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Luizão diz que Corinthians nunca conquistou Libertadores porque não tem “casa”

O ex-jogador Luizão, que teve passagens marcantes por Corinthians, Vasco, São Paulo e Palmeiras, considera que a falta de um estádio é o principal fator que explica a ausência de um troféu da Libertadores na galeria do alvinegro do Parque São Jorge.

“O Corinthians nunca conquistou uma Libertadores por não ter sua casa”, afirmou Luizão no Arena Sportv desta quarta-feira.

O ex-jogador comparou a situação do Corinthians com a do arquirrival São Paulo, clube que defendeu em 2005, quando foi campeão das Américas.

“O que era legal do São Paulo era a casa do time. A torcida já vivia a libertadores”, relembrou o ex-centro avante. “Eu joguei 6 meses no São Paulo e parece que foram 3 anos”

Luizão criticou ainda o descontrole emocional do Corinthians na partida contra o Emelec como fator de preocupação. “Teve jogador do Corinthians que merecia ser expulso, por bobeira. O Emerson, por exemplo”.

Ele disse que não há favoritos para o confronto entre Corinthians e Vasco.

Apesar das críticas ao Corinthians, Luizão elogiou o elenco do time e afirmou que jogadores como Danilo e Alex, que já disputaram a Libertadores, podem fazer a diferença nessa fase decisiva do torneio.

“O Corinhtinas tem jogadores experientes, que já jogaram e ganharam a Libertadores. Acho que o Danilo pode fazer diferença nessa fase, pois ele aparece em decisão”.

Sobre o confronto entre Corinthians e Vasco, ficou em cima do muro: “Não vejo nenhuma equipe como favorita”.

O ex-jogador também foi diplomático quando o assunto foi sobre sua passagem por São Paulo e Corinthians. “O jogo mais emocionante da minha vida foi a final da Libertadores [de 2005]”, disse Luizão, que afirmou sentir orgulho por ter vestido a camisa do Corinthians :”foi o clube com que mais me identifiquei”.

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Dentinho vira apresentador e cita sua beleza como destaque do programa: “sou muito bonito”

O jogador Dentinho, ex-Corinthians e atualmente Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, virou apresentador por um dia na TV Gazeta. O programa Super Esporte, comandado por Thiago Oliveira, ganhou o reforço do jogador nesta quarta-feira.

Logo no início do programa, o jogador disse que os destaques seriam Corinthians, Libertadores, tênis “e minha beleza que é o principal”. “Vamos para o intervalo, é nós, tamo junto”, disse o jogador que passa férias no Brasil após conquistar dois títulos pelo Shakhtar.

O atacante cumpriu a promessa de mostrar sua “beleza”, desfilou e explicou o novo penteado. “Eu sou um cara muito bonito, e às vezes tenho que mudar o estilo. Então, desta vez, mudei para o estilo trança”, brincou, sendo elogiado pelo apresentador oficial.

“Olha como o cara chega, que elegância, que moral. Na passarela, Dentinho”.

O jogador ainda falou de como é morar na Ucrânia, a dificuldade de fazer um pedido nos restaurantes e a responsabilidade de ser pai. “Eu ligo para o meu tradutor e ele faz o pedido para mim. Sobre ser pai, tomara que o Bruno Lucas puxe a minha beleza”.

Dentinho

Dentinho
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Estreia da TVFla tem 8min de Ronaldinho e exibe gols do filho de Bebeto


Crédito da imagem: Reprodução

A TVFla estreou nesta terça-feira no Esporte Interativo. O programa de 30 minutos teve espaço para esportes olímpicos, categorias de base e entrevistas. O destaque da primeira exibição foi Ronaldinho Gaúcho, que teve exposição de 8min. Os três gols do filho de Bebeto pelos juniores também chamaram a atenção.

A programação começou com uma entrevista com Luiz Antônio e sua mãe, dona Isa. O técnico Andrade participou do quadro “Sempre Flamengo” para relembrar jogos marcantes do Rubro-negro. A presidente Patrícia Amorim apareceu com breve discurso no programa, que ainda teve espaço para o time de basquete, a remadora Fabiana Beltrame e a judoca Katherine Campos.

Mas o destaque ficou mesmo para o final. Antes de exibir a entrevista de 8min com Ronaldinho Gaúcho, a TVFla deu um panorama geral de suas categorias de base. Os gols da vitória do Flamengo por 8 a 3 sobre o Resende na Taça Rio de juniores foram exibidos, com destaque para os três tentos anotados por Matheus, filho de Bebeto.

Ronaldinho Gaúcho encerrou o programa com 8min de entrevista. Ao longo da conversa, ele falou sobre a carreira e agradeceu ao carinho da torcida. “Acho que todo brasileiro sonha em jogar no Flamengo, pela história do clube. Sempre me imaginei com a 10 do Flamengo, onde passaram meus ídolos. É a realização de um sonho. Dar alegria a essa torcida, me dá muito prazer”.

O camisa 10 do Fla ainda falou sobre sua personalidade e a exposição na mídia. “Ronaldo é isso aí mesmo. O que tem de diferente são as mentiras que inventam, aumentam. De resto é aquilo mesmo. Sou exatamente o que sou. Não tem personagem”. Ronaldinho também prometeu um time bem diferente dos primeiros meses de 2012 a partir de agora. “Ano passado tivemos um ano bom e criou-se expectativa muito grande. Mas acabamos decepcionando e decepcionados. Mas vamos dar a volta por cima e fazer um excelente Campeonato Brasileiro como no ano passado”.

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Neto solta a língua, distribui cornetadas e ganha Troféu Vuvuzela da semana

O UOL Esporte Vê TV apresenta mais uma edição do seu salão de troféus, premiando os destaques da grade esportiva na semana que passou. O blog preparou uma série de categorias para os deslizes e melhores momentos dos narradores e comentaristas. Segue abaixo a seleção de momentos inspirados da telinha nos últimos sete dias.

 

Língua afiada
O comentarista Neto estava inspirado na transmissão de Palmeiras x Paraná, pela Copa do Brasil. Cornetou o técnico Felipão, o zagueiro Henrique, a atitude do time paranaense não falar com a imprensa, mas a cereja do bolo da transmissão da Band foi para o goleiro Luis Carlos, do Paraná Clube: “Ele é mão de maionese! Se tiver filho pequeno, não dá para jogar para cima; ele cai”. Leia o post completo.

 

Fala pouco! Fala pouco!
A rede Globo tentou inovar na transmissão da final do Paulista colocando um de seus comentaristas na beira do campo para, quem sabe, trazer algumas análises no “calor da partida”. Porém, Caio Ribeiro parece ter ficado emocionado ao retornar ao campo e pouco falou na transmissão. O repórter Mauro Naves ainda que tentou ajudar o colega – com sucesso -, mas depois o ex-jogador voltou a ficar calado. Leia o post completo.

 

Comentarista FC
Zinho não ficou exatamente nervoso com a eliminação do Flamengo na Libertadores, mas sofreu bastante. Em sua despedida como comentarista do canal Fox Sports, o novo diretor de futebol do clube carioca revelou as dificuldades de ver seu time do coração eliminado. “Sofri, mas não podia extravasar. Aquele jogo contra o Olimpia foi decisivo. Aquele jogo, que estava ganhando de 3 a 0 e levou o empate, foi o que determinou a desclassificação”. Leia o post completo.

 

A honestidade de Guerrón
Há quem reclame que jogadores de futebol falam sempre as mesmas coisas na saída do campo. O atacante Guerrón, do Atlético-PR, tentou mudar a rotina no jogo contra o Cruzeiro, mas talvez tenha exagerado na honestidade. Depois de comentar a sua dança de comemoração do gol, confessou: “Vamos voltar para matar logo essa p… aí”. A declaração logo chegou ao tópicos mais comentados do Twitter. Leia o post completo.

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“Avenida Brasil” traz clichês e personagens clássicos do mundo do futebol; conheça os boleiros da novela

Ricardo Zanei, em São Paulo


Tufão em ação pelo Flamengo em “Avenida Brasil” – Foto: Divulgação/TV Globo

Você já ouviu falar de todas essas histórias. Sabe o ex-jogador de sucesso que manteve as raízes humildes e banca a família inteira? Conhece o filho de um ex-jogador famoso que tenta buscar o estrelato, sem sucesso? E aquela “Maria Chuteira”, que usa os seus atributos físicos para encantar os garotos que correm atrás da fama? São histórias e mais histórias do mundo do futebol, e que podem ser encontradas também na novela “Avenida Brasil”, da TV Globo.

Antes do início da trama, o autor João Emanuel Carneiro disse que o futebol não era o tema central. “‘Avenida Brasil’ é sobre alguém que quer fazer justiça”, afirmou, em entrevista à coluna “Zapping”, do jornal “Agora São Paulo”. Sim, as coisas não acontecem por causa do futebol, mas, a cada capítulo, as histórias clássicas do mundo da bola ficam mais evidentes.

Veja, abaixo, os principais personagens do núcleo boleiro da novela e tente lembrar com quem eles se parecem na “vida real”:

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Apresentador do CQC brinca e inventa apelido para santistas: “biscates do Neymar”

Nesta segunda-feira, Oscar Filho, um dos apresentadores do programa CQC, inventou um novo termo para referir-se aos torcedores santistas. De acordo com o humorista, os adeptos do alvinegro praiano são as “biscates do Neymar”.

O comentário foi feito depois da matéria sobre o tricampeonato paulista do Santos. Torcedor assumido da equipe, Marcelo Tas afirmou que não poderia mais ser chamado de “viúva de Pelé”, apelido que os santistas ganharam no jejum de títulos da década de 1990.

“Vocês não são mais as viúvas do Pelé. Agora, são as biscates do Neymar”, brincou Oscar Filho.

Na matéria, o repórter Felipe Andreoli, usando uma faixa, coletou 100 assinaturas de santistas, em referência ao centenário do clube, durante a vitória da equipe por 4 a 2 sobre o Guarani, no jogo de volta da final do Campeonato Paulista. Depois, o objeto foi entregue ao meia Paulo Henrique Ganso.

Foto: Reprodução/TV

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Mano Menezes alfineta comentaristas do SporTV e relembra chilique de Renato Maurício Prado

Nesta segunda-feira, Mano Menezes, técnico da seleção brasileira, foi o convidado do programa Bem, Amigos, do SporTV. Em meio a perguntas sobre a seleção brasileira, o treinador relembrou críticas de Renato Maurício Prado e Alberto Helena em relação às suas convocações e alfinetou os comentaristas.

Primeiro, Mano comentou a manifestação de Renato Maurício Prado no ano passado. Ao convocar Ronaldinho Gaúcho quando o Flamengo brigava pelo título do Campeonato Brasileiro com o Corinthians, o técnico foi chamado de clubista pelo comentarista.

O treinador trouxe a questão à tona quando questionado sobre a ausência de Ronaldinho Gaúcho da última convocação da seleção brasileira, o que aconteceu pouco depois de José Maria Marin, presidente da CBF, dizer que não levaria o camisa 10 do Flamengo para a equipe nacional.

“Me lembro que, quando convoquei o Ronaldinho no ano passado, Renato me criticou muito porque fui injusto na relação do Flamengo com o Corinthians, que estavam brigando pelo campeonato. Ronaldinho só foi convocado três vezes nesse período. Em novembro, na reta final, não levei jogadores do Campeonato Brasileiro”, afirmou o treinador.

“Em fevereiro, não tinha como não leva-lo porque, no último jogo nele, contra o México, ele havia sido um dos melhores em campo. Mas em fevereiro ele não foi bem e eu tentei agir de maneira coerente de novo”, completou, explicando a ausência do jogador na última convocação.

Mano Menezes

Mano Menezes

O próprio Renato Mauricio Prado perguntou para Mano se ele acha que a seleção pode jogar de maneira semelhante à do Santos. Em sua resposta, o técnico lembrou críticas que recebeu quando convocava Elano.

“Se o Alberto Helena não disser que o Elano é volante…”, afirmou o comandante da seleção.

“O Elano joga com dois volantes atrás dele, está mais fino, é um cara regular. Nem sempre tira 9, mas sempre está em 7, 7,5, com futebol criativo, de qualidade”, completou, elogiando o meia do Santos.

Apesar do sorriso no rosto e do aparente bom humor, Mano também deu uma resposta atravessada ao falar sobre a convocação de Alexandre Pato. Milton Leite fez uma brincadeira perguntando se o Pato falava.

“Temos vários animais falantes no futebol brasileiro”, respondeu o treinador, arrancando risos do apresentador.

Foto: Reprodução/TV

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Após título do Paulistão, Muricy revela que ajudou a esposa e lavou a louça em casa

Crédito: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

O técnico Muricy Ramalho teve um domingo cheio de tensão por conta da decisão do Campeonato Paulista entre Santos e Guarani, no estádio do Morumbi. Com a vitória por 4 a 2 e o segundo título paulista no comando do Peixe garantido, hora de ir para casa e relaxar, aproveitar a conquista com a família, certo?

Nada disso. O treinador alvinegro ainda encarou uma pilha de louça suja assim que chegou em casa.

“Meus filhos são muito folgados, não ajudam em nada em casa, então eu dei uma forcinha”, contou o treinador durante o programa “Joga Aberto”, da Band.

Após o primeiro jogo da decisão com o Guarani, um dos filhos de Muricy já havia irritado o treinador. Fabinho atrapalhou a entrevista coletiva do técnico ao tentar falar com o pai no rádio e levou uma cornetada.

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Caio troca cabine pelo campo, mas fala pouco e não cumpre promessa na decisão do Paulistão

Ricardo Zanei, em São Paulo*


Foto: Reprodução de TV

A Globo tem usado dois comentaristas, Casagrande e Caio Ribeiro, nas transmissões dos principais jogos dos times de São Paulo. Na vitória do Santos sobre o Guarani, no segundo jogo da final do Paulistão, a emissora repetiu a receita, mas com uma inovação: Casagrande seguiu o roteiro e ficou na cabine, enquanto Caio se posicionou no campo, entre os dois técnicos. A novidade começou animadora, mas a execução poderia ser melhor.

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“O Caio está lá ao lado dos técnicos, para sentir a emoção ali de perto”, disse o narrador Cléber Machado, ao dar um panorama do que o torcedor poderia esperar. “Isso é o mais gostoso, sentir a torcida, ir nos vestiários. Para mim, como ex-jogador, é muito bom voltar a pisar no campo”, disse Caio, antes de dar uma geral de como seria seu trabalho. “É isso o que a gente vai tentar passar hoje, a emoção do treinador, como reagem o Muricy e o Vadão e também os jogadores que vão entrar em campo.”

A promessa não foi cumprida. Caio praticamente não falou dos treinadores e não citou nenhuma conversa de “bastidores”, no estilo “só eu vi”. Além disso, o ex-comentarista falou pouco durante a transmissão, deixando quase todas as análises para Casagrande.

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Com o começo movimentado e três gols em 9min, Caio só conseguiu “estrear” aos 10min, elogiando a vontade de jogar de Santos e Guarani e também a estrela santista. “Sabe o que mais me chama a atenção? O Neymar. Ele está sempre 1 segundo à frente dos outros”, disse.

Quem ajudou Caio foi o repórter Mauro Naves, mais à vontade na função ao lado do campo. Depois da primeira aparição do ex-jogador, Mauro foi o responsável por revelar algo que só quem estava na beira do gramado ouviu: Muricy brincou ao ver que Caio ficaria ali. “Mais um para me cornetar? Vou lá para o outro lado”, dedurou o repórter.

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Foi também graças a Mauro que Caio voltou a aparecer, já com 36min de jogo, quando Neymar levou amarelo após falta em Bruno Peres. “O Caio me falou que, daí de cima, ele talvez achasse que não merecia cartão, mas, daqui de baixo, com certeza foi merecido”, disse o repórter. “Daqui é muito mais real. No início da jogada, o Neymar foi puxado, aí ele ficou com raiva e cometeu a falta”, analisou o ex-jogador.

Mesmo sem gols no começo da segunda etapa, ficou a impressão de que Caio havia sido esquecido na transmissão. Tanto que ele demorou ainda mais, quase 24min, para fazer seu primeiro comentário. “O Domingos tem a fama, mas vendo aqui de perto, ele não é violento, não”. Depois do terceiro gol santista, ele deu uma dica para Muricy. “A festa aqui está bonita, mas daqui a pouco eu acho que o Muricy vai mexer”. Dito e feito: saíram Elano e Juan, entraram Felipe Anderson e Leo. Alan Kardec anotou o quarto gol e selou a vitória santista.

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De Caio, só uma avaliação sobre quem será a estrela do Campeonato Brasileiro. “Essa é fácil, né? Claro que é o Neymar. E essa é a diferença do Santos. O Guarani chega umas três ou quatro vezes com chance de gol e não marca, o Neymar, com uma chance, faz o gol”, disse, antes de se despedir falando do campeão paulista. “O Santos aparece hoje como um time a ser batido, mas é uma equipe simpática a todas as torcidas.”

A inovação da Globo foi louvável, mas a sensação é de que Caio ficou ausente na transmissão. Foram apenas 10 aparições, sendo 3 delas sem a bola rolando (antes da partida, no intervalo e ao fim do jogo). O ex-jogador poderia ter sido mais utilizado e feito, em suas análises, o que prometeu antes da decisão. No entanto, se limitou a fazer comentários “de comentarista”, sem trazer nenhum olhar diferente. De qualquer forma, é uma ideia que pode vingar, e a decisão do Paulistão foi só um começo.

*Colaborou Júlia Caldeira

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Há dez anos Cléber Machado se revoltava com a Ferrari: “Hoje não! Hoje não! Hoje sim…”


Crédito da imagem: AFP Photo/Rick Hertzog

Hoje Rubens Barrichello é piloto da Fórmula Indy e Michael Schumacher ainda tenta suas últimas cartadas na Fórmula 1 com a Mercedes, mas dez anos atrás ambos eram os pilotos da Ferrari, embora o alemão desfrutasse de alguns privilégios na escuderia.

E foi justamente este privilégio que fez a equipe italiana obrigasse Rubinho a deixar Schumacher ultrapassá-lo na reta final do GP da Áustria. A atitude da escuderia levantou debates no circo da Fórmula 1, com questionamentos sobre até que ponto a equipe poderia influenciar na atuação de seus pilotos na pista.

Porém, para os telespectadores que acompanhavam a prova naquele dia das mães de 12 de maio de 2002, outra lembrança marcante foi a narração de Cléber Machado que, fugindo um pouco do protocolo imparcial dos narradores globais, não fez questão nenhuma de esconder sua indignação com a atitude da Ferrari. Ouça o desabafo:

“Vai ter música de vitoria? A Ferrari não vai atrapalhar o nosso domingo? Vem Barrichello, encosta o Schumacher. Eles vão pra última curva. Hoje não! Hoje não! Hoje sim… hoje sim… É inacreditável. Olha, é inacreditável. Não há nenhuma necessidade de a Ferrari fazer isso. Se eu tivesse apostado todo meu dinheiro eu teria perdido”.

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