brasileiro.

Após o fim da relação que durou mais de quatro anos, a morena de 30 anos e formada em educação física viu acabar também o programa que comandava na Rede Vida. A federação comprava até o primeiro semestre deste ano espaço no canal para exibir a atração, um programa infantil de de auditório chamado Futebol e Criança.

Mesmo sem mostrar o rosto na TV, Galan segue com outras atividades dentro da federação. Ela é apresentadora de boletins diários e matérias em vídeos que são veiculadas no site da entidade máxima do futebol paulista.

“Ao contrário do que falaram, que devido ao rompimento eu não estava mais gravando na federação, é mentira. Eu gravo diariamente. Tanto é que a iniciativa desse novo projeto teve começo há uns 4 meses. É  apenas um projeto diferente. Quando foi inaugurado, o próprio presidente foi um incentivador com pedidos para os internautas estarem acompanhando e citou que a apresentação seria feita por mim”, falou.

“De forma alguma (o fim da relação atrapalha). Nós somos amigos, conversamos. Apresento aqui, estou todos os dias. Hoje ele não tem tanta frequência aqui na federação. Eu acredito que ele reconhece meu trabalho e meu potencial. Tanto é que sempre apresentei as festas da federação, e isso (fim da relação) nunca me prejudicou. Se amanhã vier a ter uma outra apresentadora, vou entender. Esse ano, por exemplo, a relação estava rompida durante a festa do Paulistão e fui convidada. A gente conversa normalmente”, continuou.

Além das gravações para o site, Galan conta que agora tem dado andamento à carreira de modelo e apresentação de eventos, como mestre de cerimônias. Mas ficou com o saboroso gosto da carreira na TV. Pretende se aprimorar com os vídeos para quem sabe ter novas oportunidades no futuro. “Gosto de desafios, e a TV é uma coisa bem ampla. Eu gostaria de apresentar e fazer parte de uma programação de TV aberta ou fechada. É esse meu foco sim, mas sei que há muitas dificuldades nesse meio.”

A apresentadora diz que o fim do Futebol e Criança a deixou mais triste pelo fato de não poder mais ter uma função educacional para as crianças do que pelo holofote pessoal com as câmeras. Conta que tomou gosto em ajudar em causas sociais e se sensibilizou com garotos. Lamenta que não exista mais algo do gênero na TV.

“Era um programa educacional. Era bacana ver a criança e uma iniciativa desse tipo para que elas procurassem escolinhas de futebol para não ficar na rua. Foi um programa produtivo e gostaria que existisse algo assim (na TV). Não falo por mim, mas falta um programa como aquele, um incentivo. Questões como o racismo, por exemplo, eram discutidas. Era uma coisa muito educacional. Fiquei chateada, sim, mas por esse motivo, de ter perdido uma coisa educacional. Eu tentava levar isso para crianças e telespectador”, declarou.

“Eu sempre amei criança, desde os meus 15 anos. E aí quando você passa a conviver com essas crianças de uma forma mais convencional… vem crianças até hoje aqui na federação. É um carinho muito gostoso de receber.”

E para que seu desejo de auxílio social às crianças ainda permaneça vivo vale até uma conversa profissional com o ex-namorado. Galan ressalta que a ideia de um programa infantil foi do próprio Del Nero e tem esperança de que o cartola possa analisar novamente a possibilidade de algo do gênero.

“De início a ideia foi do próprio presidente. Acredito que o contrato foi encerrado pela mudança dele, já que não teve tempo de analisar isso e talvez seja uma ideia que possa desfrutar pra demonstrar uma amplitude bem maior. Falo isso pelo conteúdo do programa, a ideia surgiu dele e talvez amanhã ou depois ele possa reconhecer isso”, falou.

Galan começou a trabalhar na Federação Paulista de futebol em 2010, como uma modelo que apresentava eventos como lançamento da bola das competições e sorteio das equipes. Depois, virou apresentadora da TV FPF e ganhou o programa na Rede Vida.

Nos tempos em que ainda estava junto com Del Nero, era comum ver em jogos organizados pela FPF, exceto a Série A1, placas com o nome de uma apresentadora em destaque, até maior do que o próprio nome do programa.

Depois do fim da relação, o dirigente que será presidente da CBF no ano que vem até postou fotos um novo affair. Mas nada disso incomoda Galan, que usa o fim da relação até para evidenciar quer sucesso na carreira não só por estar ligada a uma pessoa importante.

“Claro que se eu pensasse de outra forma, retomaria meu relacionamento. Seria mais fácil pra estar em evidencia ou na  mídia. Mas se você tem potencial e qualidade no que você faz, pode dar um passo sozinha. Acho que é um momento que posso fazer isso”, falou.

José Ricardo Leite
Do UOL, em São Paulo


Galvão retorna ao “Bem, Amigos” e volta a mostrar entrosamento com Arnaldo
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Com suas viagens atrás da Fórmula 1 e da seleção, Galvão Bueno acabou ficando um longo período afastado da apresentação do programa do Sportv que leva no nome um dos seus bordões mais famosos: “Bem, Amigos”.

E a saudade foi demonstrada logo na abertura da atração do canal esportivo de tv a cabo nesta segunda-feira: “É bom estar de volta”, exclamou o narrador/apresentador.

E como quase sempre acontece, a tabelinha de Galvão com Arnaldo Cezar Coelho voltou a ser um dos principais temperos do programa, com uma bela pitada de humor e as velhas discussões entre os dois.

As brincadeiras entre os dois acontecem durante todo o tempo, como quando o ex-árbitro chamou a entrevista do ex-presidente do Fluminense Francisco Horta e o narrador logo lhe chamou a atenção: “Está querendo apresentar o programa?!”

Com o tempo estourado ao final, Galvão ainda brincou várias vezes. “Estávamos no horário, mas o Arnaldo veio aqui apresentar…''

O comentarista ainda aproveitou em certa altura para voltar a sua batalha pró-arbitragem brasileira, que vem sendo bastante criticada, e resolveu mostrar lances em que os juizes acertaram nas marcações da rodada do último final de semana.

Só que em seguida, ao ser mostrado o gol não validado para o Goiás no Pacembu, teve que ouvir do companheiro: “Um dos erros mais grotescos que vi nos últimos tempos”. Galvão ainda questionou a razão do árbitro de linha, que não deu o gol. “Ele está na posição mais priviligiada. Nem chip na bola está em uma posição tão boa”, ironizou o narradosr, deixando Arnaldo quieto.

No final do programa, após todos os convidados indicarem a Argentina como favorita para o amistoso contra o Brasil, Galvão mostrou preocupação com a situação atual do futebol brasileiro e avisou que pretende abordar mais vezes o tema nas próximas edições: “Vamos discutir futebol brasileiro sempre em um alto nível. Gestão, técnico e sempre tentando ajudar.”


Comentarista é “atacado” por irrigador de gramado; confira
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Ex-jogador do Manchester United, Gary Neville é comentarista da rede britânica SkySports. Neste domingo, a emissora divulgou em seu canal do YouTube um bastidor curioso do antigo lateral. Enquanto fazia seu comentário, dentro do estádio, ele foi surpreendido pela irrigação do gramado.

A cena é curiosa pela reação de Neville, que sequer foi atingido pelo jato d'água, mas deu um pulo quando o aparelho ligou ao seu lado. O repórter que entrevistava o comentarista também ficou surpreso, mas ambos contornaram a situação com bom humor.

Veja a cena:


Alberto Bial vira “poeta” na TV e sonha com final ao lado de Galvão Bueno
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“Sou um apaixonado pela vida. Cada por do sol, cada cesta bonita, cada ação de um atleta me leva a ser um admirador da poesia. Sou um poeta da vida, não um poeta das palavras”.

A frase é de Alberto Bial, irmão de Pedro Bial, técnico do do Basquete Cearense (equipe que disputa o NBB) e comentarista do SporTV. As palavras refletem seu espírito nas transmissões do canal por assinatura.

Bial tem se tornado uma atração à parte nos comentários. Durante o Mundial de Basquete da Espanha mais uma vez despertou amor e ódio nos fãs da modalidade por sua empolgação e estilo irreverente.

“Depois de anos de psicanálise e trabalho, não me preocupo com o que os outros pensam. Tomo cuidado imenso para falar as coisas. Coloco o que o coração está falando”, afirmou.

Os comentários de Bial, no momento, estão restritos aos assinantes do SporTV. Mas no que depender de seu desejo, em 2016 estarão na Rede Globo. Ao UOL Esporte, o técnico disse que seu sonho é comentar a final olímpica do basquete ao lado de Galvão Bueno.

“O Galvão seria o narrador perfeito para eu fazer uma final de Olimpíada. Claro que gostaria de estar de técnico na Seleção Brasileira, mas o (Rubén) Magnano está aí (risos)”, afirmou.

Bial não é funcionário fixo do SporTV. É freelancer contratado para eventos específicos transmitidos pelo canal.  Dedicar-se exclusivamente à função de comentarista ainda não faz parte de seus planos a curto prazo.

“Eu não crio expectativas em relação à vida. Vai haver um momento em que não tereis mais saúde para ser técnico. No Brasil, não nos dedicamos apenas aos treinos e jogos. Somos captadores de recurso, gestor, psicólogo. Muitas vezes somos tratados sem respeito nenhum. Trabalho  como técnico há 44 anos. Adoro televisão, então enquanto puder conciliar as duas coisas, vou conciliar. No futuro estarei fazendo televisão”, disse Bial, de 62 anos.

UOL Esporte: Como e quando foi a sua primeira experiência como comentarista?
Alberto Bial: Em 1995, quando teve o Pré-Olímpico de Mar del Plata (ARG), o Manduca, que é filho do Armando Nogueira e era diretor dos canais Globosat, me convidou para ser comentarista. Fiz o Pan todo e gostaram muito do meu trabalho. Fizeram um convite para eu ficar como comentarista fixo, mas sempre quis ser técnico, então não aceitei. Eu indiquei o Byra Bello para o cargo. Mas depois vieram outros eventos e sempre me chamaram para comentar. Fiz o Mundial Feminino de Basquete de 2006, a Olimpíada de 2008, tendo o basquete como carro chefe. Faz 20 anos que estou nessa.

UOL Esporte: E de onde vem tanta empolgação?
Alberto Bial: Eu adoro televisão. Consumo muita televisão desde a década de 50. A empolgação vem da mistura de televisão com meus conhecimentos de basquete. É motivo de muita satisfação, não tem como não ficar motivado. Sinto o mesmo prazer quando estou comandando um treino, dirigindo a equipe em um jogo ou comentando. Me divirto e tenho muito prazer e adrenalina.

UOL Esporte: Com tanta empolgação assim, nunca deixou escapar um palavrão?
Alberto Bial: Na televisão nunca saiu,  mas tem de se cuidar mesmo. Você está levando conhecimento às pessoas. A maioria do pessoal que vê basquete na TV não é  da comunidade do basquete. São pessoas leigas. É preciso ter cuidado para ser didático e pedagogo, não cometer erros de português, cacófatos.

UOL Esporte: Você faz alguma preparação especial antes de comentar um jogo ou torneio?
Alberto Bial: Não adianta apenas conhecer o esporte, cada jogo tem suas particularidades, são jogadores diferentes. Você tem de estudar. Por exemplo, neste último Mundial, esta equipe dos EUA foi a melhor que já vi na minha vida, nunca vi equipe tão perfeita. Eu acompanho NBA, mas não sei tudo de cor e salteado. Fui a fundo na carreira do Anthony Davis, do  Kyrie Irving. Tenho algumas limitações, mas dentro delas tento fazer uma transmissão que esclareça e seja agradável. Gosto de conversar com quem está do outro lado da tela. A transmissão precisa ser prazerosa para mim e para o telespectador.

UOL Esporte: Você se inspira ou se inspirou em algum comentarista?
Alberto Bial: Não tem ninguém específico, é algo totalmente intuitivo. Mas quando vou aos Estados Unidos observo o estilo dos comentaristas, que são muito utilizados nas transmissões. Mas não copio, nem me inspiro. Tenho-os apenas como uma referência bacana.

UOL Esporte: E este lado poeta que todo mundo fala de você. O que mais pode dizer?
Alberto Bial: Quando estou nas transmissões, o que falo sai do coração, estou fazendo algo que ama. Na TV, abro meu coração, escuto meu corpo, alongo o meu cérebro e minha mente para estar ali de corpo e alma. Sei o poder da televisão.  Não tenho meddo de errar. Tenho prazer de fazer o que conheço e gosto, difundindo o basquete no dia a dia.

UOL Esporte: Como é a sua relação pessoal e profissional com o seu irmão, o Pedro Bial?
Alberto Bial: Sempre acompanhei a vida dele toda. Mas, em termos profissionais, falamos muito pouco. No passado, trocávamos muita ideia sobre televisão com ele. Hoje em dia, nossa conversa é voltada para a família, para o futebol. Falamos bastante também sobre o Fluminense.

UOL Esporte: O fato de ser irmão do Pedro Bial abriu as portas para você na televisão?
Alberto Bial: Todo mundo acha que abriu portas, mas eu acho que não. Consegui isso através da minha maneira de ser, minha maneira de atuar. Por ser irmão dele e andarmos juntos, acabo conhecendo pessoas do meio. Mas eu não estaria sendo leal comigo se pensasse que cheguei onde cheguei por causa dele. Esta foi uma bengala que nunca usei. Nunca pedi nada a ele.

UOL Esporte: Gostaria de trabalhar junto com ele, quem sabe fazerem um programa de basquete?
Alberto Bial: Já falei com ele sobre isso, adoraria ter esta oportunidade. Para mim, seria molezinha ter o Pedro como contraponto. Eu já pensei que seria legal termos um programa, mas o Pedro chegou a um patamar tão grande, que não sei se caberia em um canal fechado. Em 2005, trabalhamos juntos na Globo. Fizemos quatro jogos das seleções masculina e feminina. O Pedro me deixava na bandeja, foi o momento mais legal.

UOL Esporte:  Dos narradores com os quais você teve oportunidade de trabalhar, qual mais gostou?
Alberto Bial: O Luiz Carlos Júnior é um cara diferenciado. Acho ele um monstro. Comecei a fazer basquete com ele. É um supercraque. Com o Odinei Ribeiro também me dou muito bem. Gostei muito de trabalhar com o João Palomino na ESPN e com o João Guilherme na Fox Sports.

UOL Esporte: E além do Galvão, que você já citou, existe outro narrador com o qual gostaria de trabalhar?
Alberto Bial: É uma pena que o Luciano do Valle já foi embora, era um cara excepcional, muito importante para o esporte.

UOL Esporte: Você treina uma equipe brasileira, o Basquete Cearense. Você se sente confortável comentando jogos de equipes brasileiras em competições continentais?
Alberto Bial: Por exemplo, se vai jogar Flamengo e Boca Juniors não tem problema algum. Falar mal não é comentário. O que sim me preocupo é fazer comentários antes e durante o jogo. Depois da obra feita, é muito  feio ficar falando. Este é um grande problema dos comentaristas brasileiros.

UOL Esporte: Você gosta bastante de ver futebol, mas já pensou em comentar? Tem esta vontade?
Alberto Bial:  Tenho sim e já tive uma vez esta oportunidade. Quando o Fluminense estava na Terceira Divisão do Brasileiro, comentei um jogo contra o Dom Pedro na Rádio Globo. O pessoal adorou. Me sentiria muito confortável em fazer novamente. Acompanho futebol desde os seis anos de idade.

Fábio Aleixo
Do UOL, em São Paulo


Comentaristas de arbitragem são unânimes: culpa de polêmicas é da Fifa
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Eles divergem sobre decisões e em muitas situações têm interpretações diferentes para um mesmo lance, mas em um ponto os comentaristas de arbitragem da TV brasileira são unânimes: a culpa pelas polêmicas recentes no futebol nacional é da Fifa. Segundo os ex-juízes, o comportamento da entidade internacional é responsável pela enorme e crescente lista de episódios discutíveis, sobretudo em bolas que batem na mão de defensores.

No Campeonato Brasileiro, por exemplo, quase 40% dos pênaltis marcados até a 22ª rodada foram “polêmicos”, segundo levantamento do UOL Esporte. Foram 43 infrações anotadas até aquele estágio da competição, e 16 delas aconteceram em lances discutíveis.

Outro levantamento feito pela “ESPN” apontou que depois da Copa de 2014 houve acréscimo de 150% no número de pênaltis no Campeonato Brasileiro. Um dos motivos para isso é uma nova determinação da Fifa sobre bolas que batem na mão. Em busca de diminuir a subjetividade desses lances, a entidade pediu que árbitros apitassem sempre que houvesse toque em movimentos “antinaturais”.

“O grande problema aí é o antinatural. A palavra que apareceu nas orientações da Fifa é antinatural”, disse Rodrigo Braghetto, comentarista de arbitragem do canal aberto Bandeirantes. “Meu vizinho disse que os jogadores precisam cortar a unha. Se raspar na unha vai ser pênalti. Isso está gerando muita polêmica aqui no Brasil”, completou.

Sérgio Corrêa da Silva, presidente da comissão nacional de arbitragem, chegou a dizer ao jornal “Folha de S.Paulo” que as críticas às decisões dos juízes brasileiros são “sacanagem”: “Não é a CBF que cria as regras; seguimos as determinações”.

No dia 24 de setembro, porém, o chefe de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, foi menos incisivo ao falar sobre bola na mão. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, ele pediu que árbitros sejam mais analíticos.

“A mão faz parte do jogador. Não há como pensar em um jogador sem mãos. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. Um jogador precisa da mão e do braço para correr, para se equilibrar e para saltar. O juiz não pode pensar só como juiz e apenas aplicar o que está escrito. Um juiz precisa se colocar no lugar do jogador e entender um movimento”, declarou Busacca.

“Se for assim, os espanhóis também estão mal orientados porque tivemos um lance absurdo no jogo do Real Madrid. Vale lembrar que na Copa do Mundo a arbitragem não foi um primor; Muito pelo contrário, foi um desastre”, respondeu Arnaldo Cezar Coelho, comentarista de arbitragem da TV Globo, também a “O Estado de S. Paulo”.

Depois das declarações de Busacca, Marco Polo del Nero, presidente eleito da CBF, defendeu Sérgio Corrêa da Silva. O dirigente, que atualmente comanda a FPF (Federação Paulista de Futebol), afirmou que há “vídeos e provas” sobre as determinações da Fifa.

“A Fifa tem de assumir o que faz e o que falou perante seus instrutores. Existe um vídeo com 26 situações que ela inclusive proibiu de ser exibido. A CBF queria exibir para o público e mostrar que os árbitros receberam a orientação, mas a Fifa não permitiu. Na Espanha, tivemos um lance dentro desse modelo. No Campeonato Português, um jogador estava com o braço aberto quando a bola bateu em seu peito, e o juiz deu pênalti. Na Libertadores também ocorreu algo semelhante. Isso não acontece só no Brasil”, comparou Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem da TV Globo.

Salvio Spinola, comentarista de arbitragem do canal fechado ESPN, usou dois exemplos da última quarta-feira (24) para explicar. Ele considerou errada a marcação do segundo pênalti para o São Paulo no empate por 2 a 2 com o Flamengo (Rogério Ceni errou a cobrança), mas identificou acerto do árbitro Ricardo Marques num lance de Figueirense 1 x 0 Corinthians (a bola bateu na mão do corintiano Danilo dentro da área, mas o juiz ignorou).

“Não tem instrução para o árbitro marcar esse tipo de mão. O jogador do Flamengo escorrega, perde o tempo da bola, e a bola vai de encontro ao braço. Não é pelo fato de o braço estar aberto que a falta deve ser marcada. Foi um erro grotesco da arbitragem”, avaliou Salvio sobre o primeiro caso. “A bola empurra o braço do Danilo. Não é o Danilo que vai de encontro à bola. O braço do Danilo vai para trás depois do choque com a bola, e isso é uma referência para a arbitragem. É o que a gente chama de mão boba. Aí é distinguir a orientação do erro”, adicionou ele sobre o segundo episódio.

Carlos Eugênio Simon, comentarista do canal fechado “Fox Sports”, usou como exemplo outro lance: um pênalti para o Flamengo em vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians – a cobrança foi desperdiçada por Eduardo da Silva.

“Na vitória do Flamengo sobre o Corinthians [1 a 0], o bom árbitro Sandro Meira Ricci cometeu um erro absurdo ao marcar um pênalti para a equipe rubro-negra. Everton chutou forte próximo ao adversário Fagner, e a bola bateu no braço do lateral do Corinthians. O braço dele estava sobre o abdome, e o árbitro errou ao apontar a marca. Cito esse lance porque aconteceu com um dos principais árbitros da atualidade, que recentemente teve bom desempenho na Copa do Mundo, para mostrar que alguns árbitros estão se acomodando e marcam pênaltis alegando essa orientação”, ponderou o analista.

Arnaldo Cezar Coelho chegou a pedir que jogadores e técnicos parem de falar da arbitragem e que deixem de usar juízes como subterfúgios. Na última quarta-feira (24), ele foi criticado diretamente por Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo.

“Eu queria falar uma coisa aqui, e eu vou falar o nome da pessoa. É meu amigo, meu amigo pessoal de muitos e muitos anos, e eu quero ver o comentário do Arnaldo agora. Ele tem 40 pontos de audiência para falar que o Flamengo vem sendo favorecido com uma sequência de erros de arbitragem. Quero ver o comentário do Arnaldo porque pegar 40 pontos de audiência e falar que o Flamengo vem sendo favorecido é complicado. O cara tem de ter uma coerência nisso aí. Os erros não são favorecimento a ninguém. Os erros estão acontecendo pela qualidade da arbitragem, e não por estar premeditado. O Flamengo teve benefício de penalidade a favor, mas também teve contra. Isso precisa estar claro. O que tem de ter é muita calma. Eu estou chateado, muito chateado, mas que fique claro: isento o São Paulo de qualquer situação sobre arbitragem. O São Paulo só jogou futebol”, finalizou o comandante rubro-negro.


Como uma jornalista foi envolvida sem querer no fim do casamento de Mathäus
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A jornalista Delisiée Marinho, 37, tem na sua carreira um exemplo de que um boato pode repercutir mais que uma vida profissional inteira. Enviada da Globo à Olimpíada de Atenas em 2004, foi uma das repórteres que mais emplacou matérias no Jornal Nacional. Mas ela é mais lembrada como suposto affair de Lothar Mathäus na passagem do ex-jogador como técnico do Atlético Paranaense.

O ídolo do futebol alemão chegou a Curitiba para treinar o time em 2006, ano seguinte da equipe fazer a final da Libertadores. A passagem que deveria marcar a mudança de patamar do Atlético Parananese durou dois meses. Foi abreviada pelo pelo rumor de que Mathäus estaria traindo a mulher com uma repórter da televisão local. Hoje, Delisiée se arrepende de não ter procurado a Justiça.

De família tradicional na cidade, ela foi uma das pessoas consultadas pelo assessor de Mathäus para indicar locais interessantes de Curitiba. Sugeriu mostrar o Graciosa Jockey Club e um almoço foi marcado. Um professor de tênis que trabalhava no clube pediu para tirar uma foto com o trio (a jornalista, o alemão e o assessor) e depois somente de Deslisiée, conhecida no Paraná por ser jornalista da filial da Globo no estado, e o treinador. Passadas algumas semanas, a imagem apareceu na Revista Placar e na legenda estava escrito tratar-se de Mathäus e sua mulher.

Não demorou para a informação chegar à Alemanha. O casamento do ex-jogador desmoronou pouco depois. Não se sabe se por causa do boato ou não. Para a história, a foto contribuiu para o fim do casamento. Mathäus teria ouvido um ultimato da verdadeira mulher, Marijana Mathäus: deixar o Brasil ou nunca mais ver os filhos. O técnico voltou para Munique, mas o relacionamento acabou no ano seguinte.

Enquanto isso Delisiée foi apontada como culpada pela saída do técnico por um grupo de torcedores. Ela diz não ligar para opinião deles que, no seu entendimento, tem o mesmo comportamento daqueles que chamam jogadores de macacos nos estádios. E reclama dos causadores da confusão.

A história começou quando o professor de tênis entregou a imagem para um fotógrafo que vendeu à revista. A jornalista não tem dúvidas de que houve má fé na elaboração da legenda porque era conhecida no meio esportivo e não havia como ser confundida com a mulher de Mathäus. Depois houve publicação de errata e Delisiée recebeu uma ligação do editor, nada que resolvesse a situação. O assunto chegou a internet e – deste ponto em diante – tornou-se incontrolável.

Antes de deixar o país, o treinador encontrou o fotógrafo envolvido no caso no saguão do hotel em que morava em Curitiba. Os dois discutiram e o alemão recebeu um soco no rosto, como publicaram o blogueiro do UOL Juca Kfouri e os jornais de Curitiba. Delisiée afirma que deveria ter processado a revista, o fotógrafo e o professor de tênis. Mas, na época, era jovem e deixou a situação de lado. Hoje, precisa explicar para as pessoas o que aconteceu porque com frequência é questionada sobre o episódio. A jornalista conta ainda que mais tarde Mathäus entrou em contato para pedir desculpas pela situação criada.

Ela acrescenta que o treinador não deixou o Atlético Paranaense por causa dos boatos, mas porque não podia sair nas ruas que ouvia xingamentos. O convívio era bem diferente de Munique, onde os torcedores respeitavam um homem que jogou cinco Copas do Mundo e levantou o tricampeonato como capitão da seleção alemã em 1990.

Apesar dos problemas causados, declara que o episódio nunca atrapalhou sua carreira. Indicada pela universidade, ela começou a estagiar na afiliada da Globo no último ano de Curso de Jornalismo. Pediu licença da emissora por dois anos para fazer pós-graduação na UCLA, em Los Angeles. Aproveitou o tempo também para vários saltos de paraquedas, afinal gosta da adrenalina correndo pelo corpo. Na volta, virou repórter.

Fazia as matérias para o Jornal Nacional e Jornal da Globo que tratavam de Curitiba. O trabalho a levou para o time de repórteres enviado a Atenas para cobrir as Olimpíada de 2004. O passo seguinte foi mudar de cidade e se tornar apresentadora do Sportv em São Paulo. Por indicação de um diretor, se matriculou num curso de teatro em 2006. A desenvoltura e falta de vergonha em se expor a transformaram na melhor aluna da classe.

Depois de dois anos se sentiu numa encruzilhada. Dona de uma carreira bem-sucedida, não se sentia realizada com o trabalho e os convites para peças apareceram. Delisiée ouvia muita gente falando estava louca, mas largou tudo para ser atriz.

Em 2008, ela deixou a televisão e se jogou no teatro. Trabalhou ainda de curta metragens e e três gravações da Rede Globo, incluindo participação na novela Viver a Vida. Também aparece no filme “Os homens são de Marte… e é pra lá que eu vou''. A jornalista que chegou a chorar ao se desligar da televisão foi muito feliz nos cinco anos afastada.

O reencontro com os estúdios ocorreu em uma conversa informal. Durante um encontro, Delisiée comentou com o comentarista Álvaro José e o narrador Nivaldo Prieto que sentiu saudades de grandes coberturas ao assistir os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi (em fevereiro de 2014). Ficou sabendo na hora que a Fox Sports estava montado equipe para Copa do Mundo no Brasil. Dali mesmo os amigos entraram em contato com a emissora. Em uma semana a atriz virou apresentadora.

Delisiée comenta que no retorno percebeu a diferença ocorrida nas matérias de esporte no período em que esteve afastada. Na avaliação dela, antes as reportagens eram tão sérias quanto a das outras editorias e agora é tudo mais descolado. Ela gostou da mudança e também sentiu que os tempos no teatro ajudaram no desempenho em frente as câmeras.

Mas passada a Copa o contrato expirou. Novas sondagens surgiram, mas falta uma proposta concreta e se ela aparecer Delisiée não viverá outro drama. O gosto por fazer televisão voltou.


Ibrahimovic se irrita com repórter e abandona entrevista
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Zlatan Ibrahimovic não gostou da maneira como foi abordado por um repórter após tropeço do Paris Saint-Germain. O atacante sueco foi indagado sobre qual seria a justificativa desta vez para o novo insucesso do time, empate contra o Lyon por 1 a 1. Ibra rebateu a pergunta e saiu andando.

“Você havia falado sobre um problema do jeito de jogar em Amsterdã [no empate contra o Ajax]. Qual foi o problema de hoje?”, perguntou o jornalista.

“Eu falei dos problemas em campo. Você está falando de problemas extracampo. Ou você fala o que eu falei ou…”, disse Ibra, saindo da entrevista.

Ibrahimovic

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Arnaldo faz defesa apaixonada da arbitragem. Sobrou até para o Marin
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Arnaldo Cezar Coelho resolveu fazer uma defesa de sua classe. Irritado com as críticas aos árbitros nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, o comentarista da TV Globo aproveitou a abertura de sua participação no programa “Bem, Amigos”, do Sportv, para fazer um discurso criticando jogadores e técnicos que justificam suas derrotas ao criticar as marcações.

“Temos que valorizar o espetáculo, a vitória do adversário, dizer que erramos… Mas sempre colocam a figura da arbitragem”, declarou o ex-árbitro.

Ele pediu para a produção do programa separar algumas declarações do último final de semana, como a do são-paulino Souza, na saída do clássico com o Corinthians, em que o atleta disse que “faltou o árbitro do nosso lado” ao comentar a vitória do rival.

“Acaba o jogo, o Souza esculacha o espetáculo”, criticou. “O jogador que sai de campo e na primeira declaração desrepeita a arbitragem, é o mesmo que desrespeitar a CBF. Na Europa, leva multa. O Zico, no Japão, falou assim e levou 100 mil dólares de multa e aprendeu”, disse ainda.

Sobrou até para o presidente da CBF, José Maria Marin, que também teve passagem mostrada em que admite que não estava satisfeito com as arbitragens nas últimas rodadas.

“O presidente da CBF tem que preservar o patromônio que ele tem. Pode estar insatisfeito. Mas tem que dizer que está tentando melhorar. Do jeito que ele está falando é só jogar gasolina no incêndio”.

Em seguida, o apresentador do programa, Luís Roberto, tentou justificar o dirigente explicando que a arbitragem realmente passa por um momento técnico ruim, mas voltou sua desaprovação às insunuações em relação aos juízes. “Esse é o problema mais sério. Quando o Souza diz que ‘faltou o árbitro do nosso lado’, ele está tratando como desonesto. Quando você fala isso, tem que provar”, colocou.


Ronda encara apresentadora da Globo e diz: “tem que pagar para te machucar”
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Campeã dos pesos galos do UFC, a norte-americana Ronda Rousey gravou um quadro do Esporte Espetacular durante sua passagem pelo Brasil. A lutadora subiu no octógono com Glenda Kozlowski e deu uma aula à apresentadora.

Ronda explicou como aplicar suas famosas chaves de braço e, esbanjando simpatia, falou sobre sua carreira e sua nova empreitada no cinema como atriz no filme Mercenários 3.

“Como foi meu o primeiro filme, trabalhando com todos aqueles astros, eu nem acreditava”, revelou a lutadora.

Em um momento em que as duas ficaram com a guarda alta, simulando a trocação, Ronda aproveitou para brincar com a apresentadora. “Não se preocupe, você tem que pagar milhões de dólares para eu te machucar”, disse a norte-americana.

No fim, Ronda e Glenda fizeram uma encarada igual às feitas nos eventos do UFC antes de caírem na gargalhada.

Após a exibição da reportagem, o apresentador Ivan Moré ainda aproveitou para fazer uma brincadeira. “Encarar com o rostinho assim [colado] eu até encararia”, disse.

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