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Após suspensão, repórter da ESPN é chamada para dar palestra anti-bullying
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Britt McHenry

Uma equipe de beisebol da Flórida fez um convite inusitado à repórter Britt McHenry, da ESPN dos EUA, suspensa por uma semana por humilhar uma funcionária de um guincho. McHenry foi chamada pela Brevard County Manatees a dar um discurso anti-bullying para 1.000 alunos do ensino fundamental.

“À luz dos recentes acontecimentos e sendo que Britt é da área, nós daremos uma oportunidade a ela para discutir anti-bullying e fornecer uma mensagem para os estudantes da sua cidade natal'', disse Jennifer Garcia, porta-voz do time.

Além disso, a equipe da Flórida convidou McHenry para a repórter trabalhar por uma semana em Melbourne. Isso ocorreria enquanto a repórter aguarda a autorização da ESPN para voltar ao ar.

De acordo com o site TMZ, funcionários da emissora pedem que ela seja demitida. A publicação divulgou frases de colegas da ESPN (a maioria sob anonimato ). Nelas, as pessoas pedem uma pena maior e até exigem uma pena mais pesada para McHenry. “(O que ela fez) reflete sobre todos nós, da ESPN'', disse um funcionário não identificado.

O pedido de demissão da repórter também ganhou força na internet. Desde quinta-feira passada, mais de 4.700 pessoas já assinaram uma petição. No texto, os internautas ressaltam a “atitude inaceitável de ódio contra os americanos de baixa renda.''

“O apoio a Britt McHenry ameaça diretamente não só as suas futuras vítimas, mas também a integridade da ESPN, o campo da mídia esportiva norte-americana e do jornalismo como um todo'', diz a petição.


Após ofensa, colegas da ESPN pedem demissão de repórter, diz site
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Repórter ofende funcionária e leva suspensão de TV nos EUA

A suspensão de uma repórter da ESPN dos EUA que ofendeu a funcionária de um guincho e foi flagrada por uma câmera de vídeo não está sendo satisfatória o bastante para colegas de emissora da jornalista. De acordo com o site TMZ, outros funcionários da emissora pedem que ela seja demitida.

O TMZ, primeiro site a noticiar o incidente, publicou frases de colegas da ESPN – a maioria sob anonimato -, que preveem uma pena maior e até exigem uma pena mais pesada para Britt McHenry.Untitled

A repórter foi suspensa por uma semana, por humilhar uma funcionária, quando foi tentar retirar seu carro de um guincho. “Eu sou uma repórter, querida. Eu irei processar essa p…”. “Eu tenho cérebro e você não''. “Talvez se tivesse faltando alguns dentes em mim eles iriam me contratar, né?”. “Perca um pouco de peso, querida”. Essas foram algumas das frases de Britt.

Um produtor afirmou ao TMZ: “ela é a pior, espero que ela seja demitida em breve”. Outro funcionário da ESPN criticou: “O que ela fez reflete em todos nós na ESPN. Ela será demitida em breve. Se não for, será chocante”.

Apesar da repercussão negativa, Britt já pode virar exemplo para evitar esse tipo de caso. Também de acordo com o TMZ, ela recebeu um convite em sua cidade natal para dar palestras antibullying. Ela foi convidada para falar com cerca de mil crianças de uma escola, em parceria com uma equipe jovem de beisebol.

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Mãe de Galvão foi atriz famosa. Mas saúde do filho interrompeu o sucesso
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O papel de mocinha caía como uma luva para Mildred dos Santos na década de 40, quando a televisão dava os seus primeiros passos no Brasil. A voz doce e meiga, a beleza e o jeito atraente lhe garantiam o posto de protagonista das primeiras telenovelas do país ainda na extinta TV Tupi. Os tempos não eram de selfies, mas a estrela já parava as ruas do Rio de Janeiro com fãs enlouquecidos por autógrafos e abraços.

Hoje, quase 70 anos depois, poucos a conhecem nas ruas. O passar dos anos tornou Mildred uma bela senhora de 86 anos cheia de vitalidade. Mas ela preferiu sair de cena para deixar brilhar seu filho: o narrador global Galvão Bueno.

Depois de enfrentar a transição entre rádio e televisão, Mildred ingressava no veículo novo como uma das mais importantes artistas e com carreira ascendente. Mas a dificuldade de conciliar o trabalho puxado com as obrigações da maternidade, especialmente naqueles longínquos tempos, a fez optar pela vida familiar.

Ela conta que ainda nos primeiros anos da infância o pequeno Galvão começou a apresentar alguns problemas de saúde. O médico logo decretou o diagnóstico: falta de mãe.

“Meu filho apresentava problemas, ele começou a piscar sem parar e eu não entendia o que ele tinha. Levei ao médico e o médico falou que era falta de mãe. Eu me lembro que ele adorava maçãs e picolés. Um dia eu disse que tinha que trabalhar para comprar os picolés. E ele respondeu: ‘mamãe, eu não gosto mais de picolé’”, contou ela, ao UOL Esporte.

Mildred não titubeou em interromper a carreira em meados dos anos 50 quando o filho tinha entre cinco e seis anos. Quase 70 anos depois, não se arrepende, especialmente diante do resultado final. A mãe coruja sente muito orgulho da trajetória do filho que se transformou no maior ícone da narração esportiva no país. O locutor se tornou a voz ‘oficial’ da seleção brasileira e das corridas de Fórmula 1 e é uma das figuras mais conhecidas do povo brasileiro.

“Eu larguei a minha carreira cedo, mas valeu a pena. Eu fico admirada de ver o meu filho e ver o que ele é hoje, tudo o que ele conquistou. Eu nem vi o tempo passar, hoje vejo que ele se transformou em uma pessoa maravilhosa e simples”.

Mildred deixou a carreira de atriz, mas não ficou parada. Hoje ela preside a Associação Beneficente Galvão Bueno, criada pelo filho e que realiza um trabalho filantrópico com idosos. Para se dedicar ao Centro de Convivência para o Idoso, ela deixou o Rio de Janeiro e se mudou para Londrina.

A vida fora dos holofotes no Paraná é bem diferente da que levava nos primeiros anos de vida. Aliás, ela nasceu já predestinada a brilhar. Autor do livro “A Era do Radioteatro”, da Gramma Editora, e estudioso no assunto, Roberto Salvador conta que o pai da atriz era um oficial do Exército muito rígido, mas com apreço pelo teatro e pelas artes.

Quando a filha nasceu, ordenou que o quartel fizesse um toque festivo com uma salva de 21 tiros de canhão. Ainda decretou que a herdeira teria nome de artista e seria atriz.

Anos mais tarde a previsão se concretizou. Mildred começou a carreira aos 14 anos na Rádio Clube do Brasil e, pouco depois, começou a fazer papel de menina na Tupi e na Tamoio. Já adulta migrou da rádio para a TV e trabalhou com nomes como Fernanda Montenegro, Paulo Gracindo e Chacrinha.

Os vários papéis como mocinha a fizeram virar centro de um tema polêmico na época: os beijos nas novelas. Segundo Roberto Salvador, na era do rádio os atores beijavam as próprias mãos e aguçavam a imaginação dos ouvintes. Mas na televisão os beijos precisavam ser reais. Protagonista de vários papéis de mocinha, Pequetita, como era chamada, se tornou uma das atrizes mais beijadas da época.

“Ela brinca que era a mulher mais beijada do rádio e da televisão. O Paulo Porto, que era um galã na época do Radioteatro e um nome muito relevante, fez par com ela várias vezes. O Paulo dizia que ela era a atriz que beijava melhor na televisão. Foi preciso bastante compreensão da família para aceitar os beijos na TV naquela época”, conta Roberto.

Mas Mildred logo teve a compreensão do marido Aldo Viana, pai de Galvão Bueno e que também era ator e ainda acumulava outras funções na área como a de escritor, roteirista e diretor de programas.

Fãs encaram 4 h na fila para ver Galvão e imitam bordões famososApesar da carreira curta, Mildred deixou seu nome marcado na história do rádio e da televisão. Uma citação do livro “A Era do Radioteatro” ressalta bem o que ela representava na época.

“Ela conquistou o coração do público, realmente. Eis uma prova: certa vez, foi a Nova Iguaçu junto com outros artistas da Tupi. Entre eles Paulo Porto, um dos grandes galãs da época, e Jaime Filho. Era comum os atores complementarem o salário usando seu prestígio junto ao público, fazendo apresentações em teatros, cinemas e até circos fora da capital. Terminada a apresentação, o público acorreu pedindo autógrafos. Solícita, mas inexperiente, começou a atender ao público. Mas o entusiasmo era tamanho que a jovem ficou espremida no meio dos fãs quase sem poder respirar, sendo beijada e abraçada pela multidão. Foi quando Porto e Jaime vieram em seu socorro e conseguiram retirá-la do tumulto. “Levei uma enorme bronca do Paulo Porto. ‘Nunca mais faça isso, ouviu?’, me disse ele furioso.” Fora realmente uma temeridade. Mildred se transformara num mito. Foi atriz pioneira na televisão Tupi para onde levou o prestígio conquistado no Radioteatro”, diz a publicação. De fato, a história mostra que o astro Galvão Bueno tem a quem puxar.

Luiza OIiveira
Do UOL, em São Paulo

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Crédito da foto: Thiago Duran e Paduardo/AgNews


Férias do Sportv tiram Milton Leite de clássicos paulistas decisivos
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milton-leite-narrador-do-sportv-1399681098199_936x1920Foto: Divulgação/Sportv

Principal narrador do Sportv, Milton Leite estará ausente dos dois jogos mais importantes do São Paulo no primeiro semestre. Caberá a Luiz Carlos Jr. assumir o microfone nos duelos do Tricolor Paulista contra Santos e Corinthians, pela semifinal do Campeonato Paulista e pela Libertadores, respectivamente.

As férias de Milton Leite foram anunciadas pelo próprio narrador em sua página no Facebook na última segunda-feira, 12 de abril. Antes disso, narrou a partida entre Palmeiras e Botafogo-SP, válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Seu retorno ao canal é previsto para maio.

Na mesma rede social, Luiz Carlos Jr. divulgou sua escala de trabalho nos próximos dias. Neste sábado (18), às 18h30, o narrador trabalhará pelo canal de pay-per-view Premiere FC, braço dos canais Globosat, no clássico entre Botafogo e Fluminense, pela semifinal do Campeonato Carioca.

Em contato com o UOL Esporte, a assessoria de imprensa do Sportv confirmou a escala de narrações de Luiz Carlos Jr.

A partir de domingo (19), o trabalho de Luiz Carlos Jr. será em partidas do São Paulo. Primeiramente, contra o Santos, às 18h30, pela semifinal do Campeonato Paulista. Depois disso, na quarta-feira (22), contra o Corinthians, em um duelo em que o Tricolor precisa da vitória para não depender do resultado do San Lorenzo para se classificar na Libertadores.


Temporal em Buenos Aires derrubou jogo do Corinthians na FOX
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O Corinthians enfrentou o time argentino San Lorenzo nesta quinta-feira, em São Paulo. E, curiosamente, um temporal na casa do rival derrubou o sinal e deixou os telespectadores do canal por cerca de quatro minutos sem assistir ao jogo. O problema gerou reclamações nas redes sociais, mas foi contornado em cerca de quatro minutos.

O sinal da Fox Sports caiu perto do 25º minuto do segundo tempo do confronto que ocorria na Arena Corinthians, em Itaquera (zona leste da capital paulista).

Em comunicado enviado ao blog, a Fox Sports explicou o ocorrido: “Um problema técnico na geração dos canais FOX, com duração de 4 minutos, cortou a recepção dos sinais para o Brasil e foi motivado por um forte e inesperado temporal na região do centro gerador da FOX em Buenos Aires. Este evento afetou a subida dos sinais para o satélite e a consequente interrupção da programação por um curto prazo de tempo.''

O canal número 2, que transmitia Sport x Cene, pela Copa do Brasil, também foi afetado. A partida do Corinthians nesta quinta-feira foi exclusiva do Fox Sports.

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Repórter ofende funcionária e leva suspensão de TV nos EUA
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Repórter ofende funcionária e leva suspensão de TV nos EUA

A repórter Brittany McHenry recebeu suspensão de uma semana da ESPN norte-americana, onde trabalha, após ser flagrada destratando funcionária de uma empresa de reboque em Virginia, nos Estados Unidos.

Uma câmera filmou Britt xingando a funcionária de nome não revelado após tomar conhecimento de que seu carro havia sido guinchado. O veículo estava estacionado em local irregular.

Descontrolada, Britt berrou: “Eu sou uma repórter, querida. Eu irei processar essa p…”. A repórter prosseguiu com as ofensas: “Eu tenho cérebro e você não''.

“Talvez se tivesse faltando alguns dentes em mim eles iriam me contratar, né?”, concluiu.

O chilique repercutiu mal. Mais calma, a repórter usou as redes sociais para explicar o piti.

“Eu estava em um momento de intenso estresse. Eu disse alguns insultos lamentáveis. Eu peço desculpas pelas minhas ações e irei aprender com os erros”.

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Exclusivo da Fox, sinal do jogo do Corinthians cai e torcedores reclamam
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A partida entre Corinthians e San Lorenzo nesta quinta-feira foi exclusivo do canal Fox Sports. E isso se tornou um problema considerável para os corintianos no meio do segundo tempo.

O sinal da Fox Sports caiu perto do 25 minutos do segundo tempo, quando a partida estava empatada por 0 a 0 em Itaquera.

“O serviço está momentaneamente fora do ar em função de problemas técnicos da geradora/canal. Em breve, o sinal será restabelecido”, mostrava a mensagem para os usuários da NET.

Quando o sinal foi restabelecido, quase cinco minutos depois, o narrador Gustavo Vilani explicou o problema. “Perdemos por um instante o sinal por um problema de tempestade na retransmissora”, falou.

Em nota enviada para o blog, a Fox Sports explicou o ocorrido: “Um problema técnico na geração dos canais FOX, com duração de 4 minutos, cortou a recepção dos sinais para o Brasil e foi motivado por um forte e inesperado temporal na região do centro gerador da FOX em Buenos Aires. Este evento afetou a subida dos sinais para o satélite e a consequente interrupção da programação por um curto prazo de tempo.''

Na internet, clientes de outras operadoras também relataram o problema no Twitter. “Alô @OITV sinal do fox sports caiu aqui no rio . Esquisito”, escreveu João Guilherme, que é narrador da emissora.“Caiu o sinal da Fox aqui na GVT no Paraná…”, disse outro.

A partida desta quinta-feira era exclusiva do Fox Sports. SporTV, que também tem direito da Libertadores, transmitia Universidad de Chile e Inter.

A emissora teve o problema em seus dois canais. No outro, quem acompanhava Sport e Cene, pela Copa do Brasil, também passou pelo mesmo.

Veja a repercussão na web:


Band tem pior audiência no ano no futebol e dá “traço” com jogo do Vasco
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A vitória por 3 a 2 contra o Rio Branco garantiu a classificação do Vasco para a próxima fase da Copa do Brasil e também o recorde negativo para o futebol da Band em 2015. A partida, exibida nesta quarta-feira (15), marcou apenas 0,9 pontos – deu “traço'', como se diz nos bastidores da TV, quando a pontuação não chega a 1.

É a menor audiência das transmissões do futebol na Band neste ano. Antes, quem detinha o pior desempenho era outro clube carioca, o Botafogo: marcou 1 ponto na partida contra o Botafogo-PB, também válido pela Copa do Brasil, no dia 1º de abril.

Nesta quarta, durante o recorde negativo, no mesmo horário a Globo exibia a vitória por 2 a 1 do São Paulo contra o Danúbio, pela Libertadores. Marcou 20,4 pontos.

Mais cedo, a própria Band havia marcado 3,8 pontos com a transmissão do jogo entre Barcelona e Paris Saint-Germain, à tarde. Cada ponto no Ibope equivale a 67 mil domicílios na Grande São Paulo.

Sem jogos de times paulistas, a Band sofre com audiências baixas nas transmissões da Copa do Brasil. Com jogos do Paulistão, por exemplo, a emissora dificilmente marca menos que 3 pontos.

Seu melhor desempenho foi atingido no dia 11 de fevereiro, quando teve 8 pontos com a transmissão de São Paulo e Santos, pelo Paulistão. Nesse dia, a Globo não transmitiu o clássico e televisionou o jogo da volta da fase preliminar entre Corinthians e Once Caldas, na Colômbia (o time brasileiro havia dado grande passo para conquistar a vaga ao golear por 4 a 0 na ida).


Avallone elege os maiores narradores que já viu no Brasil
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Roberto Avalone no ínicio dos anos 2000, quando comandava o Mesa Redonda, na TV Gazeta

Aos 66 anos, o comentarista esportivo Roberto Avallone ainda tem na memória a narração de um gol do Palmeiras, seu clube de coração, ouvida pelo rádio em 1960, quando ele tinha 11 anos. E no melhor estilo que ele consagrou na TV, abusando da memória palestrina, ele afirma até a data, ao ser perguntado sobre uma narração marcante para os seus ouvidos.

“Foi no dia 10 de janeiro de 1960. O Palmeiras vivia uma fila de nove anos e enfrentou o Santos de Pelé, em uma melhor de três partidas''. O título em disputa era o de 1959. Está certo que não foi um jogo qualquer. A partida é lembrada como o maior Santos e Palmeiras disputado no Pacaembu em todos os tempos.

E em um jogo que tinha em campo Djalma Santos, Julinho Botelho e Jair da Rosa Pinto pelo Palmeiras, além de Pelé e Pepe pelo Santos, quem se consagrou foi o improvável ponta-esquerda Romeiro, que, de falta, marcou o gol do título palmeirense.

Revelado pelo América-RJ, ele chutou forte a partir do lado direito da área. Segundo Avallone, Pedro Luiz teve a impressão que ele erraria a cobrança, mas se corrigiu a tempo de narrar o gol histórico. “Ele chegou a titubear, mas em seguida foi uma explosão'', lembra Avallone, para quem, o rádio, naquela época, era uma referência para o esporte.

Naquele dia, Pelé abriu o marcador, ainda no primeiro tempo. Julinho Botelho empatou no fim da etapa, ao receber um passe de Romeiro. O mesmo que decidiria o jogo no segundo tempo. Nos dois primeiros jogos, foram dois empates, por 1 a 1 e 2 a 2.

“Tivemos grandes narradores. Depois do Pedro Luiz, vieram José Silvério, Osmar Santos, Fiori Giglioti (…) Gosto muito do Éder Luiz também. Na televisão, minha preferência é para o Galvão Bueno. Todos são comunicadores natos'', diz. Ainda assim, ele considera Pedro Luiz o maior de todos os tempos.

“Ele conduzia a partida como ninguém. Numa época em que a televisão ainda começava no Brasil, a nossa grande referência era o rádio. Foi um período muito interessante da comunicação no Brasil'', diz ele, que é formado em ciências sociais e passou pelo Jornal da Tarde e pela TV Gazeta, onde marcou época com o Mesa Redonda.

Vagner Magalhães
Do UOL, em São Paulo


Não é só Homem-Aranha. Barça e Danubio estão à frente do Santos na Globo
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A ausência do jogo entre Santos e XV de Piracicaba na programação da Globo no domingo irritou os torcedores do time da Vila Belmiro. A presença do filme O Espetacular Homem-Aranha às 16 horas do último dia 12 foi alvo de questionamentos de santistas nas redes sociais.

Mas, o que pareceu surpreendente no domingo tem sido uma prática comum em 2015. O Santos não tem feito parte da programação da Globo, tendo menos jogos transmitidos que times internacionais como PSG, Barcelona, Danubio, San Lorenzo, entre outros.

Computando os jogos desta quarta-feira (Globo transmitirá PSG x Barcelona, e Danubio x São Paulo), a emissora chegará a 14 partidas do Corinthians, 11 do São Paulo e três do Palmeiras em 2015. Já o Santos só fez parte da programação uma única vez, no clássico contra os palmeirenses.

Em uma segunda oportunidade, no clássico entre Corinthians e Santos, o jogo foi transmitido para todo o estado, exceto para a região metropolitana de São Paulo, região levada em consideração para Ibope.

Enquanto isso, os estrangeiros têm tido mais exposição na emissora. O Danubio terá seu terceiro jogo transmitido pela Globo nesta quarta-feira. PSG e Barcelona chegam ao seu segundo jogo, mesma quantidade de San Lorenzo e Once Caldas.

Até os clubes de menor expressão de São Paulo tiveram mais espaço na grade que o Santos. Ponte Preta e Botafogo, de Ribeirão Preto, estiveram na programação em duas oportunidades. Vale lembrar que o Botafogo teve sua primeira aparição na decisão da Copa São Paulo.

Se a Globo só televisionou o Santos em uma oportunidade, a Band pode se vangloriar de ter o triplo de exposição para a equipe. Além do clássico, o canal paulista transmitiu Mogi Mirim x Santos e Santos x São Paulo.

Em nota, a Globo informou que a decisão de não transmitir as quartas de final do Santos foi por motivo de contrato, pois a emissora só tinha direito a um duelo das quartas de final.

“Pelo contrato assinado com os clubes paulistas, a Globo só tem direito a um jogo nessa rodada. Como o jogo a ser transmitido é o do Corinthians e ele foi transferido para o sábado, por decisão da Federação, nós resolvemos seguir com a transmissão no sábado”, disse a assessoria do canal.

No próximo domingo, o Santos voltará a campo pelo Campeonato Paulista, mas não terá seu jogo na Globo. A emissora já anunciou a transmissão de Corinthians e Palmeiras.

*Os dados foram levantados com ajuda do site Papo de Bola, especialista em mídia esportiva.

Leandro Carneiro
Do UOL, em São Paulo