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Sem Casão, Caio “canta” o jogo na Libertadores, e Globo minimiza pressão na estreia do Santos

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Foto: Ricardo Zanei, em São Paulo


Foto: Gaston Brito/Reuters

O Santos estreou na Libertadores 2012 na noite desta quarta-feira. Pelo menos, na tela da Globo. Depois de seis jogos de Corinthians, quem deu a bola foi o time de Neymar e cia. A palavra “pressão'' esteve presente, mas com outra conotação. Sem Casagrande, foi a vez de Caio Ribeiro roubar a cena e colocar em prática sua afiada bola de cristal na vitória do Bolívar.

Nas narrações das partidas do Corinthians, o termo “pressão'' é recorrente. Basta o time oscilar para que o papo gire em torno do peso pela busca do título inédito. Já na primeira aparição do Santos, tratado como favorito, a pressão reapareceu, mas com outro significado: a dúvida era saber como os comandados de Muricy fariam para superar a altitude de La Paz, na Bolívia.

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A Globo havia anunciado em seu site, em nota veiculada nesta terça, que a partida teria narração de Cléber Machado, “com comentários de Caio Ribeiro, Walter Casagrande e Leonardo Gaciba''. Sem explicações, Casagrande não esteve na transmissão. Sozinho nos comentários, Caio brilhou ao cantar a bola mesmo antes de o jogo começar: “Acompanhei alguns jogos do Bolívar na primeira fase, e o time tem alguns jogadores que pegam bem de longe. Qualquer falta pode levar perigo''. Pois foi assim, em cobranças de falta, que a equipe da casa fez os gols da vitória.

Caio apontou o atual campeão como principal candidato ao bi. “Para mim, o Santos está pronto e é o grande favorito para conquistar esse campeonato'', disse. A bola de cristal também fez sucesso quando o assunto foi a influência da altitude no desempenho das maiores estrelas do time da Vila. “É capaz que o Ganso erre mais passes do que está acostumado. Já para o Neymar não muda muito, mas acho que, ao invés de oito, nove arrancadas, ele vai dar uma cinco, seis.''

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O comentarista também acertou ao falar que o Santos deveria trocar passes para evitar a correria, ou melhor, a pressão boliviana. “Quando você joga mais compacto, você corre menos. O Santos está tentando a ligação direta. Não é por aí'', afirmou. Ele ainda elogiou o Bolívar, que “não é um time bobo''. “Não é tão ruim. A altitude nivela, mas tem jogadores interessantes. É pouco, mas não é essa baba que todo mundo imaginava.''

A bola de cristal também contaminou Cléber Machado no lance do segundo gol. “Essa tem um ângulo bom para o pé esquerdo, para quem bate firme como o Campos. Gooooool!!!'', narrou, com precisão. Caio, que analisou o primeiro gol do Bolívar como “pura infelicidade, uma falta de sorte mesmo'', viu falha do goleiro Rafael no segundo. “Sempre analiso com um pouco mais de calma por causa da altitude. O Rafael tentou proteger o canto dele, mas me deu a impressão, pela distância que foi batida a falta, que ele demorou um pouco para cair'', afirmou.

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Ainda havia tempo para a última análise de Caio: faltou uma maior participação das estrelas santistas em La Paz. “O Santos fez uma partida inteligente, sem se expor, mas alguns jogadores poderiam ter aparecido um pouco mais. O Ganso apareceu muito pouco, o Arouca, sempre que dá essa arrancada, leva perigo. Foi muito dependente do Neymar hoje.''

Fim de jogo, fim da pressão, fim da altitude. Antes de Neymar e do repórter Abel Neto serem agredidos com garrafas atiradas pela torcida boliviana, a estrela santista disse ao microfone da Globo que “o jogo não é só de ida, não, tem volta lá em Santos. Eles vão ver''. “Eles'' até podem ver, mas resta saber se a emissora vai transmitir para todo mundo ver.

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