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Trollagens com repórteres faz emissora cancelar boletins ao vivo
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É tradição na Europa fazer do último dia de mercado de transferências um grande evento: os times correm para acertar os últimos acordos possíveis para a nova temporada, enquanto as emissoras acompanham tudo em tempo real. A Sky Sports, a partir de agora, não vai mais fazer isso com repórteres nas ruas. Isso porque a empresa teve problemas com trollagens ao vivo em setembro, de acordo com o jornal Daily Mail.

Na ocasião, a emissora chegou a fazer 270 entradas ao vivo, com repórteres na frente dos clubes dando as últimas informações. Foi aí que a trollagem começou. Em uma delas, Alan Irwin passava informações na frente da sede do Everton, da Inglaterra, quando um torcedor enfiou um pênis de borracha em sua orelha.

Em outro caso, o enquadramento de câmera foi invadido repentinamente por uma boneca inflável, nua, atirada atrás do repórter. A emissora teve ainda invasão de imagem por torcedores e, em um dos casos, teve de encerrar o link porque xingamentos eram gritados contra a empresa, enquanto uma faixa era exibida no fundo com a inscrição “Sky Sports – matando nosso jogo desde 1992″.

Com isso, a emissora optou por fazer as entradas ao vivo nos centros de treinamento ou dentro dos estádios. O Arsenal, ciente do problema, já permitiu que os repórteres acessassem o Emirates Stadium.

“Nós nos desculpamos por aqueles que tiveram seu divertimento atrapalhado pelo pequeno número de incidentes, estamos procurando maneiras de evitar que isso aconteça de novo para, no futuro, garantir que os torcedores permanecem como parte importante da nossa cobertura ao vivo'', informou um porta-voz da empresa.

Crédito: Reprodução

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Fernanda Gentil é alvo de “mão boba” de garoto em foto e se diverte
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Crédito: Instagram/Reprodução

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Apresentadora da Rede Globo, Fernanda Gentil passou por uma situação inusitada nos últimos dias: foi alvo de uma “mão boba'' de uma criança no momento em que posava para foto com fãs, durante evento do qual participou. E ela não se incomodou. Pelo contrário.

Fernanda postou a foto no Instagram na qual aparece ao lado de uma mulher e duas crianças. Uma delas, no colo da mulher, acabou tocando o seio direito da apresentadora. “Cara de criança, malandragem de gente grande'', escreveu na legenda da foto.

Fernanda Gentil pode ir se acostumando com comportamentos surpreendentes que crianças eventualmente têm, já que revelou recentemente que está grávida do primeiro filho.


Irritado na reta final de mandato, Gobbi distribui patadas ao vivo na ESPN
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Reprodução/ESPN Brasil

Logo após a conquista do Corinthians na Copa São Paulo de Futebol Júnior, no último domingo (25), Mário Gobbi resumiu como se sentia rumo à última semana como presidente do clube: “Estou muito cansado, desgastado, doente, preciso me tratar. Minha saúde debilitou bastante, minha família sofreu muito, e eu não reclamo, porque eu quis”, disse, em declarações reproduzidas pela ESPN Brasil.

Nesta terça-feira, o dirigente mostrou um pouco do estresse nos estúdios da própria emissora, onde passou para ser o personagem do programa de entrevistas Bola da Vez. Antes da gravação, participou ao vivo do Bate-Bola e se demonstrou muito irritado quando questionado sobre o sinalizador que matou o torcedor boliviano Kevin Spada em Corinthians x San José, em Oruro (BOL), na Libertadores de 2013.

“Soltaram em Oruro um luminoso. Sou a favor de que primeiro você tem que saber quem soltou, e depois você prende a pessoa. E não pegar 12 pessoas aleatoriamente e jogar atrás das grades, como animais e dizer que foram eles, e prenderem, e depois soltarem, dizendo que não tem provas contra eles. Prenderam 12 inocentes. Foi um crime maior que o outro crime. Cometeram 12 crimes para pagar um crime – culposo, não doloso. Não se faz Justiça com as próprias mãos”, começou Gobbi.

Depois, interpelado pelo comentarista Eduardo Tironi e pelo apresentador Bruno Vicari sobre o torcedor corintiano acusado de atirar o sinalizador e que teria ganhado um cargo na organizada Gaviões da Fiel, além de outras brigas em que os detidos pela morte de Spada se envolveram posteriormente, o presidente passou a dar respostas mais secas. Em um momento, resolveu atacar a imprensa e a emissora sobre o caso da invasão de torcedores ao CT corintiano em 2014.

“Eu pensei que você [Vicari] ia dizer que a sentença do juiz, tirando sarro de todos nós, foi uma afronta. Vocês não disseram. Eu não sei qual é o temor que vocês têm de falar do Judiciário e têm uma facilidade de cobrar do dirigente o dever de fazer o que é do Estado. O juiz tirou um sarro da tua cara, da cara da ESPN. É lógico que tirou”, disparou Gobbi, referindo-se à decisão do juiz que liberou os três presos acusados pela invasão alegando que eles agiram apenas para chamar a atenção, sem violência.

Reprodução/ESPN Brasil

Depois de ouvir o apresentador dizer que a emissora criticou a postura do juiz, Gobbi seguiu: “Criticou de levinho. Vocês gostam de falar que eu defendi os 12 presos em Oruro e não falam do juiz. Vocês estão errados, só falam dos efeitos do crime, e não da causa da criminalidade. Não dá pra falar com quem não é do ramo de direito. Não se meta no assunto que não é da tua área.”

Os jornalistas da ESPN tentaram se justificar, sem subir o tom, mas Gobbi manteve a postura ríspida. “Você estuda, e depois a gente se fala”, “é uma ignorância sem precedentes”, “você tá pensando que eu sou criança” e “você é um jornalista e tem que estar preparado para perguntar” foram algumas das frases ditas pelo presidente.

No fim de sua participação no Bate-Bola, ele voltou a atacar. “Vou te fazer uma pergunta: quem é o responsável por fiscalizar uma torcida organizada?”, perguntou a Vicari. Diante da resposta negativa, disse: “Pois é, você precisa estudar para falar do assunto. É o Ministério Público. Vai fazer uma entrevistinha com o promotor que cuida disso.”

Gobbi continuou ironizando a emissora até Vicari agradecer a presença do entrevistado, que começou a levantar para deixar o programa. O apresentador pediu que ele ficasse até o fim do bloco. Gobbi se sentou, mas tirou o microfone e disparou: “vocês estão de brincadeira”,

Mais tarde, a emissora entrou ao vivo com a gravação do programa Bola da Vez. E, naquele momento da entrevista, que ainda irá ao ar, o mandatário corintiano voltou a demonstrar estresse e mau humor. Questionou as perguntas que eram feitas e ousou até ao dar um pitaco sobre a programação. “Vai uma dica. Vocês poderiam fazer um programa sobre violência”, declarou, em tom irônico.

Reprodução/ESPN Brasil
Gobbi ameaça deixar programa Bate-Bola ao vivo na ESPN Brasil


15 comerciais que causaram polêmica no Super Bowl
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Trinta segundos que valem US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 11,5 milhões) em 2015. O intervalo comercial do Super Bowl fica mais caro a cada ano, mas nem isso impede as mais variadas empresas de elaborarem peças publicitárias com produções quase cinematográficas. Afinal, é o evento esportivo mais visto nos Estados Unidos.

Ao longo destes anos, foram diversos os comerciais que criaram polêmicas ou tiveram suas exibições proibidas. Muitos destes anúncios acabaram se tornando virais na internet e ganhando milhões de visualizações no You Tube. O UOL Esporte separou 15 destes anúncios para você.

1- Carl's Jr.
Para o Super Bowl do próximo domingo, a rede de lanchonetes elaborou um comercial que já criou polêmica antes mesmo de ser exibido durante um jogo. Para promover um lanche que leva apenas ingredientes naturais, a modelo Charlotte McKinney  sai nua pela cidade, exaltando gostar de fazer tudo “ao natural''.

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2 – Ashley Madison
O site voltado a promover encontros extraconjugais criou um anúncio para o Super Bowl de 2011 com forte conotação sexual, que foi barrado pela FOX, dona dos direitos de transmissão para os Estados Unidos naquele ano. O comercial era estrelado pela atriz pornô Savanna Samson.

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3- Doritos
No  Super Bowl de 2013, a marca de salgadinhos teve seu comercial impedido de ser exibido por conta da violência da cena na qual um homem atropela de forma proposital uma mulher na disputa por um pacote de Doritos.

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4- E-Card
O site que produz e entrega aos usuários cartões virtuais fez uma propaganda para o Super Bowl de 2010 com apelo sexista que acabou vetada de ser exibida. A companhia não existe mais.

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5- PETA (Sociedade Protetora dos Animais)
Outro anúncio com forte apelo sexual que teve sua exibição vetada pela NBC, que transmitiu o Super Bowl daquele ano. Para convencer as pessoas a não comerem alimentos de origem animal, a entidade criou uma peça publicitária afirmando que vegetarianos se davam melhor na cama.

Anúncio Sociedade Protetora dos Animais Super Bowl

6- Focus on The Family (debate sobre aborto)
No Super Bowl de 2010, foi veiculado um comercial da entidade que luta contra o aborto nos Estados Unidos. A propaganda se desenvolveu em torno da história do quarterback Tim Tebow. Antes de ele nascer, sua mãe, que morava nas Filipinas, ouviu do médico a recomendação de abortar devido aos riscos que a gravidez trazia. Ainda assim, resolveu seguir em frente.

Anúncio Aborto Super Bowl

7- Grupon
O site de compras coletivas fez uma propaganda no Super Bowl de 2011 na qual dá indícios de estar fazendo uma campanha em prol do Tibete, mas no fim trata-se apenas de um anúncio mostrando como dá para ir a um restaurante de comidas típicas daquela região nos Estados Unidos sem gastar muito. A propaganda gerou diversas críticas.

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8- Skechers
A fabricante de tênis produziu uma peça publicitária para o Super Bowl de 2012 na qual faz clara apologia às corridas de cachorros. Indignadas, mais de 100 mil pessoas elaboraram um abaixo-assinado contra a empresa. Ainda assim, o comercial foi veiculado.

Anúncio Skechers Super Bowl

9- Dove
Em 2007, a empresa de produtos de higiene fez uma campanha publicitária para exaltar a beleza do corpo feminino independentemente da idade das mulheres. Porém, foi vetado por mostrar demais.

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10- PornHub
O site de vídeos pornôs teve um comercial vetado para a edição de 2013 do Super Bowl no qual dá a entender que dois idosos farão sexo em um parque.

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11- Bud Light
Em 2007, a fabricante de cervejas fez um comercial considerado polêmico pelo fato de as pessoas ignorarem o risco de morte que corriam e seguirem tomando cerveja. Na trama, um sushiman envia um robô em seu lugar para pedir desculpa por ter mandado um peixe envenado que os matará em instantes. Para compensar o descuido, manda cervejas.

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12- Holiday Inn
No Super Bowl de 1999, a rede de hotéis quis promover a reforma realizada em todas as suas franquias comparando à formação do corpo de um transexual, listando o preço de cada cirurgia.

Anúncio Holiday Inn Super Bowl

13- JesusHatesObama.com
Em 2011, o site que vende bugigangas e bonecos cabeçudos fez uma propaganda na qual traz o boneco de Jesus interagindo com o de Obama. A Fox considerou o comercial ofensivo demais e impediu sua exibição.

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14- Rolling Rock
Em 2007, o comercial da marca de cerveja teve sua exibição vetada pela mensagem que traz no fim e a conotação de haver um pênis ejaculando. Toda a ação se passa em um estádio de beisebol.

Anúncio Rolling Rock

15 – Salesgenie
A empresa especializada em consultoria de negócios fez uma propaganda para o Super Bowl de 2008 no qual retratava dois ursos panda numa loja com móveis de bambu e falando inglês com um sotaque carregado de chinês. O anúncio foi considerado racista e tirado do ar dias após o Super Bowl.

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Jogadores do Brasil expulsam mascote do Uruguai de foto; veja
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Mascote_Uruguai

O empate sem gols entre Brasil e Uruguai, na noite de segunda-feira, pelo Sul-Americano sub-20, foi quente antes mesmo do início da partida. A rivalidade parecia estar tão embutida na cabeça dos jogadores, que os brasileiros expulsaram o mascote uruguaio e não deixaram que ele saísse na foto da equipe.

A cena ocorreu instantes antes de a bola rolar no estádio Centenário. Enquanto a equipe verde e amarela se perfilava para a foto, o mascote se juntou aos atletas para aparecer na foto. Mas logo o goleiro Marcos e o meio-campista Lucas Evangelista o “convidaram” a se retirar. Sem graça, o mascote saiu e acenou que compreendia o “pedido”.

O jogo terminou 0 a 0 e acabou marcado por um episódio de racismo. Em entrevista ao Sportv, o meia Marcos Guilherme acusou o meia Facundo Castro de racismo. “Cinco vezes o cara me chamou de macaco. Isso não pode acontecer, se não tomarem uma atitude isso não vai parar nunca'', disse.

O jogador ainda afirmou que irá a uma delegacia denunciar o caso. “Ele nem tampou a boca, dá para ver nas imagens. É lamentável. Nunca esperava passar por isso'', completou.
Mascote de Uruguai é expulso de foto por jogadores do Brasil


Apresentador da Fox Sports diz que não deu tempo de evitar queda de PVC
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O apresentador e narrador da Fox Sports Gustavo Villani passou por um grande susto no último sábado, durante o programa “Rodada Fox'', a ver seu companheiro Paulo Vínicius Coelho (PVC) passar mal ao vivo, após uma queda repentina de pressão. O comentarista, que também é blogueiro do UOL Esporte, apresentou mal estar e se desequilibrou, até se escorar em uma parede do estúdio.

Ao perceber o mau momento do colega, Villani interrompeu o programa e chamou o intervalo comercial. “Na Internet, alguns me criticaram por não ter segurado ele. A queda da pressão não dá sinais. Quando percebi que ele não estava bem, eu chamei o intervalo. Se dou um abraço nele e chamo o intervalo, imagina o nível de estresse que isso ia gerar. Chamei o intervalo para ele não cair, mas não deu tempo'', afirma.

Villani lembra que o comentarista não chegou a perder a consciência. “Com a queda de pressão, ele perdeu o centro. Logo em seguida, o PVC se mostrou constrangido com o que aconteceu e queria voltar de qualquer jeito, o que foi descartado pela direção da emissora'', afirma.

“Ele estava suando muito. Em 30 segundos ele molhou toda a camisa. A primeira coisa que fizemos foi levá-lo para um lugar mais fresco, fora da iluminação. Logo em seguida ele tomou um pouco de água e recuperou a cor. Depois, os médicos disseram que o que aconteceu com ele é muito mais impactante do que grave. A imagem realmente é forte'', disse o apresentador.

Segundo Villani, durante o programa, ele percebeu PVC tentando achar firmeza em um dos pés. “Estava muito calor no Rio de Janeiro. Ele achou que dava para segurar, mas não deu''.

Villani conta que pouco antes do programa começar, PVC havia contado que estava com a virose, mas acreditava que não teria problemas para tocar o programa. “O que aconteceu foi um imprevisto do tamanho do Maracanã. Ele começou o programa bem, do jeito que ele sempre faz. O que aconteceu depois foi o que nós vimos''.

O apresentador conta que experiência vivida foi inédita em sua carreira, mas não na televisão. “Tivemos os casos do Batista, no Sportv. O PVC brincou que já tinha sido substituído por ficar sem voz antes. Mas ele prometeu se cuidar. Passar por uma série de exames antes do início da Libertadores'', diz.

VAGNER MAGALHÃES

DO UOL, EM SÃO PAULO

 


Alteração no escudo do Red Bull pelo Sportv lembra propagandas autoritárias
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Montagem/Reprodução Sportv

Considerado essencial ao esforço de modernização dos esportes no Brasil, o investimento e o patrocínio de empresas em equipes esbarra, já há mais de 20 anos, em um obstáculo aparentemente intransponível. Na visão de alguns veículos de comunicação, a exposição de marcas associadas a nomes de times ou estádios é entendida como publicidade disfarçada.

O problema é bem complexo e envolve diferentes interesses e pressões. O que uma emissora de televisão, que pagou (e caro) pelos direitos de transmissão de um evento esportivo ganha ao citar, sem remuneração alguma, o nome de uma equipe esportiva que é também uma marca?

A Globo, por seus investimentos no setor, é obrigada a lidar com este problema mais do que ninguém. Nas transmissões de vôlei do SporTV, por exemplo, já virou regra trocar o nome das equipes, atreladas a patrocinadores, pelos nomes das cidades onde estão baseadas.

Os nomes dos novos estádios de futebol (ou “arenas”) também têm sido alterados por diferentes veículos de comunicação no esforço de não mencionar as marcas que pagaram milhões de reais para batizá-los por longos períodos.

Foi o que ocorreu, mais uma vez, neste domingo (25), na transmissão de Palmeiras e Red Bull Brasil no Allianz Parque. A equipe virou RB Brasil e o estádio, como já havia acontecido antes, foi chamado de Arena do Palmeiras.

Mais feio, porque mais visível, foi a manipulação de imagens, efetuada no escudo da equipe. O SporTV simplesmente eliminou o nome que aparece no distintivo oficial do Red Bull Brasil.

O recurso lembra a manipulação de imagens feitas por regimes políticos autoritários, com o objetivo de reescrever episódios da história. O expediente ficou famoso por se tornar prática, por exemplo, no regime de Josef Stalin (entre 1922 e 1953), na então União Soviética. Políticos que caiam em desgraça por conflitos com o líder eram imediatamente eliminados de fotografias oficiais.

Vale lembrar que a Globo não está sozinha nesta apelação. Só para lembrar um caso famoso, em 2000 o “Lance!” apagava das imagens de sua capa a marca Pepsi-Cola estampada na camisa do Corinthians.

Este tipo de manipulação sempre pega mal. Antes da Copa de 94, nos Estados Unidos, a Globo foi ridicularizada ao transmitir um amistoso da seleção sem mostrar as placas colocadas nas laterais do campo – elas mostravam uma marca de cerveja que patrocinava a CBF, mas a emissora era apoiada por uma marca rival. Sempre que a bola chegava perto da lateral, para evitar mostrar as placas no topo da tela, a câmera enquadrava os jogadores da cintura para baixo.

Mauricio Stycer
Do UOL, em São Paulo


Silvio Luiz diz que foi responsável pelo primeiro palavrão ao vivo da TV
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Silvio Luiz abre a porta, e o funcionário da Rádio Transamérica grita “mito”. Justo, ele se dirigia a um dos jornalistas esportivos mais consagrados do Brasil. Homem que assumiu o microfone na adolescência e construiu uma legião de fãs em mais de 60 anos de carreira.

Neste período maior que a vida de muitos brasileiros, Silvio Luiz imortalizou bordões, passou por saias justas e, como grande marca, deixou as transmissões esportivas menos sisudas. O narrador carrega uma aura ao seu redor. A referência existe até por quem nem é brasileiro, como o Google, que colocou sua voz no Waze (aplicativo de trânsito). Confira algumas das histórias colecionadas pelo figuraça Silvio Luiz.

Palavrão pela primeira vez na TV

Silvio Luiz diz que protagonizou o primeiro palavrão da televisão no país. O filho da p… transmitido ao vivo na década de 1950 chocou a família brasileira. Foi durante um São Paulo x Corinthians. “O Luizinho, que é o Pequeno Polegar, foi expulso num jogo do Corinthians e eu, naquele afã de repórter muito metido, falei ´o que houve Luiz´? Ele falou: 'esse filho da p… me expulsou'. Porra, 1953! Filha da p… na televisão era um negócio que foi parar na Câmara de Vereadores, proibida a entrada dos repórteres. Agora que culpa eu tenho se ele falou que o juiz era filho da p…?''

Garoto de recados

No começo da década de 1950, Silvio ganhou um apelido e muita cornetada dos companheiros de profissão. “O Leônidas (da Silva) passou a ser técnico do São Paulo e, naquela época, o técnico não podia ficar no campo, ficava lá fora no alambrado. Eu tinha trabalhando com ele, que queria passar uma instrução pro Poy, que era goleiro do São Paulo. 'Fala pro Poy acionar o Teixeira lá na ponta'. E essa minha transmissão (do recado) foi flagrada por um jornal. Foi uma festa cara.'' Pombo correio foi um dos apelidos que Silvio Luiz recebeu na sequência. “Se houvesse internet na época ia render meme por uma semana. Deus me livre”, exclama o narrador diante desta possibilidade.

Vinho do Galvão

Silvio Luiz conta que é grande amigo de Galvão Bueno, e que em diversas viagens internacionais a trabalho, o global sempre fez questão de pagar jantares. Mas ele lamenta que o contato diminuiu porque Galvão mora longe, e conta que quem lhe dá notícias é Arnaldo Cézar Coelho pelo Facebook. “O Arnaldo mandou um e-mail pra mim: 'o Galvão quer tomar um vinho em fevereiro. Chama uma táxi que você não vai guiando'. Ele fábrica vinho e o vinho dele é bom. Já tomei umas duas ou três vezes e é da melhor qualidade”.

MasterChef

Silvio Luiz achou Vasco e ABC pela Série B no ano passado tão chato que leu uma receita de bolo de milho durante a partida. “Já fiz muito tempo atrás e quando o jogo tá chato, pro cara não mudar de canal, você tem que inventar alguma coisa, pô! Vou dar uma receita de bolo de milho. Eu tenho guardada a receita, mas essa Série B que vem ela vai mudar para bolo de fubá.” Ele lembra que não foi a primeira vez que usou deste artifício e acrescenta que recebeu muitos e-mails pedindo a receita. Mas admite que alguns torcedores do Vasco reclamaram no Twitter. Silvio Luiz garante que não faltou com o respeito ao clube, apenas reagiu à má qualidade da partida. “E o jogo tava uma merda, se é que você quer saber”.

Maçonaria de boleiros

“Eu tinha grandes amizades naquela época. Saía para noite com jogador, saía para jantar com jogador, frequentava a casa, a família do jogador”. Silvio Luiz diz que a profissionalização do futebol criou figuras como o empresário e o assessor de imprensa e isso afastou os jornalistas. Ele conta que nos anos de 1940, 1950, 1960 existia uma espécie de irmandade, e a amizade prevalecia. “Apesar de sair com jogador, ver fulano bebendo, nunca falei que vi fulano bebendo. Existia uma espécie de maçonaria”. Silvio diz que convivia muito com o elenco do São Paulo e a confraria tinha atletas como Maurinho, Manzolinho, Mauro, Zezinho e Canhoteiro.

Gol fora do vocabulário

Parece um descalabro, mas um dos grandes narradores da crônica esportiva brasileira afirma que jamais gritou gol. “Eu não me vejo no momento (do gol) de chamar o cara que tá em casa de burro. Eu acho que sou um legendador de imagem”. Ele procura acrescentar informações ao lance como quem fez o gol e o tempo de jogo, porque a imagem é auto-explicativa. “Não preciso gritar gol se o som ambiente grita o gol. Eu boto uma legenda naquilo. Se eu estivesse no rádio, seria diferente”.

Irreverência ao microfone

A televisão era uma coisa sisuda até Silvio Luiz. Ao repetir a formalidade do teatro, tudo ficava muito quadrado. O narrador apostou na irreverência, em usar termos do cotidiano para aproximar o futebol do telespectador. A opção explica termos como pagode na cozinha, desandar a maionese e tantos outros. “Tira o smoking do futebol que era antigamente. Vamos fazer de manga de camisa, vamos falar do cotidiano, misturar o futebol com a vida da dona de casa, do pai de família.”

Ator mirim

A mãe de Silvio Luiz era locutora de rádio e, na década de 1940, levava o filho para o estúdio. Espoleta, o garoto, então com 12 anos, vivia pedindo para falar ao microfone e um dia recebeu a boa nova: ia estrear numa rádio novela. Mesmo com o papel na mão, decorou o texto, coisa que não precisava de muito esforço. Tinha apenas uma fala: 'uma carta para o senhor'.

“Chegou na hora, o cara baixou o braço, contrarregra bateu a porta. O cara abriu e falei ‘uma carta para o senhor’. Depois, continuei a fazer pontinha aqui, pontinha ali, e a minha mãe foi trabalhar na TV Paulista. Eu fui junto e ali fui convidado a ser repórter. Caiu a sopa no mel, deram milho pra bode”. Silvio não sabe a data exata, mas acredita que devia ter entre 15 e 16 anos e ressalta que assinou a Carteira de Menor, Carteira de Trabalho da época para quem não atingira a maioridade.

Mininarrador

Na infância, Silvio Luiz era apaixonado por jogar botão. Na década de 1940, a brincadeira era mais complicada porque não havia jogos de times para vender. Para montar as equipes, o menino pegava botões da mãe e fazia uma traquinagem no colégio. “Quando eu precisava de um botão diferente, no inverno o pessoal ia para escola e pendurava os capotes. Eu esperava a turma ir pro recreio e, com uma gilete, cortava o botão que achava bonito. Um zagueiro, ponta direita e formava meu time.”

O narrador organizava tabelas e promovia campeonatos com os 12 times que possuía. “Tinha o campeonato da tampinha também. Antartica contra Brahma, contra os refrigantes da época, Seven Up.” Silvio Luiz recorda que também irradiava os jogos enquanto se divertia com o primo e afirma que fazia tudo isso porque estava no sangue o gosto pelo esporte e pelo microfone.

Voz multimídia

A narração inconfundível de Silvio Luiz não está somente na televisão. Há cinco anos, ele empresta a voz para o jogo de videogame PES (Pro Evolution Soccer) e, desde 2013, também orienta motoristas pelo aplicativo de trânsito Waze. “Achei bacana aquilo lá. Aí que eu pergunto: quantos narradores botaram a voz no Waze? Quantos trabalharam para o Google?”

Silvio Luiz conta que esta parceria foi moleza: gravou algumas algumas frases e matou tudo em seis horas de trabalho. O PES foi mais complicado, demorou um mês porque precisou do licenciamento de 500 jogadores e 200 clubes. Mas no final, o cheque caiu na conta e o narrador ressalta que foi pagamento em euro.

Nobre deputado

O narrador não se aprofundou no tema, mas revelou que certa vez foi convidado para virar político. Ele desconversa e diz não se recordar a data nem o partido, apenas sugere que foi um pouco depois das primeiras eleições para presidente da República em 1989. “Eu falei para minha mulher: “eu fui convidado a ser político. Ela falou: se aceitar em uma semana você é ladrão e eu sou puta''. Silvio Luiz concorda com a avaliação e rejeitou o pedido para que concorresse a deputado estadual no Estado de São Paulo.

Na ativa

Com um currículo tão longo, hoje Silvio Luiz transmite jogos da Série B pela RedeTV. E o fato de estar fora dos jogos de elite não o incomoda. “Eu tenho que botar na cabeça: eu tenho 80 anos de idade, pô!. Estou mais pra lá do que pra cá. Alguém tem que ficar por aqui, pô. Escanteado por quê? Estou numa empresa que me paga em dia, faço meu arroz com feijão ali.”


Torcedores detonam Sportv/Globo por mudar nome e brasão do Red Bull em jogo
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Red Bull Brasil comemora o acesso para a elite do Paulista, no ano passado

Uma das expectativas geradas pelo acesso do Red Bull Brasil à elite do futebol paulista, em 2015, foi em torno da postura da Rede Globo com o time.

A emissora costuma alterar o nome de equipes apoiadas ou geridas por empresa – a própria escuderia Red Bull, na Fórmula 1, é muitas vezes chamada por locutores e comentaristas de RBR, sigla para Red Bull Racing. Isso também acontece com equipes de vôlei que têm empresas em seus nomes oficiais, mas Globo e Sportv só identificam os times pelos nomes dos clubes, ou das cidades.

A dúvida quanto ao Red Bull Brasil começou a ser tirada neste domingo (25), no amistoso da equipe contra o Palmeiras no Allianz Parque. O Sportv, que transmite o jogo ao vivo, adotou o nome “RB Brasil” e apagou a inscrição “Red Bull Brasil” do escudo da equipe.

Em abril do ano passado, o próprio clube demonstrava preocupação com eventuais problemas de identificação.

“O clube foi fundado em 2007 com o nome do Red Bull Brasil futebol e esse é o nome do clube, é o que vai no escudo, na tabela das competições, regulamentos, é uma coisa simples.  O clube só precisa ser visto com o nome de batismo”, disse Thiago Scuro, diretor de futebol do clube, em entrevista ao UOL Esporte, sem citar diretamente a Globo.

“Isso [não chamarem pelo nome] de certa forma incomoda atletas e comissão técnica, porque é o trabalho deles não está sendo divulgado da forma que deveria, isso deixa eles de desapontados. Eles jogam no Red Bull Brasil e qualquer alternativa denominada ao nosso nome é injusto. É uma questão de autoestima”, completou, na época.

A reação dos internautas à postura da Globo/Sportv também não foi favorável, que também cornetaram o Sportv por chamar o Allianz Parque de Arena Palmeiras. Veja algumas críticas:

 


Veja onde estão apresentadores “sumidos” que fizeram sucesso na TV
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Eles foram famosos como apresentadores da televisão esportiva brasileira. Alguns conseguiram tanta fama que até tiveram oportunidades de posar para capa de revista. Mas, com o passar dos anos, eles começaram a cair no anonimato e sumiram. Tem apresentador que segue na televisão, mas não com o mesmo sucesso de antes.

Apresentadores esportivos que sumiram
  • Divulgação
    Fernando Vanucci
    Ele já foi apresentador do Esporte Espetacular e consagrou o bordão "Alô, você". Ele ainda teve passagens pela Band, Record e Rede TV!, mas agora faz parte da equipe da Rede Brasil de Televisão. No canal, ele apresenta o RB Esporte. Foto: Divulgação
  • Silva Junior/Folhapress
    Jorge Kajuru
    Ele chegou a comandar o Cartão Verde, da TV Cultura, mas teve na Band, no Esporte Total, o auge de sua carreira. Depois, ele foi sumindo dos principais programas esportivos e agora comanda o Kajuru pergunta no Esporte Interativo Foto: Silva Junior/Folhapress
  • Arquivo Pessoal
    Silvia Vinhas
    Show do Esporte e Esporte Total foram apenas alguns programas que teve a apresentadora no comando. Mas, a ex-mulher de Luciano do Valle deu uma sumida do cenário esportivo e agora comanda o Opinião Livre, na TV Unip. Foto: Arquivo Pessoal
  • Flavio Florido/UOL
    Soninha Francine
    Soninha já foi uma das apresentadoras do Bate-Bola, ao lado de João Carlos Albuquerque no fim da década de 90, mas depois largou o esporte. Teve sua carreira na política, foi eleita vereadora em São Paulo, e agora dá aula de inglês, consultoria política e palestras Foto: Flavio Florido/UOL
  • Reprodução
    Simone Mello
    Ela também foi uma das apresentadoras do Show do Esporte, programa exibido aos domingos. Ela deixou a televisão em 1998, durante a Copa do Mundo da França. Hoje, ela virou dona de casa Foto: Reprodução
  • Flávio Florido/Folhapress
    Roberto Avallone
    Roberto Avallone fez sua história no comando do Mesa Redonda, da TV Gazeta, e depois foi para a Rede TV!. Atualmente, ele não está na televisão e tem um blog no UOL Esporte. Foto: Flávio Florido/Folhapress
  • Reprodução/Instagram
    Luiz Andreoli
    Pai do humorista Felipe Andreoli, ele comandou o Globo Esporte e o Esporte Espetacular e ficou na emissora carioca por quase sete anos. Hoje, ele faz apresentações e eventos. Foto: Reprodução/Instagram
  • Greg Salibian/Folhapress
    Cléo Brandão
    A loira comandou Band Esporte, Show do Esporte, Faixa Especial e Faixa Nobre do Esporte, todos programas da Bandeirantes, e chegou a ser capa da Playboy com o seu trabalho na emissora como mote. Até o fim de 2014, ela era editora editora-chefe do Caderno Speedway Autos, da Revista Speedway. Foto: Greg Salibian/Folhapress
  • Alexandre Rezende/Folhapress
    Diana Bouth
    Apresentou durante quase dez anos o programa Zona de Impacto, do SporTV!. Depois de ser mãe, ela assumiu a atração "Mãe e cia", no canal GNT. Ela também foi uma das musas do centenário do Palmeiras. Foto: Alexandre Rezende/Folhapress
  • Reprodução/UOL
    Drica Lopes
    A mineira foi apresentadora do Gazeta Esportiva durante três anos. Ela dividiu a bancada com Chico Lang durante o período. Atualmente, ela chegou a ser notícia em eventos com presença de celebridades, mas segue no anonimato. Foto: Reprodução/UOL

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Eles já passaram pelo jornalismo esportivo, mas agora estão em outra