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Vida imita a arte. Fox Sports torna real dupla que só existia no videogame
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Em 2006, a EA Sports resolveu apostar em uma nova dupla para a série mais importante de futebol dos videogames. Saía Milton Leite, narrador do Fifa em nove edições da série, e entravam Nivaldo Prieto e Paulo Vinícius Coelho, o novo time narrador/comentarista do game Fifa. Foram bem dando voz às jogadas do Fifa 07. Acabaram ficando para as edições seguintes.

“Era para fazermos um só. Mas gostaram e acabamos fazendo outras vezes”, lembra Prieto. “Gravamos quatro anos seguidos, de 2006 a 2009. Foi um trabalho muito prazeroso, muito legal e divertido. Teve dia em que passamos mais de sete horas consecutivas gravando as frases, uma atrás da outra”, completa PVC.

A tabelinha seguiu até o Fifa 10, quando a produtora resolveu interromper a tradução do game para o português. Muita gente, porém, lembra com carinho dos dois: uma das versões que a dupla narrou se tornou um ícone na história dos games de futebol. Na briga eterna entre as séries PES e Fifa, a versão Fifa 09 é considerada o ponto em que a EA deixou para trás a rival Konami.

Com a contratação de Prieto pela Fox Sports, nos próximos dias a dupla, que só existia no mundo virtual, virará realidade. Os dois ainda não sabem qual jogo vai marcar a estreia – a emissora tem os direitos, entre outros, da Copa Libertadores e dos Campeonatos Inglês e Italiano.

“Conheci o PVC justamente no estúdio, para fazer o videogame. Batemos papo e passamos a fazer as gravações. Algumas separadas, mas outras, em que havia interação, fizemos juntos. A gente se divertia. Em alguns momentos, gargalhávamos muito, tirando onda, rindo. Levávamos até umas broncas. Na empresa (EA), pensavam que trabalhávamos juntos. Na verdade, isso só vai acontecer agora”, conta Prieto.

Os dois creditam ao Fifa o reconhecimento de um público que não dava muita bola para eles antes do game. “Começamos a ter um público de admiradores fora da televisão. Na cabine do Morumbi, muitas vezes, eram dezenas de crianças querendo tirar foto comigo. Elas invadiam a nossa cabine. É um público muito interessante”, fala Prieto. “Uma vez, em um restaurante, uma mãe falou que não suportava mais a minha voz, alegando que o filho e o marido passavam horas jogando”, diverte-se o narrador.

“Esse trabalho criou um público específico para mim. Um público que aprendeu a conhecer futebol pelo game. O pessoal ouve a minha voz, me para na rua e pergunta: 'você é a voz do game?'”, fala o comentarista. “Tem muita gente que não acompanha futebol, mas sabe que o Aguero, por exemplo, joga no Manchester City, que é bom no pé direito, que tem velocidade. É um público jovem. Mas têm muitos pais também, com 35, 40 anos, que não vai ao futebol, mas joga o game”, completa PVC.

Bruno Doro e Vagner Magalhães
Do UOL, em São Paulo


‘Vale tudo’? Globo relembra mas não explica gafe de Gil
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gil vale tudoCrédito: Reprodução/TV Globo

Quem acompanha o Fantástico sabe: o jogador que fizer 3 gols na rodada do fim de semana tem direito a pedir música. Gil, ex-atacante do Corinthians e Cruzeiro que hoje veste a camisa do Juventus da Mooca, balançou as redes 4 vezes, feito até então inédito em sua carreira, e pediu a música “Vale Tudo”, de Tim Maia. Mas o jogo foi no meio da semana passada, contra a Francana, pela séria A3 do Paulista.

Assim, Gil não teria direito a pedir música, certo? Errado. Foi Tadeu Schmidt quem explicou.

“Segundo regulamento do Artilheiro Musical, no capítulo 60, se o artilheiro fizer três ou mais gols ele não pode aceitar nenhum outro tipo de premiação por seu desempenho, caso contrário, perderá o direito à canção. E o Gil recebeu 60 esfihas pelos quatro gols que fez pelo Juventus. Lamento, Gil. A música tem que ser cancelada.”

“Mas peraí. O parágrafo 4º, do capitulo 60, diz que se a música pedida tiver uma relação muito forte com a vida do artilheiro, ele será perdorado. Nesse caso, arrebenta, Gil”, disse Schmidt, apertando o play para Tim Maia.

Sem entrar em detalhes, mesmo com o tom irônico que o caracteriza, o apresentador do dominical da Globo resgatou uma gafe de Gil que transformou-se num dos primeiros virais da internet brasileira.

Após conquistar o Campeonato Mineiro pelo Cruzeiro em 2006, contra o Ipatinga, no Mineirão, o atacante foi indagado por um repórter da rádio Itatiaia: “Vale tudo, Gil? Até o torcedor invadir o campo para tirar a roupa dos jogadores, vale tudo?”

Sem titubear, Gil cravou: “Só não vale dá o c… O resto vale tudo”.

A declaração inusitada rendeu um sermão daqueles, literalmente, do repórter: “Nossa senhora, é brincadeira, né? Um jogador profissional, numa rádio católica, falar uma besteira dessa”.

Em minutos, a frase de Gil ganhava a internet e entrava para a história das grandes gafes do futebol nacional. Tanto foi que Tadeu Schmidt não duvidou em achar um artigo no Artilheiro Musical para tocar a música “Vale Tudo”, de Tim Maia, pedida por Gil.


Programa de Neto faz Malcom, joia corintiana, chorar ao vivo
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A primeira vez de Malcom em um programa de TV mexeu com as estruturas da joia corintiana. Durante o programa “Donos da Bola”, apresentado pelo ex-jogador Neto, na “TV Bandeirantes”, uma reportagem com familiares do atacante do Corinthians levou o jovem de apenas 18 anos às lágrimas.

Logo no início do programa, Neto parabenizou a mãe de Malcom, Flávia de Oliveira, pela “blindagem” feita no garoto, para que ele não se deslumbrasse com a carreira de jogador. E isso ficou bem claro durante a reportagem. “Tenho medo de ele se perder, (do sucesso) subir a cabeça. Eu falo para ele: ‘você não conquistou nada ainda. Tem muito caminho’”, afirmou Flávia.

Além da mãe, a avó e a tia de Malcom, Sônia e Silvia, também deram seus depoimentos, e relembraram a infância difícil na Vila Formosa, bairro da zona leste de São Paulo.

Emocionado com a reportagem, Malcom mal conseguiu comentar o que acabara de assistir. “Eu queria agradecer minha família por tudo, foi a base de tudo mesmo”, afirmou o atacante, que lembrou das dificuldades para treinar na infância.

“Eu pedia até carona no ônibus. Às vezes ele deixava, às vezes não. Às vezes eu pegava o ônibus e minha mãe ia arrumar dinheiro com alguém, eu pegava o ônibus no metrô e não pagava a condução, não passava (pela roleta), e quando chegava perto de onde eu tinha que descer, minha mãe parava o ônibus e pagava, quando tinha (dinheiro), mas às vezes eu pedia, falava que não tinha dinheiro e passava por baixo”.

Ao ser questionado por Neto sobre seu maior sonho no futebol, Malcom afirmou que era fazer um gol pelo Corinthians, o que aconteceu no dia 18 de setembro de 2014, no empate em 1 a 1 com a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro.

“Naquele dia, eu sai de casa e minha mãe me disse ‘hoje sai meu gol?’. Disse que sim e pedi para ela ficar em casa, porque ela sempre ia aos jogos e eu nunca marcava”, relembrou o jovem atacante.


Tino Marcos tira pausa na Globo até 2016 e Galvão faz discurso emocionado
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O jornalista da Globo Tino Marcos vai tirar um período sabático. Pelos próximos dez meses, se afastará do trabalho com a emissora, principalmente de seu cargo de principal repórter a cobrir a seleção brasileira. O anúncio oficial e o “até breve'' foram feitos no finzinho do amistoso entre Brasil e Chile, em Londres.

A bola rolava nos instantes finais de partida, quando Galvão fez um discurso emocionado falando de Tino. O jornalista trabalha há 26 anos em parceria com o narrador.

“Eu queria falar em nome de toda a equipe, em nome da Globo, de todos nós. Porque este é o 26º ano que eu e o Arnaldo temos a oportunidade e o prazer de trabalhar com o Tino Marcos como repórter da seleção brasileira. De reportagens inesquecíveis, de grandes momentos, criando uma história a cada dia. Um parceiro, companheiro, amigo, sempre muito leal e sempre à disposição de ajudar cada um de nós quando necessário'', iniciou o narrador.

“O Tino, agora depois de mais de 30 anos de trabalho no dia a dia, ele vai ter um período sabático. Volta logo, hein? Tomara que passe logo. Ele volta em fevereiro. Vai nos fazer muita falta, viu Tino?'' afirmou Galvão, explicando pelo repórter as razões do afastamento. “Ele vai estudar, vai melhorar seus idiomas, passar um tempo aqui estudando inglês. Vai ficar com a mulher, com os filhos, os pais… Vai se reciclar. Vai com Deus, Tino, e volte melhor ainda, que é o que tenho certeza que vai acontecer, mas todos nós estaremos para que esses dez meses passem o mais rápido possível. Obrigado, por todos esses anos, Tino.''

Tino Marcos se mostrou um pouco desconcertado. “Galvão, pelo amor de Deus, obrigado pelo carinho de hoje, e de sempre, a todos aí. Muito obrigado'', limitou-se a dizer, e a transmissão voltou ao curso normal, já no encerramento da partida, vencida pelo Brasil, por 1 a 0, gol de Firmino.

O contrato de Tino com a Globo acabou, mas ele já tem um acerto para retornar em fevereiro de 2016. O pedido foi feito para ele poder se dedicar à família – ele tem duas filhas, de 17 e 22 anos.

Tino aproveitará para ficar em Londres com a mulher por um mês. A ideia é entrar em um curso intensivo de inglês. No demais, curtir a família.

“Tenho 32 anos de jornalismo, e 29 de Rede Globo. Sempre nesse ritmo intenso que é a carreira. Eu fiz o pedido a direção, e fui compreendido. Vou desfrutar minha família agora. Todos merecemos isso'', afirmou o repórter.

João Henrique Marques
Do UOL, em Londres



Cléber Machado faz 53 anos. Veja as suas narrações mais famosas
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Um dos principais narradores do futebol brasileiro, Cleber Machado completa neste domingo 53 anos. Apesar de não ser um locutor repleto de bordões, ele tem uma carreira marcada por muitas narrações divertidas.

Afinal, Cléber Machado chegou em 2015 ao seu 27º ano como narrador da Globo, em uma carreira com Jogos Olímpicos, Copa do Mundo, Libertadores, Fórmula 1 e muitas outros momentos, inclusive, Carnaval. Relembre abaixo situações marcantes da carreira de Cléber:

Hoje não, hoje não, hoje sim

Falar de narração de Cléber Machado é lembrar da famosa ultrapassagem de Michael Schumacher sobre Rubinho na reta final da corrida. O narrador estava pronto para comemorar a vitória do brasileiro, mas…

Romarinho

Um dos momentos marcantes para os corintianos envolveu Cléber Machado. Quem não lembra do Romariiiinho quando ele entrou e marcou contra o Boca na final da Libertadores?

Ih rapaz, que loucura

E quando Obina e Maurício, ambos no Palmeiras, resolveram sair na porrada? Cléber Machado achou tudo que estava acontecendo uma loucura.

Lâmpada

Aí, Frank Lampard (ou seria lâmpada?) partiu para a cobrança de pênalti na Copa de 2006 no jogo entre Inglaterra e Portugal e errou a penalidade. Ainda teve de sofrer com seu nome errado na narração da Globo.

Armero enlouqueceu

A imagem é muito mais marcante pela dança maluca de Armero no jogo entre Palmeiras e Santos. Mas e Cléber Machado descrevendo o que tinha acontecido com o colombiano?

Saí daí Caio

Essa não foi uma narração marcante, mas sim um belo golpe de Cléber em Caio Ribeiro. Tentando evitar que o comentarista vazasse na imagem, ele empurrou o ex-jogador, mas, o empurrão foi flagrado pelas câmeras.

E a concorrência?

Mas, narrador que se presa fica atento com a concorrência. Na Copa das Confederações de 2013, Cléber Machado mostrou que estava ligado na transmissão da Band, só não esperava o áudio vazar.

Ah poxa!

A carreira de Cléber também tem algumas gafes marcantes, como quando ele resolveu conversar com Jorginho sobre o seu filho. O narrador perguntou se ele havia dispensado o herdeiro do Palmeiras, mas foi informado que ele tinha morrido.

Gols perdidos

E o trauma de Cléber Machado em jogos entre Corinthians e Bahia? Em duas partidas diferentes, ele perdeu gols do time paulista já. Uma vez, ele foi atrapalhado pelo anúncio publicitário e na outra se distraiu com a camisa roxa.

Filosofia

E nada melhor do que uma boa filosofia de Cléber Machado, afinal, “hoje, você espirra e não ouve mais ‘saúde’ do cara que está do lado”.


Canal religioso mostra “periferia” do futebol. E até padre já comentou
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futebol rede vida

Não gosta de ver futebol europeu nas manhãs dos sábados e domingos ou está cansado de todo luxo que envolve o futebol no Velho Continente? Um canal religioso é a sua “salvação''. A Rede Vida se firma a cada dia como a emissora do futebol “alternativo”. Jogos das segunda, terceira e quarta divisões do Campeonato Paulista e até dos estaduais sub-17 e sub-20 ocupam a grade de programação da emissora ao longo de todo ano aos fins de semana, sempre às 10h e às 19h. Em janeiro, há espaço para a Copa São Paulo de Juniores. Uma tradição que já dura 15 anos.

E em todo este tempo de transmissões de futebol, até padres já passaram pelo microfone daquele que se intitula “O Canal da Família” e tem sua programação baseada majoritariamente em missas, reflexões religiosas e programas bíblicos.

“Os padres assistem aos jogos, pedem para enviarmos saudações e alguns já até comentaram algumas partidas comigo. Uma vez estava em Araraquara, e um padre que participou da transmissão havia jogado no time juvenil do Guarani”, contou ao UOL Esporte Luiz Carlos Fabrini, voz principal das transmissões da Rede Vida desde o início da empreitada da emissora no futebol.

Mas de onde surgiu o interesse de um canal católico contar com o futebol em sua programação? A inclusão do esporte na grade veio da necessidade de se oferecer um produto específico para o público do interior paulista.

Em que pese ter atualmente seu sinal disponibilizado em todo o país em UHF e canais a cabo, além de streaming na internet, a Rede Vida conta com a terceira maior distribuição de sinal próprio no estado de São Paulo, atrás apenas da Rede Globo e da TV Cultura. A geração é feita toda a partir de São José do Rio Preto, cidade localizada a 450 quilômetros da capital.

“Precisávamos ter um produto com a cara do interior e estas divisões inferiores contam com clubes de todo o estado. Além disso, sempre houve o desejo de dialogar mais com o público masculino, e como o futebol é o esporte mais popular do país vimos aí uma boa oportunidade. Queremos unir pai e filho, toda a família em frente da TV. E o retorno tem sido muito bom. Recebemos muitas mensagens durante nossas transmissões. Não somos um canal esportivo, mas qual canal aberto hoje passa três jogos por fim de semana? Nenhum”, disse João Monteiro de Barros Neto, diretor do canal e filho do fundador João Monteiro de Barros Filho.

“Por ser um canal religioso, a característica da Rede Vida é não agredir, não dar ênfase aos tumultos que acontecem dentro de campo e brigas. Tem muito locutor que quando vê uma jogada mais ríspida diz que tal jogador deveria ser preso por fazer aquilo. A gente pede tranquilidade. Mas não existe diferença nenhuma em narrar futebol em um veículo tradicional ou em um canal religioso”, disse Luiz Carlos Fabrini.

O canal possui uma parceria com a Federação Paulista de Futebol (FPF), que cede os direitos de transmissão das divisões inferiores de seus campeonatos. A Rede Vida influencia na montagem na tabela e pode solicitar a mudança de horários dos jogos para adaptá-los à sua grade.

Mesmo com o grande alcance que tem em todo o Brasil, o canal atualmente não conta com nenhum patrocinador para as suas transmissões.

“Não temos lucro, nem prejuízo. Trabalhamos dentro de um equilíbrio operacional”, explicou Monteiro Neto.

A equipe da Rede Vida conta com três narradores, três comentaristas e três repórteres.

“Nos últimos anos temos feito mais transmissões dentro do estúdio. Antes, era viagem para tudo que é lado, mas eram muito dispendiosas”, disse Fabrini.

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Hoje, os únicos que rodam o interior paulista com frequência são os repórteres. E eles viajam muito para acompanhar de perto equipes que talvez você nunca tenha ouvido falar ou de que há muito tempo não escutava como: Cotia, Santacruzense, Batatais, Votuporanguense, Barretos, Catanduvense, entre outros.

“O futebol do interior é rico em histórias, tem jogadores que vêm de todas as partes do país. E conseguimos colocá-los em evidência, mostrá-los para suas famílias. Temos cumprido este trabalho com muita eficiência”, completou Fabrini.

Fábio Aleixo
Do UOL, em São Paulo


Esporte na TV teve saída de Beting, narrador em casa nova e lição de moral
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Galvão Bueno (esq.) teve dificuldades com a voz na narração de Brasil e França

Os bastidores da televisão esportiva brasileira estiveram movimentados nesta semana, em que a Fox Sports anunciou a contratação do narrador Nivaldo Prieto, que trabalhará com seu antigo companheiro de Band, o comentarista Mauro Betting. Betting, por sua vez, foi demitido pela rádio Bandeirantes. O comentarista participava duas vezes por semana do programa Esporte Notícia. Já a repórter da ESPN Brasil, Gabriela Moreira, deu uma invertida ao vivo, em um torcedor palmeirense, que chamou de “bichas''os torcedores são-paulinos. Na transmissão da vitória brasileira por 3 a 1 contra a França, o narrador da TV Globo, Galvão Bueno, teve dificuldades para levar a partida. Devido ao frio na França, sua voz falhou em vários momentos da transmissão, o que gerou até um pedido de desculpas no ar.

Veja o que foi notícia nesta semana:

1  – Galvão sem voz
O narrador Galvão Bueno teve dificuldades na partida entre Brasil e França nesta quinta-feira. A voz do locutor falhou em diversos momentos e ele até pediu desculpas para os telespectadores durante a transmissão.

“Peço desculpas porque a voz está indo embora porque o frio amigo, para falar o tempo todo, fica mais difícil, mas tudo bem”, disse. A voz começou a falhar ainda no primeiro tempo. Mas o pedido de desculpas de Galvão aconteceu somente aos 20 minutos da etapa final, logo após a voz dele ficar muito rouca ao tentar narrar um lance. Depois de lamentar o problema, Galvão Bueno seguiu apresentando dificuldades para narrar.

2 – Prieto no Fox Sports
A estreia do narrador Nivaldo Prieto, 49, no Fox Sports, está marcada para a próxima quarta-feira, dia em que o São Paulo enfrenta o San Lorenzo, no estádio Nuevo prietaoGasómetro, em Buenos Aires (Argentina). Contratado nesta semana, após dois meses de conversa com a direção do canal, ele se disse ansioso por voltar ao microfone e especialmente animado por fazer parte da equipe que vai aos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

“Tenho a minha imagem muito ligada aos Jogos Olímpicos e o canal terá uma cobertura muito forte. Esse foi um dos pontos fundamentais para que chegássemos a um acordo'', diz ele. “Além do meu interesse, a emissora também me procurou com esse objetivo, o que deixou as coisas ainda mais fáceis'', afirmou.

Ele conta que depois que saiu da Band, no fim do ano passado, foi sondado pelo Fox Sports, mas as negociações começaram para valer em fevereiro. Com a conversa em andamento, ele também foi procurado pela Turner, que comanda o Esporte Interativo no Brasil. O canal terá exclusividade para a transmissão em TV fechada da Liga dos Campeões a partir do segundo semestre deste ano.

3 – Lição de moral

622_50d7812c-af03-38af-aa87-f8d49d978a89Em uma transmissão ao vivo, um repórter precisa ter jogo de cintura para falar seu texto corretamente, ficar atento a problemas técnicos e ainda lidar com entrevistados, que podem ser imprevisíveis. No ar pela ESPN Brasil antes do clássico entre Palmeiras e São Paulo, nesta quarta-feira (25), Gabriela Moreira foi surpreendida por uma expressão homofóbica de um torcedor. E não perdoou. Em entrevista ao blog, ela explicou o porquê.

Na entrevista, um torcedor palmeirense previu: “a expectativa é a gente ganhar dos bichas hoje, 2 a 1 para o Palmeiras”. E ouviu uma lição de moral da jornalista.

“Pessoalmente, eu agi de forma natural, de acordo com o que acredito. Profissionalmente, eu reagi porque a imprensa não pode ser instrumento e veículo de qualquer tipo de preconceito”, afirmou Gabriela. Ela admitiu que a reação não é fácil, ainda mais ao vivo, mas se mostrou tranquila de que tomou a decisão correta. “ Na hora é uma decisão difícil a se fazer, mas agi assim respeitando esses dois pontos.''

4 – Doping-Anderson Silva
Não é surpresa para ninguém que o caso de dopingo de Anderson Silva o tirou do papel de técnico do TUF Brasil 4, o reality show do UFC transmitido pela TV Globo. Mas, nas chamadas da emissora, o astro e seu time no programa ainda são tratados com destaque. E mais, o doping do lutador é utilizado como uma das principais atrações do reality, sem qualquer menção à sua saída para a entrada dos irmãos Nogueira em seu lugar.

O comercial veiculado pela emissora, chamando para a estreia do TUF, em 5 de abril, anuncia apenas a presença dos técnicos Anderson Silva e Maurício Shogun, com direito ao logo do programa ainda mostrando o nome do ex-campeão dos médios.

“Las Vegas, a cidade onde as apostas são altas e os riscos, ainda maiores. O palco ideal para a nova temporada do TUF. Lutadores em busca da glória, treinados por dois gigantes do UFC. Maurício Shogun e o polêmico campeão Anderson Silva, envolvido em uma suspeita de doping que está abalando o mundo do MMA”, diz o locutor.

5 – Demissão de Mauro Betting
O Grupo Bandeirantes de Comunicação encerrou totalmente seu vínculo com Mauro Beting. Na semana passada, a Rádio Bandeirantes demitiu o jornalista, que mauro-betting-fox-sports-1398193746772_615x470participava duas vezes por semana do programa Esporte Notícia. Além de Beting, a rádio dispensou também um produtor da equipe de esportes, Guilherme Fagundes.

Procurado pela reportagem do UOL Esporte, Mauro Beting não quis se pronunciar sobre o assunto. A Bandeirantes confirmou que o jornalista deixou o grupo, mas não alegou a razão. Segundo a assessoria de imprensa, ele estava atuando na Rádio Bandeirantes apenas como colunista, e participava de alguns programas como convidado.

O grupo afirmou ainda que a saída foi amistosa e que deixa as portas abertas para que ele possa voltar a colaborar com a emissora no futuro.

A Rádio Bandeirantes havia demitido Beting em agosto de 2013, mas voltou atrás apenas um dia depois. Após uma polêmica em redes sociais, o ex-jogador e apresentador Neto chegou a deixar seu cargo à disposição da emissora e avisou, em seu programa ao vivo, que o grupo poderia demiti-lo para manter Beting. No mesmo dia, a Rádio Bandeirantes anunciou a recontratação do jornalista e Neto também continuou no grupo.


Teve até escuridão no mar. Carol Barcellos desafia medo em programa global
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Mergulho às cegas, rosto congelado, entre outras situações inusitadas. Essa tem sido a rotina da repórter Carol Barcellos desde que resolveu encarar aventuras para lá de radicais. As mais recentes têm feito parte do programa Planeta Extremo, que vai ao ar na Globo todos os domingos.

Aos 33 anos, Carol tem encarado suas limitações para descobrir novas aventuras. Como foi o caso do mergulho às cegas que fez na China.

“A expedição na China (foi a mais difícil). As condições de mergulho lá são complicadas: água muito fria, pouca visibilidade e fomos a lugares inexplorados. Tenho dificuldades com mergulho, não consigo ficar muito tranquila. Mas, o mais importante, o episódio está muito bonito e tenho certeza que o público vai curtir as paisagens e o desafio de entrar nas cavernas. Resistir a 30 minutos de mergulho numa caverna quase sem enxergar nada. Não sei se aguento de novo”, falou ao UOL Esporte.

Mas, os que acham eu Carol Barcellos não tem medo de nada, a jornalista ressalta que não é bem assim que funciona. Ela revela inclusive ter medo de altura.

“Tenho medo de muitas coisas, mesmo, inclusive de altura. Neste último episódio do Planeta Extremo das Sequoias, todos puderam perceber no vídeo o meu medo intenso de altura.
Não tenho vergonha em admitir. Acho que ter coragem não significa não ter medo, mas sentir o medo e ir em frente e enfrentá-lo”, disse. “É um pensamento que evito (desistir). Não considero ‘desistir’ como uma opção. Penso em riscos, sinto medo, mas não gosto de pensar em desistir”, complementou.

Quando comenta sobre as lesões que teve durante as aventuras, Carol brinca ao dizer que “seu santos é forte” e que o máximo que aconteceu até hoje foram alguns arranhões e cicatrizes que “ficaram de recordação”. Um desses machucados aconteceu quando a jornalista encarou uma maratona no Polo Norte.

“Foi num momento bem louco, comecei a treinar quando minha filha tinha 10 meses. Foi uma transição bruta. Saí de uma rotina leve de exercícios para um treinamento pesado. Foi um período cansativo. Eu só cuidava da minha família, trabalhar e treinar, mas o resultado foi muito bom. Conseguimos contar uma bela história e isso é o que importa. Tomei cuidado com as mãos e os pés (para não congelar), mas esqueci do rosto. Acho que deveria ter me preocupado mais com o rosto. Quando cheguei, não conseguia mexer muito a boca, estava um pouco machucada. Também fiquei com uma marca de queimadura leve na barriga, pelo frio. Tudo passou, o que ficou foi a conquista. Minha filha completou um ano e, dias depois, viajei para correr 42 km no Polo Norte, a maratona mais fria do planeta. Sem dúvida, marcou minha vida”, relembra.

Mas não são os machucados ou o medo a maior dificuldade que Carol enfrenta no período de aventuras. Casada com o repórter Bruno Cortês, também da Globo, ela é mãe de Júlia, de apenas dois anos.

“É a parte mais difícil das expedições. Eu e Julia temos uma relação muito forte. Ainda estamos aprendendo a ficar longe uma da outra. Às vezes, não tem jeito, mas temos um combinado: não importa para onde eu vá, ela vai junto, no coração e eu fico no coração dela. Isso é para sempre, está muito além da distância física”, disse.

Distância da filha, medo de altura ou cicatrizes. Nada disso faz Carol reclamar das aventuras que têm encarado no “melhor trabalho do mundo”.

“Tem sido intenso (gravar o programa). É um programa que exige muita disciplina e dedicação, mas é, sem dúvida, o melhor trabalho do mundo. “Cada desafio tem um tipo de treinamento. O que não deixo de fazer: cuidar do preparo físico. Nem nas férias”, brinca a repórter.

A preparação citada por Carol tem direito a corrida três vezes por semana, natação e treino funcional duas vezes por semana e ainda pilates. Na alimentação, a jornalista evita farinha, açúcar e gordura, e o restante gosta de comer em grandes quantidades: “como mais que alguns homens da equipe”, finaliza a jornalista.

Leandro Carneiro
Do UOL, em São Paulo


Alex faz planos para ser técnico ou dirigente: “Só estou comentarista”
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O ex-jogador Alex foi uma das principais contratações da ESPN para a temporada 2015. Meses após ter anunciado oficialmente a aposentadoria, o ex-jogador de Coritiba, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro foi incluído em um novo grupo de comentaristas do canal fechado. Contudo, essa passagem dele pelos microfones pode não ser duradoura.

“Hoje eu estou comentarista, mas minha intenção é trabalhar aqui dentro, como treinador ou gestor. Acho que isso pode ajudar. Isso serve para mim como aprendizado dentro daquilo que eu imaginava no pós-carreira, de estudar, de ver futebol de fora e de tirar essa vestimenta de atleta para que um dia, quando eu me sentir capaz, voltar ao vestiário e trabalhar mais uma vez no futebol”, disse Alex nesta sexta-feira (27), em entrevista coletiva concedida no CT do Palmeiras.

O meia será homenageado pelo time paulista no próximo sábado (28), quando terá um jogo de despedida no estádio Allianz Parque. A partida será disputada entre um time de amigos de Alex e outro formado pelos palmeirenses que conquistaram a Libertadores de 1999.

“Acho que a minha geração ainda não contribuiu [com o futebol]. Ela está chegando ao final agora, e a contribuição começa a ser dada a partir disso. Alguns vão se tornar treinadores, outros estão indo para o lado da gestão. É o começo de pessoas que estão se colocando em situações diferentes”, apontou Alex.

“Como comentarista, vou me manter fiel àquilo que eu penso do jogo e do futebol. Vou ter a responsabilidade de ter a mesma linha que eu mantinha quando atleta”, encerrou o ex-jogador.

Guilherme Costa
Do UOL, em São Paulo

Tags : alex espn


De ‘espevitada’ do SporTV a mulherão, ela explica por que deixou holofotes
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Ana Luiza Castro foi um dos nomes fortes do jornalismo esportivo da TV no começo dos anos 2000, e foi à frente das telas que se viu a evolução do que era uma garota “espevitada”, segundo sua chefia no SporTV, para um mulherão, e de uma apresentadora novata a uma jornalista que ia ao ar em horário nobre na Band, concorrendo com o Jornal Nacional. A bela, também conhecida pelos ensaios sensuais que exaltavam os olhos azuis, o bocão e o corpo, hoje está com 35 anos, casada, e se afastou dos holofotes.

O lado “musa” de Ana Luiza acabou ganhando protagonismo, e sua imagem ficou marcada justamente pelos ensaios e pela vida social – namorando famosos como os ex-pilotos Tarso Marques e Pedro Paulo Diniz e o ator Malvino Salvador. Ainda que a beleza tenha ajudado, o lado jornalista sempre falou mais alto para ela, tanto que hoje ela segue atuando na área, figurando principalmente em vídeos institucionais.

Já realizando alguns trabalhos como modelo, a escolha nos estudos pelo jornalismo foi levada por sua vontade de trabalhar como apresentadora, deixando de lado outro gosto, a psicologia. Quando cursava apenas o segundo período, Ana Luiza soube de um teste para o Zona de Impacto, programa de esportes radicais do SporTV. Por que não tentar a sorte? Aos 19 anos, a aposta deu certo. Ela foi aceita para apresentar o Extra, um jornal diário dentro do Zona de Impacto.

“Foi demais no segundo período da faculdade já entrar no Sportv, como apresentadora de um programa que tinha um público grande e era super ‘cool’. Eu adorava o canal e entrei de cabeça na história toda”, relembra ela. “Às vezes ficava nervosa, mas o programa era gravado, então era um clima mais tranquilo. Eu comecei com 19 anos, e era bem menina no jeito, na voz, no corpo e fui crescendo alí, no vídeo. Fiquei no Sportv dos 19 aos 23. Fiz fono, exercícios de apresentação, e fui perdendo aquele jeito mais adolescente, digamos, e me tornando mais mulher.”

O lado menina era um grande atrativo, de fato. “Lembro que o meu chefe na época, o Olívio Petit, disse que quando viu aquele teste de uma menina meio espevitada, falante, resolveu apostar (risos) . Mas eu aprendi muito ali, na raça”, acrescenta Ana Luiza, que chegou a ter “quatro ou cinco programas”, ao mesmo tempo. Mais presente no estúdio, ela também se arriscava em algumas atividades “radicais” fora – até corrida de pé de pato chegou a gravar, algo nem tão radical assim.

Crescendo em um programa leve, para um público jovem, Ana Luiza teve uma grande vitrine e chamou a atenção de concorrentes. A Band foi quem comprou o “passe” da garota, que agora precisava virar uma mulher mais madura, apresentando todo tipo de esporte nos jornais da emissora.

“Aí acabou a brincadeira né!? (risos). Tinha 23 anos, morava no Rio, trabalhava no SporTV, morava com a minha mãe, volta e meia estava na praia, saindo com as amigas, vivia aquela vida do Rio maravilhosa! Mas fiquei bem feliz e instigada quando recebi o convite da Band para apresentar o principal jornal de esporte deles e ao vivo. Não pensei duas vezes”, conta ela.

Ana Luiza Castro nunca tinha atuado ao vivo, e foi contratada para um desafio enorme. Apresentaria o Esporte Total, na edição noturna. Isso significava ir ao ar na mesma faixa de horário que William Bonner e o Jornal Nacional. Mas não foi só isso que aconteceu.

“(O Esporte Total) era um dos carros chefes da emissora, tinha um ibope bacana. Mas quando cheguei lá, a apresentadora do jornal do meio-dia estava indo embora, e me colocaram lugar. Ou seja, eu passava o meu dia inteiro dentro da Band e ainda fazia o Show do Esporte aos domingos do meio-dia às 20h. Dei uma pirada, praticamente morava dentro da Band, sempre maquiada”, relata a jornalista, que vê hoje que toda aquela responsabilidade virou aprendizado. “E, olha, modéstia a parte, posso dizer que leio um teleprompter com maestria (risos).”

A nova Ana Luiza Castro

Casada com um executivo da Red Bull, Ana Luiza trocou a torcida pelo Fluminense pela do clube da marca de energéticos. Ela conta que conhece o clube há oito anos - bem antes do marido. “Agora o meu time do coração é o Red Bull Brasil, sou super torcedora, vou no estádio e quando não posso vejo os jogos pelo pay per view. Faço muitos institucionais, e uma das empresas em que trabalho é a Red Bull, estou com eles há oito anos e acompanhei toda a luta do time, desde a quarta divisão do paulista até chegar a primeira divisão. Vi eles baterem na trave algumas vezes e todo o trabalho maravilhoso que fazem, com os meninos carentes da base, inclusive acho um absurdo alguns jornalistas que não conhecem a história do time ficarem criticando. Eles poderiam, pela grana que têm, ‘comprar’ o lugar na primeira divisão do paulista mas vieram lá de baixo fazendo a coisa direito”.

Casada com um executivo da Red Bull, Ana Luiza trocou a torcida pelo Fluminense pela do clube da marca de energéticos. Ela conta que conhece o clube há oito anos – bem antes do marido. “Agora o meu time do coração é o Red Bull Brasil, sou super torcedora, vou no estádio e quando não posso vejo os jogos pelo pay per view. Faço muitos institucionais, e uma das empresas em que trabalho é a Red Bull, estou com eles há oito anos e acompanhei toda a luta do time, desde a Quarta Divisão do Paulista até chegar à Primeira. Vi eles baterem na trave algumas vezes e todo o trabalho maravilhoso que fazem, com os meninos carentes da base, inclusive acho um absurdo alguns jornalistas que não conhecem a história do time ficarem criticando. Eles poderiam, pela grana que têm, ‘comprar’ o lugar na primeira divisão do paulista mas vieram lá de baixo fazendo a coisa direito”.

Hoje uma rápida busca na internet mostra que Ana Luiza sumiu dos holofotes. Ela chegou a ter trabalhos na MTV e no GNT – com o programa “Pílulas da Moda” –, mas foi depois de se casar, em 2013, que passou a “voar abaixo do radar”, sem presença em redes sociais e praticamente desaparecida do noticiário de celebridades, do qual sempre fez parte, com aparições em festas e eventos.

Ana Luiza, agora com 35 anos, casou em um evento de gala com Pedro Navio, empresário da Red Bull, e admite que mudou um pouco o perfil antigo. “Me vi mais caseira e curtindo mais a vida a dois, nunca tive esse sonho de casar como algumas amigas, mas estou amando, meu marido é tranquilo e respeita super meu espaço, a gente se dá muito bem”.

O lado sumido dos holofotes tem seus dois lados.''Amo minha liberdade e tenho uma vida bastante agitada. Um contrato como os que eu já tive me prenderia nessa questão de fazer todas as coisas que gosto e quero'', explicou ela.

Profissionalmente, além dos vídeos para empresas, espera voltar em breve à TV, mas não pretende retornar ao esporte.

“Hoje eu viajo bastante para vários lugares legais, gosto muito de fazer yoga ashtanga e de alguns retiros espirituais. Faço trabalhos como apresentadora para várias empresas, institucionais. Essa coisa da apresentadora ficou muito marcada e sempre me chamam, devo fazer algo em TV a cabo relacionado a moda e para a internet também, ainda este ano.”

Maurício Dehò
Do UOL, em São Paulo